Foto: Divulgação/Projeto Farmácia Viva Amazônica
O projeto ‘Farmácia Viva Amazônica: uso seguro de plantas medicinais, drogas vegetais e fitoterápicos integrado ao SUS no Baixo Amazonas’, proposto pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), foi aprovado na Chamada Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) Inovação 2025.
O programa, de iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Secretarias Estaduais de Saúde e Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), tem como objetivo apoiar projetos de pesquisa que visem contribuir para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), potencializando projetos que estimulem os complexos econômico-industriais de saúde locais e a continuidade de projetos do programa.
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A proposta da Ufopa está entre os 74 projetos aprovados nacionalmente em um universo aproximado de mil submissões. Foi selecionada na Classe 2 – Inovações Sociais e Institucionais. Com investimento federal de R$ 248.984,14 e vigência até 2028, o projeto será desenvolvido no âmbito da Ufopa com foco na construção de estratégias territorializadas de cuidado medicinal em saúde para populações amazônicas, articulando ciência, assistência farmacêutica, saberes tradicionais e Atenção Primária à Saúde (APS).
Projeto Farmácia Viva Amazônica
De acordo com o coordenador do projeto, professor Wilson Sabino, do Instituto de Saúde Coletiva (Isco) da Ufopa, a iniciativa busca implementar um modelo intercultural de Farmácia Viva voltado às especificidades do Baixo Amazonas, considerando aspectos territoriais, culturais e logísticos que influenciam o acesso ao cuidado em saúde na região por meio da medicina tradicional.
“O projeto também fortalece a inserção da Ufopa em redes estratégicas nacionais de pesquisa, inovação e políticas públicas em saúde, consolidando o papel da universidade na produção de soluções voltadas aos desafios do SUS em territórios amazônicos”, afirmou o coordenador.
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Sabino informou que as ações incluem:
- diagnóstico participativo em comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas;
- cultivo agroecológico de espécies medicinais;
- produção e padronização de drogas vegetais;
- desenvolvimento de protocolos terapêuticos;
- capacitação de profissionais do SUS;
- e produção de evidências científicas aplicadas à realidade amazônica.
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Plantas medicinais no interior
Wilson Sabino enfatizou que a proposta dialoga diretamente com a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) e com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC), além de contribuir para os atuais esforços nacionais de redução das desigualdades regionais em saúde e fortalecimento da ciência produzida na Amazônia.
A iniciativa conta ainda com parcerias comunitárias e institucionais, como da Arquidiocese de Santarém, do Projeto Saúde e Alegria, incluindo a participação do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio do Núcleo de Pesquisa em Questões Étnico-Raciais nas Amazônias Paraenses (NUPER) e do Núcleo Interdisciplinar de Estudos, Pesquisa e Extensão em Relações Étnico-Raciais, Gênero e Sexualidades (NIERAC), o que fortalece ações de mediação intercultural e valorização dos saberes tradicionais.
*Com informações da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa)
