Conheça 9 guardiões que defendem a Amazônia todos os dias

A Amazônia não é protegida apenas por políticas públicas ou ONGs, mas pelas próprias comunidades locais e grupos indígenas.

A Amazônia não é protegida apenas por políticas públicas ou ONGs, mas pelas próprias comunidades locais e grupos indígenas. Foto: Ricardo Oliveira/IPAAM

Celebrado no mês de julho, o Dia de Proteção às Florestas homenageia o conhecido Curupira, símbolo do folclore brasileiro e protetor da natureza. A criação da data aconteceu na década de 70, em meio aos crescentes debates sobre desmatamento e degradação ambiental, e hoje ganha ainda mais relevância diante da emergência climática global.

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A Amazônia, que concentra 20% da fauna mundial, abriga mais de 50 mil espécies de plantas e 30 milhões de animais, mas ela não é protegida apenas por políticas públicas ou ONGs, são as próprias comunidades locais e grupos indigénas que, dia após dia, enfrentam os desafios da conservação e mostram que é possível viver nesse local com respeito à floresta.

Para marcar a data, Lucas Ribeiro, fundador do PlanetaEXO, plataforma que promove o ecoturismo de base comunitária na Amazônia e em outros destinos naturais do Brasil, destaca algumas personalidades que representam essa luta:

Leia também: 11 guardiões da Amazônia que o Greenpeace reencontrou após 20 anos

Roberto Brito

Ex-madeireiro e hoje líder na comunidade Tumbira, no Amazonas, transformou sua relação com a floresta por meio do turismo de base comunitária, gerando renda para moradores e fortalecendo a conexão com a natureza.

guardiões que defendem a Amazônia
Roberto Brito, Ex-madeireiro e hoje líder na comunidade Tumbira. Foto: Divulgação

Juma Xipaya

Primeira mulher cacique do povo Xipaya no estado do Pará, é referência na luta contra o garimpo ilegal e na defesa do território. Comunicadora e coordenadora do Instituto Juma Xipaya, é também protagonista e produtora do documentário Yanuni, dirigido por Richard Ladkani em parceria com Leonardo DiCaprio.

Juma Xipaya, primeira mulher cacique do povo Xipaya no estado do Pará. Foto: Divulgação

José Pancrácio

Cacique da comunidade Nova Esperança, Amazonas, lidera ações de educação e preservação como a soltura de filhotes de tartaruga-da-Amazônia e a construção da escola local, financiada com o desenvolvimento do ecoturismo.

José Pancrácio, Cacique da comunidade Nova Esperança. Foto: Divulgação

Izolena Garrido

Fundadora de uma oficina de biojoias em Tumbira, no Amazonas, une arte, educação e sustentabilidade ao acolher jovens em situação de vulnerabilidade e resgatar o vínculo com o território.

Izolena Garrido, fundadora de uma oficina de biojoias em Tumbira. Foto: Divulgação

Nilde Silva

Empreendedora ribeirinha de Acajatuba, interior do Amazonas, comanda o Caboclos House Ecolodge, uma pousada ecológica operada por moradores locais. Premiada pelo Sebrae, é referência em liderança feminina na floresta.

Nilde Silva, empreendedora ribeirinha de Acajatuba. Foto: Divulgação

Val Sawré (Val Munduruku)

Ativista indígena nascida no Alto Tapajós no estado do Pará, atua na defesa de territórios e da diversidade. Participou da retirada de garimpeiros ilegais de sua terra e é voz ativa em conferências do clima.

Foto: reprodução/Instagram @vall_munduruku

Txai Suruí

Ativista indígena do povo Paiter Suruí, em Rondônia, ficou conhecida após discursar na COP26, denunciando a violência contra os povos da floresta. Atua na proteção territorial e na formação de jovens lideranças, unindo tradição e mobilização política.

Val Sawré, ativista indígena nascida no Alto Tapajós no estado do Pará. Foto: Divulgação

Gisele

Empreendedora ribeirinha, comanda a Casa de Farinha da Gisele, em Acajatuba, onde recebe viajantes para compartilhar o saber tradicional da mandioca. Curandeira e massagista, integra práticas de cura com o uso de plantas da floresta, unindo ecoturismo, alimentação e acolhimento comunitário.

Gisele, empreendedora ribeirinha, comanda a Casa de Farinha da Gisele. Foto: Divulgação

Daniel Gutierrez Govino

Fundador da Brigada de Alter do Chão, um distrito localizado a 37km de Santarém, mobiliza a população para combater incêndios florestais e promove educação ambiental em parceria com o World Wide Fund for Nature (WWF) e instituições públicas.

Daniel Gutierrez Govino, fundador da Brigada de Alter do Chão. Foto: Divulgação

“Viajar também pode ser uma forma de proteger o que temos de mais valioso: a floresta e os povos que dela fazem parte”, afirma Lucas Ribeiro, fundador do PlanetaEXO, plataforma que promove o ecoturismo de base comunitária na Amazônia e em outros destinos naturais do Brasil. “Ao escolher vivências sustentáveis, o viajante contribui para a preservação e o fortalecimento de quem vive nesses territórios.”, conclui Lucas. 

Leia também: Parceria entre pesquisadores e comunidades protege mangues na Amazônia

Sobre o PlanetaEXO

O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo dedicada a conectar viajantes do mundo inteiro a experiências sustentáveis e autênticas no Brasil. Com o compromisso de apoiar comunidades locais e proteger o meio ambiente, o PlanetaEXO promove o turismo como uma força transformadora para a conservação e o desenvolvimento sustentável. Por meio de parcerias com operadoras locais, a empresa divulga as belezas naturais do Brasil para o mundo, com foco em promover um turismo mais consciente e responsável.

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