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Consciência Limpa encerra com balanço positivo em Rio Branco: “vimos as crianças engajadas”

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Foto: Larissa Marinho

O Projeto Consciência Limpa encerrou neste sábado (29) sua programação em Rio Branco (AC) com o ‘Dia D’, realizado na Praça São Francisco. A ação reuniu um público expressivo e marcou o fim de uma semana de atividades ambientais, culturais e educativas no bairro, com forte participação das famílias da região.

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A Fundação Rede Amazônica (FRAM) informou que o balanço foi positivo, pois o evento contou com grande adesão da comunidade e superou as expectativas da organização. Para o coordenador de projetos da FRAM, Matheus Aquino, o retorno da comunidade confirma o impacto positivo do projeto.

“O Consciência Limpa foi um sucesso de público e participação. As famílias estiveram presentes desde as oficinas até o Dia D, e vimos crianças engajadas, fazendo perguntas e se tornando multiplicadoras do cuidado ambiental. Esse envolvimento mostra que a comunidade abraçou o projeto e que as ações fizeram sentido para o território”, conta.

Leia também: Projeto Consciência Limpa promove ações de educação ambiental para preservação de igarapé em Rio Branco

Durante a manhã, moradores tiveram acesso a diversos serviços gratuitos, como:

  • Bioimpedância, aferição de pressão, glicemia e orientação nutricional (FIEAC/SESI)
  • Orientação jurídica com equipe da OAB
  • Ônibus Educativo e Interativo da Energisa
  • Oficina de reciclagem, distribuição de mudas e atividades ambientais da SEMEIA
  • Espaço Kids, além de pipoca, algodão doce e picolés

A programação também contou com apresentações culturais de Duda Modesto e Diogo Soares, que animaram o público presente.

Leia também: Confira a programação completa das ações do projeto Consciência Limpa em Rio Branco

Foto: Larissa Marinho
Foto: Larissa Marinho
Foto: Larissa Marinho

Pelotão Mirim Ambiental encerra atividades com certificação

Um dos momentos mais aguardados foi a formatura do Pelotão Mirim Ambiental, que certificou crianças e = adolescentes participantes das oficinas realizadas nos dias anteriores. As atividades envolveram dinâmicas sobre reciclagem, cuidados com o Igarapé São Francisco e práticas sustentáveis para o dia a dia das famílias.

Leia também: Consciência Limpa promove oficina para formação de Pelotão Mirim Ambiental em Rio Branco

Foto: Larissa Marinho
Foto: Larissa Marinho

Além das atividades presenciais, o projeto foi reforçado por campanhas educativas na TV, rádio e plataformas digitais, alcançando milhares de pessoas com conteúdos sobre biodiversidade, sustentabilidade e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A Fundação Rede Amazônica avalia que o Consciência Limpa contribuiu para fortalecer o engajamento comunitário no bairro São Francisco, promover práticas sustentáveis no cotidiano das famílias e ampliar a discussão sobre preservação ambiental na capital acreana.

A diretora institucional da FRAM, Mariane Cavalcante, destacou que o balanço do projeto reforça a importância da educação ambiental como ferramenta de transformação:

“O resultado em Rio Branco nos emocionou. O que vimos foi uma comunidade que deseja aprender, participar e construir soluções junto com o poder público e com a Fundação. As ações do Consciência Limpa fortalecem vínculos, promovem cidadania e despertam a consciência coletiva sobre a preservação do Igarapé São Francisco. O sucesso do evento demonstra a força desse trabalho compartilhado”.

Foto: Larissa Marinho

Consciência Limpa

O projeto Consciência Limpa é realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM) com o apoio de: Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), Serviço Social da Indústria (SESI), Energisa, Catraia Soluções Ambientais, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação (SDTI), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Prefeitura de Rio Branco.

Jogo apresenta universo Yanomami para crianças

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O jogo ‘Eli e a Queda do Céu em território Yanomami’ transforma o pensamento do xamã e ativista Davi Kopenawa em ferramenta de alfabetização e educação ambiental. Imagem: Hugo Cestari

Um herói indígena infantil, chamado Eli, percorre a Floresta Amazônica enfrentando entes malignos, que encarnam aqueles que derrubam as árvores, queimam a mata, poluem as águas e extraem minérios movidos pela ganância. Esta é a proposta de ‘Eli e a Queda do Céu em território Yanomami‘, jogo em formato de plataforma digital criado pelo laboratório Leetra, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que se dedica à investigação de práticas linguageiras e identitárias, ao letramento digital e à literatura ameríndia, sob a coordenação da professora Maria Sílvia Cintra Martins, professora do Departamento de Letras da UFSCar.

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Inspirado no livro ‘A Queda do Céu: Palavras de um Xamã Yanomami‘, de Davi Kopenawa e Bruce Albert, o jogo pretende ser, ao mesmo tempo, um material de apoio para práticas interdisciplinares de alfabetização e letramento e uma introdução lúdica à cosmovisão indígena e às questões ambientais que afetam toda a humanidade.

“A ideia era criar uma ferramenta pedagógica que ajudasse professores da educação infantil e do ensino fundamental 1 a trabalhar com conteúdos sobre povos indígenas, conforme determina a Lei 11.645/08”, diz Martins. “Os docentes manifestam grande demanda por esse tipo de material e o jogo pode facilitar muito o trabalho em sala de aula”.

Sequência de jogos

O novo jogo dá continuidade a uma trajetória iniciada pelo Leetra com os jogos ‘Jeriguigui e o jaguar na terra dos Bororos‘ e ‘Kawã na terra dos indígenas Maraguá‘, ambos apoiados pela FAPESP por meio do projeto ‘Tradução, poética e artefatos culturais em práticas de letramento na educação infantil‘. “Os dois projetos anteriores tiveram excelente retorno de professores e alunos”, recorda a coordenadora.

Jogo apresenta universo Yanomami para crianças
Imagem: Reprodução/Leetra/USFCAR

“As crianças jogaram com interesse e curiosidade e os educadores viram neles um recurso concreto para abordar a diversidade cultural brasileira. O sucesso nos levou a propor um novo projeto, centrado na experiência Yanomami. Para isso, nos baseamos nas obras A Queda do Céu e O Espírito da Floresta, de Kopenawa e Albert”.

O roteiro do jogo foi então desenvolvido em parceria com engenheiros e designers especializados em games. O resultado pode ser acessado gratuitamente no site do laboratório.

O personagem central, o menino Eli, não existe nos textos de Kopenawa – é uma criação original da equipe. “Queríamos um protagonista infantil que permitisse às crianças se reconhecerem nele”, afirma Martins. “Eli tem traços xamânicos e enfrenta os entes malignos da floresta, símbolos dos males denunciados por Kopenawa: o desmatamento, as queimadas, a poluição, a mineração ilegal, a destruição da Terra”.

O jogo inclui ainda livretos de iniciação à língua Yanomami, uma inovação que amplia sua dimensão educativa e intercultural. A ideia é que o material seja utilizado tanto por crianças quanto por educadores, de forma autônoma ou mediada em sala de aula. “Dependendo da idade, a criança pode jogar sozinha, mas o ideal é que haja o acompanhamento. Assim, as questões levantadas no jogo – ambientais, culturais e linguísticas – podem ser aprofundadas”, argumenta Martins.

Os ensinamentos de Kopenawa

Publicada originalmente em francês, em 2010, e em português, cinco anos mais tarde, A Queda do Céu é considerada uma das obras mais importantes da antropologia contemporânea. O livro reúne as palavras do xamã Davi Kopenawa Yanomami narradas ao antropólogo francês (nascido no Marrocos) Bruce Albert ao longo de mais de 30 anos de convivência.

Leia também: Para Davi Kopenawa “mudança climática significa pobreza e doença”

Na obra, Kopenawa descreve sua iniciação xamânica, denuncia a devastação da floresta e alerta para o perigo de um colapso cósmico: a “queda do céu”, que seria provocada pela ganância. A dimensão ecológica e espiritual do texto transformou-o em referência mundial em debates sobre meio ambiente, colonialismo e direitos indígenas.

“Os males que afetam o povo Yanomami dizem respeito também à nossa sobrevivência e à do planeta”, comenta Martins. “Transformar essa visão em jogo é uma forma de fazer crianças e adultos pensarem juntos sobre o que estamos fazendo com a Terra”.

O jogo ‘Eli e a Queda do Céu em território Yanomami‘ pode ser acessado AQUI.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência FAPESP, escrito por José Tadeu Arantes  

Produção de guaraná no Amazonas em 2025 surpreende com alta significativa

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Colheita de guaraná no Campo Experimental da Embrapa. Foto: Maria José Tupinambá

Quando os olhos se abrem, é tempo de guaraná. A metáfora, inspirada nas sementes que lembram pupilas humanas, anuncia a chegada da colheita dessa planta emblemática do Amazonas, entre novembro e janeiro.

Leia também: Guaraná e Copaíba: conheça os frutos que são os olhos da Amazônia

Este ano, apesar das preocupações com o calor e os efeitos das mudanças climáticas, o saldo tem se mostrado positivo para os produtores no Amazonas. Segundo o pesquisador André Atroch, da Embrapa Amazônia Ocidental, a safra atual apresenta um crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

Em visitas de campo, acompanhamentos nas áreas experimentais da Embrapa e trocas de informações em grupos de produtores, Atroch observa que a colheita ainda em andamento já aponta para um aumento de 20% a 30% na produção em comparação com 2024. Grandes empresas do setor também relatam resultados ainda mais robustos, com ganhos próximos de 50%.  

“Os produtores comentam que estão colhendo bem mais guaraná do que no ano passado. Esse aumento é perceptível nas áreas que temos acompanhado”, destacou o pesquisador. 

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Plantação de guaraná no Campo Experimental da Embrapa em Manaus. Foto: Maria José Tupinambá
Plantação de guaraná no Campo Experimental da Embrapa em Manaus. Foto: Maria José Tupinambá

“O que tem se observado nas áreas é as plantas muito carregadas, muito cheias de guaraná. O estado do Amazonas hoje produz entre 600 e 700 toneladas ao ano e isso pode atingir entre 700 e até 800 toneladas.  Essa produção é de guaraná em rama, que é a semente seca a 13%”, acrescenta.

Clima favorável ao cultivo do guaraná

Ao contrário de outros anos, os eventos climáticos não prejudicaram a cultura em 2025. Setembro, período crítico para a floração, não registrou secas prolongadas nem chuvas intensas capazes de derrubar ou secar as flores. Houve dias mais quentes, considerados os mais intensos das últimas duas décadas, mas sem impacto direto na produção. “Para o guaraná, o tempo foi normal. Mesmo com alguns dias de calor extremo, isso não chegou a comprometer a safra”, explicou Atroch.

Expectativas para o fechamento da safra

Com a chegada das chuvas de novembro em Manaus, há uma preocupação pontual: que a intensidade das precipitações provoque a queda de frutos maduros ou o apodrecimento de cachos ainda na planta. Ainda assim, a expectativa é de que o balanço final confirme 2025 como um ano de recuperação e crescimento para o fruto cultivado no Amazonas.

Leia também: Saiba como o guaraná se tornou símbolo da cultura de Maués

Pesquisas da Embrapa

A Embrapa Amazônia Ocidental desenvolve pesquisas estratégicas com o guaraná, voltadas para melhoramento genético, conservação de variedades e aumento da produtividade, buscando fortalecer a cultura tradicional e ampliar seu valor econômico e social no Amazonas.

*Com informações da Embrapa

Dia da Onça-Pintada: Onçafari celebra marcos na reintrodução e monitoramento da espécie

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Onça-pintada. Foto: Adriano Gambarini

No Dia Internacional da Onça-Pintada (29/11), o Onçafari, organização não governamental que atua na conservação da biodiversidade brasileira através da proteção de áreas naturais, destaca a importância da conservação da espécie e de iniciativas pioneiras no Brasil de reintrodução e monitoramento.

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A onça-pintada, o maior felino das Américas e predador de topo de cadeia, é considerada uma espécie guarda-chuva, exigindo extensas áreas de vegetação nativa, água limpa e variedade de presas para sobreviver, o que torna sua proteção fundamental e um bioindicador da saúde dos ecossistemas. Distribuída originalmente do sul dos Estados Unidos até a Argentina, a espécie ainda está presente em quase todo o território brasileiro, que abriga cerca de 50% da população global.

Onça-pintada
A onça-pintada, o maior felino das Américas e predador de topo de cadeia. Foto: Onçafari

No Brasil, seu status de ameaça varia: a espécie é classificada como vulnerável no Pantanal e na Amazônia – ainda assim os biomas com as maiores concentrações da espécie; em perigo no Cerrado, com queda populacional superior a 50% nos últimos 25 anos; criticamente ameaçada na Mata Atlântica e Caatinga; e já está extinta no Pampa. Referência da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza na sigla em inglês).

Diante desse cenário, o trabalho do Onçafari, organização não governamental que atua na conservação da biodiversidade brasileira através da proteção de áreas naturais, se destaca ao longo de seus 14 anos. 

Distribuída originalmente do sul dos Estados Unidos até a Argentina, a espécie ainda está presente em quase todo o território brasileiro. Foto: Onçafari

“Nossa atuação começou a partir do ecoturismo no Pantanal, com o desenvolvimento da técnica de habituação de animais no Brasil, inspirada nos safáris do continente africano. Nosso trabalho se expandiu para outros biomas e frentes de atuação, com estudos científicos, aquisição e gestão de áreas protegidas para a formação de corredores ecológicos, frente anti-incêndios, monitoramento e reintrodução de animais na natureza. O pioneirismo é um dos valores do Onçafari, que se tornou a primeira organização no mundo a realizar, com sucesso, a reintrodução de onças-pintadas na vida selvagem”, explica Mario Haberfeld, fundador e CEO do Onçafari.

“Temos muito trabalho a fazer para a conservação da onça-pintada e do meio ambiente, mas também é importante celebrar nossas conquistas ao longo dos 14 anos de atuação do Onçafari, com desenvolvimento de processos, parceria com os órgãos ambientais e estudos científicos”, afirma Haberfeld.

Reintrodução e monitoramento na Amazônia

Em 2016, o Onçafari, em parceria com o NEX (Brasília), recebeu duas irmãs da espécie onça-pintada com apenas poucos dias de vida, Pandora e Vivara. Foram acolhidas pela equipe do NEX até junho de 2018, quando foram transferidas com o auxílio da Força Aérea Brasileira (FAB) para o recinto de reintrodução do Onçafari na Amazônia, localizado na Pousada Thaimaçu, em Jacareacanga, no Pará.

Nesse recinto de aproximadamente 15.000m², as duas irmãs passaram pelos mesmos processos desenvolvidos pelo Onçafari com Isa e Fera no Pantanal. Após 12 meses de muita observação comportamental e treinamento para a caça, Pandora e Vivara foram soltas na Reserva do Cachimbo, área extremamente preservada pertencente à FAB (Força Aérea Brasileira).

A onça-pintada é considerada uma espécie guarda-chuva, exigindo extensas áreas de vegetação nativa, água limpa e variedade de presas para sobreviver. Foto: Onçafari

Em 2024 o Onçafari realizou sua primeira reintrodução de uma onça-pintada macho na Amazônia. Xamã, resgatado em agosto de 2022 com cerca de oito meses em uma área de desmatamento e incêndio em Sinop (MT), passou por um período inicial de recuperação na Universidade Federal de Mato Grosso antes de ser transferido para o mesmo recinto pelo qual passaram Pandora e Vivara, na Amazônia.

Após dois anos de cuidados e adaptação, o felino, que aumentou seu peso de 20 kg para 56 kg, foi solto em outubro de 2024 na mesma região da soltura de Pandora e Vivara, área de dois milhões de hectares no sul do Pará. Com o apoio técnico e financeiro da Proteção Animal Mundial, Xamã foi mantido no recinto de reintrodução na Amazônia seguindo os mesmos processos para desenvolver plenamente suas habilidades de caça e com contato restrito com humanos, essenciais para a sobrevivência.

Distribuída originalmente do sul dos Estados Unidos até a Argentina, a onça-pintada ainda está presente em quase todo o território brasileiro. Foto: Onçafari

Segundo Leonardo Sartorello, coordenador de reintrodução do Onçafari, o acompanhamento é crucial para avaliar a capacidade de caça e sobrevivência do animal, especialmente sendo um macho, que enfrenta desafios maiores na disputa por território. Dados do colar de monitoramento avaliados em março de 2025 permitem entender como tem sido o retorno de Xamã à vida livre. Uma curiosidade sobre sua movimentação é que ele evita fortemente áreas abertas e de plantação, com deslocamento feito somente em áreas de mata fechada. O monitoramento identificou que desde a soltura ele já cobriu uma área de aproximadamente 13 mil hectares.

Jaguar Parade Belém

O Onçafari é uma das instituições beneficiadas pelo leilão beneficente das esculturas da Jaguar Parade, exposição criada pela Artery – Produtora Cultural que promove arte, cultura e sustentabilidade com a proposta de ampliar o alcance da mensagem global em defesa da biodiversidade.

Saiba mais: Belém vira galeria a céu aberto com estátuas de onças coloridas

A edição atual, realizada durante a COP30, reúne 52 esculturas de onças-pintadas expostas em ruas e pontos estratégicos de Belém, reforçando a mensagem de conservação da Amazônia ao longo da conferência climática.

*Com informação do Onçafari

Ministério do Turismo negocia inclusão de Belém na rota de cruzeiros para fortalecer turismo regional na Amazônia

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Foto: Alessandra Serrão/MTur

O Ministério do Turismo deu início às tratativas junto à Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil), para incluir a cidade de Belém (PA), em novos roteiros turísticos nacionais e internacionais de cruzeiros marítimos nas próximas temporadas no país.

Em ofício endereçado à CLIA Brasil, a Pasta destacou o potencial estratégico do Terminal Portuário de Outeiro, que foi ampliado e modernizado durante as ações preparatórias da COP30, para receber embarcações de grande porte, tornando o terminal apto a consolidar Belém como um ponto de escala e operação de relevância na Região Norte.

Leia também: Como é a experiência de um cruzeiro na Amazônia?

O Ministério também destacou a importância de aspectos logísticos, operacionais e comerciais, com o objetivo de construir itinerários que promovam a integração da capital paraense aos roteiros de cruzeiros, ampliando a oferta turística, potencializando o desenvolvimento socioeconômico local e fortalecendo a presença da Amazônia no segmento.

“Com essa ampliação para Belém, teremos a possibilidade de aumentar, cada vez mais, o número de visitantes nacionais e internacionais para o turismo na Amazônia, oferecendo uma experiência satisfatória. A COP30 foi a prova de que somos capazes disso”, destaca o ministro do Turismo, Celso Sabino.

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mercado ver o peso em belém Foto: Alexandre Costa/Alepa
Foto: Alexandre Costa/Alepa

Belém desperta interesse

Em resposta ao ofício do Ministério do Turismo, a CLIA Brasil também manifestou interesse “em contribuir tecnicamente e internacionalmente para a promoção de Belém e para a construção de um ambiente mais favorável à atração de navios e operações no país”.

A CLIA Brasil ainda se comprometeu a disseminar, junto às 43 companhias associadas, que operam 310 navios (e têm 81 novas embarcações encomendadas até 2036), todas as informações técnicas, contatos institucionais e materiais promocionais relevantes sobre o terminal de Outeiro, infraestrutura portuária e logística, atrativos turísticos, gastronômicos e culturais da região de Belém, possibilidades de conexão com o Sul do Caribe, Amazônia e Norte/Nordeste e outras informações.

*Com informações do MTur

Trabalho comunitário ajuda a preservar tartarugas e tracajás em Oiapoque

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Foto: Divulgação/Iepa

Um trabalho comunitário às margens do Rio Cassiporé, em Oiapoque (AP), ajuda a preservar e repovoar tartarugas e tracajás na Amazônia. A iniciativa começou em 2008 e já devolveu milhares de filhotes à natureza.

O trabalho é liderado por Raimundo Benedito Miranda, de 69 anos, morador da Vila Velha do Cassiporé. Desde o início do projeto, ele já soltou cerca de 20 mil filhotes nos rios da região.

Leia também: Infográfico – Saiba quantas e quais espécies de quelônios existem na Amazônia

Em 2025, mais de 2 mil ovos de tracajás foram coletados. A coleta e incubação são feitas com apoio da família de Raimundo.

“Meus filhos sempre me ajudam a realizar esse trabalho de incubação que já dura tanto tempo. No primeiro ano soltamos mais de 600 desses animais”, conta Raimundo.

O tracajá tem casco arredondado, é menor e vive dentro e fora da água. Já a tartaruga possui casco duro e alongado, cresce mais e passa a maior parte do tempo na água, saindo apenas para desovar.

  • Os filhotes de tracajá levam de 50 a 60 dias para nascer.
  • Já os de tartaruga eclodem entre 45 e 50 dias. Depois desse período, os animais são transferidos para o berçário e, em seguida, soltos no rio.
Trabalho comunitário garante preservação de tartarugas e tracajás no Amapá. Foto: Divulgação/Iepa
Trabalho comunitário garante preservação de tartarugas e tracajás no Amapá. Foto: Divulgação/Iepa

Preocupado com o desaparecimento das espécies, Benedito iniciou o projeto em 2008 com apoio da família. A primeira ideia era incubar os ovos atrás de uma escola, mas, segundo ele, parte da comunidade não aceitou.

Ele então passou a usar o próprio quintal para incubar os ovos com segurança. Depois, os filhotes eram soltos na natureza.

“Vamos em campos, prainha e coletamos os ovos. É com ajuda de cunhado, primos e de outros parentes que fazemos isso. As tartarugas precisam de um cuidado antes de serem devolvidas à natureza. Temos que proteger das chuvas, de outros animais também. Acontece até de uma entrar no casco da outra”, conta.

A irmã de Benedito, Jandira Miranda, afirma que o trabalho trouxe resultados para a fauna e ajudou a conscientizar moradores sobre a preservação.

“É muito importante o trabalho do meu irmão para preservar esses animais. Se ele não fizesse isso, não teria a quantidade que existe hoje. Muita gente não tem essa consciência, só querem destruir o que já existe”, conta.

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Trabalho também promove educação ambiental

Além da soltura, o projeto promove educação ambiental. Estudantes da região participam das atividades e viajam de voadeira até o local para acompanhar o processo.

O manejo comunitário é apontado como essencial para aumentar a população desses animais nos rios da Amazônia.

*Por Crystofher Andrade, estagiário sob supervisão de Rafael Aleixo, da Rede Amazônica AP

Derrubada de vetos pelo Congresso permite manutenção e melhorias na BR-319; entenda

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Governo apelou para que Congresso não derrubasse vetos no licenciamento ambiental da BR-319. Foto:

O Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira (27) parte dos vetos feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei Geral do Licenciamento Ambiental — o que permite, entre outras medidas, que a manutenção e o melhoramento da BR-319 sejam realizados sem a necessidade de novos processos de licenciamento ambiental.

O que muda?

Com a nova redação legal, “serviços e obras direcionados à manutenção e ao melhoramento da infraestrutura em instalações preexistentes ou em faixas de domínio e de servidão, incluídas rodovias anteriormente pavimentadas” ficam dispensados de licenciamento ambiental. Esse critério vale para trechos que já existiam — o que se encaixa na proposta para a BR-319.

Por que a BR-319 está no centro do debate

A rodovia liga Manaus, no Amazonas, a Porto Velho, em Rondônia, e é considerada um “elo logístico vital” para a região amazônica e para a Zona Franca de Manaus.

Parte significativa dos cerca de 900 km da rodovia — especialmente o chamado “trecho do meio” — segue sem asfalto e com tráfego comprometido. A flexibilização do licenciamento abre caminho para retomar obras e intervenções necessárias.

Leia também: Mapa interativo apresenta dados sobre a BR-319, rodovia que corta a Amazônia

Rodovia BR-319
Foto: Reprodução/Ascom AGU

A proposta original que incluiu o trecho no benefício foi apresentada pelo senador do Amazonas, Eduardo Braga. Segundo ele, no caso da BR-319, a burocracia e a falta de um aparato normativo apropriado tem emperrado a sua recuperação.

“O Brasil não pode sofrer paralisia na manutenção desses equipamentos essenciais para o desenvolvimento econômico e social”, disse.

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Quando apresentou a emenda defendendo sua proposta, o senador do Amazonas reforçou que apenas as novas obras de infraestrutura precisavam, sim, de licenciamento.

“Não faz sentido lógico demandar novo licenciamento desses itens para sua manutenção, sobretudo porque os seus impactos ambientais já foram devidamente avaliados quando de sua construção inicial”, declarou.

A proposta de Braga é que o asfaltamento seja concluído com “governança, áreas de proteção, fiscalização e tecnologia, o que, segundo ele, garantirá a conservação da floresta”.

“Não é porque nós estamos na Amazônia que nós temos que ser aprisionados ao subdesenvolvimento, ao desemprego e ao atraso. Nós precisamos ter uma interligação rodoviária com o Brasil e esta interligação é a BR-319”, contou.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Série digital resgata memórias da cultura tradicional do Acre

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Série digital reúne mestres da música acreana. Fotos: Reprodução/Youtube-Baquemirim

O acervo Memórias Musicais da Amazônia traz a trajetórias de artistas que ajudam a manter vivas práticas tradicionais do Acre. A série de vídeos reúne depoimentos, repertórios e histórias dos principais mestres da música acreana.

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A coletânea já está disponível no canal do YouTube do Baquemirim. Dentre esses artistas está a cantora e compositora Zenaide Parteira, referência nos saberes populares e na música regional.

O material apresenta entrevistas e apresentações inéditas, gravadas com mestres e mestras de diferentes gerações.

Cada episódio foca em um artista e nos elementos que marcam sua identidade sonora, desde influências familiares até a relação com comunidades tradicionais e com os ritmos amazônicos.

“A Mostra Cultural Digital nasce do compromisso de registrar e preservar as práticas musicais dos baques acreanos para que sejam acessadas nos circuitos formais de difusão, atendendo todos os públicos, especialmente às novas gerações”, destacou Alexandre Anselmo, coordenador e pesquisador responsável pela curadoria do projeto.

Personagens da série

O primeiro vídeo da série traz Osmar do Cavaquinho, de 87 anos, um dos nomes mais conhecidos da música do Acre.

Com mais de cinco décadas de carreira, ele marcou o repertório local com composições como Beijo Ardente e Muchatita, além de obras que dialogam com ritmos como cumbia, samba, choro, forró e xote.

“A música mora dentro da gente, não adianta fugir. A minha foto vai pra parede e depois vai embora, se estraga. O que fica para a história é minha música, através de trabalhos como este que estamos fazendo aqui”, falou o artista.

O segundo episódio é dedicado a Zenaide Parteira, filha de seringueiros e descendente Kampa (povo Ashaninka). Guardiã de saberes tradicionais e autora de mais de 700 composições, ela ficou nacionalmente conhecida este ao gravar a canção ‘É No Balanço Dela’ com Geraldo Azevedo.

Na entrevista, Zenaide fala sobre o processo criativo, a relação com a ancestralidade e o impacto da música no fortalecimento das comunidades.

Leia também: ‘Vem pra Amazônia’: videoclipe de artista acreano homenageia belezas naturais e povos ancestrais

Série digital resgata memórias da cultura tradicional do Acre
Série destaca memória musical acreana. Foto: Divulgação

A série também registra a trajetória de Nilton Bararu, músico ligado às tradições familiares do acordeão e integrante do grupo Som da Madeira.

O episódio revisita referências como marchinhas, baião e valsas amazônicas, que compõem o repertório preservado ao longo de décadas.

Outro episódio da série apresenta Mestre Zé Bolo (José Pinheiro de Freitas), do povo Nawa, cuja música carrega relatos dos seringais e das lutas territoriais.

O último episódio é dedicado a Francisco Saraiva Soares, natural de Xapuri, que cresceu entre o cavaquinho da família e a vida nos seringais antes de retomar a carreira musical em Rio Branco nos anos 1980.

“Passei por muita coisa na vida, e essa oportunidade de vocês me acolherem para realizar esse trabalho é uma honra pra mim, é uma ajuda muito grande […] me sinto muito feliz com essa possibilidade de registrar um pouco das minhas memórias. Quando novo não tive essa oportunidade e hoje estou tendo, depois de velho estou tendo essa oportunidade”, relembrou.

Por Jhenyfer de Souza e Renato Menezes, da Rede Amazônica AC

Robô para colheita de açaí começa a ser produzido em fábrica no Amapá

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Robô é produzido em fábrica inaugurada em Macapá. Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

AçaíBot, primeiro robô brasileiro criado para colher açaí, foi lançado na segunda-feira (24) em Macapá (AP). A tecnologia é desenvolvida pela empresa paraense KAA Tech, que também inaugurou uma fábrica na cidade.

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O equipamento sobe sozinho nos açaizeiros, corta os cachos e permite que uma pessoa colha até 1 tonelada por dia — dez vezes mais que na colheita manual. Segundo a empresa, a unidade foi instalada na Amazônia para aproximar a inovação de comunidades locais, como ribeirinhos, indígenas e quilombolas.

Reinaldo Santos, idealizador do AçaíBot, explica que o principal objetivo é acabar com os acidentes graves que incapacitam peconheiros todos os anos.

“O robô acaba com o risco de queda, que deixa muita gente com sequelas para o resto da vida. Mulheres e pessoas mais velhas vão poder voltar a trabalhar com segurança. Esse é o nosso sonho: tirar a dureza do trabalho na floresta e levar dignidade pra essas pessoas”, disse.

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Segundo ele, a construção do equipamento é composta por materiais leves. O robô pode ser carregado em uma só mão e manuseado por meio de um pequeno controle intuitivo e possui a mesma tecnologia dos carros elétricos.

Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

Robô foi criado pensando em ajudar comunidades

Manoel de Nazaré, é presidente de uma cooperativa de açaí de Afuá (PA), a produção tem o Amapá como destino. Ele, que vive da colheita de açaí, contou que a criação marca uma nova era.

“Vai revolucionar tudo. Acaba o esforço físico e o medo de cair da árvore. Com o robô a gente colhe muito mais e ganha mais”, contou.

Com a fábrica em funcionamento, a Kaatech planeja ampliar rapidamente a produção do AçaíBot para todos os estados da Amazônia Legal.

A expectativa é transformar o açaí em um dos grandes pilares da economia sustentável brasileira, com segurança no trabalho, maior produtividade e preservação ambiental.

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Robô para colheita de açaí começa a ser produzido em fábrica no Amapá
Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

Paulo Moisés, presidente da Bio+Açaí uma das principais cooperativas de produtores do Amapá, reforça que a tecnologia chega em um momento estratégico.

“O colhedor deixa de ser artesanal e vira operador de máquina. É inovação chegando na hora certa, com mais renda, menos risco pro peconheiro e mais escala para levar o açaí aos grandes centros”.

O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, representou o governo federal na inauguração e destacou o alinhamento do projeto com as políticas públicas para a bioeconomia.

“É o que a Amazônia precisa: tecnologia que gera emprego, aumenta a renda e protege a floresta. O presidente Lula já conheceu o robô e apoia totalmente”, explicou.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

Serra dos Carajás ganha passeio virtual na plataforma Geo360ºBR

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Floresta Nacional de Carajás. Foto: João Marcos Rosa

O público já pode conferir o passeio virtual pela Serra dos Carajás (PA) na plataforma Geo360º BR do Serviço Geológico do Brasil (SGB). A experiência imersiva permite explorar cavernas, mirantes e formações rochosas únicas sem sair de casa. Essa é também uma oportunidade para compreender os processos geológicos que contribuíram para a formação das paisagens.

A plataforma faz parte do Projeto Fomento ao Geoturismo do SGB. O passeio pela Serra de Carajás tem apoio do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade – Floresta Nacional de Carajás e da Prefeitura de Parauapebas (PA).

Entre os atrativos geoturísticos disponíveis na plataforma, estão a Cava da Serra Pelada, Lagoa Três Irmãs, Pedra da Harpia, Gruta da Guarita, Mirante do Paredão Ferradura, Garimpo das Pedras e Cachoeira Águas Claras.

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O lançamento do passeio de Carajás ocorreu durante a COP30, em Belém (PA). “Pudemos mostrar Carajás de uma forma diferente, por meio de visitas virtuais com uso de óculos de realidade virtual, deixando o espectador mais imersivo e fazendo com que ele pudesse ter um vislumbre de como é conhecer Carajás e seus atrativos”, enfatizou o pesquisador Almir Costa, coordenador do Projeto Fomento ao Geoturismo.

Costa reforça que a iniciativa do SGB é uma forma de levar a mais pessoas informações sobre os geoparques e parques nacionais.

“O Projeto Fomento ao Geoturismo é importante para disseminar o conhecimento por meio da apresentação da geodiversidade em passeios 360º, mapas e e-books. Isso faz com que o projeto seja relevante tanto para fortalecer o turismo na região quanto para a educação”, disse.

Serra dos Carajás ganha passeio virtual na plataforma Geo360ºBR
Foto: Divulgação/SGB

Serra faz parte do geoturismo

O passeio pela Serra de Carajás tem apoio do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade – Floresta Nacional de Carajás e da Prefeitura de Parauapebas (PA).

O geoturismo é uma forma de turismo com base na geodiversidade, ou seja, sua geologia, geomorfologia, dentre outros, da região. O objetivo do SGB é disseminar o conhecimento geocientífico para toda a sociedade e promover um turismo mais educativo e consciente, além de impulsionar o desenvolvimento regional.

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Atrativos geoturísticos na plataforma

Além do passeio virtual à Serra dos Carajás, a plataforma do SGB incentiva o geoturismo oferecendo visitas remotas ao Parque Nacional da Serra da Capivara (PI), Parque Nacional da Serra do Cipó (MG), Seridó Geoparque Mundial da UNESCO, Parque Nacional da Serra da Canastra (MG) e Parque Nacional de Jericoacoara (CE).

*Com informações do SGB