Augusto Sampaio expõe artesanato feito com lixo reciclado no extremo Norte do Amapá. Foto: Francisco Pinheiro/Rede Amazônica AP
O que antes seria descartado como lixo, vira fonte de renda e arte nas mãos do artesão Augusto Sampaio, morador de Oiapoque, no extremo Norte do Amapá. Após ficar desempregado, ele encontrou no reaproveitamento de materiais uma oportunidade de recomeçar.
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O trabalho do artesão é destaque da 3ª Feira Internacional de Oiapoque, que começou nesta quinta-feira (30) e segue até domingo (2) no Estádio Municipal Natizão.

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Ele, que já fazia parte de uma iniciativa na Guiana Francesa ensinando arte para crianças, decidiu focar no ramo do artesanato e da reciclagem a partir de 2023.
“Eu faço todo o reaproveitamento da matéria-prima e com isso eu produzo arte, eu dou vida na matéria-prima. Material que vai para o lixo, a gente reutiliza, fazendo arte e também ajuda o meio ambiente”, contou.

Para o empreendedor, o trabalho une a preservação ambiental à oportunidade de gerar renda extra na faixa de fronteira.
“Reutilizar, reciclar são muito importantes na vida do ser humano. O que vai para o lixo poderá afetar a nossa terra, afeta o nosso meio ambiente, e a gente pode tá transformando tudo isso em arte”, disse.
Cultura indígena
Além da reciclagem, a feira reúne mais de 80 expositores dos 16 municípios do Amapá, com forte presença da cultura dos povos originários. O artesão indígena Arilson Alexandre, que é um dos expositores do evento, apresenta a arte da mulher indígena, com obras que representam as etnias:
- Karipuna
- Galibi Marworno
- Palikur
- Galibi Kali’na

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“Ela traz uma visibilidade em geral, que registra o nosso momento, que é super importante, porque cada arte, ela traz uma marca, ela traz um grafismo que representa a cultura, que representa o povo, que resiste, que estamos aqui, sempre estivemos aqui. Então, cada artesanato, ela carrega essa força, essa energia que é positiva”, destacou.
Arilson afirma ainda que o espaço é fundamental para dar visibilidade e reafirmar a ancestralidade indígena para visitantes brasileiros e franceses.

3ª Feira Internacional de Oiapoque
Durante três dias evento busca ser um instrumento estratégico para o acesso a novos mercados.

A oportunidade conecta pequenos negócios, promove o turismo, estimula trocas comerciais e fortalece os laços econômicos e culturais entre o Amapá, o Platô das Guianas, o Suriname e países do Caribe.
*Por Isadora Pereira e Francisco Pinheiro, da Rede Amazônica Amapá
