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Livro de pesquisadora do Mato Grosso chega à semifinal do Jabuti Acadêmico

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Foto: Divulgação/ XX Congresso Brasileiro de Limnologia

O livro “Zooplâncton: a vida invisível na água doce”, escrito pela bióloga e servidora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Thaís de Melo, alcançou a semifinal do 3º Prêmio Jabuti Acadêmico. A premiação reconhece e valoriza livros científicos, técnicos, profissionais e didáticos publicados no Brasil.

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Resultado da trajetória acadêmica da autora, a obra é a primeira da área de Limnologia — campo dedicado ao estudo dos ecossistemas de água doce, como rios, lagoas e reservatórios — a chegar a essa etapa da premiação. Sua produção contou com recursos do Edital Pró-Extensão 2024 da UFMT.

Livro de pesquisadora chega à semifinal do Jabuti Acadêmico
Foto: Divulgação/ XX Congresso Brasileiro de Limnologia

“O livro foi escrito por mim, ilustrado pela Renata Ramos e lançado no final do ano passado. A maioria das pessoas nem sabe o que é limnologia e pouca gente conhece o zooplâncton. Mas, agora, graças a um livro que nasceu dentro da universidade pública, mais pessoas conhecem esse universo. Deixamos de ser um pouco invisíveis”, afirma.

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Thaís destaca que, embora a UFMT seja uma universidade potente, está localizada fora dos grandes eixos de produção acadêmica das regiões Sul e Sudeste, onde historicamente se concentram mais recursos. Para ela, o reconhecimento também representa uma oportunidade de levar o nome da Instituição a outros espaços.

livro “Zooplâncton: a vida invisível na água doce”. Foto: Divulgação

“Este livro carrega o nome da UFMT para fora e só existiu porque houve um edital interno de extensão que acreditou na ideia e financiou o projeto. Quanto mais poderíamos transformar se houvesse apoio contínuo e estruturado às iniciativas de divulgação científica? O talento e as ideias já estão aqui; precisamos de incentivo constante para não deixá-los parar pelo caminho”, questionou.

Além do reconhecimento no Prêmio Jabuti Acadêmico, a autora foi convidada a lançar o livro durante o XX Congresso Brasileiro de Limnologia, realizado em Juiz de Fora.

“Vários pesquisadores me pararam para elogiar a obra e enfatizar sua urgência. O professor Fabio Scarano, por exemplo, ecólogo, curador do Museu do Amanhã e vencedor de dois Prêmios Jabuti, disse que ficou encantado e fez questão de reforçar a importância do projeto”, contou.

Divulgação científica

Independentemente do resultado final da premiação, a autora acredita que o livro pode ampliar a visibilidade da contribuição dos servidores técnico-administrativos para a pesquisa desenvolvida nas universidades públicas.

“Somos uma minoria em termos de direitos e visibilidade institucional e precisamos constantemente cavar espaços para existir, produzir e sermos ouvidas. Como bióloga, faço o papel de tradutora do conhecimento acadêmico e entusiasta da democratização da ciência. Aproximo a sociedade da ecologia e da universidade pública. Uso o zooplâncton para transformar a percepção das pessoas sobre os ecossistemas aquáticos”, concluiu.

Foto: Divulgação/ Câmara Brasileira do Livro

*Com informações da Universidade Federal do Mato Grosso.

Amazon On 2026 discute subsídios eficazes para a expansão da conectividade 

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Desenvolvendo subsídios eficazes para a expansão da conectividade do lado da demanda: percepções e ações foi o tema de debate no Amazon On em seu primeiro dia. Foto: Hector Muniz/ Portal Amazônia

O debate diante de uma região tão rica diante do seu potencial mas que ainda debate a pobreza em mais diversos setores também foi abordado em um painel do Amazon On 2026. Com o tema Desenvolvendo subsídios eficazes para a expansão da conectividade do lado da demanda: percepções e ações, o último painel do dia (5) trouxe diversos colaboradores para o debate que acontece no Centro Cultural Vasco Vasques.

O painel que encerrou as atividades do dia contou com Sonia Jorge, Fundadora e Diretora Executiva da GDIP – Global Digital Inclusion Partnership, como moderadora. Nos paineis estiveram Amparo Arango Echeverri, Diretora do Fundo de Desenvolvimento das Telecomunicações (FDT) do Indotel – Instituto Dominicano de las Telecomunicaciones – República Dominicana, Claudia Bustamante, servidora do governo Colombiano no setor de comissão de regulação das comunicações no país, Juliano Stanzani, Diretor do Departamento de Política Setorial da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, além de Manuel Cabugueira – Membro do Conselho de Admnistração – ANACOM – Administração da Autoridade Nacional de Comunicações de Portugal.

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O Líder em Telecomunicações e Conectividade do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, Tiago Prado. Foto: Hector Muniz/ Rede Amazônica

Para abrir o debate o especialista Líder em Telecomunicações e Conectividade do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, Tiago Prado, explicou sobre as experiências do BID em torno do mundo para financiar tecnologias comunicacionais. Segundo Tiago, áreas pobres como países na África também ensinaram que pouco dinheiro não pode representar um problema para ajudar no desenvolvimento.

“Tivemos uma experiência em uma área pobre na África do Sul que nos mostrou que uma grande comunidade populacional, que a inclusão digital pode gerar um desenvolvimento de grandes precendentes”, explicou Prado diante do que ele chamou de um “case de sucesso”.

Amazon On 2026 discute subsídios eficazes para a expansão da conectividade do lado da demanda: percepções e ações. Foto: Hector Muniz/ Portal Amazônia

Para Juliano Stanzani, Diretor do Departamento de Política Setorial da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações do Brasil, o financimento de políticas públicas por organizações como o BID tem sido fundamentais.

“Ao apresentar planejamento e estudo para o desenvolvimento de regiões podemos comprovar que investir em comunicação tem sido importante para o desenvolvimento de várias populações e no Brasil isso não foi diferente.”.

Leia também: Amazon On 2026: Superintendente da FAS fala sobre conectividade e sustentabilidade na Amazônia

Experiência internacional no Amazon On

Trazendo importantes experiências de países de diversas regiões do mundo como Portugal na Europa, República Dominicana na América Central e Colômbia na américa do Sul, o terceiro painel do Amazon On também debateu como a troca de experiências entre os mais diversos países tem sido fundamental. Para Amparo Arango Echeverri, Diretora do Fundo de Desenvolvimento das Telecomunicações (FDT) do Indotel – Instituto Dominicano de las Telecomunicaciones – da República Dominicana, todas as experiências tem muito a agregar.

Amazon On 2026 discute subsídios eficazes para a expansão da conectividade do lado da demanda: percepções e ações. Foto: Hector Muniz/ Portal Amazônia

“Na República Dominicana temos analisando com muita atenção todas as experiências vividas no desenvolvimento através da comunicação. E no nosso país que tem diversos problemas vividos, a análise de situações de sucesso tem sido fundamentais”, explicou Echeverri.

“Um país de grande população como a Colômbia tem muito a aprender e ensinar. A troca de experiência por isso é fundamental para o poder público e a aplicação de políticas públicas.”, afirmou Claudia Bustamante, Comissionada de Comunicaciones de la Comisión de Regulación de Comunicaciones – Colombia.

“Não podemos falar em desenvolvimento sem inclusão digital inclusive e não se pode deixar de lado os outros países, já que a inclusão digital não se diz respeito apenas as fronteiras de cada país”, explicou Manuel Cabugueira – Membro do Conselho de Admnistração – ANACOM – Administração da Autoridade Nacional de Comunicações de Portugal.

Amazon On

Ao longo de dois dias de programação, o Amazon On terá oito painéis em diversos horários. Todas as atividades são gratuitas mas necessitam de inscrição prévia. Confira a programação:

DIA 5

Painel 1: Transição energética na Amazônia: descarbonização, Energias da Floresta e outros cases

Painel 2: Tecnologia & inovação a serviço da floresta

Painel 3: Desenvolvendo subsídios eficazes para a expansão da conectividade do lado da demanda: percepções e ações

DIA 6

Painel 4: Soberania e sustentabilidade na Amazônia a partir da infraestrutura de telecomunicações e energia

Painel 5: Estratégia para Expansão da Conectividade Digital na Amazônia

Painel 6: Amazônia, experiências de sucesso: necessidades, barreiras, soluções e transformações

Painel 7: Transição energética da Amazônia

Painel 8: Da Amazônia para o Mundo

Instituto Socioambiental lança, em São Paulo, o Mapa Interativo de Povos e Terras Indígenas no Brasil

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Visitantes interagindo com o Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil, durante o evento de lançamento do Mapa. Foto: Mariana Soares/ISA

O Instituto Socioambiental (ISA) convida o público do Sesc Santo André a um mergulho nas histórias, culturas e nos territórios dos povos indígenas no Brasil com atividades programadas até o dia 11 de agosto. A programação, que marca o fim das férias escolares, dá boas-vindas ao Agosto Indígena com navegações mediadas no “Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil”, além de dois bate-papos especiais entre educadoras, lideranças indígenas e pesquisadoras do ISA.

A iniciativa surge como forma de retratar a diversidade desses povos, rompe com a ideia de que “todos os indígenas são iguais” e desperta o interesse e o respeito das crianças e jovens aos direitos dos povos indígenas no Brasil. Além do público infanto-juvenil, as atividades convidam as pessoas educadoras a repensar suas práticas em direção ao fortalecimento da Lei nº 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino de histórias e culturas afro-brasileira e indígenas na educação básica brasileira.

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Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil

Mapa interativo sobre indígenas
Ferramenta reúne informações sobre dezenas de povos indígenas do Brasil. Foto: Reprodução/Mariana Soares-ISA

Realizado pelo Instituto Socioambiental (ISA), o “Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil” é uma ferramenta digital e de acesso livre que reúne informações qualificadas e atualizadas sobre a sociodiversidade e a distribuição territorial dos mais de 280 povos indígenas no país. Ele é resultado da consolidação de um vasto acervo de dados, iniciado pioneiramente na década de 1980 para mapear a presença indígena.

Leia também: Plataforma criada em Rondônia transforma palavras indígenas em dicionários digitais

Hoje, o Mapa Interativo é constantemente atualizado com informações extraídas de plataformas de referência do ISA, como a Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil e o site Terras Indígenas no Brasil.

O principal objetivo da ferramenta é democratizar o acesso ao conhecimento sobre o Brasil Indígena, oferecendo a estudantes, professores, pesquisadores e ao público geral uma ferramenta dinâmica, visual e factual que atesta a vitalidade, a resiliência e a diversidade dos povos originários. O projeto nasce com o objetivo de contrapor narrativas históricas de invisibilidade e extinção, reforçando a urgência da defesa dos direitos territoriais e culturais indígenas.

*Com informações de Mariana Soares, do Instituto Socioambiental.

Eleições 2026: Forças Armadas devem apoiar logística em regiões de difícil acesso no Acre

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Forças Armadas apoiarão a logística das eleições de 2026 no Acre e em outros 6 estados — Foto: Arquivo/Ministério da Defesa

As Forças Armadas vão prestar apoio logístico à Justiça Eleitoral durante as eleições gerais de 2026 em municípios do Acre e de outros seis estados brasileiros. A atuação foi autorizada pelo Decreto nº 13.073, de 21 de julho de 2026, publicado no Diário Oficial da União (DOU).

O suporte inclui o transporte de urnas eletrônicas, equipamentos e equipes da Justiça Eleitoral para regiões de difícil acesso. Para isso, serão utilizadas aeronaves, embarcações e viaturas militares. Segundo o decreto, a definição dos locais e do período de atuação vai depender de requisições.

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Foto: Divulgação

Além do Acre, o apoio será realizado nos estados do Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Roraima. Ao todo, os militares devem atuar em 42 municípios e 128 localidades durante o período eleitoral. No estado acreano, a votação começa às 6h e termina às 15h.

As eleições estão marcadas para o dia 4 de outubro, com eventual segundo turno no dia 25 do mesmo mês, em cidades com mais de 200 mil eleitores registrados. Neste ano, os acreanos irão às urnas escolher presidente da República, governadores, deputados federais, estaduais e senadores.

Leia também: Eleições 2026: novas regras incentivam participação dos povos indígenas no pleito

O envio de forças federais é autorizado pelo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir de solicitações feitas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

As Forças Armadas também podem auxiliar no transporte de pessoas e materiais necessários para a realização do pleito. Em algumas localidades, os militares poderão ser empregados para reforçar a manutenção da ordem pública, quando houver necessidade de apoio adicional à segurança.

O apoio das Forças Armadas ao processo eleitoral é previsto na legislação brasileira desde 1965 e tem como objetivo garantir a realização das eleições em áreas de difícil acesso e assegurar o funcionamento da logística eleitoral.

Suporte militar em 42 municípios e 128 localidades incluirá o transporte de urnas e equipes — Foto: Arte: Ministério da Defesa

Eleições 2026

No último dia 17 de junho, as autoridades da segurança pública e Justiça Eleitoral se reuniram para tratar sobre o plano integrado que será colocado em prática durante as eleições no Acre. O encontro ocorreu no prédio do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), em Rio Branco.

Durante a reunião, foram discutidas medidas relacionadas à segurança do transporte das urnas, bem como a comunicação integrada entre o TRE e a segurança pública para identificação de áreas sensíveis com o apoio da Polícia Federal, além do monitoramento de riscos climáticos no período.

No encontro, o TRE trouxe dados atualizados que apontam para 614.753 eleitores aptos a votar nos 22 municípios acreanos. Estão previstos 701 locais de votação no pleito deste ano, com 2.417 seções eleitorais. Ainda conforme o tribunal, 9,5 mil mesários estão registrados para atuar nestas eleições.

Nas eleições de 2022, vinte cidades do Acre receberam reforço das Forças Armadas durante o primeiro turno das Eleições daquele ano, no dia 2 de outubro. À época, o TSE autorizou a ação das tropas federais para ajudar na logística da eleição em 561 localidades de 11 estados do país.

*Por Walace Gomes/ da Rede Amazônica Acre

Teatro Amazonas vira Patrimônio Mundial e recoloca Manaus na rota do turismo cultural internacional

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Foto: Roumen Koynov

O cartão-postal mais conhecido de Manaus acaba de ganhar um novo status. Após o reconhecimento do Teatro Amazonas como Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco, em candidatura conjunta com o Theatro da Paz, de Belém. Sob a denominação “Teatros da Amazônia”, os dois edifícios se tornam o primeiro bem cultural da Região Norte a integrar a lista e a 26ª inscrição brasileira. 

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Para Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis, plataforma de reserva de atividades e experiências presente em mais de 160 países, o título deve acelerar um movimento que já aparece nos próprios dados da empresa: a projeção da capital amazonense como destino de turismo cultural, e não apenas como porta de entrada para a floresta.

O reconhecimento chega em um momento de expansão do turismo no estado. Em janeiro de 2026, dados da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE apontaram avanço de 4,7% na atividade turística estadual ante dezembro.

Foto: Janailton Falco

Leia também: Sete curiosidades sobre a Cúpula do Teatro Amazonas 

O ritmo se reflete na própria demanda registrada pela Civitatis em Manaus. No primeiro semestre de 2026, o número de reservas de atividades na cidade avançou cerca de 49% na comparação ano a ano, segundo dados internos da plataforma. E, embora a floresta ainda concentre a maior parte da procura, os passeios pelo centro histórico já aparecem entre os mais reservados: nos primeiros seis meses do ano, os tours urbanos com foco no Teatro Amazonas responderam por quase um em cada cinco reservas na cidade (18%), incluindo a  visita guiada por Manaus e ao Teatro Amazonas, ficando atrás apenas das experiências na selva e dos passeios pelos rios Negro e Amazonas.

“Já vínhamos observando um interesse crescente por Manaus, e o centro histórico ganhava espaço mesmo antes do anúncio. O Teatro Amazonas sempre foi um ícone, mas para muitos viajantes ele era um detalhe dentro de uma viagem cuja motivação principal era a floresta. O selo da Unesco muda essa hierarquia: ele transforma o próprio centro histórico da cidade em um motivo de viagem, e é uma referência que o turista internacional reconhece na hora de escolher um destino”, afirma Alexandre Oliveira.

Inaugurado em 1896, em Manaus, o teatro nasceu como símbolo do ciclo da borracha, período em que o látex amazônico financiou uma súbita modernização urbana no fim do século XIX. A arquitetura inspirada na Belle Époque europeia, com mármore de Carrara, ferro forjado e uma cúpula de telhas coloridas nas cores da bandeira brasileira, convivia com materiais e referências da própria floresta, o que a Unesco reconheceu como uma identidade cultural singular. Tanto o Teatro Amazonas quanto o Theatro da Paz, eBelém,  já eram tombados pelo Iphan desde a década de 1960.

Por que o título da Unesco importa para o turista?

Ao contrário de um monumento isolado, o Teatro Amazonas está inserido em um centro histórico que concentra boa parte da memória do ciclo da borracha. A poucos passos do teatro ficam o Largo de São Sebastião, com seu calçamento ondulado, a igreja de mesmo nome, o porto de Manaus, um dos maiores portos fluviais do mundo, e o mercado municipal Adolpho Lisboa, de 1883, cuja estrutura de ferro remete aos projetos de Gustave Eiffel. É esse conjunto, e não apenas a casa de ópera, que passa a contar com o reconhecimento internacional.

Teatro Amazonas
Teatro Amazonas. Foto: Michael Dantas/SEC-AM

Na prática, quem visita a cidade encontra esses pontos reunidos em um mesmo roteiro a pé, modelo que já é o terceiro tipo de experiência mais reservado pelos clientes da Civitatis em Manaus. A visita guiada por Manaus e ao Teatro Amazonas, oferecida pela Civitatis com guia em português, parte justamente do Largo de São Sebastião e inclui a entrada no teatro, onde o visitante conhece o interior revestido de mármore italiano e a história da construção, antes de seguir pelo porto, pelo mercado Adolpho Lisboa e pelo mirante Lúcia Almeida, de onde cidade e floresta parecem se fundir no horizonte. O percurso dura de três horas e meia a quatro horas.

Leia também: Teatro Amazonas e Theatro da Paz entram para lista de Patrimônio Mundial da Unesco

Um cartão de visitas para o Norte do país

A entrada do Teatro Amazonas na lista da Unesco também ajuda a reposicionar Manaus como um centro cultural no Norte. Para o viajante que quer entender a região além da floresta, o teatro passa a funcionar como âncora de itinerários urbanos, que costumam ser combinados com clássicos amazônicos como a excursão ao Encontro das Águas e tribo indígena, fenômeno em que as águas escuras do Rio Negro correm lado a lado com as barrentas do Solimões sem se misturar, e a excursão às cataratas de Presidente Figueiredo, a cerca de 100 km ao norte da capital, onde a floresta se abre em quedas d’água e igarapés.

Cachoeira de Iracema em Presidente Figueiredo. Foto: Reprodução/ Civitatis

“Quando um destino ganha um reconhecimento desse porte, o interesse não se limita ao monumento em si. Ele se espalha pela cidade e pela região no entorno. Nossa expectativa é que Manaus e Belém passem a aparecer com mais força nos planejamentos de viagem, inclusive de estrangeiros, e que o turismo cultural caminhe lado a lado com o turismo de natureza que já é forte no Norte”, conclui Alexandre Oliveira.

Sobre a Civitatis

A Civitatis é a plataforma líder na venda de visitas guiadas, excursões e atividades em português e espanhol ao redor do mundo. Com um catálogo de experiências cuidadosamente selecionadas em mais de 4.200 destinos, a plataforma conecta, todos os meses, mais de 1,2 milhão de viajantes às melhores atividades locais.

Seu modelo se baseia em três pilares: simplicidade, qualidade e excelência no atendimento. Por meio de uma equipe especializada que prioriza autenticidade e confiabilidade, a Civitatis garante uma oferta curada que já soma mais de cinco milhões de avaliações verificadas, com nota média de 9,1/10. Combinando tecnologia própria e curadoria humana especializada, a Civitatis se consolidou como a referência do setor na América Latina e Espanha, cumprindo sua missão de “completar a viagem” de milhões de pessoas ao redor do planeta.

*Por Ícaro Ambrósio.

Marinha do Brasil abre oportunidade para produtores de pirarucu em Manaus

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Manejadores de piracuru. Foto: Divulgação/Bernardo Oliveira- Instituto Mamirauá

O Centro de Intendência da Marinha do Brasil, em Manaus, abriu uma oportunidade de contrato para os produtores locais de pirarucu para a aquisição de mais de uma tonelada de filé do alimento. Pela primeira vez, o braço naval das Forças Armaadas utilizará a plataforma Contrata+Brasil, do Governo Federal, voltado para compras públicas, num investimento para pequenos negócios no Amazonas que gira em torno de R$ 1 milhão.

A iniciativa, que conta com apoio técnico do Sebrae Amazonas, prevê o fornecimento de pirarucu em manta, congelado, sem dorso, pelle e gordura. Os interessados podem encaminhar as propostas até o dia 21 de agosto, por meio da plataforma Contrata+Brasil, ambiente digital que aproxima órgãos públicos de fornecedores e simplifica os processos de contratação.

Pela demanda, as entregas do pirarucu serão quinzenais para o 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas, o Centro de Hidrografia e Navegação do Noroeste, o Comando da Flotilha do Amazonas, o Comando do 9º Distrito Naval e o próprio Centro de Intendência. O Sebrae-AM presta suporte a prefeituras e instituições na implantação do Contrata+Brasil, orientando equipes e apoiando a utilização da ferramenta para aumentar a participação dos pequenos negócios nas compras públicas.

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Equipes da Marinha do Brasil e Sebrae-AM (Contrata+Brasil). Foto: Divulgação

Informações como requisitos e condições de participação no Contrata+Brasil podem ser obtidas por meio deste link .

Expansão da comercialização do pirarucu

Pirarucu (Arapaima gigas). Foto: Ricardo Oliveira/Divulgação
Pirarucu (Arapaima gigas). Foto: Ricardo Oliveira/Divulgação

A iniciativa fortalece o acesso dos empreendedores ao mercado governamental, tornando os procedimentos de licitação mais simples, ágeis e transparentes. Por outro lado, apoia também no cadastramento dos fornecedores como empreendimentos formais, agricultores familiares, associações e cooperativas.

A nova oportunidade de contratação demonstra o avanço da adesão da Marinha ao programa federal no Amazonas e amplia as possibilidades de comercialização para fornecedores locais, incluindo organizações ligadas à cadeia produtiva do pirarucu manejado. Uma delas será a Cooperativa de Pesca Manejada e de Produtores da Reserva Mamirauá (COOPMAPREM), que se inscreveu no Contrata+Brasil para concorrer à demanda.

Leia também: Ação da Marinha do Brasil realiza mais de 110 mil atendimentos em saúde em comunidades da Amazônia

A cooperativa atua no fornecimento do pescado bruto retirado dos lagos da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá para a Salgadeira Cabocla do Pirarucu, unidade industrial localizada em Fonte Boa, a 864,3 quilômetros de Manaus (AM), onde o produto é processado e beneficiado.

A Salgadeira Cabocla é um projeto inovador que contempla cerca de 5 mil manejadores e 2 mil famílias, distribuídas em 140 comunidades, reforçando a importância do manejo sustentável como alternativa de renda e desenvolvimento para populações tradicionais do Amazonas.

*Com informações da Marinha do Brasil

Amazon On 2026 contará com debates sobre conectividade, energia e inovação para o desenvolvimento da Amazônia

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Foto: Divulgação

Manaus recebe, nesta quarta e quinta-feira (5 e 6), a terceira edição do Amazon On 2026, um dos principais fóruns dedicados aos debates sobre tecnologia, conectividade, energia e desenvolvimento sustentável da Amazônia. O evento reunirá representantes do poder público, agências reguladoras, organismos internacionais, universidades, empresas e centros de pesquisa para discutir soluções voltadas ao fortalecimento da infraestrutura digital, à transição energética, à bioeconomia e à inovação na região.

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A programação será aberta às 9h, no Centro de Convenções Vasco Vasques, com a cerimônia oficial conduzida pelo coordenador do Amazon On, Moisés Moreira, ex-conselheiro-diretor e vice-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e um dos responsáveis por iniciativas estratégicas para a transformação digital do país, como o Leilão do 5G.

Amazon On
Amazon On chega à terceira edição. Foto: Diego Oliveira/Acervo Portal Amazônia

Leia também: Amazon On reúne especialistas para debater futuro sustentável da Amazônia

Na sequência, o superintendente-geral da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virgilio Viana, engenheiro florestal pela USP, PhD em Biologia Evolutiva pela Universidade de Harvard e uma das principais referências brasileiras em desenvolvimento sustentável da Amazônia, ministrará a palestra magna de abertura. A apresentação abordará os desafios da implantação de infraestrutura de tecnologia e energia na região e defenderá o diálogo entre governos, empresas, academia e comunidades como caminho para a construção de soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Amazon On

Ao longo dos dois dias, o Amazon On promoverá oito painéis sobre transição energética, tecnologia e inovação a serviço da floresta, expansão da conectividade, infraestrutura de telecomunicações e energia, experiências de sucesso na Amazônia, desafios estruturais da transição energética e o papel da região no cenário global. A programação reunirá especialistas do Brasil e do exterior, entre eles representantes da Anatel, ANEEL, Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), CAF, Huawei, Qualcomm, HMN Technologies, UNESCO, FAO, além de autoridades da Guiana, Suriname, Colômbia, República Dominicana e Portugal.

Foto: Diego Oliveira/Acervo Portal Amazônia

Confira a programação aqui.

*Por Izabel Santos e Izenilda Farias, assessoria de Comunicação – Amazon On.

Ipês amarelos florescem e embelezam Rio Branco no início do verão amazônico

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Ipês amarelos florescem em Rio Branco no início do verão amazônico e mudam a paisagem. Foto: Val Fernandes/Secom

A chegada do verão amazônico traz uma transformação visual para Rio Branco. O responsável pela mudança é o ipê, cuja florada coloriu a paisagem urbana e tem chamado a atenção de quem passa pelas ruas da capital acreana.

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Durante o período de floração, as pétalas que caem ainda formam um tapete amarelo sobre o chão, prolongando o espetáculo natural por alguns dias. Quem caminha pelos canteiros centrais e principais avenidas da cidade já percebeu que a correria do dia a dia ganhou uma moldura natural e até poética.

Além do valor ambiental, o florescimento dos ipês desperta o interesse de quem passa pelas ruas da capital. O consultor financeiro Daniel Albuquerque que aproveitou a manhã ensolarada para registrar um dos ipês próximo ao Palácio Rio Branco.

“Hoje o céu está muito azulzinho e ensolarado, então, tirei uma foto para fazer uma postagem que vai ficar muito legal”, contou.

Além disso, o espetáculo visual também encanta turistas que visitam o estado acreano com a beleza da árvore. Conforme a arquiteta Ana Rita, de Porto Alegre (RS), ver de perto um ipê a deixou encantada desde que chegou ao Acre.

“Me chamou a atenção desde o dia que cheguei. Hoje estava andando pela praça e pensei: ‘vou ter que bater uma foto dessa coisa maravilhosa’. Não existe um ipê assim lá no Sul. A gente para, tira foto e fica contemplando. Ele é magnífico e majestoso”, afirmou.

Leia também: Flor de cupuaçu: conheça uma das “estrelas” da Floresta Amazônica

Florada chamou a atenção de casal turista de Porto Alegre. Foto: Rede Amazônica Acre

O doutor em botânica Davi Borges das Chagas, explicou ipês florescem em cores e épocas diferentes. Segundo ele, o florescimento ocorre justamente na época de estiagem para que a dispersão das sementes aconteça com a chegada das chuvas.

Ainda conforme o pesquisaor, as sementes da flor possuem pequenas “asas”, que facilitam o transporte pelo vento. Após caírem, elas permanecem no solo por até quatro meses, aguardando o início do período chuvoso para germinar.

“Elas florescem no período seco para que, quando chegar o período de chuva, estejam dispersando essas sementes e consigam propagar a espécie”, explicou o pesquisador.

Além do espetáculo visual, o florescimento lembra a importância dos ciclos naturais e da preservação das espécies que fazem parte da biodiversidade amazônica. Na região amazônica, os ipês podem atingir de 20 a 30 metros de altura, eles crescem em busca de luz solar em meio à mata densa.

Símbolo do Brasil

O pesquisador destaca ainda que enquanto o pau-brasil é a árvore símbolo do país, a flor do ipê é o símbolo do Brasil, que tem 27 espécies, sendo 15 delas endêmicas, ou seja, ocorrem apenas no nosso país. A árvore só floresce com a falta de água, que coincide perfeitamente com o verão amazônico.

A flor do ipê-amarelo foi reconhecida oficialmente como símbolo nacional em 1961, por meio de um decreto presidencial. A escolha levou em consideração a presença da espécie em todas as regiões brasileiras e sua importância entre as flores nativas do país.

No Acre, a árvore também empresta o nome ao Parque Ipê, um dos espaços públicos mais conhecidos da capital, onde exemplares da espécie fazem parte da paisagem urbano a até transformam o espaço público em um ambiente ‘instagramável’.

Leia também: Ipês colorem a região amazônica, mas você sabia que as flores podem ser usadas na alimentação?

Ipês amarelos florescem e embelezam Rio Branco no início do verão amazônico
Arvore do ipê a esquerda e a faveira amarelo a direita. Foto: Reprodução

Nem toda árvore amarela é um ipê

Apesar da semelhança, o botânico Davi Borges também explica que nem toda árvore com flores amarelas é um ipê. Conforme o pesquisador, a faveira também floresce na estiagem e adota uma estratégia reprodutiva muito semelhante.

Segundo o pesquisador, a principal diferença está nas flores e na coloração. Enquanto o ipê apresenta flores maiores e de um amarelo mais intenso, próximo ao dourado, a faveira possui flores menores, galhos mais finos e um tom de amarelo mais claro.

“As pessoas às vezes se confundem. Mas a beleza é singular em todas essas espécies. Quanto mais árvores floridas, melhor para todos nós”, destacou.

As diferenças entre o ipê e a faveira também abrangem outras características como as raízes e as propriedades da madeira. Enquanto o ipê tem folhas compostas que caem quase por completo antes da floração. A faveira tem folhas finas (bipinadas) formando uma copa muito mais larga e espalhada.

Além disse, a faveira tem flores em formato de guarda-chuva, já o ipê produz flores em formato de sino (trombeta) de cores vivas e frutos que parecem vagens longas e finas. A faveira produz flores pequenas reunidas em “esferas” ou espigas e frutos que são vagens lenhosas, grandes e achatadas.

Contudo, sendo ipê ou faveira, o contraste com o verde predominante da Amazônia anuncia o período mais seco do ano, que ganha força entre agosto e setembro e transforma a paisagem urbana de Rio Branco.

*Por Walace Gomes, Richard Lauriano- Rede Amazônica Acre.

Parque Chico Mendes é reaberto em Rio Branco no aniversário de 30 anos

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Parque Chico Mendes passou por uma revitalização. Foto: Marcos Araújo/Secom

O Parque Ambiental Chico Mendes comemorou no mês de Julho, 30 anos de inauguração e, em alusão à data, o espaço foi reaberto ao público no dia 31, em Rio Branco, depois de passar por uma revitalização. Ele foi fechado no último dia 25.

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As melhorias receberam um investimento de cerca de R$ 1,5 milhão. O parque é um dos principais patrimônios ambientais, históricos e culturais de Rio Branco. Em média, recebe de duas a três mil pessoas por fim de semana.

O parque fica aberto das 7h às 17h de terça a domingo. As trilhas vão ser aberta ao público no verão. “O parque é muito importante porque reúne várias atividades que são importantes para a saúde física das pessoas. Estamos muito felizes com a revitalização realizada, acredito que a população também vai gosta”, disse a gerente do Parque Chico Mendes, Joseline Guimarães.

Os serviços de revitalização citados por Joseline contemplam a pintura dos recintos do zoológico, dos banheiros públicos, do prédio da administração, das guaritas, brinquedos, praça de alimentação, mesas e dos bancos da área de piquenique.

Leia também: 6 parques nacionais na Amazônia que são fontes de pesquisa e ecoturismo

Reabertura do parque Chico Mendes contou com uma celebração de aniversário. Foto: Marcos Araújo/Secom

Também é feita a recuperação da trilha asfaltada, a reconstrução da passarela de acesso ao zoológico e a renovação da jardinagem.

Uma das novidades apresentadas durante a reabertura foi o Conecta Rio Branco, que oferece internet gratuita para os visitantes dentro do parque. Também foram instaladas placas solares. Com isso, o espaço passa a produzir parte da própria energia, tornando-se mais sustentável e menos dependente da rede elétrica.

Joseline acreditou que, até dezembro, estará disponível para o público uma exposição com uma cápsula do tempo. “É uma exposição dos 30 anos do parque. As pessos vão poder colocar na cápsula o que elas desejam para o parque daqui a dez anos. Essa cápsula vai estar na Expoacre no estande da Semeia”, revelou.

Histórico do Parque Chico Mendes

Inaugurado em julho de 1996, o parque foi revitalizado pra comemorar os 30 anos. Com uma área de 57 hectares de floresta preservada, o espaço conta com trilhas ecológicas, um zoológico composto por centenas de espécies exclusivas da região amazônica, área de recreação, e academia ao ar livre.

Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre.
Parque Chico Mendes é reaberto em Rio Branco no aniversário de 30 anos. Foto: Val Fernandes/Secom

O memorial que recebe o nome de chico mendes relembra a história de luta pela preservação da amazônia. Além de um espaço de lazer, o parque é um importante centro de pesquisas e educação ambiental.

*Pedro Marcelo, Rede Amazônica Acre.

Quem é o colorista de Rondônia que trabalhou em produções de Anitta e Travis Scott

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Quem é o colorista de Rondônia que trabalhou em produções de Anitta e Travis Scott? Foto: Reprodução Youtube – Anitta – Travis Scott e arquivo Rafael Souto

Um jovem que mora em Porto Velho participou da pós-produção do novo projeto de Anitta e já trabalhou em produções do rapper Travis Scott. Aos 24 anos, Rafael Souto atua como colorista e construiu uma carreira no mercado audiovisual atendendo artistas e grandes marcas sem deixar Rondônia.

No projeto Equilibrivm II, de Anitta, Rafael foi responsável pela colorização de trechos exibidos entre os minutos 10:11 e 15:23 da obra. O trabalho faz parte da etapa de pós-produção, em que o profissional ajusta cores, contraste e iluminação para criar a identidade visual de cada cena.

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Anitta em trabalho feito pelo colorista Rafael Souto. Foto: Reprodução/ Youtube – Anitta

O colorista é o profissional responsável por definir a estética visual de uma produção audiovisual. Por meio de ajustes de cor, contraste e luz, ele transforma o material bruto em imagens que ajudam a transmitir emoções e reforçar a narrativa desejada pelo diretor ou cliente.

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Além de Anitta, Rafael também já trabalhou em produções do rapper Travis Scott, do cantor Matuê e do lutador do Ultimate Fighting Championship (UFC) Alex Poatan. O portfólio ainda reúne campanhas para marcas internacionais, incluindo uma peça publicitária para uma fabricante de canetas que venceu prêmios no Festival de Cannes.

“Foi uma realização profissional muito importante e, depois disso, a galera foi confiando mais em mim”, disse Rafael.

Anitta em trabalho feito pelo colorista Rafael Souto. Foto: Reprodução/ Youtube – Anitta

Trabalhar com artistas de projeção internacional também exige discrição. Segundo Rafael, os contratos incluem cláusulas de confidencialidade e, muitas vezes, ele só pode comentar os projetos depois que são lançados.

“A única pessoa para quem eu conto é a minha esposa, para não vazar nada. Existem documentos de confidencialidade”, explica.

Segundo Rafael, o mercado oferece boa remuneração, mas exige alto investimento em tecnologia, como computadores potentes e monitores calibrados. O cachê para tratar as cores de um clipe nacional de grande orçamento varia entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.

Do vídeo de casamento aos artistas internacionais

A paixão pelas imagens começou cedo. Filho de um fotógrafo de casamentos, Rafael editava vídeos de eventos ao lado do pai. O sonho de crescer profissionalmente, porém, parecia distante de quem vivia longe dos grandes centros.

“Eu sempre pensava: como vou conseguir atingir as pessoas que pagam bem? Eu não tinha pretensão de ir embora daqui. Cheguei à conclusão de que teria que ser pela internet, trabalhando com pós-produção”, conta.

Anitta em trabalho feito pelo colorista Rafael Souto. Foto: Reprodução/ Youtube – Anitta

Nascido em Luziânia (GO), Rafael mora em Rondônia desde a infância. Foi no estado que conheceu profissionais da área e começou a construir a carreira.

“Eu vim pra cá com a minha família e estou aqui até hoje. Foi aqui que conheci as pessoas da área e cheguei ao ponto de trabalhar com isso”, contou Rafael.

Em Porto Velho, ele mantém uma parceria profissional com o diretor e videomaker Juraci Júnior. Segundo Rafael, o produtor foi uma das primeiras pessoas a apostar em seu trabalho quando ele ainda estava começando.

Anitta em trabalho feito pelo colorista Rafael Souto. Foto: Reprodução/ Youtube – Anitta

“Foi uma das pessoas que acreditou em mim no início. Mesmo eu não tendo nome e não tendo muitos trabalhos, ele confiou em mim. Então, a gente tem muito essa parceria de amigo mesmo, de fazer um projeto do outro”, disse.

Curiosamente, a área em que Rafael construiu a carreira era justamente a que menos gostava no começo. Isso mudou depois que ele conheceu o dono de uma agência em São Paulo, que apresentou a profissão de colorista. A partir daí, ele estudou as técnicas, começou a receber indicações e, em maio de 2023, passou a trabalhar exclusivamente na área.

“Eu nem gostava dessa parte de cor, achava um porre fazer. Mas, depois que conheci um profissional da área e comecei a estudar, fui encontrando meu caminho”, contou.

Anitta em trabalho feito pelo colorista Rafael Souto. Foto: Reprodução/ Youtube – Anitta

A profissão de colorista ainda é restrita no Brasil e se concentra principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Em Rondônia, Rafael é praticamente o único profissional que vive exclusivamente dessa função.

Apesar de atuar no mercado global, ele não pretende deixar Porto Velho. Para Rafael, a própria trajetória mostra que é possível construir uma carreira no audiovisual sem sair da região Norte.

“No início eu até pensava em ir para São Paulo […], mas hoje eu me vejo conseguindo tudo daqui. Amo ficar em Porto Velho. […] Não me vejo saindo, quero continuar aqui por muito tempo”, afirma.

*Por Quetlen Cartano – Rede Amazônica Rondônia