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Ruas de Parintins unem cores de Caprichoso, Garantido e Seleção Brasileira em decoração especial

Rua em Parintins personalizado com cores e símbolos da Seleção brasileira e do Garantido. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

As tradicionais ruas enfeitadas de Parintins (AM) ganharam um colorido diferente neste ano. Às vésperas do 59º Festival Folclórico, moradores decidiram unir a paixão pelos bois Caprichoso e Garantido ao amor pela Seleção Brasileira, transformando bairros da cidade em cenários que misturam azul, vermelho, verde e amarelo durante a Copa do Mundo.

Becos, avenidas e passarelas culturais foram tomados por bandeirinhas, bolas de futebol, fitas coloridas, cabeças de boi e símbolos que celebram duas das maiores paixões do povo parintinense: o Festival e o futebol.

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No beco Tomaz Meireles, um dos pontos mais visitados nesta temporada, moradores dos dois bois deixaram a rivalidade de lado para construir uma ornamentação coletiva. Coordenador do projeto, Isaías Vasconcelos conta que a proposta surgiu para resgatar uma tradição que, segundo ele, vinha se perdendo ao longo dos anos.

“Este ano nós quisemos fazer uma coisa diferente. É ano de Copa, mas a nossa maior festa é o nosso boi. Fizemos uma temática unindo Caprichoso, Garantido e Copa do Mundo”, afirmou, sobre a união dos bois com a torcida pela Seleção.

Segundo Isaías, o trabalho envolveu crianças, jovens, idosos e famílias inteiras da comunidade. O resultado, além de atrair visitantes, fortaleceu o sentimento de união entre os moradores.

“Aqui tem gente dos dois bois. Tinha Garantido colocando fita azul e Caprichoso ajudando na vermelha. Foi uma alegria, uma forma de rever amigos e relembrar a infância”, disse.

O projeto também movimenta a economia local. Durante os dias de jogos da Seleção Brasileira, a comunidade promove encontros para assistir às partidas, com venda de churrasco, salgados e bebidas para complementar a renda dos moradores.

“Todo mundo está convidado. O público de Parintins, do Amazonas, do Brasil e do mundo pode vir conhecer o Beco Tomaz Meireles. Fizemos isso para todos”, convidou.

Leia também: ‘Ruas da Copa’ mantêm viva a tradição do mundial de futebol no Norte do Brasil

Coordenador do projeto, Isaías Vasconcelos conta que a proposta surgiu para resgatar uma tradição. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

Garantido em território azul

No bairro Palmares, tradicional reduto do boi Caprichoso, a rua Padre Victor chama atenção por seguir um caminho diferente. Em meio a uma área historicamente identificada com o boi azul, moradores da via mantêm viva a paixão pelo Garantido e transformaram a rua em um espaço tomado pelo vermelho, agora dividido com os símbolos da Copa do Mundo.

Moradora do local há mais de 25 anos, Karoline Nunes conta que a mobilização começou de forma espontânea entre os vizinhos.

“No primeiro ano, cada um colocou a bandeira na frente de casa. Depois percebemos que todo mundo aqui era Garantido e resolvemos fazer algo maior”, contou.

A iniciativa ganhou força com a criação do concurso de ruas ornamentadas e voltou a ser premiada neste ano, quando os moradores apostaram na união entre Festival e Copa do Mundo.

Rua de Parintins mistura vermelho do boi Garantido com verde e amarelo da seleção brasileira e transformam Copa e Festival em uma só festa. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

O trabalho começou ainda nos primeiros meses do ano, com pesquisas, planejamento e a confecção artesanal das ornamentações.

“Em janeiro a gente já estava pesquisando. Depois começamos a tecer e fazer tudo à mão”, explicou

Para Karoline, a junção das duas paixões tornou a experiência ainda mais especial.

Nos dias de jogos da Seleção, os moradores também se reúnem na rua para acompanhar as partidas em frente às casas. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

Copa, boi e tradição

Na Avenida Senador José Esteves, esquina com a rua Nhamundá, em frente ao tradicional bar Canto da Porrada, a ornamentação estreou neste ano.

Morador do Palmares há décadas, Fernando Paz contou que a iniciativa partiu do filho, responsável pela coordenação dos trabalhos no local e pelo bar tradicional do bairro.

Na Avenida Senador José Esteves, esquina com a Rua Nhamundá, em frente ao tradicional bar Canto da Porrada, a ornamentação estreou neste ano. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

“É a primeira vez que a gente enfeita aqui. Meu filho organizou tudo, correu atrás das pinturas e das decorações”, relatou.

Mesmo em uma área de forte identificação com o Caprichoso, Fernando afirma que a Copa do Mundo também ganhou espaço entre os enfeites.

“Tem Copa do Mundo, tem boi, tem tudo. Muita gente de Manaus, de São Paulo e de vários lugares passa por aqui”, disse.

Morador do Palmares há décadas, Fernando Paz contou que a iniciativa partiu do filho, responsável pela coordenação dos trabalhos no local e pelo bar tradicional do bairro. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

A programação deve continuar nos dias de jogos da Seleção Brasileira, quando moradores e visitantes pretendem se reunir para torcer juntos.

Mais do que uma disputa entre azul e vermelho, as ruas enfeitadas de Parintins mostram que, em ano de Copa do Mundo, há espaço para celebrar todas as paixões.

Entre bandeirinhas, bolas e cabeças de boi, a cidade reafirma uma de suas marcas mais fortes: a capacidade de transformar tradição, criatividade e coletividade em espetáculo.

*Por Patrick Marques, da Rede Amazônica AM

Chef Débora Valente ensina receita do arroz encontro das águas 

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Arroz encontro das águas da chef Débora Valente. Foto: Reprodução/Amazon Sat

A temporada 2026 do programa Sabores da Amazônia, do canal Amazon Sat, explora muito mais que ingredientes e receitas. Agora, o programa se aprofunda na trajetória dos chefs e ensina, com mais detalhes e alguns segredos, as receitas selecionadas.

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A chef Débora Valente é uma das convidadas que demonstra orgulho e honra da carreira que tem. 

“Eu sou embaixadora da cozinha brasileira, representando o Estado do Amazonas, e isso é uma honraria que eu vou levar para o resto da vida. Sou muito orgulhosa e muito honrada de ter a carreira, e a minha família me ajuda muito nisso. Então, quando eu faço essa retrospectiva e vejo as pessoas responsáveis por isso, sou eu mesma e a minha família”, declarou a chef. 

Chef Débora Valente ensina receita do arroz encontro das águas 
Chef Débora Valente no programa Sabores da Amazônia. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Leia também: Saiba como fazer um pirarucu aromatizado com raspas de limão

Débora Valente já participou do programa na temporada 2026, e para conferir a história completa do chef é só clicar aqui

A receita do episódio é o arroz encontro das águas. De acordo com a chef, o prato abraça o paladar e traduz a Amazônia com um toque regional. Confira: 

Ingredientes do arroz encontro das águas:

  • 300 g de arroz tipo agulhinha ou da sua preferência
  • 150 g de pirarucu defumado
  • 150 g de pirarucu seco (já dessalgado)
  • 50 g de pirarucu fresco
  • 50 ml de azeite de oliva extra-virgem
  • 30 g de cebola picada
  • 4 dentes de alho picados
  • 1 maço de jambu (folhas e flores)
  • 1 litro de tucupi pronto
  • 8 tomates grape (inteiros ou ao meio)
  • 5 g de sal (ajustar no final)
  • 2 g de pimenta-do-reino moída
  • 1 pimenta murupi verde picada
  • 30 g de pimenta-de-cheiro verde picada (com sementes)
  • 1 misto de cheiro verde
Arroz encontro das águas da chef Débora Valente. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Leia também: Livro virtual e gratuito reúne 30 receitas com pirarucu de manejo sustentável da Amazônia

Modo de prepraro:

1. Pré-preparo dos ingredientes

Antes de ligar o fogo, deixe tudo pronto:

Pirarucu seco: cortar em cubos de cerca de 3 cm (se ainda estiver salgado, dessalgar previamente em água fria, trocando a água algumas vezes).

Pirarucu defumado: cortar em cubos de 3 cm.

Pirarucu fresco: cortar em cubos de 3 cm.

Cebola e alho: picar bem pequeno.

Jambu: lavar bem, separar folhas e flores. Reservar algumas folhas e flores cruas para finalizar o prato.

Pimentas (murupi e de cheiro): picar bem miúdo.

Tucupi: levar ao fogo e manter fervente durante o preparo (importante para o cozimento do arroz).

2. Refogar a base do arroz

Em uma panela funda, aqueça parte do azeite. Refogue a cebola até ficar transparente, acrescente o alho e refogue rapidamente.

Junte a pimenta-do-reino e as pimentas picadas. Adicione o arroz cru e mexa bem até os grãos ficarem levemente brilhantes (perolizados).

3. Iniciar o cozimento com os peixes

Agora o cozimento será feito com tucupi no lugar da água.

Acrescente o pirarucu seco primeiro (ele é mais firme e precisa de mais tempo). 

Adicione conchas de tucupi fervente até cobrir bem o arroz. Cozinhe em fogo médio.

Quando o arroz estiver começando a amaciar:

Adicione o pirarucu defumado. Se necessário, acrescente mais tucupi quente para manter o arroz sempre úmido e cozinhando.

Mais próximo do final do cozimento:

Acrescente o pirarucu fresco (para não desmanchar). Adicione os tomates grape.

4. Finalização com jambu

Quando o arroz estiver cozido e bem úmido (cremoso, não seco), acrescente as folhas de jambu. Cozinhe por mais 2 a 3 minutos apenas para murchar levemente.

Prove e ajuste: Sal e pimenta.

Se necessário, um pouco mais de tucupi quente. 

Desligue o fogo e adicione o misto de cheiro picado para dar sabor, misture e tampe a panela. Sirva em seguida.

O resultado deve ser um arroz bem suculento, quase cremoso, nunca seco.

De acordo com a chef, o arroz Encontro das Águas é leve, aromático e cheio de sabor amazônico. “É a junção perfeita do pirarucu seco, fresco e defumado, mais a farinha de piracuí do Bodó”.

Chef Débora Valente e o arroz encontro das águas. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Fundação Rede Amazônica lança “Vamos Brincar de Boi” para valorizar a cultura e a memória de Parintins

Arte: Divulgação

Com o objetivo de valorizar a cultura popular amazônica, preservar a memória coletiva e ampliar o conhecimento sobre as tradições do Festival Folclórico de Parintins, a Fundação Rede Amazônica lança o projeto “Vamos Brincar de Boi”. A iniciativa multiplataforma reúne conteúdos educativos, culturais e informativos voltados a moradores, visitantes e admiradores da festa.

A proposta busca aproximar o público do universo dos bois-bumbás por meio de ações que destacam histórias, personagens, saberes tradicionais e os bastidores de uma das maiores manifestações culturais do país. Os conteúdos serão exibidos na televisão, rádio, internet e plataformas digitais do Grupo Rede Amazônica.

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Entre as ações previstas está o Guia Cultural de Parintins, que levará ao público informações sobre mobilidade urbana, serviços, segurança, infraestrutura e orientações gerais para quem participa das atividades culturais do município durante o período do festival. Os conteúdos serão apresentados em formato de flashes informativos no jornalismo da Rede Amazônica, contribuindo para orientar moradores e visitantes.

Outra frente do projeto é o Mãos que Fazem o Festival, série de conteúdos dedicada a reconhecer trabalhadores da cultura, artistas, artesãos e moradores que ajudam a construir, ano após ano, a grandiosidade do Festival Folclórico de Parintins. Os materiais apresentarão histórias, experiências e processos criativos responsáveis por manter viva a tradição dos bois-bumbás.

A programação também contará com o Quiz da Memória Cultural, ação interativa que reunirá curiosidades e perguntas sobre a história do festival, seus personagens, símbolos e momentos marcantes. A proposta é promover o conhecimento sobre o patrimônio cultural amazônico de forma lúdica e educativa, estimulando a participação do público.

Já a ação Vozes da Memória Popular reunirá relatos de moradores de Parintins sobre a trajetória do festival e sua importância para a construção da identidade cultural amazônica. Os depoimentos serão transformados em conteúdos audiovisuais exibidos no Amazon Sat, contribuindo para preservar a memória coletiva da população.

Fundação Rede Amazônica lança "Vamos Brincar de Boi" para valorizar a cultura e a memória de Parintins
Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

O projeto prevê ainda a produção de uma série de minidocumentários dedicados à história, aos bastidores e aos espaços simbólicos que compõem o universo dos bois-bumbás. Entre os temas abordados estão visitas guiadas ao Bumbódromo, os currais dos bois Garantido e Caprichoso, a tradição da Ladainha e o trabalho dos artistas responsáveis pelas alegorias que encantam o público na arena.

Além dos conteúdos culturais, o “Vamos Brincar de Boi” desenvolverá campanhas educativas voltadas à cidadania e à valorização cultural. Uma das ações incentivará o descarte correto de resíduos durante as festividades, reforçando a importância da preservação dos espaços públicos e da sustentabilidade ambiental.

Outra campanha destacará o papel dos artistas, artesãos, brincantes e trabalhadores que mantêm viva a cultura dos bois-bumbás ao longo de todo o ano, reconhecendo sua contribuição para a identidade cultural e para a memória coletiva de Parintins.

Segundo Denis Carvalho, especialista em projetos da Fundação Rede Amazônica, a iniciativa busca aproximar ainda mais o público das tradições que fazem do Festival de Parintins uma das maiores manifestações culturais do país.

“O ‘Vamos Brincar de Boi’ foi pensado para aproximar ainda mais o público da riqueza cultural de Parintins. Queremos valorizar as histórias, os saberes e as pessoas que mantêm viva essa manifestação cultural, além de contribuir para a preservação da memória e o fortalecimento da identidade amazônica”, destaca.

Carvalho ressalta ainda que a iniciativa pretende registrar e difundir conhecimentos que vão além do espetáculo apresentado na arena.

“Mais do que mostrar a festa, queremos evidenciar as pessoas, os territórios, os ofícios e as tradições que sustentam o Festival de Parintins ao longo de todo o ano. Registrar essas histórias também é uma forma de preservar a memória coletiva e reconhecer a importância cultural dos bois-bumbás para a Amazônia”, afirma.

A divulgação das ações será realizada por meio de uma estratégia integrada de comunicação nos veículos do Grupo Rede Amazônica, ampliando o acesso do público a conteúdos educativos e contribuindo para a valorização do patrimônio cultural imaterial amazônico.

“Vamos Brincar de Boi”

O “Vamos Brincar de Boi” é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) e do Governo do Amazonas.

A ação busca fortalecer a valorização da cultura popular amazônica, preservar a memória coletiva e ampliar o acesso às tradições do Festival Folclórico de Parintins por meio de conteúdos educativos, culturais e informativos exibidos em diferentes plataformas do Grupo Rede Amazônica.

Pesquisa resulta em livro, aplicativo e formação sobre uso de drones na Educação Básica em Mato Grosso

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Pesquisa sobre uso de drones no ensino de Matemática e Física resultou em um aplicativo, um livro e uma formação de 40 horas aplicada a oito professores da Educação Básica Foto: Adriano Serafino Marquez/ Arquivo do pesquisador

Uma pesquisa da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) sobre o uso de drones no ensino de Matemática e Física resultou em um aplicativo, um livro e uma formação de 40 horas aplicada a oito professores da Educação Básica.

Realizada por Adriano Serafini Garcez, profissional técnico da Unemat e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECM), em Barra do Bugres, a pesquisa resultou no e-book ‘Dando hélices à imaginação: O uso de drones como recurso pedagógico’, lançado pela Editora Unemat, e na formação de professores, além do aplicativo VolatusDrones.

Pesquisa resulta em livro, aplicativo e formação sobre uso de drones na Educação Básica em Mato Grosso

A pesquisa foi orientada pelo professor Fernando Selleri, com coorientação do professor Flávio Teles, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

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Os pesquisadores constataram a escassez de literatura nacional sobre o tema e a necessidade de normatizar os aspectos legais, técnicos e pedagógicos para a introdução dos drones em ambiente escolar.

A pesquisa conecta os drones ao Pensamento Computacional e à Robótica Educacional, diretrizes previstas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Durante a formação de dois meses, os professores utilizaram aeronaves programáveis para criar planos de voo aplicados à geometria e à física do movimento, utilizando o aplicativo VolatusDrones, desenvolvido pelos pesquisadores.

Os professores participantes validaram o potencial da ferramenta, mas apontaram a necessidade de suporte institucional para aquisição dos equipamentos para que os trabalhos sejam aplicados em maior escala nas escolas.

Leia também: Drones mapeiam florestas na Amazônia brasileira

Drones como ferramentas de educação

De acordo com o orientador, Fernando Selleri, a tecnologia prepara os estudantes para o mercado atual.

“Essa ideia surgiu porque temos visto o uso de drones cada vez mais crescente ao redor do mundo, como na cobertura de eventos, no agronegócio para sensoriamento, diagnóstico da lavoura e pulverizações, em operações de forças de segurança, em serviços de entregas e outros”, explicou Selleri.

Pesquisa resultou no aplicativo VolatusDrones. Foto: Acervo do pesquisador Adriano Marques

O livro digital aborda desde o histórico das aeronaves até regras de segurança, controle e transporte dos equipamentos. O autor da pesquisa, Adriano Garcez, explica que o livro preenche uma lacuna editorial.

“A apostila que, a princípio, seria só um material de apoio aos professores, acabou se tornando uma possibilidade de publicação, haja visto que conseguimos sintetizar as complexidades e nuances necessárias para a utilização de drone dentro da educação”, afirmou o pesquisador.

O download do livro está disponível gratuitamente clicando aqui.

A pesquisa recebeu apoio das pró-reitorias de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) e de Extensão e Cultura (Proec), do grupo de pesquisa Estudos em Bases de Dados, Ensino e Software (eBDES), do Laboratório de Informação Espacial para Pesquisa Avançada (SpInLab) e da Agência de Inovação da Unemat (Aginov).

*Com informações da Unemat

Livro de coletivo do Amapá reúne histórias de visagens da Amazônia

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Coletivo Ventos do Norte são os autores do livro “Visagens do Meio do Mundo”. Foto: Reprodução/Coletivo Ventos do Norte

Histórias de assombrações, mistérios e causos que atravessam gerações ganham forma no livro “Visagens no Meio do Mundo”, escrito pelo coletivo Ventos do Norte, formado por autores do Amapá. A obra é inspirada nos traços da cultura amazônica e no imaginário popular que resiste ao tempo. O lançamento é na sexta-feira (26), às 19h, no auditório da Biblioteca Pública Elcy Lacerda, no Centro de Macapá.

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O livro reúne narrativas de dez jovens autores nortistas que transformaram memórias da infância, relatos familiares e experiências pessoais em contos marcados por drama, suspense, terror e horror. O projeto valoriza a literatura feita na Amazônia e busca dar visibilidade às obras artesanais no cenário cultural amapaense.

Livro de coletivo do Amapá reúne histórias de visagens da Amazônia

Entre os autores estão Luana Tainá, Sarah Gantúss, Felipe Raiol, Elizama Costa, Matukuse Greice, Daniela R., Dauan Lopez, Raylane Benjó, Jaqueline P. e Maria E. As ilustrações ficaram a cargo de Yuri Miguel, Sarah Gantúss e Luana Góes.

Leia também: 7 mistérios na Amazônia encontrados por explorador no Google Maps

Livro celebra histórias e memórias

A obra é um convite para mergulhar em histórias que atravessam gerações e fazem parte dos costumes amazônicos. É uma visita ao imaginário popular, guiada pelos saberes tradicionais.

A professora doutora Jeniffer Yara, coordenadora do coletivo, explica que o grupo nasceu para incentivar novos escritores a ocupar espaços literários com formatos acessíveis e independentes.

“O Coletivo Ventos do Norte nasceu do desejo de jovens escritores de fazer suas vozes circularem. Visagens no Meio do Mundo é mais que um livro artesanal: é um registro da memória afetiva amazônica, das histórias que atravessam gerações e ecoam no imaginário popular. Cada texto carrega a força autoral desses jovens e reafirma que a literatura produzida na Amazônia tem identidade própria, merece ser lida e difundida”, disse Jeniffer Yara.

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica Amapá

Capital Social: um golaço que fortalece as cooperativas e as comunidades

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Capital Social: Um golaço que fortalece as cooperativas e as comunidades. Arte: Sicredi

No futebol e no Sicredi, toda vitória vem com cooperativismo. E, no Sicredi, ele se traduz em participação ativa dos associados. Um dos principais instrumentos desse modelo é o Capital Social, que representa a contribuição dos cooperados para a formação do patrimônio da cooperativa e fortalece sua atuação no longo prazo.

Ao investir no Capital Social, o associado garante reforços importantes para a saúde da cooperativa. Isso porque esses recursos ajudam a ampliar a capacidade de investimento do Sicredi, garantem sustentabilidade financeira e ajudam a colocar em campo produtos e crédito com taxas justas.

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Mas os impactos vão muito além da instituição. Cooperativas mais fortes se tornam verdadeiros vetores de prosperidade coletiva, cumprindo seu papel no desenvolvimento local, apoiando iniciativas que fomentam a economia, geram oportunidades e fortalecem as comunidades onde estão inseridas. Parte dos resultados retorna aos associados e outra parte é reinvestida em ações sociais, educacionais e culturais, que beneficiam adultos e crianças. Ou seja, toda a região sai ganhando.

E para valorizar quem joga junto e veste a camisa do Capital Social, as cooperativas que fazem parte da Central Sicredi Centro Norte estão realizando, em conjunto, a campanha Capital Social Premiado. A promoção convida seus associados a investirem no Capital Social, garantindo aos participantes um número da sorte a cada 50 reais aplicados. Assim, eles já estarão concorrendo a viagens dos sonhos pelo Brasil e a outros grandes prêmios ao longo de 2026, como o sorteio de 500 mil reais no fim do ano.

Tudo para reforçar a importância do engajamento no cooperativismo e do crescimento coletivo.

Certificado de autorização SPA/ME Nº 04.047765/2026

*Condição válida para investimentos realizados por meio de capital programado. Consulte regulamento e certificado de autorização no site: www.sicredi.com.br/promocao/capitalpremiado. Promoção válida durante o período de 10/02/2026 a 30/11/2026, para os associados da Central Sicredi Centro Norte e todas as suas cooperativas. Consulte regulamento completo da promoção, número de certificado da autorização e condições de contratações nas unidades de atendimento participantes no site www.sicredi.com.br/promocao/capitalpremiado. Imagens meramente ilustrativas. SAC – 0800 724 7220 / Deficientes Auditivos ou de Fala – 0800 724 0525. Ouvidoria – 0800 646 2519.

Quatro estados da Amazônia sentem reflexos de terremoto na Venezuela

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O Serviço Geológico do Brasil (SGB) analisou dois abalos sísmicos que atingiram o país vizinho que também faz parte da Amazônia internacional. Foto: Ronald Pena R.

Os dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na noite de quarta-feira (24/06), por volta das 19h (horário de Brasília), na Venezuela, foram sentidos em diferentes cidades brasileiras, principalmente na Região Norte. O Serviço Geológico do Brasil (SGB), integrante da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), acompanhou e analisou os eventos sísmicos.

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De acordo com a Rede, o epicentro dos tremores foi localizado nas proximidades da cidade de Morón, no estado venezuelano de Carabobo, na costa do Caribe, a cerca de 13 e 29 quilômetros de profundidade, respectivamente. A combinação de elevada magnitude e baixa profundidade aumenta o potencial de propagação das ondas sísmicas, fazendo com que os tremores sejam percebidos a grandes distâncias.

“As magnitudes de 7,2 e 7,5 são consideradas muito elevadas e indicam a liberação de uma enorme quantidade de energia. Além disso, quanto mais rasos os sismos, maior potencial e impacto, pois a energia chega de forma mais direta e rápida à superfície”, explica o geofísico e pesquisador do SGB Marcos Ferreira.

Os tremores foram sentidos nas capitais Belém (PA), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Macapá (AP) , além de outros municípios da Região Norte. Apesar da intensidade dos eventos, não há registro de danos estruturais ou vítimas no território brasileiro.

Leia também: O maior terremoto do Brasil aconteceu na Amazônia

Quatro estados da Amazônia sentem reflexos de terremoto na Venezuela
Estados da Amazônia brasileira sentiram reflexo do terremoto. Imagem: Divulgação/SGB

Medidas de segurança na Amazônia

Embora terremotos dessa magnitude sejam raros no Brasil, o SGB reforça a importância de adotar medidas de autoproteção caso um tremor seja sentido.

Durante esses episódios é importante que a população tenha atenção e sempre pratique as ações de proteção necessárias como:

  • afastar-se de janelas, vidros e objetos que possam cair;
  • sair da edificação com calma, sem correr ou provocar tumulto, dirigindo-se para um local aberto e seguro;
  • caso não seja possível deixar o imóvel, proteger-se sob mesas resistentes, batentes estruturais ou móveis que possam oferecer alguma proteção contra a queda de objetos;
  • evitar o uso de elevadores durante e logo após o tremor.

Leia também: Amazonas registrou mais de 20 terremotos desde a década de 1960; saiba qual foi o mais forte

Rede Sismográfica Brasileira (RSBR)

A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) é responsável pelo monitoramento da atividade sísmica em todo o território nacional, fornecendo dados em tempo real para o acompanhamento de terremotos e estudos sobre a estrutura interna da Terra. A rede reúne especialistas do Serviço Geológico do Brasil (SGB), do Observatório Nacional (ON), da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), contribuindo para a mitigação de riscos, a disseminação de informações e o avanço da pesquisa sismológica no país. 

*Com informações do SGB

Entre o azul e o vermelho: a história de dois ‘Mateus’ que inverteram a tradição das famílias em Parintins

No Festival de Parintins, a rivalidade entre o Garantido e o Caprichoso costuma dividir famílias, mas, para duas mães amigas, cada uma de um Mateus, a disputa ganhou um capítulo curioso e cheio de afeto. Foto: Lucas Macedo/Rede Amazônica AM

A rivalidade entre Caprichoso e Garantido costuma atravessar gerações em Parintins, no Amazonas. Mas, para duas mães amigas da ilha, a tradição tomou um rumo inesperado. Os filhos delas, que compartilham o mesmo nome, escolheram defender justamente o boi rival da família.

Mateus Cavalcante, de 7 anos, virou “tripinha” do Garantido, enquanto Mateus Santos, de 9 anos, encontrou seu lugar no Caprichoso. A situação é tão inusitada que as mães brincam dizendo que os meninos foram “trocados na maternidade”.

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O tripa do boi é o responsável por movimentar e dar vida ao boi de pano nas apresentações. No Caprichoso, o item é defendido por Alexandre Azevedo; no Garantido, por Denildo Piçanã.

Mateus Cavalcante: um Caprichoso de família, mas Garantido de coração

Filho da servidora pública Mayra da Costa Cavalcante, torcedora do Caprichoso criada na comunidade do Esconde, Mateus cresceu cercado pela tradição azulada. Ainda assim, desde pequeno, demonstrou que seguiria outro caminho.

De acordo com a mãe, ele se encantou pelo Garantido após ganhar um boizinho de presente da avó, que também é torcedora do Caprichoso. Desde então, passou a acompanhar tudo o que envolvia o boi vermelho.

Um dos momentos preferidos do menino era esperar na porta de casa a passagem dos caçauarés, como são conhecidos os trabalhadores responsáveis pelo transporte das alegorias do Garantido. A cada ano, a paixão pelo boi aumentava.

Hoje, Mateus sonha em ser tripa oficial do Garantido quando crescer e já desempenha o papel de mini tripinha nas apresentações.

“Só me restou aceitar o meu destino de ser uma mãe perreché, acolher, dar força, ser entusiasta e fazer com que ele se sinta feliz onde ele está”, diz Mayra

À Rede Amazônica, o menino resumiu a relação com o boi de forma simples: disse que o Garantido é seu amigo.

Leia também: Quais lendas inspiraram as toadas dos bois no Festival de Parintins 2026?

Mateus Santos: artista da escolinha do Caprichoso

Do outro lado da disputa está Mateus Santos, de 9 anos. Filho da analista administrativa Thayana Santos, ele também contrariou as expectativas da família.

Thayana cresceu ligada ao Garantido e chegou a integrar tribos oficiais do boi vermelho e branco. Mesmo assim, o filho escolheu defender o Caprichoso.

Hoje, Mateus faz parte da Escolinha de Arte do Caprichoso e acumula funções. Ele toca repique, participa das apresentações com o cavalinho e também atua como tripinha nas encenações do boi azul.

A dedicação chamou atenção dentro da própria escola. Neste ano, o menino participou ativamente das atividades relacionadas ao tema apresentado pelo Caprichoso.

Para a mãe, acompanhar a realização do sonho do filho é mais importante do que qualquer rivalidade entre os bois.

“O amor de mãe é muito maior do que qualquer rivalidade, está acima de tudo. Eu tenho que acompanhar e apoiar”, afirma Thayana.

Mateus contou que o momento mais especial é quando consegue dar vida ao boi de pano durante as apresentações.

Quando o boi escolhe o torcedor

História dos pequenos ‘Mateus’: os mini tripinhas que inverteram as tradições das famílias em Parintins. Foto: Lucas Macedo/Rede Amazônica AM

As histórias dos dois Mateus refletem uma crença popular bastante conhecida em Parintins: a de que, no fim das contas, não é o torcedor que escolhe o boi, mas o boi que escolhe o torcedor.

Para Mayra e Thayana, ver os filhos envolvidos com a cultura do festival é motivo de orgulho. Independentemente das cores que defendem, os meninos ajudam a manter viva uma tradição que atravessa gerações e faz parte da identidade da ilha.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Letícia Auolly, Ariel Moura e Bell Brandão comandam programação cultural da Glocal Macapá 2026

Foto: Divulgação

Além dos debates sobre inovação, empreendedorismo e sustentabilidade, a Glocal Macapá 2026 também abrirá espaço para a valorização da cultura amazônica. No sábado (27), o evento contará com uma programação cultural gratuita reunindo artistas regionais, manifestações tradicionais e atrações musicais na área externa da OAB Amapá.

Realizada pela Fundação Rede Amazônica, a Glocal Macapá chega ao estado com a proposta de conectar inovação, cultura, tecnologia e desenvolvimento sustentável, promovendo o encontro entre diferentes saberes e fortalecendo o protagonismo amazônico.

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A programação cultural integra a proposta do evento de valorizar a identidade regional e ampliar o acesso da população a experiências artísticas e culturais. Ao longo do sábado, o público poderá acompanhar apresentações de slam de poesia, roda de capoeira, break dance e a tradicional manifestação cultural Marabaixo Raízes da Favela, além de atividades voltadas à inovação, empreendedorismo e economia criativa.

Entre os destaques musicais está a cantora amapaense Letícia Auolly, um dos principais nomes da música regional na atualidade. Conhecida nacionalmente após participação em programas de televisão e dona de um repertório que ultrapassa as fronteiras do estado, a artista conquistou o público com sucessos como “Na Cara do Perigo” e promete levar ao palco da Glocal um show marcado pela mistura de ritmos amazônicos e música popular brasileira.

Leia também: Com convidados nacionais e programação gratuita, Glocal Macapá 2026 acontece nesta sexta e sábado

Outro nome aguardado pelo público é o cantor e compositor Ariel Moura, artista reconhecido por valorizar a identidade amazônica em suas composições e por sua forte atuação no cenário cultural amapaense. Já a cantora Bell Brandão levará ao palco sua versatilidade musical e repertório que dialoga com diferentes estilos, reforçando a diversidade artística presente no evento.

“O fortalecimento da cultura amazônica é um dos pilares da Glocal. Queremos criar espaços de encontro que valorizem os talentos locais e evidenciem a riqueza cultural do Amapá, conectando tradição, inovação e identidade regional”, destaca Matheus Aquino, coordenador de projetos da Fundação Rede Amazônica.

Encerrando a programação da Glocal Macapá 2026, o Palco Fest receberá uma série de atrações musicais regionais a partir das 19h, na área externa da OAB Amapá.

A abertura será com o grupo Amazônia Fusion, às 19h. Em seguida, sobem ao palco Jhimmy Feiches, às 19h45; Salomão Monteiro, às 20h25; Letícia Auolly, às 21h35; Bell Brandão, às 22h45; e Ariel Moura, às 23h. O encerramento ficará novamente por conta da banda Amazônia Fusion, com o show especial Rock Doido, às 23h20.

Com entrada gratuita, a programação cultural busca aproximar a população das discussões promovidas pela Glocal, reforçando a importância da arte e da cultura como ferramentas de transformação social, pertencimento e desenvolvimento sustentável.

A Glocal Macapá é realizada pela Fundação Rede Amazônica, com idealização e operação da Dream Factory e apoio da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia do Amapá (Setec/AP), do Governo do Amapá e da Tratalyx.

Serviço

Evento: Programação cultural da Glocal Macapá 2026
Data: 27 de junho de 2026 (sábado)
Horário: A partir das 19h
Local: Área externa da OAB Amapá – Macapá (AP)
Entrada: Gratuita

Programação musical – Palco Fest

  • 19h – Amazônia Fusion
  • 19h45 – Jhimmy Feiches
  • 20h25 – Salomão Monteiro
  • 21h35 – Letícia Auolly
  • 22h45 – Bell Brandão
  • 23h – Ariel Moura
  • 23h20 – Amazônia Fusion – Rock Doido

A programação completa está disponível nas redes sociais da Glocal e da Fundação Rede Amazônica: www.instagram.com/glocalexp e www.instagram.com/fundacaoredeamazonica

Glocal Amazônia – Macapá

A Glocal Macapá é realizada pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com idealização e operação da Dream Factory e apoio da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia do Amapá (Setec/AP), do Governo do Amapá e da Tratalyx.

Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose no Acre

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Pesquisa sobre a leishmaniose foi desenvolvida em Sena Madureira. Foto: Divulgação/ Ufac

A Universidade Federal do Acre (Ufac) tem parceria em uma pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), que identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título ‘Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas’. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

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A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse Leandro Siqueira de Souza, autor do artigo como parte de sua tese de doutorado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

Leia també: Acre reduz em 18% os casos de leishmaniose

Imagem colorida mostra pessoas pousando para foto em sala em Sena Madureira. Pesquisa é sobre Leishmaniose
Foto: Divulgação/ Ufac

Casos de leishmaniose são maiores no Norte

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

*Com informações da Ufac