Estudante do Amapá vence feira nacional com pesquisa sobre tráfico humano em Oiapoque

O estudante Dhonato Brito venceu a Feira Brasileira de Iniciação Científica em Santa Catarina. Ele garantiu uma vaga em evento internacional na Argentina.

Estudante da EJA de Oiapoque vence feira nacional de ciência em Santa Catarina e garante vaga na Argentina. Foto: Dhonato Brito/Arquivo Pessoal

Matriculado na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no extremo norte do Amapá, o estudante Dhonato Brito, de 18 anos, da Escola Estadual Joaquim Nabuco, em Oiapoque, conquistou o prêmio principal da Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic), em Joinville (SC).

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Com a vitória na categoria ‘Proteção e Defesa da Criança e do Adolescente’, o jovem garantiu uma vaga para representar o Brasil em um evento internacional na Argentina.

Estudante do Amapá vence feira nacional com pesquisa sobre tráfico humano em Oiapoque
Foto: Dhonato Brito/Arquivo Pessoal

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Caso real inspirou estudante a buscar informações

O estudo premiado tem como título ‘Tráfico Humano no Extremo Norte da Amazônia Negra: o falso desenvolvimento que anda ao lado da destruição’. Para investigar o problema e propor medidas de prevenção na região de fronteira, Dhonato fez visitas de campo e entrevistou moradores da comunidade indígena do Manga.

O estudante conta que decidiu pesquisar o tema após tomar conhecimento de um caso real de tráfico humano em Oiapoque.

“Ser premiado em um evento nacional representa muita coisa porque somos alunos de baixa renda de escola pública. Então, sair de Oiapoque representando o Amapá é algo surreal”, comemora Dhonato.

Aluno da Eja de Oiapoque vence feira nacional de ciência em SC e garante vaga na Argentina. Foto: Dhonato Brito/Arquivo Pessoal

Esta foi a segunda vez consecutiva que ele participou da feira nacional.

“Foi um projeto muito elogiado por quem assistiu à apresentação. A Secretaria de Estado da Educação foi fundamental para esse processo conosco. Um aluno do extremo norte do Estado representar o Amapá em nível nacional é muito importante”, destaca Adryele Oliveira, orientadora da pesquisa.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica Amapá

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