Estudo aponta redução de até 16,67% no valor da saca da castanha-do-pará com avanço da safra. Foto: Reprodução/Acervo pesquisadores/Ufopa
Levantamento realizado nos dias 6 e 7 de abril deste ano mostra queda generalizada nos preços da saca de 60 kg da castanha-do-pará na região do Baixo Amazonas, no Pará, com reduções de até 16,67% em Santarém e 16,59% em Óbidos, na comparação com março. A principal explicação para a queda é o aumento da oferta, típico do período de safra.
“Esse movimento é percebido de forma ampla na região. Com a intensificação da coleta, há maior quantidade de castanha disponível no mercado, o que aumenta a concorrência entre os vendedores e pressiona os preços para baixo”, explica o professor Luiz Gonzaga Feijão da Silva, do curso de Ciências Econômicas da Ufopa.
Ele é coordenador do projeto ‘Bioeconomia do Baixo Amazonas: revelando a economia da castanha-do-pará e produtos extrativos com princípios fármacos e cosméticos’.
Segundo o professor, os dados coletados também indicam tendência de convergência dos preços entre os municípios em direção à média regional, que foi de R$ 300,97 por saca.
Municípios em que anteriormente se registravam valores mais altos, como Almeirim (R$ 337,50; -3,57%) e Oriximiná (R$ 330,00; -5,71%), passaram a se aproximar dessa média, ainda que com quedas menos intensas.
Já cidades com preços mais baixos, como Santarém (R$ 275,00; -16,67%) e Monte Alegre (R$ 270,00; -10,00%), também acompanham esse movimento de ajuste.
“Essa dinâmica indica um processo de alinhamento regional dos preços, impulsionado principalmente pelo aumento da oferta no período de safra. Contudo, algumas diferenças entre os municípios devem permanecer em razão de fatores como o custo de transporte”, explica o pesquisador.
“Assim, o mercado da castanha-do-pará se mostra sensível à quantidade ofertada e apresenta comportamento típico de ajuste sazonal, em que o aumento da produção leva não apenas à queda dos preços, mas também a uma maior convergência dos valores praticados entre os municípios”.
O acompanhamento mensal da cotação da castanha-do-pará é realizado pelo projeto de pesquisa SBDiversidade Contas Regionais, da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).
A iniciativa conta com apoio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), por meio da Rede Pará de Contas Regionais e Bioeconomia.
O dia ainda nem amanheceu na margem direita do rio Madeira, e o agricultor Artur Raposo já está de pé, iniciando mais uma jornada no campo. Após organizar suas ferramentas, ele prepara um café com sabor especial: plantado, colhido, torrado e moído pela própria associação de produtores do Reassentamento Santa Rita, localizado a cerca de 60 quilômetros do perímetro urbano de Porto Velho, na BR-364, km 54, em Rondônia.
Artur faz parte de uma comunidade com mais de cem famílias que viviam na margem esquerda do rio Madeira e precisaram ser removidas devido à construção da UHE Santo Antônio. Foi na nova terra que ele descobriu o potencial do café, que hoje se consolida como uma importante fonte de renda e um vetor de melhoria na qualidade de vida da população local.
A associação criada para beneficiar e comercializar o produto já colhe bons resultados com sua marca própria, o Café Ajuri, um robusta amazônico produzido 100% na região. O produto já é consumido em diversas casas da capital e até no exterior, levando o nome da comunidade a eventos importantes, como a COP30, realizada no ano passado em Belém (PA), da qual Artur participou.
Para o produtor, o apoio da Prefeitura de Porto Velho tem sido fundamental para ampliar as perspectivas de crescimento. “Hoje conseguimos sonhar com uma produção maior, graças aos incentivos e melhorias que vêm sendo realizados”, destaca.
O agricultor Artur Raposo. Foto: Mateus dos Santos/Prefeitura de Porto Velho
Com mais de 50 hectares cultivados, Artur ressalta a importância de programas como o “Porteira Adentro”, que facilita o acesso às propriedades com a recuperação de estradas vicinais e garante melhores condições para o escoamento da produção e chegada de insumos.
“Nós enxergamos o café como a oportunidade de um futuro próspero para nossa comunidade. O valor agregado após o beneficiamento faz toda a diferença. Estamos aprendendo cada vez mais sobre a torra de qualidade e fortalecendo nossa marca, graças às parcerias, especialmente com a Prefeitura de Porto Velho”.
O prefeito Léo Moraes reafirmou o compromisso da gestão com os produtores rurais da capital. Segundo ele, o fortalecimento dessas comunidades é essencial para o desenvolvimento do município.
“Em Porto Velho, o café vem mudando histórias e trazendo novas perspectivas. Nossa vocação natural contribui para a qualidade da produção, e a prefeitura seguirá parceira e atenta às necessidades dos nossos produtores”.
Instituições como o IFRO e a UNIR estão entre os principais compradores do café produzido pelos reassentados da comunidade Santa Rita.
FVS-RCP participa de evento e acompanha debates sobre contexto e proteção à saúde dos amazônidas contra impacto do mercúrio. Foto: Divulgação/ FVS-RCP
Estão abertas as inscrições para a oficina ‘Mercúrio e os Desafios na Amazônia‘. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) participa acompanhando as discussões sobre os impactos ambientais na região, especialmente a presença de mercúrio e seus efeitos na saúde da população. As inscrições podem ser feitas pelo link: https://forms.gle/m3kVromKEgyrMwHQ8
A iniciativa é coordenada “pelo Programa de Extensão “Rios Online” da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com o Institut de Recherche pour le Développement (IRD), organização francesa dedicada à pesquisa científica voltada ao desenvolvimento sustentável, com forte atuação na Amazônia, e custeado pelo Programa FEFAccion do Ministério das Relações Exteriores da França”, e busca informar, conscientizar e capacitar alunos e profissionais que trabalham com o tema e pessoas que vivem em comunidades ribeirinhas.
Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, acompanhar esse tipo de discussão fortalece as ações de saúde pública. “A participação da Fundação permite estar próxima da produção científica e das experiências em campo, contribuindo para o aprimoramento das estratégias de vigilância em saúde no estado”, destacou.
Na coordenação do encontro, a professora Tereza Cristina Oliveira (ICE/Ufam) reforça a importância da iniciativa para ampliar o acesso à informação.
“Serão apresentados dados sobre a presença de mercúrio em áreas como as Terras Yanomami e o Parque Nacional de Anavilhanas. A participação de diferentes instituições amplia o diálogo e fortalece a conscientização sobre essa problemática”, afirmou.
Foto: Divulgação/Ibama
Pesquisa científica sobre o mercúrio na prática
No dia 22 de abril, no auditório Vitória Régia do Centro de Ciências Ambientais – UFAM, setor Sul, o evento será aberto ao público e vai abordar o panorama atual da contaminação por mercúrio na Amazônia.
Nos dias 23 e 24, a programação segue com atividades práticas, com vagas limitadas. Os participantes terão acesso a técnicas de coleta e preservação de amostras para análise laboratorial, além de vivências de pesquisa participativa voltadas à construção conjunta de estratégias para reduzir a exposição ao mercúrio.
Quem acompanhar toda a programação receberá certificado com carga horária de 30 horas. Os participantes do primeiro dia terão certificação de 8 horas.
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), no dia 14 de abril, o Dia Mundial da Doença de Chagas, reforçou a importância da informação atualizada e da adoção de medidas de prevenção.
No Amazonas, a realidade ambiental favorece a presença de diversos insetos que podem atuar como vetores de doenças. Entre essas doenças está a Doença de Chagas, cujos sintomas podem ser confundidos com outras doenças, mas se não tratadas podem trazer complicações sérias para a saúde ao longo do tempo.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, ressalta que o enfrentamento à doença exige ações integradas de vigilância e conscientização da população.
Insetor vetor da Doença de Chagas. Foto: Reprodução/ Centro de Vigilância em Saúde
“Nosso trabalho envolve tanto o monitoramento dos casos quanto a orientação da população, além de ações contínuas de vigilância em saúde em todo o estado. A informação é uma das principais ferramentas de prevenção, porque permite que as pessoas reconheçam os riscos e adotem cuidados no dia a dia”, destaca a diretora-presidente da FVS-RCP.
O diretor de vigilância sanitária da FVS-RCP, Jackson Alagoas, destaca que a segurança alimentar é uma das frentes importantes nesse processo. “Estamos na fase final de uma portaria voltada para os batedores de açaí, que vai orientar as vigilâncias sanitárias dos municípios e melhorar o monitoramento desse processo”, afirma.
De acordo com a fiscal sanitária da FVS-RCP, a nutricionista Thabata Padilha, o objetivo dessa portaria é reduzir riscos em alimentos amplamente consumidos na região. “A ideia é garantir mais segurança na produção, já que é um alimento muito consumido e que exige cuidados específicos”, frisa.
O que é a Doença de Chagas
Foto: Reprodução/ Fiocruz
A Doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. No início, pode apresentar sintomas muito característicos de outras doenças e, sem o tratamento correto, pode evoluir para a fase crônica e causar complicações graves, principalmente no coração e no sistema digestivo. Por esse motivo, é importante conhecer as formas de transmissão dessa doença.
Transmissão por vetor: ocorre por meio dos insetos conhecidos como barbeiros, que vivem em áreas de mata e também próximos às residências. Ao picar, podem deixar resíduos contaminados na pele, e o parasita entra no organismo ao coçar ou tocar a região.
Transmissão oral: acontece pela ingestão de alimentos contaminados durante o preparo. No Amazonas, itens como açaí e cana-de-açúcar estão entre os mais associados a esse tipo de transmissão.
Para evitar a transmissão pelo vetor, é importante impedir a presença do barbeiro nas residências, mantendo a casa limpa, vedando frestas em paredes, telhados e pisos, utilizando telas em janelas e evitando o acúmulo de entulhos. Também podem ser adotadas medidas como o uso de inseticidas, quando orientado pelos serviços de saúde.
Inseto barbeiro, causador da Doença de Chagas. Foto: Divulgação/ Saúde
Para prevenir a contaminação oral, é essencial garantir a segurança dos alimentos, com atenção à higienização, ao processamento adequado e à procedência. É importante redobrar os cuidados com alimentos como açaí e cana-de-açúcar, verificando as condições de preparo para reduzir o risco de contaminação.
No Ranking de Competitividade dos Estados, o Tocantins ocupa a 2ª posição nacional em Potencial de Mercado, indicador que avalia crescimento econômico, força de trabalho e acesso ao crédito. Foto: Divulgação
Com programas de fortalecimento da economia e geração de emprego, o Governo do Tocantins alcançou a 2ª colocação nacional no pilar Potencial de Mercado do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
O avanço no cenário econômico nacional evidencia a consolidação de políticas públicas voltadas à atração de investimentos, ao incentivo ao empreendedorismo e à ampliação das oportunidades de trabalho, posicionando o estado como um ambiente cada vez mais competitivo e favorável ao desenvolvimento sustentável.
O indicador avalia a capacidade de crescimento sustentável das economias estaduais, considerando fatores como dinamismo econômico, expansão da força de trabalho e condições do mercado de crédito. Na metodologia do ranking, também são analisadas variáveis como o tamanho do mercado, a taxa de crescimento econômico e indicadores do sistema financeiro, como volume de crédito, comprometimento de renda, qualidade do crédito para pessoa física e níveis de inadimplência, fatores que influenciam diretamente a atração de investimentos e a competitividade dos estados.
Governador Wanderlei Barbosa destaca que o estado avança com trabalho, obras nos municípios e investimentos que fortalecem a economia e geram oportunidades. Foto: Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destaca que o reconhecimento reflete o planejamento adotado pela gestão estadual.
“O Tocantins vem avançando com trabalho, investimento e organização. Estamos fortalecendo a economia, gerando oportunidades e criando um ambiente melhor para quem quer investir e produzir. Esse resultado mostra que o estado está preparado para crescer de forma consistente nos próximos anos”, afirma o governador.
Investimentos fortalecem desenvolvimento regional
Entre os fatores que explicam o desempenho do Tocantins está o Programa de Fortalecimento da Economia e Geração de Emprego, que destina R$ 278 milhões em investimentos para obras de infraestrutura nos 139 municípios, com mais de 90% dos recursos já executados.
As ações contemplam pavimentação urbana, melhoria da infraestrutura viária e construção de espaços públicos, contribuindo diretamente para a geração de empregos, o fortalecimento da economia local e a ampliação da circulação de renda.
Programa de Fortalecimento da Economia e Geração de Emprego fortalece economia com investimentos nos 139 municípios tocantinenses. Foto: Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins
Os investimentos também alcançam áreas estratégicas como logística, educação, saúde e segurança, criando condições mais favoráveis para o crescimento econômico e a atração de novos empreendimentos.
Para os próximos anos
O pilar Potencial de Mercado considera não apenas o cenário atual, mas também a capacidade de crescimento das economias no médio e longo prazo, especialmente a expansão da força de trabalho na próxima década.
Nesse contexto, o desempenho do Tocantins demonstra que as políticas adotadas pelo Governo do Estado estão alinhadas a uma estratégia de desenvolvimento sustentável, com foco na geração de oportunidades, no fortalecimento do ambiente de negócios e na preparação do estado para novos ciclos de crescimento.
Em um marco histórico para o desenvolvimento sustentável, o governo de Rondônia consolidou seu protagonismo na agenda global ao lançar, nesta segunda-feira (13), o projeto ‘Inclusão e Empoderamento de Mulheres Empreendedoras e de Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia’, em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU). O evento, realizado no Palácio Rio Madeira, em Porto Velho, oficializa a conquista de investimento de quase R$ 10 milhões, resultado da iniciativa do governo em uma disputa que envolveu a Amazônia Legal.
A conquista do recurso não foi por acaso; o governo de Rondônia elaborou uma proposta de qualidade que atraiu essa resposta da ONU. Rondônia liderou um processo de seleção extremamente rigoroso promovido pelo Fundo Brasil-ONU. Das 21 propostas apresentadas por estados da Amazônia Legal, apenas cinco conseguiram aprovação — e o projeto rondoniense está em destaque O governador Marcos Rocha explicou que esse resultado é a prova de que o Estado amadureceu sua gestão para atrair investimentos que priorizam a conservação da Amazônia com foco em melhorar a vida das pessoas.
“Rondônia vem avançando e, quando vemos um projeto desse sendo validado pela ONU, com doação de recurso do Canadá, é a certeza de que Rondônia está no caminho certo. É um estado que prospera e, ao mesmo tempo, reduz impactos ambientais, e isso tem sido visto pela ONU. Não estamos falando apenas da conservação da floresta, da sustentabilidade, mas de investir nas pessoas. Este projeto será o modelo para toda a Amazônia de como unir preservação ambiental com prosperidade econômica”, pontuou o governador.
O secretário de Integração do Estado de Rondônia em Brasília (Sibra), Augusto Leonel, complementou que este projeto foi uma construção feita com união e objetivo comum. “O governo do estado não fica esperando o recurso chegar; sai na frente para apresentar Rondônia ao mundo e conquistar condição de melhorar a vida da população. E esse projeto hoje se torna realidade por meio de vários atores e setores. O desenvolvimento pensado pelo governo de Rondônia foca nas pessoas. Com o recurso do Canadá chegando por meio da ONU e o trabalho integrado de diversas secretarias do governo e parceiros, Rondônia prova que já produz o futuro, com desenvolvimento social e sustentável.”
Assinatura da carta oficial do projeto ‘‘Inclusão e Empoderamento de Mulheres Empreendedoras e de Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia”
Protagonismo
O protagonismo do governo de Rondônia também foi enfatizado pela coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, destacou que a visão estratégica do governo foi o diferencial para garantir o aporte financeiro.
“A bioeconomia, aqui em Rondônia, deixa de ser um conceito e se torna uma realidade concreta capaz de transformar vidas. O governo demonstrou uma liderança admirável ao desenhar uma iniciativa que alcança quem está na ponta. Escolhemos esta proposta porque valoriza o conhecimento local e promove práticas produtivas regenerativas. Ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento sustentável com igualdade de gênero, que é a estratégia mais inteligente para que toda a sociedade avance”, declarou Silvia Rucks.
Assinatura da carta oficial do projeto ‘‘Inclusão e Empoderamento de Mulheres Empreendedoras e de Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia”. Foto: Ésio Mendes
A secretária-executiva do Consórcio Amazônia Legal, Vanessa Duarte, detalhou o mérito da equipe estadual e o rigor da seleção vencida: “Nós recebemos nessa rodada 21 projetos avaliados. Desses 21, apenas nove atendiam aos requisitos do fundo. E, desses nove, apenas cinco foram aprovados, e este projeto que foi lançando em Rondônia é um desses cinco. O Estado, mais uma vez, demonstra essa capacidade de ser um governo que não apenas fala em desenvolvimento, mas que apresenta questões concretas para conquistar recursos internacionais”.
Como funcionará?
As ações têm como alvo duas cadeias produtivas consideradas estratégicas para o estado: café e cacau. Com execução no biênio 2026-2027. Serão beneficiadas nesta primeira fase 600 pessoas, sendo 450 mulheres e 150 homens:
Mulheres empreendedoras em municípios como Alta Floresta d’Oeste, Cacoal e Novo Horizonte d’Oeste, em cultivo de café;
Agricultores familiares de Jaru, Ariquemes e Ouro Preto do Oeste serão contemplados na cadeia do cacau.
A iniciativa irá revolucionar a bioeconomia de Rondônia, com inovação e aperfeiçoamento da produção por meio de orientações e capacitações, criação e fortalecimento de cooperativas e bioindústrias locais e conexão com o mercado internacional. A proposta é que mais recursos sejam doados e mais pessoas sejam alcançadas, a partir do sucesso deste projeto.
A iniciativa será executada com liderança do governo, combinada ao apoio das agências da Organização das Nações Unidas
Segurança alimentar e protagonismo feminino
A iniciativa será executada com liderança do governo, combinada ao apoio das agências da Organização das Nações Unidas, como a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e a ONU Mulheres.
O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO) no Brasil, Jorge Meza, reforçou o impacto técnico e econômico para os agricultores familiares.
“Este é um combo muito positivo que traz orientação, capacitação e direcionamento de mercado. Queremos que os agricultores familiares possam entender o potencial que têm e multiplicar esse potencial para levar o café e o cacau para fora do Brasil, com selo de sustentabilidade”.
A iniciativa será executada com liderança do governo, combinada ao apoio das agências da Organização das Nações Unidas. Foto: Ésio Mendes
Já a representante da ONU Mulheres, Gillianne Palayret, pontuou o impacto social e a quebra de barreiras: “As mulheres são protagonistas silenciosas dentro dessa economia rural. Poder contribuir para que elas acessem mais crédito, capacitação e espaço será fundamental para o desenvolvimento sustentável da região e para garantir que a participação feminina seja valorizada como o motor de transformação que realmente é”.
A titular da Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), Luana Rocha, finalizou conectando o progresso econômico à dignidade humana: ” As nossas mulheres são uma base forte dentro da agricultura familiar, desde a parte operacional até a parte da gestão. Vamos poder fortalecer a proteção e o cuidado, somando esforços com o que já acontece no programa Mulher Protegida, em que elas recebem auxílio financeiro para poder sair da dependência financeira que, na maioria dos casos, é por onde a violência acontece”.
Cadeias produtivas em destaque no projeto
Café
Rondônia é o quinto maior produtor de café do Brasil e o segundo maior na produção de robusta. Foto: Irene MendesO café de Rondônia é do tipo canéfora e é conhecido como Robusta Amazônico. Foto: Daiane Mendonça
Cacau
Rondônia é 2º maior produtor de cacau da Região Norte e 4ª posição no ranking nacional. Foto: Frank-NerySão mais de 3 mil produtores de cacau em Rondônia. Foto: Jéssica Ocampo
Participantes
Além do governo de Rondônia e da ONU, o projeto também deve mobilizar apoio de instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Rondônia, a Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater/RO), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e do Desenvolvimento Agrário, além da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e investidores privados.
O Super Terminais participará da feira NN Logística como expositor e patrocinador master, entre os dias 22 e 24 de abril em Manaus (AM), no Centro de Convenções Vasco Vasques. A empresa leva ao evento sua agenda de investimentos em infraestrutura, energia e expansão das operações na região Norte.
Em 2025, o Super Terminais foi reconhecido com a categoria ouro por ter o melhor estande do evento. A Navegistic Navalshore Amazônia é resultado da fusão das feiras Navegistic Manaus e Navalshore Amazônia, ambas realizadas em sua primeira edição em 2023. Hoje, a NN é a maior feira fluvial da América Latina.
O Super Terminais estruturou um planejamento focado em impulsionar a logística regional. A empresa prevê investir cerca de R$ 400 milhões em 2026 na modernização de ativos, ampliação de capacidade e adoção de tecnologias mais limpas, incluindo a aquisição de novos guindastes e a eletrificação gradual da frota de caminhões. Entre os projetos em andamento, está a implantação da primeira usina de gás natural voltada a operações portuárias da região Norte.
Com investimento de R$ 30 milhões, a usina fornecerá energia para dez guindastes elétricos. Os três primeiros estão previstos para entrar em operação ainda neste ano. Os equipamentos poderão reduzir aproximadamente 17 mil toneladas de emissões de CO₂ por ano.
“Essa iniciativa busca aumentar a previsibilidade energética e reduzir custos operacionais, além de alinhar a operação às exigências de descarbonização do setor logístico”, afirma Marcello Di Gregorio, diretor-geral do Super Terminais.
A companhia também avança na expansão de sua atuação no Norte do país. Está em implantação um novo porto em Itacoatiara, voltado ao transbordo de grãos, com foco no atendimento à demanda do Arco Norte e no escoamento da produção agrícola.
Município de Itacoatiara, no interior do Amazonas. Foto: Reprodução/Acervo Rede Amazônica AM
Super Terminais na NN Logística 2026
A participação na NN Logística ocorre em um momento de crescimento operacional da empresa. Em 2025, o Super Terminais movimentou 300.723 TEUs, alta de 13% em relação ao ano anterior, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários.
No mesmo período, a movimentação total de cargas avançou de 1,8 milhão para 2,4 milhões de toneladas, crescimento de 33,3%.
O desempenho do Super Terminais acompanha a expansão do Polo Industrial de Manaus, que registrou faturamento de R$ 227,6 bilhões em 2025, segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus.
“Com mais de 550 fábricas em operação e novos projetos em expansão, o PIM conta com uma base industrial robusta, que exige soluções logísticas cada vez mais eficientes e sustentáveis. E nós estamos nos preparando para atender as demandas com a máxima eficiência operacional”, finaliza Di Gregorio.
A NN Logística 2026 será de 22 a 24 de abril, 14h às 22h, no Centro de Convenções Vasco Vasques, localizado na Avenida Constantino Nery, n°. 5001, no bairro Flores, em Manaus (AM). Para o credenciamento, acesse AQUI.
Sobre o Super Terminais
Super Terminais é um dos principais hubs logísticos da região Norte, com atuação estratégica no modal portuário. Sua missão é impulsionar exportações e importações com qualidade, agregando valor aos clientes e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Amazonas e do Brasil. Operando há 30 anos em Manaus, é reconhecido como o primeiro porto verde do Brasil, destacando-se por sua liderança em sustentabilidade, inovação energética e eficiência operacional.
Opera cargas conteinerizadas, cargas de projetos e cargas soltas sejam nacionais ou de importação, com equipamentos modernos e rigorosos padrões de manutenção e segurança. Entre os projetos futuros, estão a operação do Porto de Itacoatiara (AM), aportes em modernização de ativos e uma parceria com o Governo do Amazonas na implantação da primeira usina de gás voltada ao maquinário portuário, ampliando o uso de energia mais limpa nas operações.
Desde a captação em lagos e mananciais até chegada nas torneiras, o processo de tratamento e distribuição de água potável à população inclui uma série de etapas. Uma delas é a desinfecção do líquido através da cloração, que consiste na adição de cloro para eliminar microrganismos causadores de doenças.
Conhecido por sua alta capacidade de descontaminação, o cloro é um elemento químico amplamente utilizado como desifetante potente para água potável e obrigatório nas Estações de Tratamento de Água (ETAs) para garantir a segurança microbiológica até a chegada da água ao consumidor.
Para a engenheira química Cristiane Costa, o cloro é essencial para a saúde pública. “Digo, sem exagero nenhum, que o cloro é uma elemento químico que salva e tem salvado vidas ao longo da história da humanidade. Não é nenhum medicamento de última geração, é simplesmente um vetor importante para o combate de doenças mortais e preservação da água que consumimos”, reforçou.
A especialista destaca que a utilização do cloro durante o tratamento de água potável contribui para a eliminação de agentes patológicos causadores de doenças que já foram consideradas preocupantes pelas autoridades sanitárias nas últimas décadas.
“O cloro é tão fundamental no tratamento da água porque previne uma série de doenças como cólera, febre tifoide e hepatite A, que foi precursor de várias pandemias no passado. Mas graças à cloração sistemática da água, essas doenças foram praticamente extintas. Então, o cloro não é uma ameaça, e sim um escudo de proteção à nossa saúde”, destacou a especialista.
Foto: Reprodução/Quimitec
Critérios para uso do cloro na água
Segundo Cristiane, o uso do cloro na água atende à critérios estabelecidos na Portaria nº 888/2021 do Ministério da Saúde, que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.
A norma determina uma quantidade concentrada mínima e máxima de cloro na água para assegurar uma proteção contínua durante todo o seu percurso na rede de abastecimento.
“A regulamentação do Ministério da Saúde estabelece uma concentração mínima de cloro residual na saída do tratamento de água, que é em torno de 0,2 mg/l e no máximo 5 mg/l. A rede de distribuição de água tem que ter esse mínimo necessário, muitas das vezes a população fica receosa quando ela sente um pouco do cheiro de cloro, mas isso é chamado de residual. No entanto, esse cloro residual é sinônimo de que a água foi tratada e que ela apresenta qualidade para ser consumida”, explicou.
Segurança e saúde
A engenheira química destacou também a importância do profissional responsável pelo controle do cloro para a garantia da saúde pública.
“Se tem cloro insuficiente, a gente tem um risco biológico imediato que são as doenças infecciosas. Já o cloro em excesso tem o risco químico a longo prazo, então a segurança está na dosagem precisa do monitoramento técnico do cloro. Por isso a importância do profissional de química ligado diretamente a esse controle, não só da quantidade, mas sim dos parâmetros corretos como pH, alcalinidade, a própria turbidez da água, e por aí vai. É extremamente importante ter atenção a todos esses fatores”, alertou.
Águas que Transformam
A entrevista com Cristiane Costa faz parte do quadro ‘Águas que transformam’, do programa Estação CBN Belém, da rádio CBN Amazônia, na edição de 15 de abril.
Imagem: Reprodução/Youtube-CBN Amazônia
O especial visa ampliar o diálogo com a população e a melhoria do serviço do fornecimento de água no estado.
Com apresentação da jornalista Ize Sena, o quadro vai ao ar toda quarta-feira no Estação CBN Belém, na 102.3 FM e no YouTube. Confira a entrevista completa (a partir de 1:17):
Confira mais episódios do especial ‘Águas que transformam’
Indígenas relatam que desmatamento impacta produção de cocares. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Com um cocar ancestral na cabeça, feito com penas de maritaca e de arara, o artesão Tapurumã Pataxó, de 32 anos, aproveitou o Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF), para alertar que o cenário dos territórios indígenas tem sido de menos aves no céu. Com menos pássaros, a produção artesanal de cocares é impactada.
A mudança de cenário tem relação com desmatamento, queimadas e agrotóxicos implementados por grileiros e invasores não-indígenas, segundo reclamam as lideranças indígenas.
Tapurumã recorda que aprendeu a produzir os cocares na infância com os avós.
“Os fazendeiros estão acabando não só com o nosso território, mas com o Brasil todo”, lamentou o artista que vive na Aldeia Barra Velha, em Porto Seguro (BA).
Tapurumã Pataxó aprendeu a produzir cocares com os avós. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
“Somos o primeiro povo que teve contato com os portugueses. E somos desmatados desde 1500”. Ele recorda que, na infância, via muito mais araras do que hoje, por exemplo. Tapurumã diz que a comunidade conta com projetos ambientais para reinserir as aves no ecossistema.
O artista explica que os artesãos fazem os cocares a partir das penas que caem dos animais. “Há muitos animais da minha infância que já desapareceram porque tem muita queimada criminosa”.
Falta de consciência
Outra artesã pataxó, Ahnã, de 45 anos, que vive na Aldeia Velha, também em Porto Seguro (BA), diz que está sendo preciso recorrer até ao zoológico para buscar penas de animais.
“É uma tristeza muito grande você ver que os animais que eram livres estão hoje em uma área fechada por causa do desmatamento e da falta de consciência ambiental do ser humano”.
Ahnã Pataxó relata que tem que recorrer ao zoológico para recolher penas para os cocares. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
No dia a dia, ela sente falta do gavião real, da arara e até do papagaio. “Papagaio também está ficando bem escasso e a gente precisa promover mais ações de consciência ambiental.”.
Mudanças climáticas
O impacto ambiental é também sentido pelo artesão Keno Fulni-ô, de 40 anos, que vive na aldeia próxima à cidade de Águas Belas (PE). “Onde a gente mora, temos a presença do gavião, do caracará, da garça e do anu”.
As mudanças climáticas têm feito as aves se comportarem de outras formas, explica.
Indígenas relatam que desmatamento impacta produção de cocares. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A artesã Ahnã Pataxó ressalta que em encontros, como o que ocorreu no Acampamento Terra Livre, os artesãos aproveitam para fazerem as trocas de materiais (as penas), em vista de que há aves típicas de cada habitat. Algumas mais e outras menos resilientes aos impactos ambientais.
Símbolos
O artista Tapurumã Pataxó explica que o cocar simboliza a identidade e a proteção do povo.
“O cocar tem o sentido de nossa resistência. É o que nos protege e nos dá força pra lutar pelos nossos direitos, pela educação e pela demarcação do nosso território”.
Até pelo que significa, o artista pataxó entende que os não-indígenas que adquirem o cocar devem ter respeito e guardar num quadro, emoldurar e colocar em casa para protegê-la.
“Um não indígena comprar para ficar usando como se fosse um indígena não é legal”.
Aaloa Fulni-o se destaca pela habilidade com que produz os cocares. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Da mesma forma, Keno Fulni-ô pede que os não-indígenas tenham muito respeito pela simbologia do cocar. “Esperamos que uma pessoa não coloque um cocar na cabeça e vá beber, por exemplo. Ir para carnaval. Não é o que o nosso povo espera”.
Ahnã Pataxó explica que o cocar consiste em um símbolo de aliança.
“Quando nós vamos fazer nossos casamentos tradicionais, a gente não troca uma aliança de metal. A gente troca o cocar”. Inclusive, a costura por trás do objeto artístico, há costura das penas. “É como se a gente estivesse unindo todo o nosso povo”, compara.
Pena a pena
Foi a união do povo Fulni-ô que fez o jovem Aalôa, de 21 anos, que vive também em aldeia na cidade de Águas Belas aprender a fazer o cocar quando tinha 14 anos. Os amigos que o rodeavam no Acampamento Terra Livre disseram que a habilidade do rapaz na produção da arte chama atenção de todos.
Ele costurava um cocar com penas de papagaio e esperava terminar a arte em menos de 30 minutos. Ele pendurava o cordão e costurava uma a uma, depois de limpar e tingir.
“Eu me sinto muito bem em fazer. Acaba com estresse, me relaxa. Somos a voz do nosso povo e uma só família”
Medida fortalece cadeia produtiva do Café Robusta Amazônico, oriundo dos produtores locais. Foto: Isaac Maia/Sepror
O Amazonas deu um passo estratégico para fortalecer o setor primário e valorizar a produção local com a sanção da Lei nº 8.139, de 18 de março de 2026. A medida, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), foi sancionada pelo governador Wilson Lima e determina que órgãos e instituições públicas priorizem a aquisição do café do tipo Robusta Amazônico.
A medida garantiu que recursos antes destinados a fornecedores de outros estados passassem a circular dentro do próprio Amazonas, com potencial de reinjetar milhões de reais por ano na economia rural.
Robustas Amazônicos. Foto: Aliny Melo
Além de estimular a circulação interna de recursos, a nova lei criou um mercado consumidor estável e de grande escala para os produtores locais, oferecendo previsibilidade e segurança para investimentos na produção. A medida fortaleceu especialmente a agricultura familiar, principal base da cadeia produtiva do café no estado.
A política também consolidou anos de investimentos públicos no setor primário desde 2019, início da gestão de Wilson Lima. Por meio da Secretaria de Produção Rural do Amazonas, o governo estadual intensificou o apoio técnico, logístico e institucional aos agricultores, com destaque para a expansão da cultura do café robusta amazônico como alternativa econômica sustentável.
A nova lei representou uma mudança estrutural na política de compras públicas, ao direcionar o consumo institucional para a produção regional, segundo o secretário de estado de Produção Rural, Daniel Borges.
Foto: Isaac Maia/Sepror
Outro pilar fundamental dessa evolução foi o trabalho do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), responsável pela assistência técnica no campo. Técnicos do instituto foram capacitados em parceria com a Embrapa Amazônia Ocidental, levando inovação, tecnologia e conhecimento diretamente aos produtores rurais.
Esse processo permitiu a adaptação e expansão do cultivo do robusta amazônico, uma variedade desenvolvida com alto desempenho produtivo e qualidade sensorial diferenciada.
Municípios como Apuí, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Rio Preto da Eva, Silves e Presidente Figueiredo já se destacam na produção do café robusta, consolidando uma nova fronteira agrícola no sul do estado. Nessas regiões, o café se mostrava uma alternativa viável de renda, com produtividade que podia ultrapassar em mais de 200% outras variedades tradicionais.
A legislação também reconheceu e valorizou esse esforço coletivo, premiando os investimentos em pesquisa da Embrapa e o trabalho contínuo de transferência de tecnologia realizado no campo. Ao mesmo tempo, chamou atenção para a qualidade crescente do café produzido pela agricultura familiar amazonense, que vinha ganhando espaço e reconhecimento.
Outro impacto relevante da lei foi o estímulo à organização produtiva. Para atender à demanda do setor público, associações, federações e cooperativas passaram a precisar estar devidamente regularizadas, o que impulsionou a formalização no campo. O destaque é a atuação do Núcleo de Apoio ao Cooperativismo e Associativismo do Setor Primário (Nucap), vinculado à Sepror, que tem sido fundamental na orientação documental e estrutural dessas organizações.
Foto: Isaac Maia/Sepror
Prioridade econômica
Para Daniel Borges, a lei representou um marco histórico. “O café robusta amazônico é uma das maiores potencialidades econômicas do nosso estado. Essa política pública garante mercado, valoriza o produtor e consolida um trabalho que vem sendo construído há anos, com ciência, tecnologia e dedicação no campo”, destacou.
A proposta contou, inclusive, com manifestação técnica favorável da própria Sepror durante sua tramitação, reforçando a viabilidade e os benefícios da medida para o desenvolvimento rural sustentável.
Com a sanção da lei, o Amazonas não apenas fortaleceu sua produção interna, mas também passou a se posicionar como referência nacional na valorização de cadeias produtivas regionais. A iniciativa passou a ser vista como modelo para outros estados brasileiros, ao demonstrar como políticas públicas bem estruturadas podem gerar desenvolvimento econômico, inclusão social e valorização da agricultura familiar.
*O texto foi publicado originalmente no site da Sepror-AM