Maioria dos pedidos de refúgio é para cidades no interior do Acre, na região de fronteira com Peru e Bolívia. Foto: Reprodução
Deixar sua terra natal é uma mudança drástica e, a depender da situação, não é uma decisão, mas uma necessidade. É o caso dos refugiados. O Acre aprovou 302 pedidos de refúgio somente em 2024, de acordo com números da plataforma DataMigra, do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra).
No total, em 2024, foram feitas 1.397 solicitações para refúgio no Acre. Ou seja, deste número, 21% foi aprovado no ano passado.
Ainda conforme o monitoramento, baseado em dados da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), a maioria dos refugiados autorizados a permanecer no Acre vem da Venezuela: foram deferidos 293 pedidos para pessoas desta nacionalidade, o equivalente a 97% do total.
Refugiados são pessoas que saem, de modo forçado, do país de origem e o retorno pode colocar a integridade física em risco. Com isso, o refúgio é uma proteção legal internacional. O Dia Mundial do Refugiado, lembrado nesta sexta-feira (20), é dedicado à conscientização sobre a causa.
A maior parte dos refugiados está abrigada em municípios no interior do estado – Assis Brasil e Epitaciolândia – regiões que fazem fronteira com Peru e Bolívia, por onde eles costumam entrar no país. Com isso, os pedidos atendidos ficaram distribuídos desta forma:
Epitaciolândia – 168
Assis Brasil – 121
Rio Branco – 12
Cruzeiro do Sul – 1
Sabe a diferença entre refugiado e imigrante? Veja a explicação:
Em 2023, os pedidos chegaram a 6.565 solicitações, o terceiro maior número do país, sendo deferidas 3,8 mil solicitações, número 92% maior que o registrado no ano passado.
Em 2025, já foram concedidos 60 pedidos de refúgio no estado, sendo 52 para Assis Brasil e oito para Epitaciolândia. Atualmente, existem 272 solicitações aguardando decisão, ainda segundo o OBMigra.
Passo a passo
O processo de solicitação do refúgio é longo, porém gratuito, e, em casos específicos, pode ser deferido sem entrevista de elegibilidade. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), são pelo menos nove etapas até a concessão.
Para ser reconhecido como refugiado no Brasil, é necessário preencher o formulário do Sistema Comitê Nacional para os Refugiados (Sisconare), na internet. A plataforma está disponível no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Após o cadastro, é preciso ir até a Polícia Federal com os documentos — se houver — junto com o número de controle gerado na hora do cadastro no Sisconare. O tempo estimado para análise do pedido é de 1a 2 anos.
Devido ao grande fluxo de migrantes na região de fronteira do Acre com Peru e Bolívia, a prefeitura de Epitaciolândia decretou situação de emergência humanitária em novembro de 2021.
Ao Grupo Rede Amazônica, o então prefeito da cidade, Sérgio Lopes, informou que o município mantinha, junto com a prefeitura de Brasileia, uma casa de apoio que fica instalada em Brasileia. Segundo ele, o local está operava acima da capacidade.
Apesar de não possuir uma casa de acolhimento, o prefeito disse na época que Epitaciolândia tinha dezenas de pessoas acampadas em uma igreja na cidade.
“E todos os dias estão chegando mais migrantes nesse local. Então nós, junto com a Secretaria de Assistência Social do Estado, que inclusive está aqui em Epitaciolândia estamos buscando uma solução para essa questão, para a gente conseguir melhorar o atendimento a esses migrantes”, falou.
O Acre tem três casas de apoio a imigrantes onde eles podem tomar banho, se alimentar e dormir e depois seguir viagem. Uma fica em Assis Brasil, na fronteira com o Peru, outra em Brasiléia, e outra na capital, Rio Branco. Todas têm capacidade para atender 50 pessoas.
Na época, o governo do Acre também publicou decreto sobre a implementação do comitê de Crise Humanitária no Acre, para discussão e adoção de providências relacionadas ao fluxo migratório no Acre.
Raimundo dos Santos Souza, o mestre Sacaca. Foto: Reprodução
A Mangueira publicou no Dia do Cinema Nacional uma dica de filme sobre o mestre Sacaca, que vai ser homenageado no Carnaval de 2026 pela escola de samba. O curta-metragem “Mestre Sacaca – A Lenda”, está disponível de forma gratuita na internet.
Em maio, a Estação Primeira de Mangueira anunciou o enredo para o desfile do ano que vem com o tema: ‘Mestre Sacaca do encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra’.
“Hoje é Dia do Cinema Nacional e não poderia haver momento melhor para conhecer nossas histórias, nossas raízes e nossos encantos”, destacou a Mangueira, nas redes sociais.
O curta sobre Sacaca foi dirigido pelo amapaense Toninho Duarte e participou em 2020 da 7º edição do Festival Cine.Ema, realizado pela Caju Produções e o Ministério do Turismo.
Mestre Sacaca
Raimundo dos Santos Souza, o mestre Sacaca, morreu em 1999 aos 73 anos e hoje dá nome ao Museu Sacaca, no Centro de Macapá. Tornou-se respeitado através do domínio na manipulação de plantas e ervas da Amazônia. Foi neto de escravos e dedicou sua vida a ajudar e curar os males físicos e psicológicos dos habitantes da cidade de Macapá.
Seus conhecimentos o fizeram ser reconhecido e virar referência para pesquisadores de todo o mundo. Por conta do trabalho realizado ele ficou conhecido como “doutor da floresta” em diferentes cidades.
Raimundo Souza participou do carnaval amapaense por mais de 20 anos seguidos como o Rei Momo e tinha a Boêmios do Laguinho, como escola de samba do coração. Foi enredo das agremiações Solidariedade, Piratas da Batucada, Boêmios do Laguinho e Império da Zona Norte, além de vários blocos carnavalescos.
Foto: Blog Porta Retrato-AP
No esporte, Sacaca destacou-se como técnico que revelou craques amapaenses e também como massagista. Atuou no Esporte Clube Macapá, quando o time foi campeão do primeiro Copão da Amazônia, em 1975.
Após a morte, recebeu a mais alta condecoração da Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture. A homenagem póstuma foi concedida em 2018 à família em uma cerimônia no Rio de Janeiro.
Cobras são vistas em galho de árvore em estrada de Cruzeiro do Sul, no Acre. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Um caso curioso movimentou a Estrada da Boca da Alemanha, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, no dia 17 de junho. Nada menos que cinco jiboias (isso mesmo: cinco!), de porte médio a grande, foram encontradas distribuídas em duas árvores às margens da rodovia, em acasalamento.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o chamado foi feito por um homem que disse que havia avistado cinco cobras em uma árvore. Ao chegarem no local, a guarnição identificou quatro jiboias nos galhos e uma que havia descido, ou melhor, caído da árvore.
Coincidência ou não, este homem se tratava do herpetólogo e professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Paulo Bernarde, que passava pela estrada exatamente naquele momento. Ao ver a cobra no chão, o especialista não hesitou: conteve o animal e o colocou no carro até a chegada da guarnição.
Ao Grupo Rede Amazônica, o doutor em Zoologia disse que o encontro múltiplo de serpentes dessa espécie não é exatamente comum, mas ocorre em períodos específicos do ano. “A fêmea emite feromônios e os machos captam o cheiro e vão atrás dela”, explicou ele.
Esses feromônios são emitidos para atrair machos durante o cio, o que pode explicar o “condomínio serpentário” formado.
Agora, para alcançar as demais serpentes, que estavam em galhos altos, os bombeiros precisaram de cuidado e utilizaram motosserras, já que a área apresentava vegetação densa e proximidade com residências.
Após o resgate, os animais foram soltos em uma área de mata distante da zona urbana, garantindo segurança tanto para os moradores quanto para as jiboias.
“Na árvore Havaí, [também haviam] outras quatro serpentes de médio e grande porte, totalizando cinco animais. A guarnição, utilizando uma escada, fez a poda de alguns galhos, trazendo os animais pro chão, e em seguida as capturou, colocaram na caixa de transporte, se deslocaram para uma área de mata longe de residências e fizeram a soltura dos animais”, disse o tenente Rosenildo Pires, do Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul.
Os bombeiros orientam que ao se depararem com animais silvestres em áreas urbanas, moradores devem manter distância e acionar o número 193.
“Embora elas estivessem numa árvore que, teoricamente, é o aspecto natural delas, elas estavam passivas de um acidente, de serem atropeladas por um carro, ou então alguém passar e arremessar pedras, tentando contra a vida desses animais. Por ser uma rota de muita trafegabilidade, tanto de pedestre como de veículos e motocicletas, é interessante que acionem o 193 que iremos fazer captura desses animais e devolver para outro habitat natural deles, longe da civilização, para proteger a integridade delas”, complementou o militar.
Artista J. Márcio é o responsável por várias esculturas espalhadas em Macapá. Foto: J.Márcio/Acervo pessoal
O artista visual J.Márcio é quem dá a vida a diversos monumentos culturais espalhados por Macapá (AP), com destaque ao protagonismo amapaense. Foi nas obras públicas que o artista ganhou um grande reconhecimento artístico.
O escultor conta que o um de seus principais desafios foi o projeto da praça Povos do Meio do Mundo, um monumento que se tornou um dos maiores da região Norte e foi visualizado em todo o Brasil.
“Foram 6 meses trabalhando arduamente, dia após dia, não tivemos momento de descanso. Lá foi um desafio muito grande para nós artistas locais, eu como assinei a obra estava lá diretamente fazendo também o trabalho”, disse o artista.
Praça Povos do Meio do Mundo, em Macapá. Foto: Mônica Peixoto/Rede Amazônica AP
Outra obra que é destaque do autor, está localizada na Praça Jacy Barata Jucá na Orla de Macapá: ‘Lavadeiras do Igarapé’, que representa as figuras ribeirinhas femininas.
“Tenho um carinho muito grande por aquela obra, porque ela interage diretamente com as pessoas, se abraçam, passeiam entre as lavadeiras, então para mim é muito gratificante saber que nossos espaços, os monumentos que a gente tá fazendo na cidade servem de contemplação”, contou o artista.
Obra na Praça Jacy Barata Jucá. Foto: Divulgação/PMM
O Açaízal
A mais recente obra é o ‘Açaízal’, localizado na Rampa do Açaí, na Orla de Macapá. A arte é repleta de elementos simbólicos que representam a cadeia produtiva do açaí, envolvendo quatro personagens envolvidos na produção.
“A cuia que a gente vê de fato, é uma semente de um caroço de açaí que germina e essa germinação é a cadeia produtiva do açaí, com o peconheiro que vai lá nas suas dificuldades, seja ela inverno ou verão ele tá lá subindo, traz ao povo da sua cidade, da sua casa, e de lá é transportada através dos barcos aqui da amazônia por esse rio majestoso”, disse.
O trabalho busca valorizar os regionais que trabalham com o açaí, desde o momento da colheita até o momento em que chega à mesa como refeição.
“É toda uma viagem, é todo um trabalho complexo, que sai de um caroço que germina e vai chegar aqui na rampa do açaí, onde vai ser distribuído pros nossos empreendedores e aqui a economia vai girar e vai chegar na nossa mesa aquele pratinho de açaí”, concluiu.
Obra ‘Açaízal’, na rampa do açaí. Foto: Emanuelle Gomes/PMM
O artista que é responsável por inúmeras outras obras no estado, destacou ainda que as obras devem ser apreciadas e preservadas, pois passam a ser parte da história.
“Nós temos a maior reserva da Amazônia aqui. Então nosso pedaço da Amazônia que é o Amapá tem que ser preservado e a gente tem que saber tirar proveito. A gente tem procurado levar essa didática nos nossos monumentos e isso tem dado certo, e eu espero que a sociedade também nos contribua preservando o ambiente e os espaços públicos”, finalizou J.Márcio.
J.Márcio
Desde os 15 anos, o artista se dedica à arte, com obras que refletem a identidade e a cultura do Amapá. Com uma carreira que abrange mais de uma década, ele se destacou como artista plástico.
J.Márcio é a mente por trás de inúmera obras em Macapá. Foto: Mônica Peixoto/Rede Amazônica AP
Tudo começou quando artistas da música o procuravam para divulgar seus eventos e shows com artes. Nessa época, ele também ia para a orla da cidade, para pintar barcos, onde aprimorou sua habilidade e paixão pela arte.
Atualmente J.Márcio é professor no Centro de Educação de Artes Visuais Cândido Portinari, onde leciona escultura, grafitagem, desenho e pintura desde o ano de 2009.
*Por Isadora Pereira e Mayra Carvalho, da Rede Amazônica AP
Experimento de recomposição de reserva legal em Mato Grosso. Foto:Gabriel Faria
Uma avaliação feita após oito anos de instalação de diferentes estratégias de restauração de reserva legal na Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, Mato Grosso, mostrou que em áreas com plantio de mudas a cobertura do solo pelas copas já superou os indicadores determinados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para aferir o êxito na revegetação. Porém, no que diz respeito à quantidade de regenerantes e a diversidade de espécies, o cenário observado ainda é insuficiente.
A Sema-MT estabelece três parâmetros que devem ser alcançados em até 20 anos para avaliação de sucesso na recomposição florestal em áreas com mais de quatro módulos fiscais. O primeiro é a cobertura do solo gerada pela copa das árvores com mais de dois metros de altura, que deve ser superior a 80% com espécies nativas. O segundo é a densidade de regenerantes com o mínimo de 3 mil indivíduos por hectare. O terceiro diz respeito à riqueza da diversidade, com ao menos 20 espécies diferentes entre os indivíduos regenerantes.
O pesquisador da Embrapa Florestas (PR) Ingo Isernhagen ressalta que a avaliação foi feita faltando 12 anos para o prazo final para atingir os parâmetros. Porém, os dados já são indicadores importantes considerando-se que se trata de uma área experimental:
O pesquisador da Embrapa Florestas (PR) Ingo Isernhagen. Foto: Gabriel Faria
“Este é o único experimento com esse nível de monitoramento e com essa idade que tenho conhecimento em Mato Grosso. É importante termos esses parâmetros para se pensar em possíveis intervenções para contribuir para o alcance dos indicadores definidos pela Sema. Mas não quer dizer que se deixarmos de mexer não vai acontecer nada”, avalia o pesquisador.
Tanto a legislação brasileira que trata sobre a proteção da vegetação nativa, conhecida como Novo Código Florestal Brasileiro (Lei Federal nº 12.651/2012), quanto o Decreto Estadual nº 1.491/2018 que aborda os Programas de Regularização Ambiental (PRA) definidos após análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) são recentes. No caso de Mato Grosso, os parâmetros adotados pela Sema se basearam nos poucos estudos existentes até então, alguns deles em outros biomas. Dessa forma, resultados da pesquisa conduzida na Embrapa Agrossilvipastoril podem contribuir para melhorias nos parâmetros adotados.
Os ensaios sobre restauração de reserva legal da Embrapa Agrossilvipastoril foram instalados em 2012 com o objetivo de gerar informações sobre as diferentes técnicas de adequação ambiental para a região médio-norte de Mato Grosso, considerando a possibilidade de uso econômico das áreas com produção de bens madeireiros e não madeireiros.
Reflorestamento com plantio de mudas atingiu elevado percentual de cobertura de copa em Mato Grosso. Foto:Gabriel Faria
Foram feitos tratamentos utilizando plantio de mudas, plantio direto de sementes ou semeadura à lanço e ainda a regeneração natural por meio do isolamento da área.
Foram usadas espécies nativas com diferentes propósitos, tanto considerando serviços ecossistêmicos quanto produção de frutos, essências e madeira. Conforme permite a lei, em um dos tratamentos com mudas também foi usado o eucalipto, que é uma espécie exótica, sendo uma fonte de renda a médio prazo que poderia compensar gastos com a recuperação da área. Na avaliação feita aos oito anos conforme parâmetros da Sema-MT só os tratamentos com plantio de mudas foram acompanhados.
Para se definir a área de cobertura do solo pela copa foram usados diferentes métodos, como forma de comparar os resultados de cada um deles. Além do método recomendado pela Sema, com observação a cada metro em uma parcela de 25m x 2m, foi utilizado o densiômetro de copa e quatro aplicativos gratuitos para esse fim: GLAMA Aplication, Canopy Capture, Canopy App e Canopy Cover Free.
Retirada de toras de eucalipto plantado em um dos tratamentos com plantio de mudas em Mato Grosso. Foto:Gabriel Faria
A leitura do densiômetro é subjetiva, por isso recomenda-se que uma mesma pessoa faça a avaliação de todos os talhões como forma de manter um padrão. Já os aplicativos utilizam a câmera do celular para calcular a área coberta.
“A percepção em campo é que, de forma geral, a aplicação dos métodos de detecção de cobertura de copa arbórea com o uso dos aplicativos, embora rápida, mostrou-se bastante sensível às variações de luminosidade geradas, por exemplo, pela passagem de nuvens e mesmo a movimentação das copas das árvores”, explica Ingo Isernhagen justificando o alto desvio padrão encontrado na leitura dos aplicativos.
Para todos os tratamentos avaliados, o aplicativo GLAMA e o protocolo Sema foram os que apresentaram os maiores valores de cobertura de copa.
Entre os tratamentos avaliados, aquele que teve menor percentual de cobertura de copa foi justamente aquele com eucalipto. Isso ocorreu tanto pela retirada de árvores no primeiro desbaste feito, quanto pela mortalidade de alguns indivíduos devido ao ataque de formigas.
A avaliação aos oito anos mostrou que a área experimental da Embrapa Agrossilvipastoril ainda está longe de atingir o indicador estipulado pela Sema-MT aos 20 anos no que diz respeito aos regenerantes. O tratamento que teve maior número de regenerantes teve 1.083 indivíduos por hectare, enquanto o que teve menor número só foram encontrados 483 indivíduos em um hectare.
Experimento de recomposição de reserva legal em Mato Grosso. Foto:Gabriel Faria
No que diz respeito à riqueza da diversidade, os dois tratamentos com melhor desempenho possuem dez espécies e o pior desempenho possui apenas cinco espécies.
Esses resultados parciais levam à discussão sobre possíveis intervenções na área, como podas de árvores para maior entrada de luz no sub-bosque, plantio de novas mudas ou semeadura.
“Estamos articulando com potenciais parceiros em busca da viabilização de recursos para insumos e mão-de-obra que possibilitem fazer as intervenções para termos cenários com e sem intervenção ao longo do tempo”, explica Diego Alves Antônio, engenheiro florestal e analista da Embrapa.
Há ainda a possibilidade de os oito anos da avaliação serem pouco tempo para a evolução desses indicadores. Isernhagen lembra que nos próximos anos haverá morte de árvores de ciclo mais curto, como embaúbas, abrindo clareiras e que a serrapilheira depositada seguirá melhorando as condições químicas e físicas do solo. Há também a tendência de maior circulação de animais dispersores de sementes com o bosque formado.
“Nosso objetivo é trazer contribuições para os produtores que precisam recuperar suas áreas, quer seja apenas para atingir os parâmetros exigidos pela Sema, quer seja para obter renda com a exploração econômica de madeira, frutos e essências produzidas na área recuperada”, declara Isernhagen.
Além dos três parâmetros determinados pela Sema-MT, também está sendo avaliado no experimento o aporte de carbono no solo. Uma pesquisa futura, realizada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), irá avaliar o estoque de carbono na biomassa das árvores.
Há décadas a Embrapa imprime esforços visando à restauração de ambientes degradados, que geraram dezenas de projetos para este fim.
Em um trabalho recente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), iniciado em 2024, e intitulado Florestas Produtivas, a Embrapa Florestas tem contribuído por meio dos Sistemas Agroflorestais de Referência e sua viabilidade financeira, que visam à mitigação da fome e mudanças climáticas. Esses sistemas agroflorestais estão sendo adaptados às realidades locais e começaram a ser implantados primeiramente no Bioma Amazônia, em assentamentos no Pará e no Maranhão, e seguirão pelo Cerrado, Mata Atlântica, e demais biomas, integrando ações.
Outra ação importante a ser realizada pela Embrapa para recuperar ecossistemas degradados, aliando conservação ambiental e produção agrícola sustentável consistirá no resgate de projetos bem-sucedidos antigos que foram, no entanto, descontinuados com o passar do tempo. Ambos enfatizam a necessidade de viabilidade econômica e inclusão social, garantindo que as soluções sejam aplicáveis em larga escala. Com a organização desses dados e sua disponibilização em rede, será possível integrar as diversas tecnologias já criadas pela Embrapa.
“Estamos chamando este trabalho de restauração produtiva e vamos começar com três estados, Pará, Maranhão e Mato Grosso, para, justamente, em Unidades de Referência Tecnológica (URTs) restaurar áreas degradadas com viés de produção, e utilizar vários métodos e tecnologias já consagrados, pela Embrapa. Com boa gestão, terão produção elevada, mantendo o solo conservado, água limpa, evitando erosão, que vão agregar mais valor e renda àquela propriedade, com a comercialização dos seus produtos.
Estes vão gerar as informações com coeficientes técnicos e indicadores financeiros que gerarão subsídios para auxiliar políticas públicas, e assim para ganhar escala. Esse é o viés social, que envolve mais famílias”, explica Marcelo Arco-Verde, chefe-geral da Embrapa Florestas.
Buscando articular pesquisadores e iniciativas como estas, surgiu há menos de um ano o RestauraBio, uma rede colaborativa dentro da Embrapa, que atua no mapeamento de projetos antigos e na estruturação de novos, como as Unidades de Referência Tecnológica (URTs). “A rede é uma facilitadora, integrando projetos como Florestas Produtivas e o resgate de dados antigos. Sua governança ainda está em construção, mas seu papel é vital para evitar a fragmentação do conhecimento”, frisa Arco-Verde.
Três nomes disputam votação para filhotes de peixe-boi-da-Amazônia. Foto: divulgação
Dois filhotes de peixe-boi-da-Amazônia, espécie símbolo e ameaçada da região, terão os nomes escolhidos pelo público em uma campanha interativa nas redes sociais. As três combinações de nomes finais foram definidos. Veja abaixo.
A ação tem como objetivo envolver a sociedade na preservação da biodiversidade amazônica e dar visibilidade ao trabalho de conservação.
Os três nomes finais que devem ser escolhidos são:
Morena e Carabá – Referências ao rio Uatumã: Morena é o nome de uma cachoeira do rio e Carabá é um afluente do rio.
Amana e Porã – Palavras de origem tupi-guarani que celebram a natureza: Amana significa “chuva” ou “água que vem do céu”, e Porã quer dizer “bonito” ou “belo”.
Mel e Açaí – Alimentos tradicionais do Brasil que também representam o sabor, a biodiversidade e a cultura da região do Centro.
Filhote de peixe-boi. Foto: divulgação
Os filhotes nasceram no Centro de Preservação e Pesquisa de Mamíferos e Quelônios Aquáticos (CPPMQA), localizado próximo à Usina Hidrelétrica de Balbina, em Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas. O centro, ativo desde 1985, cuida da reabilitação e monitoramento de peixes-bois e outras espécies ameaçadas da região.
Como participar da campanha:
Vote entre três opções selecionadas para cada filhote pelo Instagram (@eletrobrasoficial).
A votação será acompanhada pela Rede Amazônica.
Os nomes escolhidos serão divulgados em 23 de junho.
Através da implantação da técnica de diagnóstico rápido Lateral Flow Assay, foram reduzidos tempo e custo, evitando aumento da resistência bacteriana – Foto por: Arquivo/Pesquisadora
Pesquisadores de Mato Grosso realizaram estudo para detectar isolados Multi Resistentes a Drogas (MDR), ou seja, bactérias (organismos) resistentes a múltiplos antibióticos em animais e humanos. Nos estudos foi verificado o perfil de susceptibilidade a antimicrobianos em diferentes populações, tornando possível padronizar um teste rápido de detecção de genes de resistência.
Através da implantação da técnica de diagnóstico rápido Lateral Flow Assay, foram reduzidos tempo e custo, evitando aumento da resistência bacteriana e implementando um sistema de informações de ocorrências de cepas MDR e seus principais antibióticos, referência para médicos e médicos veterinários no estado.
Pesquisadores de Mato Grosso. Foto por: Arquivo/Pesquisadora
De acordo com a coordenadora do projeto, a doutora em Ciências da Saúde Valéria Dutra, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), “a crescente ameaça de resistência a antibióticos exige o desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico rápidas e precisas para testes de suscetibilidade antimicrobiana, particularmente em ambientes clínicos onde informações oportunas são cruciais para uma administração eficaz de antibióticos”.
Os métodos convencionais frequentemente demandam longos tempos de resposta, dificultando a prescrição rápida de terapias. Essa limitação ressalta a importância de abordagens inovadoras que possam fornecer resultados dentro de um prazo clinicamente relevante, permitindo a tomada de decisões no mesmo dia.
Neste estudo foram obtidos isolados bacterianos de animais domésticos e silvestres (n=172), e humanos (n=50), que foram submetidos a testes de susceptibilidade a antimicrobianos, onde foi detectada resistência a antibióticos, como aminoglicosídeos, meticilina e carbapenêmicos, em humanos e animais.
Através da implantação da técnica de diagnóstico rápido Lateral Flow Assay, foram reduzidos tempo e custo, evitando aumento da resistência bacteriana – Foto por: Arquivo/Pesquisadora
O teste rápido de PCR, LAMP-CRAS, quando aplicado, foi capaz de identificar corretamente 45,7% de amostras testadas, quando comparado com o teste padrão de antibiograma, porém em tempo bem menor, em torno de 2,5h (Figura 2), quando comparado ao tradicional (36-48h). Desta forma o sistema de detecção rápida pode auxiliar na escolha do tratamento correto, diminuindo o impacto da resistência bacteriana na saúde pública.
A resistência antimicrobiana (RAM) é uma das maiores ameaças que enfrentamos na atualidade. Em 2019 o grupo Ad Hoc de Coordenação Interagencial da ONU sobre Resistência Antimicrobiana (IAGC) foi responsável pela divulgação do relatório alertando que doenças resistentes a medicamentos podem causar 10 milhões de mortes a cada ano até 2050, além de danos catastróficos à economia.
Até 2030, a resistência antimicrobiana pode levar à extrema pobreza até 24 milhões de pessoas. O mundo já vem sentindo as consequências econômicas e de saúde à medida que medicamentos cruciais se tornam ineficazes. Sem investimentos, as gerações futuras enfrentarão os impactos desastrosos de uma resistência antimicrobiana descontrolada.
Pesquisadores de Mato Grosso. Foto por: Arquivo/Pesquisadora
“Medidas de controle de infecção e identificação de mecanismos de resistência, devem ser imediatamente implementados, para que as terapias antibióticas apropriadas possam ser propostas, entre eles, os testes de diagnósticos rápidos, práticos e menos onerosos”, ressaltou a pesquisadora.
A pesquisa foi fomentada no Edital FAPEMAT 021/2022 – Pesquisas com Nível Médio de Maturidade nas Ciências da Saúde, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), com o título “Implantação do teste rápido Lateral Flow Assay em humanos e animais para detecção de bactérias Multirresistentes a drogas – uma abordagem em Saúde Única”.
Festa de esquenta do Carnaboi, em Manaus. Foto: Roberto Carlos
Dados inéditos da pesquisa Cultura nas Capitais revelam que Manaus é a capital brasileira com maior acesso da população a apresentações de dança. Segundo os números, 32% dos moradores da capital do Amazonas compareceram a esse tipo de atividade nos 12 meses anteriores à pesquisa, contra uma média de 24% entre todas as capitais do país.
Manaus também aparece na pesquisa com índices superiores à média das capitais na frequência dos moradores a atrações culturais como cinema (52% contra 48%), festas populares (41% contra 36%) e concertos (13% contra 8%).
Esses são alguns dos dados revelados pela pesquisa Cultura nas Capitais, maior levantamento sobre o tema já produzido no Brasil, que analisou o comportamento dos moradores das 26 capitais e do Distrito Federal. A pesquisa da JLeiva Cultura & Esporte ouviu 19,5 mil pessoas em todas as capitais brasileiras. Em Manaus, foram entrevistadas 600 pessoas, de todas as regiões do município.
Vale ressaltar que a capital amazonense apresentou bom resultado também em comparação a anos anteriores. Em 2017, a JLeiva fez um levantamento semelhante em 12 capitais, Manaus entre elas. Doze atividades constam no questionário tanto de 2017 quanto de 2024, e, na média, em 11 delas houve queda no acesso nesse período. Já em Manaus houve queda apenas em seis — o melhor desempenho entre as 12 cidades pesquisadas tanto em 2017 quanto em 2024.
A Festa do Boi Bumbá, manifestação cultural emblemática da Região Norte, ocupa um lugar de destaque no calendário e na identidade cultural de Manaus. De acordo com a pesquisa, 23% dos manauaras que participaram de festas populares nos últimos 12 meses afirmaram ter ido à Festa do Boi — é o maior índice entre todas as capitais brasileiras e muito acima da média nacional, de apenas 4%.
Além disso, 21% dos entrevistados de Manaus consideram a Festa do Boi o evento cultural mais importante da cidade, evidenciando o forte enraizamento dessa tradição local e sua relevância simbólica para a população. Esses dados reforçam o papel da Festa do Boi como um pilar da cultura manauara, com potencial de mobilização popular e de valorização das expressões regionais.
Festival Amazonas de Ópera. Foto: Marcio James/Sec-AM
Um dos ícones culturais do país, o Teatro Amazonas é citado por 20% dos manauaras como o principal espaço cultural da cidade. O equipamento é conhecido por 99% dos moradores da cidade. Com exceção da Fortaleza de São José (99% dos moradores de Macapá já ouviram falar dela), nenhum outro espaço tem um grau de conhecimento tão alto em seu município — o Theatro da Paz, por exemplo, é conhecido por 97% dos moradores de Belém; o Museu do Ipiranga, por 95% dos moradores de São Paulo; o Museu do Amanhã, por 91% dos cariocas; e o Memorial JK, por 86% dos moradores de Brasília.
Chama a atenção também a democratização do acesso ao teatro em Manaus: 69% das pessoas que foram a apresentações teatrais nos espaços da cidade afirmam que não pagaram ingresso, quase o dobro da média das capitais (35%). É também a capital onde mais gente vai sozinha ao teatro (19%), indicando um comportamento cultural autônomo e enraizado.
Museus e estilos musicais
O acesso a museus também revela singularidades: 25% dos visitantes vão sozinhos, frente a 17% da média das capitais. Além disso, moradores de outras dez capitais citaram museus de Manaus como os últimos que visitaram, sinalizando o potencial turístico-cultural da cidade.
Musicalmente, a população de Manaus demonstra ser eclética: gospel (28%), sertanejo (26%), rock (25%) e MPB (24%) aparecem entre os estilos preferidos pela população. O percentual de rock coloca a capital como a mais roqueira entre as capitais do Norte (a mais próxima é Belém, com 18%).
Neste mês de junho, a Fundação Rede Amazônica (FRAM) realiza o projeto ‘Parintins para o Mundo Ver‘, uma iniciativa multiplataforma que valoriza a cultura local e promove conteúdos informativos e socioambientais voltados à população da ilha e aos milhares de visitantes que participam da festa.
“O projeto ‘Parintins para o Mundo Ver’ é uma forma de dar protagonismo ao povo da ilha, mostrando para o Brasil e para o mundo que Parintins vai muito além do festival. É uma celebração da cultura viva, da identidade amazônica e da força criativa de uma comunidade que transforma tradição em potência. Nossa missão é comunicar com sensibilidade e verdade tudo aquilo que faz essa cidade tão única”, destacou Mariane Cavalcante, diretora executiva da Fundação Rede Amazônica.
A cobertura envolve nove grandes ações, distribuídas entre TV aberta, rádio e plataformas digitais do Grupo Rede Amazônica. Os conteúdos serão exibidos pela Rede Amazônica, afiliada da TV Globo, e Amazon Sat. Entre os destaques da cobertura da Rede Amazônica está o Jornal do Amazonas – 1ª Edição, que será ancorado durante toda a semana do Festival Folclórico de Parintins, com Lane Gusmão na apresentação. Também fazem parte da programação o Bom Dia Amazônia e o Jornal do Amazonas – 2ª Edição, ambos com entradas ao vivo.
“Já estamos desembarcando em Parintins com mais de 50 profissionais de todas as áreas do Grupo Rede Amazônica, para levar a melhor cobertura de todas as manifestações culturais que acontecem na ilha, desde a recepção dos visitantes. Teremos também equipes do G1 e da CBN, com informações ao vivo direto de Parintins, levando tudo o que de mais importante acontece para manter nosso público bem informado. É o jornalismo da Rede Amazônica, presente onde a notícia está!”, destacou Paulo Fernandes, diretor de jornalismo da Rede Amazônica.
Entre os outros destaques estão o programete “Direto da Ilha”, com entradas ao vivo direto de Parintins, e a série digital “A Magia da Ilha”, que apresenta o olhar de personalidades locais sobre a cultura amazônica. Também fazem parte da programação os flashes informativos, com dicas de segurança, saúde e logística, além do programa Galeria Especial, transmitida pelo canal Amazon Sat, que explora os bastidores do festival.
“Neste período, Parintins assume um protagonismo cultural que transborda a Amazônia e, como maior empresa de comunicação da região, queremos ser a porta-voz do que acontece nesta cidade para todo o Brasil. Além da cobertura jornalística, nosso público pode esperar uma presença marcante nos intervalos e conteúdos especiais, apresentados com leveza e irreverência. Queremos conectar essa emoção a todos que nos assistem. Rede Amazônica e Amazon Sat juntos — porque é por aqui que a Amazônia se vê, e também se mostra para o mundo”, destacou Silvério Machado, diretor de programação da Rede Amazônica.
Outro ponto alto da cobertura é a estreia do programa ‘Ponto Alto: Parintins’, com imagens aéreas da cidade e visitas a locais icônicos, como o Bumbódromo, a orla, a Igreja Nossa Senhora do Carmo e o mercado municipal.
Além da cobertura jornalística e cultural, o projeto contempla uma campanha educativa com foco socioambiental, veiculada nos canais do grupo. As ações são divididas em três frentes:
O Rio é Festa em Movimento – Valorização do rio como símbolo cultural e natural de Parintins.
Parintins Te Espera com Coração Aberto – Exaltação da hospitalidade local, com mensagens de consciência ambiental.
Manual do Brincante Consciente – Dicas práticas e bem-humoradas sobre o descarte correto de resíduos.
Sobre a Fundação Rede Amazônica
A Fundação Rede Amazônica é o braço institucional do Grupo Rede Amazônica, atua há 40 anos com os objetivos de capacitar pessoas, articular parcerias, desenvolver projetos e programas que contribuem para a proteção e desenvolvimento da Amazônia.
O que é produzido em Rondônia está ganhando visibilidade e dando retorno com alta de exportações. Foto: governo de RO
Rondônia tem se tornado uma das melhores economias do Brasil. O levantamento é da Coordenação de Geointeligência de Dados Econômicos, com base nos dados do comércio exterior brasileiro: Comex Stat. Rondônia, que estava em 41 países em 2020, já chega a 116 países, sendo os principais destinos: China, Espanha, Argélia, México e Estados Unidos.
As exportações de janeiro a maio de 2025, somam US$ 1.4 bilhões e sinaliza que caminha para mais um recorde. Em 2024, a exportação atingiu o topo da evolução histórica com US$ 2,6 bilhões, o que equivale a R$ 14,4 bilhões. Uma alta de 103% nos últimos cinco anos.
A carne bovina e grãos, historicamente, se mantém em evidência nas exportações, e se fortaleceram nos últimos anos, mas há produtos que subiram muito na demanda do comércio exterior, saindo lá do final da fila e alcançando destaque. Para ter ideia da evolução, o café, por exemplo, que em 2019 movimentava US$ 66.877, chegou a 2024 com US$ 130.990.879, mais que dobrou.
A exportação do Tambaqui também disparou, era em 2019, US$ 71.120 e chegou US$ 608.424 em 2024, um volume aproximadamente 9 vezes maior. Eo cacau também embarcou nessa boa onda econômica rondoniense, as exportações do produto subiram de U$ 27.284.429,00 em 2019 para U$ 207.784.702,00 em 2024.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o segredo para esse resultado tão positivo está na combinação de alta da qualidade e sustentabilidade da produção com uma promoção intensa dos produtos de Rondônia para mercados consumidores em outros estados e países.
‘‘Rondônia tem uma produção maravilhosa, feita por gente séria, dedicada, que zela pela qualidade e sustentabilidade, e quando o governo de Rondônia, junto com os produtores, apresenta esses produtos nas grandes feiras nacionais e internacionais os resultados são bons negócios’’, ressaltou.
O titular da Sedec, Sérgio Gonçalves, destacou que o recorde de exportações que Rondônia vem alcançando, mostra a força da competitividade dos produtos rondonienses e beneficia toda a população. ”As empresas que exportam geram empregos, pagam melhores salários, aprimoram seus produtos e tem maior longevidade, contribuindo para fortalecer a qualidade de vida e desenvolvimento do estado.’’
O titular da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Luiz Paulo, ressaltou que a alta das exportações de Rondônia reflete o sucesso da produção de alimentos do estado.
‘‘Rondônia tem alimentado o Brasil e o mundo com uma carne bovina deliciosa e saudável, com peixes saborosos como o Tambaqui; com os melhores cafés, os robustas amazônicos; amêndoas de cacau de alta qualidade, queijos premiados, com diversidade de sabores e produtos que tem conquistado o público. As cadeias produtivas estão sendo apoiadas pelo governo de Rondônia para apresentar o melhor do campo ao mercado global.’’
Conforme levantamento realizado pela Invest Rondônia, a Coordenadoria de Atração de Investimentos da Sedec, no ano passado foram realizadas mais de 18 missões com foco na atração de investimentos e ampliação de mercado. Entre elas, a Rondônia Coffee Fest, em Londres.
Em 2025, o governo de Rondônia já participou da Seafood Expo North America, nos Estados Unidos, considerada uma das maiores feiras mundiais de pescados. E esteve presente na Anuga, em São Paulo,um dos mais importantes eventos da América Latina, do setor de alimentos e bebidas, apresentando os produtos de Rondônia para investidores de várias partes do Brasil e do mundo.