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Equipamento inédito de monitoramento climático na Amazônia fortalece pesquisa ambiental

Tecnologia do equipamento instalado no Instituto de Geociências e Engenharias da Unifesspa. Foto: Reprodução/ Unifesspa

A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) deu um passo estratégico no fortalecimento de sua infraestrutura científica com a instalação de um equipamento avançado de monitoramento ambiental, voltado ao acompanhamento, em tempo real, de variáveis meteorológicas e da qualidade do ar na Amazônia.

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Instalado no Instituto de Geociências e Engenharias (IGE), o sensor — desenvolvido pela empresa indiana Aurassure, especializada em soluções tecnológicas para monitoramento climático — permite o acompanhamento contínuo de indicadores como temperatura do ar, umidade relativa, material particulado (PM₂,₅ e PM₁₀), dióxido de carbono (CO₂) e compostos orgânicos voláteis totais (TVOC).

A tecnologia do equipamento amplia a capacidade da universidade de produzir dados ambientais qualificados em uma região marcada por intensas transformações climáticas e urbanas.

Equipamento auxilia na pesquisa orientada às demandas da Amazônia

A iniciativa está vinculada ao projeto de pesquisa ‘Variabilidade climática e qualidade do ar em uma cidade da Amazônia Legal: um estudo de monitoramento ambiental’, coordenado pela professora Nuria Pérez Gallardo.

O estudo tem como foco a compreensão integrada das dinâmicas climáticas e da qualidade do ar no município de Marabá, contribuindo para a produção de conhecimento científico aplicado às realidades amazônicas.

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Nuria Pérez Gallardo, coordenadora do projeto. Foto: Reprodução/ Unifesspa

A consistência científica do projeto se ancora na trajetória da pesquisadora, cuja tese de doutorado investigou, em profundidade, a resposta térmica de edificações em clima tropical a partir da interação entre variáveis ambientais, materiais construtivos e dinâmicas atmosféricas. O estudo, de caráter experimental, analisou o desempenho térmico de estruturas com e sem cobertura vegetal, demonstrando como elementos como radiação solar, umidade e ventilação influenciam diretamente o microclima e o conforto térmico dos ambientes construídos.

Ao evidenciar que o uso de vegetação em fachadas e coberturas contribui para a redução de amplitudes térmicas, o aumento do atraso térmico e a melhoria das condições internas das edificações, a pesquisa não apenas dialoga com princípios da climatologia aplicada, mas também aponta caminhos concretos para soluções sustentáveis em contextos urbanos tropicais. Trata-se, portanto, de uma abordagem que articula clima, cidade e sustentabilidade — eixo que se projeta diretamente no escopo do monitoramento ambiental agora desenvolvido na Amazônia.

O projeto conta com a colaboração dos professores Lygia Policarpio Ferreira, Adriane Marques de Souza Franco e Alan Monteiro Borges, consolidando uma abordagem interdisciplinar voltada à análise ambiental.

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Mulheres, ciência e Amazônia: um posicionamento institucional

Um dos aspectos mais significativos da iniciativa é o protagonismo feminino em sua condução. A maior parte da equipe de pesquisa é composta por mulheres, incluindo sua coordenação, liderada por uma pesquisadora estrangeira que desenvolve investigação científica na Amazônia.

Mais do que um dado circunstancial, essa configuração expressa um posicionamento que dialoga com a necessidade de fortalecimento da equidade de gênero na ciência — especialmente em áreas estratégicas como as ciências ambientais, historicamente marcadas por assimetrias de participação e reconhecimento.

Ao evidenciar mulheres na liderança e na produção de conhecimento de alta complexidade, a iniciativa reafirma o papel da universidade pública como espaço de transformação social, de ampliação de oportunidades e de enfrentamento das desigualdades estruturais.

Foto: Reprodução/ Unifesspa

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Além disso, a presença de uma pesquisadora estrangeira atuando na região amazônica reforça a dimensão internacional da ciência produzida na Unifesspa e contribui para a construção de olhares múltiplos sobre a Amazônia, ampliando a capacidade de interpretação dos desafios climáticos contemporâneos a partir de perspectivas diversas e complementares.

“Fazer ciência na Amazônia, sendo mulher e estrangeira, é também um gesto de compromisso com a diversidade de olhares que a própria região exige. A produção de conhecimento precisa ser plural, sensível às especificidades locais e aberta ao diálogo. Quando mulheres ocupam esses espaços, ampliamos não apenas a representação, mas também as formas de compreender e enfrentar os desafios ambientais contemporâneos”, destaca a professora Nuria Pérez Gallardo.

Infraestrutura, formação e produção de conhecimento

A incorporação do equipamento representa um avanço significativo na infraestrutura de pesquisa da Unifesspa, ampliando as condições institucionais para o desenvolvimento de estudos científicos e tecnológicos. Os dados gerados poderão subsidiar pesquisas, políticas públicas e estratégias de planejamento urbano sustentável na região.

A iniciativa também fortalece a formação acadêmica, ao possibilitar a participação de estudantes em projetos de iniciação científica e trabalhos de conclusão de curso baseados em dados produzidos localmente, articulando ensino, pesquisa e extensão.

Esse movimento está em consonância com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Unifesspa, que estabelece como missão institucional a produção, sistematização e difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos voltados à melhoria da qualidade de vida e à construção de uma sociedade mais justa e democrática. No mesmo sentido, o documento reafirma o papel da universidade como vetor de desenvolvimento regional sustentável, com forte inserção na realidade amazônica.

Ciência, inovação e compromisso regional

A instalação do equipamento foi viabilizada a partir da atuação da professora Nuria Pérez Gallardo, com apoio do diretor do IGE, professor José Elisandro de Andrade, e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação Tecnológica (PROPIT), por meio de incentivo à pesquisa.

Equipamento inédito de monitoramento climático na Amazônia fortalece pesquisa ambiental
Tecnologia instalada no Instituto de Geociências e Engenharias da Unifesspa, que amplia a produção de dados ambientais no Pará. Foto: Reprodução/ Unifesspa

Alinhada às diretrizes institucionais, a iniciativa reforça a estratégia da Unifesspa de investir na ampliação de sua infraestrutura científica e tecnológica, na consolidação da pesquisa e na produção de conhecimento orientado às demandas sociais e ambientais da região.

Em um cenário marcado pelos desafios das mudanças climáticas, a produção de dados confiáveis e contínuos sobre o ambiente amazônico torna-se essencial. Ao investir em tecnologia e pesquisa aplicada, a Unifesspa reafirma seu papel como instituição pública comprometida com a ciência, a inovação e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

*Com informações da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

Projeto une IA e ciência na proteção da Amazônia

Coordenador do projeto, Diogo Hungria, participa do lançamento. Foto: Reprodução/Centro de Cultura e Formação Kanindé

A Kanindé lançou, no dia 22 de maio, o projeto ‘IA para Monitoramento da Biodiversidade: Detecção de Impactos em Florestas da Amazônia’, iniciativa que une inteligência artificial, ciência e monitoramento ambiental para fortalecer a proteção da Amazônia e antecipar ameaças aos territórios florestais.

O lançamento ocorreu durante o II Festival de Cultura, Identidade e Educação Ambiental Amefricanidade, realizado no campus Calama do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), em Porto Velho. 

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Apresentado por Diogo Hungria, coordenador da iniciativa, o projeto propõe uma nova abordagem para o monitoramento da biodiversidade e da degradação ambiental, utilizando tecnologias avançadas para detectar impactos antes que se consolidem em grandes áreas de desmatamento.

“A floresta muda em silêncio. Com IA, podemos escutar antes que o dano vire perda”, afirma Diogo Hungria.

O que é o projeto?

Ao contrário do que se pode imaginar, o projeto não busca criar uma nova inteligência artificial do zero. Seu diferencial está na integração estratégica de modelos e tecnologias de deep learning já existentes, adaptados ao monitoramento ambiental de forma mais precisa, acessível e eficiente.

Leia também: IA identifica mais de 600 castanheiras nativas em tempo recorde na Amazônia

Projeto une IA e ciência na proteção da Amazônia
O Instituto Federal de Rondônia (IFRO) é uma das instituições parceiras do projeto, representado pelo professor Jordano, que também participou do lançamento.

Leia também: Mulheres indígenas desenvolvem plataforma de IA para preservar cultura e gerar renda

A iniciativa utiliza um sistema híbrido capaz de combinar dados de radar (Synthetic Aperture Radar – SAR) e imagens multiespectrais de satélites, como Planet e Sentinel, além de empregar o índice próprio MOVI (Multi-source Optimized Vegetation Index). A metodologia permite processar informações complexas e identificar alterações ambientais mesmo em áreas encobertas por nuvens ou submetidas a processos graduais de degradação.

Como o projeto contribui para a proteção ambiental?

Enquanto métodos tradicionais de monitoramento costumam identificar o desmatamento apenas quando grandes clareiras já foram abertas, o projeto funciona como um sistema de alerta precoce, permitindo a identificação de sinais de degradação antes que a destruição avance em larga escala. A tecnologia possibilita detectar perdas parciais e graduais da vegetação, conhecidas como degradação seletiva, processo que frequentemente antecede o desmatamento e compromete a integridade da floresta de forma silenciosa e progressiva.

Além disso, ao contribuir para a redução da degradação florestal, a iniciativa auxilia no enfrentamento das mudanças climáticas, evitando a liberação de grandes volumes de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera e fortalecendo estratégias de conservação e justiça climática. O projeto também busca transformar a lógica da proteção ambiental ao priorizar ações preventivas em vez de apenas reativas, tornando mais ágil a fiscalização e reduzindo custos operacionais.

Outro diferencial é o protagonismo local: o sistema será validado de forma participativa junto aos povos da floresta, utilizando uma plataforma de código aberto, replicável e alinhada às diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O projeto é executado pela Kanindé, com financiamento do Instituto Clima e Sociedade (iCS), e conta com parceria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) e do Meu Pé de Árvore.

*Com informações do Centro de Cultura e Formação Kanindé

Livro do Consórcio BRC apresenta resultados de uma década de pesquisas sobre a biodiversidade na Amazônia

Foto: Franklin Salvador/Instituto Peabiru

O Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil–Noruega (BRC) lança, no dia 2 de junho, o livro ‘Floresta Amazônica: Biodiversidade e Restauração Florestal em Paragominas’. O evento integra a programação da Semana do Meio Ambiente e marca os 10 anos de uma cooperação científica pioneira voltada para a preservação e reabilitação de ecossistemas na Amazônia paraense.

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Formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Universidade de Oslo (UiO) e pela Hydro, o BRC tem como objetivo principal o desenvolvimento de pesquisas ambientais de ponta.

O livro sintetiza o conhecimento acumulado em uma década de estudos, sendo um dos resultados mais expressivos desta colaboração internacional entre o setor privado e instituições acadêmicas.

Para Hugo de Boer, líder da Diretoria do BRC e representante da Universidade de Oslo, o livro é uma ferramenta de educação científica.

“Ele deve ser visto como um recurso didático que explica a estudantes e pesquisadores a biodiversidade única da Amazônia, consolidando anos de intercâmbio de conhecimento”, afirma.

Inovação e Reabilitação de Áreas 

A publicação destaca o modelo inovador de parceria para o desenvolvimento sustentável. Segundo Ana Cristina Oliveira, líder do Comitê Científico do BRC, o livro demonstra como a união entre academia e empresa pode gerar soluções práticas para a conservação.

“A obra traz visibilidade ao consórcio e mostra como as pesquisas financiadas contribuem para o entendimento da floresta e para as melhores práticas de restauração em áreas de mineração”, explica.

Leia também: Cientistas e indígenas registram biodiversidade e cultura da região do Alto Rio Içá

Livro do Consórcio BRC apresenta resultados de uma década de pesquisas sobre a biodiversidade na Amazônia
Foto: Reprodução/BRC

Indicado ao Prêmio Jabuti Acadêmico 2026, o livro detalha a paisagem de Paragominas, abordando temas críticos como solo, processos ecológicos, fauna aquática e estratégias de recuperação ambiental. A obra já está disponível em português e inglês, com acesso gratuito pelo site oficial do BRC.

O livro está disponível em português e inglês para download gratuito aqui.

Leia também: Livro sobre aves da Amazônia ganha prêmio Jabuti Acadêmico 2025

Sobre o Consórcio BRC 

O Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil–Noruega (BRC) é uma iniciativa de cooperação internacional que busca fortalecer a pesquisa científica na Amazônia Oriental. Com foco em biodiversidade e restauração florestal, o consórcio une o rigor acadêmico à aplicação prática no setor mineral, promovendo o compartilhamento de dados e o desenvolvimento de metodologias de conservação.

Quem integra o Consórcio BRC:

Universidade Federal do Pará (UFPA) 

A Universidade Federal do Pará é uma das principais instituições de ensino, pesquisa e extensão da Amazônia brasileira. Com atuação na produção de conhecimento científico voltado para a região, a universidade desenvolve iniciativas nas áreas de biodiversidade, mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável, inovação e inclusão social, consolidando-se como referência nacional e internacional na pesquisa amazônica.

Universidade Rural da Amazônia (UFRA)

A Universidade Federal Rural da Amazônia atua na formação acadêmica, pesquisa e extensão voltadas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia. Reconhecida por sua contribuição nas áreas de ciências agrárias, ambientais e socioeconômicas. A instituição fortalece a relação entre ciência, território e populações amazônicas.

Museu Emílio Goeldi (MPEG)

O Museu Paraense Emílio Goeldi é uma das mais antigas e importantes instituições científicas da Amazônia. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o museu desenvolve pesquisas nas áreas de biodiversidade, ciências humanas e da terra, além de atuar na preservação e difusão do patrimônio científico e cultural amazônico.

Universidade de Oslo

A Universidade de Oslo é a maior e mais antiga universidade da Noruega, reconhecida internacionalmente pela excelência em pesquisa e cooperação científica. A instituição mantém parcerias globais voltadas ao avanço do conhecimento em áreas como sustentabilidade, meio ambiente, mudanças climáticas e biodiversidade, fortalecendo iniciativas colaborativas entre pesquisadores de diferentes países.

*Com informações do Instituto Peabiru

TranspoAmazônia encerra em Manaus com mais de R$ 1 bilhão em negócios

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TranspoAmazônia 2026 recebeu lideranças dos mais diversos setores de transporte do mundo. Foto: Beattriz Aquino/Arsepam

A III Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística da Amazônia, a TranspoAmazônia 2026, encerrou nesta sexta-feira (29) emm Manaus (AM) após três dias de grande movimentação do setor logístico. O evento reuniu representantes de cerca de 65 países, além de empresas nacionais e internacionais do setor de transporte, logística e agenciamento de cargas.

O encontro no Centro de Convenções Vasco Vasques contou com debates, rodadas de negócios, palestras e exposição de serviços e tecnologias voltadas ao segmento.

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Promovida pela Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), a feira reúne mais de 150 marcas nacionais e internacionais e movimenta mais de R$ 1 bilhão em negócios durante os três dias de programação.

O encontro fortalece conexões entre empresas, investidores, autoridades e operadores logísticos ligados aos modais rodoviário, aéreo, aquaviário e de cabotagem, além da indústria naval.

Encontro internacional amplia intercâmbio logístico

A edição deste ano ampliou a participação internacional e consolidou a feira como um dos principais encontros do setor no Brasil. A presença de representantes estrangeiros ocorre em meio às discussões sobre infraestrutura, integração regional, rotas logísticas e soluções para desafios enfrentados na Amazônia, como a navegabilidade dos rios durante períodos de seca.

O presidente da Fetramaz e idealizador da feira, Irani Bertolini, destacou a proposta de integração da TranspoAmazônia entre os diferentes setores ligados à logística.

“A TranspoAmazônia é mais do que uma feira. É uma plataforma de integração da Amazônia com o restante do Brasil e com o mundo, promovendo negócios, inovação e soluções logísticas para os desafios da região”, afirmou o empresário durante o evento.

Leia também: Debates sobre desafios da logística e história do transporte marcam a TranspoAmazônia 2026

Ivan Salmito, do Sindicato da Indústria Naval, Offshore e Reparos do Amazonas (Sindnaval), ressaltou a necessidade de integração entre os diferentes sistemas de transporte utilizados na região.

“Os modais rodoviário, fluvial e aéreo são fundamentais para atender a dinâmica logística da Amazônia, principalmente diante das grandes distâncias e das particularidades da região”, comentou.

TranspoAmazônia
Foto: Dayson Valente/Portal Amazônia

TranspoAmazônia 2026

Ao longo dos três dias de programação, a TranspoAmazônia realizou painéis sobre os desafios da logística na Amazônia, debates sobre hidrovias, reforma tributária, rotas bioceânicas e geopolítica econômica. A feira também conta com workshops, reuniões estratégicas, rodadas de negócios e apresentações de soluções voltadas ao transporte de cargas.

O evento reúne representantes de empresas, investidores, autoridades e especialistas ligados aos setores de transporte, logística, cabotagem, navegação e infraestrutura. A programação inclui ainda exposição de serviços, tecnologias, equipamentos e soluções voltadas ao setor logístico.

Além dos debates técnicos, a TranspoAmazônia reúne expositores ligados à construção naval, tecnologia, seguros, gerenciamento de riscos, operadores logísticos e fabricantes de equipamentos e veículos pesados. Cerca de 15 mil visitantes passam pelos diversos estandes ao longo da programação.

Em Boa Vista, escola usa aplicativo para transformar histórias da EJA

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O aplicativo “EJA Conecta” transforma histórias de vida em ferramenta de aprendizagem em Boa Vista. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Aos 74 anos, Dona Janete dos Reis decidiu estudar para não se sentir sozinha em casa. Na sala de aula, encontrou acolhimento, amizades e um novo sentido para os seus dias. No primeiro ano de alfabetização, ela segura o tablet com cuidado enquanto aprende a formar palavras.

Muitos adultos e idosos ainda enfrentam dificuldades para compreender o universo digital. O aplicativo “EJA Conecta – Nossas Histórias em Campo”, da Escola Municipal Raimundo Eloy Gomes, no bairro Conjunto Cidadão, surgiu para romper essa barreira.

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A iniciativa integra a macroproposta pedagógica “Copa da Aprendizagem – Formando Campeões do Saber” e aposta na tecnologia como instrumento de transformação para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os equipamentos da Prefeitura de Boa Vista são disponibilizados durante as aulas.

Em Boa Vista, escola usa aplicativo para transformar histórias da EJA
Dona Janete comemora a decisão de voltar a estudar e prova que nunca é tarde para aprender. Foto: Diane Sampaio/PMBV

No aplicativo, os alunos produzem textos, publicam fotos, compartilham vídeos e gravam áudios contando as próprias histórias de vida. Dessa forma, o aprendizado se torna mais próximo da realidade deles, facilitando o processo de alfabetização.

“A gente usa o que eles fazem no dia a dia, como cozinhar, construir ou cuidar da casa, e mostra que, mesmo sem saber ler ou fazer contas na escola, eles já utilizam matemática e leitura em suas atividades. Assim, eles percebem que sabem muita coisa e ficam mais confiantes para aprender”, explicou o professor idealizador do aplicativo, Jonatas Ramos.

Estudantes também trocam experiências durante aprendizado coletivo. Foto: Diane Sampaio/PMBV

“Aprender nunca tem idade”

Raimundo Nascimento teve uma infância difícil. Sem muitas oportunidades de estudo, começou a trabalhar ainda cedo e passou grande parte da vida longe da escola. Agora, com a oportunidade de aprender usando a tecnologia, já percebe mudanças significativas. “Posso ler em qualquer lugar. Me comunico melhor. Se Deus permitir, um dia também serei professor”, contou.

Além de buscar o próprio sonho, Raimundo também incentivou a esposa, Creusa Urbano, a voltar a estudar aos 58 anos. Ela tinha receio de retornar à escola por ouvir, durante muito tempo, que pessoas mais velhas não conseguiam aprender.

“O apoio do meu marido e dos meus filhos fez diferença. Hoje vejo que valeu a pena. Agora, já penso no futuro e desejo cursar Serviço Social para ajudar outras pessoas usando a minha própria história como exemplo. Nunca é tarde para aprender, recomeçar e buscar novos sonhos por meio da educação”, afirmou.

Alunos da EJA participam ativamente das ações pedagógicas. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Leia também: Boa Vista avança com recapeamento da Avenida Nazaré Filgueiras no Pintolândia

Projeto “Maio em Campo” fortalece ações de conscientização na escola

A Escola Municipal Raimundo Eloy Gomes tem vivido, ao longo deste mês, momentos de reflexão, troca de experiências e aprendizado coletivo com o desenvolvimento do projeto “Maio em Campo”. A iniciativa reúne ações voltadas à campanha Maio Amarelo, de conscientização para um trânsito mais seguro, e ao Maio Laranja, dedicado ao enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes.

A participação dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) ocorre por meio do projeto EJA Conecta. “Nas atividades, os alunos compartilham vivências da infância e adolescência, abordando fragilidades e como elas impactam a vida escolar atual. Os estudantes da EJA atuarão como mensageiros, ensinando as crianças sobre proteção. Nosso público adulto e idoso participa ativamente das ações pedagógicas, trazendo suas experiências para dentro da sala de aula”, destacou a gestora da escola, Ednar Sousa.

Ter conhecimento e ser conservador: Aldo Rebelo explica como deve ser feita escolha de ministros do STF

Arte: Reprodução/Amazon Sat

O pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, comentou durante conversa com o jornalista Welliton Lopes, no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat, sobre quais critérios considera fundamentais para a escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ao abordar o tema, Aldo Rebelo afirmou que a indicação para a Suprema Corte deve seguir dois princípios principais: conhecimento jurídico e perfil conservador. Segundo ele, ser conservador “não significa ser de direita”, mas sim preservar os costumes, as tradições jurídicas e a estabilidade institucional do país.

“Tem que ter dois critérios. Primeiro, o conhecimento. Segundo, ser um ministro conservador. E ser conservador não significa ser de direita, não. Ser conservador significa conservar os costumes do país, as tradições jurídicas do país. Esse é o critério que eu irei adotar”, declarou.

Leia também: “Bolsa Família é medida de emergência”, diz pré-candidato à presidência Aldo Rebelo

Ter conhecimento e ser conservador: Aldo Rebelo explica como deve ser feita escolha de ministros do STF
Aldo Rebelo é um dos convidados do programa Entrevistas. Foto: Reprodução/ Amazon Sat

Aldo enfatiza que STF deve garantir segurança jurídica

Durante a entrevista, Aldo Rebelo também criticou o que chamou de “experimentalismo jurídico” dentro do STF e afirmou que o papel da Corte deve ser o de garantir segurança jurídica e ordem institucional.

“O Supremo não é um ambiente de experimentalismo jurídico. Isso você pode fazer na Faculdade de Direito. O ministro do Supremo Tribunal Federal tem que ter responsabilidade por preservar a memória, a história, os costumes e a ordem no país”, afirmou. Assista:

A entrevista completa já está disponível no canal do Amazon Sat no Youtube: assista o programa completo AQUI.

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:

quartas, às 9h;
quintas, às 13h30;
sextas, às 17h30;
sábados, às 9h30;
domingos, às 15h45;
e segundas, às 19h30.

Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).

Amazoncopy: tecnologia que move grandes empresas no Norte 

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O aluguel de equipamentos de TI é uma das soluções mais procuradas pelos clientes Amazoncopy. Foto: Divulgação

Quando uma empresa cresce, a infraestrutura de tecnologia deve acompanhar o ritmo. E gargalos como impressoras que travam no meio do expediente, coletores de dados incompatíveis com o sistema de gestão, notebooks obsoletos antes do fim do contrato ou uma equipe de TI sobrecarregada com demandas operacionais que poderiam ser terceirizadas que não combinam com o perfil de organizações em ascensão. 

Problemas como esses consomem tempo, produtividade e orçamento, e a maioria das empresas convive com o problema por anos antes de buscar uma solução estruturada. 

Amazoncopy construiu seu modelo de negócio em cima dessa demanda. Ao longo de mais de 29 anos de atuação, ela se consolidou como a maior provedora de outsourcing e tecnologia corporativa do Norte do Brasil, com uma operação que atende mais de 600 clientes ativos, mantém mais de 10 mil equipamentos instalados e emprega mais de 150 colaboradores distribuídos em 3 filiais, com presença em 8 estados brasileiros. 

O posicionamento da Amazoncopy no mercado vai muito além do fornecimento de impressoras. A empresa desenvolveu um ecossistema completo de soluções corporativas que cobre toda a cadeia de tecnologia operacional de uma organização, da impressão ao controle de estoque, da digitalização de documentos à infraestrutura de informática. 

Um portfólio que resolve operações inteiras, não problemas isolados 

A lógica convencional do mercado de tecnologia corporativa funciona de forma fragmentada. A empresa contrata um fornecedor para impressoras, outro para equipamentos de informática, um terceiro para coletores de dados e ainda precisa manter uma equipe interna de TI para costurar o funcionamento de tudo isso.  

Cada contrato adicional gera um ponto de contato diferente, um nível de serviço distinto e uma camada de complexidade administrativa que se acumula ao longo dos meses. 

A Amazoncopy opera com uma proposta diferente: centralizar em um único parceiro estratégico todo o ecossistema de tecnologia que a empresa precisa para funcionar com previsibilidade. O portfólio atual inclui: 

  • Outsourcing de impressão com gestão completa de suprimentos, peças, manutenções preventivas e corretivas, papel, softwares de monitoramento e bilhetagem, além de mão de obra técnica alocada no cliente quando necessário. 
  • Impressoras corporativas multifuncionais e plotters para operações de alto volume, com modelos dimensionados conforme o perfil de uso de cada área da empresa. 
  • Impressoras térmicas para operações de varejo, logística e saúde, com emissão de etiquetas, cupons e identificações com velocidade e precisão. 
  • Scanners profissionais para digitalização de documentos em larga escala, integrados a sistemas de gestão eletrônica documental. 
  • Coletores de dados para controle de inventário, recebimento de mercadorias, separação de pedidos e expedição em centros de distribuição e operações de varejo. 
  • Notebooks, desktops, monitores e tablets corporativos para equipes que precisam de equipamentos padronizados, atualizados e com suporte técnico contínuo. 
  • Suporte técnico especializado com atendimento presencial e remoto, cobrindo manutenção corretiva, preventiva e gestão completa da frota de equipamentos. 

Essa amplitude de portfólio permite que uma única negociação comercial resolva demandas que normalmente exigiriam quatro ou cinco contratos com fornecedores diferentes. Para gestores administrativos, compradores e coordenadores de TI, a simplificação é operacional e financeira ao mesmo tempo. 

O modelo de outsourcing como ferramenta de eficiência financeira 

O outsourcing de tecnologia não é um conceito novo, mas a forma como a Amazoncopy estrutura o serviço difere do padrão praticado por boa parte do mercado.  

Em vez de simplesmente locar equipamentos, a empresa assume a gestão integral do parque tecnológico do cliente: fornecimento, instalação, configuração, manutenção, reposição de suprimentos, atualização de frota e suporte técnico com SLA definido. 

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Na prática, isso significa que a empresa contratante transforma um custo variável e imprevisível em uma despesa fixa e planejável. O gestor financeiro sabe exatamente quanto vai investir por mês em tecnologia operacional, a equipe de TI deixa de lidar com chamados técnicos de hardware e passa a dedicar tempo a projetos estratégicos, e a operação como um todo ganha estabilidade porque os equipamentos estão sempre funcionando e atualizados. 

Para empresas que enfrentam picos sazonais de demanda, como operações de varejo no último trimestre do ano ou centros de distribuição em períodos promocionais, o modelo de outsourcing oferece flexibilidade para ampliar a frota de equipamentos temporariamente, o que evita a imobilização de capital em ativos que ficariam ociosos na maior parte do ano. 

Amazoncopy: tecnologia que move grandes empresas no Norte 
Coletores de dados de última geração também fazem parte do portfólio da Amazoncopy. Foto: Divulgação 

Presença regional com padrão de atendimento de multinacional 

Uma das vantagens competitivas da Amazoncopy no Norte do Brasil é a combinação de escala regional com atendimento local. A empresa mantém operação física em 8 estados, o que permite oferecer suporte técnico presencial com tempo de resposta compatível com a necessidade de operações que não podem esperar dias por uma peça ou um técnico. 

Essa capilaridade é especialmente relevante para empresas com operações distribuídas em múltiplas unidades, como redes de varejo, grupos de saúde com hospitais e clínicas em cidades diferentes, órgãos públicos com presença estadual e operações industriais com plantas e centros de distribuição em localidades distintas.  

A Amazoncopy atende todas essas unidades com o mesmo padrão de serviço, independentemente da localização geográfica. 

A estrutura interna da empresa segue metodologias de gestão de multinacionais, com processos padronizados e certificados.  

As certificações ISO 9001 (qualidade), ISO 14001 (meio ambiente), ISO 37001 (antissuborno) e ISO 37301 (compliance) atestam o nível de governança aplicado à operação e funcionam como critério de desempate para empresas que exigem conformidade normativa dos seus fornecedores. 

Setores que mais se beneficiam do ecossistema de soluções 

O perfil de clientes da Amazoncopy reflete a diversidade de setores que dependem de tecnologia operacional confiável para manter a produtividade. Cada segmento apresenta necessidades específicas que o ecossistema da empresa atende de forma integrada: 

No varejo e na logística, os coletores de dados e as impressoras térmicas resolvem o controle de inventário e a emissão de etiquetas com precisão que processos manuais não conseguem reproduzir.  

Na indústria, plotters e multifuncionais de alto volume sustentam a operação documental de plantas que lidam com projetos técnicos, layouts e documentação regulatória em larga escala. Na saúde, scanners e sistemas de gestão eletrônica de documentos aceleram a digitalização de prontuários e reduzem o risco de extravio de informações sensíveis. No governo e na educação, a padronização de equipamentos e o suporte técnico centralizado simplificam a gestão de parques tecnológicos extensos.  

Em escritórios de serviços profissionais, como advocacia, contabilidade e consultoria, o outsourcing de impressão libera a equipe para focar no core business e elimina a preocupação com manutenção de hardware. 

Em todos esses casos, o denominador comum é a necessidade de operar com equipamentos funcionando de forma contínua, suprimentos repostos no prazo correto e suporte técnico acessível quando um problema aparece. A Amazoncopy entrega esse padrão de serviço com a consistência que 29 anos de mercado e mais de 600 contratos ativos permitem sustentar. 

A decisão entre comprar equipamentos e contratar um ecossistema 

Para gestores que ainda avaliam se faz sentido migrar da compra de equipamentos para um modelo de outsourcing, a análise financeira costuma ser o argumento mais objetivo.  

O custo total de propriedade de um parque tecnológico inclui a aquisição dos equipamentos, a depreciação ao longo dos anos, a manutenção corretiva e preventiva, os suprimentos, o tempo da equipe interna dedicado à gestão e o risco de obsolescência. 

Quando todos esses componentes são somados, o valor mensal de um contrato de outsourcing tende a ser inferior ao custo total de propriedade, com a vantagem adicional de que a responsabilidade operacional passa para o fornecedor.  

A empresa contratante deixa de lidar com a gestão de ativos de tecnologia e passa a consumir tecnologia como serviço, com previsibilidade financeira e escala sob demanda. 

A Amazoncopy oferece consultoria técnica para dimensionar a solução mais adequada a cada operação, considerando volume de uso, número de unidades, perfil de equipamentos e necessidades específicas de cada setor.  

O processo comercial começa com um diagnóstico da infraestrutura atual e resulta em uma proposta que cobre o ecossistema completo em um único contrato. 

Para saber como a Amazoncopy pode otimizar a infraestrutura de tecnologia da sua empresa, entre em contato pelo telefone ou WhatsApp: (92) 2127-6160. A equipe de consultores está disponível para atendimento personalizado. 

Chopp com cheiro de café é apresentado em Rondônia

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Apesar do aroma marcante, a bebida não leva café em sua receita tradicional. O sabor diferenciado é obtido por meio de maltes especiais importados. Foto: Quetlen Caetano/Rede Amazônica RO

Em meio às máquinas agrícolas, negócios milionários e vitrines tecnológicas da 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, um estande tem chamado atenção pelo aroma diferente que conquista os visitantes antes mesmo do primeiro gole: um chopp artesanal com notas de café.

A novidade é da Chopp Foxy, cervejaria criada em Rolim de Moura (RO), que completa dois anos de atuação neste mês. À frente do negócio está Reíder Borges, empreendedor que trocou o ramo de telecomunicações pelo universo das cervejas artesanais.

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A ideia nasceu da vontade de unir o crescimento das cervejas artesanais com uma das maiores riquezas rondonienses: o café. O resultado foi o “Chopp Café Extra Forte”, apresentado durante a feira agropecuária.

Apesar do nome e do aroma marcante, a bebida não leva café na receita. Segundo Reíder, o sabor é resultado do uso de maltes especiais importados, responsáveis pelas notas que lembram o grão.

“O pessoal tem essa curiosidade. Na realidade, é o malte torrado que traz esse aroma de café”, explicou.

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Chopp com cheiro de café é apresentado em Rondônia
Foto: Reprodução/Instagram-foxyrondoniacervejaria

O chopp foi inspirado no estilo “stout”, tradicional em estados onde a cultura da cerveja artesanal é mais forte, como no Rio Grande do Sul. Em Rondônia, no entanto, ganhou identidade própria e um nome mais próximo do público local.

A produção segue um modelo artesanal, utilizando apenas quatro ingredientes: água, malte, lúpulo e fermento. Segundo o empresário, o diferencial está justamente na naturalidade do produto. “Ele é mais refrescante e não tão pesado como uma cerveja comum”, disse.

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Muito além do café

Além do chopp de café, outro destaque da Chopp Foxy na Rondônia Rural Show é o chopp de vinho, que tem despertado curiosidade entre os visitantes. A cervejaria também levou para a feira uma novidade com notas de cacau e chocolate.

As bebidas diferenciadas, os sabores inusitados e a proposta regional têm atraído o público que passa pelo evento. Segundo Rider, muitos visitantes experimentam os produtos na feira e acabam levando para casa: “muitas pessoas estão vindo, gostando e levando para casa”.

*Por Quetlen Caetano, da Rede Amazônica RO

Novo Parque Residência, no Amapá, reabre com seis exposições inéditas

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Foto: Jorge Júnior/ Agência Amapá

O novo Parque Residência, no Amapá, reabre nesta sexta-feira (29) revitalizado e estruturado para promover o encontro entre passado, presente e futuro. O local conta com seis salas de exposições, reunindo acervos permanentes e temporários que apresentam ao público momentos decisivos da formação política, social e cultural amapaense.

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Com curadoria voltada à educação e à preservação da memória coletiva, as exposições no Parque Residência foram concebidas para ampliar o acesso da população ao patrimônio histórico do estado. A proposta é transformar o espaço em um ambiente vivo de aprendizado, reflexão e pertencimento.

“Além da preservação integral do prédio principal da residência, que foi cuidadosamente restaurado, planejamos novos espaços que ampliam a experiência de quem visita e valoriza a história do Amapá. A proposta foi criar um ambiente vivo de memória, que reúna elementos culturais e históricos e convide moradores e turistas a se conectarem com a nossa identidade. Essa é uma verdadeira ‘residência parque’, pensada para se tornar um dos lugares mais emblemáticos e acolhedores de Macapá. É um projeto que resgata o passado, valoriza o presente e projeta o futuro do nosso estado”, destacou o governador Clécio Luís.

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O governador Clécio Luís destacou que o Parque Residência é um ambiente vivo de memória, que reúne elementos culturais e históricos e convida todos a se conectarem com a identidade amapaense. Foto: Ruan Alves/ Governo do Amapá

Entre as exposições temporárias do Parque Residência, destacam-se duas iniciativas que evidenciam a diversidade cultural e institucional do Amapá. Uma delas resgata a trajetória da Imprensa Oficial, reunindo documentos e registros que retratam a evolução da comunicação pública ao longo dos anos. 

A outra exposição dá visibilidade aos “Mestres dos Saberes”, com foco na tradicional carpintaria naval do Elesbão, um conhecimento ancestral transmitido entre gerações e fundamental para a cultura ribeirinha. A mostra inclui embarcações e elementos que expressam o modo de vida das comunidades amazônicas.

A exposição “Mestres dos Saberes” dá destaque à tradicional carpintaria naval do Elesbão, um conhecimento ancestral transmitido entre gerações. Foto: Jorge Júnior/ Governo do Amapá

Investimento em memória e identidade

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edivan Andrade, o projeto reforça o compromisso da gestão estadual com a valorização das raízes culturais.

“O Parque Residência se consolida como um espaço estratégico de preservação da nossa memória coletiva. As salas de exposições ampliam o acesso da população à história do Amapá, valorizando personagens, tradições e marcos que ajudaram a construir a nossa identidade. Trata-se de um investimento estruturante do Governo do Amapá em cultura, educação e fortalecimento do sentimento de pertencimento do povo amapaense”, pontuou.

Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edivan Andrade. Foto: Aog Rcoha/ Governdo do Amapá

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O circuito expositivo permanente percorre diferentes períodos da história do estado. Uma das salas é dedicada aos ex-governadores, reunindo registros que destacam a contribuição de cada gestão para o desenvolvimento institucional do Amapá.

Uma das salas será dedicada aos ex-governadores do Amapá, reunindo fotografias, documentos e informações sobre as gestões que contribuíram para o desenvolvimento político e administrativo do estado. Foto: Ruan Alves/ Governo do Amapá

Outro espaço do Parque Residência presta homenagem aos trabalhadores da Icomi (Indústria e Comércio de Minérios S.A.), reconhecendo o papel fundamental da mineração na formação econômica e social da região. A iniciativa preserva a memória de quem participou diretamente desse ciclo histórico.

A valorização das manifestações culturais também é um dos pilares do projeto. Uma das salas é dedicada ao marabaixo, expressão tradicional que reúne elementos religiosos, musicais e identitários do povo amapaense. O público poderá conhecer objetos, vestimentas, registros fotográficos e narrativas que mantêm viva essa tradição.

Patrimônio histórico e acervo a céu aberto

O espaço central do parque destaca a própria Residência Oficial dos Governadores, com uma exposição que resgata sua importância arquitetônica e institucional ao longo das décadas.

Além disso, o parque contará com equipamentos históricos que ampliam a experiência dos visitantes, como o avião Bandeirante EMB-110, uma locomotiva, um vagão de passageiros e um vagão de minério, elementos que ajudam a contar diferentes fases do desenvolvimento do estado.

Avião bandeirantes, uma das peças que está exposta ao Parque Residência. Foto: Maksuel Martis/ Governo do Amapá

A iniciativa reafirma o compromisso do Governo do Amapá com a preservação do patrimônio e a democratização do acesso à cultura. Mais do que um espaço expositivo, o Parque Residência surge como um ambiente de convivência, aprendizado e valorização das raízes, fortalecendo a identidade cultural e projetando o estado como referência em memória e turismo na região Norte.

*Com informações do Governo do Amapá

Cerca de R$ 5 bilhões: Amazonas terá investimentos em energia, transporte fluvial e infraestrutura, anuncia Lula

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Presidente Lula anunciou a construção de 18 barcaças no Estaleiro Bertolini e novos investimentos no Polo de Urucu, em Coari (AM). Além disso, foi assinado contrato de patrocínio da Petrobras ao Festival Folclórico de Parintins. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quarta-feira (27), cerca de R$ 5 bilhões em investimentos em obras e projetos de energia e infraestrutura no Amazonas. A Petrobras também confirmou um aporte de R$ 2,8 bilhões no estado. Os anúncios foram feitos durante agenda em Manaus e em Iranduba, na Região Metropolitana da capital.

Entre os investimentos anunciados estão recursos para obras na BR-319, expansão do programa Luz para Todos, modernização da rede elétrica, ampliação da produção de gás natural no Polo Urucu e construção de embarcações no estado.

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Na área de infraestrutura, o governo federal confirmou R$ 381,4 milhões para intervenções na BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho.

Segundo o governo, R$ 362 milhões serão usados em melhorias no Lote 4 do Trecho do Meio. Lula afirmou que a obra é estratégica para integrar o Amazonas ao restante do país e a outros mercados da América do Sul.

“A BR-319 é uma briga que vocês estão brigando por ela há 40 anos. Porque é para ligar o estado do Amazonas ao estado de Rondônia. É ligar a gente ao Caribe”, disse.

Outros R$ 19,4 milhões serão destinados à substituição de pontes de madeira por estruturas de concreto nos igarapés Santo Antônio, Realidade e Fortaleza.

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Energia e Luz para Todos

Na área de energia, o pacote anunciado chega a R$ 3,3 bilhões. Desse total, R$ 785,9 milhões serão destinados a contratos do programa Luz para Todos.

A previsão é levar energia elétrica para mais de 75 mil pessoas em 86 municípios do Amazonas, principalmente em áreas rurais e de difícil acesso.

O governo também anunciou R$ 2,3 bilhões para modernização da rede elétrica e construção de 10 novas subestações entre 2026 e 2028.

Petrobras e Polo Urucu

Durante agenda em Manaus, Lula também acompanhou o anúncio de mais de R$ 2,8 bilhões em investimentos da Petrobras no Amazonas. Do total, R$ 2,5 bilhões serão destinados à ampliação da produção de gás natural no Polo Urucu, em Coari. Segundo a estatal, os recursos serão usados na perfuração de novos poços e na instalação de cerca de 40 quilômetros de linhas para conectar novas áreas de produção.

A Petrobras informou que as perfurações em Urucu serão retomadas após dez anos sem abertura de novos poços. Atualmente, o Polo Urucu produz cerca de 105 mil barris de óleo equivalente por dia. Segundo a empresa, o gás natural extraído no local abastece aproximadamente 65% da demanda de energia elétrica de Manaus e de outros cinco municípios do Amazonas.

Amazonas terá investimentos em energia, transporte fluvial e infraestrutura, anuncia Lula Foto: Patrick Marques/g1 AM
Amazonas terá investimentos em energia, transporte fluvial e infraestrutura, anuncia Lula. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

Indústria naval

O governo também anunciou investimentos voltados à indústria naval e logística no estado. Em Manaus, a Transpetro confirmou a construção de 18 barcaças para transporte de combustível marítimo. O investimento previsto é de R$ 303,5 milhões. As embarcações serão construídas no Amazonas e usadas no abastecimento de bunker, combustível utilizado por navios nos principais portos do país.

Além disso, em Iranduba, foi lançada uma nova barcaça construída no Estaleiro Juruá. O projeto integra um contrato de R$ 1,2 bilhão financiado pelo Fundo da Marinha Mercante, com previsão de produção de 128 barcaças e três empurradores. Ao comentar a atuação do Estaleiro Juruá, Lula afirmou que o Brasil pode competir com mercados internacionais.

“A nossa balsa pode demorar 10 dias a mais do que a coreana, porque a gente está começando agora, mas daqui a um mês a gente vai dar uma surra nos coreanos, vai dar uma surra nos chineses, porque a gente vai produzir com mais qualidade e com mais competência”, comentou.

O presidente afirmou ainda que Manaus pode se tornar referência internacional na construção de embarcações. “A gente vai poder falar no mundo inteiro que quem quiser construir balsa de qualidade venha para Manaus”, declarou.

Também foi apresentado o projeto do Terminal Hidroviário Manaus Moderna, que deve receber R$ 876 milhões para reestruturação da mobilidade de passageiros e transporte de cargas na capital.

Meio ambiente e inovação

Na área de ciência e sustentabilidade, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a liberação de R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para o programa Desafios da Amazônia.

Segundo o banco, os recursos devem financiar pesquisas e projetos voltados para cadeias produtivas da região, como açaí, cacau e pescado.

*Por Patrick Marques, da Rede Amazônica AM