Manaus (AM) se prepara para receber, entre os dias 9 e 13 de julho, a 11ª edição da Virada Sustentável, o maior evento de sustentabilidade da América Latina. Com uma programação totalmente gratuita, o festival promete mobilizar milhares de pessoas por meio de rodas de conversa, apresentações artísticas, oficinas, teatro, música, yoga e debates. O objetivo é fortalecer o engajamento social e refletir sobre o papel da sociedade civil na construção de cidades mais verdes, inclusivas e resilientes.
Neste ano, o evento se alinha aos mutirões preparatórios para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que será realizada em novembro, em Belém (PA). A edição de 2025 da Virada Sustentável Manaus será um marco estratégico e simbólico na mobilização.
Realizada desde 2015 na capital amazonense, a Virada é co-realizada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), em parceria com a Virada Sustentável Nacional e produção da Benevolência.
Para Valcléia Lima, superintendente de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades da FAS, o festival cumpre um papel essencial de educação ambiental e mobilização coletiva.
“Cada vez mais percebemos os efeitos das mudanças climáticas na região, seja pelas cheias e vazantes extremas dos rios, ou pelo calor recorde. Mas há ações que podemos realizar, juntos, como sociedade, para transformar essa realidade, e participar de eventos como a Virada Sustentável, que traz uma abordagem que envolve todos, é de suma importância para continuarmos na luta por uma Amazônia viva”, destaca.
A abertura oficial acontecerá no dia 9 de julho, com um espetáculo especial da Amazonas Band, no palco do centenário Teatro Amazonas, no Largo São Sebastião. A entrada será gratuita, por ordem de chegada, sujeita à lotação do espaço.
Já no dia 11 de julho será realizado o Fórum da Virada Sustentável Manaus, na sede da FAS, no bairro Parque Dez de Novembro. O encontro reunirá ativistas, especialistas e representantes da sociedade civil em uma construção coletiva e colaborativa de um manifesto pré-COP30. A proposta é refletir sobre o futuro da região.
No fim de semana, sábado e domingo, dias 12 e 13, a programação se espalha por alguns pontos da cidade, com atividades para todas as idades: oficinas, feiras criativas, espetáculos teatrais, shows, brincadeiras, rodas de conversa e intervenções artísticas.
“Há mais de 10 anos a Virada Sustentável Manaus transforma sonhos em ações concretas. Vamos mostrar mais uma vez que é possível construir uma cidade mais justa e sustentável para todos”, ressalta Paula Carramaschi Gabriel, fundadora da Benevolência
A Virada Sustentável é um movimento de articulação entre pessoas, grupos e instituições que têm em comum o objetivo de apresentar uma visão positiva e inspiradora sobre a sustentabilidade e seus diferentes temas para a população, além de fortalecer redes de transformação e impacto social nas diversas cidades onde atua.
A concepção temática do festival é baseada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Além de Manaus, a mobilização ocorre em São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Belém e outras cidades.
Festival de Parintins: disputa acontece atualmente no Bumbódromo. Foto: Yuri Pinheiro/Secom Parintins
O Festival Folclórico de Parintins é um dos grandes marcos da cultura amazonense, nascido das manifestações de boi-bumbá que surgiram no século XX. O que hoje é um dos maiores festivais do mundo acontecia inicialmente como uma brincadeira de rua em que diversas agremiações desfilavam e brincavam boi-bumbá.
A transformação do que era apenas uma manifestação espontânea em um evento estruturado teve início em 1965, quando a Juventude Alegre Católica decidiu reunir os brincantes de boi em um festival organizado. O objetivo era arrecadar recursos para a conclusão da obra da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da cidade.
Missa de Corpus Christi na Catedral de Nossa Senhora do Carmo em Parintins, em 2025. Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia
A primeira edição contou com apresentações de 22 grupos, exceto os bois Caprichoso e Garantido, que só se integraram ao evento no ano seguinte, em 1966. Foi devido a grande rivalidade crescente entre as duas agremiações que, em 1975, o Festival passou a ser organizado pela Prefeitura de Parintins.
Na mesma época, o festival passou a ser transmitido pela TV, fazendo com que o evento começasse a ganhar maior visibilidade. Graças a isso, o número de turistas e torcedores na ilha da magia aumentou, e houve a necessidade de uma ampliação, visto que a rua agora já não era suficiente para acomodar todos os brincantes.
Foi então que em 1988 o Governo do Estado iniciou o projeto da Construção do Centro Cultural e Desportivo Amazonino Mendes, atualmente conhecido como Bumbódromo. A arena foi projetada especialmente para o festival, construída com arquibancadas divididas nas cores azul e vermelha, e simboliza as torcidas dos bois Caprichoso e Garantido.
Maior espetáculo a céu aberto
Os bois encenam no espetáculo do Festival Folclórico de Parintins a lenda da Mãe Catirina e do Pai Francisco. Catirina era uma mulher que estava grávida e com desejo de comer língua de boi, e para satisfazer suas vontades, seu marido, Pai Francisco, sacrifica o boi favorito do patrão, que ameaça matá-lo. Quem salva o Pai Francisco da morte é o Pajé, que ressuscita o boi antes da tragédia acontecer.
As apresentações do Festival Folclórico de Parintins exploram temáticas regionais, como lendas, rituais e costumes indígenas, por meio de alegorias, danças, canções e encenações. Além disso, os bois também levam para a arena carros alegóricos, indumentárias inspiradas na região norte e o público mais apaixonado pelo boi, conhecido como ‘galera’.
Cada boi tem entre 2h e 2h30 para se apresentar, sendo avaliados por um júri em 21 itens oficiais, divididos entre individuais e coletivos. Entre os principais estão o apresentador, levantador de toadas, amo do boi, sinhazinha da fazenda, cunhã-poranga, pajé, rainha do folclore, porta-estandarte, tribos indígenas, alegorias, figura típica regional, ritual indígena, toada e a evolução do próprio boi-bumbá.
O Festival Folclórico de Parintins foi reconhecido oficialmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional como Patrimônio Cultural do Brasil em 2018. Realizado sempre no último fim de semana de junho, o Festival de Parintins emociona e encanta gerações de torcedores apaixonados pelos bumbás. Além disso, o festival ajuda a manter viva a essência de um povo que canta, dança e celebra a sua história com orgulho e paixão.
De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o patrimônio cultural é formado pela união dos saberes, fazeres, expressões, práticas e seus produtos, que remetem à história, à memória e à identidade do povo, por esse motivo é muito importante a preservação e a manutenção da tradição folclórica dos bumbás de Parintins.
Ponto facultativo e folga prolongada para muitos são uma boa chance para sair da rotina e aproveitar os dias de descanso em meio à natureza. Rondônia tem cachoeiras, trilhas e paisagens que muita gente ainda não conhece, perfeitas para quem quer se refrescar, relaxar ou se aventurar sem ir muito longe.
Para quem quer aproveitar os dias de descanso e fazer viagens curtas, veja cachoeiras que são verdadeiros refúgios em meio à natureza:
Vale das Cachoeiras
A cachoeira principal tem 32 metros de altura e é cercada por mata nativa. Para chegar até ela, os visitantes enfrentam uma descida íngreme, seguida de uma caminhada de cerca de 600 metros em meio à floresta. O Vale também oferece opções para os amantes da aventura: o parque aquático local abriga o segundo maior toboágua do Brasil, com 43 metros de queda, atração perfeita para quem gosta de adrenalina.
📍 Localização: Nova União (RO), próximo a Ouro Preto do Oeste (RO).
A Cachoeira Ratunde impressiona pelo cenário selvagem e imponente: são mais de 50 metros de queda em meio a cânions e mata fechada, ideal para quem busca isolamento e contato intenso com a natureza. O local é muito procurado por mochileiros e aventureiros que praticam camping rústico — é comum visitantes montarem barracas e passarem a noite na região.
📍 Localização: Linha P-28, km 20, Alto Alegre dos Parecis (RO).
A Rota das Cachoeiras conta com uma sequência de sete quedas interligadas por uma trilha de aproximadamente 7 km. O trajeto oferece pontos para banho, áreas de descanso e paisagens de tirar o fôlego. É uma rota pouco explorada, perfeita para quem quer se desconectar e curtir a natureza em estado quase selvagem.
A Cachoeira da Serra tem cerca de 30 metros de altura e forma piscinas naturais de águas claras ao pé da queda. O local, em meio à serra e à vegetação preservada, conta com trilhas bem demarcadas, área para camping e pontos de apoio rústicos. O ambiente é ideal tanto para famílias quanto para aventureiros em busca de trilhas leves.
📍 Localização: Linha 37, km 36, Teixeirópolis (RO).
Estudantes amapaenses foram destaque em feira científica internacional. Foto: Glauber Ribeiro/Acervo pessoal
Três estudantes de escolas da rede pública do Amapá foram destaque na Genius Olympiad, uma das maiores feiras científicas internacionais sobre sustentabilidade. O evento aconteceu em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, entre os dias 9 à 13 de junho.
Carlos Antony e Guilherme Alvim, ambos da Escola Estadual Elias Trajano em Porto Grande, e Débora Almeida, estudante da Escola Estadual Mário Quirino em Macapá, conquistaram bolsas de estudo no Rochester Institute of Technology (RIT), onde o evento aconteceu.
Na feira, foram inscritos ao total 2.723 projetos de 84 países. Desses projetos, 832 foram selecionados. Apenas 33 projetos foram selecionados em todo o Brasil, 3 deles são de Macapá e Porto Grande.
O Carlos Antony, de apenas 17 anos, foi destaque no evento. O aluno da Escola Estadual Elias Trajano, é promissor no cenário científico internacional. O adolescente, além da bolsa, conquistou uma Honorable Mention, ou Honra ao Mérito, pelo projeto Reciclo BOT.
Carlos Antony recebeu menção honrosa no evento. Foto: Glauber Ribeiro/Acervo pessoal
O projeto de Carlos, se trata de um robô de monitoramento ambiental feito de materiais recicláveis, o que garantiu a bolsa de US$ 14 mil por ano para cursos superiores na RIT.
“Nosso objetivo era criar uma ferramenta de baixo custo para monitorar a fauna e a flora da Amazônia. Conseguimos desenvolver um protótipo eficiente com peças descartadas. [..] Agora, vamos mostrar que o Amapá também produz ciência de nível internacional”, disse.
Carlos explicou que o projeto surgiu a partir da percepção do descarte incorreto de lixo na região amapaense, o que gera um grande prejuízo ao meio ambiente.
“Não foi somente da minha autoria, como também de meus amigos e colegas, Gustavo Braga e Pablo Cleo, que é o robô para monitoramento ambiental, introduzido na floresta amazônica, de baixo custo, acessibilidade e monitoramento dentro da floresta amazônica. Tendo em vista os problemas internos que nós temos aqui na região norte do Brasil e até mesmo fora da região” , disse.
O professor orientador, Glauber Ribeiro, contou que o momento representa uma conquista não somente para os estudantes, mas para toda a rede pública de ensino do Amapá.
Robô sustentável destaque em feira científica nacional é de autoria de estudantes amapaenses. Foto: Carlos Antony/Acervo pessoal
“Ver nossos alunos brilhando na Genius Olympiad, uma das maiores feiras científicas do mundo, é a prova de que a educação transforma, mesmo diante das dificuldades. Como orientador, sinto um orgulho imenso em ver o esforço, a dedicação e o talento desses jovens sendo reconhecidos internacionalmente. Isso mostra que investir em iniciação científica é investir no futuro, na autoestima dos nossos estudantes e na valorização da ciência produzida na Amazônia”, disse.
Projeto de combate ao Aedes Aegypti
A aluna Débora Almeida, de 16 anos, da Escola Estadual Mário Quirino, em Macapá, levou aos Estados Unidos um projeto sobre o extrato etílico natural. O extrato possui uma ação letal sobre as larvas do mosquito Aedes Aegypti.
Débora garantiu bolsa de estudos nos EUA com projeto desenvolvido no Amapá. Foto: Débora Almeida/Acervo pessoal
“É um extrato etílico a partir da Rosa do deserto e Citronela, que atuam no controle populacional das larvas do mosquito Aedes aegypti, principais agentes de doenças tropicais. Para os testes de letalidade, contamos com o apoio do IEPA, que nos forneceu as larvas do mosquito, de linhagens suscetível e resistente a testes. Nosso produto foi 100% letal sob as larvas avaliadas”, explicou.
Débora, que também garantiu a bolsa de US$ 12 mil anuais, disse que repercussão do projeto se tornou a realização de um sonho.
“Tudo isso é fruto de nossos esforços, do nosso estudo e empenho. Digo que isso é um sonho realizado, a educação me proporcionou estar em lugares que jamais imaginei chegar, ainda mais aos 16 anos. Agradeço também a minha orientadora, professora Dra. Rose Trindade. Ela me ensinou tudo o que sei, me motivou e acreditou no meu potencial”, contou a estudante.
Projeto de realidade virtual sustentável
Outro talento amapaense que foi destaque na feira, foi o aluno Guilherme Alvim, também da Escola Elias Trajano, de Porto Grande. Com o projeto Matrix, um óculos de realidade virtual feito a partir de papelão PVC e garrafas pet, o estudante conquistou a bolsa de US$ 12 mil anuais.
“Minha expectativa na RIT está voltada para os estudos ambientais e sustentabilidade. É uma área que me inspira, pois contribui com soluções sustentáveis para o avanço do mundo. Estou muito feliz e empolgado com essa oportunidade, que com certeza vou abraçar com entusiasmo”, disse Guilherme.
Guilherme é filho da professora de português da Escola Elias Trajano, Maria Gaildes. A educadora expressa o orgulho e a emoção que sente ao ver o filho alcançar voos cada vez maiores.
“É um orgulho enorme ver o Guilherme saindo de Porto Grande para o mundo. Ele estudou sempre em escola pública e agora vai mostrar que daqui também saem grandes ideias”, disse.
Estudante levou óculos de realidade virtual sustentáveis ao evento internacional. Foto: Guilherme Alvim/Arquivo Pessoal
As bolsas da RIT são destinadas a cursos de graduação com duração mínima de quatro anos e cobrem parte das despesas. Os estudantes agora prosseguem com a inscrição e precisam buscar recursos adicionais para que mudança seja concretizada.
O estudantes e orientadores tiveram o apoio do governo do estado, por meio das Secretarias de Educação (Seed) e de Ciência e Tecnologia (Setec), que articulou passagens, hospedagem e alimentação. Apoiaram também a Prefeitura Municipal de Porto Grande e Câmara de Vereadores de Porto Grande.
Maioria dos pedidos de refúgio é para cidades no interior do Acre, na região de fronteira com Peru e Bolívia. Foto: Reprodução
Deixar sua terra natal é uma mudança drástica e, a depender da situação, não é uma decisão, mas uma necessidade. É o caso dos refugiados. O Acre aprovou 302 pedidos de refúgio somente em 2024, de acordo com números da plataforma DataMigra, do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra).
No total, em 2024, foram feitas 1.397 solicitações para refúgio no Acre. Ou seja, deste número, 21% foi aprovado no ano passado.
Ainda conforme o monitoramento, baseado em dados da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), a maioria dos refugiados autorizados a permanecer no Acre vem da Venezuela: foram deferidos 293 pedidos para pessoas desta nacionalidade, o equivalente a 97% do total.
Refugiados são pessoas que saem, de modo forçado, do país de origem e o retorno pode colocar a integridade física em risco. Com isso, o refúgio é uma proteção legal internacional. O Dia Mundial do Refugiado, lembrado nesta sexta-feira (20), é dedicado à conscientização sobre a causa.
A maior parte dos refugiados está abrigada em municípios no interior do estado – Assis Brasil e Epitaciolândia – regiões que fazem fronteira com Peru e Bolívia, por onde eles costumam entrar no país. Com isso, os pedidos atendidos ficaram distribuídos desta forma:
Epitaciolândia – 168
Assis Brasil – 121
Rio Branco – 12
Cruzeiro do Sul – 1
Sabe a diferença entre refugiado e imigrante? Veja a explicação:
Em 2023, os pedidos chegaram a 6.565 solicitações, o terceiro maior número do país, sendo deferidas 3,8 mil solicitações, número 92% maior que o registrado no ano passado.
Em 2025, já foram concedidos 60 pedidos de refúgio no estado, sendo 52 para Assis Brasil e oito para Epitaciolândia. Atualmente, existem 272 solicitações aguardando decisão, ainda segundo o OBMigra.
Passo a passo
O processo de solicitação do refúgio é longo, porém gratuito, e, em casos específicos, pode ser deferido sem entrevista de elegibilidade. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), são pelo menos nove etapas até a concessão.
Para ser reconhecido como refugiado no Brasil, é necessário preencher o formulário do Sistema Comitê Nacional para os Refugiados (Sisconare), na internet. A plataforma está disponível no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Após o cadastro, é preciso ir até a Polícia Federal com os documentos — se houver — junto com o número de controle gerado na hora do cadastro no Sisconare. O tempo estimado para análise do pedido é de 1a 2 anos.
Devido ao grande fluxo de migrantes na região de fronteira do Acre com Peru e Bolívia, a prefeitura de Epitaciolândia decretou situação de emergência humanitária em novembro de 2021.
Ao Grupo Rede Amazônica, o então prefeito da cidade, Sérgio Lopes, informou que o município mantinha, junto com a prefeitura de Brasileia, uma casa de apoio que fica instalada em Brasileia. Segundo ele, o local está operava acima da capacidade.
Apesar de não possuir uma casa de acolhimento, o prefeito disse na época que Epitaciolândia tinha dezenas de pessoas acampadas em uma igreja na cidade.
“E todos os dias estão chegando mais migrantes nesse local. Então nós, junto com a Secretaria de Assistência Social do Estado, que inclusive está aqui em Epitaciolândia estamos buscando uma solução para essa questão, para a gente conseguir melhorar o atendimento a esses migrantes”, falou.
O Acre tem três casas de apoio a imigrantes onde eles podem tomar banho, se alimentar e dormir e depois seguir viagem. Uma fica em Assis Brasil, na fronteira com o Peru, outra em Brasiléia, e outra na capital, Rio Branco. Todas têm capacidade para atender 50 pessoas.
Na época, o governo do Acre também publicou decreto sobre a implementação do comitê de Crise Humanitária no Acre, para discussão e adoção de providências relacionadas ao fluxo migratório no Acre.
Raimundo dos Santos Souza, o mestre Sacaca. Foto: Reprodução
A Mangueira publicou no Dia do Cinema Nacional uma dica de filme sobre o mestre Sacaca, que vai ser homenageado no Carnaval de 2026 pela escola de samba. O curta-metragem “Mestre Sacaca – A Lenda”, está disponível de forma gratuita na internet.
Em maio, a Estação Primeira de Mangueira anunciou o enredo para o desfile do ano que vem com o tema: ‘Mestre Sacaca do encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra’.
“Hoje é Dia do Cinema Nacional e não poderia haver momento melhor para conhecer nossas histórias, nossas raízes e nossos encantos”, destacou a Mangueira, nas redes sociais.
O curta sobre Sacaca foi dirigido pelo amapaense Toninho Duarte e participou em 2020 da 7º edição do Festival Cine.Ema, realizado pela Caju Produções e o Ministério do Turismo.
Mestre Sacaca
Raimundo dos Santos Souza, o mestre Sacaca, morreu em 1999 aos 73 anos e hoje dá nome ao Museu Sacaca, no Centro de Macapá. Tornou-se respeitado através do domínio na manipulação de plantas e ervas da Amazônia. Foi neto de escravos e dedicou sua vida a ajudar e curar os males físicos e psicológicos dos habitantes da cidade de Macapá.
Seus conhecimentos o fizeram ser reconhecido e virar referência para pesquisadores de todo o mundo. Por conta do trabalho realizado ele ficou conhecido como “doutor da floresta” em diferentes cidades.
Raimundo Souza participou do carnaval amapaense por mais de 20 anos seguidos como o Rei Momo e tinha a Boêmios do Laguinho, como escola de samba do coração. Foi enredo das agremiações Solidariedade, Piratas da Batucada, Boêmios do Laguinho e Império da Zona Norte, além de vários blocos carnavalescos.
Foto: Blog Porta Retrato-AP
No esporte, Sacaca destacou-se como técnico que revelou craques amapaenses e também como massagista. Atuou no Esporte Clube Macapá, quando o time foi campeão do primeiro Copão da Amazônia, em 1975.
Após a morte, recebeu a mais alta condecoração da Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture. A homenagem póstuma foi concedida em 2018 à família em uma cerimônia no Rio de Janeiro.
Cobras são vistas em galho de árvore em estrada de Cruzeiro do Sul, no Acre. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Um caso curioso movimentou a Estrada da Boca da Alemanha, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, no dia 17 de junho. Nada menos que cinco jiboias (isso mesmo: cinco!), de porte médio a grande, foram encontradas distribuídas em duas árvores às margens da rodovia, em acasalamento.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o chamado foi feito por um homem que disse que havia avistado cinco cobras em uma árvore. Ao chegarem no local, a guarnição identificou quatro jiboias nos galhos e uma que havia descido, ou melhor, caído da árvore.
Coincidência ou não, este homem se tratava do herpetólogo e professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Paulo Bernarde, que passava pela estrada exatamente naquele momento. Ao ver a cobra no chão, o especialista não hesitou: conteve o animal e o colocou no carro até a chegada da guarnição.
Ao Grupo Rede Amazônica, o doutor em Zoologia disse que o encontro múltiplo de serpentes dessa espécie não é exatamente comum, mas ocorre em períodos específicos do ano. “A fêmea emite feromônios e os machos captam o cheiro e vão atrás dela”, explicou ele.
Esses feromônios são emitidos para atrair machos durante o cio, o que pode explicar o “condomínio serpentário” formado.
Agora, para alcançar as demais serpentes, que estavam em galhos altos, os bombeiros precisaram de cuidado e utilizaram motosserras, já que a área apresentava vegetação densa e proximidade com residências.
Após o resgate, os animais foram soltos em uma área de mata distante da zona urbana, garantindo segurança tanto para os moradores quanto para as jiboias.
“Na árvore Havaí, [também haviam] outras quatro serpentes de médio e grande porte, totalizando cinco animais. A guarnição, utilizando uma escada, fez a poda de alguns galhos, trazendo os animais pro chão, e em seguida as capturou, colocaram na caixa de transporte, se deslocaram para uma área de mata longe de residências e fizeram a soltura dos animais”, disse o tenente Rosenildo Pires, do Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul.
Os bombeiros orientam que ao se depararem com animais silvestres em áreas urbanas, moradores devem manter distância e acionar o número 193.
“Embora elas estivessem numa árvore que, teoricamente, é o aspecto natural delas, elas estavam passivas de um acidente, de serem atropeladas por um carro, ou então alguém passar e arremessar pedras, tentando contra a vida desses animais. Por ser uma rota de muita trafegabilidade, tanto de pedestre como de veículos e motocicletas, é interessante que acionem o 193 que iremos fazer captura desses animais e devolver para outro habitat natural deles, longe da civilização, para proteger a integridade delas”, complementou o militar.
Artista J. Márcio é o responsável por várias esculturas espalhadas em Macapá. Foto: J.Márcio/Acervo pessoal
O artista visual J.Márcio é quem dá a vida a diversos monumentos culturais espalhados por Macapá (AP), com destaque ao protagonismo amapaense. Foi nas obras públicas que o artista ganhou um grande reconhecimento artístico.
O escultor conta que o um de seus principais desafios foi o projeto da praça Povos do Meio do Mundo, um monumento que se tornou um dos maiores da região Norte e foi visualizado em todo o Brasil.
“Foram 6 meses trabalhando arduamente, dia após dia, não tivemos momento de descanso. Lá foi um desafio muito grande para nós artistas locais, eu como assinei a obra estava lá diretamente fazendo também o trabalho”, disse o artista.
Praça Povos do Meio do Mundo, em Macapá. Foto: Mônica Peixoto/Rede Amazônica AP
Outra obra que é destaque do autor, está localizada na Praça Jacy Barata Jucá na Orla de Macapá: ‘Lavadeiras do Igarapé’, que representa as figuras ribeirinhas femininas.
“Tenho um carinho muito grande por aquela obra, porque ela interage diretamente com as pessoas, se abraçam, passeiam entre as lavadeiras, então para mim é muito gratificante saber que nossos espaços, os monumentos que a gente tá fazendo na cidade servem de contemplação”, contou o artista.
Obra na Praça Jacy Barata Jucá. Foto: Divulgação/PMM
O Açaízal
A mais recente obra é o ‘Açaízal’, localizado na Rampa do Açaí, na Orla de Macapá. A arte é repleta de elementos simbólicos que representam a cadeia produtiva do açaí, envolvendo quatro personagens envolvidos na produção.
“A cuia que a gente vê de fato, é uma semente de um caroço de açaí que germina e essa germinação é a cadeia produtiva do açaí, com o peconheiro que vai lá nas suas dificuldades, seja ela inverno ou verão ele tá lá subindo, traz ao povo da sua cidade, da sua casa, e de lá é transportada através dos barcos aqui da amazônia por esse rio majestoso”, disse.
O trabalho busca valorizar os regionais que trabalham com o açaí, desde o momento da colheita até o momento em que chega à mesa como refeição.
“É toda uma viagem, é todo um trabalho complexo, que sai de um caroço que germina e vai chegar aqui na rampa do açaí, onde vai ser distribuído pros nossos empreendedores e aqui a economia vai girar e vai chegar na nossa mesa aquele pratinho de açaí”, concluiu.
Obra ‘Açaízal’, na rampa do açaí. Foto: Emanuelle Gomes/PMM
O artista que é responsável por inúmeras outras obras no estado, destacou ainda que as obras devem ser apreciadas e preservadas, pois passam a ser parte da história.
“Nós temos a maior reserva da Amazônia aqui. Então nosso pedaço da Amazônia que é o Amapá tem que ser preservado e a gente tem que saber tirar proveito. A gente tem procurado levar essa didática nos nossos monumentos e isso tem dado certo, e eu espero que a sociedade também nos contribua preservando o ambiente e os espaços públicos”, finalizou J.Márcio.
J.Márcio
Desde os 15 anos, o artista se dedica à arte, com obras que refletem a identidade e a cultura do Amapá. Com uma carreira que abrange mais de uma década, ele se destacou como artista plástico.
J.Márcio é a mente por trás de inúmera obras em Macapá. Foto: Mônica Peixoto/Rede Amazônica AP
Tudo começou quando artistas da música o procuravam para divulgar seus eventos e shows com artes. Nessa época, ele também ia para a orla da cidade, para pintar barcos, onde aprimorou sua habilidade e paixão pela arte.
Atualmente J.Márcio é professor no Centro de Educação de Artes Visuais Cândido Portinari, onde leciona escultura, grafitagem, desenho e pintura desde o ano de 2009.
*Por Isadora Pereira e Mayra Carvalho, da Rede Amazônica AP
Experimento de recomposição de reserva legal em Mato Grosso. Foto:Gabriel Faria
Uma avaliação feita após oito anos de instalação de diferentes estratégias de restauração de reserva legal na Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, Mato Grosso, mostrou que em áreas com plantio de mudas a cobertura do solo pelas copas já superou os indicadores determinados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para aferir o êxito na revegetação. Porém, no que diz respeito à quantidade de regenerantes e a diversidade de espécies, o cenário observado ainda é insuficiente.
A Sema-MT estabelece três parâmetros que devem ser alcançados em até 20 anos para avaliação de sucesso na recomposição florestal em áreas com mais de quatro módulos fiscais. O primeiro é a cobertura do solo gerada pela copa das árvores com mais de dois metros de altura, que deve ser superior a 80% com espécies nativas. O segundo é a densidade de regenerantes com o mínimo de 3 mil indivíduos por hectare. O terceiro diz respeito à riqueza da diversidade, com ao menos 20 espécies diferentes entre os indivíduos regenerantes.
O pesquisador da Embrapa Florestas (PR) Ingo Isernhagen ressalta que a avaliação foi feita faltando 12 anos para o prazo final para atingir os parâmetros. Porém, os dados já são indicadores importantes considerando-se que se trata de uma área experimental:
O pesquisador da Embrapa Florestas (PR) Ingo Isernhagen. Foto: Gabriel Faria
“Este é o único experimento com esse nível de monitoramento e com essa idade que tenho conhecimento em Mato Grosso. É importante termos esses parâmetros para se pensar em possíveis intervenções para contribuir para o alcance dos indicadores definidos pela Sema. Mas não quer dizer que se deixarmos de mexer não vai acontecer nada”, avalia o pesquisador.
Tanto a legislação brasileira que trata sobre a proteção da vegetação nativa, conhecida como Novo Código Florestal Brasileiro (Lei Federal nº 12.651/2012), quanto o Decreto Estadual nº 1.491/2018 que aborda os Programas de Regularização Ambiental (PRA) definidos após análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) são recentes. No caso de Mato Grosso, os parâmetros adotados pela Sema se basearam nos poucos estudos existentes até então, alguns deles em outros biomas. Dessa forma, resultados da pesquisa conduzida na Embrapa Agrossilvipastoril podem contribuir para melhorias nos parâmetros adotados.
Os ensaios sobre restauração de reserva legal da Embrapa Agrossilvipastoril foram instalados em 2012 com o objetivo de gerar informações sobre as diferentes técnicas de adequação ambiental para a região médio-norte de Mato Grosso, considerando a possibilidade de uso econômico das áreas com produção de bens madeireiros e não madeireiros.
Reflorestamento com plantio de mudas atingiu elevado percentual de cobertura de copa em Mato Grosso. Foto:Gabriel Faria
Foram feitos tratamentos utilizando plantio de mudas, plantio direto de sementes ou semeadura à lanço e ainda a regeneração natural por meio do isolamento da área.
Foram usadas espécies nativas com diferentes propósitos, tanto considerando serviços ecossistêmicos quanto produção de frutos, essências e madeira. Conforme permite a lei, em um dos tratamentos com mudas também foi usado o eucalipto, que é uma espécie exótica, sendo uma fonte de renda a médio prazo que poderia compensar gastos com a recuperação da área. Na avaliação feita aos oito anos conforme parâmetros da Sema-MT só os tratamentos com plantio de mudas foram acompanhados.
Para se definir a área de cobertura do solo pela copa foram usados diferentes métodos, como forma de comparar os resultados de cada um deles. Além do método recomendado pela Sema, com observação a cada metro em uma parcela de 25m x 2m, foi utilizado o densiômetro de copa e quatro aplicativos gratuitos para esse fim: GLAMA Aplication, Canopy Capture, Canopy App e Canopy Cover Free.
Retirada de toras de eucalipto plantado em um dos tratamentos com plantio de mudas em Mato Grosso. Foto:Gabriel Faria
A leitura do densiômetro é subjetiva, por isso recomenda-se que uma mesma pessoa faça a avaliação de todos os talhões como forma de manter um padrão. Já os aplicativos utilizam a câmera do celular para calcular a área coberta.
“A percepção em campo é que, de forma geral, a aplicação dos métodos de detecção de cobertura de copa arbórea com o uso dos aplicativos, embora rápida, mostrou-se bastante sensível às variações de luminosidade geradas, por exemplo, pela passagem de nuvens e mesmo a movimentação das copas das árvores”, explica Ingo Isernhagen justificando o alto desvio padrão encontrado na leitura dos aplicativos.
Para todos os tratamentos avaliados, o aplicativo GLAMA e o protocolo Sema foram os que apresentaram os maiores valores de cobertura de copa.
Entre os tratamentos avaliados, aquele que teve menor percentual de cobertura de copa foi justamente aquele com eucalipto. Isso ocorreu tanto pela retirada de árvores no primeiro desbaste feito, quanto pela mortalidade de alguns indivíduos devido ao ataque de formigas.
A avaliação aos oito anos mostrou que a área experimental da Embrapa Agrossilvipastoril ainda está longe de atingir o indicador estipulado pela Sema-MT aos 20 anos no que diz respeito aos regenerantes. O tratamento que teve maior número de regenerantes teve 1.083 indivíduos por hectare, enquanto o que teve menor número só foram encontrados 483 indivíduos em um hectare.
Experimento de recomposição de reserva legal em Mato Grosso. Foto:Gabriel Faria
No que diz respeito à riqueza da diversidade, os dois tratamentos com melhor desempenho possuem dez espécies e o pior desempenho possui apenas cinco espécies.
Esses resultados parciais levam à discussão sobre possíveis intervenções na área, como podas de árvores para maior entrada de luz no sub-bosque, plantio de novas mudas ou semeadura.
“Estamos articulando com potenciais parceiros em busca da viabilização de recursos para insumos e mão-de-obra que possibilitem fazer as intervenções para termos cenários com e sem intervenção ao longo do tempo”, explica Diego Alves Antônio, engenheiro florestal e analista da Embrapa.
Há ainda a possibilidade de os oito anos da avaliação serem pouco tempo para a evolução desses indicadores. Isernhagen lembra que nos próximos anos haverá morte de árvores de ciclo mais curto, como embaúbas, abrindo clareiras e que a serrapilheira depositada seguirá melhorando as condições químicas e físicas do solo. Há também a tendência de maior circulação de animais dispersores de sementes com o bosque formado.
“Nosso objetivo é trazer contribuições para os produtores que precisam recuperar suas áreas, quer seja apenas para atingir os parâmetros exigidos pela Sema, quer seja para obter renda com a exploração econômica de madeira, frutos e essências produzidas na área recuperada”, declara Isernhagen.
Além dos três parâmetros determinados pela Sema-MT, também está sendo avaliado no experimento o aporte de carbono no solo. Uma pesquisa futura, realizada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), irá avaliar o estoque de carbono na biomassa das árvores.
Há décadas a Embrapa imprime esforços visando à restauração de ambientes degradados, que geraram dezenas de projetos para este fim.
Em um trabalho recente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), iniciado em 2024, e intitulado Florestas Produtivas, a Embrapa Florestas tem contribuído por meio dos Sistemas Agroflorestais de Referência e sua viabilidade financeira, que visam à mitigação da fome e mudanças climáticas. Esses sistemas agroflorestais estão sendo adaptados às realidades locais e começaram a ser implantados primeiramente no Bioma Amazônia, em assentamentos no Pará e no Maranhão, e seguirão pelo Cerrado, Mata Atlântica, e demais biomas, integrando ações.
Outra ação importante a ser realizada pela Embrapa para recuperar ecossistemas degradados, aliando conservação ambiental e produção agrícola sustentável consistirá no resgate de projetos bem-sucedidos antigos que foram, no entanto, descontinuados com o passar do tempo. Ambos enfatizam a necessidade de viabilidade econômica e inclusão social, garantindo que as soluções sejam aplicáveis em larga escala. Com a organização desses dados e sua disponibilização em rede, será possível integrar as diversas tecnologias já criadas pela Embrapa.
“Estamos chamando este trabalho de restauração produtiva e vamos começar com três estados, Pará, Maranhão e Mato Grosso, para, justamente, em Unidades de Referência Tecnológica (URTs) restaurar áreas degradadas com viés de produção, e utilizar vários métodos e tecnologias já consagrados, pela Embrapa. Com boa gestão, terão produção elevada, mantendo o solo conservado, água limpa, evitando erosão, que vão agregar mais valor e renda àquela propriedade, com a comercialização dos seus produtos.
Estes vão gerar as informações com coeficientes técnicos e indicadores financeiros que gerarão subsídios para auxiliar políticas públicas, e assim para ganhar escala. Esse é o viés social, que envolve mais famílias”, explica Marcelo Arco-Verde, chefe-geral da Embrapa Florestas.
Buscando articular pesquisadores e iniciativas como estas, surgiu há menos de um ano o RestauraBio, uma rede colaborativa dentro da Embrapa, que atua no mapeamento de projetos antigos e na estruturação de novos, como as Unidades de Referência Tecnológica (URTs). “A rede é uma facilitadora, integrando projetos como Florestas Produtivas e o resgate de dados antigos. Sua governança ainda está em construção, mas seu papel é vital para evitar a fragmentação do conhecimento”, frisa Arco-Verde.
Três nomes disputam votação para filhotes de peixe-boi-da-Amazônia. Foto: divulgação
Dois filhotes de peixe-boi-da-Amazônia, espécie símbolo e ameaçada da região, terão os nomes escolhidos pelo público em uma campanha interativa nas redes sociais. As três combinações de nomes finais foram definidos. Veja abaixo.
A ação tem como objetivo envolver a sociedade na preservação da biodiversidade amazônica e dar visibilidade ao trabalho de conservação.
Os três nomes finais que devem ser escolhidos são:
Morena e Carabá – Referências ao rio Uatumã: Morena é o nome de uma cachoeira do rio e Carabá é um afluente do rio.
Amana e Porã – Palavras de origem tupi-guarani que celebram a natureza: Amana significa “chuva” ou “água que vem do céu”, e Porã quer dizer “bonito” ou “belo”.
Mel e Açaí – Alimentos tradicionais do Brasil que também representam o sabor, a biodiversidade e a cultura da região do Centro.
Filhote de peixe-boi. Foto: divulgação
Os filhotes nasceram no Centro de Preservação e Pesquisa de Mamíferos e Quelônios Aquáticos (CPPMQA), localizado próximo à Usina Hidrelétrica de Balbina, em Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas. O centro, ativo desde 1985, cuida da reabilitação e monitoramento de peixes-bois e outras espécies ameaçadas da região.
Como participar da campanha:
Vote entre três opções selecionadas para cada filhote pelo Instagram (@eletrobrasoficial).
A votação será acompanhada pela Rede Amazônica.
Os nomes escolhidos serão divulgados em 23 de junho.