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Espaço indígena no Acre reúne saberes tradicionais e acadêmicos para recuperar área degradada pelo fogo

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Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC

O Huwã Karu Yuxibu, espaço criado pelo povo Huni Kuin no km 36 da Transacreana, em Rio Branco (AC), segue ganhando força como um território de troca de saberes, reconstrução ambiental e conexão com quem chega para aprender.

Em uma das ações recentes, mais de 30 alunos dos cursos de Engenharia Agronômica, Engenharia Florestal e Medicina Veterinária participaram de um mutirão que aliou plantio de cerca de 600 mudas a técnicas de restauração e experiências culturais conduzidas pelos próprios moradores.

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Localizado perto da capital, o centro se tornou porta de entrada para estudantes, pesquisadores e visitantes que buscam entender, na prática, como a floresta pode ser manejada, restaurada e vivida em conjunto com os povos originários.

A atividade, desenvolvida no dia 6 de dezembro, integrou iniciativas da SOS Amazônia, da Universidade Federal do Acre (Ufac) e do Instituto Alok e reforçou o trabalho que vem sendo desenvolvido na área desde que um incêndio criminoso devastou parte do território.

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Espaço para o povo Huni Kuin une saberes tradicionais à academia para reflorestar área degradada em Rio Branco. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC

Atualmente, o espaço ocupa 11 hectares, abriga um restaurante que atende famílias em vulnerabilidade e oferece vivências durante mutirões e eventos culturais.

Para o líder Mapu Huni Kuin, o espaço nasceu de uma responsabilidade que ele assumiu ao se deparar com famílias do povo em situação de vulnerabilidade.

Sobre a ação de replantio de espécies, Mapu mencionou ainda que a presença dos estudantes no local reforça a importância do que chama de ‘consciência da terra’.

“Esse chamado ao replantio é para que nós possamos ser profissionais, mas também conscientes para garantirmos uma água saudável, um ar mais puro, para que as futuras gerações possam também usufruir uma qualidade de vida melhor”, salientou.

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Espaço busca fornecer conforto e acolhimento, principalmente ao povo Huni Kuin que mora na cidade de Rio Branco. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC

Parcerias para o espaço

A restauração da área é acompanhada pela Organização Não-Governamental (ONG) SOS Amazônia, que tem desenvolvido sistemas de irrigação, apoio técnico, capacitações e prepara a construção de um viveiro com capacidade para 20 mil mudas por ano.

O gerente do programa de restauração da paisagem florestal, Adair Duarte, explicou que o espaço tem se tornado também um ponto de educação ambiental aberto ao público, especialmente por estar próximo da capital.

“Nós já fizemos outros mutirões de plantio. O objetivo desse investimento com relação ao sistema de irrigação é para manter a sobrevivência, diminuir a mortalidade [das espécies de mudas] e aumentar a produtividade dessa área, principalmente no período do verão”, complementou.

Ao longo da área, as espécies plantadas têm dupla função: alimentar a comunidade e abastecer o restaurante, sempre com manejo agroecológico. Adair também lembra que o local está dentro da bacia do Igarapé São Francisco e contribui para preservar suas nascentes.

“Esse centro hoje funciona também com um espaço de educação facilita esse fluxo de pessoas pra conhecer, pra interagir com esse processo de restauração […] e produzir alimentos sem uso de adubação química, sem uso de inseticidas”, destacou.

Alunos de Engenharia Florestal, Agronomia e Medicina Veterinária estão envolvidos na segunda ação do projeto da Ufac. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC

Experiência extracurricular

Entre os estudantes, a vivência prática reforçou a dimensão do que se aprende em sala de aula. A acadêmica de Engenharia Florestal, Lis Silva, que já havia participado de uma ação anterior, descreveu o impacto da segunda experiência.

“É incrível. Toda vez que a gente vem aqui é uma experiência nova, de ver com os nossos próprios olhos a importância do nosso estudo”.

Para quem esteve no local pela primeira vez, a surpresa foi ainda maior. A estudante Elaine Almeida Fernandes, também de Engenharia Florestal, conta que nunca tinha visto a técnica da cobertura vegetal em ação.

“Eu nunca tinha ouvido falar disso na minha vida em sala de aula. Então, quando eu cheguei aqui, foi totalmente outra coisa”.

Da Agronomia, Vanessa Batista destacou a importância do sistema de irrigação.

“Não é simplesmente só plantar. Tem que cuidar, zelar. Tudo é uma troca de saberes que eles mesmos passaram pra gente”.

O cuidado com a alimentação compartilhada nos mutirões ficou por conta de Ivani Costa Leal, cozinheira do local e moradora antiga da região.

“Eu estou aqui desde quando eles chegaram. Aprendi as receitas. Tem a macaxeira na folha, a macaxeira feita com amendoim e o mingau de banana com amendoim também, sem leite, sem açúcar”, mencionou uma delas.

Peixe na folha da bananeira é uma das especialidades da culinária indígena acreana. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC

Entender para conservar

A organização da atividade foi conduzida pela professora Iwlly Cavalcante, que desenvolve ações no espaço desde os tempos em que ela era estudante e hoje mobiliza turmas inteiras para que aprendam na floresta.

“A gente tem os benefícios de aprender sobre regime de chuva, de controle, de erosão, de enriquecimento da área e temos, principalmente, a soberania alimentar, a garantia alimentar. As espécies que aqui são plantadas e desenvolvidas dentro desse sistema agroflorestal é com base na alimentação tradicional Huni Kuin, daquilo que está na mesa”, falou.

No Huwã Karu Yuxibu, plantar não é só recuperar solo. É reconstruir vínculos, retomar histórias e entender, na prática, que a floresta se mantém viva quando as pessoas também se movem junto dela.

“É super importante porque a gente sai da sala de aula e coloca eles no campo para vivenciar a experiência […] aqui é uma sala de aula ao ar livre, uma floresta que se movimenta, que planta e que está aí fazendo extensão florestal na comunidade”, frisou.

O líder Mapu Huni Kuin compartilha do mesmo sentimento.

“Se ninguém está fazendo, nós temos que fazer porque temos que ser esse exemplo”, complementou.

Huwã Karu Yuxibu alia conscientização ambiental a saberes tradicionais do povo Huni Kuin. Foto: Renato Menezes/Rede Amazônica AC

*Por Renato Menezes, da Rede Amazônica AC

Anaconda: 12 mentiras sobre a Amazônia que parecem verdade no filme

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Foto: Reprodução/Frame do filme ‘Anaconda’ (1997)

Os melhores amigos Griff e Doug partiram para a floresta amazônica com um sonho: filmar um reboot de seu filme favorito, ‘Anaconda‘. O que poderia dar errado, não é mesmo? Isso é o que mostra o novo filme da franquia, com estreia para dezembro de 2025.

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O primeiro filme, que inspira o novo lançamento mais de 20 anos depois, estreou em 1997 e retrata uma cobra gigantesca encontrada na Amazônia. Em 1997, a produção acompanha um grupo de documentaristas em expedição pela floresta em busca da tribo indígena isolada Shirishama.

Durante a jornada, uma forte tempestade muda o rumo da viagem, e o grupo acaba encontrando o enigmático Paul Sarone, que promete guiá-los até a tribo, sem revelar suas verdadeiras intenções.

A aventura rapidamente se transforma quando o grupo descobre que está envolvido em uma perigosa caçada à serpente conhecida como “anaconda”, um animal astuto e implacável, que parece agir com um plano cuidadosamente traçado para devorar cada um deles.

Leia também: Portal Amazônia Responde: Qual a maior cobra do mundo?

Apesar de ter se tornado um clássico do cinema, o longa retrata uma fantasia cheia de equívocos, que têm como resultado um retrato distorcido da floresta amazônica, fixando no imaginário popular uma Amazônia misteriosa, letal e habitada por serpentes gigantescas que propagam o horror. 

O novo filme promete atualizar a clássica história para uma nova geração, com um viés cômico digno de Jack Black, um dos atores principais da nova produção.

Veja o trailer:  

Dá pra perceber que a nova aventura tem um olhar diferente da primeira produção, mas segue os moldes da anterior, não é?

Pensando em como a Amazônia foi retratada, a equipe do Portal Amazônia revisitou o primeiro filme e listou 12 “mentiras” sobre a região. Confira: 

Anacondas não existem na região amazônica

Na região amazônica, as anacondas não existem. O que de fato habita a floresta e costuma ser associado a esse nome são as cobras sucuris.

Mas, afinal, de onde vem o nome anaconda?

O nome ‘anaconda’ na verdade deriva do país asiático Sri Lanka, antigamente conhecido como Ceilão. O termo surgiu em 1693, quando o ambientalista inglês John Ray, em seu livro ‘Synopsis Methodica Animalium‘, descreveu uma cobra daquele país que ele chamou de ‘anacandaia’, que segundo ele teria a habilidade de esmagar os membros de outros animais. 

Anaconda
Sucuri-verde, associada a anaconda. Foto: Divulgação/Alexandre Almeida

Apesar do termo ter surgido na região da Ásia, lá não existem sucuris e o nome ‘anaconda’, na verdade se refere a espécies de cobras pítons, grandes serpentes que também matam suas presas por constrição, apertando-as até causar uma parada respiratória.

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O termo foi erroneamente associado, por colonizadores europeus, às grandes serpentes da América do Sul. Com o tempo, o nome foi popularizado por estrangeiros e pela cultura pop, especialmente no cinema, passando a ser usado de forma genérica para se referir às sucuris amazônicas.

Sucuris super velozes que atacam como felinos

No filme, a anaconda (que seria uma sucuri) salta, persegue humanos em alta velocidade e demonstra quase ‘ódio’ por personagens específicos.

No entanto, na verdade a sucuri-verde (Eunectes murinus), espécie mais associada à produção, é um animal de movimentos lentos, que caça através de emboscadas e evita o contato com humanos.

Leia também: Descubra se a sucuri é mesmo capaz de engolir uma pessoa

A sucuri engole a presa, vomita e engole de novo?

Logo no início do filme, uma espécie de narrador conta que as ‘anacondas’ engolem, regurgitam e, em seguida, engolem novamente a própria vítima. No entanto, essa ideia não passa de fantasia cinematográfica, já que na realidade, as serpentes até podem regurgitar suas presas quando se sentem ameaçadas ou estressadas, mas não voltam a se alimentar do mesmo animal.

Existência de sucuris de 10, 12 ou 15 metros

A franquia aposta em monstros enormes, gigantescos, mas a realidade é bem diferente e a sucuri-verde geralmente mede entre 3 e 5 metros de comprimento. Além disso, não existem registros científicos confiáveis de serpentes de 10 ou 12 metros como as mostradas no filme, e o maior exemplar comprovado tinha pouco mais de 5 metros.

A sucuri quebra todos os ossos da vítima? 

O filme sugere, por meio de uma fala de Paul Serone, que as cobras conseguem esmagar todos os ossos da vítima durante a constrição. Só que na prática, a morte ocorre pela interrupção da circulação sanguínea, e não por fraturas generalizadas.

Leia também: Você sabia que existiu uma cobra maior do que a Anaconda na Amazônia?

Sucuri-verde matando sua presa. Foto: Daniel Blanco

Sucuris sanguinárias que caçam humanos por vingança

No longa, as sucuris parecem demonstrar ódio por humanos, que qualquer descuido vira morte. Na realidade, essas serpentes evitam humanos e os ataques a eles são raríssimos, já que elas preferem capivaras, antas, veados e jacarés.

Javalis na Amazônia na década de 90

Além do filme retratar a fauna local como perigosa, outro erro que aparece na narrativa é a existência de javalis na Amazônia na década de 90. Essa espécie invasora só chegou à região quase duas décadas após o lançamento do filme. 

Frame do filme que mostra a captura de um javali. Foto: Reprodução/HBO

Serpentes vistas como monstros e a lenda da cobra grande

A produção reduz a sucuri a um demônio da floresta, ignorando sua representatividade na cultura indígena, já que entre os Mawé, por exemplo, ela representa o feminino, a fecundidade, a ancestralidade e não um ser maléfico.

Além disso, o longa cita vagamente a lenda da Boiúna, transformando o mito em uma ameaça literal, mas na realidade a lenda têm apenas uma dimensão simbólica. 

Leia também: Boiúna, a cobra grande da lenda amazônica que assombra o imaginário popular

Amazônia quase inabitada

A Amazônia retratada em ‘Anaconda’ parece praticamente desabitada, com a presença humana limitada. Mostram o antigo Tropical Hotel, um hotel de selva famoso em Manaus (AM) à época, além da tribo perdida Shirishama, que é o que motiva a expedição na região na trama do filme.

No entanto, essa representação é equivocada já que na realidade, essa região abriga dezenas de povos originários, comunidades tradicionais e, claro, cidades urbanizadas. 

Macaco morto como isca para sucuri

Durante o longa, com o objetivo de capturar a grande cobra, um dos personagens utiliza como estratégia um macaco morto como isca. No entanto, sucuris não caçam presas mortas e dependem da captura e constrição de animais vivos para se alimentarem.

Sucuris caçando de dia e se movendo em terra com agilidade total

Ao longo do filme, a gigante cobre caça em plena luz do sol e se movimenta com rapidez pelo chão. Na realidade, esses animais são noturnos e passam a maior parte do tempo na água, onde são mais rápidas.

Frame do filme. Reprodução/HBO

Erros biológicos nas características da cobra 

O filme mostra a serpente amazônica com pupilas oblíquas, semelhantes às de felinos, no entanto, na natureza, elas são redondas. Outro equívoco aparece ao retratar as serpentes botando ovos, sendo que na verdade sucuris são ovovivíparas, ou seja, ela produz ovos, mas a incubação e o desenvolvimento dos filhotes ocorrem dentro do corpo da mãe, sem a necessidade de um ninho externo.

Sucuri (Anaconda) do filme x sucuri da vida real. Fotos: Reprodução/Frame do filme e depositphotos.com-joelfotos

Projeto anuncia investimento de US$ 200 milhões para retorno de mineração em Pedra Branca, no Amapá

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Vista de Pedra Branca do Amapari. Foto: Divulgação / Agência Turismo do Amapá

Após seis anos de recuperação judicial, o Governo do Amapá anunciou no início do mês a retomada da mineração de ferro em Pedra Branca do Amapari. A atividade será reiniciada com a reativação da mina Azteca, de menor porte.

O retorno faz parte do Projeto Ferro Amapá, parceria entre o governo estadual e a empresa DEV Mineração. O investimento previsto é de US$ 200 milhões, além de um pagamento inicial de R$ 5 milhões ao município.

O projeto inclui ainda a construção de uma ferrovia e de um porto para o escoamento da produção. A prefeitura do Amapá recebeu R$ 10 milhões para quitar salários atrasados de funcionários das mineradoras.

O prefeito de Pedra Branca, Marcelo Pantoja, disse que a medida traz alívio para a cidade.

“Vamos retomar a nossa capacidade de investimento, fazer mais obras e ampliar o investimento social. Quem ganha é o Amapá e Pedra Branca”, afirmou.

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Aplicação dos investimentos na mineração

  • Investimento inicial: US$ 6 bilhões para reativar a mina Azteca.
  • Aporte imediato: R$ 10 milhões para dívidas e salários atrasados.
  • Expansão futura: novos aportes que podem ultrapassar US$ 200 milhões, além da ferrovia e porto.

Segundo o governo do Amapá, a mina pode produzir até 6 milhões de toneladas de minério por ano, com vida útil de cerca de 16 anos. A expectativa é que a exploração comece em 2026.

“O investimento busca acelerar a retomada dos empregos em Pedra Branca. A meta é gerar vagas já no primeiro semestre de 2026”, informou o governador Clécio Luís.

A retomada deve seguir técnicas sustentáveis na operação e produção do minério. O município já registrou acidentes ligados à atividade mineral.

Leia também: Reserva do Rio Iratapuru no Amapá conquista certificação inédita de conservação ambiental

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Desmatamento no Amapá para mineração. Foto: Divulgação/Polícia Civil do Amapá

Histórico da mineração no Amapá

A exploração de minério de ferro no Amapá começou na década de 1950, com a Indústria e Comércio de Minérios (Icomi). O projeto passou por diferentes empresas: MMX de Eike Batista, Anglo Ferrous e, por último, Zamin, quando foi interrompido.

Na época de maior produção, Pedra Branca do Amapari, município do Amapá, tinha a maior renda per capita do estado, com a presença de 93 empresas e geração de mais de 15 mil empregos diretos e indiretos.

mineração no amapá
Registro de 2016 mostra parte da estrutura deixada após interrupção da exploração no Amapá. Foto: Abinoan Santiago/Arquivo Grupo Rede Amazônica Amapá

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

Pesquisa prevê clonagem de mudas para combater praga vassoura-de-bruxa no Amapá

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Técnica permite recuperar lavouras, garantir produtividade e combater a principal ameaça do estado. Foto: Foto: Márcio Wendell/Arquivo Iepa

Como forma de enfrentar a vassoura-de-bruxa, fungo que ataca galhos e compromete o crescimento da planta, o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa) aposta em tecnologia e parceria com agricultores. No Amapá, a doença já atinge 10 municípios desde 2023 e ameaça uma das culturas mais tradicionais do estado.

O Iepa está clonando mudas de variedades já cultivadas no Amapá. A técnica permite recuperar plantas livres da praga vassoura-de-bruxa, garantir maior produtividade, preservar a diversidade genética e a manter características conhecidas pelos agricultores.

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Estudo de clonagem in vitro visa garantir plantio saudável da mandioca no Amapá. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AP

Sobre a pesquisa

A pesquisa começou em maio de 2025 e tem como foco a clonagem in vitro da mandioca. Com isso, uma única planta pode gerar várias mudas com a mesma segurança e qualidade.

Além disso, a iniciativa melhora a raiz da mandioca, que passa a crescer mais forte e resistente à vassoura-de-bruxa. Na prática, isso significa lavouras mais saudáveis, menor perda e uma alternativa concreta para conter o avanço da doença.

Leia também: O que é vassoura-de-bruxa? Veja a importância da produção do cacau no desenvolvimento da Região Norte

Clonagem é realizada em laboratórios do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas — Foto: Márcio Wendell/Arquivo Iepa

Resultados no campo

O município de Cutias do Araguari foi o primeiro a receber os experimentos, por concentrar grandes áreas de produção. Os resultados animaram os pesquisadores e produtores locais.

Leia também: Não parece, mas é: conheça 5 pragas que ocorrem na Amazônia

Agricultores da comunidade participam cedendo áreas e acompanhando o comportamento das plantas. Segundo o Iepa, já há relatos de produtores colhendo até 60 toneladas de mandioca por hectare.

Vassoura-de-bruxa afeta plantações no Amapá desde 2023
Praga da mandioca atinge vários municípios do Amapá. Foto: Divulgação/MPPA

*Por Josi Paixão e Mônica Costa, da Rede Amazônica AP

Estudo aponta lacunas na pesquisa sobre a vida de ‘peixes-das-nuvens’ em poças temporárias

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Pesquisadores durante estudo de campo em poça temporária. Há espécies ainda pouco conhecidas. Foto: Divulgação

Ecossistemas que secam completamente por dias, semanas ou até meses, as poças temporárias são ambientes extremos que, surpreendentemente, abrigam uma grande diversidade de peixes. Para sobreviver, esses animais desenvolveram adaptações únicas. Alguns, como os bagres, conseguem literalmente andar e respirar o ar fora d’água pelo intestino; outros pulam entre poças e respiram pela pele.

O grupo mais famoso é o dos killifishes, com algumas espécies conhecidas popularmente como peixes-das-nuvens. O apelido surgiu porque, após as chuvas, eles parecem “nascer do nada” em poças secas.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que são os peixes das nuvens?

O segredo está na diapausa: eles morrem na seca, mas deixam ovos que pausam o desenvolvimento embrionário. Esses ovos são tão resistentes que aguentam o sol, a exposição ao ar e podem até sobreviver após serem comidos por uma ave, eclodindo apenas com a pista ambiental da próxima chuva.

Apesar dessas características fascinantes, um novo estudo de revisão da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e a Universidade Santa Cecília, mostra que a ciência tem negligenciado esses ecossistemas.

A pesquisa, que analisou 115 artigos de 1981 a 2024, revela que os estudos são tendenciosos: focam nos killifishes, mas ignoram cerca de 100 outras espécies, como piabas, que também usam as poças para fugir de predadores, se alimentar ou se reproduzir.

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Peixe das nuvens: Exemplar do gênero Trigonectes coletado na Expedição Rivulídeos Amazônicos. Foto: Gustavo Fonseca
Exemplar do gênero Trigonectes coletado na Expedição Rivulídeos Amazônicos. Foto: Gustavo Fonseca

Leia também: Peixes das nuvens: busca por raridades leva expedição à Amazônia

Peixes-das-nuvens em perigo

Segundo os pesquisadores, essa lacuna de conhecimento é perigosa, pois as poças enfrentam ameaças severas. As principais são a expansão urbana, o desmatamento e o tráfico de espécies.

“Como muitas dessas espécies são conhecidas em uma única poça, se você construir um shopping ou um condomínio em cima dessa poça, a espécie está fadada ao fracasso”, alerta o autor principal, João Henrique Alliprandini da Costa.

O artigo aponta a urgência de mais estudos em áreas como ecologia trófica (para entender como se alimentam e do quê) e comportamento (como os motivos de espécies que não são tradicionalmente de poças  usarem esses ambientes). Para os pesquisadores, preservar essas poças é crucial, pois elas regulam a população de insetos e são o topo da cadeia alimentar em seu micromundo.

“Se você é um ácaro, o peixe de poça é sua onça”, compara Costa. “Quando esse bicho é extinto, perdemos milhares de anos de informação. Nós perdemos um livro inteiro”.

A revisão enfatiza a urgência de direcionar novas pesquisas para essas lacunas. Entender a fisiologia, o comportamento e a ecologia das espécies negligenciadas é o próximo passo para criar estratégias de conservação eficazes, protegendo esses ecossistemas únicos antes que desapareçam.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori

Unidos pela Amazônia: Minam e organizações indígenas no Peru formam grupo de trabalho

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O Ministério do Meio Ambiente peruano (Minam) e organizações indígenas estão trabalhando juntos pelo desenvolvimento da Amazônia. Foto: Divulgação/MINAM

O Ministério do Meio Ambiente no Peru (Minam) e seis organizações representativas de povos indígenas trabalharão em conjunto no desenvolvimento de planos de vida com comunidades nativas, bem como em ações voltadas para o fortalecimento da sustentabilidade do café e do cacau em diversas regiões da Amazônia.

Para esse fim, foi formado um grupo de trabalho, informou o Diretor Geral de Economia e Financiamento Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (Minam), Elvis García Torreblanca.

Esta iniciativa marca o início de um processo colaborativo contínuo que começou em 2024 e será crucial para alcançar resultados positivos em benefício das comunidades e da Amazônia peruana, segundo Torreblanca. “Este grupo técnico servirá como precursor do Comitê Consultivo do projeto”, afirmou.

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Foto: Divulgação/MINAM

Ele acrescentou que as ações serão desenvolvidas no âmbito do Projeto FOLUR (Sistemas Alimentares, Uso da Terra e Restauração), com foco na gestão sustentável, intercultural, participativa e de gênero nos territórios amazônicos.

“O papel de liderança dos povos indígenas na conservação florestal e no desenvolvimento de cadeias de valor sustentáveis ​​é reconhecido ”, disse o funcionário.

Progresso e compromissos da Minam

A reunião em Lima – no dia 3 de dezembro – contou com a presença de representantes da Confederação das Nacionalidades Amazônicas do Peru; da Associação Nacional de Executores dos Contratos de Administração das Reservas Comunitárias do Peru ; e do executor do Contrato de Administração da Reserva Comunitária Chayu Nain, no Amazonas, com sede na ANECAP.

Também estiveram representados a Organização Regional para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas do Alto Amazonas, uma base da CONAP; o coordenador para o Desenvolvimento e Defesa dos Povos Indígenas da região de San Martín; e o coordenador regional dos Povos Indígenas de San Lorenzo de Loreto (estes dois últimos são bases da Aidesep).

minam
Foto: MINAM/Divulgação.

Esta reunião também analisou os progressos e compromissos existentes e reuniu contribuições importantes de organizações para garantir a conformidade com a abordagem intercultural, de gênero e intergeracional, bem como com as salvaguardas nas ações do Projeto FOLUR, no âmbito do Plano para os Povos Indígenas.

O Grupo de Trabalho sobre Povos Indígenas do Projeto FOLUR permitirá a comunicação transparente de atividades, processos e oportunidades; receberá feedback contínuo durante a implementação; garantirá o respeito aos direitos, interesses e visões dos povos indígenas; e promoverá a participação efetiva dessas organizações no Comitê Consultivo do projeto.

*Com informações da Agência Andina

Marco temporal: 34 terras indígenas do Acre podem ser afetadas caso PEC passe no Congresso

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Trinta e quatro terras indígenas do Acre podem ser afetadas com aprovação do marco temporal. Foto: Odair Leal/Secom AC

Pelo menos 34 terras indígenas no Acre podem ser questionadas caso o marco temporal seja incorporado à Constituição. É que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), aprovada no Senado na última semana, estabelece outubro de 1988 como a data para a demarcação de terras indígenas no Brasil.

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No Acre, a análise mostra que áreas homologadas após 1988, processos incompletos e terras ainda sem reconhecimento formal estão entre as mais vulneráveis. Na prática, se as comunidades não comprovarem que estavam nas terras nesta data, poderão ser expulsas caso a proposta seja aprovada na Câmara dos Deputados.

O texto foi aprovado por 52 votos a favor e 14 contra em uma primeira votação e por 52 votos a favor e 15 votos contra na segunda votação. Todos os três senadores do estado se posicionaram favoráveis à PEC.

População indígena cresceu mais de 80% no Acre. Foto: Alexandre Cruz-Noronha/Semapi

Leia também: Mineração em Terras Indígenas é retirada de proposta da comissão que discute Marco Temporal

Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a aplicação dessa data para demarcar os territórios. No mesmo ano, o Congresso tornou lei projeto que valida justamente o argumento vedado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Recentemente, o ministro Gilmar Mendes, do STF, votou para declarar inconstitucional o trecho da lei sobre o marco temporal. O posicionamento de Gilmar foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin. Com isso, o placar está 3 a 0 pela derrubada do trecho da lei sobre o marco temporal.

O tema fica em deliberação na página do Supremo na internet até esta quinta-feira (18), se não houver pedido de vista (mais tempo de análise) ou de destaques (leva o tema ao plenário presencial).

O estado reúne 80 etnias indígenas e 31.699 pessoas indígenas, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Feijó concentra o maior número de indígenas (2.345), enquanto Rio Branco possui a maior diversidade de etnias (51) e línguas faladas (25).

Marco temporal
Dia dos Povos Indígenas é comemorado em 19 de abril. Foto: Alexandre Cruz-Noronha

Leia também: Luta indígena enfrenta marco temporal e tenta “aldeamento do Estado”

Com base nas informações disponíveis no site Terras Indígenas no Brasil, foram reunidas as datas de homologação das terras indígenas do Acre que podem ser afetadas. São elas:

  1. Alto Rio Purus – 1996
  2. Jaminawa do Alto Rio Purus – 1996
  3. Cabeceira do Rio Acre – 1998
  4. Colônia Trinta e Um – 1998
  5. Jaminawa Arara do Rio Bagé – 1998
  6. Terra Indígena Kampa e Isolados do Rio Envira – 1998
  7. Ashaninka do Rio Amônia – 1992
  8. Kampa do Rio Amônea – 1992
  9. Terra Indígena Murunawa – 1992
  10. Arara do Igarapé Humaitá – 2006
  11. Kaxinawá do Baixo Rio Jordão – 2003
  12. Kampa do Igarapé Primavera – 2001
  13. Kaxinawá da Praia do Carapanã – 2001
  14. Kaxinawá/Ashaninka do Rio Breu – 2001
  15. Poyanawa – 2001
  16. Terra Indígena Jaminawa do Envira – 2003
  17. Riozinho do Alto Envira – 2012
  18. Terra Indígena Riozinho do Andirá – 2012
  19. Seringal Guanabara – 2013
  20. Arara do Rio Amônia – 2023
  21. Rio Gregório – 2023
  22. Kaxinawá da Colônia Vinte e Sete – 1991
  23. Igarapé do Caucho – 1991
  24. Kaxinawá da Nova Olinda – 1991
  25. Kaxinawá do Igarapé do Caucho – 1991
  26. Kaxinawá do Rio Humaitá – 1991
  27. Kaxinawá do Rio Jordão – 1991
  28. Katukina Kaxinawá – 1991
  29. Nukini do Rio Moa – 1991
  30. Terra Indígena Alves de Barros – 1991
  31. Terra Indígena Mamoadate – 1991
  32. Terra Indígena Kulina do Rio Envira – 1991
  33. Kaxinawá do Rio Muru – não homologada
  34. Terra Indígena São Paulino – não homologada

Marco temporal representa retrocesso

Após a aprovação, o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) afirmou que a PEC representa um retrocesso institucional grave e viola direitos originários, considerados anteriores ao Estado.

O órgão também destacou que a regra baseada em uma data específica desconsidera modos de vida tradicionais e aumenta a instabilidade jurídica, além de favorecer conflitos e ameaças às comunidades.

*Por Jhenyfer de Souza, da Rede Amazônica AC

Saúde do Tocantins fortalece ações de vigilância com o uso de drones

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O equipamento vai permitir que as equipes alcancem e monitorem locais de difícil acesso. Foto: Divulgação/SES TO

Com a utilização de drones, Aeronaves Remotamente Pilotadas (Arpas), a Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO) de Tocantins inova nas ações de fiscalização e monitoramento do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (Dvast).

O investimento de R$ 33 mil integra um plano estratégico que alia tecnologia de ponta às atividades de campo, permitindo alcançar e monitorar áreas de difícil acesso.

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Para a implementação da iniciativa, nos dias 17 e 18 de dezembro, as equipes técnicas da Vigilância em Saúde do Trabalhador e da Vigilância em Saúde Ambiental participaram de treinamento especializado ministrado pelo Corpo de Bombeiros Militar para operação dos equipamentos.

Após a capacitação, a Dvast irá estruturar cronogramas de inspeções inteligentes, utilizando mapeamento aéreo para subsidiar ações preventivas e de controle de doenças relacionadas ao trabalho e ao meio ambiente em todo o estado.

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Modernização na saúde com drones: como funciona?

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destacou que a modernização faz parte do compromisso da gestão em aprimorar a saúde pública do Tocantins. Ele afirmou que a utilização de drones representa mais precisão e eficiência nas políticas públicas de saúde.

“Nossa missão é modernizar a saúde pública do Tocantins. O uso dessas aeronaves pela Dvast não é apenas uma atualização tecnológica, mas um compromisso com a eficiência que nos é determinada pelo governador Wanderlei Barbosa. Estamos buscando ferramentas para que as políticas de saúde cheguem com precisão aos locais em que o trabalhador e o meio ambiente precisam de cuidado”, ressaltou.

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O treinamento especializado para usar os drones foi ministrado pelo Corpo de Bombeiros Militar. Foto: Divulgação/SES TO

Já o gerente de Saúde do Trabalhador, Evesson Farias, explicou que a tecnologia ampliará significativamente a capacidade de vigilância e a qualidade técnica das ações realizadas no estado.

Ele enfatizou que os drones permitirão análises mais completas e embasadas:

“Essa união de competências potencializa o resultado das ações. O RPA funciona como um multiplicador da nossa capacidade de vigilância, permitindo análises técnicas detalhadas dos ambientes e processos de trabalho e identificando riscos que muitas vezes não seriam perceptíveis apenas em solo. Essa tecnologia traz uma visão sistêmica e produz provas técnicas robustas para nossos relatórios, sempre focando na prevenção e na promoção da saúde”.

*Com informações do Governo de Tocantins

Governo do Tocantins sanciona lei que reforça enfrentamento à dengue

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Estado projeta ampliar a redução dos casos da doença, tendência já observada em 2025 – Foto: SES/Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins sancionou a Lei nº 4.911, de 16 de dezembro de 2025, que estabelece normas e diretrizes para prevenir e conter a propagação da dengue em todo o estado. Publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nessa quarta-feira (17), a nova legislação, assinada pelo governador Wanderlei Barbosa, fortalece as ações estratégicas de prevenção e combate ao Aedes aegypti, envolvendo o poder público estadual, os municípios e a participação da população.

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Com a sanção da nova lei, o Estado projeta ampliar a redução dos casos da doença, tendência já observada em 2025.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) indicam que, até o momento, o Tocantins registrou uma queda de 48,5% nos casos de dengue, com 2.050 confirmações em 2025, frente a 3.978 casos no mesmo período de 2024.

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Aedes Aegypti. Foto: Reprodução/Fiocruz

O que compõe a Lei nº 4.911?

Estão previstas na lei:

  • campanhas educativas em escolas e espaços públicos; monitoramento e controle quando a medida for ecologicamente recomendada, dos logradouros de reprodução do mosquito transmissor da doença;
  • mobilização da comunidade e execução de ações complementares;
  • a análise e divulgação de informações relevantes para assegurar o cumprimento de indicadores de qualidade da vigilância epidemiológica;
  • e a participação da população em apontar e relatar aos órgãos públicos competentes situações de risco, como focos de água parada.

“Essa legislação só vem reafirmar nossas iniciativas no combate à dengue. Vamos fortalecer e intensificar as ações com agenda preventiva e com a contribuição de todos, pois combater a dengue é uma missão de todos nós”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto.

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*Com informações do Governo de Tocantins

Drones de última geração reforçam segurança pública em Boa Vista

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Tecnologia será utilizada pela Defesa Civil Municipal e por outros grupamentos da GCM. Foto: Francisco Sena/PMBV

A Prefeitura de Boa Vista segue investindo em tecnologia para a segurança pública. A Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública (SMSOP) agora conta com dois drones de última geração, que vão auxiliar a Guarda Civil Municipal (GCM) no policiamento preventivo, ostensivo e comunitário da cidade.

“Em 2025, passamos a contar com 144 câmeras corporais e com o aplicativo BV Protege, para mulheres atendidas pela Patrulha Maria da Penha e para a população em geral. A modernização inclui ainda a aquisição de novos armamentos e equipamentos, como esses drones”, destacou o secretário adjunto Antonio Carvalho Filho.

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Equipamentos possuem câmera térmica. Foto: Francisco Sena/PMBV

Os equipamentos serão utilizados em diversas frentes, como patrulhamento aéreo, apoio a operações policiais, identificação de criminosos e monitoramento de grandes eventos. Com visão aérea estratégica, os drones fornecem imagens e informações em tempo real.

Projetados para missões de alta complexidade, os drones DJI Mavic 3 Enterprise Thermal agregam agilidade e inteligência às operações da GCM. A tecnologia inclui câmera térmica, que permite a atuação mesmo em ambientes com pouca visibilidade ou durante a noite.

Os drones conseguem sobrevoar locais de difícil acesso. Foto: Francisco Sena/PMBV

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