2º Alerta de Cheias confirma níveis acima da cota de inundação em Manaus e Manacapuru

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou, nesta quinta-feira (30), as projeções hidrológicas com 45 dias de antecedência para o pico da cheia em 2026, no 2° Alerta.

Foto: Jean Hassah/SGB

As projeções do 2º Alerta de Cheias do Amazonas do Serviço Geológico do Brasil (SGB), divulgadas nesta quinta-feira (30), confirmam que os níveis dos rios em Manaus e Manacapuru apresentam alta probabilidade de ultrapassar a cota de inundação, no entanto, o evento é classificado como uma cheia de baixa magnitude. Nas estações de Itacoatiara e Parintins, os indicadores apontam  baixa probabilidade de ocorrência de cenário de inundação.

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Os dados são essenciais para orientar ações de prevenção e resposta, subsidiar a atuação das Defesas Civis e o processo de tomada de decisão pelos gestores públicos e pela população nas áreas potencialmente afetadas.

Prognóstico de níveis máximos do 2° Alerta

EstaçãoCota prevista
Manaus (Rio Negro)28,23 m
Manacapuru (Rio Solimões)19,16 m
Itacoatiara (Rio Amazonas)13,73 m
Parintins (Rio Amazonas)8,07 m

Durante o 2º Alerta de Cheias, o pesquisador Andre Martinelli, gerente de Hidrologia e Gestão Territorial da Superintendência Regional de Manaus (SUREG-MA), explicou que de maneira geral as cotas previstas estão dentro da normalidade estatística para a série histórica.

“A cota em Manaus, por exemplo, não deve superar a cota de inundação severa de 29 m – cota que traz mais transtorno ao município”, disse Martinelli.

Em relação ao cenário para seca, Martinelli destaca: “Elaboramos cenários baseados na estação de Tabatinga (AM), que indicam quadro de apreensão. Se, de fato, o El Niño divulgado pelos meteorologistas se confirmar, poderemos enfrentar uma estiagem extrema em 2026”.

O monitoramento da bacia em tempo real sobre os níveis dos rios está disponível no Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE). A plataforma também reúne mapas de manchas de inundação, que delimitam as áreas que podem ser atingidas conforme as cotas registradas.

2º Alerta de Cheias confirma níveis acima da cota de inundação em Manaus e Manacapuru
Foto: Jean Hassah/SGB

Projeções de cheia para os rios

O SGB usa os dados da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN) processados por modelos hidrológicos, que operam com um intervalo de confiança de 80%.

Segundo as previsões, o rio Negro deve atingir cerca de 28,23 m em Manaus, com possibilidade de variar entre 27,69 m e 28,76 m. A probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação na capital (27,50 m) é de 96%. Para a cota de inundação severa (29 m) essa probabilidade é de 3%, e para a cota máxima (30,02 m em 2021) é menor que 1%.

Em Manacapuru, a previsão para rio Solimões é de, aproximadamente, 19,16 m, com intervalo provável de 18,63 m a 19,69 m. A probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação em Manacapuru (18,20 m) é de 99%, enquanto a de atingir a cota de inundação severa (19,60 m) essa probabilidade é de 13%, já a cota máxima registrada em 2021 (20,86m) a probabilidade está abaixo de 1%.

Leia também: Portal Amazônia responde: como funcionam os processos de enchente e vazante dos rios?

Em Itacoatiara e Parintins, há baixa probabilidade do rio Amazonas atingir a cota de inundação. De acordo com as informações do SGB, em Itacoatiara, a projeção é de que o nível chegue a 13,73 m (intervalo provável de 13,34 m a 14,13 m), com apenas 17% de chance do rio atingir a cota de inundação (14 m), já a probabilidade de atingir cota de inundação severa (14,20 m) é de 5%. Para superar a cota máxima (15,20 m em 2021), a probabilidade é menor que 1%.

Em Parintins, a previsão é que o rio Amazonas atinja a cota de 8,07 m (intervalo provável de 7,80 m a 8,34 m), com probabilidade de apenas 4% de atingir a cota de inundação (8,43 m) e de superar a cota de inundação severa (9,30 m) ou a cota máxima (9,47 m) é menor que 1%.

Articulação institucional 

O evento de divulgação do 2º Alerta de Cheias do Amazonas contou com a participação de pesquisadores e colaboradores da unidade, além de representantes de instituições parceiras, como o pesquisador Renato Senna, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA); o secretário executivo adjunto de Operações da Defesa Civil do Estado do Amazonas, 1º tenente Fabiano Vieira; e a gerente de Mapeamento e Georreferenciamento da Defesa Civil de Manaus, Rosaria Rodrigues Ferreira.

A superintendente regional de Manaus, Jussara Cury, reforça a importância desse diálogo entre as instituições.

“Além da divulgação da previsão da cheia de 2026, compartilhamos informações técnicas e operacionais das principais entidades de monitoramento do Amazonas, oportunizando um bom debate dos cenários do clima e hidrologia da Amazônia”, disse.

O próximo alerta será realizado no dia 29 de maio.

*Com informações do SGB

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