El Niño

O fenômeno El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico. Foto: NOAA

El Niño é um fenômeno climático natural causado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. Esse aquecimento altera padrões de vento e chuvas em escala global, com efeitos opostos em diferentes regiões do planeta. Os ventos alísios, que são massas de ar quente e úmido, se deslocam do leste para oeste, empurrando água quente e fazendo com que toda uma circulação atmosférica mude ao redor do globo.

Isso faz com que chuvas e monções (ventos sazonais que mudam de direção de acordo com a estação do ano) se desloquem, alterando a temperatura global do planeta. Exemplificando, é como adicionar uma colher de açúcar a uma xícara de café adoçado e a uma xícara de café não adoçado. A colher pode ter o mesmo tamanho para ambas as xícaras, mas em uma delas o café já estava doce. 

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El Niño
Foto: CPTEC/INMET

Com o clima é a mesma coisa: o El Niño aquece o verão no hemisfério Norte, mas ele já estava mais quente por causa do aquecimento climático. Com isso, o calor acumulado muda os padrões de evaporação, umidade e ventos em todo o mundo, ocasionando o aumento da temperatura do planeta.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é o Super El Niño?

Com isso, os impactos do aquecimento sobre o El Niño são inevitáveis. No Brasil, provoca secas e ondas de calor mais intensas nas regiões Norte e Nordeste, enquanto que o Sul tende a registrar maiores chuvas. Já pelo mundo, países como Austrália e do Sudeste Asiático enfrentam secas severas, alem de chuvas volumosas na América do Sul.

Setores como economia e agricultura também sofrem com safras agrícolas alteradas e aumento nos custos de produção de alimentos.

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