Decisão dos EUA de transformar facções criminosas do Brasil em organizações terroristas: “equivocada”

Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do Ministério da Justiça, Marta Machado classifica decisão como equivocada e que o Governo Federal tem somado esforços para combater os crimes cometidos por pessoas ligadas às facções.

Arte: Reprodução/Amazon Sat

Em resposta aos questionamentos no programa Entrevistas, do canal Amazon Sat, a responsável pela pasta da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do Ministério da Justiça, Marta Machado, classificou como “equivocada” a decisão de transformar o conceito de facções criminosas presentes no Brasil como organizações terroristas.

Para Marta Machado, o conceito está sendo interpretado de uma forma equivocada pelos Estados Unidos (EUA) e afirma ainda que o Governo Federal tem somado esforços para combater os crimes cometidos por pessoas ligadas a essas facções.

“A gente lamenta um ato unilateral deste pelo governo dos Estados Unidos diante de um país que tem feito muitos esforços para combater as ações desse crime organizado. Essa é uma decisão que é pouco técnica e tem um componente político muito forte”, defendeu.

“Tecnicamente há uma diferença entre crime organizado e terrorismo. Não é uma diferença de gravidade, mas é outra natureza. O terrorismo tem uma base ideológica, muitas vezes religiosa e muito política, já o crime organizado busca lucro. Claramente eles estão falando dessas facções criminosas que estão ali na Amazônia e eles buscam lucro. O crime organizado acaba funcionando como uma empresa que vai diversificando suas atividades e nessa região tem trabalhado com tráfico de drogas em convergência com outros ilícitos”, explicou Machado.

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“Não faz sentido”

Marta Machado afirmou ainda durante o programa que “não faz sentido” a decisão do governo dos Estados Unidos da América sobre as facções criminosas. Para ela, a decisão precisa ser baseada em evidências e o governo brasileiro tem evidências e conhecimento para combater essas facções.

Leia também: Secretária do Ministério da Justiça, Marta Machado explica ações de segurança na Amazônia

“Isso é algo que do ponto de vista técnico não faz sentido e claro de um país que está fazendo muitos esforços inclusive para combater os desdobramentos internacionais e transnacionais do crime organizado. Com muita integração, com cooperação internacional, com cooperação interfederativa, a gente acredita que com isso, com políticas públicas baseadas em evidências, a gente vai ter resultados”, afirma. Assista:

A entrevista completa já está disponível no canal do Amazon Sat no Youtube: assista o programa completo AQUI.

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições: quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30. Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).

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