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#Série – Atividades ao ar livre: 12 lugares para fazer atividade física em Manaus

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A busca por uma vida mais saudável e ativa tem levado cada vez mais pessoas a calçarem seus tênis e explorarem as cidades em busca de espaços ideais para manutenção da saúde. Em Manaus (AM) essa busca se traduz em percursos que combinam a beleza natural com a infraestrutura urbana, oferecendo opções que agradam a todos os gostos e níveis de preparo físico.

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Longe da poluição e do caos do trânsito, a cidade abriga uma série de parques, calçadões e avenidas que se transformaram em verdadeiros paraísos para quem busca o bem-estar por meio de atividades ao ar livre. Seja para uma atividade física leve e relaxante, um treino de velocidade ou até mesmo um “longão” desafiador, Manaus se mostra como um cenário promissor para os que buscam atividade física “unindo o útil ao agradável”.

Parques, praças, avenidas e calçadões vêm se consolidando como pontos de encontro para a prática de esportes ao ar livre, oferecendo desde áreas para caminhada e ciclismo até quadras poliesportivas e academias comunitárias.

Leia também: #Série l A cara da Amazônia: 5 animais que são a cara do Amazonas

Pensando na busca por hábitos mais saudáveis e a valorização do contato com a natureza, o Portal Amazônia prepara uma série com foco em encontrar locais ideais nas capitais da Amazônia Legal para quem quer melhorar a qualidade de vida. Começamos por Manaus:

Ponta Negra: o cartão-postal esportivo de Manaus

O Complexo Turístico da Ponta Negra é um dos espaços mais simbólicos para atividades ao ar livre em Manaus. Com quase 5 km de calçadão, o local, na Zona Oeste, é utilizado para caminhada, ciclismo, patins, skate e treinos funcionais. A vista privilegiada do Rio Negro torna a prática esportiva mais atrativa, especialmente ao nascer e ao pôr do sol.

Nos fins de semana e feriados, a prefeitura realiza a ‘Faixa Liberada’, fechando parte da pista de asfalto para veículos e oferecendo ainda mais segurança para pedestres e ciclistas.

O espaço conta com banheiros privados que custam dois reais por pessoa, bebedouros públicos e quiosques de alimentos diversos, permitindo que os frequentadores prolonguem sua permanência no local.

Faixa liberada na Ponta Negra. Foto: Nathalie Brasil/Acervo Semcom Manaus

Parque do Mindu: esporte em meio à floresta

Na Zona Centro-Sul, o Parque Municipal do Mindu é uma das opções preferidas para quem deseja praticar esportes em contato direto com a natureza.

O espaço dispõe de pistas que se assemelham a trilhas, passarelas suspensas e áreas destinadas a exercícios de força e alongamento.

Mapa mostra Parque Municipal do Mindu em várias partes. Foto: Reprodução/OpenStreetMap

A infraestrutura inclui banheiros e lanchonetes, além de áreas de descanso sombreadas. O ambiente favorece práticas como caminhada, corrida leve, yoga, alongamentos e até observação de fauna e flora, tornando-se um local multifuncional para esportes e lazer.

Algumas atividades, como yoga, contam com professores que recebem valores simbólicos para a continuidade do serviço. A entrada é gratuita.

Foto: Divulgação/Arquivo Semcom Manaus

Parque dos Bilhares: modernidade e praticidade

O Parque Ponte dos Bilhares, na Zona Centro-Sul, passou por reformas em 2023 e hoje conta com uma pista de 1,42 km, playgrounds, academias ao ar livre, quadras poliesportivas e quiosques. A iluminação reforçada após a reforma busca garantir a segurança para quem prefere se exercitar à noite.

Além da prática de esportes individuais como corrida e caminhada, o espaço recebe grupos de futebol, basquete e vôlei, tornando-se um centro de convivência esportiva.

Os visitantes encontram banheiros e bebedouros gratuitos além de pontos de venda de lanches, o que incentiva a permanência de famílias inteiras no local.

Parque Ponte dos Bilhares. Foto: Dhyeizo Lemos/Arquivo Semcom Manaus

CSU do Parque Dez: tradição e comodidade

O Centro Social Urbano (CSU) do Parque Dez, na Zona Centro-Sul, é outro dos pontos mais tradicionais para atividades físicas em Manaus. Com uma pista de cerca de 1 km, é frequentado por praticantes de caminhada, corrida e grupos de esportes coletivos.

A infraestrutura inclui banheiros, bebedouros e quadras para diferentes modalidades, como futsal, vôlei e basquete. O CSU também abriga academias comunitárias e áreas abertas que recebem treinos funcionais, sendo referência de espaço esportivo para todas as idades.

Vista aérea do Csu do Parque 10 mostra as diversas áreas para prática de esporte. Pista em vermelho pode ser utilizado para corrida. Foto: Reprodução/Arquivo Semcom Manaus

Avenida das Torres: percurso urbano desafiador

A Avenida Governador José Lindoso, conhecida como Avenida das Torres, que abrange as zonas Leste e Norte, consolidou-se como um dos locais mais usados para treinos de resistência. A calçada ampla e a ciclofaixa recebem praticantes de ciclismo, caminhada, corrida e patins ao longo dos seus 17,4 km de extensão.

Mas a pista merece a atenção de quem usar o espaço para fazer atividade física ao ar livre por conta do fluxo de veículos.

As ladeiras tornam o percurso desafiador, atraindo esportistas que buscam melhorar condicionamento físico, além de ser uma pista já conhecida por receber eventos esportivos, como corridas de rua e passeios ciclísticos.

Ao longo da via, há pontos de comércio local que oferecem água, sucos e lanches rápidos, além de áreas de descanso. Porém não há banheiros públicos no espaço, sendo encontrados apenas nos estabelecimentos comerciais.

Avenida das Torres é popular por receber eventos espotivos. Foto: Reprodução/Arquivo CBMAM

Ponte Rio Negro: esporte com vista panorâmica

A Ponte Jornalista Phelippe Daou, mais conhecida como Ponte Rio Negro, que conecta os municípios de Manaus e Iranduba, oferece um cenário único para a prática esportiva. Com 3,6 km de extensão, a travessia é utilizada para caminhada, ciclismo e corrida.

A vista do rio e das cidades transforma cada atividade em uma experiência visual marcante. O percurso, plano e contínuo, exige resistência, mas é acessível a diferentes níveis de preparo físico.

Apesar da ausência de pontos fixos de apoio, há vendedores ambulantes em horários de maior movimento em ambos lados da ponte.

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Ponte Jornalista Phelippe Daou também tem opção onde pedestre pode passar e correr por extensão de quase quatro quilômetros. Foto: Diego Oliveira/ Portal Amazônia

Avenida Getúlio Vargas: um novo ponto no coração da cidade

Em agosto de 2025 a Avenida Getúlio Vargas, no Centro de Manaus, passou a fazer parte do projeto ‘Faixa Liberada’, assim como ocorre na Ponta Negra. O trajeto de aproximadamente 1,5 km agora é utilizado para caminhada, corrida, patins, skate e ciclismo, tornando-se parcialmente exclusivo para as atividades esportivas nas manhãs de domingo.

A infraestrutura do entorno inclui banheiros em prédios públicos próximos e pontos de venda de alimentos e bebidas. O espaço também promove a reocupação do centro histórico, tornando-o mais acessível para práticas esportivas em ambiente urbano.

Faixa Liberada na Avenida Getúlio Vargas. Foto: Clóvis Miranda/Semcom Manaus

Gigantes da Floresta: atividade até para crianças

No bairro Novo Aleixo, o Parque Gigantes da Floresta oferece uma pista de 1,5 km rodeada por vários esculturas de animais amazônicos gigantes além de uma praça molhada para as crianças.

O espaço já está sendo utilizado para caminhada, corrida leve e exercícios de alongamento em uma das áreas mais populosas da cidade, entre as zonas Norte e Leste.

Gigantes da Floresta fica localizado entre as zonas Norte e Leste de Manaus. Fotos: Reprodução/Facebook-Maikon Henrique

A infraestrutura inclui banheiros e áreas de descanso ao longo do complexo. Em horários de maior movimento, vendedores ambulantes oferecem água e lanches. Também é um ponto de encontro de moradores que buscam tranquilidade durante a prática esportiva.

Vista aérea do parque. Foto: Reprodução/Semcom Manaus

Lagoa do Japiim: atividades à beira d’água

A Lagoa do Japiim, na Zona Sul, é uma área de lazer que também abriga esportes ao ar livre. Com percurso de 1,8 km ao redor da lagoa, o espaço é usado para caminhada, corrida, ciclismo e exercícios em grupo.

A infraestrutura inclui banheiros, lanchonetes e bancos para descanso. A combinação de natureza e acessibilidade torna o local bastante procurado por famílias e grupos de amigos, especialmente nos fins de semana.

A combinação de natureza e acessibilidade torna o local bastante procurado por famílias e grupos de amigos. Foto: Dhyeizo Lemos/Semcom Manaus

Passeio do Mindú: espaço urbano para atividades variadas

O Passeio do Mindú, na Zona Centro-Sul, é um espaço que dispõe de uma pista de 1 km e áreas destinadas a atividades coletivas. É utilizado tanto por esportistas iniciantes quanto por praticantes de treinos funcionais.

O espaço oferece banheiros e bebedouros públicos, além de quiosques de alimentação e academias ao ar livre, garantindo versatilidade para diferentes tipos de prática esportiva.

Área do Parque do Mindú foi revitalizada em 2024. Foto: Reprodução/Semcom Manaus

Avenida São Jorge: praça de esportes e lazer comunitário

Na Zona Oeste, a Avenida São Jorge abriga uma praça com pista de 1 km e diversas quadras esportivas. O local é usado para caminhada, corrida leve, futebol, vôlei e basquete, tornando-se referência para esportes coletivos no bairro.

A praça conta com banheiros e venda de água de coco e lanches, principalmente no fim da tarde. É um espaço que combina lazer, atividade física e convivência comunitária. Além disso há também várias lanchonetes em torno do bairro, o que proporciona um espaço de lazer além da prática esxportiva

Avenida São Jorge é utilizada para caminhadas no seu entorno. Foto: Reprodução/Arquivo Semcom Manaus

Parque Municipal do Idoso: estrutura completa e acessível

Localizado no bairro Nossa Senhora das Graças, na Zona Centro-Sul, o Parque Municipal do Idoso se destaca pela infraestrutura acessível. A pista de 800 metros é utilizada para caminhada e corrida leve, mas o espaço também dispõe de academias ao ar livre, quadras e áreas cobertas para atividades em grupo.

O parque possui banheiros, bebedouros e uma cantina que oferece refeições leves, frutas e sucos. Com estrutura adaptada, o local é voltado para pessoas de todas as idades, garantindo conforto e inclusão na prática esportiva.

Parque Municipal do Idoso. Foto: Reprodução/Arquivo FDT

Confira outras cidades da série:

Portal Amazônia responde: qual a diferença entre arroio e rio?

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Foto: A C Moraes – Creative Commons

Os cursos d’água fazem parte da vida humana desde os primeiros assentamentos, desempenhando funções de abastecimento, transporte, alimentação e equilíbrio ecológico. No Brasil, é comum ouvir falar de rios como o Amazonas, o Negro ou o São Francisco, mas em diferentes regiões também aparecem denominações locais e únicas, como igarapé, córrego e arroio. Essas palavras despertam dúvidas sobre o que diferencia cada termo e em quais contextos são usados.

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Em específico, a distinção entre arroio e rio é um exemplo claro. Embora ambos sejam cursos naturais de água, apresentam diferenças relacionadas ao porte, à extensão e até ao uso cultural da nomenclatura em diferentes regiões do país.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, a palavra arroio é largamente utilizada, enquanto em outras regiões se fala em córrego ou riacho para designar cursos menores.

Mas afinal, o que é um arroio?

Comumente chamado de igarapé na Amazônia, alguns podem dizer que igarapé e arroio são as mesmas coisas em regiões diferentes do Brasil. O pesquisador doutor pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Rogério Marinho, em entrevista ao Portal Amazônia, destacou que os termos são usados em diferentes partes do país:

“Ambas expressões, arroio e igarapé, tratam de curso d’águas, só que com aplicações geográficas diferentes. Então, enquanto o igarapé é mais utilizado na região Norte, principalmente na Amazônia, arroio é muito utilizado mais no Sul do país. Assim como o córrego é mais usado para a região Centro-oeste do país. Então são expressões bem pontuais de cunho para caracterizar o curso d’águas, mas que têm suas peculiaridades linguísticas dependendo da região que se falam”.

Leia também: Qual a importância dos igarapés para a Amazônia?

Arroios têm funções importantes, como escoar a água da chuva, recarregar lençóis freáticos, sustentar a fauna e a flora locais e alimentar rios maiores. Em áreas urbanas, no entanto, sofrem impactos do assoreamento e da poluição. O Arroio do Salso, em Porto Alegre, por exemplo, percorre quase 93 km² da capital gaúcha e enfrenta problemas de degradação da qualidade da água por causa do esgoto doméstico.

O que é um rio?

Já o rio é um curso de água de maior porte, que pode atravessar extensas áreas geográficas e receber a contribuição de diversos arroios, igarapés e córregos. Normalmente, possui maior profundidade, largura e volume de água, servindo como artéria principal de uma bacia hidrográfica.

Leia também: Conheça as diferentes cores de águas em rios da Amazônia e entenda suas mudanças

O Brasil possui alguns dos maiores rios do mundo, como o Rio Amazonas, que chega a ter mais de 1,5 km de largura em determinados trechos, e o Rio São Francisco, que percorre mais de 2.800 km pelo território nacional.

Os rios podem ser navegáveis, servir para geração de energia elétrica, irrigação, pesca, transporte e consumo humano em larga escala.

Diferenças entre arroio e rio

Assim, as principais diferenças entre arroio e rio estão no tamanho e na capacidade de drenagem. Enquanto o arroio é pequeno, muitas vezes sazonal e limitado a áreas específicas, o rio é extenso, contínuo e de maior importância na rede hidrográfica.

Outra distinção está, portanto, no vocabulário regional. O termo arroio é comum no Rio Grande do Sul, enquanto em estados do Sudeste e Centro-Oeste o mais frequente é córrego ou riacho. No Norte do Brasil, sobretudo na Amazônia, predomina o uso de igarapé para designar cursos menores, que cumprem função semelhante à de um arroio. Já para grandes cursos d’água, como o Negro, o Madeira ou o Tapajós, a designação é sempre rio.

rio é diferente de arroio
Rios na Amazônia como o rio Madeira (Foto) são como estradas utilizadas para transporte e durante a seca, prejudica a locomoção. Foto: Thiago Mendes/ Arquivo Rede Amazônica

Segundo a Dra. Yara Schaeffer-Novelli, pesquisadora do Instituto de Oceanografia da USP, há diferença entre rio, riacho, arroio e termos semelhantes:

“Córrego e arroio são sinônimos. O termo ‘arroio’ é frequentemente usado no Sul do Brasil. Refere-se a um curso de água maior que um ‘regato’ e menor do que uma ‘ribeira’”.

Do ponto de vista ambiental, os arroios cumprem papel complementar aos rios, funcionando como pequenos canais de alimentação e drenagem. Quando preservados, ajudam a evitar enchentes e a manter a biodiversidade. Quando degradados, podem comprometer a qualidade da água dos rios que alimentam.

Importância da gestão

Compreender a diferença entre arroios e rios é fundamental para a gestão dos recursos hídricos. Enquanto rios exigem políticas de escala regional ou nacional, arroios pedem cuidados locais, muitas vezes relacionados ao planejamento urbano, ao tratamento de esgoto e à preservação das matas ciliares.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, estudos de bacias hidrográficas têm mostrado como a impermeabilização do solo aumenta a pressão sobre os arroios, reduzindo a infiltração da água e elevando os riscos de enchentes. Já na Amazônia, rios e igarapés desempenham papel vital não só no equilíbrio ecológico, mas também no transporte de populações ribeirinhas e na economia local.

O pesquisador Philipp Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas sobre a Amazônia (INPA), também já abordou sobre a importância dos rios da Amazônia para a população que vive na região, principalmente em função dos fenômenos de seca e cheia.

“Os rios são o único meio de acesso em muitas partes da Amazônia. Com a queda dos níveis, algumas comunidades ficaram isoladas, levantando preocupações sobre um desastre humanitário”, destacou.

Você conhece o cutiribá, fruto amazônico “primo” do abiu?

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Frutos do cutiribá. Foto: Reprodução/Artigo ‘Stability and Antioxidant Activity of Pouteria macrophylla Fruit Extract, a Natural Source of Gallic Acid’

Uma fruta que “gruda a boca”, doce e de cheiro forte. Muitas pessoas, principalmente do Norte, pode ter pensado imediatamente no abiu. Mas você sabia que existe um “primo” bem parecido com esse fruto? É o cutiribá, nome popular usado em várias regiões para a espécie Pouteria macrophylla (Lam.) Eyma, árvore da família Sapotaceae (a mesma do abiu e do canistel).

Em publicações técnicas e de divulgação científica, essa fruta também aparece com outros nomes, como cutite, abiu-cutite, tuturubá e cutitiribá, entre outros sinônimos regionais.

Leia também: Portal Amazônia responde: por que o abiu “cola” a boca?

O pianista paulista que mora no Pará, Ediel Sousa, mostrou o fruto em suas redes sociais e também questionou se ele é conhecido:

Segundo o pesquisador Eniel David Cruz, da Embrapa Amazônia Oriental, em um Comunicado Técnico de 2017, “o cutite, que pertence à família Sapotaceae, é também conhecido como jarana, abiurana-cutite, bapeba-pêssego, abiurana-cutitiribá, tuturubá, cortiça, cutiribá, abiu-cutite, juturubá, banana-do-mato e sapotilla, entre outros nomes regionais”.

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Onde o cutiribá é encontrado

Imagem colorida mostra frutos maduros de Cutite, também conhecido popularmente como cutiribá
Foto: Eniel David Cruz/ Embrapa

Visualmente, o cutiribá é um fruto arredondado, de casca amarela quando maduro e polpa de cor igualmente amarelada, de aspecto denso. O fruto é nativo da Amazônia, consumido in natura e em sucos, com frutificação concentrada entre outubro e fevereiro.

De acordo com Cruz, o fruto pode ser encontrado no Brasil e em outros países amazônicos como Bolívia, Peru, Guiana Francesa, Suriname, Colômbia e Venezuela. No Brasil, registros botânicos apontam presença ampla em estados como Acre, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Maranhão, Tocantins, Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

QUIZ: Você sabe dizer quais frutas são amazônicas?

Ele informa que “a espécie é encontrada em floresta de terra firme, várzea, igapó e em mata de galeria”. Essa diversidade de ambientes explica sua ampla adaptação e o valor cultural associado a diferentes comunidades da Amazônia e de outras regiões.

Veja aqui o comunicado da Embrapa sobre este fruto:

Uso alimentar, madeira e relação com a Amazônia

O cutiribá integra o conjunto de frutas regionais consumidas frescas e processadas. Segundo Cruz, a espécie já foi cultivada no Pará, “principalmente nos quintais domésticos, podendo fornecer frutos, sombra, madeira, lenha e carvão, assim como ser utilizada para sombreamento de cacaueiros”.

Além da polpa aproveitada em sucos, sorvetes, doces e cremes, o comunicado técnico também destaca propriedades não alimentares.

“A polpa em pó é indicada para fabricação de talco, creme anti-idade e a casca é usada contra disenteria e otite”, descreve o pesquisador.

Germinação e desafios de propagação

Do ponto de vista de manejo, o documento ressalta que as sementes apresentam dormência e comportamento recalcitrante, o que dificulta o armazenamento.

Como explica o pesquisador: “as sementes apresentam germinação lenta e desuniforme, iniciando apenas no 41º dia após a semeadura, com germinação final de 86% aos 201 dias”.

Uma alternativa para acelerar o processo é a retirada da ‘testa’. “Quando a semeadura é realizada apenas com as amêndoas, o início da germinação é antecipado para 24 dias, alcançando 79,5% de germinação”, detalha o comunicado.

Clubes de futebol lançam camisas oficiais em homenagem ao Círio de Nazaré 2025; conheça os times

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Modelos com camisas em homenagem ao Círio de Nazaré em 2024. Foto: Jorge Palheta/DFN

No dia 16 de setembro de 2025, a Diretoria da Festa de Nazaré (DFN) vai apresentar as camisas oficiais em homenagem ao Círio de Nazaré, em parceria com os clubes Remo, Paysandu, Tuna Luso Brasileira e a novidade deste ano: o Vasco da Gama. A iniciativa faz parte do Projeto Selo do Círio e busca unir tradição, fé e esporte em um mesmo evento.

Leia também: Vasco lançará uniforme em alusão ao Círio de Nazaré em Belém

A cerimônia de lançamento ocorrerá na Casa de Plácido, localizada no estacionamento da Basílica-Santuário, em Belém (PA), e marcará uma edição especial, já que será a primeira vez que um clube de fora do Pará participa oficialmente da homenagem.

O Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, estreia nesta edição do projeto com uma camisa exclusiva, reforçando a importância do Círio de Nazaré para além das fronteiras do estado.

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Enquanto isso, os três principais clubes paraenses se reúnem pela quinta vez consecutiva em uma parceria que começou em 2021 e que já se tornou aguardada pelos torcedores e devotos.

A participação das quatro equipes tem como objetivo fortalecer os laços entre futebol, cultura popular e religiosidade, ao mesmo tempo em que contribui com a preservação e a valorização da festa.

Da esquerda para direita, camisas do Paysandu, Remo e Tuna Lusa do Círio de Nazaré 2022. Foto: Divulgação

Histórico dos clubes paraenses

Paysandu

Nomes do clube: Paysandu Sport Club, Papão, Papão da Curuzu
Nomes dos torcedores: Fiel bicolor, Papão bicolor, Fiel
Fundação: 2 de fevereiro de 1914
Mascote: Lobo mau (bicho-papão)
Técnico: Luizinho Lopes

Instagram: @paysandu

Títulos

Campeonato Paraense: 1920, 1921, 1922, 1923, 1927, 1928, 1929, 1931, 1932, 1934, 1939, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947, 1956, 1957, 1959, 1961, 1962, 1963, 1965, 1966, 1967, 1969, 1971, 1972,1976, 1980, 1981, 1982, 1984, 1985, 1987, 1992, 1998, 2000, 2001, 2002, 2005, 2006, 2009, 2010, 2013, 2016, 2017, 2020, 2021 e 2024
Campeonato Brasileiro (Série B): 1991, 2001
Copa dos Campeões: 2002
Copa Verde: 2016, 2018, 2022, 2024, 2025
Copa Norte: 2002
Super Copa Grão-Pará: 2025
Torneio Início do Pará: 1917, 1926, 1929, 1930, 1932, 1933, 1937, 1938, 1944, 1957, 1958, 1962, 1965, 1966, 1967, 1969 e 1970

Remo

Nomes do clube: Clube do Remo, Leão Azul, Leão da Amazônia, Clube de Periçá
Nomes dos torcedores: Azulino, Remista, Fenômeno Azul
Fundação: 5 de fevereiro de 1905, como Grupo do Remo, voltado para atividades náuticas
Mascote: Leão Malino
Técnico: Daniel Paulista

Instagram: @clubedoremo

Títulos

Copa Verde: 2021
Campeonato Brasileiro – Série C: 2005
Campeonato Norte Nordeste: 1971
Taças Norte: 1968, 1969, 1971
Campeonatos Paraense: 1913, 1914, 1915, 1916, 1917, 1918, 1919, 1924, 1925, 1926, 1930, 1933, 1936, 1940, 1949, 1950, 1952, 1953, 1954, 1960, 1964, 1968, 1973, 1974, 1975, 1977, 1978, 1979, 1986, 1989, 1990, 1991, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1999, 2003, 2004, 2007, 2008, 2014, 2015, 2018, 2019 e 2022, 2025
Torneios Início do Campeonato Paraense: 1920, 1921, 1922, 1923, 1925, 1928, 1934, 1939, 1945, 1952, 1955, 1956, 1959, 1964
Torneio Quadrangular de Salvador: 1967
Torneio Pará-Goiás: 1972
Torneio Pará-Maranhão: 1977
Torneio Pará-Ceará: 1993

Tuna Luso

Nomes do clube: Tuna Luso Brasileira, Elite do Norte, Águia guerreira
Nomes dos torcedores: Tunante, Cruzmaltino
Fundação: 1 de janeiro de 1903
Mascote: Águia
Técnico: Ignácio Neto

Instagram: @tunaluso.oficial

Títulos

Campeonato Brasileiro – Série B: 1985
Campeonato Brasileiro – Série C: 1992
Campeonato Paraense: 1937, 1938, 1941, 1948, 1951, 1955, 1958, 1970, 1983 e 1988
Campeonato Paraense – Série B1: 1941, 2020
Copa Grão Pará: 2024
Torneio Início do Pará: 1941, 1942, 1943, 1947, 1948, 1953, 1983, 1990, 1991 e 1997
Taça Cidade de Belém: 2007

Homenagens dos clubes

Remo e Paysandu foram os primeiros a aderir ao Projeto Selo do Círio em 2021, lançando camisas que incorporavam elementos da devoção a Nossa Senhora de Nazaré. Já em 2022, a Tuna Luso Brasileira passou a integrar o projeto, ampliando a representatividade dos clubes locais na homenagem.

Ao longo dos anos, cada equipe tem se destacado ao lançar peças que unem identidade esportiva com símbolos do Círio, como a corda, a berlinda e a Basílica de Nazaré. Esse histórico mostra que a parceria já se consolidou como parte da programação cultural e religiosa que antecede a grande procissão. Em 2025, Remo, Paysandu e Tuna seguem unidos nesse projeto.

O Clube do Remo destaca, em seu novo uniforme, ilustrações que valorizam a berlinda, a Basílica e elementos da região amazônica, sem deixar de colocar Nossa Senhora de Nazaré como centro da homenagem.

O Paysandu, por sua vez, apresenta uma camisa que simboliza devoção, cultura e tradição, destacando-se pela expectativa gerada entre os torcedores bicolores e devotos da padroeira.

A Tuna Luso Brasileira traz em sua edição elementos inéditos que unem tradição e modernidade, exaltando a marca do clube e a devoção a Nossa Senhora, em mais uma participação que reforça sua ligação com a cultura paraense.

Leia também: Futebol na Amazônia #2: saiba quais são os principais times e campeonatos que movimentam o Pará

Vasco da Gama se une ao Círio

A presença do Vasco da Gama em 2025 é um marco histórico para o projeto. Em janeiro deste ano, a diretoria do clube carioca manifestou interesse em integrar a homenagem, tornando-se a primeira equipe de fora do Pará a lançar uma camisa oficial com o Selo do Círio.

Imagem colorida mostra jogador do Vasco da Gama, Paulo Henrique, comemorando vitória e apontando para o céu. O contexto é para falar do clube e o Círio de Nazaré
Vasco da Gama, clube do Rio de Janeiro, será o primeiro clube a ter uma camisa em homenagem ao Círio de Nazaré. Foto: Matheus Lima – Vasco da Gama

O uniforme vascaíno chega em tom branco predominante, com detalhes dourados que simbolizam luz, vitória e devoção. No peito, o escudo do clube divide espaço com uma delicada ilustração de Nossa Senhora de Nazaré, criando uma identidade visual que une tradição religiosa e esportiva. As imagens no entanto, não foram divulgadas.

Para reforçar o simbolismo da homenagem, o Vasco anunciou que a produção inicial será limitada a 127 unidades, número que faz alusão aos 127 anos de fundação do clube, comemorados em 2025. As camisas serão disponibilizadas inicialmente no site oficial do Círio, com vendas a partir de 17 de setembro, e posteriormente chegarão às lojas oficiais do clube em todo o Brasil. O gesto simboliza o estreitamento de laços entre o clube carioca e a comunidade paraense, além de demonstrar reconhecimento à importância cultural e religiosa do Círio.

Preço, vendas e destino da renda

As camisas oficiais do Círio de Nazaré 2025 terão o preço de R$ 199,00, tanto para os clubes paraenses quanto para o Vasco. Os torcedores poderão adquirir os modelos do Remo e do Paysandu em suas lojas oficiais, enquanto a camisa da Tuna estará disponível na sede do clube, localizada na Avenida Almirante Barroso, em Belém. Já os vascaínos terão acesso às unidades limitadas inicialmente pelo site oficial do Círio, com possibilidade de compra em todo o território nacional.

Parte da renda obtida com as vendas será destinada às obras sociais da Paróquia de Nazaré e à própria realização da festa. Essa contribuição tem sido uma característica importante do projeto desde a sua criação, já que garante recursos para ações sociais voltadas a comunidades carentes, creches, espaços pedagógicos e programas de capacitação de jovens. Além disso, auxilia na preservação da Basílica-Santuário e na manutenção de atividades ligadas à Arquidiocese de Belém.

O Selo do Círio e a dimensão cultural da festa

O Selo do Círio foi criado em 2017 como uma certificação de qualidade e autenticidade para produtos e serviços com temática relacionada à festa de Nossa Senhora de Nazaré. Desde então, a Diretoria da Festa de Nazaré tem utilizado o selo em diferentes itens, garantindo que cada produto carregue elementos de originalidade e compromisso com a preservação da cultura local. A iniciativa tem se mostrado relevante ao unir a religiosidade com o universo esportivo, ampliando o alcance da festa para novos públicos.

O Círio de Nazaré é considerado a maior manifestação religiosa do estado do Pará e uma das maiores do Brasil, reunindo milhões de pessoas todos os anos no segundo domingo de outubro, em Belém. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a procissão mobiliza não apenas fiéis e devotos, mas também diferentes setores da sociedade, como o esporte, a cultura e o comércio.

Nesse contexto, a participação dos clubes Remo, Paysandu, Tuna e Vasco fortalece ainda mais o elo entre tradição religiosa e identidade popular, fazendo com que a festa alcance dimensões ainda maiores em 2025.

Café de Açaí tem potencial antidiabético e valor sustentável, aponta pesquisa da Ufam

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Café de açaí apresenta potencial antidiabético. Foto: Celso Lobo/Alepa

O café de açaí, preparado a partir das sementes torradas do fruto amazônico (Euterpe sp.), é uma bebida da Região Norte que, aos poucos, tem conquistado novos consumidores também em outras partes do Brasil. Embora conhecido popularmente como uma alternativa natural para auxiliar no controle da diabetes e da hipertensão, até recentemente faltavam pesquisas científicas que comprovassem sua eficácia e segurança.

Essa lacuna começou a ser preenchida com a defesa da 163ª dissertação do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal do Amazonas (PPGCF/Ufam), apresentada no dia 30 de julho de 2025 pelo mestrando Wilibran Candido de Barros, sob a orientação do professor Emersom Silva Lima.

O trabalho, intitulado ‘Avaliação da Toxicidade e Efeitos Antidiabéticos de um Extrato Aquoso das Sementes Torradas de Açaí (Euterpe sp.)‘, analisou os impactos do consumo do café de açaí em testes laboratoriais e, segundo os pesquisadores, trouxe resultados promissores para a ciência e para a valorização da biodiversidade amazônica.

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Resultados preliminares animadores

De acordo com os experimentos conduzidos ao longo de 2024 e 2025, não foram identificados indícios de toxicidade nos testes in vitro e in vivo realizados com o extrato obtido a partir das sementes. Mais do que isso, em camundongos diabéticos, a bebida demonstrou redução significativa dos níveis de glicose no sangue, reforçando relatos tradicionais de seu efeito hipoglicemiante.

Para o professor Emersom Lima, o estudo é um marco importante para a ciência amazônica.

“Trata-se de um trabalho pioneiro, que não apenas confirma a segurança do consumo do café de açaí, mas também abre caminho para novas pesquisas sobre seu potencial como alimento funcional de origem amazônica”, explicou.

O pesquisador destacou ainda que os próximos passos envolvem estudos clínicos em seres humanos, algo considerado viável devido ao histórico de consumo do produto. “O processo de testagem em humanos é relativamente mais simples, pois já existe um uso tradicional consolidado. A etapa seguinte será desenhar um modelo de estudo clínico, submetê-lo ao Comitê de Ética e avaliar efeitos como o hipoglicemiante em indivíduos”, acrescentou.

O aluno responsável pela dissertação, Wilibran Barros, lembrou que o nome “café de açaí” é uma denominação popular, já que o grão não contém cafeína.

“A realidade é que o termo é bastante empregado pelas populações ribeirinhas. O que nos levou a investigar essa bebida foi justamente o uso tradicional, especialmente no Pará, onde há relatos de que ajudaria a reduzir a glicemia. A partir disso, estruturamos um projeto científico para comprovar essa hipótese”, disse.

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Café de Açaí pode ser comercializado em pó, como comumente é comercializado o café. Foto: Wilibran Barros/Acervo pessoal

O desenvolvimento da pesquisa, segundo ele, envolveu desafios como a adaptação da semente para se tornar semelhante a um pó de café, o cumprimento de exigências éticas para estudos em animais e a colaboração entre instituições.

Parte dos testes foi conduzida no laboratório BIOPHAR, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Ufam, e outros, como o ensaio de toxicidade em modelo Zebrafish, foram realizados em parceria com a Universidade Federal do Amapá (UNIFAP).

Valorização da biodiversidade e aproveitamento sustentável

Além dos resultados relacionados à saúde, o estudo chama atenção para a dimensão ambiental e econômica do aproveitamento das sementes de açaí. Estima-se que elas representem cerca de 80% do fruto, sendo normalmente descartadas como resíduo após a produção da polpa. Esse descarte em larga escala chega a se tornar um problema ambiental, uma vez que os caroços acumulados podem gerar impactos negativos.

Nesse contexto, a pesquisa evidencia que o café de açaí pode ter um destino mais nobre.

“O café de açaí está sendo um uso mais nobre porque é um alimento, e esse tipo de pesquisa vai valorizar com certeza o uso desse produto”, destacou o professor Emersom Lima.

Ele ressalta que o estudo fortalece a possibilidade de regulamentação do produto junto à vigilância sanitária, já que a comprovação científica é requisito para empresas que pretendem comercializá-lo de forma oficial.

O mestrando Wilibran complementa que a bebida também pode ser enquadrada como alimento funcional, agregando benefícios à saúde humana.

“As expectativas relacionadas a essa pesquisa são que, a partir da comprovação da atividade antidiabética, possamos elaborar um produto que valorize o caroço de açaí, gerando impacto positivo tanto para a saúde, com o controle glicêmico e a presença de fibras e antioxidantes, quanto para o meio ambiente, ao evitar que esse material seja descartado”, afirmou.

Apresentação de mestrado sobre o potencial do café de açaí
Apresentação de mestrado de Wilibran Corrêa. Foto: Reprodução/UFAM

O pesquisador lembra ainda que o aproveitamento da semente gera valor econômico adicional à cadeia produtiva do açaí, trazendo oportunidades para comunidades locais. Além disso, reforça a importância de unir conhecimentos tradicionais e metodologia científica para fortalecer a credibilidade de produtos regionais.

Um futuro promissor para o café de açaí

Apesar de ser um estudo inicial, a dissertação da Ufam já oferece bases sólidas para novas investigações. O orientador e o aluno afirmaram que a continuidade da pesquisa está nos planos, com a perspectiva de transformar os dados obtidos em publicações internacionais e avançar para uma tese de doutorado.

A meta é aprofundar a análise de formulações e, futuramente, realizar ensaios clínicos em humanos que possam confirmar os benefícios identificados.

“Apesar desses resultados preliminares serem bem promissores, tanto em relação à segurança quanto em relação à eficácia, é fundamental que outros estudos sejam realizados para garantir total confiabilidade. Nossa ideia é continuar com pesquisas mais focadas, especialmente em ensaios clínicos”, destacou Emersom Lima.

Vasco lançará uniforme em alusão ao Círio de Nazaré em Belém

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Foto: Matheus Lima/CRVG

O Club de Regatas Vasco da Gama (CRVG) vai lançar um uniforme especial em homenagem ao Círio de Nazaré, tradicional manifestação religiosa que ocorre todos os anos em Belém, capital do Pará. A apresentação foi confirmada pelo clube e pela Diretoria da Festa de Nazaré (DFN) para 16 de setembro, na Casa de Plácido, espaço do complexo de Nazaré dedicado à acolhida de romeiros e visitantes.

O anúncio marca a participação do Vasco, um clube carioca, ao lado de Remo, Paysandu e Tuna Luso, equipes paraenses que historicamente lançam coleções alusivas ao Círio.

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Será a primeira vez que um time de fora do estado do Pará participa com uma camisa dedicada ao Círio de Nazaré. Os detalhes do uniforme, no entanto, só serão divulgados no dia.

O Círio é realizado no segundo domingo de outubro e está entre as maiores procissões católicas do país e do mundo, com reconhecimento nacional e internacional. No Brasil, a festividade é registrada como bem cultural pelo IPHAN e, em nível global, integra desde 2013 a Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.

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Vasco e a Amazônia

A aproximação do clube com manifestações culturais da Amazônia não é recente. Em 2023, no lançamento de uma camisa, o Vasco desenvolveu uma campanha fotográfica em Manaus, no Amazonas, com torcedores locais. O ensaio destacou paisagens, elementos ribeirinhos e cenários naturais, estabelecendo um diálogo visual com o imaginário amazônico e com a base de torcedores no Norte do país.

A campanha foi registrada em pontos simbólicos da capital amazonense, incluindo o atelier do artista Cláudio Andrade e paisagens às margens dos rios Negro e Ariaú, além de embarcações ligadas ao Amazônia Jungle Hotel.

Vasco já lançou uniforme em ensaio na amazônia
Foto: Arquivo/CRVG

Conheça três peculiaridades de estádios de futebol construídos na Amazônia

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Foto: Felipe Cold/Wikimedia Commons

O Norte do Brasil, uma região vasta e rica em diversidade cultural e geográfica, oferece uma perspectiva única sobre o futebol, onde os estádios se tornam mais do que simples campos de jogo. Eles são reflexos do ambiente e da identidade de suas cidades, abrigando histórias e características que os distinguem de qualquer outro lugar do país, inclusive algumas peculiaridades.

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Apesar de a região não ser tradicionalmente um polo de grandes clubes em competições nacionais de elite, seus estádios se destacam por características únicas que capturam a atenção e a imaginação.

De arena cercada pela natureza a campo cortado por linha imaginária, o futebol amazônico revela sua essência em detalhes singulares:

Afonsão: a aventura do gandula aquático

No interior do Amazonas, em Careiro, o Estádio Antônio Afonso Jacob de Souza, carinhosamente apelidado de Afonsão, oferece uma experiência que é a cara do Norte. Sua localização transforma cada partida em uma aventura inusitada. A peculiaridade mais notável do local é o gandula aquático. Devido à proximidade com o rio, é quase inevitável que a bola caia lá durante um jogo.

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estádio de futebol afonsão, no amazonas, é perto do rio
Afonsão é tão próximo do rio, que agora possui um gandula que navega em canoa para buscar as bolas que acabam na água. Foto: Janailton Falcão

Zerão: dividindo hemisférios em campo

Em Macapá, capital do Amapá, o Estádio Milton de Souza Corrêa, mais conhecido como Zerão, carrega uma distinção geográfica que o torna um dos mais singulares do mundo. O campo de jogo está posicionado exatamente sobre a Linha do Equador, o que faz com que a linha que divide o campo ao meio seja a própria linha imaginária que separa os hemisférios Norte e Sul. Essa característica única transforma uma partida de futebol em um evento global em miniatura, onde cada equipe joga em um hemisfério diferente.

Saiba mais: Estádio Zerão: o único do mundo com linha central na Linha do Equador

Meio campo do ‘Zerão’ está localizado bem na linha do Equador que divide o hemisfério norte e sul do planeta. Foto: Rafael Moreira/ Sedel Amapá

Mangueirão: um monumento histórico

Em Belém, capital do Pará, ergue-se o Estádio Jornalista Edgar Proença. Conhecido como Estádio Olímpico do Pará, é popularmente chamado de Mangueirão, um dos pilares do futebol na Região Norte. Inaugurado em 1978, o Mangueirão não só é o estádio mais antigo em funcionamento da região entre os grandes palcos esportivos, mas também é um verdadeiro monumento à paixão pelo futebol paraense e amazônico. Ao longo de mais de quatro décadas, o estádio foi palco de inúmeros momentos históricos, testemunhando a evolução do esporte e abrigando os grandes clássicos locais, em especial o emocionante Re-Pa, o confronto entre Remo e Paysandu.

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Estádio do Mangueirão em Belém, capital do Pará, com cadeiras vazias, mostra pintura que remete a bandeira do estado do Pará. Foto: Hiarley Marques/ Wikimedia Commons

Cuíca-de-colete: marsupial raro no Brasil é encontrado na Amazônia Legal

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Cuíca-de-colete (Caluromysiops irrupta). Foto: Marcio Martins

A cuíca-de-colete (Caluromysiops irrupta), também conhecido como cuíca ou cuíca-amazônica, é um marsupial da família Didelphidae que habita a região amazônica e a única descrita para o gênero Caluromysiops.

O nome popular “cuíca-de-colete” refere-se à coloração distinta de sua pelagem, que pode se assemelhar a um colete preto nas costas.

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Trata-se de um marsupial raro e noturno, que habita as florestas amazônicas do Brasil, Peru e Colômbia. A espécie está em risco crítico de extinção no Brasil.

O único registro, até então, que existia da espécie no país datava de 1964, depositado no Museu de Zoologia da USP. Porém, em dezembro de 2013, a bióloga da USP Júlia Laterza Barbosa encontrou um exemplar durante um resgate de fauna em Paranaíta, município de Mato Grosso, localizado dentro da Amazônia Legal. O caso foi publicado no periódico científico De Gruyter.

Cuíca-de-colete Foto: Júlia Laterza Barbosa
Cuíca-de-colete registrada em 2013. Foto: Júlia Laterza Barbosa

Distribuição e habitat

A cuíca-de-colete é encontrada em partes do oeste do Brasil, sudeste do Peru e no extremo sul da Colômbia. No Brasil, registros da espécie foram feitos no alto Rio Jaru, em Rondônia, e mais recentemente em Paranaíta, no Mato Grosso. A ocorrência da espécie na Colômbia é possivelmente decorrente de animais introduzidos.

Como um animal de hábitos noturnos e arborícolas, a cuíca-de-colete vive em árvores, onde encontra abrigo e alimento. A espécie é considerada solitária.

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Características

A cuíca-de-colete é um animal de porte médio, com um comprimento que varia entre 250 mm e 330 mm, e a cauda tem entre 310 mm e 340 mm. A cauda é preênsil, o que auxilia o animal em seu modo de vida nas árvores.

Embora a cuíca-de-colete seja um marsupial, o que significa que as fêmeas possuem um marsúpio para abrigar e nutrir os filhotes, como os cangurus, a alimentação dessa espécies não é amplamente documentada. Informações sobre os hábitos reprodutivos também são limitados.

Status de conservação

A situação de conservação da cuíca-de-colete é uma preocupação. A espécie é classificada como “Criticamente em Perigo” (CR) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no âmbito do Brasil, e pela Portaria MMA n.º 444/2014. Essa classificação reflete a raridade da espécie e a falta de mais registros em território brasileiro.

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Curiosidades

  • A cuíca-de-colete é considerada o único marsupial brasileiro classificado como criticamente ameaçado de extinção.
  • O único registro da espécie no Brasil, por um longo período, foi uma pele datada de 1964, depositada no Museu de Zoologia da USP.
  • Um novo registro da cuíca-de-colete foi feito na Amazônia brasileira, após 50 anos sem ser observada no país.

A falta de informações sobre sua ecologia e biologia dificulta os esforços de proteção, mas a redescoberta da espécie em território brasileiro reacendeu a esperança de que medidas mais eficazes possam ser tomadas no futuro.

A conservação da cuíca-de-colete e de outras espécies ameaçadas depende de um esforço conjunto da comunidade científica, do governo e da sociedade. O conhecimento aprofundado sobre a biologia e a ecologia da espécie pode orientar ações de conservação mais eficazes e, no futuro, permitir que seja retirada da lista de espécies ameaçadas.

Dia da Amazônia: três temas que merecem reflexão sobre o futuro da região

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Indígena com a bandeira do Brasil. Foto: Caíque Rodrigues/Rede Amazônica RR

A Amazônia concentra alguns dos maiores desafios sociais, econômicos e ambientais do Brasil. A região abriga mais de 30 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e ocupa uma posição estratégica por compartilhar 11 mil quilômetros de fronteiras terrestres com oito países da América do Sul.

Essa localização a torna vulnerável ao tráfico internacional de drogas, à exploração ilegal de recursos naturais e à presença de organizações criminosas. Além disso, comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas convivem diariamente com dificuldades de acesso a serviços básicos como saúde, educação, alimentação saudável e água potável.

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O Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, levanta uma série de questões sobre a região, mas apesar do foco em 2025 ser grande, muito em função da realização da COP 30, três temas poderiam ganhar mais visibilidade nos debates sobre os problemas estruturais amazônicos: segurança pública; alimentação sustentável e água potável; e direitos humanos.

Os temas se interligam e revelam alguns dos principais entraves para o desenvolvimento sustentável e para a preservação da floresta e de seus povos.

Segurança pública

A segurança pública é um dos temas mais críticos na Amazônia. Em 2024, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou que facções criminosas atuam em 260 dos 772 municípios da Amazônia Legal, evidenciando o avanço do crime organizado na região. Essas organizações exploram rotas fluviais e terrestres, utilizadas tanto para o tráfico de drogas como para contrabando e transporte de minérios extraídos de forma ilegal.

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No campo do combate, operações como a operação Ágata Amazônia, coordenada pelo Ministério da Defesa, intensificaram a presença das Forças Armadas em mais de 600 mil quilômetros quadrados de fronteira, com foco no enfrentamento ao garimpo ilegal e ao tráfico de drogas. Já a Polícia Rodoviária Federal informou que, em 2025, realizou a maior apreensão de ouro do garimpo ilegal de sua história, interceptando 143 quilos do minério nas rodovias do Pará e de Roraima.

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garimpo na amazônia
Garimpo ilegal em terras indígenas no Pará em agosto de 2021. Foto: Reprodução/Polícia Federal

Um caso emblemático também marcou a pauta de segurança: os assassinatos do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, em junho de 2022, no Vale do Javari. Em 2025, o Ministério Público Federal denunciou Ruben Dario Villar, conhecido como “Colômbia” e que apontado como mandante do crime. Sobre o episódio, Beto Marubo, membro da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) declarou ao jornal The Guardian que “a ausência do Estado possibilita a consolidação de regiões controladas por traficantes”, reforçando a necessidade de maior presença governamental em áreas isoladas.

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Alimentação sustentável e água potável

A insegurança alimentar e hídrica é outro ponto de destaque. Um estudo realizado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em 2024 mostrou que 69,3% dos domicílios urbanos de Itapiranga (AM) vivem algum grau de insegurança alimentar, e que 46,2% sofrem insegurança hídrica. A pesquisa concluiu que a falta de acesso à água potável está diretamente associada às formas mais graves de insegurança alimentar.

Em nível regional, dados da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) apontam que apenas 60% da população amazônica tem acesso à água potável e somente 14% dispõe de esgotamento sanitário adequado. Essa precariedade compromete a saúde pública e amplia a dependência de políticas emergenciais.

Para enfrentar o problema, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou, em maio de 2025, que ampliou o Programa Cisternas para comunidades ribeirinhas e indígenas, instalando sistemas que captam e armazenam água da chuva.

Outro ponto chave é sobre a caça de subsistência de comunidades tradicionais, necessária para a sobrevivência dessas pessoas, mas que deve ter a atenção de ações educativas, para que não exceda aquilo que a floresta pode oferecer sem ser explorada de modo prejudicial.

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Direitos humanos

A violação de direitos humanos na Amazônia está relacionada à exploração ilegal, à violência contra defensores da floresta e à falta de políticas públicas universais. A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece, desde 2010, o acesso à água potável e ao saneamento como direitos humanos essenciais. No entanto, relatórios da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) indicam que esses direitos ainda não são plenamente garantidos para indígenas, quilombolas e ribeirinhos da Amazônia.

A atuação de movimentos sociais tem sido fundamental. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), por exemplo, denuncia constantemente ameaças à vida e ao território de lideranças locais. Isso porque muitas vezes os crimes ambientais (como o garimpo, desmatamento, etc) estão ligados à violações de direitos, principalmente de populações tradicionais na região.

‘Gandula aquático’, uma peculiaridade do futebol amazonense no estádio Afonsão

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Estádio Afonsão, no Careiro Castanho. Foto: Janailton Falcão

O Estádio Antônio Afonso Jacob de Souza, conhecido como Afonsão, está localizado no município de Careiro Castanho, no Amazonas. Inaugurado em 1994, recebeu esse nome em homenagem ao ex-prefeito Antônio Afonso Jacob de Souza. Mas sua fama não é por conta do nome.

O estádio possui capacidade estimada de cerca de 8 mil lugares, o que atende aproximadamente um quinto da população do município (em torno de 30.792 habitantes, conforme o Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística – IBGE).

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Sua infraestrutura inclui vestiários, área destinada à imprensa e um campo de futebol para competições locais e regionais. E o Afonsão tem sido utilizado, predominantemente, para jogos amadores e competições como a ‘Copa dos Rios’ e a ‘Copa Afonsão’ — esta última reunindo dezenas de equipes locais anualmente.

O Rio Castanho e o cenário único do Afonsão

A fama do Afonsão surgiu por conta de uma característica peculiar. O estádio foi erguido em rara estrutura: rodeado por corpos d’água, especialmente o Rio Castanho. E ele apresenta uma proximidade tão estreita com as margens que, em alguns setores, o rio envolve três lados da praça esportiva.

Essa configuração geográfica lhe confere certa singularidade: durante os jogos, se uma bola for chutada com força além do gramado, pode parar diretamente nas águas do rio. Nesse cenário, o gandula designado, Dione Santos Souza, conhecido localmente como “Vinte e Um”, utiliza uma canoa e um remo para recuperar os artefatos esportivos. O procedimento o destaca como único “gandula aquático” no âmbito nacional.

Dione descreve sua rotina com entusiasmo:

“Trabalhamos no esporte por amor e quando disseram que precisava ser gandula, eu aceitei na hora. Pra mim é um prazer buscar a bola nas águas de uma das nossas maiores riquezas, que são nossos rios. Pego a canoa e vou remando atrás da bola porque o espetáculo lá no campo não pode ser interrompido”.

Ele acrescenta: “Ser gandula entrou de uma tal forma na minha vida, que agora não consigo me imaginar sem minha canoa, remo e indo buscar as bolas. Sinto muito orgulho de trabalhar no Rio Castanho, que é tão importante para o povo da nossa cidade”.

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gandula aquatico do afonsão
‘Vinte e Um’, o “gandula aquático” do estádio Afonsão. Foto: Yago Rudá/Acervo GE Amazonas

Uso e reconhecimento regional

A Federação Amazonense de Futebol (FAF), responsável pela organização de competições no Amazonas e vinculada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), recebeu, em 2023, Ednailson Leite Rozenha como seu presidente.

Desde então, a FAF tem promovido eventos com foco regional com mais empenho, como a Copa da Floresta, ligações com comunidades indígenas, inclusão do futebol de base e feminino.

Com essa visão, nos últimos anos, o estádio tem sido avaliado como alternativa para sediar partidas do Amazonas Futebol Clube (Amazonas FC), clube da Série B do Campeonato Brasileiro. A intenção é realizar de duas a quatro partidas no Estádio Afonsão, inclusive contra times como Paysandu e Mirassol, caso o estádio cumpra as exigências técnicas e de segurança da CBF.

Dados resumidos

AspectoDetalhes
NomeEstádio Antônio Afonso Jacob de Souza — “Afonsão”
LocalizaçãoCareiro Castanho, Amazonas — cerca de 100–123 km de Manaus
Inauguração1994
Capacidade aproximada8.000 lugares — cerca de 1/5 da população local
Característica única“Gandula aquático” – recuperação de bolas com canoa no Rio Castanho
Uso principalJogos amadores, eventos locais e estudado para partidas da Série B

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