Amazonas concentra 18% das áreas sob risco de desmatamento na Amazônia previsto para 2026, aponta PrevisIA

No estado, dois municípios do sul do Amazonas que compõem a região conhecida como Amacro, estão no ranking das 10 cidades na situação mais crítica.

Foto: Erick Xavier/Wikimedia Commons

O Amazonas aparece entre os estados mais ameaçados pelo desmatamento na Amazônia em 2026. Segundo dados da plataforma de inteligência artificial PrevisIA, 1.000 km² do território amazonense estão sob risco de devastação — o que representa 18% de toda a área ameaçada na região.

No estado, dois municípios do sul do Amazonas que compõem a região conhecida como Amacroestão no ranking das 10 cidades na situação mais crítica apontadas pelo previsIA. Os municípios citados são: Apuí e Lábrea.

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Amacro é um espaço considerado como a junção de uma das fronteiras da Amazônia, entre o Amazonas, Acre e Rondônia. É um conceito elabora por um estudo do Greenpeace Brasil feito com imagens de satélite que identificaram uma área de desmatamento envolvendo três estados do Norte do Brasil, onde foram identificados, planos de manejo florestal desmataram milhares de hectares de terras públicas. A região passou a ser conhecida como a Fronteira do Desmatamento.

Imagem mostra em mapa onde é região conhecida como “Amacro”, acrônimo para região identificada pelo Greenpeace. Foto: Reprodução/ Rede Globo

No total, a PrevisIA calcula que 1.686 km² da Amazônia estarão sob risco muito alto ou alto em 2026, o que corresponde a 31% do total. Outros 1.056 km² (20%) aparecem em risco moderado e 2.759 km² (50%) em risco baixo ou muito baixo.

Leia também: PrevisIA: inteligência artificial aponta 5,5 mil km² com risco de desmatamento na Amazônia em 2026

No Amazonas, a pressão se concentra em áreas de expansão agrícola e próximas a estradas. Desde 2020, cerca de 95% do desmatamento ocorre a até 5,5 km de uma via de acesso.

“A análise estadual é fundamental para que os órgãos competentes possam atuar em defesa da floresta. No caso do Amazonas, os municípios de Apuí e Lábrea são estratégicos para conter o avanço da devastação”, afirma Alexandra Alves, pesquisadora do Imazon.

Pressão sobre terras indígenas e unidades de conservação

Além dos municípios, o Amazonas também possui terras indígenas e unidades de conservação estaduais entre as áreas mais ameaçadas. 

O levantamento mostra que 357 km² estão sob risco em territórios indígenas e outros 598 km² em unidades de conservação, reforçando a necessidade de atuação local

O que é a PrevisIA

Lançada em 2021 pelo Imazon em parceria com a Microsoft e o Fundo Vale, a PrevisIA é uma plataforma que utiliza a inteligência artificial para indicar áreas sob risco de desmatamento na Amazônia. E, com isso, fornecer dados para evitá-lo.

Sua metodologia analisa um conjunto de variáveis como a presença de estradas legais e ilegais, o desmatamento já ocorrido, as classes de territórios, a distância para áreas protegidas, os rios, a topografia, a infraestrutura urbana e informações socioeconômicas.

“A ferramenta também possibilita análises municipais, favorecendo a adoção de políticas públicas pelas secretarias de meio ambiente e demais órgãos ligados às prefeituras na proteção da floresta”, explica Alexandra Alves, pesquisadora do Imazon.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

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