Milton Hatoum proferiu discurso durante a posse na ABL. Foto: Reprodução/Youtube-Academia Brasileira de Letras
O escritor amazonense Milton Hatoum é o primeiro do estado a se tornar ‘imortal‘ na Academia Brasileira de Letras (ABL). Vencedor de três prêmios Jabuti, Hatoum assumiu a cadeira 6, sucedendo o jornalista Cícero Sandroni, em uma cerimônia realizada nesta sexta-feira (24), no Rio de Janeiro (RJ).
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O jornalista Cícero Sandroni morreu em junho do ano passado e Milton Hatoum foi anunciado como seu sucessor em agosto. Ele é o primeiro amazonense a tomar posse do título na ABL.
Em seu discurso, Hatoum lembrou a obra de Sandroni e de antigos ocupantes da cadeira que passa a representar. O discurso de recepção foi feito pela acadêmica Ana Maria Machado. Assista a cerimônia:
Milton Hatoum, o imortal amazonense
Entre os nove livros de ficção de sua autoria, os romances ‘Relato de um certo Oriente’, ‘Dois irmãos’ e ‘Cinzas do Norte’, vencedores do Prêmio Jabuti, são destaques e referência entre o público. ‘Dois irmãos’ é uma das obras que ganharam versões em quadrinhos e televisivas. Em 2025, o autor amazonense encerrou a sua mais recente trilogia, ‘O lugar mais sombrio’.
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Hatoum também é escritor de coletâneas de contos e crônicas e tem mais de 500 mil exemplares vendidos em 17 países.

“Não vivemos apenas no real, vivemos também no imaginário, nos sonhos, na literatura, nas artes, no teatro, essa arte viva. Na experiência mística. Vivemos também no devaneio. A humanidade não pode suportar tanta realidade como diz o famoso poema de Eliot. Um dos meus devaneios é imaginar um punhado de leitores anotando os mesmos trechos de um livro”, destacou Hatoum em seu discurso.
Entre os passos da celebração de posse, ele recebeu a medalha simbólica entregue aos novos membros da acadêmica Rosiska Darcy; o diploma foi entregue pela acadêmica Lilia Moritz Schwarcz; e a espada foi entregue por Arnaldo Niskier.
A comissão de entrada foi formada pelos acadêmicos Antonio Carlos Secchin, Domício Proença Filho e Eduardo Giannetti. Já a comissão de saída foi formada pelos acadêmicos Arno Wehling, Ana Maria Gonçalves e Gilberto Gil.
