Amapá passa a integrar Rota do Mel, divulga MDIR

Iniciativa coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) busca tornar o mel mais competitivo e ampliar a exportação das cooperativas do Amapá.

Segundo o MIDR, a diversidade da floração no Amapá foi um dos fatores para a integração. Foto:

O Amapá agora faz parte da Rota do Mel, iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) que busca tornar o produto mais competitivo e ampliar a exportação das cooperativas.

Com a inclusão, o estado se junta a 370 municípios de 12 estados, já integrados às cadeias do cacau, açaí e pescado.

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Segundo o MIDR, a diversidade da floração no Amapá foi um dos fatores para a integração.

“O Amapá tem uma diversificação da florada melipona e apícola. Essa oportunidade fortalece a cadeia produtiva em prol de produtores rurais, agricultura familiar, empresas privadas e instituições de pesquisa”, explicou Samuel Castro, coordenador do ministério.

O mel feito com flores de açaí, produzido por duas startups do estado, a Néctar da Amazônia e BioNéctar Ativos da Amazônia, foi destaque na COP30. O produto tem sabor marcante e quase todo o estoque foi vendido durante o evento.

Leia também: Mel de flor de açaí produzido no Amapá ganha destaque na COP30

A produção envolve abelhas sem ferrão, que coletam o néctar das flores de açaí. Cerca de 300 pessoas de comunidades tradicionais participam da colheita.

Abelha sem ferrão é responsável pela produção de mel no amapá
Abelha sem ferrão. Foto: Jorge Júnior/Rede Amazônica AP

Produção de mel no Amapá

Atualmente, o Amapá tem cerca de 200 produtores, mas apenas três certificados. A expectativa do governo é ampliar esse número.

“Esperamos que em breve todo o mel consumido no Amapá seja da produção local. Essa é uma oportunidade de integrar nossos produtores ao sistema nacional”, disse o vice-governador Teles Júnior.

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As cooperativas pretendem usar a integração para capacitação e legalizar a produção, garantindo mais qualidade e competitividade no mercado.

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

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