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Com 12 videoaulas sobre ESG, Fundação Rede Amazônica e CIEAM avaliam resultados do Rede Educa e projetam novas ações

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Foto: Divulgação

Representantes da Fundação Rede Amazônica (FRAM) e do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) se reuniram nessa segunda-feira (15) para avaliar os resultados do projeto Rede Educa e alinhar as próximas etapas da iniciativa, que promove conteúdos educativos sobre ESG (Ambiental, Social e Governança) voltados à realidade do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Durante o encontro, as instituições fizeram um balanço das ações desenvolvidas ao longo do projeto e discutiram estratégias para ampliar o alcance dos conteúdos produzidos. A reunião também reforçou o compromisso conjunto com a disseminação de conhecimento relacionado à sustentabilidade, responsabilidade social e governança corporativa.

Criado pela Fundação Rede Amazônica em parceria com o CIEAM, o Rede Educa tem como objetivo aproximar conceitos e práticas de ESG da realidade das empresas amazonenses. Por meio de uma série de videoaulas, a iniciativa busca contribuir para a formação de profissionais e organizações cada vez mais preparados para os desafios e oportunidades relacionados à sustentabilidade.

“O tema ESG é muito falado, mas ainda existe pouco conhecimento sobre sua aplicação prática. Por isso, iniciativas como o Rede Educa são importantes para aproximar esses conceitos da realidade das empresas e estimular mudanças positivas por meio da informação e da educação”, destacou Cláudia Daou, diretora-presidente da Fundação Rede Amazônica.

O projeto prevê a produção de 12 videoaulas sobre ESG, exibidas mensalmente no Amazon Sat e disponibilizadas gratuitamente nas plataformas digitais da Fundação Rede Amazônica. Até o momento, 11 aulas já foram produzidas e veiculadas, abordando temas relacionados à inovação industrial, sustentabilidade estratégica, indicadores ESG, gestão de resíduos, responsabilidade social, compliance, segurança jurídica e governança corporativa.

Para a diretora da IMPRAM, conselheira do CIEAM e coordenadora da Comissão ESG da entidade, Régia Moreira Leite, a iniciativa contribui para aproximar o setor produtivo das discussões sobre sustentabilidade e boas práticas corporativas.

“O Rede Educa tem um papel importante na construção de conhecimento sobre ESG. Estamos falando de temas que impactam diretamente a competitividade das empresas e que envolvem questões ambientais, sociais e de governança cada vez mais presentes no ambiente corporativo”, afirmou Régia Moreira Leite, diretora da IMPRAM, conselheira do CIEAM e coordenadora da Comissão ESG do CIEAM.

As videoaulas contam com a participação de especialistas convidados e foram desenvolvidas para dialogar diretamente com os desafios e oportunidades do ambiente industrial amazônico, traduzindo conceitos técnicos em conteúdos acessíveis e aplicáveis à realidade das organizações.

Durante a reunião, Fundação Rede Amazônica e CIEAM também discutiram formas de ampliar a divulgação dos conteúdos e fortalecer a cultura da sustentabilidade entre empresas, profissionais e estudantes da região. Entre as novidades anunciadas está a ampliação dos canais de distribuição das videoaulas, que passarão a ficar disponíveis também no G1 Amazonas, ampliando o alcance da iniciativa e o acesso do público aos conteúdos sobre ESG.

Para o presidente executivo do CIEAM, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, o projeto representa uma importante ferramenta de qualificação e disseminação de conhecimento para o setor produtivo.

“A agenda ESG faz parte da realidade do setor produtivo e representa um importante diferencial para a competitividade das empresas. Projetos como o Rede Educa ajudam a ampliar esse debate e a aproximar conhecimento qualificado dos profissionais e organizações da nossa região”, afirmou Lúcio Flávio Morais de Oliveira, presidente executivo do CIEAM.

Além da qualificação profissional, a iniciativa busca estimular a adoção de práticas que contribuam para o desenvolvimento econômico, social e ambiental da Amazônia, fortalecendo uma visão estratégica de crescimento sustentável.

“A ideia é que, de fato, possamos ampliar o acesso ao conhecimento e contribuir para a construção de uma cultura mais sustentável. Quando promovemos debates sobre ESG e reunimos especialistas para discutir esses temas, estamos ajudando a construir soluções e oportunidades para a nossa região”, ressaltou Mariane Cavalcante, diretora-executiva da Fundação Rede Amazônica.

Ao longo de sua execução, o Rede Educa ampliou o acesso ao conhecimento sobre ESG e fortaleceu o debate sobre sustentabilidade, responsabilidade social e governança entre empresas, profissionais e estudantes da região.

A 12ª videoaula da série será exibida em julho no Amazon Sat. Após a transmissão, os conteúdos continuarão disponíveis gratuitamente nas plataformas digitais da Fundação Rede Amazônica e também passarão a ser disponibilizados no G1 Amazonas, ampliando ainda mais o alcance da iniciativa e o acesso do público aos conteúdos sobre sustentabilidade, responsabilidade social e governança.

Trilha da Amazônia passa a fazer parte da rede de políticas públicas permanente do Governo Federal

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Expansão da Trilha Amazônia Atlântica para o Maranhão. Foto: Divulgação/UFMA

Durante a Semana do Meio Ambiente, celebrada na primeira semana de junho, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o Decreto nº 15.180/2025, que institui o Sistema Nacional de Trilhas (Sintrilhas), transformando tais áreas de visitação em política pública permanente.

Com a medida, que entrou em vigor no dia 10 de junho, a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas) agora terá diretrizes, instrumentos de gestão e mecanismos de governança para integrar conservação ambiental, uso público e turismo sustentável nas Unidades de Conservação (UCs).

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Resultado da articulação entre o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério do Turismo (MTur), a iniciativa responde à crescente demanda por visitação nas áreas protegidas federais, que receberam 28,5 milhões de visitas em 2025. O objetivo é estruturar e fortalecer a rede de trilhas brasileiras, ampliar a segurança dos usuários e robustece o Brasil como destino internacional de turismo de natureza.

Atualmente, o país conta com cerca de 205 trilhas planejadas, somando mais de 41 mil quilômetros, dos quais mais de 16 mil já estão implementados. Dessas, 22 são oficialmente reconhecidas pelo MMA, conectando centenas de municípios, áreas protegidas e comunidades locais em todos os biomas brasileiros.

Entre as trilhas reconhecidas que atravessam UCs federais destacam-se a Trilha Caminhos da Ibiapaba (Ceará e Piauí), a Caminho dos Veadeiros (Goiás), a Trilha Transcarioca (Rio de Janeiro) e a Trilha Amazônia Atlântica, que conecta áreas protegidas de seis estados brasileiros — Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

Saiba mais: Trilha Amazônia Atlântica passa a integrar Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso 

Diversas trilhas oficialmente reconhecidas atravessam unidades de conservação federais – Foto: Diego Herculano/MMA

“Temos a obrigação de preservar nossas riquezas naturais e fazer com que elas tenham utilidade para o povo brasileiro. Precisamos valorizar nossas áreas protegidas, atrair visitantes e mostrar ao mundo a riqueza que o Brasil possui”, afirmou Lula.

O ministro do MMA, João Paulo Capobianco, ressaltou que conservação ambiental e desenvolvimento econômico caminham juntos e destacou o papel das trilhas na valorização dos territórios, na proteção da biodiversidade e na geração de oportunidades para as comunidades locais.

Para a coordenadora-geral de Uso Público e Serviços Ambientais (CGEUP/DIMAN) do ICMBio, Carla Guaitanele, a criação do Sintrilhas representa um marco para o país.

“Transformamos o esforço voluntário em política nacional, garantindo conectividade ecológica, turismo sustentável e cidadania ativa. Este decreto é um marco para a conservação e para o bem-estar da sociedade”, afirmou.

Oportunidades para os territórios

Benefícios das trilhas
Experiência conecta população com a natureza. Foto: Divulgação/Agência Pará

Ao conectar paisagens naturais, áreas protegidas, comunidades e atrativos turísticos, o Sintrilhas fortalece economias locais e amplia oportunidades para atividades ligadas à hospedagem, alimentação, artesanato, produção local e turismo de base comunitária.

A política também estimula a circulação de visitantes por regiões que costumam ficar fora dos grandes circuitos turísticos, ampliando a distribuição dos benefícios econômicos do setor entre diferentes municípios brasileiros.

Leia também: Caminhos do Rio Negro: trilhas turísticas unem quatro municípios no Amazonas

Experiências internacionais demonstram que grandes redes de trilhas figuram entre os principais ativos turísticos de diversos países. No Brasil, o potencial é ainda mais expressivo diante da diversidade de biomas, paisagens e culturas existentes.

Criada em 2018, a RedeTrilhas passa agora a contar com uma estrutura nacional permanente voltada ao planejamento, implantação, gestão, monitoramento e promoção das trilhas.

O decreto institui instrumentos para fortalecer a governança do setor, entre eles a Estratégia Nacional, o Cadastro Nacional e o Comitê Nacional. A medida também amplia a participação integrada de estados, municípios, comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil e iniciativa privada.

A Estratégia Nacional deverá ser elaborada em até 180 dias após a instalação do comitê responsável por definir as metas prioritárias para o desenvolvimento do segmento.

Uma política construída junto a sociedade

Construída ao longo de mais de sete anos por voluntários, montanhistas, ciclistas, gestores públicos, comunidades locais, empreendedores e organizações da sociedade civil, a Rede consolidou-se como um dos maiores movimentos de mobilização socioambiental do país.

O novo decreto, coordenado pelo MMA, MTur e ICMBio, ao transformar essa construção coletiva em política pública nacional, confere maior segurança jurídica, capacidade de planejamento e integração entre iniciativas distribuídas por todo o território nacional. O processo contou ainda com a participação do Fórum de Gestores do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) e do Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Turismo.

Pegadas amarelas e pretas

Trilha Sucupira
A trilha Sucupira é a maior trilha entre as quatro da Floresta Nacional de Brasília. Foto: Divulgação/MMA

Um dos elementos mais reconhecidos da Rede Brasileira de Trilhas — agora incorporado ao Sintrilhas — é o sistema de sinalização baseado nas pegadas amarelas e pretas. Além de orientar os usuários, o símbolo identifica percursos integrados à rede nacional e reforça a identidade visual do sistema.

A padronização da sinalização contribui para ampliar a segurança dos visitantes, facilitar a navegação em campo e fortalecer a imagem do Brasil como destino de excelência para o turismo de natureza e aventura.

Benefícios das trilhas

Além dos benefícios ambientais e econômicos, o Sintrilhas reconhece o papel das trilhas como infraestrutura pública de bem-estar.

Em um contexto de crescente urbanização e aumento dos desafios relacionados à saúde física e mental, o acesso a ambientes naturais tem sido cada vez mais valorizado como instrumento de promoção da saúde, recreação, educação ambiental e fortalecimento dos vínculos comunitários.

Caminhar, pedalar ou remar por trilhas de longo curso permite que milhões de brasileiros tenham acesso a formas de lazer, atividade física e contato com a natureza. Esses espaços também contribuem para ampliar a conscientização sobre a conservação ambiental e estimular o engajamento da sociedade na proteção do patrimônio natural.

Leia também: Amazônia tem mais de mil quilômetros de trilhas cadastradas; saiba quais são

Trilhas no Parque Nacional de Brasília de 5km a 28km. Foto Luciano Malanski

Reconhecimento internacional e protagonismo brasileiro

Em 2025, durante o Congresso Mundial da Natureza da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), foi aprovada a Moção 4, que reconhece formalmente as trilhas como instrumentos de conservação da biodiversidade, conectividade ecológica e engajamento social. Assim, o Sintrilhas posiciona o Brasil na vanguarda de uma agenda global.

Em sintonia com esse movimento, a Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS) reforçou, em sua mais recente resolução, a importância de iniciativas como as trilhas, capazes de reduzir a fragmentação de habitats e promover a integração de paisagens em larga escala.

Entre as diversas assinaturas durante a cerimônia, o decreto que regulamenta a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA), consolidando o pagamento como instrumento permanente da política ambiental brasileira, poderá beneficiar povos e comunidades tradicionais que vivem em UCs federais e em seus territórios de influência, contribuindo para a valorização de práticas associadas à conservação dos ecossistemas.

Também foi instituído o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PDPCT), instrumento que busca fortalecer direitos, promover inclusão social e ampliar a participação de segmentos tradicionais, muitos deles historicamente vinculados às áreas protegidas e geridas pelo ICMBio.

Por fim, foram anunciados novos avanços para o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) e para as políticas voltadas aos povos e comunidades tradicionais. O Governo Federal confirmou a captação de R$ 370 milhões em doações internacionais para o programa ARPA Comunidades, iniciativa que prevê ações em 60 Unidades de Conservação de Uso Sustentável na Amazônia e contribuirá para a proteção de cerca de 23 milhões de hectares de floresta.

O anúncio ocorre em um momento de resultados expressivos para o programa, cuja execução pelo ICMBio alcançou mais de 90% do Plano Operativo Anual (POA) 2024/2025, com investimentos de R$ 81,5 milhões em 74 UCs.

*Com informações do ICMBio

Sest Senat destaca ações na TranspoAmazônia 2026

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Foto: Divulgação

O Sest Senat participou da TranspoAmazônia 2026, um dos principais eventos do setor de mobilidade da região, que reuniu especialistas, empresários, lideranças e profissionais para discutir temas fundamentais para o futuro do transporte, como inovação, sustentabilidade, logística e qualificação de mão de obra.

A participação do Sest Senat destacou a importância da gestão responsável, da transformação energética e do fortalecimento institucional para um transporte mais eficiente, competitivo e socialmente comprometido. A instituição também levou ao evento debates estratégicos, compartilhamento de conhecimento e soluções voltadas ao fortalecimento de um setor essencial para conectar pessoas, cidades e oportunidades em toda a Amazônia.

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Entre as iniciativas apresentadas esteve a CNT Data, plataforma que reúne estudos, pesquisas e indicadores estratégicos sobre o setor de transporte. A ferramenta se consolidou como uma importante fonte de informação para empresários, gestores públicos, pesquisadores, jornalistas, profissionais da área e para todos os interessados em acompanhar a evolução do segmento.

Outro destaque foi o trabalho realizado pelo Instituto de Transporte e Logística (ITL), braço de educação executiva do Sistema Transporte. As inscrições para os cursos de especialização e capacitação oferecidos pela instituição já estão abertas e contribuem para preparar profissionais para os desafios de um mercado em constante transformação, com formações voltadas para temas como inteligência artificial, governança, ESG, compliance e gestão de negócios.

Leia também: TranspoAmazônia 2026 projeta R$ 900 milhões em negócios e Manaus vira centro do mapa logístico das Américas

Ao participar da TranspoAmazônia 2026, o Sest Senat reforçou seu compromisso com a inovação, a qualificação profissional e o desenvolvimento regional, demonstrando que investir em conhecimento, capacitação e soluções estratégicas é fundamental para impulsionar o crescimento sustentável da Amazônia e preparar o setor de transporte para os desafios do futuro.

Amazônia recupera superfície de água após dois anos de seca severa

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Foto: Reprodução/Agência Brasil

Após dois anos consecutivos de seca severa, a Amazônia recuperou a superfície de água em 2025, ano em que esteve abaixo da média histórica durante apenas dois meses. O bioma, que concentra 61,4% de toda a superfície de água do Brasil, tem como destaque os estados do Pará (+142 mil hectares) e Amazonas (+87 mil hectares) que tiveram os maiores ganhos em relação à média histórica entre 1985 e 2025. Os dados são do MapBiomas, iniciativa multi-institucional que monitora transformações na cobertura e uso da terra no Brasil.

“A recuperação da superfície de água na Amazônia em 2025 é um sinal positivo após dois anos de seca severa. Em 2025, a superfície de água ficou acima da média histórica, associada ao aumento da precipitação em relação ao ano anterior. No entanto, mesmo com essa recuperação, a situação ainda é preocupante no longo prazo, já que na região eventos climáticos extremos estão cada vez mais frequentes, além de sinais de instabilidade no regime hídrico, influenciados tanto pelas mudanças climáticas quanto pelas transformações no uso da terra”, diz Bruno Ferreira, pesquisador da equipe da Amazônia do MapBiomas e do Imazon. 

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Em 2025, a superfície de água na Amazônia ficou 2,6% acima da média histórica. No entanto, essa melhora não foi uniforme: 20 sub-bacias (37% do total) no bioma ainda apresentam superfície abaixo da média histórica. Esses eventos afetam especialmente as comunidades ribeirinhas, das quais pelo menos 50% estão localizadas até 50 km dos 12 principais rios da Amazônia. 

Em 2025, a superfície de água no Pantanal ficou 56% abaixo da média histórica (média histórica de 1,56 milhões de hectares de 1985 a 2025), sendo o único bioma brasileiro em que todos os meses do ano ficaram abaixo da média. Em 2025 o bioma apresentou uma superfície de água anual de 679 mil hectares, 34% acima do registrado em 2024, com 506 mil hectares, quando o bioma registrou uma seca histórica.

Superfície de água por década vem caindo desde 1985

Em 2025, o Brasil apresentou uma superfície de água de 18,2 milhões de hectares — número 5,3% superior aos 17,2 milhões de hectares registrados em 2024, ambos abaixo da média histórica (de 18,5 milhões de hectares). Atualmente, a superfície representa 2% do território nacional em 2025.

 A análise por década revela tendência de redução contínua no Brasil:

  • 1985-1994: média de 19,86 milhões de hectares
  • 1995-2004: média de 18,71 milhões de hectares
  • 2005-2014: média de 18,16 milhões de hectares
  • 2015-2024: média de 17,28 milhões de hectares

A última década (2015-2024) apresentou uma redução de 887 mil hectares em relação à década anterior. Entre a primeira década (1985-1994) e a última (2015-2024), a média reduziu em 2,6 milhões de hectares.

“Mesmo com sinais pontuais de recuperação, a situação ainda é preocupante no longo prazo. Ao longo das últimas quatro décadas, observa-se uma tendência de redução da superfície de água no Brasil. Como se trata de um parâmetro naturalmente dinâmico, não podemos olhar apenas para o dado de 2025 de forma isolada”, comenta Juliano Schirmbeck, coordenador técnico do MapBiomas Água.

Leia também: Avanço das chuvas intensas gera alerta para prevenção de doenças no Amazonas

águas do rio negro em manaus sob a ponte phelippe daou
Rio Negro. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AM

Os estados que mais ganharam ou perderam

Mato Grosso do Sul e Mato Grosso lideram o ranking dos estados que em 2025 estiveram com a superfície de água abaixo da média histórica (1985 a 2025), com reduções de 527 mil hectares e 336 mil hectares, respectivamente. Os dois estados englobam a Região Hidrográfica do Paraguai, que perdeu mais da metade (53,8%, que correspondem a 877 mil hectares) em 2025 em relação à média histórica. 

O Pará apresentou o maior ganho de superfície de água no país: 142 mil hectares em 2025 acima da média histórica (1985-2025). Goiás foi o segundo estado com maior ganho de superfície de água em 2025. A região teve um aumento de 91 mil hectares. Amazonas aparece em terceiro lugar, com ganho de 87 mil hectares em 2025 em relação à média histórica.

Quase metade dos municípios perderam superfície de água

Em 2025, quase metade (45%, ou 2.511) dos municípios brasileiros esteve com superfície de água abaixo da média histórica.

Os municípios com maior retração em relação à média histórica estão nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que são influenciados pelas variações que ocorrem no bioma Pantanal. Corumbá (MS) registrou perda de 474 mil hectares e Cáceres (MT) perdeu 189 mil hectares em relação à média histórica.

“A dinâmica das águas no Pantanal mudou; a década de 80 foi marcada por grandes inundações, mas desde 2019 a região enfrenta secas prolongadas. Os períodos secos e úmidos são essenciais na manutenção da biodiversidade no bioma. A Bacia do Alto Paraguai e os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul refletem essa dinâmica registrada pela variação da água no bioma”, explica Mariana Dias, pesquisadora da equipe do Pantanal do MapBiomas.

Cerrado é o bioma com a maior proporção de superfície de água em hidrelétricas

No Brasil, 76,7% da superfície de água dos corpos hídricos mapeados é natural, enquanto 23,3% são antrópicos. Entre 1985 e 2025, os corpos hídricos antrópicos ganharam 1,7 milhão de hectares, crescimento de 69%. No mesmo período, os corpos hídricos naturais perderam 3,2 milhões de hectares, redução de 19%.

A Amazônia concentra a maior área de superfície de água natural do país: 10 milhões de hectares, superior à área do estado de Pernambuco. Nesse bioma, 92,7% da superfície de água mapeada é natural. O Pantanal apresenta configuração semelhante, com mais de 99% da superfície de água classificada como natural.

Na Mata Atlântica, os corpos hídricos antrópicos somam 1,3 milhão de hectares, o que representa 61,5% da superfície de água mapeada no bioma. Em termos proporcionais, porém, a Caatinga registra a maior participação de corpos hídricos antrópicos: 78% do total.

O Cerrado se destaca por concentrar a maior proporção de superfície de água em hidrelétricas: 55,1% em 2025. Apenas 34,4% da superfície de água no bioma é natural.
Já o Pampa, segundo menor bioma do Brasil, apresentou a segunda maior área de superfície de água em reservatórios, com cerca de 181 mil hectares, embora a água natural ainda responda por 88,1% do total mapeado no bioma.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo MapBiomas

Passado agrícola da Amazônia revela segredos sobre a resiliência da floresta

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“Ao cortar a floresta sem pensar nas consequências, é preciso lembrar que qualquer ação tomada em dois dias com uma escavadeira levará séculos para ser reparada pela natureza”, advertiu Moreno-Mateos sobre a Amazônia durante a Fapesp Week London. Foto: Laura Redondo/Agência FAPESP

O que a Floresta Amazônica e a Groenlândia têm em comum? Na avaliação de Davi Moreno-Mateos, professor da Universidade de Oxford, a resposta está em uma oportunidade científica rara: a chance de observar ecossistemas que se regeneram sem a interferência do homem, após séculos de ocupação. Por essa razão, o pesquisador escolheu a Amazônia como objeto de um estudo que busca compreender o que acontece quando populações locais abandonam áreas cultivadas, permitindo que a floresta se recupere de forma espontânea.

“A Amazônia é o lugar perfeito para obter essa resposta porque há tantas áreas na floresta que foram abandonadas há muito tempo e nunca foram repovoadas, algo difícil de encontrar em um mundo em que a população cresce dramaticamente. Após muitos anos de pesquisa, o único lugar que encontrei um pouco parecido, nesse sentido, foi a Groenlândia”, contou o pesquisador durante a FAPESP Week Londres, realizada entre os dias 2 e 4 de junho na capital britânica.

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Passado agrícola da Amazônia revela segredos sobre a resiliência da floresta
Para verificar se o genoma da castanheiras-do-pará mudou após passar por seleção, cientistas estão utilizando métodos de sequenciamento completo para comparar o DNA de árvores jovens, com cerca de 200 anos, e mais antigas, de 500 anos ou mais. Foto: Leonardo Bergamini/iNaturalist

Enquanto a Groenlândia apresenta vestígios de assentamentos nórdicos abandonados há um período que varia de 650 a 1.050 anos, a Amazônia oferece registros em uma escala muito mais vasta. Escondidas sob a densa vegetação secundária, áreas que aparentam ser florestas primárias são, na verdade, testemunhas silenciosas de uma agricultura pré-colombiana que moldou a paisagem por milênios, explicou Moreno-Mateos.

O solo, frequentemente caracterizado pela “terra preta” – indicativo da fertilidade deixada por assentamentos humanos antigos –, serve como um registro histórico que permite datar quando a região foi ocupada e quando, finalmente, foi abandonada.

Leia também: Inovação alia eficiência e sustentabilidade à bananicultura familiar na Amazônia

Nesses solos, algumas populações de castanheiras-do-pará (Bertholletia excelsa) vêm se recuperando há longos períodos sem intervenção humana, após as sementes terem sido selecionadas e dispersadas por povos indígenas durante milhares de anos, afirmou o pesquisador.

“A castanheira-do-pará é uma espécie que sofreu seleção há pelo menos 11 mil anos, mas que, uma vez abandonada, continua existindo, ainda que com pouquíssima dispersão natural”, disse.

O custo da seleção

A hipótese central do projeto é que a domesticação pelos povos indígenas, ao priorizar características como o tamanho do fruto, pode ter reduzido a resiliência natural dessas plantas.

“Ao selecionar uma espécie para produzir frutos maiores, sua capacidade de adaptação diminui, o que é um risco para enfrentar secas causadas pelas mudanças climáticas, por exemplo”, explicou.

Para verificar se o genoma da espécie mudou após passar por esse tipo de seleção, a equipe vem utilizando métodos de sequenciamento completo para comparar o DNA de árvores jovens (com cerca de 200 anos) e mais antigas (de 500 anos ou mais), que podem atingir 50 metros de altura.

Resultados preliminares indicam que, ao serem “libertadas” da domesticação após o desaparecimento das populações humanas locais, as árvores começaram a apresentar mudanças genéticas que sugerem um retorno a funções mais ligadas à sobrevivência do que à produção massiva de sementes – um fenômeno que o grupo agora mapeia detalhadamente.

“Encontramos mudanças nas assinaturas de seleção entre árvores jovens e antigas. Ao relacionar a idade do local com a diferença em seus genomas, observamos que havia várias populações claramente distintas”, afirmou o pesquisador.

Ocupação em ondas na Amazônia

A integração entre arqueologia e ecologia tem revelado que a ocupação amazônica ocorreu em “ondas”, deixando nas espécies da floresta um legado genético que persiste até hoje. Contudo, a mensagem final de Moreno-Mateos é um alerta sobre a fragilidade do tempo biológico.

Embora a Amazônia seja frequentemente descrita como um sistema resiliente, a pesquisa indica que a recuperação de um ecossistema após o abandono agrícola não ocorre em décadas, mas em escalas de centenas a milhares de anos.

“Ao cortar a floresta sem pensar nas consequências, é preciso lembrar que qualquer ação tomada em dois dias com uma escavadeira levará séculos para ser reparada pela natureza”, advertiu.

O estudo não busca apenas entender o passado da Amazônia, mas identificar populações de castanheiras que, por meio de seu componente genético, demonstram maior resiliência. “O objetivo é que esses indivíduos possam, no futuro, fornecer propágulos [estruturas que se desprendem da planta para dar origem a um novo indivíduo, como sementes ou gemas] essenciais para as estratégias de restauração florestal em um planeta em aquecimento, onde a capacidade de adaptação será o diferencial entre a sobrevivência e o colapso dos biomas”, concluiu Moreno-Mateos.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Fapesp, escrito por Helton Alisson

Cartilha une histórias em quadrinhos para abordar a relação dos povos indígenas com as mudanças climáticas

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A publicação busca atingir o público jovem das terras indígenas, na medida em que eles mesmos ajudaram a compor a cartilha. Imagem: Reprodução

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lançou, na última semana, uma ferramenta pedagógica em história em quadrinhos que pode ser utilizada como um manifesto e um compêndio de saberes tradicionais: a cartilha ‘Os Povos Indígenas e o Futuro’. Desenvolvida com financiamento da Kindermissionswerk (obra missionária alemã), a publicação foi concebida a partir de oficinas de formação com crianças, jovens e adolescentes indígenas de terras indígenas localizadas no Nordeste brasileiro. Seu objetivo é servir como material de apoio para futuras atividades educativas nos territórios, mas seu alcance é mais amplo.

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A cartilha mescla textos, ilustrações e sequências em quadrinhos protagonizadas por personagens como Manu e Dentinho. A narrativa gráfica é usada para mostrar, de forma didática e emocional, como as mudanças climáticas afetam os povos indígenas, incluindo aqueles que vivem em periferias urbanas ao lado das populações mais pobres.

Em uma das cenas, Dentinho perde sua casa em uma enchente. Manu explica que o que antes era “algo natural” agora se tornou extremo por causa da queima de combustíveis fósseis, do acúmulo de gases-estufa e de um estilo de vida consumista concentrado nas mãos de poucos. “O 1% mais rico do planeta emite a mesma quantidade de gases que os 66% mais pobres”, explica.

Colonialismo, capitalismo e colonialidade do poder

Cartilha “Os Povos Indígenas e o Futuro” une quadrinhos, fuga do capitalismo e a retomada da Terra pela terra
Manu e Dentinho: personagens refletem sobre a vida nas periferias urbanas sob os impactos das mudanças climáticas. Imagem: Reprodução

Em capítulos como “A invasão da Abya Yala” (expressão usada por povos originários para se referir à América Latina) e “Consequências atuais do colonialismo-capitalismo”, os autores, Otto Cabral Mendes Filho e Gerson de Souza Arrais Neto, conectam a violência da colonização europeia às estruturas atuais de poder.

O conceito de colonialidade do poder é apresentado: mesmo após as independências, as elites locais mantiveram a concentração de terras, a exploração do trabalho e o racismo como pilares de dominação. Favelas, presídios, jornadas exaustivas e baixos salários são retratados como heranças desse sistema, agora potencializadas pelo neoliberalismo.

Longe de um discurso vitimista, a publicação destaca a resistência ativa dos povos indígenas por mais de 500 anos. São mencionados nomes como Túpac Katari e Dolores Cacuango, além de conquistas recentes;os artigos 231 e 232 da Constituição de 1988 e a derrubada parcial da tese do marco temporal pelo STF em 2025.

A cartilha também mostra a diversidade das lutas atuais: Acampamento Terra Livre (ATL), educação escolar indígena, mobilização de jovens e mulheres indígenas, e a dura realidade dos indígenas em contexto urbano, frequentemente acusados de “não serem mais indígenas”.

Leia também: Ciência e saberes tradicionais são reunidos em cartilha interativa produzida no Pará

Cartilha alerta que natureza é mãe, não mercadoria

Um dos eixos centrais da publicação é a cosmovisão indígena de relação com a natureza, onde cultura e natureza não se separam, ou seja, o que o capitalismo encara como mero recurso, os povos indígenas encaram como ser vivo, sagrado e habitado por seres materiais e não materiais. O povo Xukuru de Ororubá (PE) é citado como exemplo: seus rituais (Toré) acontecem em locais onde ancestrais e seres encantados estão espiritualmente presentes no bioma.

Ilustração da cartilha. Foto: Reprodução/Cimi

A cartilha critica soluções falsamente verdes, como o crédito de carbono, que só servem para manter a lógica do lucro intacta. E não poupa a COP 30 (realizada em Belém, em 2025): para os autores, o evento priorizou planos globais que ignoram saberes locais e não enfrentam o capitalismo.

Para quem busca uma abordagem conciliadora, em que é possível imaginar saídas (sobretudo dos povos indígenas) associadas ao capitalismo ou em uma versão mais moderada deste sistema, o tom será desconfortável

No capítulo final, “Comer é um ato político”, a cartilha defende que a produção de alimentos deve estar sob controle popular, não empresarial. Agricultores indígenas, assentados, pequenos agricultores, quilombolas, quebradeiras de coco e pescadores tradicionais são apresentados como guardiões de ciências práticas, com alta capacidade de produção de alimentos e bens em ritmo cadenciado ao da natureza.

Mas como superar os entraves que ainda não colocam esses povos como protagonistas? Mais do que uma obra educativa, a cartilha é um chamado à ação, e um lembrete de que, como diz a própria publicação: “sem um país livre do capitalismo e da opressão, os povos indígenas nunca terão paz”.

Para quem busca uma abordagem conciliadora, em que é possível imaginar saídas (sobretudo dos povos indígenas) associadas ao capitalismo ou em uma versão mais moderada deste sistema, o tom será desconfortável. A publicação busca tratar das causas da terra. Por outro lado, sua linguagem simples e ilustrada a torna acessível mesmo para adolescentes e jovens com pouca familiaridade com teoria social.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Cimi

CUFA Amazonas e TV Globo levam antenas gratuitas para famílias de comunidades periféricas de Manaus

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Foto: Divulgação/CUFA Amazonas

A Central Única das Favelas (CUFA) Amazonas, em parceria com a TV Globo, iniciou a distribuição gratuita de antenas digitais para famílias residentes em comunidades periféricas de Manaus. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à informação, ao entretenimento e aos conteúdos de utilidade pública por meio da televisão aberta com sinal digital.

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A ação beneficia famílias em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para a inclusão digital e garantindo que mais pessoas tenham acesso à programação televisiva com melhor qualidade de imagem e som.

As antenas distribuídas são compatíveis com televisores que possuam receptor digital integrado ou conversor digital instalado. Durante as entregas, as equipes orientam os beneficiários sobre os requisitos necessários para o funcionamento adequado do equipamento.

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CUFA Amazonas e TV Globo levam antenas gratuitas para famílias de comunidades periféricas de Manaus
Foto: Divulgação/CUFA Amazonas

Avaliação do projeto no Amazonas

Além da distribuição dos equipamentos, os beneficiários participam de um processo de acompanhamento da ação, por meio do preenchimento de um formulário de registro que auxiliará na prestação de contas e na avaliação dos impactos do projeto.

“Nosso compromisso é conectar oportunidades às comunidades. O acesso à informação é um direito fundamental e ações como esta fortalecem a cidadania e a inclusão social das famílias atendidas”, destaca Fabiana Carioca, vice-presidente da CUFA Amazonas.

A distribuição das antenas acontece de forma planejada e direcionada às comunidades previamente selecionadas para esta etapa do projeto.

*Com informações da assessoria

Saiba tudo o que faz do Boa Vista Junina o Maior Arraial da Amazônia

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Passos marcados, figurinos elaborados, cenários impecáveis e muita paixão pela cultura marcam as apresentações no Concurso de Quadrilhas do Boa Vista Junina, mas o evento que reúne milhares de pessoas na Praça Fábio Marques Paracat não para por aí. Na edição de 2026, a festa acontece de 13 a 19 de junho com o tema ‘O Arraial que Cresce Junto com Você’.

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Considerado o Maior Arraial da Amazônia, o evento reúne apresentações de 28 quadrilhas juninas, shows com artistas locais e nacionais, convidados especiais, atrações para o público infantil, gastronomia regional, empreendedorismo e, claro, muita cultura popular.

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Você sabia que, por exemplo, uma das atrações mais aguardadas é a pesagem da iguaria conhecida como paçoca? A receita regional passa bem longe do doce que comumente é consumido em todo o país, pois é feito de carne, farinha de mandioca e outros temperos que a tornam única e até mesmo recordista cadastrada no Guiness Book.

Além disso, muita música também está prevista para embalar os melhores momentos do evento, com artistas nacionais e quase 40 atrações regionais, que valorizam os artistas roraimenses. Ficou curioso para saber mais sobre a festa? Confira:

Saiba tudo o que faz do Boa Vista Junina o Maior Arraial da Amazônia

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Boa Vista Junina

Boa Vista Junina, o maior arraial da Amazônia, é um evento realizado pela Prefeitura Municipal de Boa Vista.

Ilustradora amazonense assina vinheta especial da Copa do Mundo na TV Globo; assista

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Arte é da ilustradora manauara Laura Athayde. Imagem: Laura Athayde

Os intervalos comerciais da TV Globo ganharam o traço, as cores e a identidade da região Norte durante a cobertura da Copa do Mundo 2026. A artista, ilustradora e quadrinista amazonense Laura Athayde é a responsável pela criação de uma das novas vinhetas especiais do famoso “plim-plim”, exibidas nacionalmente nos blocos de transição dos jogos da Seleção Brasileira. Assista:

A ilustração, desenvolvida originalmente por Athayde, passou por um processo de animação para ganhar as telas. A proposta conceitual da obra é retratar com fidelidade e orgulho o jeito tipicamente nortista de torcer, celebrar e vivenciar o maior evento de futebol do planeta, levando as particularidades culturais da Amazônia para milhões de telespectadores em todo o país.

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A iniciativa da emissora faz parte de uma série de interações artísticas que convidam criadores de diferentes regiões para imprimir suas visões locais sobre a identidade nacional.

Ilustradora buscou mostrar tradições amazônicas

A participação da ilustradora Laura Athayde na principal janela de audiência da televisão brasileira coroa um momento de forte consolidação de sua carreira e, simultaneamente, serve como vitrine para a potência das artes visuais e dos quadrinhos produzidos no Amazonas. Reconhecida por suas narrativas sensíveis e traço marcante, a autora agora expande seu alcance ao conectar a estética regional com o grande público da TV aberta.

“Assim que chegou o convite, eu soube que queria representar uma das minhas memórias mais queridas, que era esse costume de enfeitar a rua para a Copa. Eu fui criada na casa da minha avó, no Centro [de Manaus], e durante a minha infância isso era muito forte. Então, eu comecei a pesquisar sobre essa tradição e acabei conhecendo um pouco mais também sobre as celebrações no interior da Amazônia, em que as famílias e amigos se reúnem de barco para assistir os jogos juntos”, conta Laura.

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ilustradora amazonense cria vinheta para copa
Imagem: Laura Athayde

Para o cenário local, esse destaque reforça a efervescência de uma geração de quadrinistas e ilustradores amazonenses que têm quebrado as barreiras do isolamento geográfico, alcançando postos de destaque em grandes mídias, agências e no mercado editorial de prestígio nacional.

Norte em Quadrinhos

O Norte em Quadrinhos, do qual a ilustradora Laura Athayde faz parte, é uma iniciativa que busca valorizar, profissionalizar, divulgar e fortalecer a produção de quadrinhos da região Norte do Brasil.

Atuando como vitrine para artistas e coletivos, o projeto promove as obras e o reconhecimento da diversidade de narrativas e estilos que vem da Amazônia, conectando criadores locais a leitores em todo o país através de eventos, premiações, profissionalização e muito mais.

*Com informações da assessoria

‘Clima’: projeto promove alfabetização científica por meio de DNA ambiental com estudantes em Santarém

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Iniciativa da Ufopa trabalha com técnicas de DNA ambiental. Foto: Divulgação/Projeto Clima

Promover a iniciação e a alfabetização científica de jovens por meio da ciência cidadã. Esse é o objetivo do projeto “Ciência, licenciatura e integração para enfrentar as mudanças climáticas na Amazônia (Clima)”, desenvolvido pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) junto à comunidade escolar da Escola Estadual Professora Terezinha de Jesus Rodrigues, em Santarém.

Ligado ao Programa Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão (PEEx), o projeto investiga a percepção das comunidades locais sobre as alterações climáticas e avalia os impactos socioambientais na biodiversidade amazônica, utilizando técnicas de DNA ambiental.

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O DNA é uma molécula encontrada em todos os seres vivos e funciona como o manual de instruções do corpo. Já o DNA ambiental é o rastro genético que esses organismos deixam espalhado na natureza. Ele é uma mistura de DNAs que se soltaram de seres humanos, animais, plantas e até de seres microscópicos, como as bactérias, e que ficam flutuando ou misturados na água, no solo e no ar de um determinado lugar.

O projeto é coordenado pelo professor Gabriel Iketani Coelho, da licenciatura em Biologia do Instituto de Ciências da Educação (Iced) e do Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais da Amazônia (PGRNA), do Instituto de Engenharia e Geociências (IEG). Segundo ele, o DNA ambiental é encontrado em todos os ambientes e pode ser extraído de amostras de água, de solo ou do ar.

“O Projeto Clima busca aproximar os alunos da Biologia molecular moderna. Após aprenderem como a ciência coleta esses rastros genéticos na água, no solo e até no ar, os alunos foram desafiados a construir seus próprios equipamentos de coleta. A proposta é transformar a criação desses coletores em uma atividade lúdica, desenvolvendo ’brinquedos científicos’ capazes de coletar amostras reais para análise”, disse o professor.

Pelo projeto, de acordo com o docente, os alunos fazem ciência e, consequentemente, são alfabetizados cientificamente, sendo inseridos no universo acadêmico da produção do conhecimento.

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Clima: projeto promove alfabetização científica por meio de DNA ambiental com estudantes em Santarém
Foto: Divulgação/Projeto Clima

Sobre as atividades do projeto

Desde o ano passado, o projeto vem sendo desenvolvido com atividades de formação da equipe com relação à metodologia aplicada, chamada Course-based Undergraduate Research Experience (CURE).

Essa metodologia foi adaptada pelo grupo e recebeu o nome de CURE2 (Coursebased Undergraduate Reseach and Extension Experiences) que, traduzido, significa “Curso de graduação baseado em experiências de pesquisa e extensão”, envolvendo as seguintes fases:

  • Capacitação e troca de saberes: realização de palestras e oficinas intergeracionais sobre método científico, mudanças climáticas e técnicas de biologia molecular;
  • Formação continuada e pesquisa prática: divisão dos participantes em grupos mistos — integrando alunos do 6.º ano da escola, da graduação (licenciaturas), da pós-graduação e professores da escola e da universidade para o planejamento e execução de experimentos científicos na área de DNA ambiental;
  • Comunicação e devolutiva social: sistematização dos resultados em relatórios unificados para apresentação a tomadores de decisão, feiras de ciências e divulgação científica para a comunidade local.

Fazendo parte da segunda fase do projeto, atividades na Escola Terezinha Rodrigues resultaram em discussões e ideias para elaboração dos coletores de DNA ambiental. Essas ideias foram concretizadas e impressas em 3D pelos alunos do mestrado, da graduação e do ensino médio (bolsistas PEEx) no Laboratório de Educação e Evolução Prof. Horacio Schneider (Ledevo) da Ufopa. No dia 1.º de junho, esses coletores foram testados na escola.

Próxima ação

Após testes e ajustes nos brinquedos coletores, no dia 29 de junho, haverá uma ação de coleta de amostras na Unidade Tapajós da Ufopa, em atividades que devem envolver todos os estudantes do projeto.

Além do coordenador, a equipe do projeto é composta pela vice-coordenadora, professora Priscila Veiga da Silva, da escola Terezinha de Jesus Rodrigues; 4 alunos do PGRNA e dois egressos; 44 alunos da graduação (Licenciatura em Ciências Biológicas); 3 bolsistas do ensino médio; 34 do ensino fundamental (6.º ano).

Professor Gabriel Iketani informou que o projeto pode ser desenvolvido em parceria com unidades de ensino, a depender de contatos prévios, planejamento e orçamento.

*Com informações da Ufopa