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Documentário retrata trajetória antropológica de Mário Ypiranga Monteiro e Moacir Andrade em Manaus

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Obra de Moacir de Andrade. Foto: Sérgio Ivan Gil Braga/Arquivo pessoal do pesquisador

As contribuições antropológicas e culturais de Mário Ypiranga Monteiro e Moacir de Andrade foram a base de um projeto apoiado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que resultou em um documentário, no qual apresenta os estilos de descrição etnográfica e formas de interpretação antropológicas desenvolvidas pelos autores amazonenses.

Desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e coordenado pelo doutor em Antropologia, Sérgio Ivan Gil Braga, a pesquisa ‘Trajetórias de vida e antropologia em Mário Ypiranga Monteiro e Moacir Andrade’ foi realizada no âmbito do Programa Humanitas CT&I – Edital nº 005/2022.

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Para realizar o projeto, os pesquisadores priorizaram as bibliografias dos autores e fontes primárias envolvendo documentos e correspondências de Mário Ypiranga, desenhos e artes plásticas de Moacir Andrade, livros e artigos publicados em jornais, objetos pessoais como cadernos e cadernetas de campo de Mário Ypiranga.

A dedicação diária dos pesquisadores nesses dois anos resultou no documentário de mais de seis minutos, com uma linguagem acessível e com a participação de toda a equipe da pesquisa, explicando ao público os objetivos, procedimentos e resultados alcançados da pesquisa.

O estudo também resultou em um livro com o mesmo nome do documentário e uma coletânea de textos que serão lançados em breve.

Para o coordenador da pesquisa, Mário e Moacir podem ser vistos como verdadeiros “guardiões” da cultura regional no âmbito do Amazonas.

“Com muita satisfação, encontramos em Mário e Moacir, uma antropologia baseada em um conhecimento prático, consubstanciada nas próprias vivências desses autores e nas etnografias que produziram em suas bibliografias”, explanou Sérgio Ivan Gil Braga.

Para o doutor em Ciências Humanas, o apoio da Fapeam foi fundamental para divulgação científica no Amazonas, além de ser crucial para aquisição de equipamentos.

“Reconhecemos que o apoio da Fapeam foi inestimável para a realização desta pesquisa, pois contamos com financiamento para aquisição de equipamentos e custeio para divulgação de resultados da pesquisa, através da produção de um vídeo documentário e publicação de livros. Sem a Fapeam não teríamos condições de realizar esta pesquisa”, ressaltou.

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Influências na escrita

Nos documentos analisados de Mário Ypiranga Monteiro, os pesquisadores indentificaram influência da Antropologia Cultural de Franz Boas, de Ruth Benedict, antropóloga norte-americana e citações do antropólogo Bronislaw Malinowski. Por outro lado, Moacir Andrade priorizava a descrição de certas memórias vividas no passado, não raro em seu tempo de criança e adolescência, lançando mão do recurso de narrativas de situações e acontecimentos vários, considerados importantes para este autor, na abordagem dos temas amazônicos.

Também foi observado que Mário Ypiranga tinha a preocupação em promover as opiniões de seus interlocutores, bem como observação de aspectos éticos na pesquisa, como a não revelação da identidade dos colaboradores e o respeito às determinações e vontades deles, sobre o que achavam por bem contribuir nas investigações.

Leia também: Moacir Couto de Andrade, um Amigo, uma Saudade

Por outro lado, Moacir Andrade poderia ser comparado à imagem do “flaneur” de Walter Benjamin, na exata medida, em que o pesquisador se deixava levar pelos domínios da cidade ou mesmo em suas viagens pelo interior do Amazonas. Uma maneira interessante de “viver” diferentes realidades e, ao mesmo tempo, observar o que lhe chamava à atenção em suas pesquisas.

Sobre as expectativas do projeto a longo prazo, os pesquisadores pretendem dar continuidade aos estudos sobre o pensamento antropológico da Amazônia, priorizando para análise autores como João Barbosa Rodrigues (1842-1909) e Manuel Nunes Pereira (1893-1995), entre outros.

*Com informações da Fapeam 

Trans e Travestis: pesquisa etnográfica flagra transfobia e racismo nas ruas de Belém

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Pesquisa sobre transfobia busca contribuir para o desenvolvimento desse campo de pesquisa em Belém. Foto: Reprodução/Acervo de da pesquisa

Já parou para pensar como pessoas trans e travestis transitam pela cidade no dia a dia? Apesar de o ato de andar e conviver nos espaços da cidade ser algo tão simples, para pessoas transgênero pode ser um pesadelo. Essa socialização, que já é difícil para trans e travestis, fica pior quando essas pessoas são negras, pois, além da transfobia, elas também ficam à mercê do racismo. Para quem é cisgênero e acredita que pessoas trans e travestis vivem à margem da sociedade, encontrá-las “sob a luz do dia” causa estranheza e olhares de julgamento.

A tese ‘Olhares da/na ci(s)dade: transexualidades/travestilidades, raça e práticas nos espaços citadinos de Belém – “em plena luz do dia”’, do antropólogo Gleidson Gomes, busca entender como pessoas trans e travestis, interlocutoras(es) da pesquisa, transitam não só no gênero, mas também na cidade, em Belém (PA). Inserida na Linha de pesquisa Antropologia Urbana, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA/IFCH), a tese procura contribuir para o desenvolvimento desse campo de pesquisa em Belém.

Leia também: O Dia Internacional de Combate à Homofobia e à Transfobia reforça a importância de debate sobre diversidade e respeito

Inicialmente, o estudo tinha outros rumos, mas, ao assistir à palestra de Rafael Carmo, homem trans negro, em 2018, o autor chegou ao tema atual. O antropólogo conta que as falas de Rafael Carmo sobre transexualidade chamaram sua atenção e daí surgiu a ideia da pesquisa.

O autor utilizou a etnografia como metodologia de pesquisa, que consiste em reunir a vivência e a observação nos espaços pesquisados.

“Na Antropologia, entendemos que etnografia é método e teoria. A etnografia moderna se caracteriza pela convivência com um grupo social por determinado período de tempo, durante o qual, o/a pesquisador/a observa as características desse grupo, suas relações e cultura”, explica Gleidson.

Dados de campo foram obtidos durante caminhadas

O estudo apresenta relatos nos quais as(os) interlocutoras(es) refletem sobre suas vivências e atribuem sentido a elas. O autor utiliza a etnografia de rua como técnica de pesquisa para a construção das histórias de vida. As caminhadas pela cidade foram uma forma de “extrair”, desses “momentos etnográficos”, os dados de campo. Nessa etapa, destacou-se o olhar direcionado às pessoas trans e travestis, pois é no olhar que ocorre boa parte das interações silenciosas. Algumas das experiências vividas pelos interlocutores são de perseguição, transfobia ou mudança de espaços de convívio para sua própria proteção.

O estudo teve três objetivos específicos: o primeiro, com base nas narrativas dos interlocutores, era compreender como foi o processo de transição de gênero; o segundo era analisar quais conflitos de gênero e raça estiveram implicados nesses processos e o terceiro era descrever e interpretar como se figuram as práticas dos espaços citadinos de Belém pelas pessoas trans e travestis interlocutoras(es) na pesquisa.

Parada LGBT+ em Belém, em 2023. Foto: Rodrigo Pinheiro /Agência Pará

O argumento central da tese é que, ao transitarem por Belém em plena luz do dia, as pessoas trans e travestis deparam–se com formas variadas de resistência à sua presença, tendo que conviver com a sensação de não pertencimento à ci(s)dade.

O autor realizou entrevista com cinco interlocutoras(es). Das questões levantadas em campo, estão os conflitos das pessoas trans e travestis com as normas de gênero impostas e a divisão cisgenerificada e racializada. O estudo também contemplou uma experiência do cotidiano em Belém, percebida nas interações e performances diárias, captadas nos microgestos (olhares e expressões faciais), quase sempre, de rejeição à presença de trans e travestis em locais públicos da ci(s)dade. Segundo as(os) interlocutoras(es), é o que mais as(os) incomoda.

Transfobia agrava as situações de racismo

Além da transfobia, o racismo também era percebido pelos interlocutores. Pessoas trans e travestis vivenciam o racismo de diferentes maneiras, antes e depois da transição de gênero. O sofrimento ocorre tanto em um corpo feminino quanto em um corpo masculino dentro dos padrões de gênero de uma sociedade cisgenerificada. Nesse caso, as situações de racismo são parecidas com as que ocorrem com pessoas cis pretas, contudo, agravadas por serem pessoas trans e travestis.

Uma hipótese levantada é que os espaços de prostituição na cidade não são mais espaços “privilegiados” da socialização de pessoas trans e travestis nem as referências de mulheres trans e travestis são travestis que trabalham como prostitutas. A suposição é que esse cenário tenha mudado.

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Em Belém, estudos realizados citam como espaços de sociabilidade da comunidade LGBTQIAP+ a Praça da República e os bairros centrais. Atualmente, pesquisas mostram que o Centro ainda é o espaço de maior trânsito da comunidade, mas os espaços se estendem a bairros como Guamá, Marambaia e Cremação. É também na Praça da República que ocorre uma das manifestações LGBTQIAP+ mais antigas do país: a Festa da Chiquita.

Para Gleidson Gomes, entre as narrativas mais emocionantes, está a de uma mulher trans que, ao iniciar seu processo de transição, precisava vestir roupas masculinas em casa, vestindo-se como mulher apenas quando estava fora da sua residência. Ao voltar para casa, ela precisava se “descaracterizar” nova mente. Certo dia, durante o processo de pesquisa, Gleidson recebeu a notícia de que esta interlocutora foi encontrada sem vida, em um rio de Belém.

Sobre a pesquisa

A dissertação ‘Olhares da/na ci(s)dade: transexualidades/travestilidades, raça e práticas nos espaços citadinos de Belém-PA “em plena luz do dia”’ foi defendida por Gleidson Gomes, em 2023, no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA/ IFCH) da Universidade Federal do Pará, com orientação do professor Flávio Leonel Silveira.

 *O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal Beira do Rio, da UFPA, edição 174, escrito por Vinicius Gonçalves

​​Inscrições para o ‘Amazon On 2025’ começam na segunda semana de junho

Edição do Amazon On em 2025 acontece em agosto. Foto: Divulgação

As inscrições para o Amazon On Connectivity & Sustainability 2025 serão abertas na segunda semana de junho. O evento reunirá, em Manaus (AM), nos dias 20 e 21 de agosto, especialistas em tecnologia e sustentabilidade, empresas multinacionais e locais, autoridades públicas e entidades internacionais. Serão debatidas soluções que aliam tecnologia e sustentabilidade para impulsionar a inclusão digital e desenvolvimento sustentável na região. O evento é gratuito e as inscrições poderão ser feitas pelo site oficial.

Leia também: Segunda edição do ‘Amazon On’ abordará soluções tecnológicas e sustentáveis para a Amazônia

A segunda edição do ‘Amazon On’ contará  com múltiplos painéis e palestras com especialistas em tecnologia, conectividade, sustentabilidade e impacto social. Também haverá exposição de tecnologias aplicadas à preservação ambiental e ao acesso à internet, além de debates com representantes de povos originários sobre os desafios e as possibilidades para a infraestrutura e a conectividade nos territórios tradicionais.  

A programação inclui ainda um ‘pitch’ de startups que estão desenvolvendo soluções sustentáveis para a região. O objetivo é destacar como a tecnologia pode viabilizar soluções inovadoras alinhadas à agenda climática, contribuindo para o desenvolvimento regional e para ações de adaptação e mitigação dos impactos socioambientais.

Edição de 2024 do Amazon On. Foto: Isabelle Lima/Portal Amazônia

Durante os dois dias de programação, serão realizados oito painéis, que abordarão os temas:

– Energias renováveis: Uma nova era de fontes alternativas;

– Impacto da Inteligência Artificial nas mudanças climáticas;

– Da Amazônia para o mundo 1: experiências locais em conectividade e sustentabilidade influenciando o planeta;

– A tecnologia no monitoramento e no enfrentamento das mudanças climáticas;

– O financiamento da transição digital verde;

– Da Amazônia para o mundo 2: experiências locais em conectividade e sustentabilidade influenciando o planeta;

– A cooperação internacional para impulsionar a transição verde;

– COP30: Como o setor digital pode ser afetado –  avanços e oportunidades.

O evento também terá duas sessões com debates sobre o tema “Da Amazônia para o mundo: experiências locais em conectividade e sustentabilidade influenciando o planeta”, que vão apresentar as soluções sustentáveis já em prática na região.

O coordenador do evento, Moisés Moreira, destaca a relação dos temas do Amazon On com áreas de interesse do setor industrial, sobretudo de empresas da Zona Franca de Manaus:

“A indústria na Amazônia tem a sustentabilidade como um fator essencial para a governança de seus processos e na busca pela construção do verdadeiro desenvolvimento sustentável. E o evento deste ano [2025] tem sido pensado para envolver essas empresas nesse processo de desenvolvimento sustentável”.

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Moisés também ressalta que os temas debatidos no Amazon On incluem pautas que auxiliam a indústria a empregar inteligência artificial e outras soluções tecnológicas para reduzir consumo de eletricidade, de água e a geração de resíduos, e abordam alternativas sustentáveis para geração de energia e conectividade em comunidades isoladas na Amazônia.

Além dos painéis, palestras e exposições, o evento também é uma oportunidade para conectar-se com profissionais e empresas que atuam nos setores de tecnologia, inovação, conectividade e sustentabilidade. “Faz parte do propósito do Amazon On a construção de uma rede de colaboração entre ONGs, governos, centros de pesquisas, startups e grandes empresas”, lembra Moisés.

O Amazon On 2025 é idealizado pela MMoreira Consult e tem o apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Rede Amazônia e Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O evento acontecerá no Centro de Convenções Vasco Vasques, na avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, zona oeste de Manaus, nos dias 20 e 21 de agosto.

Você sabia que a Rodovia Transamazônica conecta o Amazonas e a Paraíba?

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Pavimentação realizada pelo DNIT entre Novo Repartimento e Anapu, no Pará, em 2023. Foto: Reprodução/DNIT

É isso mesmo. Conhecida como Rodovia Transamazônica, trata-se de obra que surgiu durante a Ditadura Militar: a BR-230. Ela foi criada em uma época em que era chamado o ano do ‘milagre brasileiro’ com o objetivo de conectar o Nordeste ao Norte do País. São mais de 4 mil km, passando por sete Estados e cruzando três diferentes ecossistemas do Brasil.

Por isso, ainda que a pavimentação são seja em toda a rodovia e existam muitas discussões sobre o impacto de sua implementação no meio ambiente, a rodovia conecta o Nordeste (ao extremo a rodovia leste se inicia na cidade de Cebedelo, na Paraíba, o ‘marco 0’) ao Norte do país (mais precisamente o extremo oeste, na cidade de Lábrea, no Amazonas.

Leia também: Rodovias da Amazônia: conheça as estradas que integram a região

A Transamazônica era é uma das propagandas mais destacadas do regime militar e foi lançada oficialmente em 09/10/1970. Ela acabou sendo inaugurada ainda inacabada, no dia 27/08/1972. Originalmente, o projeto era que se previa cerca de 8.000 km de estrada ligando o país “do Atlântico ao Pacífico”, cruzando o Brasil e seguindo até os países vizinhos Peru e Equador.

A pavimentação da via, segundo informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), ainda não está completa e 41% (1.753 km) ainda não tem asfalto. Por isso, o tráfego, principalmente de cargas como grãos, é difícil na rodovia. No período de chuvas (outubro a março) é ainda mais complicado. São necessárias, pelo menos, 70 horas de viagem para cruzar toda a rodovia.

Extensão da BR-230. Foto: Reprodução/Google Maps

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Por onde ela passa?

Ao todo, como dito anteriormente, são sete estados atravessados pela BR-230:

Paraíba (nos municípios de: Cabedelo, João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cruz do Espírito Santo, Sobrado, Caldas Brandão, Gurinhém, Mogeiro, Ingá, Riachão do Bacamarte, São Miguel de Taipu, Massaranduba, Campina Grande, Soledade, Juazeirinho, Junco do Seridó, Santa Luzia, São Mamede, Patos, Malta, Condado, São Bentinho, Pombal, Aparecida, Sousa, Marizópolis, Cajazeiras e Bom Jesus);

Ceará (nos municípios de: Ipaumirim, Lavras da Mangabeira, Várzea Alegre, Farias Brito, Assaré, Antonina do Norte e Campos Sales);

Piauí (nos municípios de: Fronteiras, Vila Nova do Piauí, Campo Grande do Piauí, Santo Antônio de Lisboa, Picos, Dom Expedito Lopes, São João da Varjota, Oeiras, Nazaré do Piauí e Floriano);

Maranhão (nos municípios de: Barão de Grajaú, São João dos Patos, Pastos Bons, São Domingos do Azeitão, São Raimundo das Mangabeiras, Balsas, Riachão, Carolina e Estreito);

Tocantins (nos municípios de: Aguiarnópolis, Nazaré/Santa Terezinha do Tocantins, Luzinópolis, Cachoeirinha, São Bento do Tocantins e Araguatins);

Pará (nos municípios de: Palestina do Pará, Brejo Grande do Araguaia, São Domingos do Araguaia, Marabá, Itupiranga, Novo Repartimento, Pacajá, Anapu, Altamira, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará, Placas, Rurópolis, Itaituba e Jacareacanga);

Amazonas (nos municípios de: Maués, Apuí, Novo Aripuanã, Manicoré, Humaitá, Canutama e, por fim, Lábrea).

*Com informações da Agência Brasil, DNIT e Agência Cidades

Dia Mundial do Meio Ambiente: 8 dicas para usar menos plástico em viagens na natureza

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Dicas para usar menos plástico no meio ambiente. Foto: divulgação

Neste 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente chama atenção para um dos maiores desafios contemporâneos: a poluição plástica. Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data é dedicada à reflexão sobre a urgência da preservação ambiental.

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Em 2025, o tema escolhido é “O fim da poluição plástica global”, e reforça o alerta sobre os impactos do consumo excessivo de plástico, que já ultrapassam os oceanos e alcançam os corpos humanos, a cadeia alimentar e ecossistemas inteiros.

De acordo com a Oceana, ONG internacional que defende a preservação dos mares, o Brasil está entre os maiores poluidores plásticos do planeta, com 1,3 milhão de toneladas do material no oceano. No setor de turismo, o ecoturismo vem se consolidando como uma alternativa viável e educativa para quem quer explorar o mundo com menor impacto ambiental.

Leia também: Dia do Meio Ambiente: conheça os projetos da Fundação Rede Amazônica voltados à preservação ambiental

meio ambiente

Leia também: Crianças indígenas entregam manifesto pelo meio ambiente a ministras

Com base na atuação da plataforma PlanetaEXO no segmento de turismo de natureza e de baixo impacto, foram reunidas algumas orientações simples e eficazes para reduzir o uso de plásticos durante viagens. Segundo Lucas Ribeiro, fundador do PlanetaEXO, ao proporcionar experiências em áreas remotas e ambientalmente sensíveis, contribui para aumentar a conscientização sobre os impactos da poluição plástica. “As pessoas voltam transformadas. Esse impacto pessoal pode ser o primeiro passo para mudanças mais amplas”, destaca.

Confira as dicas abaixo:

1. Leve sua própria garrafa reutilizável
Garrafas plásticas continuam entre os principais resíduos encontrados em trilhas, rios e praias. Para evitar o descarte desse material, leve sempre uma garrafa reutilizável. Modelos com isolamento térmico ou filtro são ideais para manter a água fresca e segura durante expedições longas, sem depender de embalagens descartáveis.

2. Diga não a embalagens plásticas em trilhas
Evite o consumo de lanches industrializados, como barras de cereal ou salgadinhos, que geram resíduos difíceis de gerenciar em áreas naturais. Prefira alimentos frescos ou secos levados em potes reutilizáveis, panos encerados ou sacos de tecido. Além de reduzir o lixo, você incentiva um consumo mais consciente.

3. Informe-se e compartilhe
Antes de viajar, conheça os impactos da poluição plástica na região e as boas práticas adotadas localmente. Durante a viagem, compartilhe esse conhecimento com outras pessoas, seja em uma conversa ou pelas redes sociais. O exemplo individual ajuda a formar uma cultura coletiva de respeito ao meio ambiente.

4. Escolha protetores solares sem plástico e microplásticos
Muitos protetores solares vêm em embalagens plásticas e ainda contêm microplásticos em sua composição, que acabam indo parar nos rios e mares, afetando diretamente a vida aquática. Prefira opções biodegradáveis, livres de plástico e com embalagens sólidas ou refiláveis. É uma escolha simples que reduz seu impacto ambiental sem comprometer a proteção da pele.

5. Incentive e apoie comunidades locais que reciclam
Em muitos destinos naturais, a gestão de resíduos é feita por cooperativas ou pequenos grupos locais. Apoiar essas iniciativas, seja contratando seus serviços ou comprando produtos reciclados, fortalece a economia da região e contribui diretamente para a redução de plásticos descartados de forma irregular.

6. Armazene seu lixo até encontrar o descarte correto
Em trilhas ou regiões remotas, pode ser difícil encontrar lixeiras ou pontos de coleta. Por isso, leve uma sacola resistente para guardar seu lixo até poder descartá-lo de forma adequada. É uma atitude básica, mas essencial para evitar o acúmulo de resíduos em áreas protegidas.

7. Evite snacks embalados industrialmente em trilhas
Além de gerarem mais lixo, esses produtos geralmente não são reaproveitáveis ou recicláveis em campo. Prepare seus próprios lanches com antecedência ou compre a granel. Isso evita o uso de plásticos descartáveis e ainda permite escolhas alimentares mais saudáveis e econômicas.

8. Reutilize potes de vidro ou silicone para guardar alimentos
Esses recipientes são duráveis, seguros e versáteis. Servem para armazenar lanches, restos de comida ou mesmo itens de higiene pessoal, como sabonetes ou cremes. Ao evitar embalagens descartáveis, você reduz o impacto da sua presença nos locais visitados.

Trilha Chico Mendes. Foto: divulgação

Segundo Lucas Ribeiro, reduzir o uso de plástico durante uma viagem não exige grandes esforços, apenas mais atenção às escolhas feitas em cada etapa, do planejamento à estadia no destino. Para ele, cada atitude conta e pode gerar um impacto direto no meio ambiente. Embora o ecoturismo não seja uma solução isolada para a crise do plástico, Ribeiro acredita que ele faz parte do caminho.

“O ecoturismo conecta as pessoas à natureza, incentiva hábitos mais conscientes e apoia comunidades que vivem da preservação. É por meio dessa vivência que muitos viajantes passam a repensar suas práticas no dia a dia”, afirma.

O blog do PlanetaEXO reúne sugestões práticas para quem deseja adotar hábitos mais sustentáveis durante viagens, com foco na redução do uso de plástico em experiências de ecoturismo.

Leia também: Boi Caprichoso se une a projeto de conservação do Ministério do Meio Ambiente, PNUD e Ipaam

Sobre o Planeta EXO

O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo dedicada a conectar viajantes do mundo inteiro a experiências sustentáveis e autênticas no Brasil. Com o compromisso de apoiar comunidades locais e proteger o meio ambiente, o PlanetaEXO promove o turismo como uma força transformadora para a conservação e o desenvolvimento sustentável. Por meio de parcerias com operadoras locais, a empresa divulga as belezas naturais do Brasil para o mundo, com foco em promover um turismo mais consciente e responsável.

Dia do Meio Ambiente: teste no quiz se você sabe algumas inverdades sobre a Amazônia

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No Dia Internacional do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, não tem como não pensar na Amazônia. Sua dimensão e importância para a preservação da vida no planeta são fundamentais e geram diversas discussões.

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Por conta disso, muitas vezes algumas informações difundidas não são corretas e até mesmo algumas inverdades acabam sendo adotadas por aí.

Confira no quiz algumas dessas questões e teste seus conhecimentos:

Dia do Meio Ambiente: A Amazônia não é cenário — é protagonista da vida no planeta

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Comunidade ribeirinha na Amazônia. Foto: Adriano Gambarini/Instituto Mamirauá

Por Olimpio Guarany

No Dia Mundial do Meio Ambiente, a Amazônia não pede licença — ela se impõe.

Com seus rios que cortam fronteiras, suas árvores que tocam o céu e seus povos que vivem em profunda conexão com a terra, a Amazônia é muito mais do que uma pauta ambiental: ela é uma chance real de futuro.

Para nós, amazônidas, o meio ambiente nunca foi apenas um tema de conferência ou um slogan de campanha. Aqui, o meio ambiente é o quintal da casa, a água que se bebe, o alimento que se colhe, o som do tambor que ecoa nos festejos populares, o conhecimento que passa de geração em geração.

Em 2025, o mundo vai olhar para nós. A COP 30 será realizada em Belém do Pará, pela primeira vez em território amazônico. Será a hora e o lugar para que a floresta fale — e que o mundo escute.

Mas o que a Amazônia tem a dizer?

Ela fala de urgência, porque é nela que os efeitos da crise climática já são sentidos com força. O regime de chuvas alterado, a seca histórica dos rios em 2023, a perda acelerada da biodiversidade e o aumento das queimadas são sinais de um ecossistema pressionado ao limite. Estudos mostram que já perdemos cerca de 20% da floresta original — e o ponto de não retorno, quando a Amazônia deixaria de ser floresta para se transformar em savana, está perigosamente próximo.

Ela fala de sabedoria, porque seus povos conhecem formas de viver em equilíbrio com a natureza. Povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, extrativistas e agricultores familiares têm tecnologias sociais, práticas sustentáveis e modos de vida que garantem a conservação da floresta. Eles não são obstáculos ao progresso — são guardiões do futuro.

Ela fala de resistência, porque tem enfrentado a exploração predatória e a indiferença histórica. Por séculos, a Amazônia foi vista como terra distante, a ser explorada, ocupada ou ignorada. Mas essa narrativa está mudando. E precisa mudar de vez.

Neste dia simbólico, é preciso lembrar: não há solução para o clima sem a Amazônia viva.

Por do sol na floresta amazônica. Foto: Reprodução/Conexão Planeta

É hora de valorizar a ciência que brota da floresta, os saberes ancestrais que nela habitam, a cultura que pulsa em seus territórios, e os projetos sustentáveis que unem economia, inclusão e conservação. Bioeconomia, restauração florestal, energias limpas, manejo comunitário e certificação de produtos da sociobiodiversidade são caminhos reais — mas precisam de apoio, visibilidade e investimento.

A COP 30 precisa ser mais do que uma reunião diplomática. Ela precisa ser uma oportunidade de escuta dos povos da floresta, de pactos concretos para frear o desmatamento, de compromissos com a justiça climática e com o desenvolvimento de baixo carbono. E quem vive aqui tem muito a contribuir — com voz própria, e não como figurante de discursos prontos.

Que o Dia do Meio Ambiente não seja apenas lembrança, mas chamado.

Chamado à escuta.
Chamado à ação.
Chamado à responsabilidade.

Porque a Amazônia não é o pulmão do mundo.
Ela é o coração de um planeta que ainda pode pulsar mais forte — se aprendermos a respeitá-la.

Sobre o autor

Olimpio Guarany é jornalista, documentarista, economista e professor universitário. Realizou a expedição histórica, navegando o rio Amazonas, desde a foz até o rio Napo (Peru) por onde atingiu o sopé da cordilheira dos Andes e depois subiu a Quito, Equador (2020-2022), refazendo a saga de Pedro Teixeira, o conquistador da Amazônia (1637-1639).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Territórios indígenas poderão comercializar créditos de biodiversidade com certificação própria

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Territórios indígenas poderão comercializar créditos de biodiversidade. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom

O Instituto LIFE, integrante do Fórum da Aliança Global de Créditos de Biodiversidade, deu início à elaboração de diretrizes específicas para a certificação de territórios indígenas, com o objetivo de viabilizar a futura comercialização de créditos de biodiversidade nestas áreas.

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A iniciativa foi anunciada após a participação do Instituto em um workshop da COP 16 da Biodiversidade, realizado em Cali, na Colômbia, e responde à crescente demanda de lideranças indígenas por mecanismos que respeitem suas especificidades culturais e assegurem a integridade ambiental de seus territórios, ao mesmo tempo em que garantem condições de participação neste novo mercado.

Leia também: Indígenas de Roraima mantêm tradição na produção artesanal de farinha e vendem até para a Guiana

Territórios indígenas
Territórios indígenas poderão comercializar créditos de biodiversidade. Foto: Arewana Juruna.

Leia também: Agricultores e povos indígenas conservam 70 mil hectares de florestas amazônicas

O projeto foi impulsionado pela demanda dos povos indígenas da etnia Parintintins dos territórios Ipixuna e 9 de janeiro, em Rondônia, através do desenvolvimento de projetos com consultores da Rede Expert LIFE (grupo de consultores treinados e credenciados pelo sistema de certificação). O interesse e a demanda tornaram evidente a necessidade de adaptar a metodologia LIFE à realidade destes povos e territórios, considerando se tratarem de situações especiais que requerem devida atenção.

A primeira etapa da iniciativa prevê uma visita de campo a estas duas terras indígenas em Rondônia, programada para maio, como parte de um projeto da organização InCarbon, aprovado pelo CNPq. Neste momento, o Instituto LIFE participará desta primeira ação como observador, para entender as especificidades e demandas locais, bem como os principais desafios envolvidos no processo.

“Estamos comprometidos em construir de forma participativa regras próprias que respeitem a cultura, os direitos e os interesses dos povos indígenas, garantindo a integridade dos créditos de biodiversidade, ao mesmo tempo em que respeitamos o compromisso que sempre tivemos com as evidências da conservação. Chegar a um acordo sobre estes indicadores será o nosso grande desafio”, afirma Regiane Borsato, diretora executiva do Instituto LIFE.

Leia também: Estudo mostra que indígenas tiveram papel crucial na disseminação da mandioca nas Américas

Territórios indígenas
Indígenas desempenhando um papel estratégico na preservação ambiental em suas aldeias. Foto: Acervo/Secom.

Leia também: Pará irá lançar Caravana Climática Rumo à COP 30 em Terras Indígenas

De acordo com relatório recente da Taskforce on Nature Markets, o mercado de créditos de biodiversidade deve crescer de forma significativa nos próximos anos, com destaque para a necessidade de alta integridade nos projetos — especialmente aqueles localizados em áreas tradicionais. O Brasil, com sua vasta diversidade biológica e sociocultural, desempenha papel estratégico nesse cenário. No entanto, a atuação em territórios indígenas exige protocolos éticos, claros e alinhados aos princípios de consulta livre, prévia e informada.

O Instituto LIFE reiterou que, enquanto estiver em andamento o processo de construção participativa das diretrizes de certificação para esses casos, não será emitida nenhuma certificação para territórios indígenas em seu sistema.

“Nosso compromisso é construir com as comunidades indígenas uma norma específica para estas condições, a qual permita avaliar a conservação da biodiversidade nestes territórios, possibilitando que sejam beneficiados de maneira justa e transparente pelos créditos de biodiversidade. Em um momento marcado por intensas discussões e embates sobre a destinação das unidades de conservação no Brasil, esta missão se torna ainda mais desafiadora”, afirma Borsato.

Leia também: Cultivo de mandioca fortalece tradições indígenas e sustento na Serra da Moça, em Roraima

indigenas. Foto: Thiago Gomes/Agencia Pará

Atualmente, está em debate a adequação dos diferentes regimes jurídicos que envolvem a destinação de unidades de conservação de proteção integral — que, por definição, não permitem presença humana — como forma compensatória aos povos indígenas. A proposta busca reconhecer o direito aos territórios tradicionais que, historicamente, foram ocupados sem considerar a preservação dos direitos dos povos originários.

Sobre o Instituto LIFE

Atuando desde 2009, o Instituto LIFE é responsável pelo desenvolvimento e gestão das metodologias LIFE, como LIFE Negócios & Biodiversidade e LIFE Gestão Territorial Sustentável. Com foco na integração da biodiversidade aos modelos empresariais, o instituto oferece soluções fundamentadas na ciência, promovendo práticas sustentáveis e responsáveis. Como organismo normalizador internacional na área de Negócios & Biodiversidade, o Instituto LIFE se destaca por desenvolver ferramentas que auxiliam empresas na gestão de seus impactos e dependências dos serviços ecossistêmicos.

Conheça 6 desenhos animados que já retrataram a Amazônia em suas histórias

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Floresta Amazônica em desenho. Foto: reprodução/ brgfx em Freepik

A Amazônia é uma vasta região que abriga a maior floresta tropical úmida e a maior bacia hidrográfica do mundo. Seu principal rio, o Amazonas, corta a região para desaguar no Oceano Atlântico. Com mais de 6.400 quilômetros de extensão. E ela não é só importante para os povos que nela habitam, mas também para o restante do mundo.

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Por conta de tudo isso e muito mais, é claro que Amazônia acaba retratada em diversas produções mundo afora.

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Os desenhos animados, por exemplo, funcionam como forma de ensinar crianças e adolescentes sobre a importância da região. Veja alguns desenhos que já retrataram a Amazônia:

Ainbo: A Guerreira da Amazônia (2021)

O filme retrata a história de Ainbo, uma indígena nascida e criada na aldeia de Candámo, na floresta Amazônica. Um dia, Ainbo descobre que sua tribo está sendo ameaçada por outros seres humanos, e então aceita a missão de reverter a destruição e extinguir a maldade dos Yakuruna, a escuridão que habita o coração de pessoas gananciosas.

Onde assistir: Prime Vídeo 

George o curioso, uma aventura na Amazônia 

George, o Curioso é uma série de TV infantil baseada no filme Curious George, criada nos Estados Unidos. Nela o homem do chapéu amarelo é o dono do animado macaco George, que vive se metendo em confusões e em grandes aventuras criativas e divertidas. 

A história da visita à Amazônia é um convite da professora Wiseman ao George e ao Homem do Chapéu Amarelo, para ajudá-la a fazer um filme sobre as diferentes plantas, animais e insetos que habitam na floresta.

Onde assistir: Youtube

Guerreiros da Amazônia

A série animada acompanha a história dos Guerreiros da Amazônia, que têm a missão de lutar contra os devastadores e poluidores da floresta, com superpoderes baseados em animais da região. Foi criada pelo escritor e publicitário Ronaldo Barcelos com o objetivo de mostrar a importância da preservação da floresta amazônica.

Onde Assistir: Youtube

Uma aventura de Senninha na Amazônia  

Uma aventura de Senninha na Amazônia é um episódio da série de animação brasileira Senninha, produzida pela SuperToons em parceria com a Globosat e com autorização do Instituto Ayrton Senna. No episódio Senninha conta como foi a sua viagem à Amazônia e as aventuras que passou com os animais da floresta.

Onde assistir: Youtube

Rio 2 

O filme que deu sequência às aventuras das araras Blu e Jade começa com o casal e seus filhos no Rio de Janeiro. Acredita-se que eles são as últimas aves da espécie, mas tudo muda quando seus donos, Túlio e Linda, encontram outros pássaros da espécie na Amazônia. Então Blu e Jade decidem partir para novas aventuras na região Norte do país.

Onde assistir: Disneyplus 

Os Simpsons

No episódio “A culpa é da Lisa” (Temporada 13, Episódio 15), a família Simpson visita o Brasil, e após uma série de situações caricatas no Rio, os personagens vão parar na Amazônia. Eles retratam elementos como a floresta densa, os animais e desafios da vida selvagem.

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Já o episódio “Você Não Precisa Viver Como um Árbitro” (temporada 25) também retrata a Amazônia, nele Homer é convidado para ser árbitro da Copa do Mundo, que está acontecendo no Brasil. Durante sua jornada, uma das cidades que aparece é Manaus, a capital do Amazonas, que na vida real foi uma das sedes do Mundial de 2014.

Onde assistir: Disney Plus e Prime Video 


 

As Aventuras da Cunhã: livro idealizado por Isabelle Nogueira foca na cultura de Parintins

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Isabelle Nogueira organizou o livro em conjunto com Darlison Ferreira. Foto: Mauro Jorge

A Editora UEA anunciou em suas redes sociais o lançamento do livro ‘As Aventuras da Cunhã’, organizado por Isabelle Nogueira e Darlisom Ferreira. Idealizado pela Cunhã-Poranga do Boi Garantido, o livro é um convite para conhecer o Festival Folclórico de Parintins e a cultura parintinense e amazonense.

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De acordo com a publicação, a obra narra as aventuras de três amigos pela ilha de Parintins. “Com um ar de curiosidade e encantamento, os amigos exploram toda a beleza e mística presente na terra Tupinambarana, através de uma linguagem acessível e lúdica e uma estética cuidadosa que transporta o leitor diretamente para a Ilha da Magia”.

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Imagem: Divulgação/Instagram-ueaeditora

O lançamento oficial da obra será realizado durante a Bienal do Rio de Janeiro, no dia 15 de junho. Assim, primeiro a obra estará disponível para compra primeiro na Bienal. A editora informou que depois dessa fase o livro passará a ser vendido localmente.

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