Entenda qual fenômeno formou anel de fumaça no céu durante operação contra garimpo ilegal em Rondônia

Imagens mostram o momento em que o anel de fumaça se forma próximo à área da ação da PF. Especialista explica que fenômeno ocorre pela saída rápida de gases por uma abertura circular.

Anel de fumaça no céu em Rondônia. Foto: Reprodução/Rede Amazônica RO

Um círculo de fumaça em formato de anel foi visto no ar durante uma operação da Polícia Federal (PF) de combate à extração ilegal de minério no Rio Madeira em Rondônia. A ação resultou na destruição de 29 dragas, embarcações e motores usados na atividade irregular.

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Imagens registradas por pessoas que acompanhavam a operação mostram o momento em que o anel de fumaça se forma próximo à área da ação e ao helicóptero da PF. O fenômeno surgiu a partir de uma fumaça escura.

Para Ariel Adorno, doutor em Física pela Universidade Federal do Ceará, o fenômeno observado é um “vórtice toroidal”, um anel de fumaça em forma de rosca que se forma quando gases saem rapidamente por uma abertura aproximadamente circular.

Mas o que significa um anel de fumaça?

Segundo o especialista, uma explosão gera uma onda de alta pressão, porque libera gases muito quentes e sob grande pressão dentro de um espaço fechado.

“Esses gases precisam sair e escapam por um buraco ou abertura, geralmente com formato parecido com um círculo”, pontuou.

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Anel de fumaça no céu em Rondônia. Foto: Reprodução/g1 RO
Anel de fumaça no céu em Rondônia. Foto: Reprodução/Rede Amazônia RO

De acordo com ele, quando os gases saem, eles se movem mais rápido no centro e mais devagar nas bordas. Essa diferença faz o ar girar e formar um redemoinho em formato de anel, parecido com os anéis de fumaça que algumas pessoas conseguem fazer.

“Esse anel consegue se deslocar sozinho por alguns segundos, mantendo a forma enquanto avança pelo ar”.

Ainda segundo o especialista, com o tempo o anel perde força, se desfaz e a fumaça se mistura com o ar. A Polícia Federal não informou a causa da formação do anel de fumaça, mas confirmou que as imagens são reais e foram registradas durante a operação.

*Por Quetlen Caetano, da Rede Amazônica RO

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