A Rede Amazônica ao vivo no Domingão do Faustão

Rede Amazônica pela primeira vez ao vivo no Domingão do Faustão, no largo de São Sebastião.

Se é verdade que deve-se uma grande parte do nosso sucesso aos avanços tecnológicos, aliados ao interesse da diretoria no firme propósito da modernização dos equipamentos, também é verdade que esse mesmo sucesso não poderia deixar de ser creditado a uma gama de profissionais que teimam em acreditar que somos infinitamente capazes, independentemente dos equipamentos que possamos ter.

Profissionais que vivem diariamente com a grande porção de suas habilidades naturais aperfeiçoadas sim, principalmente ao longo de sua vida.

São esses homens e mulheres que traduzem para o telespectador esses momentos geniais da Rede Amazônica, momentos da mais pura magia, com passagens inesquecíveis da trajetória desta emissora.

Foi desta forma que a Rede Globo de Televisão, através do Programa Domingão do Faustão, nos convocou para estarmos juntos, em transmissão direta, via satélite, com este importante programa dominical.

Tínhamos a responsabilidade de tomar todas as providências técnicas, produção de cenário e fatos jornalísticos que justificassem nossa participação ao vivo, diretamente do extremo norte para todo o Brasil.

Soldado segurando cobra jibóia do Centro de instrução de Guerra na Selva- CIGS ( Acervo: Abrahim Baze)

Se é verdade que temos profissionais competentes, aí temos a prova, pois fora escolhido para esta tarefa o jornalista Eduardo Monteiro de Paula.

Nesta época, o Domingão do Faustão entrava no ar com chamadas jornalísticas de todas as capitais do Brasil, naturalmente apresentando um fato jornalístico que justificasse a presença daquela afiliada em linha direta com a Rede Globo.

A produção do programa em pauta nos cobrou uma matéria regional e diferente. Logo, nosso jornalista Eduardo Monteiro de Paula, que fora escolhido pela Rede Amazônica para apresentar a nossa parte, comunicou à Rede Globo que mostraríamos animais do zoológico do CIGS – Centro de Instrução de Guerra na Selva. Naturalmente nossa sugestão fora de imediato aprovada, pois atendia às exigências de fazermos uma matéria pitoresca e diferente. 

Apresentação de onça mascote do Centro de instrução de Guerra na Selva – CIGS ( Acervo: Abrahim Baze)

O cenário foi montado no Largo de São Sebastião, com a presença do povo prestigiando. Na abertura, nosso apresentador traz ao ar o sr. Francisco Silva, nordestino valente que comia vidro enquanto bebia vinho. Nosso apresentador, para melhor identificar a região, colocou em seu ombro uma arara.

Tínhamos de apresentar uma jiboia muito grande. Em seguida, entraria um soldado com uma onça mascote do CIGS – Centro de Instrução de Guerra na Selva. Porém, ele muito nervoso, acaba entrando pelo lado errado e, quando menos imaginávamos, a onça atacou a cobra com uma forte mordida, que a esta altura levou os militares a uma luta desigual para promover a separação dos animais.

Este fato jornalístico acabou sendo mostrado na íntegra para todo o país. Após muito esforço, os militares conseguiram separar os animais. Vale ressaltar que a cobra, semanas depois, morreu de infecção.

Podemos dizer que este fato jornalístico, apesar de tenso, foi muito importante, pois era a nossa primeira transmissão ao vivo na programação da Rede Globo.

A luta da onça com a cobra, fato inesperado, foi surpreendente. Semanas depois, a produção do programa Domingão do Faustão elogiou a nossa participação, nos informando aquela altura que a emissora havia conquistado altos pontos de audiência de sua programação.

O jornalista Eduardo Monteiro de Paula ingressou na Rede Amazônica no dia 01 de setembro de 1973, tendo sido nosso colaborador por quatro décadas e hoje já não faz parte do quadro da emissora. 

Jornalista Eduardo Monteiro de Paula 

Carteira funcional do jornalista Eduardo Monteiro de Paula, admitido no dia 1º de setembro de 1973. ( Acervo: Abrahim Baze)

Carteira funcional do jornalista Eduardo Monteiro de Paula, admitido no dia 1º de setembro de 1973. ( Acervo: Abrahim Baze)

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