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Instituto Socioambiental lança, em São Paulo, o Mapa Interativo de Povos e Terras Indígenas no Brasil

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Visitantes interagindo com o Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil, durante o evento de lançamento do Mapa. Foto: Mariana Soares/ISA

O Instituto Socioambiental (ISA) convida o público do Sesc Santo André a um mergulho nas histórias, culturas e nos territórios dos povos indígenas no Brasil com atividades programadas até o dia 11 de agosto. A programação, que marca o fim das férias escolares, dá boas-vindas ao Agosto Indígena com navegações mediadas no “Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil”, além de dois bate-papos especiais entre educadoras, lideranças indígenas e pesquisadoras do ISA.

A iniciativa surge como forma de retratar a diversidade desses povos, rompe com a ideia de que “todos os indígenas são iguais” e desperta o interesse e o respeito das crianças e jovens aos direitos dos povos indígenas no Brasil. Além do público infanto-juvenil, as atividades convidam as pessoas educadoras a repensar suas práticas em direção ao fortalecimento da Lei nº 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino de histórias e culturas afro-brasileira e indígenas na educação básica brasileira.

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Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil

Mapa interativo sobre indígenas
Ferramenta reúne informações sobre dezenas de povos indígenas do Brasil. Foto: Reprodução/Mariana Soares-ISA

Realizado pelo Instituto Socioambiental (ISA), o “Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil” é uma ferramenta digital e de acesso livre que reúne informações qualificadas e atualizadas sobre a sociodiversidade e a distribuição territorial dos mais de 280 povos indígenas no país. Ele é resultado da consolidação de um vasto acervo de dados, iniciado pioneiramente na década de 1980 para mapear a presença indígena.

Leia também: Plataforma criada em Rondônia transforma palavras indígenas em dicionários digitais

Hoje, o Mapa Interativo é constantemente atualizado com informações extraídas de plataformas de referência do ISA, como a Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil e o site Terras Indígenas no Brasil.

O principal objetivo da ferramenta é democratizar o acesso ao conhecimento sobre o Brasil Indígena, oferecendo a estudantes, professores, pesquisadores e ao público geral uma ferramenta dinâmica, visual e factual que atesta a vitalidade, a resiliência e a diversidade dos povos originários. O projeto nasce com o objetivo de contrapor narrativas históricas de invisibilidade e extinção, reforçando a urgência da defesa dos direitos territoriais e culturais indígenas.

*Com informações de Mariana Soares, do Instituto Socioambiental.

Eleições 2026: Forças Armadas devem apoiar logística em regiões de difícil acesso no Acre

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Forças Armadas apoiarão a logística das eleições de 2026 no Acre e em outros 6 estados — Foto: Arquivo/Ministério da Defesa

As Forças Armadas vão prestar apoio logístico à Justiça Eleitoral durante as eleições gerais de 2026 em municípios do Acre e de outros seis estados brasileiros. A atuação foi autorizada pelo Decreto nº 13.073, de 21 de julho de 2026, publicado no Diário Oficial da União (DOU).

O suporte inclui o transporte de urnas eletrônicas, equipamentos e equipes da Justiça Eleitoral para regiões de difícil acesso. Para isso, serão utilizadas aeronaves, embarcações e viaturas militares. Segundo o decreto, a definição dos locais e do período de atuação vai depender de requisições.

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Foto: Divulgação

Além do Acre, o apoio será realizado nos estados do Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Roraima. Ao todo, os militares devem atuar em 42 municípios e 128 localidades durante o período eleitoral. No estado acreano, a votação começa às 6h e termina às 15h.

As eleições estão marcadas para o dia 4 de outubro, com eventual segundo turno no dia 25 do mesmo mês, em cidades com mais de 200 mil eleitores registrados. Neste ano, os acreanos irão às urnas escolher presidente da República, governadores, deputados federais, estaduais e senadores.

Leia também: Eleições 2026: novas regras incentivam participação dos povos indígenas no pleito

O envio de forças federais é autorizado pelo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir de solicitações feitas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

As Forças Armadas também podem auxiliar no transporte de pessoas e materiais necessários para a realização do pleito. Em algumas localidades, os militares poderão ser empregados para reforçar a manutenção da ordem pública, quando houver necessidade de apoio adicional à segurança.

O apoio das Forças Armadas ao processo eleitoral é previsto na legislação brasileira desde 1965 e tem como objetivo garantir a realização das eleições em áreas de difícil acesso e assegurar o funcionamento da logística eleitoral.

Suporte militar em 42 municípios e 128 localidades incluirá o transporte de urnas e equipes — Foto: Arte: Ministério da Defesa

Eleições 2026

No último dia 17 de junho, as autoridades da segurança pública e Justiça Eleitoral se reuniram para tratar sobre o plano integrado que será colocado em prática durante as eleições no Acre. O encontro ocorreu no prédio do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), em Rio Branco.

Durante a reunião, foram discutidas medidas relacionadas à segurança do transporte das urnas, bem como a comunicação integrada entre o TRE e a segurança pública para identificação de áreas sensíveis com o apoio da Polícia Federal, além do monitoramento de riscos climáticos no período.

No encontro, o TRE trouxe dados atualizados que apontam para 614.753 eleitores aptos a votar nos 22 municípios acreanos. Estão previstos 701 locais de votação no pleito deste ano, com 2.417 seções eleitorais. Ainda conforme o tribunal, 9,5 mil mesários estão registrados para atuar nestas eleições.

Nas eleições de 2022, vinte cidades do Acre receberam reforço das Forças Armadas durante o primeiro turno das Eleições daquele ano, no dia 2 de outubro. À época, o TSE autorizou a ação das tropas federais para ajudar na logística da eleição em 561 localidades de 11 estados do país.

*Por Walace Gomes/ da Rede Amazônica Acre

Teatro Amazonas vira Patrimônio Mundial e recoloca Manaus na rota do turismo cultural internacional

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Foto: Roumen Koynov

O cartão-postal mais conhecido de Manaus acaba de ganhar um novo status. Após o reconhecimento do Teatro Amazonas como Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco, em candidatura conjunta com o Theatro da Paz, de Belém. Sob a denominação “Teatros da Amazônia”, os dois edifícios se tornam o primeiro bem cultural da Região Norte a integrar a lista e a 26ª inscrição brasileira. 

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Para Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis, plataforma de reserva de atividades e experiências presente em mais de 160 países, o título deve acelerar um movimento que já aparece nos próprios dados da empresa: a projeção da capital amazonense como destino de turismo cultural, e não apenas como porta de entrada para a floresta.

O reconhecimento chega em um momento de expansão do turismo no estado. Em janeiro de 2026, dados da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE apontaram avanço de 4,7% na atividade turística estadual ante dezembro.

Foto: Janailton Falco

Leia também: Sete curiosidades sobre a Cúpula do Teatro Amazonas 

O ritmo se reflete na própria demanda registrada pela Civitatis em Manaus. No primeiro semestre de 2026, o número de reservas de atividades na cidade avançou cerca de 49% na comparação ano a ano, segundo dados internos da plataforma. E, embora a floresta ainda concentre a maior parte da procura, os passeios pelo centro histórico já aparecem entre os mais reservados: nos primeiros seis meses do ano, os tours urbanos com foco no Teatro Amazonas responderam por quase um em cada cinco reservas na cidade (18%), incluindo a  visita guiada por Manaus e ao Teatro Amazonas, ficando atrás apenas das experiências na selva e dos passeios pelos rios Negro e Amazonas.

“Já vínhamos observando um interesse crescente por Manaus, e o centro histórico ganhava espaço mesmo antes do anúncio. O Teatro Amazonas sempre foi um ícone, mas para muitos viajantes ele era um detalhe dentro de uma viagem cuja motivação principal era a floresta. O selo da Unesco muda essa hierarquia: ele transforma o próprio centro histórico da cidade em um motivo de viagem, e é uma referência que o turista internacional reconhece na hora de escolher um destino”, afirma Alexandre Oliveira.

Inaugurado em 1896, em Manaus, o teatro nasceu como símbolo do ciclo da borracha, período em que o látex amazônico financiou uma súbita modernização urbana no fim do século XIX. A arquitetura inspirada na Belle Époque europeia, com mármore de Carrara, ferro forjado e uma cúpula de telhas coloridas nas cores da bandeira brasileira, convivia com materiais e referências da própria floresta, o que a Unesco reconheceu como uma identidade cultural singular. Tanto o Teatro Amazonas quanto o Theatro da Paz, eBelém,  já eram tombados pelo Iphan desde a década de 1960.

Por que o título da Unesco importa para o turista?

Ao contrário de um monumento isolado, o Teatro Amazonas está inserido em um centro histórico que concentra boa parte da memória do ciclo da borracha. A poucos passos do teatro ficam o Largo de São Sebastião, com seu calçamento ondulado, a igreja de mesmo nome, o porto de Manaus, um dos maiores portos fluviais do mundo, e o mercado municipal Adolpho Lisboa, de 1883, cuja estrutura de ferro remete aos projetos de Gustave Eiffel. É esse conjunto, e não apenas a casa de ópera, que passa a contar com o reconhecimento internacional.

Teatro Amazonas
Teatro Amazonas. Foto: Michael Dantas/SEC-AM

Na prática, quem visita a cidade encontra esses pontos reunidos em um mesmo roteiro a pé, modelo que já é o terceiro tipo de experiência mais reservado pelos clientes da Civitatis em Manaus. A visita guiada por Manaus e ao Teatro Amazonas, oferecida pela Civitatis com guia em português, parte justamente do Largo de São Sebastião e inclui a entrada no teatro, onde o visitante conhece o interior revestido de mármore italiano e a história da construção, antes de seguir pelo porto, pelo mercado Adolpho Lisboa e pelo mirante Lúcia Almeida, de onde cidade e floresta parecem se fundir no horizonte. O percurso dura de três horas e meia a quatro horas.

Leia também: Teatro Amazonas e Theatro da Paz entram para lista de Patrimônio Mundial da Unesco

Um cartão de visitas para o Norte do país

A entrada do Teatro Amazonas na lista da Unesco também ajuda a reposicionar Manaus como um centro cultural no Norte. Para o viajante que quer entender a região além da floresta, o teatro passa a funcionar como âncora de itinerários urbanos, que costumam ser combinados com clássicos amazônicos como a excursão ao Encontro das Águas e tribo indígena, fenômeno em que as águas escuras do Rio Negro correm lado a lado com as barrentas do Solimões sem se misturar, e a excursão às cataratas de Presidente Figueiredo, a cerca de 100 km ao norte da capital, onde a floresta se abre em quedas d’água e igarapés.

Cachoeira de Iracema em Presidente Figueiredo. Foto: Reprodução/ Civitatis

“Quando um destino ganha um reconhecimento desse porte, o interesse não se limita ao monumento em si. Ele se espalha pela cidade e pela região no entorno. Nossa expectativa é que Manaus e Belém passem a aparecer com mais força nos planejamentos de viagem, inclusive de estrangeiros, e que o turismo cultural caminhe lado a lado com o turismo de natureza que já é forte no Norte”, conclui Alexandre Oliveira.

Sobre a Civitatis

A Civitatis é a plataforma líder na venda de visitas guiadas, excursões e atividades em português e espanhol ao redor do mundo. Com um catálogo de experiências cuidadosamente selecionadas em mais de 4.200 destinos, a plataforma conecta, todos os meses, mais de 1,2 milhão de viajantes às melhores atividades locais.

Seu modelo se baseia em três pilares: simplicidade, qualidade e excelência no atendimento. Por meio de uma equipe especializada que prioriza autenticidade e confiabilidade, a Civitatis garante uma oferta curada que já soma mais de cinco milhões de avaliações verificadas, com nota média de 9,1/10. Combinando tecnologia própria e curadoria humana especializada, a Civitatis se consolidou como a referência do setor na América Latina e Espanha, cumprindo sua missão de “completar a viagem” de milhões de pessoas ao redor do planeta.

*Por Ícaro Ambrósio.

Marinha do Brasil abre oportunidade para produtores de pirarucu em Manaus

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Manejadores de piracuru. Foto: Divulgação/Bernardo Oliveira- Instituto Mamirauá

O Centro de Intendência da Marinha do Brasil, em Manaus, abriu uma oportunidade de contrato para os produtores locais de pirarucu para a aquisição de mais de uma tonelada de filé do alimento. Pela primeira vez, o braço naval das Forças Armaadas utilizará a plataforma Contrata+Brasil, do Governo Federal, voltado para compras públicas, num investimento para pequenos negócios no Amazonas que gira em torno de R$ 1 milhão.

A iniciativa, que conta com apoio técnico do Sebrae Amazonas, prevê o fornecimento de pirarucu em manta, congelado, sem dorso, pelle e gordura. Os interessados podem encaminhar as propostas até o dia 21 de agosto, por meio da plataforma Contrata+Brasil, ambiente digital que aproxima órgãos públicos de fornecedores e simplifica os processos de contratação.

Pela demanda, as entregas do pirarucu serão quinzenais para o 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas, o Centro de Hidrografia e Navegação do Noroeste, o Comando da Flotilha do Amazonas, o Comando do 9º Distrito Naval e o próprio Centro de Intendência. O Sebrae-AM presta suporte a prefeituras e instituições na implantação do Contrata+Brasil, orientando equipes e apoiando a utilização da ferramenta para aumentar a participação dos pequenos negócios nas compras públicas.

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Equipes da Marinha do Brasil e Sebrae-AM (Contrata+Brasil). Foto: Divulgação

Informações como requisitos e condições de participação no Contrata+Brasil podem ser obtidas por meio deste link .

Expansão da comercialização do pirarucu

Pirarucu (Arapaima gigas). Foto: Ricardo Oliveira/Divulgação
Pirarucu (Arapaima gigas). Foto: Ricardo Oliveira/Divulgação

A iniciativa fortalece o acesso dos empreendedores ao mercado governamental, tornando os procedimentos de licitação mais simples, ágeis e transparentes. Por outro lado, apoia também no cadastramento dos fornecedores como empreendimentos formais, agricultores familiares, associações e cooperativas.

A nova oportunidade de contratação demonstra o avanço da adesão da Marinha ao programa federal no Amazonas e amplia as possibilidades de comercialização para fornecedores locais, incluindo organizações ligadas à cadeia produtiva do pirarucu manejado. Uma delas será a Cooperativa de Pesca Manejada e de Produtores da Reserva Mamirauá (COOPMAPREM), que se inscreveu no Contrata+Brasil para concorrer à demanda.

Leia também: Ação da Marinha do Brasil realiza mais de 110 mil atendimentos em saúde em comunidades da Amazônia

A cooperativa atua no fornecimento do pescado bruto retirado dos lagos da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá para a Salgadeira Cabocla do Pirarucu, unidade industrial localizada em Fonte Boa, a 864,3 quilômetros de Manaus (AM), onde o produto é processado e beneficiado.

A Salgadeira Cabocla é um projeto inovador que contempla cerca de 5 mil manejadores e 2 mil famílias, distribuídas em 140 comunidades, reforçando a importância do manejo sustentável como alternativa de renda e desenvolvimento para populações tradicionais do Amazonas.

*Com informações da Marinha do Brasil

Amazon On 2026 contará com debates sobre conectividade, energia e inovação para o desenvolvimento da Amazônia

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Foto: Divulgação

Manaus recebe, nesta quarta e quinta-feira (5 e 6), a terceira edição do Amazon On 2026, um dos principais fóruns dedicados aos debates sobre tecnologia, conectividade, energia e desenvolvimento sustentável da Amazônia. O evento reunirá representantes do poder público, agências reguladoras, organismos internacionais, universidades, empresas e centros de pesquisa para discutir soluções voltadas ao fortalecimento da infraestrutura digital, à transição energética, à bioeconomia e à inovação na região.

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A programação será aberta às 9h, no Centro de Convenções Vasco Vasques, com a cerimônia oficial conduzida pelo coordenador do Amazon On, Moisés Moreira, ex-conselheiro-diretor e vice-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e um dos responsáveis por iniciativas estratégicas para a transformação digital do país, como o Leilão do 5G.

Amazon On
Amazon On chega à terceira edição. Foto: Diego Oliveira/Acervo Portal Amazônia

Leia também: Amazon On reúne especialistas para debater futuro sustentável da Amazônia

Na sequência, o superintendente-geral da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virgilio Viana, engenheiro florestal pela USP, PhD em Biologia Evolutiva pela Universidade de Harvard e uma das principais referências brasileiras em desenvolvimento sustentável da Amazônia, ministrará a palestra magna de abertura. A apresentação abordará os desafios da implantação de infraestrutura de tecnologia e energia na região e defenderá o diálogo entre governos, empresas, academia e comunidades como caminho para a construção de soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Amazon On

Ao longo dos dois dias, o Amazon On promoverá oito painéis sobre transição energética, tecnologia e inovação a serviço da floresta, expansão da conectividade, infraestrutura de telecomunicações e energia, experiências de sucesso na Amazônia, desafios estruturais da transição energética e o papel da região no cenário global. A programação reunirá especialistas do Brasil e do exterior, entre eles representantes da Anatel, ANEEL, Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), CAF, Huawei, Qualcomm, HMN Technologies, UNESCO, FAO, além de autoridades da Guiana, Suriname, Colômbia, República Dominicana e Portugal.

Foto: Diego Oliveira/Acervo Portal Amazônia

Confira a programação aqui.

*Por Izabel Santos e Izenilda Farias, assessoria de Comunicação – Amazon On.

Ipês amarelos florescem e embelezam Rio Branco no início do verão amazônico

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Ipês amarelos florescem em Rio Branco no início do verão amazônico e mudam a paisagem. Foto: Val Fernandes/Secom

A chegada do verão amazônico traz uma transformação visual para Rio Branco. O responsável pela mudança é o ipê, cuja florada coloriu a paisagem urbana e tem chamado a atenção de quem passa pelas ruas da capital acreana.

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Durante o período de floração, as pétalas que caem ainda formam um tapete amarelo sobre o chão, prolongando o espetáculo natural por alguns dias. Quem caminha pelos canteiros centrais e principais avenidas da cidade já percebeu que a correria do dia a dia ganhou uma moldura natural e até poética.

Além do valor ambiental, o florescimento dos ipês desperta o interesse de quem passa pelas ruas da capital. O consultor financeiro Daniel Albuquerque que aproveitou a manhã ensolarada para registrar um dos ipês próximo ao Palácio Rio Branco.

“Hoje o céu está muito azulzinho e ensolarado, então, tirei uma foto para fazer uma postagem que vai ficar muito legal”, contou.

Além disso, o espetáculo visual também encanta turistas que visitam o estado acreano com a beleza da árvore. Conforme a arquiteta Ana Rita, de Porto Alegre (RS), ver de perto um ipê a deixou encantada desde que chegou ao Acre.

“Me chamou a atenção desde o dia que cheguei. Hoje estava andando pela praça e pensei: ‘vou ter que bater uma foto dessa coisa maravilhosa’. Não existe um ipê assim lá no Sul. A gente para, tira foto e fica contemplando. Ele é magnífico e majestoso”, afirmou.

Leia também: Flor de cupuaçu: conheça uma das “estrelas” da Floresta Amazônica

Florada chamou a atenção de casal turista de Porto Alegre. Foto: Rede Amazônica Acre

O doutor em botânica Davi Borges das Chagas, explicou ipês florescem em cores e épocas diferentes. Segundo ele, o florescimento ocorre justamente na época de estiagem para que a dispersão das sementes aconteça com a chegada das chuvas.

Ainda conforme o pesquisaor, as sementes da flor possuem pequenas “asas”, que facilitam o transporte pelo vento. Após caírem, elas permanecem no solo por até quatro meses, aguardando o início do período chuvoso para germinar.

“Elas florescem no período seco para que, quando chegar o período de chuva, estejam dispersando essas sementes e consigam propagar a espécie”, explicou o pesquisador.

Além do espetáculo visual, o florescimento lembra a importância dos ciclos naturais e da preservação das espécies que fazem parte da biodiversidade amazônica. Na região amazônica, os ipês podem atingir de 20 a 30 metros de altura, eles crescem em busca de luz solar em meio à mata densa.

Símbolo do Brasil

O pesquisador destaca ainda que enquanto o pau-brasil é a árvore símbolo do país, a flor do ipê é o símbolo do Brasil, que tem 27 espécies, sendo 15 delas endêmicas, ou seja, ocorrem apenas no nosso país. A árvore só floresce com a falta de água, que coincide perfeitamente com o verão amazônico.

A flor do ipê-amarelo foi reconhecida oficialmente como símbolo nacional em 1961, por meio de um decreto presidencial. A escolha levou em consideração a presença da espécie em todas as regiões brasileiras e sua importância entre as flores nativas do país.

No Acre, a árvore também empresta o nome ao Parque Ipê, um dos espaços públicos mais conhecidos da capital, onde exemplares da espécie fazem parte da paisagem urbano a até transformam o espaço público em um ambiente ‘instagramável’.

Leia também: Ipês colorem a região amazônica, mas você sabia que as flores podem ser usadas na alimentação?

Ipês amarelos florescem e embelezam Rio Branco no início do verão amazônico
Arvore do ipê a esquerda e a faveira amarelo a direita. Foto: Reprodução

Nem toda árvore amarela é um ipê

Apesar da semelhança, o botânico Davi Borges também explica que nem toda árvore com flores amarelas é um ipê. Conforme o pesquisador, a faveira também floresce na estiagem e adota uma estratégia reprodutiva muito semelhante.

Segundo o pesquisador, a principal diferença está nas flores e na coloração. Enquanto o ipê apresenta flores maiores e de um amarelo mais intenso, próximo ao dourado, a faveira possui flores menores, galhos mais finos e um tom de amarelo mais claro.

“As pessoas às vezes se confundem. Mas a beleza é singular em todas essas espécies. Quanto mais árvores floridas, melhor para todos nós”, destacou.

As diferenças entre o ipê e a faveira também abrangem outras características como as raízes e as propriedades da madeira. Enquanto o ipê tem folhas compostas que caem quase por completo antes da floração. A faveira tem folhas finas (bipinadas) formando uma copa muito mais larga e espalhada.

Além disse, a faveira tem flores em formato de guarda-chuva, já o ipê produz flores em formato de sino (trombeta) de cores vivas e frutos que parecem vagens longas e finas. A faveira produz flores pequenas reunidas em “esferas” ou espigas e frutos que são vagens lenhosas, grandes e achatadas.

Contudo, sendo ipê ou faveira, o contraste com o verde predominante da Amazônia anuncia o período mais seco do ano, que ganha força entre agosto e setembro e transforma a paisagem urbana de Rio Branco.

*Por Walace Gomes, Richard Lauriano- Rede Amazônica Acre.

Parque Chico Mendes é reaberto em Rio Branco no aniversário de 30 anos

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Parque Chico Mendes passou por uma revitalização. Foto: Marcos Araújo/Secom

O Parque Ambiental Chico Mendes comemorou no mês de Julho, 30 anos de inauguração e, em alusão à data, o espaço foi reaberto ao público no dia 31, em Rio Branco, depois de passar por uma revitalização. Ele foi fechado no último dia 25.

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As melhorias receberam um investimento de cerca de R$ 1,5 milhão. O parque é um dos principais patrimônios ambientais, históricos e culturais de Rio Branco. Em média, recebe de duas a três mil pessoas por fim de semana.

O parque fica aberto das 7h às 17h de terça a domingo. As trilhas vão ser aberta ao público no verão. “O parque é muito importante porque reúne várias atividades que são importantes para a saúde física das pessoas. Estamos muito felizes com a revitalização realizada, acredito que a população também vai gosta”, disse a gerente do Parque Chico Mendes, Joseline Guimarães.

Os serviços de revitalização citados por Joseline contemplam a pintura dos recintos do zoológico, dos banheiros públicos, do prédio da administração, das guaritas, brinquedos, praça de alimentação, mesas e dos bancos da área de piquenique.

Leia também: 6 parques nacionais na Amazônia que são fontes de pesquisa e ecoturismo

Reabertura do parque Chico Mendes contou com uma celebração de aniversário. Foto: Marcos Araújo/Secom

Também é feita a recuperação da trilha asfaltada, a reconstrução da passarela de acesso ao zoológico e a renovação da jardinagem.

Uma das novidades apresentadas durante a reabertura foi o Conecta Rio Branco, que oferece internet gratuita para os visitantes dentro do parque. Também foram instaladas placas solares. Com isso, o espaço passa a produzir parte da própria energia, tornando-se mais sustentável e menos dependente da rede elétrica.

Joseline acreditou que, até dezembro, estará disponível para o público uma exposição com uma cápsula do tempo. “É uma exposição dos 30 anos do parque. As pessos vão poder colocar na cápsula o que elas desejam para o parque daqui a dez anos. Essa cápsula vai estar na Expoacre no estande da Semeia”, revelou.

Histórico do Parque Chico Mendes

Inaugurado em julho de 1996, o parque foi revitalizado pra comemorar os 30 anos. Com uma área de 57 hectares de floresta preservada, o espaço conta com trilhas ecológicas, um zoológico composto por centenas de espécies exclusivas da região amazônica, área de recreação, e academia ao ar livre.

Parque Chico Mendes, em Rio Branco, no Acre.
Parque Chico Mendes é reaberto em Rio Branco no aniversário de 30 anos. Foto: Val Fernandes/Secom

O memorial que recebe o nome de chico mendes relembra a história de luta pela preservação da amazônia. Além de um espaço de lazer, o parque é um importante centro de pesquisas e educação ambiental.

*Pedro Marcelo, Rede Amazônica Acre.

Quem é o colorista de Rondônia que trabalhou em produções de Anitta e Travis Scott

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Quem é o colorista de Rondônia que trabalhou em produções de Anitta e Travis Scott? Foto: Reprodução Youtube – Anitta – Travis Scott e arquivo Rafael Souto

Um jovem que mora em Porto Velho participou da pós-produção do novo projeto de Anitta e já trabalhou em produções do rapper Travis Scott. Aos 24 anos, Rafael Souto atua como colorista e construiu uma carreira no mercado audiovisual atendendo artistas e grandes marcas sem deixar Rondônia.

No projeto Equilibrivm II, de Anitta, Rafael foi responsável pela colorização de trechos exibidos entre os minutos 10:11 e 15:23 da obra. O trabalho faz parte da etapa de pós-produção, em que o profissional ajusta cores, contraste e iluminação para criar a identidade visual de cada cena.

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Anitta em trabalho feito pelo colorista Rafael Souto. Foto: Reprodução/ Youtube – Anitta

O colorista é o profissional responsável por definir a estética visual de uma produção audiovisual. Por meio de ajustes de cor, contraste e luz, ele transforma o material bruto em imagens que ajudam a transmitir emoções e reforçar a narrativa desejada pelo diretor ou cliente.

Leia também: Biojoias produzidas por pacientes de hanseníase em Porto Velho serão vendidas até na França

Além de Anitta, Rafael também já trabalhou em produções do rapper Travis Scott, do cantor Matuê e do lutador do Ultimate Fighting Championship (UFC) Alex Poatan. O portfólio ainda reúne campanhas para marcas internacionais, incluindo uma peça publicitária para uma fabricante de canetas que venceu prêmios no Festival de Cannes.

“Foi uma realização profissional muito importante e, depois disso, a galera foi confiando mais em mim”, disse Rafael.

Anitta em trabalho feito pelo colorista Rafael Souto. Foto: Reprodução/ Youtube – Anitta

Trabalhar com artistas de projeção internacional também exige discrição. Segundo Rafael, os contratos incluem cláusulas de confidencialidade e, muitas vezes, ele só pode comentar os projetos depois que são lançados.

“A única pessoa para quem eu conto é a minha esposa, para não vazar nada. Existem documentos de confidencialidade”, explica.

Segundo Rafael, o mercado oferece boa remuneração, mas exige alto investimento em tecnologia, como computadores potentes e monitores calibrados. O cachê para tratar as cores de um clipe nacional de grande orçamento varia entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.

Do vídeo de casamento aos artistas internacionais

A paixão pelas imagens começou cedo. Filho de um fotógrafo de casamentos, Rafael editava vídeos de eventos ao lado do pai. O sonho de crescer profissionalmente, porém, parecia distante de quem vivia longe dos grandes centros.

“Eu sempre pensava: como vou conseguir atingir as pessoas que pagam bem? Eu não tinha pretensão de ir embora daqui. Cheguei à conclusão de que teria que ser pela internet, trabalhando com pós-produção”, conta.

Anitta em trabalho feito pelo colorista Rafael Souto. Foto: Reprodução/ Youtube – Anitta

Nascido em Luziânia (GO), Rafael mora em Rondônia desde a infância. Foi no estado que conheceu profissionais da área e começou a construir a carreira.

“Eu vim pra cá com a minha família e estou aqui até hoje. Foi aqui que conheci as pessoas da área e cheguei ao ponto de trabalhar com isso”, contou Rafael.

Em Porto Velho, ele mantém uma parceria profissional com o diretor e videomaker Juraci Júnior. Segundo Rafael, o produtor foi uma das primeiras pessoas a apostar em seu trabalho quando ele ainda estava começando.

Anitta em trabalho feito pelo colorista Rafael Souto. Foto: Reprodução/ Youtube – Anitta

“Foi uma das pessoas que acreditou em mim no início. Mesmo eu não tendo nome e não tendo muitos trabalhos, ele confiou em mim. Então, a gente tem muito essa parceria de amigo mesmo, de fazer um projeto do outro”, disse.

Curiosamente, a área em que Rafael construiu a carreira era justamente a que menos gostava no começo. Isso mudou depois que ele conheceu o dono de uma agência em São Paulo, que apresentou a profissão de colorista. A partir daí, ele estudou as técnicas, começou a receber indicações e, em maio de 2023, passou a trabalhar exclusivamente na área.

“Eu nem gostava dessa parte de cor, achava um porre fazer. Mas, depois que conheci um profissional da área e comecei a estudar, fui encontrando meu caminho”, contou.

Anitta em trabalho feito pelo colorista Rafael Souto. Foto: Reprodução/ Youtube – Anitta

A profissão de colorista ainda é restrita no Brasil e se concentra principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Em Rondônia, Rafael é praticamente o único profissional que vive exclusivamente dessa função.

Apesar de atuar no mercado global, ele não pretende deixar Porto Velho. Para Rafael, a própria trajetória mostra que é possível construir uma carreira no audiovisual sem sair da região Norte.

“No início eu até pensava em ir para São Paulo […], mas hoje eu me vejo conseguindo tudo daqui. Amo ficar em Porto Velho. […] Não me vejo saindo, quero continuar aqui por muito tempo”, afirma.

*Por Quetlen Cartano – Rede Amazônica Rondônia

#Série – Isso é Patrimônio Mundial: Peru

Ao redor do mundo, os Patrimônios Mundiais reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) representam locais considerados de Valor Universal Excepcional por sua importância cultural, natural ou pela combinação de ambas. 

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O Peru, país da América do Sul, que compõe a Amazônia Internacional, possui 13 patrimônios mundiais reconhecidos pela Unesco. No entanto, apenas três ficam localizados na região amazônica: o Santuário Histórico de Machu Picchu, o Parque Nacional Manú e o Parque Nacional do Rio Abiseo.

Além disso, um desses patrimônios integra ainda a Lista do Patrimônio Mundial em Perigo, uma medida que sinaliza locais culturais ou naturais ameaçados por graves riscos.

Adotada pela Unesco em 1972, a convenção do Patrimônio Mundial e Natural classifica os patrimônios culturais e naturais através de monumentos, grupos de edifícios, sítios, formações físicas, biológicas e geológicas excepcionais, habitats de espécies animais e vegetais ameaçadas e áreas que tenham valor científico e de conservação.

Leia também: Série – Isso é Patrimônio Mundial: Venezuela

Leia também: Série – Isso é Patrimônio Mundial: Brasil 

Patrimônios Mundiais na Amazônia 

  • Santuário Histórico de Machu Picchu

A cidade inca construída no século XV, Machu Picchu, está localizada no encontro entre a Cordilheira dos Andes e a Bacia Amazônica, onde a floresta tropical de montanha abriga uma rica biodiversidade de fauna e flora. De acordo com a Unesco, o lugar é reconhecido como patrimônio misto, reunindo valores culturais e naturais em uma área de mais de 32 mil hectares.

Com cerca de 200 estruturas distribuídas entre áreas agrícolas, residenciais e cerimoniais, o entorno de Machu Picchu também protege ecossistemas fundamentais para a conservação de espécies endêmicas. Segundo a Unesco, a integração entre a engenharia inca e a paisagem amazônica faz do local um dos patrimônios mais emblemáticos do mundo. 

O Santuário Histórico de Machu Picchu foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco em 1983. 

Leia também: 10 atrações turísticas para conhecer no Amazonas peruano

Santuário Histórico de Machu Picchu, Patrimônio Mundial do Peru
Foto: Arturo Bullard Gonzales
  • Parque Nacional Manú

O Parque Nacional Manú protege mais de 1,7 milhão de hectares na transição entre os Andes e a Amazônia peruana. De acordo com a Unesco, a área abriga diferentes ecossistemas, desde campos andinos até a floresta amazônica de planície, formando um dos mais completos corredores ecológicos da América do Sul.

O parque é habitat de centenas de espécies de aves, mamíferos como a onça-pintada, a lontra-gigante e o tatu-canastra, além de abrigar povos indígenas que vivem na região, incluindo comunidades em isolamento voluntário. Além disso, segundo a Unesco, como uma vasta bacia hidrográfica isolada geográfica e economicamente, a propriedade, ainda sem estradas, foi poupada da maior parte dos impactos humanos e permanece de difícil acesso até hoje.

Apesar disso, por conta das ruínas e petróglifos incas e pré-incas presentes na região, há uma longa história de ocupação indígena. De acordo com a Unesco, a lenda local de Paititi, atrai pesquisadores e aventureiros, mas atualmente, os povos indígenas são os únicos habitantes permanentes.

O Parque Nacional do Manú foi reconhecido como patrimônio mundial pela Unesco no ano de 1987, mas antes disso, a área já havia sido designada como reserva da biosfera em 1977.   

Foto: Reprodução/Manu National Park Tours
  • Parque Nacional do Rio Abiseo

O Parque Nacional do Rio Abiseo, criado em 1983, é um dos poucos patrimônios da Unesco reconhecidos simultaneamente por seus valores naturais e culturais. Localizado na encosta oriental dos Andes, na área de influência da Bacia Amazônica, protege mais de 274 mil hectares de florestas, campos andinos e importantes nascentes de rios que alimentam o sistema amazônico.

De acordo com a Unesco, a região também guarda um dos mais importantes conjuntos arqueológicos do Peru, com dezenas de sítios pré-incas descobertos desde a década de 1980, e pesquisas realizadas desde 1985 já revelaram 36 sítios arqueológicos até então desconhecidos. Entre as espécies protegidas está o raro macaco-aranha-de-cauda-amarela, encontrado praticamente apenas nessa região. 

O Parque Nacional do Rio Abiseo foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco em 1990 como local cultural, e depois em 1992 como patrimônio misto (natural e cultural).

Foto: Reprodução/CuscoPeru.com

Leia também: Teatro Amazonas e Theatro da Paz entram para lista de Patrimônio Mundial da Unesco

Outros Patrimônios Mundiais do Peru

  • Cidade de Cuzco 

Situada nos Andes peruanos, a cidade de Cuzco, desenvolveu-se  sob o domínio do governante inca Pachacuti. De acordo com a Unesco, a cidade forma um conjunto urbano que exibe uma tecnologia de construção em pedra, como o Templo do Sol ou Qoricancha, o Aqllahuasi, o Sunturcancha, o Kusicancha e uma série de edifícios que compõem o complexo inca.

A cidade de Cuzco foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco no ano de 1983.

Foto: Wilfredo Carazas-Aedo
  • Sítio Arqueológico de Chavín

O sítio arqueológico de Chavín é um centro religioso e cerimonial da antiga cultura Chavín, desenvolvido entre aproximadamente 1500 e 300 a.C. De acordo com a Unesco, o local é considerado um dos principais marcos das civilizações pré-colombianas nos Andes, e abriga um complexo de terraços e praças, cercado por estruturas de pedra talhada, e  ornamentação predominantemente zoomórfica.

O Sítio Arqueológico de Chavín foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco no ano de 1985. 

Foto: Reprodução/CuscoPeru.com
  • Parque Nacional Huascarán

O Parque Nacional Huascarán fica localizado na Cordilheira Branca e protege a cadeia montanhosa tropical mais alta do mundo, reunindo geleiras, lagos glaciais e espécies como o condor-andino e o urso-de-óculos. 

O Parque Nacional Huascarán foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco no ano de 1985. 

Foto: Reprodução/CuscoPeru.com
  • Zona Arqueológica de Chan Chan- lista do Patrimônio em Perigo

A Zona Arqueológica de Chan Chan, maior cidade de adobe, técnica de bioconstrução com tijolos de terra crua, das Américas, foi a capital do Reino Chimú antes da conquista inca. De acordo com a Unesco, O valor universal excepcional de Chan reside nos extensos vestígios hierarquicamente planejados, incluindo remanescentes dos sistemas industriais, agrícolas e de gestão de água que a sustentavam.

Atualmente integra também a Lista do Patrimônio Mundial em Perigo devido aos riscos de degradação. A Zona Arqueológica de Chan Chan foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 1986, sendo incluída no mesmo ano na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo.

Foto: Reprodução/CuscoPeru.com
  • Centro Histórico de Lima

O Centro Histórico de Lima foi fundado em 1535, e reúne importantes construções do período colonial espanhol. De acordo com a Unesco, o lugar foi um dos principais centros políticos e administrativos da América do Sul durante o Vice-Reino do Peru. 

O lugar foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco inicialmente em 1988, com uma importante ampliação de sua área protegida oficial em 1991.

Foto: Gabriela F/ Tripadvisor
  • Linhas e Geoglifos de Nasca e Palpa

As Linhas e Geoglifos de Nasca e Palpa, localizados na árida planície costeira peruana, a cerca de 400 km ao sul de Lima, reúne milhares de figuras traçadas no deserto peruano entre 500 a.C. e 500 d.C., associadas a práticas rituais e astronômicas. De acordo com a Unesco, elas representam um dos maiores enigmas arqueológicos do mundo. 

As Linhas e Geoglifos de Nazca e Palpa foram reconhecidas como Patrimônio Mundial pela Unesco no ano de 1994. 

Foto: Reprodução/Tripadvisor
  • Centro Histórico de Arequipa

O Centro Histórico de Arequipa, localizado na província de Arequipa, aos pés de três vulcões cobertos de neve, destaca-se pela arquitetura construída em pedra vulcânica, conhecida como sillar, resultado da integração entre técnicas europeias e tradições indígenas. De acordo com a Unesco, a combinação de influências é ilustrada pelas muralhas, arcos e abóbadas, pátios e espaços abertos da cidade, e pela intrincada decoração barroca de suas fachadas.

O Centro Histórico de Arequipa foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco no ano de 2000.

Foto: Reprodução/CuscoPeru.com
  • Cidade Sagrada de Caral-Supe

A Cidade Sagrada de Caral-Supe, considerada a civilização mais antiga das Américas, possui cerca de cinco mil anos e impressiona pelas pirâmides monumentais e pelo planejamento urbano desenvolvido muito antes dos incas. 

A Cidade Sagrada de Caral-Supe foi reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco no ano de 2009.

Foto: Efmella/Tripadvisor

Qhapaq Ñan – Sistema Rodoviário Andino

O Sistema Rodoviário Andino é uma extensa rede de estradas construída pelos incas para conectar cidades, centros administrativos, locais religiosos e áreas produtivas. De acordo com a Unesco, o sistema possui mais de 30 mil quilômetros distribuídos por seis países sul-americanos (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru), e demonstra o conhecimento de engenharia desenvolvido pelas populações andinas.

O Qhapaq Ñan, Sistema Rodoviário Andino, foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco no ano de 2014. 

Foto: Laura R/Tripadvisor
  • Complexo Arqueoastronômico de Chankillo 

O Complexo Arqueoastronômico de Chankillo, localizado na costa centro-norte do Peru, no Vale do Casma, é um sítio arqueológico que funcionava como um observatório solar há mais de dois mil anos. De acordo com a Unesco, o sítio inclui um complexo no topo de uma colina com três muralhas, conhecido como Templo Fortificado, dois complexos de edifícios chamados Observatório e Centro Administrativo, uma fileira de 13 torres cuboides que se estende ao longo da crista de uma colina e o Cerro Mucho Malo, que complementa as Treze Torres como um marco natural.  

O Complexo Arqueoastronômico de Chankillo foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco em 2021.

Foto: Reprodução/Fundo Mundial de Monumentos

Relatório da OTCA registra menor área queimada na Amazônia brasileira em 41 anos

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Dados sobre queimadas foram divulgados na segunda edição do Relatório Anual do Fogo no Brasil, lançado em Brasília pelo MapBiomas Fogo, no último dia 21 de julho. Foto: Reprodução/Greenpeace

A Amazônia brasileira registrou, em 2025, a menor área queimada desde o início da série histórica do MapBiomas Fogo, em 1985. Foram 3,1 milhões de hectares atingidos, uma redução de 80% em relação a 2024, quando o bioma alcançou o recorde de 15,8 milhões de hectares queimados.

Os dados fazem parte da segunda edição do Relatório Anual do Fogo no Brasil, lançado pelo MapBiomas na terça-feira (21), na sede da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), em Brasília. O documento apresenta informações sobre a ocorrência e a dinâmica do fogo no território brasileiro entre 1985 e 2025.

O evento reuniu representantes da OTCA, do MapBiomas, de instituições governamentais, corpos de bombeiros e organizações que atuam no monitoramento, na prevenção e no manejo integrado do fogo.

Para a diretora-executiva da OTCA, Vanessa Grazziotin, enfrentamento do fogo na região amazônica exige articulação entre os oito Países Membros da Organização e deve estar associado à promoção de melhores condições de vida para as populações amazônicas. “Nosso esforço é transformar a Amazônia em uma região que garanta não apenas a sobrevivência, mas uma vida digna para toda a sua população, por meio do manejo sustentável das riquezas naturais, das florestas e dos demais recursos do bioma e isso inclui o enfrentamento ao fogo”, afirmou Grazziotin.

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Evento reuniu representantes da OTCA, do MapBiomas, de instituições governamentais, corpos de bombeiros e organizações que atuam no monitoramento, na prevenção e no manejo integrado do fogo. Foto: Reprodução- Maycon Castro/Mapbiomas

Durante o lançamento, Grazziotin também destacou a criação da Rede Amazônica de Manejo Integrado do Fogo (RAMIF) e os avanços na construção de um entendimento operativo para apoiar respostas coordenadas dos países diante de eventos extremos.

Bioma contribuiu para redução nacional das queimadas

Em todo o Brasil, 12,7 milhões de hectares foram atingidos pelo fogo em 2025. A área foi 58% inferior à registrada em 2024 e ficou 31% abaixo da média histórica anual, estimada em 18,4 milhões de hectares.

Área queimada da Amazônia Brasileira.
Em 2025, a Amazônia brasileira registrou 3,1 milhões de hectares queimados, equivalentes a 25% do total nacional. A área foi 56% inferior à média histórica e 80% menor que em 2024. Fonte: RAFR-2026, MapBiomas.


A queda observada na Amazônia contribuiu de maneira decisiva para o resultado nacional. O bioma respondeu por 24,7% da área queimada no país em 2025. O Cerrado permaneceu como o mais afetado, com 8,7 milhões de hectares, equivalentes a 68,6% do total brasileiro. Juntos, Amazônia e Cerrado concentraram mais de 93% da área queimada no ano

Embora 2025 tenha apresentado uma redução expressiva, a análise de longo prazo mostra a dimensão do desafio amazônico. Entre 1985 e 2025, cerca de 88,6 milhões de hectares do bioma queimaram pelo menos uma vez. Essa extensão corresponde a 21% da Amazônia brasileira e a 42,5% de toda a área queimada acumulada no país.

A recorrência também preocupa. Aproximadamente 68% das áreas atingidas na Amazônia queimaram duas ou mais vezes durante os 41 anos analisados. Entre as áreas com recorrência, 31,6% voltaram a queimar em intervalos de até dois anos, reduzindo o tempo disponível para a recuperação da vegetação.

Leia também: Amazônia se recupera de queimadas, mas estudo aponta que efeitos perduram

O levantamento mostra ainda que 52% da área queimada anualmente no bioma ocorreu em áreas de uso antrópico, especialmente pastagens. Os 48% restantes atingiram vegetação nativa, incluindo formações florestais, campestres e áreas alagadas.

Para o coordenador técnico do Observatório Regional Amazônico (ORA), Gonzalo Llosa, séries históricas dessa abrangência são importantes para apoiar medidas de prevenção e respostas coordenadas.

“Embora os dados apresentados se refiram ao Brasil, a dinâmica do fogo atravessa fronteiras. Para o ORA, integrar séries nacionais e regionais é essencial para antecipar riscos, fortalecer sistemas de alerta e apoiar respostas coordenadas entre os países amazônicos”, afirmou Llosa. “Para isso, também é necessário conhecer as capacidades instaladas das instituições chamadas à intervir e, se for preciso, fortalecê-las para um melhor desempenho na luta contra essa ameaça”, complementou o coordenador.

Gonzalo Llosa, coordenador técnico do ORA, destacou a importância de integrar dados nacionais e regionais para antecipar riscos e apoiar respostas coordenadas ao fogo entre os países amazônicos. Foto: Reprodução-Maycon Castro/MapBiomas

Dados públicos para orientar decisões

Produzido pela iniciativa MapBiomas Fogo, o relatório utiliza imagens dos satélites Landsat, com resolução espacial de 30 metros, e técnicas de aprendizado de máquina para identificar as cicatrizes deixadas pelo fogo.

A Coleção 5 incorpora dois novos produtos. O primeiro estima a severidade potencial das queimadas, com base nas alterações observadas na vegetação e no solo antes e depois do fogo. O segundo calcula o intervalo entre ocorrências sucessivas em uma mesma área. Os dados também podem ser consultados por bioma, estado, município, tipo de cobertura e uso da terra e categoria fundiária.

Tasso Azevedo, coordenador geral do MapBiomas, destacou a importância de produzir dados acessíveis, atualizados e cientificamente robustos. “Quem gera impacto é quem utiliza os dados”, afirmou Azevedo. Para Ane Alencar, coordenadora do MapBiomas Fogo, informações sobre recorrência, severidade e intervalo de retorno do fogo ajudam a compreender as mudanças nas queimadas e a orientar ações preventivas e a implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo no Brasil.

Considerando todo o território brasileiro, 208 milhões de hectares queimaram pelo menos uma vez entre 1985 e 2025. A extensão equivale a aproximadamente 24% do país, ou um em cada quatro hectares. Em 64% das áreas atingidas, o fogo ocorreu mais de uma vez.

O Relatório Anual do Fogo no Brasil, os mapas e os dados da Coleção 5 do MapBiomas Fogo estão disponíveis gratuitamente. A transmissão do lançamento também pode ser acessada on-line.

*Com informações da OTCA