Home Blog Page 300

PL que regulamenta profissões de agente indígena de saúde e de saneamento avança na Câmara

0

PL que regulamenta profissões de agente indígena de saúde e de saneamento avança na Câmara. Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

A votação do projeto foi colocada em pauta no dia 9 de abril, na semana do 21º Acampamento Terra Livre (ATL), a maior mobilização indígena do Brasil que acontece anualmente para dar visibilidade às suas reivindicações junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. E contou com a presença de lideranças indígenas.

Os documentos que registram cada edição do Acampamento Terra Livre são fruto das discussões realizadas nas plenárias e expressam o posicionamento político e as reivindicações do movimento indígena.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

“Os povos indígenas precisam de todos os Poderes constituídos para terem os seus direitos efetivados. A Câmara dos Deputados está fazendo o seu papel de colocar em pauta projetos que beneficiam a população indígena. É muito bom saber que essa proposta está avançando nas comissões”, afirmou a presidenta da Funai, Joenia Wapichana, autora do Projeto de Lei 3514/19 durante o seu mandato como deputada federal.

Leia também: Portal Amazônia responde: O que é Acampamento Terra Livre?

Agente indígena de saúde e de saneamento

Segundo o texto, para exercer as funções de AIS ou de Aisan, o profissional deverá ser indígena, residir na área da comunidade de atuação, ter idade mínima de 18 anos, dominar a língua da comunidade e conhecer os costumes e sistemas tradicionais de saúde do povo indígena. Será exigida ainda a conclusão do ensino fundamental e de curso de qualificação específico definido pelo Ministério da Saúde.

Leia também: Conheça quatro das principais lideranças indígenas da Amazônia

PL que regulamenta profissões de agente indígena de saúde e de saneamento avança na Câmara. Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

Leia também: Conheça histórias inspiradoras de quatro mulheres indígenas

O Agente Indígena de Saúde atuará na prevenção de doenças e na promoção da saúde das populações indígenas. As ações serão domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas, seguindo as diretrizes do SUS. Os AIS devem atuar para prevenir doenças, monitorar a saúde dos indígenas, prestar primeiros socorros e mobilizar as comunidades.

Já o Agente Indígena de Saneamento trabalhará com a mesma finalidade atuando especificamente em saneamento básico e ambiental. Entre as atribuições do Aisan estão o monitoramento e a manutenção de sistemas de saneamento e ações de saneamento para prevenir doenças.

Leia também: Saiba o que é a Marcha das Mulheres Indígenas

Mudanças no texto

O deputado Airton Faleiro defendeu a aprovação do substitutivo da Comissão de Saúde para o Projeto de Lei 3514/19 com subemendas.

As mudanças do relator permitem que os profissionais de saúde indígena tenham outros empregos com horários compatíveis, além de ampliar para quatro anos o prazo para AIS e Aisan se adequarem às novas leis.

Faleiro destaca que a Nota Técnica 23/24, da Coordenação-Geral de Demandas de Órgãos Externos da Saúde Indígena, sustenta que o prazo de adequação deve considerar que a Secretaria de Saúde Indígena atua em áreas remotas e de difícil acesso.

Leia também: Na Amazônia, mulheres lideram iniciativas de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável

“A ampliação para quatro anos possibilitará o melhor planejamento das ações de saúde e dos cursos de capacitação dos agentes, sem prejudicar o acesso das comunidades indígenas aos serviços”, diz o relator.

Por fim, o relator propõe que a contratação dos profissionais seja feita conforme as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por meio de parcerias com entidades sem fins lucrativos que apoiam os direitos indígenas na saúde, educação e assistência social.

De acordo com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), há cerca de 20 mil trabalhadores de saúde em atuação em terras indígenas, dos quais mais de 7 mil são agentes indígenas de saúde ou de saneamento.

Leia também: Marcha das Mulheres Indígenas chama atenção para defesa da biodiversidade amazônica

*Com informações da Agência Câmara de Notícias. Você pode ler a matéria na íntegra AQUI.

Monitor do fogo do MapBiomas aponta que Brasil teve redução de 70% na área queimada primeiro trimestre de 2025

0

Monitor do fogo do MapBiomas. Imagem: Reprodução/PrevisIA

Entre janeiro e março de 2025, o Brasil registrou 912,9 mil hectares queimados. O dado faz parte da nova atualização do Monitor do Fogo, iniciativa do MapBiomas que utiliza imagens de satélite para mapear e quantificar a extensão das áreas queimadas em todo o território nacional. O número representa uma redução de 70% em relação ao mesmo período de 2024, o que equivale a 2,1 milhões de hectares a menos queimados.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Segundo o levantamento, 78% da área queimada entre janeiro e março foi em vegetação nativa, com destaque para as formações campestres, que responderam por 43% da área total atingida pelo fogo. Entre as áreas de uso agropecuário, as pastagens concentraram 137 mil hectares queimados no trimestre.

A Amazônia foi o bioma com maior área queimada no período, com 774,5 mil hectares, ou 84% do total registrado no país. O estado de Roraima liderou o ranking estadual, com 415,7 mil hectares queimados, seguido por Pará (208,6 mil ha) e Maranhão (123,8 mil ha). Juntos, esses três estados concentraram 81% de toda a área queimada no país no primeiro trimestre. Os municípios de Pacaraima (RR) e Normandia (RR) foram os que mais queimaram no período, com 121,5 mil e 119,1 mil hectares, respectivamente.

“O estado de Roraima concentrou a maior parte das áreas queimadas no Brasil. Esse padrão se deve ao fato de que Roraima apresenta um regime climático distinto: enquanto a maior parte do território nacional enfrenta o período chuvoso neste trimestre, Roraima vivencia sua estação seca no início do ano, o que torna o estado particularmente vulnerável às queimadas nesse período. Os dados do primeiro trimestre de 2025 refletem essa sazonalidade climática, com Roraima despontando como o principal foco de fogo no país”, explica Felipe Martenexen, pesquisador do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e do MapBiomas Fogo.

Brasil teve redução de 70% na área queimada primeiro trimestre de 2025. Foto: Victor Moriyama/Amazônia em Chamas

Leia também: Mais de 90% do desmatamento da Amazônia é para abertura de pastagem, informa MapBiomas

Março de 2025: 106 mil hectares queimados

No mês de março de 2025, foram queimados 106,6 mil hectares, o equivalente a 10% da área total queimada no ano até o momento. O número representa uma queda de 86% em relação a março de 2024, com 674,9 mil hectares a menos queimados.

A vegetação nativa representou 68,6% da área atingida em março, sendo as formações campestres o tipo mais afetado, com 37% do total. Nas áreas agropecuárias, os cultivos agrícolas responderam por 12,8% da área queimada.

“Os dados do primeiro trimestre de 2025 refletem a sazonalidade climática nos biomas brasileiros, com o período de chuvas na maior parte dos biomas resultando em um uma redução geral das áreas queimadas. No entanto, o Cerrado apresentou a maior área queimada no primeiro trimestre em comparação aos últimos anos, o que reforça a necessidade de estratégias específicas de prevenção e combate ao fogo de cada bioma.” Vera Arruda, pesquisadora do IPAM e do MapBiomas Fogo.

A Amazônia concentrou 51% da área queimada em março (55,1 mil hectares), seguida pelo Cerrado (37,8 mil ha). Roraima (37,3 mil ha), Minas Gerais (10,5 mil ha) e Pará (9 mil ha) foram os estados que mais queimaram no mês. Normandia (RR), Pacaraima (RR) e Mateiros (TO) lideraram entre os municípios, com 10,5 mil, 6,9 mil e 5,9 mil hectares queimados, respectivamente.

“A redução expressiva da área queimada na Amazônia é uma boa notícia. Entretanto, é importante entendermos que a estação seca de 2025 que se aproxima possivelmente ainda será forte, o que pode reverter essa condição de redução” alerta Ane Alencar, Diretora de Ciência do Ipam e coordenadora do Mapbiomas Fogo.

Leia também: MapBiomas utiliza inteligência artificial como alternativa para preservação da Amazônia

Dados por bioma – janeiro a março de 2025

  • Amazônia: 774 mil hectares queimados no trimestre — queda de 72% em relação ao mesmo período de 2024. A classe de formação campestre foi a mais atingida, com cerca de 360 mil hectares queimados, superando a área de pastagem (121,4 mil ha).
  • Cerrado: 91,7 mil hectares queimados, aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. O valor também é 106% superior à média histórica desde 2019.
  • Pantanal: 10,9 mil hectares queimados — redução de 86% em relação a 2024, com 70,4 mil hectares a menos.
  • Mata Atlântica: 18,8 mil hectares queimados, com 82,5% da área em uso agropecuário.
  • Caatinga: 10 mil hectares queimados, uma queda de 8% em relação ao mesmo período de 2024.
  • Pampa: 6,6 mil hectares queimados — aumento de 1.487% em relação ao primeiro trimestre de 2024, com 92% da área afetada em formações campestres.

Dados por bioma – março de 2025 

Amazônia: 55,1 mil hectares queimados no mês, redução de 92% em relação a março de 2024. Vegetação herbácea e arbustiva representou 63,7% da área queimada. Pastagens responderam por 7,1% (3,9 mil ha).

  • Cerrado: 37,8 mil hectares queimados. As formações savânicas e campestres foram as mais atingidas (15% e 14,4%, respectivamente). A agropecuária concentrou 52,6% da área queimada.
  • Pantanal: março concentrou 5% da área total queimada no trimestre, com 80% em formação campestre.
  • Mata Atlântica: 9,2 mil hectares queimados, aumento de 80% em relação à média histórica. Pastagens foram a classe mais impactada (2,6 mil ha).
  • Pampa: 6 mil hectares queimados em formações campestres.
  • Caatinga: A maioria das áreas queimadas esteve em formações savânicas, totalizando 67,4% da área afetada.

    Aqui você encontra dados e gráficos.

Sobre o Monitor do Fogo: o Monitor do Fogo é o mapeamento mensal de cicatrizes de fogo para o Brasil, abrangendo o período a partir de 2019, e atualizados mensalmente. Baseado em mosaicos mensais de imagens multiespectrais do Sentinel 2 com resolução espacial de 10 metros e temporal de 5 dias. O Monitor de Fogo revela em tempo quase real a localização e extensão das áreas queimadas, facilitando assim a contabilidade da destruição decorrente do fogo. Acesse o Monitor do Fogo e o Boletim Mensal de janeiro

Sobre MapBiomas: iniciativa multi-institucional, que envolve universidades, ONGs e empresas de tecnologia, focada em monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil, para buscar a conservação e o manejo sustentável dos recursos naturais, como forma de combate às mudanças climáticas. Esta plataforma é hoje a mais completa, atualizada e detalhada base de dados espaciais de uso da terra em um país disponível no mundo. Todos os dados, mapas, métodos e códigos do MapBiomas são disponibilizados de forma pública e gratuita no site da iniciativa: mapbiomas.org.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo MapBiomas

Com dois anos de safra interrompida, cacau silvestre renasce na Reserva Chico Mendes

0

Cacau silvestre renasce da Reserva Chico Mendes. Foto: divulgação

Depois de dois anos seguidos sem safra, por conta de uma grande alagação e uma seca extrema, famílias extrativistas da Reserva Extrativista Chico Mendes, em Sena Madureira (AC), voltaram a colher e beneficiar cacau silvestre da Amazônia. A retomada da produção em 2025 marca também a chegada dos primeiros frutos plantados em áreas de floresta restaurada — um sinal de resiliência ecológica e comunitária, fruto de trabalho contínuo com apoio técnico da SOS Amazônia e do fundo LIRA / IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas).

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

O cacau silvestre é um fruto nativo da Amazônia, encontrado em áreas de várzea e valorizado por seu aroma e sabor únicos. Suas amêndoas são fermentadas e secas artesanalmente pelas comunidades e vendidas a empresas que reconhecem o valor da floresta em pé e do trabalho tradicional. Uma dessas parceiras é a Luisa Abram Chocolates, que disponibilizou um técnico para acompanhar e orientar as etapas de quebra, fermentação e beneficiamento.

“A gente sabia que o cacau estava lá, mas a floresta precisava de tempo. Quando vi que os frutos tinham voltado, fui atrás, mobilizei os vizinhos e pedi apoio para retomar tudo de novo. Inclusive, o técnico da Luisa Abram veio dar um curso na comunidade para nos ensinar a fermentar corretamente cada lote de amêndoas. Agora está acontecendo de verdade. Meu plano é continuar todo ano. Quem quiser parcerias ou quiser vir conhecer nossa área, nosso portão está aberto, porque eu não vou desistir desse projeto”, conta Seu Caru, liderança da AMOPRESEMA (Associação dos Moradores e Produtores da Reserva Chico Mendes) e pai do presidente da associação.

Leia também: Origem amazônica do cacau é comprovada por meio de DNA e revela forte rede de comércio pré-colombiana

Cacau silvestre renasce da Reserva Chico Mendes. Foto: divulgação

Além dos frutos que crescem espontaneamente na floresta, parte da colheita de 2024 vem de sistemas agroflorestais implantados há quatro anos com mudas de cacau nativo e outras espécies, como banana, açaí e castanheira. As áreas foram restauradas com apoio técnico e fazem parte de uma estratégia de longo prazo para conciliar recuperação ambiental e renda local.

 “A floresta respondeu. E o mais importante é que a comunidade também respondeu — com conhecimento, com vontade, com organização. Essa safra é pequena, mas cheia de significado”, afirma Adair Duarte, gerente do Programa de Restauração da Paisagem Florestal da SOS Amazônia.

O projeto Nossabio – Territórios Conservados atua em cinco Unidades de Conservação no Acre e Rondônia, beneficiando cerca de 315 famílias. Com apoio do LIRA/IPÊ, a iniciativa promove o uso sustentável dos recursos naturais, oferece capacitações, estrutura núcleos de beneficiamento e fortalece a governança comunitária.

“O cacau é um símbolo potente: ele exige manejo paciente, cuidado técnico e conexão com o tempo da floresta. Ver os frutos voltando — inclusive nas áreas restauradas — mostra que o investimento feito está dando retorno social, ambiental e econômico”, avalia Fabiana Prado, gerente do LIRA/IPÊ.

Leia também: De origem amazônica, o cacau era consumido na floresta há 5,5 mil anos

Cacau silvestre renasce da Reserva Chico Mendes. Foto: divulgação

O beneficiamento das amêndoas segue padrões técnicos definidos em cartilha da SOS Amazônia. As etapas vão desde a colheita, quebra e fermentação até a secagem em barcaças e o transporte por barco e estrada até os pontos de venda. Todo o processo é manual e envolve o conhecimento acumulado por gerações. A produção também se alinha ao movimento de valorização de ingredientes nativos da Amazônia no mercado brasileiro e internacional.

“A floresta voltou a dar frutos, mas isso não acontece por acaso. O que sustenta esse processo é a continuidade: anos de apoio técnico, presença de parceiros e, principalmente, a vontade das famílias de seguir em frente, mesmo diante dos impactos das mudanças climáticas”, diz Neluce Soares, coordenadora do LIRA/IPÊ.

A expectativa é que, nos próximos anos, mais famílias possam colher frutos das áreas restauradas e ampliar a escala da produção. A parceria com empresas como a Luisa Abram, que pagam acima do valor de mercado e atuam diretamente com as comunidades, contribui para garantir uma relação comercial justa e duradoura.

“O LIRA/IPÊ aposta em cadeias da sociobiodiversidade porque elas conectam conservação, conhecimento tradicional e desenvolvimento. O que estamos vendo no Acre é o resultado concreto dessa aposta — e isso precisa ser valorizado, replicado e protegido”, reforça Fabiana

‘Sexta-feira Santa’: aprenda a fazer tambaqui na brasa com vinagrete de milho verde

0

Tambaqui na brasa com vinagrete de milho de verde — Foto: Rede Amazônica

A “Sexta-feira Santa”, data na qual os cristãos católicos recordam o dia da morte e crucificação de Jesus Cristo, é celebrando como forma de penitência, pois muitos fiéis não consomem carne de animais de sangue quente, como o boi, o porco e o frango, e optam pelo peixe.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Pensando em te ajudar no cardápio, o chef Pedro Bagattoli ensina uma receita de um tambaqui na brasa e na folha de bananeira com um vinagrete de milho verde. Confira:

Leia também: Aprenda como preparar moqueca acreana com pirarucu e banana da terra

Ingredientes

Peixe

  • 1 tambaqui inteiro 3 a 4kg
  • 5 folhas de chicória picada
  • 2 pimentas de cheiro
  • 2 limão
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • Sal
  • 3kg sal grosso
  • Folha de bananeira

Leia também: Conheça comidas amazônicas tipicamente consumidas com café

Vinagrete de milho verde

  • 1kg milho verde
  • 1 colher de manteiga
  • 3 dentes de alho
  • 3 tomates maduros
  • 1 cebola ( se tiver a roxa melhor )
  • 1/2 maço de cebolinha
  • 1 limão
  • 1/3 xícara de azeite
  • Sal

Leia também: Conheça três receitas populares na gastronomia de Macapá

Modo de preparo:

Peixe

  1. Tempere o tambaqui por dentro com sal, azeite, limão, chicória e pimenta de cheiro, meia hora antes de assar.
  2. Sapeque as folhas de bananeira na chapa quente do fogão a lenha ou na chama do fogão a gás, para que ela fique maleável.
  3. Faça uma cama de folhas na bancada, coloque uma cama da sal grosso e em seguida coloque o tambaqui.
  4. Cubra o tambaqui com mais sal grosso e enrole na folha de bananeira totalmente na crosta de sal.
  5. Leve para brasa por aproximadamente 1 hora, retire as folhas de bananeira, a crosta de sal e retire também a pele que vai sair com facilidade.
  6. Sirva com o vinagrete de milho verde.

Leia também: Delícias da terra: confira cinco receitas com a cara da Amazônia

Vinagrete de milho verde

  1. Doure o alho na manteiga e refogue o milho verde até ele ficar mole.
  2. Deixe esfriar.
  3. Com o milho frio, misture o tomate a cebola, cebolinha, e tempere com o azeite, sal e limão.
  4. Sirva com o peixe assado.

Casa Azul: o passado sombrio escondido às margens da Transamazônica

0

A Casa Azul também foi utilizada para fins de repressão, sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e um presídio militar. Foto: Reprodução/Denise Costa

Durante a década de 1970, auge da ditadura militar, o imóvel foi utilizado como centro clandestino de detenção, tortura e execução de presos políticos. Guerrilheiros que atuavam na região do Araguaia e camponeses suspeitos de envolvimento com a resistência foram levados à força para o local, onde enfrentaram interrogatórios brutais e condições desumanas. Para mascarar sua verdadeira função, a Casa Azul abrigava, oficialmente, o extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), numa tentativa de manter a fachada institucional.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Segundo o livro Direito à Memória e à Verdade, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal em 2001 identificaram quatro bases militares clandestinas na região sul e sudeste do Pará. Em Marabá, além da Casa Azul, também foram utilizados para fins de repressão a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e um presídio militar. Em São Domingos do Araguaia, o presídio da Bacaba era responsável pela triagem de camponeses suspeitos — muitos dos quais acabavam sendo levados para a Casa Azul.

Leia também: Região Norte é retratada em mapeamento de locais históricos da ditadura militar no Brasil

Em Marabá, além da Casa Azul, também foram utilizados para fins de repressão a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e um presídio militar. Foto: Reprodução/Agência Pará

Leia também: AI-5 jamais

Além de serem brutalmente torturadas, algumas vítimas eram forçadas a colaborar com os militares, ajudando, sob ameaça, na rotina da Casa Azul. Os relatos, ainda hoje, são dolorosos e muitas vezes silenciados pelo medo e pela ausência de justiça plena.

A existência da Casa Azul permanece como um lembrete de que, por trás de prédios comuns e nomes inofensivos, se pode esconder uma história de sofrimento e resistência. Em tempos de negacionismo e revisionismo histórico, manter viva a memória desses lugares é um dever de todos que acreditam nos direitos humanos, na democracia e na verdade.

Leia também: Soldados da Borracha: mais de 60 mil são reconhecidos por trabalho na Amazônia durante a Segunda Guerra Mundial 

Desintrusão da Terra Indígena Arariboia gera R$ 956 mil em infrações

0

Terra Indígena Arariboia. Foto: Secom/Divulgação

A operação realizada pelo governo federal para desintrusão da Terra Indígena Arabóia, no Maranhão, gerou R$ 956 mil em autos de infração, a retirada de cercas ilegais e a elaboração de 66 notificações para regularização de criadores de gado que atuam na região.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp 

Ao todo, foram 382 ações realizadas nesta semana. As medidas são coordenadas pela Casa Civil da Presidência da República e envolvem uma força-tarefa de órgãos federais.

A operação começou em fevereiro deste ano e cumpre uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para retirada de não indígenas do território, que é ocupado pelos povos Guajajara e Awá.

Leia também: Saiba quantas terras indígenas existem na Amazônia Legal

Além da Casa Civil, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Ministério dos Povos Indígenas participam da operação. 

O plano apresentado pelo governo federal para desocupação da Terra Indígena Arabóia foi aprovado no ano passado pelo STF. 

A discussão chegou ao Supremo por meio de uma ação apresentada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) para obrigar a adoção de medidas para desocupação dos territórios durante o governo de Jair Bolsonaro.

*Com informações da Agência Brasil

Leia também: Imagens de satélite comprovam que terras indígenas são as áreas mais preservadas do Brasil nas últimas décadas

Pesquisa sobre qualidade da água em Manacapuru é selecionada para apresentação em congresso nos EUA

O estudante Matheus Nogueira, do 5º período da Afya, Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru, teve sua pesquisa acadêmica com o tema: “Qualidade da água e saúde intestinal: avaliação do acesso à água tratada e da prevalência de endoparasitoses em Manacapuru, interior da região amazônica”, selecionada para apresentação na 9ª edição do Congresso Mundial sobre Doenças Infecciosas. O evento acontece em outubro, em Orlando, na Flórida, reunindo especialistas de diversas partes do mundo.

O estudo desenvolvido por Matheus integra o programa de Iniciação Científica da Afya Manacapuru e tem como objetivo investigar a relação entre o acesso e o consumo de água não tratada e a infecção por parasitoses na população do município.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp 

O estudante Matheus Nogueira realizou a pesquisa. Foto: Divulgação

Leia também: Pesquisa realizada em Mato Grosso diminui tempo de eliminação de poluentes na água

A pesquisa teve início em setembro de 2024, no Laboratório Central de Análises Clínicas de Manacapuru (LACEN), onde Matheus realizou entrevistas com pacientes, coletando dados e amostras fecais para análise laboratorial.

A investigação busca não apenas compreender a relação entre o consumo de água não tratada e infecções, mas também contribuir com informações que possam auxiliar em ações de conscientização e políticas de saúde pública. A pesquisa ainda está em andamento e pode ser conferida no link.

Sobre a seleção para um evento tão importante dentro da área científica, Matheus Nogueira afirma que sempre teve interesse por experiências acadêmicas internacionais.

“Movido pela relevância científica do tema, me dediquei à busca por congressos globais na área de doenças infecciosas e encontrei o World Congress on Infectious Diseases como uma oportunidade ideal”, conta.

Leia também: Rainha da Amazônia: amostra de água vista com microscópio tem a forma de uma coroa

O estudante Matheus Nogueira realizou a pesquisa. Foto: Divulgação

Para garantir a participação no evento, o estudante da Afya submeteu um resumo detalhado da pesquisa, que passou por uma avaliação criteriosa de uma banca científica, analisando aspectos como relevância, originalidade, rigor metodológico e contribuição para a área.

Durante o congresso, Matheus apresentará sua pesquisa em uma exposição oral de 20 minutos. Esta será a primeira vez que ele apresentará os resultados do estudo e sua estreia em um congresso internacional.

“É um marco desafiador na minha trajetória acadêmica, que só foi possível graças ao apoio de tantas pessoas queridas. Sou muito grato à minha família, amigos, à Faculdade Afya Manacapuru e à equipe de pesquisa, sob a orientação das professoras Ádrya Souza e Dra. Nadielle Castro”, destacou.

O evento em Orlando reunirá pesquisadores e especialistas de diversas partes do mundo para debater os avanços no estudo das doenças infecciosas. 

Leia também: Saneamento é inclusão: indígenas contam como acesso à água em Manaus muda o conceito de cidadania

Conheça a história de Valentina Marques: a atriz do interior do Amazonas que virou protagonista de filme da Globo

0

Foto: Divulgação

Entre os rios e a imensidão da floresta amazônica, a jovem atriz Valentina Marques percorre a BR-174 desde os seis anos de idade em busca de seu lugar nos palcos e nas telas. Pelo sonho de ser atriz, ela e a família viajam toda semana mais de 100 quilômetros de Presidente Figueiredo a Manaus, no Amazonas, para a menina se aperfeiçoar no teatro. Agora, aos 13 anos, Valentina coleciona premiações e comemora a estreia como protagonista de um filme da TV Globo.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp 

O rosto dela ainda carrega traços infantis, mas a trajetória já tem a consistência de uma veterana. Natural da Paraíba, Valentina cresceu no Amazonas, terra escolhida pelos pais para viver. Ela começou sua trajetória de estudos na Casa de Artes Trilhares, em Manaus, e rapidamente passou a ser um nome conhecido nos bastidores dos festivais locais.

Participou de montagens como A Paixão de Cristo e Auto de Natal e conquistou prêmios nacionais que deram maior visibilidade ao seu talento. Em 2021, venceu o Festival Nacional de Monólogos. No ano seguinte, levou o Prêmio Jorge Fernando, ambos como melhor atriz. Em 2024, foi homenageada no Festival de Cinema Galo da Serra como Artista Destaque do Ano.

Leia também: Saiba mais sobre a carreira da atriz amazonense Rosa Malagueta

Atriz Valentina Marques. Foto: Divulgação

No audiovisual, a virada de Valentina Marques veio com a série Cangaço Novo, da Amazon Prime Video, onde interpretou a versão jovem da personagem Dinorah. A crítica elogiou. O público percebeu o talento da jovem amazonense de coração.

A estreia como protagonista de um filme da TV Globo, exibido na Tela Quente e já disponível no Globoplay, é um novo capítulo na trajetória da jovem atriz, que almeja participar de novelas e de outros filmes.

Leia também: Presidente Figueiredo, o paraíso das cachoeiras no Amazonas

“Minha paixão pelo teatro, pelas artes, e por interpretar nasceram comigo e, a cada novo personagem, me sinto desafiada e realizada. Continuo me dedicando muito, estudando bastante porque quero estar preparada para desafios ainda maiores, como trabalhar em novelas”, disse.

Fora das câmeras, Valentina também é modelo, apresentadora e repórter mirim. Cita Maísa e Larissa Manoela como suas maiores inspirações. Na escola, a jovem também é das mais dedicadas. Adquiriu fluência no Inglês, com certificado Cambridge, pensando em viajar ainda mais longe.

“A arte é o que me realiza e eu entendi, com a ajuda dos meus pais, que a gente precisa estudar muito para chegar aonde a gente quer. Então, eu me dedico ainda mais, porque é o que eu amo e é também uma forma de estar preparada para agarrar as oportunidades”, disse.

Leia também: Estilista amazonense apresenta seu trabalho à atriz Angelina Jolie durante visita ao Brasil

Dois dias em baixa frequência

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

Não saberia dizer exatamente quando começou. Talvez tenha sido em uma reunião em que saí incomodado e com uma sensação ruim. Eu me senti, de certa forma, agredido, embora não diretamente. Respondi, de maneira também indireta, mas não da forma que eu gostaria. Talvez a fala da pessoa não fosse para mim e, aí, uma posição mais contundente não faria sentido. Me questionei se estaria certo, mas não poderia ter certeza. Nutri, porém, um sentimento ruim com a situação, alimentado ainda por outros argumentos que me vinham à mente. Sim, talvez tenha sido este o momento em que algum tipo de gatilho foi disparado. 

Comecei a ficar um tanto irritado e mais sensível a certos incômodos. Não fui bem atendido na padaria, por exemplo. A fila estava longa, o tratamento não foi cortês e, excessivamente lento, me fazendo desperdiçar um precioso tempo. 

No trânsito, cada fila que eu pegava era a que andava mais devagar. Tinha sempre alguém sem pressa, andando como se estivesse passeando, em pleno dia de semana. Alguns mais espertos furavam a fila, passando à frente do carro lento, deixando quem estava na sequência, ainda mais atrás. Inaceitável uma coisa dessas, pensava. 

O noticiário, particularmente, parecia ainda mais duro. Mais um caso de feminicídio, um outro acidente gerado por ingestão de bebida alcoólica, um novo escândalo de corrupção, casos de violência policial e as catastróficas previsões dos efeitos da guerra das tarifas internacionais. Os fatos não eram novos, mas naquele momento, pareciam tornar o mundo ainda mais perigoso.  

Meu smartphone simplesmente, do nada, apagou. Tinha um pouco mais de um ano de uso e não era possível que tivesse acontecido isso. Como ficar sem o celular? Alguns contatos importantes seriam feitos naquele dia. Os bancos, particular e da empresa, cartões, tudo estava lá dentro. Por onde começar? O contato com a assistência técnica revelou que a garantia havia se expirado há 35 dias. Mesmo pagando pelo conserto, seria preciso enviar pelo correio o aparelho, aguardar a avaliação e os procedimentos poderiam durar até 10 dias. Numa assistência local, talvez um pouco menos. Seria preciso comprar um novo aparelho, mesmo que mais simples, para uso imediato. 

O novo aparelho, mais simples nos recursos, para mim era mais complexo no uso, não conversando com o anterior, por ser de outra marca e adotar um outro sistema, com diferentes processos, botões e símbolos, que precisariam ser aprendidos. Fui ficando mais agitado e cada pequena dificuldade com o aparelho parecia um enorme problema.  

Neste estado de ânimo, discuti com a minha mulher, que não estava me ajudando suficientemente a lidar com a situação. Ela que tinha mais jeito do que eu para entender a lógica do novo aparelho, também estava perdendo a paciência com a minha impaciência. 

Notícias da família e de amigos não eram animadoras e até o ritmo do trabalho não parecia o mesmo. As coisas andavam de maneira truncada, exigindo mais esforço e mais tempo. A equipe, custando a responder. Os resultados, aparentemente bons, não geravam a mesma sensação de gratificação. As coisas a fazer pareciam mais volumosas e difíceis de serem conciliadas.  

Foi quando percebi o que estava acontecendo. Pode ter sido na tal reunião acima, ou não, mas, em algum momento, eu caí em uma armadilha e permiti baixar a frequência de minha mente e de meus atos. Nada de relevante havia mudado na minha vida, mas o nível de felicidade sim. 

Não sei se você entende o que quero dizer, mas vivemos todos em uma determinada frequência, que influencia os acontecimentos externos e, mesmo independentemente deles, determina o nosso nível de felicidade normal. A neurociência, a psicologia positiva e pensadores como Platão, Carl Jung e Mokiti Okada, dentre outros, nos ensinam isso.  

Foram dois dias de baixa frequência que me valeram um reforço de aprendizado. Ter percebido o que estava acontecendo me possibilitou adotar um novo posicionamento e retornar a minha frequência normal. Vale para todos nós. Nossos pensamentos e ações conscientes, ou não, podem nos aproximar ou afastar da felicidade. 

E você, como anda a sua frequência nestes dias? O que você pode fazer para elevá-la ainda mais?

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Garimpo Legal do Ouro na Amazônia: Recomendações para um Adequado Controle dos Impactos Socioambientais

Garimpo: venda de ouro exigirá nota fiscal eletrônica – Foto: reprodução

Apesar de legalizado, o garimpo de ouro na Amazônia provoca impactos socioambientais semelhantes aos da atividade ilegal, como desmatamento, contaminação por mercúrio, conflitos com povos tradicionais e trabalho escravo. É o que aponta um novo estudo do Climate Policy Initiative (CPI/PUC-Rio) e do Amazônia 2030, que alerta para falhas na regulação e na fiscalização da atividade, hoje cada vez mais dominada por empreendimentos de grande porte.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp 

De acordo com o estudo dos pesquisadores Gabriel Cozendey, analista legal sênior do CPI/PUC-Rio, e Joana Chiavari, diretora de pesquisa da instituição, mostra que o garimpo legal tem crescido de forma acelerada na Amazônia Legal: entre 2016 e 2023, 82% das áreas com permissão para garimpo de ouro no Brasil foram concedidas na região, totalizando 630 mil hectares, o equivalente a quatro vezes o território da cidade de São Paulo.

O Pará e o Mato Grosso concentram a maior parte dessas permissões. No Pará, o problema se agrava: o licenciamento ambiental da atividade ocorre de forma simplificada e descentralizada para os municípios, com pouca transparência e baixo controle — mesmo sendo o garimpo classificado, por lei, como atividade de alto impacto.

Leia também: Conhecido como o ‘ouro da Amazônia’, camu-camu é aposta para indústria alimentícia

Garimpo: Ouro extraído da Amazônia. Imagem: reprodução

Leia também: O ouro de sangue da Amazônia em rede mundial

Outro achado relevante do estudo é o protagonismo das cooperativas de garimpeiros, que hoje operam áreas 178% maiores do que aquelas exploradas por pessoas físicas e pequenas firmas somadas, e mais que o dobro da média da mineração industrial. Essa mudança de escala transforma o garimpo em um verdadeiro empreendimento empresarial, sem que as regras ambientais e de controle tenham acompanhado essa evolução.

Além de desmatamento e contaminação por mercúrio, o estudo também destaca problemas como trabalho escravo, conflitos com povos tradicionais, evasão de divisas e lavagem de ouro, que continuam presentes mesmo em operações legais.

Leia também: Amazônia concentra 92% da área garimpada do Brasil, em 2022

Recomendações

Para enfrentar os impactos do garimpo legal na Amazônia, os autores propõem uma série de medidas urgentes. A principal delas é a exigência de pesquisa prévia obrigatória — hoje aplicada apenas à mineração industrial — também para atividades de garimpagem, sobretudo quando operadas por cooperativas. Essa etapa garantiria maior controle ambiental e ajudaria a combater a lavagem de ouro.

O estudo também recomenda o arquivamento de projetos de lei que tramitam no Congresso e que, ao flexibilizar ainda mais o garimpo, podem aprofundar as distorções já existentes. Além disso, destaca a importância de os estados — especialmente o Pará — reforçarem o licenciamento ambiental com mais rigor técnico, transparência e capacidade institucional, para evitar que a atividade siga sendo um dos principais vetores de degradação socioambiental na região.

“Há um descompasso profundo entre a realidade do garimpo hoje e a forma como o Estado o regula. Sem mudanças estruturais, o garimpo legal continuará sendo um vetor de degradação na Amazônia”, afirmam os autores.

Leia o estudo Garimpo Legal do Ouro na Amazônia: Recomendações para um Adequado Controle dos Impactos Socioambientais AQUI.

*O conteúdo foi escrito originalmente por https://amazonia2030.org.br/