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“Inspirando a sonhar e empreender”, diz CEO do Grupo Rede Amazônica sobre a Glocal Amazônia 2025

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O CEO do Grupo Rede Amazônica, Phelippe Daou Junior, participou da terceira edição da Glocal Amazônia em Manaus (AM), evento que reúne interessados em construir uma Amazônia mais sustentável para o futuro. O evento, que busca reunir ideias e soluções para os problemas da região, contou a participação do empresário, que disse se tratar de um evento que inspira a sonhar e empreender.

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Ele participou do segundo painel do primeiro dia e tratou sobre a ‘Sustentabilidade corporativa: como empresas podem impulsionar o desenvolvimento sustentável e valor de mercado na Amazônia’.

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

“Pensar global, agir local”: veja como foi a abertura da Glocal Amazônia 2025 em Manaus; vídeo

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O Palácio da Justiça, no Centro de Manaus (AM), recebeu a terceira edição da Glocal Experience Amazônia entre os dias 28 e 30 de agosto. Em 2025, o evento reúne palestrantes, organizadores e convidados para debates sobre a importância da sustentabilidade para a Amazônia.

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Especialistas foram reunidos no evento com o objetivo de pensar soluções para a Amazônia. Veja como foi a abertura:

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

Grupo de Trabalho realiza primeira reunião para criação do Fundo Açaí no Pará

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Foto: Mateus Costa/Sedap

A criação do Fundo Estadual de Apoio do Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Açaí (Fundo Açaí) e a implementação do Programa do Fortalecimento da Açaícultura no Estado do Pará foram temas da reunião realizada na sexta-feira (29) na sede da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap). Participaram representantes de instituições públicas e privadas, além de representantes da sociedade civil, que integram o grupo técnico que atua na construção de iniciativas que visam estimular e promover o desenvolvimento da cadeia do açaí no Pará.

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Durante a primeira reunião do grupo, foi apresentada a minuta de criação do Fundo Açaí. Os representantes das instituições apresentaram sugestões para alterações ou inclusões que acharam necessárias. Todas as contribuições à minuta original serão finalizadas na próxima reunião a ser marcada, a princípio, em até 15 dias.

 Uma das finalidades com a criação do Fundo Açaí é ampliar a eficiência da produção e comercialização do fruto com a viabilização de ações e projetos voltados à melhoria e ampliação da cadeia de açaí,  conforme informou o gerente de fruticultura da Sedap, Geraldo Tavares, que coordenou a reunião desta sexta-feira. 

“É um universo muito grande de possibilidades. Projetos como, por exemplo, a viabilização de material de propagação de sementes selecionadas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), para beneficiar uma grande quantidade de produtores, além de avanços tecnológicos com a realização de convênios com instituições de ensino superior, poderão ser financiados por meio deste fundo”, informou Tavares.

Leia também: Projeto de Lei busca regulamentar a profissão de manipulador artesanal de açaí

Durante a reunião, o gerente de Fruticultura fez alusão ao Fundo de Apoio à Cacauicultura do Estado do Pará (Funcacau), criado em 2008 e que serviu de fonte para a criação do Fundo Açaí. Ele informou que o Funcacau apoia financeiramente programas e ações de geração e difusão de tecnologias, assistência técnica, fomento e comercialização, dirigidos à expansão, fortalecimento e consolidação de arranjos produtivos locais da cacauicultura no Estado do Pará.

A exemplo do Funcacau, que apoia uma das mais importantes culturas do Pará, o fundo voltado ao açaí apoiará programas e ações de geração e difusão de tecnologias, assistência técnica, fomento e comercialização, entre outros benefícios. 

Além do gerente de fruticultura, a reunião contou com a participação de representantes  da Sedap que atuam no Procacau, no Planejamento e na Secretaria Adjunta e na Diretoria de Feiras e Mercados da Sedap. 

Inclusão 

Além de representantes de associações de batedores de açaí da capital, como é o Caso do Instituto Ver-o-Peso, o grupo de trabalho conta com a participação de trabalhadores de municípios de outras regiões de integração do Pará, como é o caso do município de Parauapebas (Região de Integração de Carajás). O gerente de Fruticultura informou que a mescla de representantes de todos os segmentos é importante, por se tratar de uma cultura que representa todo o Estado.

“Há batedores artesanais de Belém e do sudeste do Estado e também tem representações da sociedade civil, da indústria, da Federação dos Trabalhadores, e as secretarias que representam o segmento no Governo do Estado como a Sedap, a Seaf (Secretaria de Estado de Agricultura Familiar), a Sedeme (Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia), a Emater e a Adepará. Ou seja: para se ter um projeto bom, todos têm que ser ouvidos; essa é a finalidade desse GT”, defendeu Tavares.

fundo açaí é proposto no pará
Açaí. Foto: Reprodução/IDAM

Entre os representantes do grupo que são de fora da capital está o presidente da Associação de Batedores e Vendedores de Açaí de Parauapebas (Abap), Werbet Santana. A associação, de acordo com o representante, tem 110 estabelecimentos afiliados, mas a quantidade total de batedores artesanais ultrapassa 200 em Parauapebas, segundo ele.

Para o presidente da Abap, a participação do município na construção do Fundo Açaí é importante por levar políticas públicas da capital para o sul do Estado. “Para nós é de grande relevância fazer parte desse grupo seleto e representar o sul do Pará; Parauapebas hoje já tem vários produtores e principalmente batedores de açaí, no nosso último censo tivemos um levantamento que mostrou que o município movimenta em torno de R$ 25 milhões mês na cadeia do açaí. Consideramos uma matriz  econômica forte dentro de Parauepaebas”, destacou. 

Leia também: Pesquisa indica informações técnicas e econômicas sobre o cultivo do açaí no Amazonas 

Desenvolvimento do Fundo Açaí

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier, que abriu a reunião, disse que o Pará como primeiro produtor de açaí do Brasil (e do mundo), necessita de iniciativas que alavanquem e aperfeiçoem a cadeia e que invistam em mais tecnologia. É um produto que tem oferta e demanda, como observou – ressaltando possibilidades de um promissor mercado de açaí no futuro com a Índia e a China.

Segundo ele, com a criação do Fundo Açaí e de um programa que fortaleça a açaícultura, o estado poderá ampliar sua produção e comercialização do açaí e ainda abastecer a demanda interna.

“O objetivo de se criar um fundo também é para subsidiar e ajudar o produtor da pequena propriedade a gerar o seu desenvolvimento e fazer o aproveitamento daquilo que o Pará é o primeiro do mundo, que é a produção do açaí. A transformação da sociedade brasileira passa necessariamente pela produção”, frisou o presidente da Faepa.   

Além da Sedap, participaram representantes da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplad), da Sedeme, do Sindicato das Indústrias de Frutas e Derivados do Pará (Sindifrutas), da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), do Instituto Açaí, da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), da Emater e da Abap.

*Com informações da Agência Pará

Série Glocal Amazônia 2025: Jandr Reis acredita que arte pode mudar olhar sobre futuro da Amazônia

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Glocal Amazônia em Manaus (AM)

Natural de Óbidos (PA), mas é radicado no Amazonas. Com uma carreira que já soma três décadas e muitas artes espalhadas pelo mundo mostrando detalhes da Amazônia sob seu olhar. Jandr Reis é formado em Comunicação Digital Design e Multimídia na Universidade Paulista (UNIP) e pós-graduado em Museologia na Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Jandr é reconhecido como uma voz forte e potente no cenário das artes visuais contemporâneas no Brasil, com um trabalho que reflete a Amazônia de uma forma enérgica e única.

Por sua trajetória levando aquilo que não se vê da região ao mundo, Reis foi um dos convidados da Glocal Amazônia 2025 em Manaus (AM). Ele participou no segundo dia, em 29 de agosto, cujo tema era “Escolas e Universidades”. Mesmo tímido, mostrou como sua experiência o tem feito revelar a Amazônia e a fazer ser, cada vez mais, visível.

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Painel ‘Da Amazônia para o Mundo – Arte e Cultura como Potência Global’ foi formado por Adanilo, Isabelle Nogueira, Robério Braga e Jandr Reis. Foto: Rebeca Almeida/Portal Amazônia

Neste contexto, a participação de Jandr Reis foi imprescindível para o público conseguir ter uma dimensão maior sobre o que a a arte produzida na região é capaz de fazer. Ele foi um dos destaques do painel ‘Da Amazônia para o Mundo – Arte e Cultura como Potência Global’.

“Toda a minha arte tem um engajamento e eu uso como ferramenta para a preservação da Amazônia. Como as flores, da minha série ‘Orquidário’. Tem o ‘Jaraquiarte’, em que eu uso os peixes amazônicos, tipo o Jaraqui, que é o nosso peixe muito conhecido aqui, que o manauara gosta bastante. Eu trabalho muito com a fauna e a flora amazônicas”, explica.

Mas muito além do que muitos poderiam considerar óbvio, Jandr também explica que esses elementos podem estar cercados também do que considera “um grito de alerta para que não joguem lixo nos nossos rios e igarapés”.

Isso porque Jandr coloca em sua arte um apelo voltado para a preservação da Amazônia, além, claro, de participar de eventos como a Glocal, onde pode levar sua voz para destacar a necessidade de um futuro sustentável em que não se perca a identidade, a fauna e flora amazônicas.

“Eu acho de grande importância participar da Glocal, que dá voz, que abre esse espaço para a gente incentivar as pessoas para terem consciência do meio ambiente, para não poluir o nosso planeta. É como um papel de educador, né?”, frisou.

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

Legado da Glocal para a arte

Na visão do artista, o legado da Glocal é para todos os setores sociais. “É sempre muito bom para os artistas locais e para a população em geral [ter eventos como a Glocal]. Eu acho que é um espaço que dá trabalho para as pessoas do Amazonas. Incentiva à arte cada vez mais, incentiva as pessoas à produzirem e dá reconhecimento a esses artistas. Eu me sinto muito honrado em fazer parte da Glocal”, comentou.

“Isso aqui deixa um legado para os artistas que é muito bom. O reconhecimento dos artistas. Por exemplo, quando eu fui para o Rio [de Janeiro], eu saí na imprensa, na mídia de lá, e isso faz com que o artista ganhe reconhecimento nacional. Então eu acho que só é o grande ganho para os artistas amazonenses e para o público geral de Manaus”, celebrou.

Foto: Thay Araújo

Para Jandr Reis, os debates da Glocal são necessários para se repensar o futuro. “É reconhecimento. É futuro e reconhecimento, com responsabilidade sobre a biodiversidade amazônica”.

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

Série Glocal Amazônia 2025: Robério Braga destaca a arte como uma linguagem única e permanente

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Professor, advogado e pesquisador nas áreas de História do Amazonas e Patrimônio Cultural, Robério Braga é uma figura amplamente reconhecida no Estado por suas diversas contribuições para a cultura e educação. Autoridade intelectual e cultural, Braga também é um defensor de um futuro sustentável para a Amazônia, sendo inclusive mestre em Direito Ambiental.

Seu envolvimento com o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, onde foi presidente em vários mandatos, e sua longa gestão como Secretário de Estado de Cultura (1997-2017) evidenciam seu compromisso duradouro com a preservação e promoção do patrimônio histórico e cultural da Amazônia.

Por essa trajetória de referência e contribuição, Braga foi um dos convidados da Glocal Amazônia 2025 em Manaus (AM). Ele participou ativamente do evento e, no segundo dia, em 29 de agosto, dia dedicado ao tema “Escolas e Universidades”, mostrou como sua experiência transformadora também pode ser inspiradora.

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Painel ‘Da Amazônia para o Mundo – Arte e Cultura como Potência Global’ foi formado por Adanilo, Isabelle Nogueira, Robério Braga e Jandr Reis. Foto: Rebeca Almeida/Portal Amazônia

Neste contexto, a participação de Robério Braga foi fundamental para dar luz ao papel crucial da expressão artística como um veículo de comunicação e preservação dos valores amazônicos.

Braga foi um dos destaques do painel ‘Da Amazônia para o Mundo – Arte e Cultura como Potência Global’. Ele defendeu que a arte é uma manifestação universal e permanente.

Ressaltou ainda que a arte tem um poder que transcende o tempo e as barreiras da língua: “Através da arte, você se comunica com qualquer idioma, em qualquer lugar do planeta, e de uma maneira permanente. Esse também é um aspecto interessante, porque a arte fica”.

Ele completou explicando, sob sua visão, enquanto o artista é transitório, o produto de sua inteligência e trabalho permanece, carregando consigo a essência de sua origem e levando sua mensagem para além de sua existência.

Para Robério Braga, o debate na Glocal se aprofunda no conceito de “amazoneidade” na produção artística. O professor argumentou que a arte produzida na região carrega uma mensagem única e autêntica sobre a floresta e seus habitantes. Para ele, o artista amazônico possui uma vantagem insuperável ao retratar o seu próprio ambiente.

“Ninguém fora da Amazônia pode falar tão bem por qualquer linguagem artística sobre meio ambiente, sobre proteção da natureza do que nós”, destacou.

O pesquisador citou exemplos como a forma em que o artista plástico ou o fotógrafo impregnam suas obras com a identidade da região, “seja ao retratar a floresta, o homem da Amazônia, seus costumes, tradições, culinária e até mesmo a maneira de se vestir e se portar”.

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

O papel do artista amazônida no cenário global

Robério Braga fez uma ponte entre a arte local e seu potencial de alcance global, mencionando a crescente visibilidade de talentos como Adanilo, no cinema, e a arte de Jandr Reis. Ele afirmou que a expressão artística desses indivíduos mostra a riqueza e a diversidade cultural do Brasil.

Entre os tantos outros exemplos citados pelo professor, um destaque: a cúpula do Teatro Amazonas. “É um símbolo que identifica a única cidade no mundo reconhecida por seu teatro”. Este é um fato que, segundo ele, demonstra a singularidade cultural de Manaus e sua representatividade. Por isso a necessidade de proteger aquilo que a envolve, preservando para o futuro.

Braga também elogiou a atitude e a inteligência de artistas como Isabelle Nogueira, cuja expressão de mulher amazônica, sua atuação na dança e nas relações sociais, têm sido fundamentais para a captação de atenção e visibilidade para a Amazônia.

O incentivo da Glocal

Robério Braga também colocou em pauta o papel da Fundação Rede Amazônica (FRAM) na realização da Glocal em Manaus. Ele explicou que a ideia de trazer o evento para a capital amazonense começou com sua iniciativa: “A invenção da Glocal aqui [em Manaus] começa comigo, quando eu apresentei ao Phelippe Daou Júnior uma equipe da Fundação Getúlio Vargas, que o convidou para ir para Glocal no Rio”, relatou.

A partir desse primeiro contato, a parceria com a FRAM deu início aos debates que tem se tornado cada anos mais relevantes e importantes no que diz respeito a pensar em soluções para a Amazônia, mas com a colaboração direta dos amazônidas, que palestram, discutem, produzem e, claro, também realizam as ações que são sugeridas ou elaboradas a cada edição.

Foto: Thay Araújo

Para ele, esse envolvimento social é o que transforma realmente a realidade, pensando no futuro da região. A combinação entre a visão da Glocal (pensar global e agir local) e seu alcance, é, cada vez mais, uma realidade.

O pesquisador adiantou ainda que sob o contrato atual, mais duas edições da Glocal Amazônia já estão previstas, mas que com o crescimento do evento e avanço de suas pautas, é possível pensar (agora) em estender para mais edições.

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

Série Glocal Amazônia 2025: Arte, sustentabilidade e identidade transformam e conectam, defende Adanilo

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Ator, dramaturgo e diretor, Adanilo é um manauara tem mais de dez anos de trabalho nas artes que levam a Amazônia para o mundo. Também é escritor, vertente natural de quem trabalha com o teatro, sendo co-autor do livro ‘Outras Dramaturgias’ e autor de ‘Dramaturgia Galerosa’. É na arte que ele expõe com sua voz algo que sabe bem: o ser amazônida.

Após viver Deocleciano na novela ‘Renascer’, da TV Globo, Adanilo realizou um feito que gerou o sentimento de pertencimento aos amazonenses na novela que participou logo em seguida, ‘Volta por cima’. Ele foi um motorista de ônibus no subúrbio do Rio de Janeiro. Mas um motorista motorista manauara raiz, com direito à camisa de time local, gírias que muita gente não conseguia entender e um carisma que rendeu inclusive memes na internet.

A força da arte como instrumento de transformação social é percebida neste artista indígena em tudo que se propõe. Por isso ele também é uma voz que busca mostrar a força da Amazônia.

Por sua trajetória, Adanilo foi um das convidados da Glocal Amazônia 2025 em Manaus (AM). O evento voltado à sustentabilidade e ao futuro das novas gerações amazônidas contou com a participação do ator no dia 29, dia dedicado ao tema “Escolas e Universidades”.

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Painel ‘Da Amazônia para o Mundo – Arte e Cultura como Potência Global’ foi formado por Adanilo, Isabelle Nogueira, Robério Braga e Jandr Reis. Foto: Rebeca Almeida/Portal Amazônia

Hoje é reconhecido por seu trabalho no teatro, no cinema e nas novelas, e destacou que suas trajetórias pessoal e profissional estão diretamente ligadas ao fortalecimento da identidade amazônica e indígena, refletindo também os debates urgentes sobre meio ambiente e o futuro da Amazônia.

Nesse contexto, Adanilo foi um dos destaques do painel ‘Da Amazônia para o Mundo – Arte e Cultura como Potência Global’. Sob o ponto de vista de sua arte, o ator destacou como ela tem potencial para transformar realidades, conscientizar e gerar impacto social e ambiental.

Além disso, o artista ressaltou o papel da cultura na valorização da identidade, da natureza e na educação, reforçando a importância do protagonismo amazônico nas narrativas nacionais e internacionais.

“Eu sou uma pessoa que foi transformada pela arte. Sou nascido e criado no bairro da Compensa [em manaus], e até os 20 anos eu nunca tinha ido ao teatro. E por aí dá para gente entender que existe uma realidade paralela e esse acaba sendo um desafio também como artista, né? Como eu, agora trabalhando com teatro e cinema há um tempo, consigo levar minha arte para as pessoas e transformá-las?”, refletiu Adanilo.

O artista ressaltou que, desde 2015, quando se reconheceu como indígena, passou a direcionar suas produções a narrativas que valorizam o Amazonas. Suas criações passaram a dialogar com histórias amazônicas, com os povos originários e com a necessidade de preservar a floresta. 

“Eu acho que é quase impossível produzir arte na Amazônia que não esteja ligada à natureza. De algum jeito, tem até um desafio de como fazer isso sem estigmatizar, sem estereotipar. E isso só acontece de forma verdadeira quando nós mesmos protagonizamos nossas narrativas”, completou.

Sustentabilidade em cena

O artista reforça a proposta da Glocal Amazônia, que nesta edição também voltou seu olhar para a educação ambiental e cultural das novas gerações. Com a COP 30 se aproximando, debates como esse ganham ainda mais relevância, colocando a Amazônia no centro das discussões sobre clima, biodiversidade e futuro sustentável.

Adanilo citou exemplos práticos de como pequenos gestos artísticos podem provocar grandes reflexões, como o dia que um amigo o questionou sobre o uso de um “suco de morango” em uma peça teatral, em vez de frutas regionais como o taperebá ou o cupuaçu. 

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

O ator ressaltou como a arte, ao dar visibilidade para esses detalhes, torna-se ferramenta poderosa de transformação:

“Eu acho que a arte é uma lupa, já que quando você faz um filme, uma peça de teatro, um quadro ou um espetáculo de dança, você está fazendo um recorte de uma realidade. É uma lupa, você está ampliando aquela visão de mundo, direcionando pautas importantes”, declarou.

Representatividade como espelho

Além de sua atuação nos palcos, Adanilo ressaltou a importância da televisão como meio de popularização cultural, já que ao levar expressões e símbolos amazonenses para seus personagens em novelas, gerou identificação imediata com o público.

“A gente foi fazer o lançamento de O Último Azul’, meu último filme, em Manacapuru, e dezenas de pessoas vieram me agradecer pelo simples fato de eu ter usado a camisa do Princesa do Solimões, que é um time de lá. Então, você vê que a gente está a fim de ser representado e de se enxergar assim”, afirmou.

O artista levantou ainda a questão de como a Amazônia sempre foi retratada pela arte nacional e internacional quase sempre de maneira estereotipada e sem participação direta dos amazônidas: “Não tem mais essa de fazer uma obra que fale sobre a Amazônia, sobre o nosso território, sem a gente”.

Foto: Thay Araújo

Arte como educação

Adanilo reforçou a necessidade de pensar a arte também como ferramenta educacional. Defensor de uma “educação horizontal”, ele acredita que encontros como o da Glocal Amazônia fortalecem a formação de cidadãos conscientes e engajados.

“Eu acredito numa educação horizontal. A arte, com o propósito de educação também, acho muito forte. A gente ajuda a formar cidadãos, a formar pensamentos, ideias. Então, eu acho muito potente. E encontros como esse fortalecem ainda mais isso”, afirmou.

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

Série Glocal Amazônia 2025: “Amazônia é cultura, vida e cura”, afirma Isabelle Nogueira

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Isabelle Adriana Nogueira Dias. Mas para o público: Isabelle Nogueira. Nascida em Manaus, no Amazonas, Isabelle construiu uma trajetória marcada pela dança, pela defesa da cultura amazônica e, mais recentemente, pela responsabilidade de representar o Amazonas no Brasil e no mundo, tonando-se uma das vozes mais potentes da Amazônia atualmente.

Dançarina, empresária, professora, autora de literatura infantojuvenil e influenciadora digital, ela atua desde 2018 como Cunhã-Poranga do Boi-Bumbá Garantido, um dos personagens mais emblemáticos do Festival Folclórico de Parintins. Em 2024, ganhou visibilidade nacional ao participar da vigésima quarta edição do Big Brother Brasil, e, pouco tempo depois, tornou-se oficialmente embaixadora do festival.

Por essa trajetória em que sua voz como amazônida segue em crescente, Isabelle foi uma das convidadas Glocal Amazônia 2025 em Manaus (AM). Pela segunda vez a influenciadora é convidada a participar do evento que busca por soluções para a Amazônia. Dessa vez, Isabelle participou do segundo dia do evento, em 29 de agosto, dia dedicado ao tema “Escolas e Universidades”, reverberando pensamentos sobre como a educação pode ser transformadora.

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Painel ‘Da Amazônia para o Mundo – Arte e Cultura como Potência Global’ foi formado por Adanilo, Isabelle Nogueira, Robério Braga e Jandr Reis. Foto: Rebeca Almeida/Portal Amazônia

Neste contexto, o evento buscou reunir especialistas, artistas, lideranças e representantes da sociedade civil para debater sustentabilidade e cultura.

Isabelle foi um dos destaques do painel ‘Da Amazônia para o Mundo – Arte e Cultura como Potência Global’. Sob o ponto de vista de sua arte, ela ressaltou a importância de realizar grandes encontros na Região Norte como forma de ampliar o protagonismo da Amazônia:

“Uma das formas de expandir a Amazônia é trazer grandes eventos para Manaus, para o Amazonas. Aqui a gente tem essa oportunidade de debater assuntos que são extremamente necessários para a nossa terra. Precisamos ter mais encontros como esse, com palestras, oficinas e debates que movimentam o Brasil e o mundo, mas que também têm que acontecer aqui, para que o Amazonas esteja sempre no topo. Além de tudo, isso gera um giro econômico dentro da economia criativa, que é essencial para fortalecer nossa região”, afirmou.

Para Isabelle, eventos como a Glocal funcionam também como preparação para a COP 30, que será realizada em Belém (PA) este ano. Ela considera o encontro um marco histórico, já que trará delegações de todo o mundo para discutir os rumos do planeta em território amazônico.

“A COP 30 é um evento extremamente necessário. É um momento de debate e de tomadas de decisão em prol da humanidade. Ter a COP 30 aqui é mostrar nossa força, nossa cultura e nossas experiências para o mundo. É também lutar pela preservação da fauna, da flora e da nossa identidade cultural e ancestral. Eu acredito que teremos decisões importantes que impactarão de forma positiva não apenas o Brasil, mas o mundo todo”, avaliou.

Cultura, vida e cura

Mais do que um palco de disputas climáticas, Isabelle enxerga a Amazônia como um organismo vivo, repleto de possibilidades e significados. Seu discurso tem sido marcado pela ideia de que a floresta e seu povo não devem ser vistos de forma única ou simplista.

“Eu costumo falar que a Amazônia é cultura, vida e cura. Cura, porque muita gente ainda reduz a Amazônia a uma bandeira única, quando, na verdade, ela é múltipla e multicultural. Ela é vida, com nossa medicina tradicional. Ela é cura, com toda a sabedoria ancestral que carregamos. Tudo é sobre a Amazônia: desde a fibra de um acessório indígena até um biocosmético feito a partir do tucumã, fruto que nós consumimos no dia a dia, mas que hoje já é usado por grandes empresas”, destacou.

Representante do boi-bumbá de Parintins, ela ainda fez questão de lembrar que a Amazônia está presente em diferentes manifestações culturais do Brasil. Isso porque, por exemplo, artistas parintinenses contribuem nos carnavais do Rio de Janeiro e de São Paulo, festa popular considerada a maior do país.

“Quando o mundo assiste ao Carnaval, lá também está a Amazônia, porque nossos artistas estão ali, levando parte da floresta para essa celebração. Por isso, precisamos enxergar a Amazônia como um todo: cultura, gastronomia, turismo, arte, música, moda e saberes tradicionais”.

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

Identidade

No painel da Glocal, Isabelle também abordou o tema da identidade cultural e o sentimento de pertencimento como elementos fundamentais para fortalecer a Amazônia e gerar transformação social. Segundo ela, reconhecer a ancestralidade e ter orgulho das próprias raízes é o que garante que a cultura local se projete nacional e internacionalmente.

“Eu vejo que pertencimento é sinônimo de orgulho. Primeiro, precisamos de autoconhecimento. Depois, de orgulho do nosso pertencimento. Da nossa ancestralidade, da nossa forma de falar, da nossa gíria, da nossa vestimenta. Quando você se orgulha disso, você leva a cultura do seu povo para o mundo. Foi assim com outras culturas que hoje são conhecidas no Brasil inteiro: seus povos se orgulharam de suas raízes e explanaram sua identidade”, explicou.

Ela contou ainda um episódio que simboliza esse processo de inspiração: “Uma pessoa me disse que, depois de me acompanhar, abriu uma gaveta onde tinha um brinco de pena guardado há anos e voltou a usar. Isso é pertencimento. Quando alguém se identifica no orgulho do outro, passa a assumir sua própria identidade também. E é isso que movimenta a economia criativa, o turismo, a gastronomia. É isso que gera mais visibilidade para a Amazônia”.

Foto: Thay Araújo

A voz da Amazônia

Entre a dança, a representatividade cultural e a presença em grandes debates, Isabelle Nogueira tem se consolidado em um papel de liderança para além dos palcos do Bumbódromo de Parintins.

Seu discurso é, ao mesmo tempo, de afirmação cultural e de esperança para um futuro sustentável. Ao falar da Amazônia, Isabelle lembra que ela não é apenas uma floresta a ser preservada, mas uma fonte inesgotável de cultura, conhecimento e inovação. Ela usa sua voz para educar o mundo sobre o que, de fato, representa a Amazônia para o mundo.

“Hoje, com o espaço que tenho, sei que tenho a missão de levar essa mensagem adiante. Mas não é só sobre mim: é sobre cada amazônida, cada pessoa que carrega essa identidade. A Amazônia é profunda, é múltipla e é essencial para o futuro do planeta. Por isso, digo sempre: ela é cultura, vida e cura”.

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

O que foi dito na Glocal? Confira alguns comentários de destaque durante a 3ª edição em Manaus

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A terceira edição da Glocal Experience Amazônia, realizada em Manaus (AM) entre os dias 28 e 30 de agosto, reuniu diversos representantes públicos e privados, especialistas, artistas e a população amazonense para debater soluções para o futuro da Amazônia.

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Entre tantos debates e conversas, diversos comentários mostraram o quanto os participantes tem se envolvido com o propósito de manter a região sustentável e viva para garantir seu futuro. Confira alguns deles:

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

Do murumuru ao mundo: mulheres moldam bioeconomia acreana com saber ancestral e cuidado com a floresta

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Murumuru. Foto: Pedro Devani/Secom AC

Em passos firmes e apressados, elas cruzam trilhas conhecidas da floresta com a precisão de quem sabe o destino e o sentido da colheita. Na cabeça, lenços ou chapéus protegem do sol enquanto os olhos atentos vasculham o chão em busca dos coquinhos caídos das palmeiras, sementes de um ouro vegetal que alimenta sonhos e sustenta famílias: o murumuru. É desse caroço que se extrai o óleo que chegou às prateleiras das maiores indústrias de cosméticos do país, e que carrega o nome do Acre muito além de suas fronteiras.

Leia também: Murumuru: semente popular no mundo da beleza pode ser utilizada na construção civil

Por trás da produção está o protagonismo feminino. Em Cruzeiro do Sul, um grupo de mulheres se destaca na coleta dessa riqueza natural, garantindo renda digna e resistência para centenas de lares. Entre elas, Raimunda Gomes, já aposentada, continua na lida para somar à renda de casa, mas também pela alegria de compartilhar esse momento de união.

“Meus filhos dizem que não preciso mais trabalhar com isso, mas eu gosto. Tem muita mulher junto, e a gente se ajuda, conversa, se fortalece”, conta enquanto suas mãos calejadas brincam com os coquinhos recém-recolhidos.

Em Cruzeiro do Sul, um grupo de mulheres se destaca na coleta dessa riqueza natural, garantindo renda digna e resistência para centenas de lares. Foto: Pedro Devani/Secom AC

Com a mesma sabedoria que guia a colheita, vem também a consciência ambiental. Raimunda lamenta o avanço das queimadas. “Não é certo colocar fogo. A gente precisa disso aqui. Quem queima é quem acha que não precisa”.

Onde o murumuru floresce, o Acre se revela

A história de Maria Lisbete da Páscoa também atravessa décadas e fronteiras. Ainda adolescente, começou a trabalhar com os coquinhos no Pará. Veio para o Acre após o casamento e logo se integrou à atividade, ensinando a filha, Antônia Cauane, a arte da coleta.

Hoje, juntas, elas chegam a reunir sete sacas em um único dia. Com o apoio da Cooperativa dos Produtores de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Nova Cintra (Coopercintra), os frutos viram manteiga de murumuru, produto nobre que abastece marcas renomadas como a Natura.

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“Nós que carregamos. Os meus homens somos nós mesmas”, brinca Lisbete. “Ensinei minha filha desde pequena. Ela chorava querendo ir pra mata, com medo, mas agora vem com seu balde”.

Lisbete também se entristece com a destruição da mata: “Chorei quando vi as palhas tudo pretas de queimada. Estavam queimando onde a gente tira o pão de cada dia”.

Maria Elice da Silva, 59 anos, conhece cada curva das estradas de barro que levam à área de coleta. Há 10 anos dedica-se à atividade, seis deles fornecendo para a Coopercintra. Para ela, o trabalho é mais que sustento, é independência.

“É gratificante. Às vezes falta dinheiro, mas vem o dia da coleta e traz alegria. Na mata, a gente se espalha, depois se junta pra almoçar, rir, conversar”.

mulheres coleta murumuru
Com o murumuru como principal oleaginosa coletada no estado, a cooperativa não apenas garante renda, mas também estrutura e expansão. Foto: Pedro Devani/Secom AC

Mulheres, floresta e a bioeconomia que transforma

Com o murumuru como principal oleaginosa coletada no estado, a cooperativa não apenas garante renda, mas também estrutura e expansão. A Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) é peça chave nesse avanço. Além de ceder o terreno onde funciona a miniusina da cooperativa, ela investe em formação para mulheres e jovens, preparando-os para um futuro sustentável e valorizando saberes tradicionais.

“Daqui uns dias o futuro realmente são essas pessoas, então a gente tenta fazer com que esses jovens tenham uma fixação na zona rural e só vão ficar se verem que tem um comércio, um produto que vão ganhar dinheiro com isso. Então, ofertamos cursos específicos para a comunidade jovem e mulheres e, também, porque temos uma busca de fontes financiadoras que visam esse gêneros”, explica Suelem Farias, diretora técnica da Funtac.

A Funtac trabalha com captação e destinação de recursos, como o REM KfW, para o fortalecimento da bioeconomia. As capacitações são feitas separadas, para jovens e mulheres, segundo Suelen, respeitando também a atuação de cada grupo.

“Nós sabemos também que a mulher é mais cuidadosa na hora que vai embalar, limpar o caroço, etiquetar, é ela que realmente faz toda essa parte de maior detalhamento”, explica. Esse cuidado também se reflete na consciência ecológica que permeia a cadeia extrativista. Não apenas colhem: preservam, respeitam e entendem que o futuro está na floresta viva.

Num tempo em que a bioeconomia se firma como aposta para o Brasil, o murumuru do Acre mostra que há potência em cada amêndoa e sabedoria em cada mulher. Foto: Pedro Devani/Secom AC

Desburocratização

No fim de junho, o governo do Acre fez história ao pagar, pela primeira vez em quase três décadas, a subvenção do murumuru diretamente na conta dos extrativistas, uma conquista que trouxe dignidade, segurança e agilidade ao processo.

A nova metodologia, prevista na Lei Estadual nº 1.277/1999 e oficializada pelo Decreto nº 1.564/2024, foi implementada por determinação do governador Gladson Camelí, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri).

“Essa decisão me deixou muito feliz. Criamos a divisão do subsídio para atender exclusivamente os extrativistas, porque antes ela era fundida a outras áreas”, explica o secretário de Agricultura, José Luis Tchê.

Segundo ele, o pagamento era constantemente atrasado por erros em CPF ou ausência de assinatura. O governo decidiu desburocratizar e pagar diretamente aos trabalhadores.

“Por solicitação do governador, decidimos resolver de vez a vida dos nossos extrativistas. Fizemos parceria com o Banco do Brasil e já pagamos mais de 70 extrativistas diretamente na conta. O projeto-piloto funcionou e vamos seguir nesse formato”, garante Tchê.

Num tempo em que a bioeconomia se firma como aposta para o Brasil, o murumuru do Acre mostra que há potência em cada amêndoa e sabedoria em cada mulher. É a floresta que nutre, sustenta e ensina, e são elas, guardiãs das raízes, que garantem que esse ciclo se repita, com equilíbrio, fé e coragem.

*Com informações do Governo do Acre

4 dicas de saúde para aproveitar ao máximo os shows na 54ª Expofeira do Amapá

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Palco da Arena Rio Amazonas. Foto: Arthur Alves/GEA

A 54ª Expofeira do Amapá começou e com ela a maratona de shows e eventos culturais, esportivos e muito mais no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá. A programação começou neste sábado (30), com atrações em dose dupla: Calcinha Preta e Limão com Mel, na Arena Rio Amazonas. Mas para quem ainda vai curtir os próximos shows, manter a saúde em dia é essencial para aproveitar sem imprevistos.

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) preparou um guia rápido de orientações práticas com a colaboração do clínico geral, Luan Torrinha, que atua na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte, para garantir que a diversão não vire dor de cabeça. Confira:

DICA 1: antes de sair de casa: alimentação leve e preparação física

Evite sair em jejum ou exagerar em comidas pesadas. Prefira refeições leves e nutritivas, como frutas, saladas, sucos naturais ou sanduíches integrais. Isso evita indisposição durante os shows.

Além disso, fazer um alongamento simples pode ajudar os músculos a suportarem melhor o tempo em pé ou sentado na arena. “É uma dica simples, mas que faz toda a diferença. Previne dores e até cãibras”, diz o médico.

DICA 2: conforto, proteção e hidratação são essenciais na arena

Quem costuma chegar cedo para garantir um bom lugar sabe que o calor e o movimento podem desgastar rápido. Para driblar isso, roupas leves, sapatos confortáveis, chapéu e protetor solar são indispensáveis.

“A dica de ouro, no entanto, é a hidratação. Leve sua garrafinha e beba água regularmente, principalmente se estiver consumindo bebidas alcoólicas. Álcool e calor desidratam muito rápido. Por isso, alterne o consumo com água e evite exageros e misturar bebida alcoólica com energéticos”, reforça o clínico.

Se for beber, nada de dirigir depois. Priorize transporte por aplicativo, táxi ou carona de amigos.

DICA 3: cuidado com os ouvidos e com a higiene pessoal

A empolgação é grande, mas atenção ao volume: evite ficar colado nas caixas de som. Além de garantir sua segurança auditiva, você poderá curtir melhor a música sem sair com aquele zumbido chato no ouvido.

A higiene também é parte do autocuidado: use álcool em gel, leve lenços umedecidos e, sempre que possível, lave as mãos. Evita contaminações e garante mais bem-estar no dia seguinte.

DICA 4: depois do show, o descanso é saúde

Chegou em casa? Nada de ir direto dormir com fome. Faça um lanche leve, tome um banho e se prepare para uma boa noite de sono. “Dormir bem é essencial para recuperar as energias e continuar aproveitando a programação nos dias seguintes”, completa o clínico geral.

E se sentir qualquer mal-estar como tontura, fraqueza ou dor forte, procure imediatamente o posto médico do evento.

Saúde na Expofeira

Para garantir total assistência ao público, a Sesa organizou dois pontos fixos de atendimento de urgência e emergência, funcionando diariamente, das 18h até o encerramento da programação. Cerca de 25 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e farmacêuticos, estarão de plantão. A estrutura terá ainda leitos de observação e atendimento farmacêutico.

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atuará com duas ambulância de prontidão: uma Unidade de Suporte Avançado (USA) equipada como UTI móvel, com médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e condutor; e uma Unidade de Suporte Intermediário (USI), destinada a atendimentos clínicos, estabilização e encaminhamentos a rede hospitalar.

Já o programa Mais Sorriso, coordenado pela cirurgiã-dentista e primeira-dama do Estado, Priscilla Flores, levará saúde bucal com consultas odontológicas gratuitas aos trabalhadores rurais. Os atendimentos ocorrerão das 9h às 13h, e contarão com trailers modernos, além de uma equipe de profissionais especialistas. Durante à noite, haverá atividades educativas com orientações lúdicas ao público infantil.

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.