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Conheça 8 games criados no Amapá para jogar de graça na Expofeira 2026

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JogaFeira conta com games gratuitos amapaenses. Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

Quem passa pela Expofeira 2026, no Parque de Exposições da Fazendinha, em até 16 de agosto, pode pegar o controle e testar de graça vários jogos produzidos no Amapá. A 2ª edição da JogaFeira transformou o espaço em uma grande sala de jogos independentes, onde a ideia é sentar, jogar e descobrir o que a cena local está produzindo.

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Ao todo, o público encontra 11 games disponíveis nas telas. Oito foram feitos do zero por desenvolvedores locais, que atuam como programadores, desenhistas e roteiristas, e três são de convidados de fora do estado (Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal).

De acordo com o diretor do Coletivo Game Dev Amapaense, Leonardo Ferreira, o evento busca dar visibilidade e estimular o mercado local.

“A JogaFeira é um evento que é uma vitrine para os desenvolvedores do estado exporem seus jogos. Esse ecossistema está crescendo. Antes não existia nada, agora existe um grupo que quer fomentar esses desenvolvedores aqui”, afirma Leonardo.

Leia também: 3 jogos que levam a Amazônia para a telinha dos celulares

Diretor do Coletivo Game Dev Amapaense, Leonardo Ferreira. Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

Ele destaca ainda a importância de apresentar a produção local para os visitantes da feira

“A gente tenta fazer o contato com o público amapaense para ver que os jogos não precisam ser só diversão. Existem jogos feitos aqui no estado e que podem ser a profissão do futuro”, pontua.

Para transformar a visita em uma jornada, a organização entrega um “cartão-passaporte” para quem entra no espaço.

A cada game testado em uma das estações, o visitante ganha um carimbo no papel. Ao completar o circuito e testar os títulos da feira, o jogador troca a cartela cheia por brindes como broches e pôsteres colecionáveis ilustrados por artistas amapaenses.

JogaFeira conta com games gratuitos amapaenses.
Jogadores podem adquirir pôsteres colecionáveis na feira. Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

Mudar a cor para mudar o tempo

Um dos títulos que mais chamam a atenção de quem passa pelo estande é o Cromalis, feito em dupla pelo casal Naylla Tenório e pelo programador Luis Sérgio.

No jogo, o mundo perdeu todas as cores e ficou em um cinza absoluto. Para devolver a vida ao cenário, o jogador precisa subir os andares de uma torre cheia de desafios.

“A gente se inspirou bastante no clássico Portal, que exige raciocínio para mover caixas e passar de fase. Usamos a paleta de cores para dar poderes ao personagem: o amarelo faz correr mais rápido, o magenta congela objetos no tempo e o ciano dá superpulos”, conta Naylla.

Jogadores podem adquirir pôsteres colecionáveis na feira. Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

Leia também: Jogo criado por amapaense mistura rotina e terror: Bob’s Fears

Além do universo colorido de Cromalis, quem passa pelos controles encontra experiências para todos os gostos e idades:

  • Para quem gosta de mistério: títulos como Limbo Noir e Bob’s Fears apostam em atmosferas sombrias e desafios de suspense.
  • Para quem prefere ação rápida: games como VoidWorld, Outcity e Tellus 505 colocam o jogador no meio de combates, cenários futuristas e exploração espacial.
  • Para partidas mais leves: jogos como Date Colors e Blissaster trazem mecânicas focadas em estilo visual e raciocínio direto.

Demais jogos amapaenses:

VoidWorld – Yris (Ação e ficção científica)
Em um “mundo morto”, o jogador explora o Vazio em busca de segredos. A dinâmica principal exige absorver poderes elementais para sobreviver aos perigos do cenário.

Game VoidWorld – Yris. Foto: Reprodução/Internet

Outcity – Vinicius Aguiar (Exploração urbana)
O jogo acompanha quem decide trocar o estresse da cidade pela vida no campo. A missão é transformar terras selvagens e intocadas em um novo lar.

Game Outcity – Vinicius Aguiar. Foto: Reprodução/Internet

Date Colors – Anna Guedes (Estilo visual e cores)
Com visual marcante, o título usa paletas de cores expressivas como elemento central. A estética guia a atmosfera da história e as interações do jogador.

Game Date Colors – Anna Guedes. Foto: Reprodução/Internet

Tellus 505 – SmockingCrow (Sobrevivência e espaço)
O jogador investiga o mistério da extinção de uma antiga civilização controlando dois personagens ao mesmo tempo: um focado em combate e outro em quebra-cabeças.

Tellus 505 – SmockingCrow. Foto: Reprodução/Internet

Bob’s Fears – Irado Company (Aventura e suspense)
Aventura de suspense e terror cômico onde a rotina se torna um pesadelo. Ao se mudar por causa do trabalho, o protagonista Bob descobre que a nova cidade é habitada por monstros.

Tellus 505 – SmockingCrow. Foto: Reprodução/Internet

Blissaster – Rat in a Cup (Estratégia e ação)
Mistura de estratégia e ação que exige decisões rápidas. O desafio é gerenciar recursos e posicionar defesas em cenários intensos para conter grandes desastres.

Blissaster – Rat in a Cup. Foto: Reprodução/Internet

Limbo Noir – Luis Sérgio (Mistério em tom sombrio)
No papel de um detetive em um clássico cenário noir, o jogador explora ambientes sombrios, junta pistas e interroga suspeitos para solucionar um crime.

Limbo Noir – Luis Sérgio. Foto: Reprodução/Internet

Convidados de fora:

  • Jiga no Mezame: Autism Core – Gabrielle Hensley (Narrativa e conscientização)
  • Ritmania – Igor Carneiro (Desafio de ritmo musical)
  • Dream Delirio’s – Felipe Borges (Plataforma e sonho)

*Por Isadora Pereira, Rede Amazônica Amapá

Forte de Samaipata

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Forte de Samaipata. Foto: Martin Gray

O Forte de Samaipata é um sítio arqueológico localizado no departamento de Santa Cruz, na Bolívia, país da Amazônia Internacional, e um dos mais importantes patrimônios culturais da região andino-amazônica. Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1998, o local reúne vestígios de diferentes povos que ocuparam a região ao longo de mais de mil anos.

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O sítio é formado por duas áreas principais: um grande centro cerimonial construído sobre uma enorme rocha de arenito vermelho e um setor administrativo e residencial, utilizado por diferentes culturas, entre elas os Mojocoyas e, posteriormente, os incas. O principal destaque de Samaipata é a gigantesca rocha monolítica, com aproximadamente 220 metros de comprimento por 60 metros de largura, considerada uma das maiores esculturas rupestres do mundo. 

De acordo com as pesquisas arqueológicas, o forte começou a ser ocupado por volta do século III d.C., sendo trasnformado pelos incas, no século XIV, em uma importante capital provincial, construindo praças, edifícios públicos, terraços agrícolas e estruturas militares. Com a chegada dos espanhóis, no século XVI, o sítio tornou-se um ponto estratégico na rota entre Santa Cruz e as minas de prata de Potosí, mas acabou sendo abandonado após a fundação da atual cidade de Samaipata. 

*Com informações da Unesco

Da copaíba ao mastruz: conheça algumas das plantas medicinais mais estudadas na Amazônia

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Jambu, uma das plantas medicinais cujas folhas e flores são usadas na culinária da Amazônia. Foto: Divulgação/Prefeitura de Belém

Muito além dos chás caseiros e das receitas transmitidas entre gerações, as plantas medicinais da Amazônia têm despertado cada vez mais o interesse da ciência. Encontradas com facilidade em Rondônia, espécies como copaíba, andiroba, unha-de-gato e jambu são estudadas por seus compostos naturais e pelas aplicações que podem auxiliar na promoção da saúde.

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Segundo a doutora em Botânica e professora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Osvanda Silva de Moura, as plantas medicinais são vegetais que possuem compostos capazes de produzir efeitos no organismo humano e que podem ser utilizados tanto na medicina tradicional quanto na produção de fitoterápicos.

“Plantas medicinais são vegetais que contêm substâncias ativas com propriedades terapêuticas capazes de prevenir, aliviar ou até mesmo tratar determinados problemas de saúde. Elas são a base da medicina natural e tradicional, podendo ser utilizadas em chás, compressas, emplastos e até mesmo como matéria-prima para medicamentos fitoterápicos e industrializados”, explica.

Leia também: Remédios à base de plantas amazônicas

Essas características estão presentes naturalmente nos vegetais e são resultado do metabolismo da própria espécie. De acordo com a pesquisadora, quando esses compostos entram em contato com o corpo humano, podem desencadear diferentes respostas biológicas.

“As propriedades das plantas medicinais vêm dos princípios ativos, que são compostos químicos produzidos pelo metabolismo da planta. Quando entram em contato com o organismo humano, essas substâncias interagem com as células, promovendo efeitos analgésicos, anti-inflamatórios, calmantes, diuréticos, entre outros”, afirma.

Apesar de serem amplamente conhecidas pela população, essas espécies também despertam interesse da comunidade científica, que busca identificar quais compostos estão presentes em cada vegetal e de que forma eles atuam no organismo.

Amazônia reúne centenas de espécies de plantas medicinais

Osvanda explica que muitas espécies com potencial terapêutico são encontradas em Rondônia e que a Amazônia funciona como uma verdadeira farmácia viva.

Entre algumas das variedades presentes na região estão:

  • unha-de-gato;
  • copaíba;
  • andiroba;
  • crajiru;
  • quina;
  • pracaxi;
  • jambu;
  • aroeira;
  • terramicina;
  • capim-santo;
  • espinheira-santa;
  • mastruz;
  • diferentes variedades de boldo.

Além das espécies nativas da floresta, muitos exemplares cultivados nos quintais também fazem parte da rotina de quem busca alternativas naturais para aliviar sintomas e complementar tratamentos.

A especialista destaca que cada vegetal possui compostos próprios e, por isso, apresenta finalidades diferentes.

Açaí também é considerado uma planta medicinal

Embora seja conhecido principalmente como alimento, o açaí também possui propriedades terapêuticas investigadas pela ciência. Segundo a pesquisadora, a espécie Euterpe precatoria reúne pelo menos 89 usos descritos em estudos científicos, com aplicações que vão além da alimentação.

açaí, planta amazônica
Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

De acordo com a professora, a polpa do fruto é utilizada tanto na medicina humana quanto na veterinária e apresenta ação antioxidante, auxiliando no combate aos radicais livres. Pesquisas também indicam potenciais benefícios para os sistemas sanguíneo, cardiovascular, digestivo e urinário.

Copaíba, o ‘antibiótico da mata’

Entre as espécies mais conhecidas da Amazônia está a copaíba, utilizada há décadas por comunidades tradicionais e cada vez mais estudada por pesquisadores.

Segundo Osvanda, o óleo extraído da árvore concentra compostos naturais associados a diferentes aplicações terapêuticas.

“A copaíba é um poderoso extrato vegetal da Amazônia, bastante rico em sesquiterpenos e diterpenos, compostos associados a propriedades que podem auxiliar no tratamento de inflamações, infecções e processos de cicatrização”, explica.

Leia também: Guaraná e Copaíba: conheça os frutos que são os olhos da Amazônia

De acordo com a docente, estudos realizados por universidades brasileiras já demonstraram atividades anti-inflamatórias, antioxidantes, cicatrizantes e antimicrobianas relacionadas à espécie.

Andiroba, tesouro da Amazônia

Mudas de andiroba no Horto de Macapá. Foto: Victor Vidigal/ Rede Amazônica AP

Outra espécie bastante utilizada na região é a andiroba, conhecida tanto na medicina popular quanto na indústria cosmética.

Segundo a professora, o óleo extraído da árvore possui diferentes aplicações e costuma ser empregado para aliviar dores musculares, contusões, inchaços e desconfortos associados ao reumatismo.

Além disso, pode contribuir para a regeneração da pele ao estimular a produção natural de colágeno. “Não devemos ingerir o óleo da andiroba, porque pode causar prejuízos ao estômago e ao fígado”, alerta.

Segundo ela, o uso tradicional ocorre principalmente de forma tópica. Já as folhas podem ser utilizadas no preparo de chás destinados ao alívio de alguns sintomas, desde que haja orientação adequada.

Unha-de-gato

De acordo com a pesquisadora, a unha-de-gato costuma ser utilizada para aliviar dores articulares, combater infecções e fortalecer o sistema imunológico.

Ela explica que um dos efeitos observados é o estímulo à produção de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo.

Além disso, a espécie auxilia na proteção das células contra danos oxidativos e na redução de substâncias ligadas aos processos inflamatórios.

“O consumo, geralmente feito por meio de chá, exige atenção. O uso não é recomendado para mulheres grávidas ou lactantes, pessoas com doenças autoimunes ou pacientes que tenham passado por transplante de órgãos”, ressalta.

Conhecido por provocar uma sensação de dormência na boca, o jambu também é considerado uma planta medicinal. Segundo Osvanda, esse efeito é causado pela presença de uma substância chamada espilantol.

O composto pode auxiliar no alívio de dores de dente, gengivite e alguns problemas digestivos. Além da ação anestésica, pesquisas investigam o potencial anti-inflamatório da espécie e possíveis aplicações nas áreas farmacêutica, odontológica e cosmética.

Espinheira-santa e gastrite

Entre as espécies encontradas com frequência em Rondônia está a espinheira-santa. Segundo a professora, ela é bastante procurada por pessoas que buscam aliviar problemas relacionados ao sistema digestivo.

“A espinheira-santa é conhecida pela sua ação gastroprotetora e é muito procurada para auxiliar no tratamento da gastrite”, conta.

A pesquisadora afirma que a espécie integra a medicina popular há muitos anos e continua entre as mais utilizadas pela população.

Capim-santo e mastruz estão entre as espécies mais comuns nos quintais

Além das variedades nativas da Amazônia, muitos exemplares cultivados em casa também fazem parte da rotina de diversas famílias.

Segundo Osvanda, uma delas é o capim-santo, geralmente consumido na forma de chá. Já o mastruz possui diferentes aplicações na medicina popular.

“O capim-santo apresenta efeito calmante e analgésico, além de poder auxiliar no combate à insônia e à ansiedade. O mastruz apresenta ação vermífuga, anti-inflamatória, expectorante e cicatrizante”, afirma.

Segundo a especialista, o mastruz também costuma ser utilizada como remédio caseiro para aliviar sintomas relacionados a problemas respiratórios.

Eficácia e recomendações

A professora explica que pesquisadores buscam combater a botanofobia, termo utilizado para descrever o preconceito em relação ao estudo das espécies medicinais e a ideia de que elas não possuem comprovação científica.

Para ela, a produção acadêmica tem ampliado o conhecimento sobre os compostos presentes na flora amazônica e contribuído para fortalecer o uso seguro desses recursos na medicina complementar. Apesar dos benefícios associados a essas espécies, a professora alerta que o fato de serem naturais não significa que possam ser utilizadas sem orientação.

Segundo ela, todos os vegetais possuem princípios ativos que podem provocar reações no organismo, principalmente quando associados a medicamentos ou utilizados em excesso.

“Embora sejam naturais, as plantas possuem princípios ativos potentes, que podem alterar a absorção ou até mesmo a eficácia dos medicamentos sintéticos”, alerta.

Por isso, a recomendação é informar ao médico ou farmacêutico sobre o uso de qualquer espécie medicinal, especialmente em casos de tratamento para doenças crônicas.

Segundo a pesquisadora, alguns grupos exigem atenção redobrada antes do consumo, como gestantes, lactantes, crianças, idosos e pacientes com doenças como diabetes e hipertensão.

“O fato de a planta ser natural não significa que ela pode ser utilizada de qualquer forma ou todos os dias”, ressalta.

Ela também lembra que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que produtos à base dessas espécies sejam adquiridos em locais confiáveis ou em farmácias autorizadas.

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Foto: Divulgação/Sepror

Forma de preparo

Uma das formas mais comuns de utilização dessas espécies é por meio dos chás. No entanto, a pesquisadora explica que o preparo varia conforme a parte utilizada.

Quando são usadas folhas e flores, por exemplo, o método indicado é a infusão. Já raízes, cascas e outras partes mais resistentes devem ser preparadas por decocção.

“Na infusão, a gente ferve a água e depois despeja sobre as folhas ou flores da planta medicinal. Em seguida, abafa por cerca de 10 a 15 minutos. Na decocção, a gente ferve a água junto com a planta “, explica.

Segundo ela, um erro frequente é colocar folhas para ferver diretamente na água.

“Muitas vezes a pessoa coloca a água para ferver junto com as folhas. Não é a forma correta. Acaba virando apenas um chá sem a função esperada”, afirma.

Além dos chás, os vegetais também podem ser utilizados na forma de xaropes, pomadas, compressas, cataplasmas, tinturas, emplastos, inalações e lambedores.

Coleta e armazenamento

De acordo com a pesquisadora, os cuidados começam antes mesmo do preparo. Ela recomenda que a coleta seja realizada apenas em locais livres de contaminação.

Também é importante observar se o material apresenta sinais de fungos, manchas escuras ou presença de insetos e larvas. A professora explica que a secagem deve ocorrer logo após a colheita para evitar a proliferação de microrganismos. Depois de secas, as espécies devem ser armazenadas em recipientes apropriados.

“As plantas devem ser guardadas em potes de vidro escuro, com tampa hermética, em local fresco, arejado e protegido da luz”, orienta.

Ela também recomenda evitar panelas de alumínio durante o preparo, já que o material pode reagir com determinados compostos presentes nos vegetais.

Uso de plantas medicinais no SUS

A professora explica que o uso de plantas medicinais e fitoterápicos integra as políticas públicas brasileiras desde 2006.

Segundo ela, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos incentivam o uso seguro dessas espécies no Sistema Único de Saúde (SUS).

Ela destaca que existe uma relação nacional de espécies autorizadas para uso e que o Ministério da Saúde oferece capacitações gratuitas para profissionais interessados na área.

*Por Raíssa Fontes, da Rede Amazônica RO

O que explica o céu vermelho durante temporal em Porto Velho? Entenda

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Incêndio deixa o céu vermelho em Porto Velho. Foto: João Alves

O céu de Porto Velho (RO) ficou “vermelho” durante o temporal que atingiu a capital rondoniense na noite do dia 11 de agosto. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fenômeno foi provocado pelo clarão das chamas de um incêndio em uma área de vegetação.

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O Corpo de Bombeiros explicou que o fogo atingiu uma grande área de braquiária (tipo de gramínea), usada como pasto. A chegada de ventos fortes, antes da chuva, ajudou a alimentar as chamas e fez com que elas ficassem mais intensas, provocando o clarão avermelhado que pôde ser visto de diferentes regiões da cidade.

céu vermelho durante temporal em Porto Velho
Incêndio e ventos fortes criaram efeito. Foto: Reprodução

Leia também: Céu laranja: meteorologista explica pôr do sol em tons vibrantes em Manaus

Cor do céu gerou dúvidas

Momentos depois, a chuva atingiu a região e contribuiu para conter os focos de incêndio. Segundo os bombeiros, não foram registradas ocorrências relacionadas à chuva em Porto Velho.

Mas o temporal também provocou pontos de falta de energia e alagamentos em algumas áreas da capital. De acordo com a Rede de Meteorologia do Comando da Aeronáutica (Redmet), foram registradas rajadas de vento de até quase 60 km/h.

Incêndio e ventos fortes deixam o céu vermelho em Rondõnia. Foto: Reprodução

*Com informações da Rede Amazônica RO

Saiba o que fazer para proteger crianças do calor, fumaça e estiagem em Manaus

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Criança bebendo água. Foto: Divulgação

Após registrar três dias mais quentes do ano numa mesma semana, com temperaturas que ultrapassaram os 36°C, Manaus (AM) enfrenta um período de calor intenso, estiagem e aumento de focos de queimadas. Diante desse cenário, a Prefeitura de Manaus passou a reforçar orientações para prevenir problemas de saúde em crianças, grupo considerado mais vulnerável aos efeitos das altas temperaturas e da piora da qualidade do ar.

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As altas temperaturas aumentam o risco de desidratação, insolação, exaustão pelo calor e agravamento de doenças respiratórias, principalmente entre menores de cinco anos, prematuros, crianças com deficiência e aquelas com doenças crônicas, como asma.

O alerta ocorre em meio a um período mais seco que o normal. Dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) mostram que Manaus registrou cerca de 3,5 milímetros de chuva nos primeiros dez dias de agosto, o equivalente a aproximadamente 1% da média esperada para o período.

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Segundo a chefe do Núcleo de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Janaína de Sá Terra, as orientações estão sendo reforçadas nas unidades de saúde devido ao calor intenso e à estiagem registrados durante o verão amazônico.

Uma das dicas é evitar que crianças brinquem expostas ao sol entre 9h a 16h
Uma das dicas é evitar que crianças brinquem expostas ao sol entre 9h a 16h. Foto: Reprodução/Pixabay

Como proteger as crianças

Entre as principais recomendações da especialista estão:

  • Oferecer água com frequência, mesmo sem que elas sintam sede;
  • Manter a amamentação em livre demanda para bebês menores de seis meses;
  • Priorizar frutas, verduras e legumes ricos em água;
  • Evitar refrigerantes, bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados;
  • Não deixar crianças sozinhas dentro de veículos, nem por poucos minutos;
  • Evitar exposição ao sol entre 9h e 16h;
  • Dar preferência a roupas leves, claras e confortáveis;
  • Manter os ambientes ventilados e com equipamentos de climatização limpos;
  • Reduzir atividades ao ar livre em dias com muita fumaça de queimadas.

Quais sinais podem indicar desidratação?

Os responsáveis devem procurar atendimento médico se a criança apresentar:

  • Boca seca;
  • Diminuição da urina;
  • Ausência de lágrimas ao chorar;
  • Olhos fundos;
  • Sonolência excessiva;
  • Irritabilidade;
  • Fraqueza ou prostração;
  • Respiração acelerada;
  • Pulso fraco.

Fumaça exige atenção redobrada

Além do calor, a fumaça das queimadas pode provocar irritação das vias respiratórias e agravar doenças como asma e outras condições respiratórias.

“Nos dias em que houver intensa fumaça proveniente de queimadas ou piora da qualidade do ar, a recomendação é que sejam evitadas atividades físicas e a permanência prolongada ao ar livre”, orientou Janaína.

Leia também: Amazonas é o segundo estado do país com maior risco ambiental e climático para crianças, diz Unicef

Imagem colorida mostra colunas de fumaça em Manaus causadas por queimadas
Fumaça em Manaus. Foto: Filipe Jazz/TCE-AM

A pediatra Lucíola Peixoto ressalta que as crianças são mais vulneráveis aos efeitos do calor e da fumaça.

“A gente sabe que o organismo delas é bem diferente do adulto. A temperatura corpórea das crianças não tem uma regulação igual ao do adulto. A criança perde água mais facilmente, o que dificulta regular a temperatura do corpo de forma mais eficiente”, explica.

Segundo a médica, bebês, menores de cinco anos, prematuros e pacientes com doenças crônicas estão entre os grupos que exigem maior atenção durante o período de estiagem.

*Com informações da Rede Amazônica AM e Prefeitura de Manaus

Especialista explica porque moradores de Manaus sentiram o tremor do terremoto que atingiu a Colômbia

Manaus fica localizada a mais de dois mil quilômetros do epicentro do terremoto que atingiu a Colômbia. Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus

O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia no dia 10 de agosto foi sentido também por moradores de prédios localizados em Manaus, no Amazonas. O abalo sísmico, considerado o mais forte da década no país colombiano, deixou mais de 230 mortos e cerca de três mil desaparecidos, segundo os números divulgados pelo governo nacional nesta quarta-feira (12).

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Mas por que um terremoto ocorrido há mais de dois mil quilômetros de distância conseguiu ser sentido por manauaras? De acordo com o mestre em geologia e especialista em engenharia geotécnica, Adnilson Cruz da Silva, a explicação está nas características geológicas da região onde ocorreu o terremoto e também no solo da capital amazonense.

“Manaus vai sentir esse efeito do tremor que aconteceu na Colômbia em decorrência do embasamento rochoso. Aquela região da Colômbia está em uma zona de confluência de placa tectônica, entre a placa de Nazca e a placa Sul-Americana. O embasamento rochoso faz com que essas ondas se propaguem a longa distância”, explicou.

Leia também: O maior terremoto do Brasil aconteceu na Amazônia

O embasamento rochoso é a camada de rocha que fica abaixo do solo e de outros materiais, como areia, argila e sedimentos. Ele funciona como a base sólida do terreno e pode estar mais perto ou mais distante da superfície, dependendo da região. Para o especialista, as características do subsolo de Manaus também contribuíram para que as ondas sísmicas fossem percebidas na cidade.

“A região de Manaus está localizada em uma região de bacia sedimentar, principalmente na Formação Alter do Chão, que é esse solo que a gente vê sob Manaus. Essa formação é muito profunda. Existem zonas mapeadas dentro de Manaus que chegam a mais de um quilômetro e meio de profundidade”, disse.

Por que o tremor é mais percebido em prédios altos?

Moradores que estavam em edifícios, principalmente nos andares mais altos, relataram ter percebido o movimento com maior intensidade. Segundo o especialista, isso ocorre devido à ressonância das estruturas.

“Como esses prédios localizados em Manaus são prédios mais altos, a partir do oitavo andar, nessas estruturas se percebe essa ressonância. Elas começam a funcionar como se fossem um pêndulo invertido. Então, as pessoas que estão localizadas acima do oitavo andar acabam sentindo, mas é um efeito normal”, explicou.

O movimento, segundo ele, ocorre por causa da movimentação elástica das estruturas e não significa, por si só, que o prédio esteja sofrendo danos. “Esse balanço por ressonância seria um movimento seguro e não preocupante. Ele é percebível pela movimentação elástica das estruturas. Elas balançam, mas tendem a voltar ao normal. Elas não levam a uma ruptura. Só se percebe esse balanço, que é comum”, afirmou.

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Prédios de Manaus correm risco?

Apesar do susto causado pelo tremor, Adnilson explica que a distância entre Manaus e San José del Palmar, onde ocorreu o epicentro do terremoto, faz com que as ondas cheguem à capital com intensidade muito menor.

“Manaus está distante dessa região, então não vão chegar grandes vibrações aqui, só vai chegar a ressonância desses abalos”, disse.

O especialista também destaca que, mesmo não estando em uma área de ocorrência frequente de terremotos, os edifícios de Manaus são projetados para suportar movimentações provocadas por ventos fortes. Ele explica que isso ocorre devido a uma norma brasileira que estabelece critérios relacionados à ação dos ventos nas estruturas.

Lustre treme dentro de apartamento em Manaus. Vídeo: Reprodução/g1 AM
Mapa mostra epicentro do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia em 10 de agosto de 2026.
Mapa mostra epicentro do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia em 10 de agosto de 2026. Arte: Reprodução/Rede Amazônica AM

“Mesmo que a gente não esteja numa zona sísmica, os prédios de Manaus acabam sendo construídos para resistir às ventanias que balançam esses prédios. Existe uma norma, a 6123, que garante que os prédios novos trabalhem para ter resistência a fortes ventanias. Então, não apresentaria riscos aos nossos prédios”, explicou.

Terremoto na Colômbia

O terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia na segunda-feira (10). Segundo balanço oficial do governo divulgado nesta quarta-feira (12), 233 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas. O tremor provocou o colapso de 61 edifícios e 1.300 casas, deixando pessoas presas sob os escombros. As equipes de emergência trabalham na busca por possíveis sobreviventes.

O epicentro do tremor ocorreu em San José del Palmar, no oeste colombiano, a uma profundidade de 110 km, segundo a agência geológica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

A cidade fica a cerca de 230 km de Bogotá e a cerca de 150 km de Medellín e de Cáli. Uma réplica de magnitude 5.0 e 100 km de profundidade foi registrada cerca de uma hora depois. (Veja mapa abaixo).

O tremor foi o mais forte registrado na Colômbia na última década, segundo o Serviço Geológico do país.

*Com informações de Karla Mendes, da Rede Amazônica AM

Desmatamento na Amazônia cai 36,87% no último ano, indicam dados do Deter

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Dados sobre o desmatamento na Amazônia são analisados pelo Sistema Deter. Foto: Marcello Nicolato/ Unicamp

O Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) indicou que as áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia registraram redução de 36,05%, que totaliza 2.874,38 km2, entre agosto de 2025 a julho de 2026. O dado foi divulgado no dia 7 de agosto durante uma coletiva de imprensa realizada em São José dos Campos (SP). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin participaram da reunião.

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O resultado representa o menor valor da série histórica, iniciada em 2016. O número ficou abaixo da média dos últimos dez ciclos. A divulgação dos dados coincide com o aniversário de 65 anos do instituto, completados no dia 3 de agosto.

Saiba mais: Amazônia apresenta menor área sob alerta de desmatamento nos últimos 10 anos

O Deter também analisou áreas de desmatamento no bioma Cerrado, apontando redução de 7,8%, com 5. 119,46 km² de área identificados entre agosto de 2025 e julho deste ano. Diferentemente da Amazônia, nas áreas de Cerrado registradas, a maior parte é de propriedade privada.

Estados onde foi detectado desmatamento por km²

  • Pará (987,27 km²)
  • Mato Grosso (834,41 km²)
  • Amazonas (433,9 km²)
  • Roraima (272,6 km²)
  • Acre (153,8 km²)
  • Rondônia (114,3 km²)

Em relação ao ano anterior, o Pará apresentou redução de 25,5%; o Mato Grosso, de 49%; o Amazonas, de 46,7%; o Acre, de 35,3%; e Rondônia, de 41,2%. Em Roraima, os alertas registraram aumento de 32,5%. No Cerrado, os alertas apresentaram uma queda de 7,8%, com 5.119,46 km² identificados no mesmo intervalo. Além disso, no Maranhão, concentrou-se a maior área sob alerta, com 1.276,92 km².

*Com informações da Agência Brasil

FIEAM articula implantação de selo fiscal para indústrias de água mineral no Amazonas

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FIEAM articula implantação de selo fiscal para indústrias de água mineral no Amazonas. Foto: Reprodução/FIEAM

A implantação de um sistema de rastreabilidade para a indústria de águas minerais voltou ao centro da agenda do setor produtivo amazonense. Em reunião realizada no dia 5 de agosto, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), o presidente da entidade, Antonio Silva, reuniu representantes da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais Naturais (Abinam), do Sindicato Nacional da Indústria de Águas Minerais Naturais (Sindinam) e do setor industrial para discutir a implantação, no Amazonas, do Selo Fiscal de Controle e Procedência para água mineral, água natural e água potável de mesa.

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Embora tenha como base um mecanismo de fiscalização tributária, a proposta apresentada durante o encontro foi tratada como uma ferramenta de governança do mercado. O sistema reúne três funções complementares (sanitária, ambiental e fiscal), permitindo rastrear cada embalagem desde a linha de envase até o consumidor final, ampliando a transparência da cadeia produtiva e fortalecendo o combate à informalidade.

Para o presidente da FIEAM, Antonio Silva, o debate ultrapassa a questão arrecadatória e está diretamente relacionado à competitividade da indústria instalada no Amazonas. Segundo ele, a implantação do selo fiscal é uma pauta construída ao longo dos últimos cinco anos e representa uma resposta à necessidade de assegurar isonomia entre empresas que cumprem suas obrigações legais e aquelas que atuam à margem das exigências fiscais e regulatórias.

“Há cinco anos trabalhamos nesse pleito. Os argumentos são sólidos e estão baseados em experiências concretas de outros estados. Precisamos dar uma resposta definitiva, porque a concorrência precisa acontecer em igualdade de condições”, afirmou.

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FIEAM articula implantação de selo fiscal para indústrias de água mineral no Amazonas
FIEAM articula implantação de selo fiscal para indústrias de água mineral no Amazonas. Foto: Divulgação

A experiência apresentada pela Abinam mostra que o modelo já está consolidado em estados como São Paulo, Ceará, Goiás, Pernambuco e Alagoas. O sistema utiliza um identificador eletrônico (DataMatrix) impresso diretamente nas embalagens, permitindo identificar fabricante, produto, data de envase, linha de produção e demais informações vinculadas à origem da água. Todo o processo é integrado eletronicamente aos sistemas da Secretaria da Fazenda, proporcionando monitoramento da produção em tempo real e consulta pública da procedência do produto.

Selo tem como objetivo segurança do consumidor

Ao apresentar o modelo, o presidente da Abinam e do Sindinam, Carlos Lancia, enfatizou que o sistema não deve ser interpretado apenas como um mecanismo de fiscalização tributária. “Esse não é um selo arrecadatório. Ele é, primeiro, sanitário; depois ambiental; e, por último, fiscal. Ele protege o consumidor, fortalece o controle ambiental e promove uma competição mais justa entre as empresas”, destacou.

Outro aspecto destacado durante a reunião foi o baixo impacto financeiro da medida. Conforme a apresentação técnica, os equipamentos necessários para operação do sistema são fornecidos pela empresa credenciada, sem investimento do Estado ou das indústrias, enquanto o custo do selo fiscal é estimado em R$ 0,03 por unidade produzida.

Sob a perspectiva econômica, os defensores da proposta argumentam que a ampliação do controle tende a reduzir distorções competitivas no mercado. Segundo o advogado Rafael Oliveira, a medida beneficia principalmente as empresas que cumprem integralmente suas obrigações tributárias, trabalhistas e ambientais.

“A Federação das Indústrias é a casa das boas causas. Não defendemos interesses isolados, mas um ambiente de negócios mais saudável. Há empresas que assumem todos os custos da regularidade e outras que não cumprem as mesmas obrigações. O selo fiscal contribui para reduzir essa assimetria competitiva”, afirmou.

FIEAM articula implantação de selo fiscal para indústrias de água mineral no Amazonas. Foto: Divulgação

Do ponto de vista regulatório, a principal discussão concentrou-se nos procedimentos necessários para implementação da medida. O secretário executivo da Receita da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM), Luiz Aurélio Leite, afirmou que a proposta do selo fiscal encontra receptividade técnica, mas ressaltou que eventuais incentivos fiscais vinculados ao selo fiscal exigem observância das regras do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), incluindo estudos de impacto e tramitação específica.

“Entendemos a proposta com bons olhos. Ela é importante para o controle e para a saúde pública. O que precisamos é avaliar os impactos e cumprir todos os procedimentos legais para que sua implementação ocorra com segurança jurídica”, afirmou.

Na avaliação do deputado estadual Sinésio Campos, presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Assembleia Legislativa, o debate já atingiu maturidade suficiente para avançar. “Diversos estados brasileiros já adotaram esse modelo. Estamos falando de uma iniciativa que reúne proteção ambiental, segurança sanitária e controle tributário, pilares fundamentais para o desenvolvimento do setor”, afirmou.

Também presente à reunião, o secretário de Estado de Energia, Mineração e Gás, Ronney Peixoto, avaliou que existe um ambiente institucional favorável para que a proposta avance. “O segmento quer, o Estado quer, e a sociedade ganha com mais segurança. Vamos trabalhar para superar os pontos técnicos restantes e entregar esse resultado para o Amazonas”, declarou.

Ao final do encontro, o consenso entre os participantes foi de que a discussão deixou de ser sobre a viabilidade técnica do sistema e passou a concentrar-se na definição do melhor caminho jurídico e administrativo para sua implementação. A expectativa é que a proposta avance nos próximos meses, consolidando um modelo capaz de ampliar a segurança do consumidor, fortalecer a fiscalização e elevar a competitividade da indústria de águas minerais no Amazonas.

*Com informações da ABINAM

Maus-tratos a animais: saiba como denunciar em Porto Velho e ajudar a salvar vidas 

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Orientações contra maus-tratos aos animais são divulgadas em Porto Veho. Foto: Divulgação/Secom Porto Velho

Um latido de dor, um animal preso sem água ou comida, um cachorro abandonado em situação de sofrimento. Infelizmente, cenas como essas ainda fazem parte da realidade e, muitas vezes, poderiam ser evitadas com uma simples denúncia.

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Em Porto Velho (RO), orientações de fortalecimento para proteção animal e agilidade no atendimento tem sido divulgadas à população. Quais órgãos devem ser acionados? Entenda como funciona o sistema em cada tipo de ocorrência envolvendo maus-tratos a animais:

Foto: Reprodução/Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas

Quando o animal estiver dentro de uma residência ou propriedade particular, a denúncia deve ser feita imediatamente pelo 190. A ocorrência será encaminhada à Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Contra o Meio Ambiente (DERCCMA), responsável pela investigação dos crimes contra animais. Caso seja necessário apoio de fiscalização ambiental, a população também pode entrar em contato com a DFIS/SEMA, pelo telefone (69) 98423-4092.

Já quando o animal estiver em vias públicas, ferido, abandonado ou sofrendo maus-tratos, o contato deve ser feito diretamente com a Coordenadoria de Proteção Animal, pelo telefone (69) 98423-4091. Para agilizar o atendimento, é importante que o denunciante informe o endereço ou localização exata, descreva o que aconteceu, informe se o animal ainda permanece no local e, sempre que possível e com segurança, envie fotos ou vídeos da situação.

Combate aos maus-tratos é coletivo

De acordo com André Oliveira, Coordenador de Proteção Animal da Sema, a colaboração da população é fundamental para garantir uma resposta rápida e proteger animais que muitas vezes não têm como pedir ajuda. 

“Toda denúncia é importante e pode representar a diferença entre a vida e a morte de um animal. Pedimos que a população não se omita. Ao identificar qualquer situação de maus-tratos ou abandono, procure o canal correto e forneça o máximo de informações possíveis. Quanto mais detalhes recebemos, mais rápido conseguimos agir para proteger esses animais”.

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Maus-tratos a animais, saiba como denunciar e ajudar a salvar vidas 
Foto: Secom/Porto Velho

“Nossa gestão tem o compromisso de fortalecer a proteção animal em Porto Velho. Estamos organizando os canais de atendimento para que cada denúncia seja encaminhada ao órgão competente com mais rapidez e eficiência. Cuidar dos animais também é cuidar da nossa cidade. Contamos com a participação da população para denunciar qualquer ato de crueldade e garantir que os responsáveis sejam responsabilizados”, disse o prefeito Léo Moraes. 

*Com informações da Secom Porto Velho

El Niño preocupa comunidades indígenas de Roraima e muda rotina no plantio de roças

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Indígenas aprendem técnicas para tornar mais seguro o uso do fogo no preparo das roças e na limpeza de áreas. Foto: Lucas Wilame/Rede Amazônica RR

O risco de períodos mais quentes e secos provocado pelo El Niño tem feito comunidades indígenas de Roraima a mudarem a forma de lidar com o fogo. Na Terra Indígena São Marcos, em Boa Vista, moradores estão reduzindo o uso das queimadas nas roças e participam de treinamentos para evitar que o fogo usado nas roças se transforme em incêndios de grandes proporções.

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O El Niño é um fenômeno meteorológico e climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. O El Niño deve ganhar força no segundo semestre de 2026 e pode persistir até o início de 2027. Em Roraima, pode impactar em períodos mais quentes e secos, alterar o regime de chuvas e aumentar o risco de incêndios florestais.

Na comunidade Campo Alegre, na Terra São Marcos, cerca de 100 pessoas, entre estudantes e agricultores familiares indígenas, participaram de um treinamento sobre prevenção e combate ao fogo. Até agora, sete comunidades indígenas receberam o treinamento em todo o estado.

A capacitação faz parte de oficinas de educação ambiental realizadas em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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El Niño preocupa comunidades indígenas de Roraima e muda rotina no plantio de roças
Moradores da comunidade Campo Alegre, na Terra Indígena São Marcos, participaram de treinamento sobre prevenção e combate a incêndios. Foto: Lucas Wilame/Rede Amazônica RR

A ideia é orientar os indígenas sobre o uso seguro do fogo, tendo em vista que a prática faz parte da rotina nas comunidades, como o preparo das roças, a limpeza de áreas e a renovação de pastagens, conforme explica o supervisor estadual das Brigadas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) de Roraima, Bruno Eduardo Wapichana.

“As comunidades tradicionais que usam muito fogo tanto nas queimas prescritas, queimas controladas, rebrote de pastagem. Elas precisam estar ciente de que esse fogo colocado num período errado pode se tornar um grande incêndio florestal, trazendo muitas consequências não agradáveis à população”, disse.

Em Roraima, o período seco ocorre entre outubro e março. Com temperaturas mais altas e menor volume de chuva, aumenta o risco de incêndios em áreas de mata e no lavrado, tipo de savana comum no estado, presente na comunidade Campo Alegre.

Oficinas

Bruno explica que durante as oficinas, os indígenas aprendem técnicas de prevenção e manejo do fogo, além de orientações sobre reciclagem, descarte de resíduos e planejamento agrícola. O treinamento também aborda o chamado Manejo Integrado do Fogo, que busca tornar mais seguro o uso das queimadas em situações como o preparo para plantios.

Segundo o Ibama, algumas comunidades têm substituído ou reduzido o uso do fogo, enquanto outras aprendem a planejar melhor quando a prática ainda é necessária. A mudança faz parte da adaptação aos novos cenários e busca adaptar práticas tradicionais às novas condições do clima.

Plantações cultivadas no lavrado dependem das chuvas e ficam mais vulneráveis ao calor durante o período de estiagem. Foto: Lucas Wilame/Rede Amazônica RR

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O segundo tuxaua da comunidade Campo Alegre, Jadeson Barista da Silva, afirma que a mudança ocorre porque as alterações no clima, causados pelo El Niño, já impactam o dia a dia e exigem que os conhecimentos sobre preservação sejam repassados às novas gerações. Por isso, os moradores participaram do treinamento.

“Estamos aprendendo mais ainda como trata o meio ambiente. A gente observa durante esse tempo o aquecimento global e nós já estamos sendo afetado. Nossa preocupação é que nós vamos transmitir pro nosso futuros, nossos jovens, de saber como é que vai ser no futuro, se a tendência, cada vez mais, é esquentar o globo terrestre”, disse.

Mudança para proteger território

Em Campo Alegre, a comunidade reduziu o uso do fogo e transferiu parte das roças das áreas de mata para o lavrado. A mudança também inclui evitar o plantio em áreas de mata para reduzir a pressão sobre a floresta e preservar os recursos naturais usados pelas comunidades.

O novo método, no entanto, trouxe outro desafio: as plantações no lavrado dependem do período de chuvas e ficam mais vulneráveis ao calor intenso durante a estiagem.

Segundo Jadeson, quando as temperaturas aumentam, a produção de mandioca é prejudicada e parte das plantações corre até o risco de ser perdida.

“Nossas roças que nós usávamos no leito dos rios, nós estamos transferindo elas para o lavrado. Só que o lavrado nós usamos no período de inverno, devido à chuva regar nossas roças. Só que quando chega o período de calor, nas manivas, as batatas, devido ao grande calor, cozinham e nisso não tem como a gente tirar a produção devido ao problema do aquecimento global”, explicou a liderança indígena.

Um dos agricultores indígenas que mantém plantações em uma área de lavrado é Auquino Pereira Augusto. Ele cultiva cerca de 60 variedades em cinco hectares, entre elas graviola, manga, abacaxi, banana, café, uva, feijão, pimenta, pimentão, cebolinha, mamão e maracujá. A produção é a principal fonte de renda da família.

Com as projeções de um período mais seco em razão do El Niño, Auquino teme não conseguir água suficiente para manter as plantações.

“Com certeza, me preocupa muito, porque a gente tem uma área de lavrado, é muito seca e a gente tem muitas plantações para molhar no dia a dia. A minha preocupação é não ter condição de molhar essas plantas todas. Pelo jeito que eu estou vendo, vou perder quase todas, porque a gente não está tendo água”, afirma.

A Terra Indígena São Marcos abrange os municípios de Boa Vista e Pacaraima. A comunidade Campo Alegre fica a cerca de 50 quilômetros da área urbana da capital.

*Por Lucas Wilame, da Rede Amazônica Roraima