Visitantes interagindo com o Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil, durante o evento de lançamento do Mapa. Foto: Mariana Soares/ISA
O Instituto Socioambiental (ISA) convida o público do Sesc Santo André a um mergulho nas histórias, culturas e nos territórios dos povos indígenas no Brasil com atividades programadas até o dia 11 de agosto. A programação, que marca o fim das férias escolares, dá boas-vindas ao Agosto Indígena com navegações mediadas no “Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil”, além de dois bate-papos especiais entre educadoras, lideranças indígenas e pesquisadoras do ISA.
A iniciativa surge como forma de retratar a diversidade desses povos, rompe com a ideia de que “todos os indígenas são iguais” e desperta o interesse e o respeito das crianças e jovens aos direitos dos povos indígenas no Brasil. Além do público infanto-juvenil, as atividades convidam as pessoas educadoras a repensar suas práticas em direção ao fortalecimento da Lei nº 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino de histórias e culturas afro-brasileira e indígenas na educação básica brasileira.
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Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil

Realizado pelo Instituto Socioambiental (ISA), o “Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil” é uma ferramenta digital e de acesso livre que reúne informações qualificadas e atualizadas sobre a sociodiversidade e a distribuição territorial dos mais de 280 povos indígenas no país. Ele é resultado da consolidação de um vasto acervo de dados, iniciado pioneiramente na década de 1980 para mapear a presença indígena.
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Hoje, o Mapa Interativo é constantemente atualizado com informações extraídas de plataformas de referência do ISA, como a Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil e o site Terras Indígenas no Brasil.
O principal objetivo da ferramenta é democratizar o acesso ao conhecimento sobre o Brasil Indígena, oferecendo a estudantes, professores, pesquisadores e ao público geral uma ferramenta dinâmica, visual e factual que atesta a vitalidade, a resiliência e a diversidade dos povos originários. O projeto nasce com o objetivo de contrapor narrativas históricas de invisibilidade e extinção, reforçando a urgência da defesa dos direitos territoriais e culturais indígenas.
*Com informações de Mariana Soares, do Instituto Socioambiental.
