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Em 2025, desmatamento tem redução de 11,08% na Amazônia

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Trecho de floresta às margens do Rio Negro, na Amazônia. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A área desmatada na Amazônia atingiu 5.796 km² de agosto de 2024 a julho de 2025, o que representa queda de 11,08% do desmatamento em relação ao período anterior, de agosto de 2023 a julho de 2024, segundo estimativa do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgada no dia 30 de outubro, em Brasília (DF).

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Esta é a terceira menor taxa da série histórica, que começou a ser medida em 1988, e o terceiro ano consecutivo de redução desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acumula 50% de declínio do desmatamento no bioma em 2025 na comparação com 2022.

“A redução do desmatamento na Amazônia pelo terceiro ano consecutivo nesta gestão e no Cerrado pelo segundo ciclo seguido é a confirmação de que a agenda ambiental é prioritária e transversal no governo do presidente Lula”, afirmou Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

O Cerrado também manteve a tendência de retração. A taxa oficial de desmatamento para o período foi de 7.235,27 km², o que equivale a uma queda de 11,49% em relação ao período de agosto de 2023 a julho de 2024. É o segundo ano consecutivo de redução, após cinco de alta (2019 a 2023).

Com o resultado, foi evitada a emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO2e por desmatamento na Amazônia e no Cerrado desde 2022. O valor equivale às emissões relativas a 2022 de Espanha e França somadas.

“Estes números são fruto do compromisso do nosso governo em zerar o desmatamento em todo o país até 2030 e das ações implementadas desde o início de nossa gestão. Manter a floresta em pé é mais lucrativo que destruí-la”, afirmou o presidente Lula em postagem nas redes sociais.

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Redução do desmatamento até 2030

Os números, segundo o governo, são fruto do compromisso em zerar o desmatamento em todo o país até 2030 e das ações implementadas desde o início da gestão do presidente Lula para cumprir essa meta. Entre elas, a reestruturação da governança ambiental, com a criação de Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento para a Amazônia, o Cerrado e demais biomas brasileiros, e a retomada da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas, que reúne 19 ministérios sob a presidência da Casa Civil e a secretaria-executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA)

Em 2025, desmatamento tem redução de 11,08% na Amazônia
Evolução do desmatamento na Amazônia segundo a medição do Inpe.

Ibama e ICMBio

Na Amazônia, de 2023 a 2025 em comparação ao intervalo de 2020 a 2022, o Ibama ampliou a aplicação de autos de infração relacionados à flora em 81%, de multas, em 63%, e de embargos, em 51%, com crescimento de 49% da área embargada.

No Cerrado, o órgão aumentou, no período, a aplicação de autos de infração relacionados à flora em 24%, de multas, em 130%, e de embargos, em 38%, com elevação de 26% da área embargada. 

Já o ICMBio realizou, na Amazônia, de agosto de 2024 a julho de 2025, 312 ações de fiscalização e lavrou 1.301 autos de infração e 816 embargos em unidades de conservação federais. No Cerrado, foram realizadas 91 operações, 402 autos de infração e 218 embargos.

Confira todos os resultados AQUI.

*Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Embarcação Uiara reforça monitoramento hidrológico na Amazônia

Uiara é a primeira embarcação nacional projetada para o monitoramento das águas na Amazônia. Foto: Divulgação/ANA

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Marinha do Brasil, por meio do Comando do 9° Distrito Naval (Com9°DN), realizaram, nesta sexta-feira (31/10), a cerimônia de lançamento da Embarcação de Apoio Fluvial nº 1 (EApFlu1). Uiara, como foi batizada, é a primeira embarcação nacional projetada para o monitoramento das águas na bacia Amazônica, consolidando uma parceria inédita entre a agência, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Marinha.

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Construída em Simões Filho, na Bahia, a Uiara percorreu cerca de 2.600 milhas náuticas contornando o litoral brasileiro até chegar à capital amazonense navegando pelo rio Amazonas. O projeto foi executado por meio de um Acordo de Cooperação Técnica entre a ANA e a Marinha, que supervisionou e assessorou tecnicamente a construção, garantindo a qualidade da embarcação e os padrões navais.

Nos termos das parcerias estabelecidas, o Centro de Hidrografia e Navegação do Noroeste (CHN-9) será responsável pela operação, manutenção e guarda da embarcação, que será utilizada por profissionais da ANA, do SGB e da própria Marinha em atividades de monitoramento no contexto da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN) e, eventualmente, em levantamentos hidrográficos.

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Embarcação Uiara reforça monitoramento hidrológico na Amazônia
Instrumentação hidrológica de ponta será usada para compreender o comportamento dos rios da Amazônia. Foto: Divulgação/ANA

Monitoramento e segurança hídrica na Amazônia

Responsável pela coordenação das atividades desenvolvidas pela Rede Hidrometeorológica Nacional, a ANA, em parceria com o Serviço Geológico do Brasil, desempenha o papel de monitoramento das águas do País.

Nesse sentido, visando a superar os desafios enfrentados para se operar as estações hidrológicas na Região Amazônica, a Agência contratou a construção de duas Embarcações de Apoio Fluvial, que permitirão um deslocamento rápido e seguro para as equipes responsáveis pelos trabalhos de monitoramento sobretudo nas regiões de difícil acesso, contribuindo para o monitoramento dos rios e a fiscalização dos usos de recursos hídricos no Brasil.

Equipada com instrumentação hidrológica de ponta, a Uiara permitirá a realização de medições de vazão, parâmetros de qualidade da água e transporte de sedimentos, informações fundamentais para compreender o comportamento dos rios da Amazônia e apoiar as previsões de cheias e secas na região. A embarcação também será essencial para a segurança da navegação e para o estudo da dinâmica geomorfológica dos rios da Amazônia Ocidental.

Além da Uiara, uma segunda embarcação, batizada de Jaci, em homenagem à deusa lua das tradições indígenas, está sendo construída no Estaleiro B3, em Simões Filho (BA). Ambas foram nomeadas em votação interna promovida pela ANA e pelo SGB em 2024, na qual “Uiara”, que significa “mãe d’água” ou “a dominadora”, recebeu 31,8% dos votos registrados. Por sua vez, “Jaci” ganhou 19,4% dos votos.

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A RHN

A ANA coordena as atividades desenvolvidas no âmbito da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN) conforme estabelecido pela Lei nº 9.984/2000 . A Agência possui uma rede de monitoramento de níveis e vazões de rios e de chuvas em todo o Brasil.

São mais de 4,5 mil estações de monitoramento, sendo aproximadamente 1.900 estações fluviométricas (medem níveis e/ou vazões de rios) e 2.800 estações pluviométricas (medem chuvas).

*Com informações da Agência Nacional de Águas

Porto Velho inaugura primeira clínica veterinária pública de Rondônia

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Foto: Pedro Bentes/Prefeitura de Porto Velho

A primeira clínica veterinária pública de Rondônia foi inaugurada no dia 29 de outubro em Porto Velho. De acordo com a Prefeitura da capital, o hospital vai oferecer estrutura completa para consultas, internações e cirurgias para pets de famílias de baixa renda, protetores independentes e animais em situação de rua.

A clínica está localizada no mesmo terreno do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e conta com equipamentos como canis, mesa cirúrgica, aparelho de raio-x, ultrassom e instrumentos para castração.

Leia também: Primeiro Hospital Veterinário público do Amazonas é inaugurado no Dia Mundial dos Animais

De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), o serviço estará disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Serão oferecidos os seguintes serviços:

  • consultas de rotina,
  • consultas de emergência,
  • laboratório de exames,
  • ultrassom,
  • raio-x e
  • cirurgias.

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Porto Velho inaugura primeira clínica veterinária pública de Rondônia
Foto: José Carlos/Sema PVH

Como os animais poderão ter acesso à clínica?

Para ter acesso aos serviços gratuitos, os tutores devem apresentar o CadÚnico. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Vinicius Miguel, os atendimentos serão feitos por ordem de chegada, com distribuição de senhas e triagem no local.

A gestão do espaço ficará sob responsabilidade da Sociedade Paulista de Medicina Veterinária, escolhida em julho por meio de chamamento público.

*Com informações da Rede Amazônica RO

Jaci: nome de deusa da Lua na mitologia indígena é escolhido para novo supercomputador brasileiro

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Nome é em homenagem à deusa da Lua na mitologia tupi-guarani, companheira de Tupã, nome do antigo supercomputador. Foto: Divulgação/Inpe

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) anunciam nesta sexta-feira (31) o nome escolhido para o novo supercomputador do Instituto: Jaci, em homenagem à deusa da Lua na mitologia tupi-guarani, companheira de Tupã, nome do antigo supercomputador.

A escolha foi feita por meio de uma votação aberta à sociedade, realizada pelas redes sociais do MCTI e do Inpe, entre 16 e 26 de outubro. Foram mais de 2 mil votos e quatro opções de nomes: Jaci, Arani, Aracy e Arandu, todos inspirados em línguas e mitologias de povos originários brasileiros.

A campanha intitulada ‘Um Nome para o Futuro’ simbolizou a integração entre ciência, tecnologia, cultura brasileira e participação pública.

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Quem é Jaci?

O nome Jaci representa sabedoria, renovação e a força da natureza. O mito apresenta Jaci e Tupã como forças complementares, cuja união reflete o equilíbrio e a harmonia necessários para a existência.

Assim como Tupã, que simboliza o trovão e o poder dos céus, Jaci representa o brilho da Lua e o ciclo da noite, refletindo de forma simbólica a missão científica do Inpe.

Um salto tecnológico para a ciência e a sociedade

Instalada no Centro de Dados Científico do Inpe, em Cachoeira Paulista (SP), Jaci é uma máquina de alto desempenho que multiplica por até seis vezes a capacidade de processamento e amplia em 24 vezes o armazenamento de dados em relação ao Tupã. Com isso, o Brasil avança significativamente na geração de previsões de tempo e clima mais rápidas, detalhadas e confiáveis, fundamentais em um contexto em que os eventos climáticos extremos se acentuam.

A nova máquina permite rodar modelos de previsão de tempo e clima com resolução espacial de até 3 km, um salto em relação aos 20 km do supercomputador anterior. Essa melhoria permite identificar fenômenos locais, como ondas de calor em áreas específicas de grandes cidades, tempestades intensas em regiões delimitadas e efeitos de serras e vales sobre o clima.

Essa melhoria contribui diretamente para a emissão de alertas antecipados de desastres naturais e climáticos, oferecendo apoio estratégico à Defesa Civil, à agricultura, ao setor energético e à gestão pública, além de mais segurança para a população.

Jaci: nome de deusa da Lua na mitologia indígena é escolhido para novo supercomputador brasileiro
Foto: Divulgação/Inpe

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Projeto Risc e Monan: infraestrutura estratégica e soberania científica

Jaci é o primeiro supercomputador do Projeto Risc (Renovação da Infraestrutura de Supercomputação do Inpe), financiado pela Financiador de Estudos e Projetos (Finep) com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O projeto prevê a aquisição de outros três supercomputadores até 2028, além da modernização de toda a infraestrutura elétrica, de refrigeração e de armazenamento de dados e da implementação de uma usina de geração de energia elétrica fotovoltaica, tornando o centro de dados do Instituto mais eficiente e sustentável.

No centro desse avanço está o Monan (Modelo para Previsões de Oceano, Terra e Atmosfera), o modelo climático brasileiro de código aberto, desenvolvido para representar com mais fidelidade as condições tropicais e subtropicais da América do Sul. O Monan integra dados da atmosfera, dos oceanos, da superfície terrestre e da química atmosférica, permitindo antecipar ondas de calor, estiagens e enchentes com maior exatidão.

Com a máquina Jaci já em operação, o Inpe entra em uma nova fase da supercomputação científica no Brasil. Essa nova capacidade computacional fortalece as pesquisas sobre mudanças climáticas, permitindo a elaboração de cenários futuros que subsidiam as Comunicações Nacionais do Brasil à Convenção do Clima e a participação do País em iniciativas internacionais, como o CMIP do IPCC, consolidando o instituto como referência em ciência, tecnologia e soberania climática.

*Com informações do Inpe e do MCTI

Primeiro glossário do Baile de São Gonçalo é desenvolvido em São Luís

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Glossário sobre o Baile de São Gonçalo foi criado por meio de pesquisa da UFMA. Foto: Reprodução/UFMA

Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) registrou, pela primeira vez, os termos e as expressões usados no Baile de São Gonçalo, em São Luís. A manifestação religiosa e cultural, trazida de Portugal no período colonial, permanece viva em comunidades da capital formadas por migrantes da Baixada Maranhense.

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O estudo foi realizado pela mestra em Letras, Tatiana do Nascimento Cunha, e tem por foco a preservação dessa tradição que reúne dança, música e recitação de versos, geralmente, como pagamento de promessas ao santo São Gonçalo.

De acordo com Tatiana, “os termos utilizados no Baile de São Gonçalo são próprios dos participantes, e, com o glossário, o público em geral poderá compreender, de uma forma mais clara e mais pontual, sobre esses termos”.

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A pesquisa de campo ocorreu em cinco bairros com forte presença de famílias oriundas da Baixada: Bairro de Fátima, Primavera Bom Jesus, Residencial Paraíso, Vila Bacanga e Vila Embratel.

Foram entrevistadas doze pessoas que exercem funções no Baile, como promissários, guias e dançantes. As conversas geraram mais de dez horas de gravações, posteriormente transcritas e analisadas com auxílio de ferramentas de inteligência artificial e softwares de processamento linguístico.

Primeiro glossário do Baile de São Gonçalo é desenvolvido em São Luís
Foto: Reprodução/Instituto Nova Era – Maranhão

Glossário representa fortalecimento cultural

O resultado foi um glossário com 56 termos especializados, organizados em seis campos semânticos. O mais produtivo deles foi o campo da dança, com 38 palavras relacionadas aos passos e movimentos.

Consta entre os termos, “glancher”, passo no qual o casal gira com uma mão na cintura, e a outra, levantada; “capacete”, enfeite usado pelos dançantes; e “contraguia”, dançarino que conduz o grupo por dominar os rituais do baile.

A pesquisadora também identificou variações denominativas, ou seja, expressões diferentes usadas para o mesmo gesto ou objeto, dependendo da comunidade entrevistada. 

“Para as comunidades onde a pesquisa foi feita, esses relatos representam o fortalecimento de suas raízes ligadas à cultura popular. Para o meio acadêmico, a pesquisa em terminologia cultural leva ao glossário, que é fundamental para salvaguardar termos próprios de um grupo social específico, que, nesse caso, são os participantes do Baile de São Gonçalo”, diz, Tatiana.

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O trabalho contribui para a documentação de uma manifestação popular que se mantém viva, principalmente, pela oralidade e práticas comunitárias. A expectativa é que o glossário estimule novos estudos e ações de valorização do Baile de São Gonçalo em São Luís.

A pesquisa foi orientada pela professora do Curso de Letras – Português-Espanhol da UFMA, Georgiana Márcia Oliveira Santos, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA).

*Com informações da UFMA

Estudante indígena cria projeto com drones para monitorar florestas no Tumucumaque

Projeto usa drones para proteger terras indígenas no Tumucumaque, no Amapá. Foto: Glauber Tiriyó/Acervo pessoal

Um projeto criado pelo estudante de direito Glauber Tiriyó, da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), está levando o uso de drones para comunidades indígenas no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. A iniciativa busca reforçar a vigilância do território com apoio da tecnologia e já foi reconhecida em premiações nacionais.

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Chamado de Tarëno Enu — que significa “olho do indígena” na língua Tiriyó — o projeto une o conhecimento tradicional dos mais velhos com a habilidade dos jovens em operar equipamentos modernos. A proposta é preservar a floresta e garantir a segurança das comunidades que vivem na região.

Glauber, que é indígena do povo Tiriyó, iniciou o projeto em 2023 com um curso de operação de drones. Quinze indígenas participaram da primeira turma. Segundo ele, a ideia é valorizar o modo como os mais antigos faziam a vigilância a pé, conectando esse saber com a tecnologia.

“A gente garante a dignidade dos idosos e dos jovens. Os mais velhos conhecem os caminhos da floresta, e os jovens trazem a inovação”, explicou Glauber.

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Encontro com lideranças indígenas do Amapá debate a COP 30

Por enquanto, a ação foi realizada apenas uma vez, devido ao alto custo dos equipamentos. O estudante também pretende criar um curso de formação de guarda-parques voltado exclusivamente para indígenas.

Mesmo com recursos limitados, o projeto já foi finalista do Prêmio Chico Vive e do Bioma Amazônia. Glauber chegou a apresentar a proposta ao ator Bruno Gagliasso, um dos idealizadores do prêmio.

“Fiquei muito feliz por ter sido finalista. Apresentei o projeto e convidei o Bruno para conhecer o processo de formação dos guarda-parques indígenas”, contou.

O Tarëno Enu também está entre os finalistas do Prêmio Na Prática: Protagonismo Universitário, que reconhece estudantes com impacto social e resultados acadêmicos e profissionais. A premiação acontece na próxima segunda-feira (3), em São Paulo.

Estudante indígena cria projeto com drones para monitorar florestas no Tumucumaque
Foto: Reprodução/ICMBio

Parque Tumucumaque

O Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque é a maior unidade de conservação de proteção integral do Brasil.

Criado em 2002, ele ocupa mais de 3,8 milhões de hectares nos estados do Amapá e Pará, abrangendo municípios como Almeirim, Calçoene, Laranjal do Jari, Oiapoque, Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio.

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A área preserva uma das regiões mais remotas da Amazônia, com rica biodiversidade, trilhas, corredeiras e cachoeiras. O parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e recebe visitantes mediante autorização prévia.

*Por Luan Coutinho, da Rede Amazônica AP

Livro reúne narrativas sobre visagens e assombrações inspiradas na cultura marabaense

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Foto: Augusto Miranda/Agência Pará

O livro ‘Contos de Terror de Marabá‘, de autoria da professora Suellen Cordovil, do Instituto de Linguística, Letras e Artes (ILLA) reúne dez narrativas inspiradas nas visagens e assombrações tradicionais da região marabaense, no Pará.

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O evento de lançamento foi realizado no dia 22 de outubro com apoio financeiro oriundo da modalidade de fomento à execução de ações culturais, conforme previsto no inciso I do art. 8º do Decreto nº 11.453/2023, celebrado com agente cultural selecionado nos termos da Política Nacional da Aldir Blanc (PNAB).

Como contrapartida à iniciativa de incentivo, foi promovida uma oficina de escrita criativa, voltada ao público interessado em literatura, especialmente nas áreas do gótico e do fantástico. O objetivo da atividade foi estimular a produção literária local e valorizar as manifestações culturais da Amazônia.

Segundo a autora, a inspiração para os contos surgiu a partir das histórias sobrenaturais relatadas por moradores da região.

“Essas narrativas fazem parte da nossa memória amazônica. Marabá é um lugar de mistérios e misturas culturais, e as visagens e assombrações são parte viva da identidade da região”, destacou Suellen Cordovil.

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Debates ajudaram a criar o livro

A pesquisadora explica que o livro nasceu a partir de reflexões e debates em seu grupo de pesquisa sobre os estudos do fantástico, o que a motivou a unir a ficção fantástica à vertente gótica marabaense. Os contos também apresentam elementos de eco-horror, explorando a relação entre o ser humano e o meio ambiente amazônico.

“O terror é constantemente vivido pela humanidade. Por isso, busquei retratar essas vivências sombrias e fantasmagóricas de Marabá, um território rico para o desenvolvimento dessa ambientação gótica”, ressaltou a autora. 

Entre as principais influências para a obra está o livro ‘Visagens e Assombrações de Belém’, do escritor amazônico Walcyr Monteiro, que serviu como referência para a criação de uma narrativa voltada à cultura do Sul e Sudeste do Pará.

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Livro reúne narrativas sobre visagens e assombrações inspiradas na cultura marabaense
Fotos: Reprodução/Unifesspa

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Suellen Cordovil agradeceu o apoio da Lei Paulo Gustavo, que viabilizou a publicação e distribuição do livro em escolas e bibliotecas da região.

“Eu espero que o leitor crie/escreva novas narrativas e lembre de suas vivencias com essas personagens sobrenaturais e monstruosas na obra. Eles poderão vislumbrar novos fins as histórias que escrevi, podendo ir mais além do que eu já escrevi ou imaginei”, concluiu.

*Com informações da Unifesspa

Brasil e França firmam acordo para desenvolver base de balões estratosféricos em Palmas

Foto: Divulgação

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Chamon, esteve na França para participar da 7ª Summit for Space Sustainability (Cúpula para a Sustentabilidade Espacial), realizada nos dias 22 e 23 de outubro, em Paris.

O evento, coorganizado pela Secure World Foundation, pelo Centre National d’Études Spatiales (CNES) e pelo Governo da França, reuniu especialistas e autoridades de diversos países para discutir soluções que garantem a sustentabilidade de longo prazo das atividades espaciais.

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Durante a cúpula, a AEB e o CNES assinaram um acordo de cooperação para o desenvolvimento de uma base de lançamento de balões estratosféricos na região de Palmas (TO). A assinatura foi realizada pelo presidente da AEB, Marco Chamon, e pelo CEO interino do CNES, Lionel Suchet, e reforça o compromisso entre os dois países no avanço de tecnologias e pesquisas em ambiente de alta altitude.

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Brasil e França firmam acordo para desenvolver base de balões estratosféricos em Palmas
Presidente da AEB, Marco Chamon, e CEO interino do CNES, Lionel Suchet, assinam acordo de cooperação. Foto: Divulgação/AEB

UFT participa do projeto

O projeto conta com a participação da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e integra um programa mais amplo da AEB, voltado à oferta de oportunidades frequentes de voos por balões à comunidade espacial brasileira e sul-americana.

A iniciativa também amplia a cooperação científica internacional, ao permitir que o CNES disponibilize novas oportunidades de voo em latitudes equatoriais — centradas em torno de 10° Sul — para pesquisadores europeus.

Na segunda quinzena de agosto de 2023, o então reitor, professor Luís Eduardo Bovolato, participou da delegação brasileira (composta por representantes da AEB e da UFT) em visita técnica à base de balões estratosféricos da cidade canadense de Timmins (na província de Ontário).

O objetivo da visita foi acompanhar as atividades de lançamento de balões estratosféricos conduzidas pela Agência Espacial Canadense (CSA) e pela Agência Espacial Francesa (CNES) e explorar possibilidades de cooperação espacial e tecnológica.

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Para o coordenador de Segmento Solo da AEB, Carlos Eduardo Quintanilha, o acordo marca o retorno do Brasil às operações com balões estratosféricos de grande porte. Segundo ele, essa modalidade de voo é uma alternativa eficaz e econômica para testar tecnologias e sensores que poderão ser utilizados em satélites.

“Os dados coletados em grandes altitudes são fundamentais para o estudo do acoplamento atmosfera-ionosfera — a interface entre o espaço sideral e o geoespaço — e contribuem para o aprimoramento da modelagem científica da circulação global, beneficiando diretamente a previsão de tempo e clima”, destacou.

Quintanilha acrescentou que o acesso aos voos do CNES permitirá à AEB lançar anúncios de oportunidades para pesquisadores de todo o país, incentivando experimentos e parcerias com grupos internacionais.

Ele ressaltou ainda a importância da UFT na implantação do Centro de Operações com Balões da Região Amazônica (COBRA). “Essa cooperação tem potencial para gerar resultados significativos, especialmente em modelos hidroagrometeorológicos que beneficiarão a região de Palmas e seu entorno”, completou.

Brasil sediará o próximo encontro

Na mesma ocasião, a AEB firmou um acordo com a Secure World Foundation para que o Brasil sedie, em 2026, a oitava edição da Summit for Space Sustainability. O evento é um dos principais fóruns internacionais dedicados à discussão de práticas e políticas que asseguram o uso responsável e duradouro do ambiente espacial. O acordo foi assinado pelo presidente da AEB, Marco Antonio Chamon, e pelo diretor executivo da Secure World Foundation, Peter Martinez.

Para Chamon, o tema da sustentabilidade espacial é cada vez mais urgente diante do aumento de satélites em órbita e da crescente geração de detritos espaciais. Ele lembrou que, em 2023, o satélite Amazonia 1 foi atingido por uma pequena peça de lixo espacial, o que reforçou a importância de manter atenção constante sobre o assunto.

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“O espaço exterior tornou-se indispensável em nosso cotidiano — da meteorologia às comunicações —, mas sua preservação é essencial para a continuidade dessas atividades”, afirmou o presidente da AEB.

Foto: Divulgação/AEB

Segundo Chamon, a realização da próxima edição do Summit for Space Sustainability no Brasil reforça o papel do país nas discussões globais sobre o tema. “Sediar esse evento coloca o Brasil no centro das discussões internacionais sobre sustentabilidade espacial”, concluiu.

A presença da AEB na 7ª Summit for Space Sustainability destaca o protagonismo do Brasil nas discussões globais sobre sustentabilidade espacial e cooperação internacional em ciência e tecnologia.

AEB

A Agência Espacial Brasileira (AEB), órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (Sindae), é uma autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.

Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.

*Com informações da UFT

Fundação Rede Amazônica participa do Banzeiro da Esperança com painel sobre gestão de resíduos sólidos em Belém

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Foto: Divulgação

A Fundação Rede Amazônica (FRAM) é parceira da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) na nova edição do Banzeiro da Esperança, embarcação cultural que navega pelos rios da Amazônia levando arte, conhecimento e debates sobre sustentabilidade. Neste ano, o barco segue rumo à COP30, conectando comunidades, instituições e lideranças amazônicas em uma jornada que une tradição e inovação.

A viagem do Banzeiro da Esperança terá início no dia 4 de novembro, com saída de Manaus, seguindo viagem pelos rios amazônicos até Parintins e, em seguida, Belém, onde faz a parada antes de retornar para Manaus.

🌱💻 Saiba mais sobre a COP30 aqui

Como parte da programação, e pela primeira vez realizado dentro de um barco, no dia 12 de novembro, o auditório Pororoca, a bordo do Banzeiro, recebe o painel promovido pela Fundação Rede Amazônica, com o tema “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos”.

O encontro reunirá especialistas e personalidades locais para discutir desafios e soluções relacionadas à destinação correta dos resíduos e aos impactos ambientais nas cidades amazônicas.

Entre os painelistas confirmados está Reginaldo Bezerra, diretor de Negócios da Guamá Tratamento de Resíduos, referência no setor ambiental no Pará. A proposta é promover um espaço de diálogo que fortaleça o compromisso com práticas sustentáveis e políticas públicas eficazes voltadas à gestão de resíduos na região Norte.

O Banzeiro da Esperança é uma iniciativa da FAS, que este ano realiza uma travessia de Manaus até Belém, com paradas em Parintins e Santarém. O barco se transforma em um espaço de troca de saberes, apresentações culturais e painéis temáticos que antecedem a COP30, conferência global sobre mudanças climáticas que acontecerá em novembro de 2025, em Belém.

Fundação Rede Amazônica

A participação da Fundação Rede Amazônica reforça o papel da instituição como parceira estratégica na comunicação e promoção de temas essenciais para o futuro da Amazônia, ampliando a visibilidade de ações e projetos que unem sustentabilidade, inovação e protagonismo regional.

Com o painel em Belém, a expectativa é que o Banzeiro da Esperança siga fortalecendo pontes entre comunidades, poder público e iniciativa privada — e que a Amazônia continue sendo voz ativa nas discussões que definirão o futuro do planeta.

Pesquisa no Pará busca mapear biodiversidade do mar amazônico

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Foto: Eduardo Tavares Paes/Acervo pessoal

Mapear e estudar de forma aprofundada a biodiversidade existente na chamada “Amazônia azul”, quilômetros de mar amazônico ainda pouco conhecidos pela ciência. Esse é o objetivo dos pesquisadores que embarcaram dia 24 de outubro no “Ciências do Mar II”, um barco laboratório de ensino e pesquisa, em Belém (PA), e deve percorrer mais de 3 mil km em mar aberto.

A coordenação do cruzeiro na região é da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e vai reunir uma equipe com nove pesquisadores e nove estudantes da Ufra e de outras instituições brasileiras, que juntos vão permanecer em torno de dez dias realizando estudos no mar. Microorganismos, microalgas, invertebrados, crustáceos, esponjas, peixes, baleias, golfinhos, aves, tudo isso vai ser observado. 

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“Existe um saber de alto nível voltado para a Amazônia verde, as florestas, a área continental. Mas a parte costeira, marinha, ainda é pouco conhecida. Nessas pesquisas esperamos encontrar inclusive espécies que ainda não foram descritas pela ciência, espécies novas. O mar amazônico vai do Amapá ao Piauí, são quilômetros de extensão e se conhece de forma muito superficial essa biodiversidade toda. Sabemos, por estudos anteriores, que na Amazônia existe um mar de esponjas único do mundo, um verdadeiro jardim submarino com esponjas de vários metros de altura e ainda pouco conhecidos”, diz o coordenador-chefe do cruzeiro na Amazônia, Eduardo Tavares Paes, doutor em Oceanografia e professor da Ufra. 

Segundo o pesquisador, esse tipo de projeto também ajuda a preservar o ambiente, especialmente diante das mudanças climáticas. “Nós já sabemos que em muitas regiões, no arquipélago do Marajó, por exemplo, já existe salinização dos rios, porque o oceano está entrando. Mas quanto isso impacta diretamente na fauna marinha, que consequentemente impacta nas comunidades locais?”, diz.

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O navio também serve para a formação prática de alunos de graduação e pós-graduação dos cursos de biologia marinha, engenharia de pesca, engenharia ambiental e da pós-graduação em Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais da Ufra.

A embarcação é equipada com laboratórios, guinchos, guindastes e outros equipamentos científicos, para que os estudantes possam aprender seus usos e realizar pesquisas, coletas e análises de amostras. 

“Uma das metas é formar alunos através da  experiência embarcada. Por isso pesquisadores mais experientes e alunos que vão aprender a bordo os protocolos, usar equipamentos e ter um treinamento mais avançado nos estudos e planejamento”, diz o coordenador. 

O navio Ciências do Mar II faz parte de uma frota nacional de quatro embarcações idênticas, financiados por edital dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), do CNPq e adquirida pelo Ministério da Educação em parceria com a Marinha Brasileira.

O objetivo é conhecer de maneira aprofundada e comparável, a biodiversidade marinha do país, do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS). Pela primeira vez, esses quatro navios realizam os cruzeiros no mesmo período, em todo o país. Já foram realizados cruzeiros no Sul, Sudeste e Nordeste. E agora é a vez da região Norte, mais especificamente, da “Amazônia Azul”.  

“É a primeira vez no Brasil que se faz um ampla prospecção biológica e oceanográfica ao mesmo tempo, com a mesma metodologia, mesmo tipo de coleta de dados, imagens de satélite, medidas de corrente, coletas de agua. É um grande esforço para se conhecer a biodiversidade brasileira. E pela primeira vez também a Ufra entra no cenário nacional das Ciências Marinhas, participando como protagonista, uma conquista que a universidade celebra nesse momento”, diz o pesquisador. 

Pesquisa paraense busca mapear biodiversidade do mar amazônico
Professor Eduardo Tavares Paes, da Ufra, é o coordenador-chefe do cruzeiro na Amazônia. Foto: Eduardo Tavares Paes/Acervo pessoal

Trabalho no mar amazônico segue em 2026

O materiais biológicos coletados nos embarques serão analisados tanto in loco quanto nos laboratórios da universidade, inclusive com equipamentos que a universidade adquiriu pelo projeto e que vão permanecer na instituição. 

Estão previstos mais dois embarques, em 2026, mas a meta é continuar com esse tipo de trabalho. “O conhecimento não se encerra nesse cruzeiro. A ideia é que aos poucos possamos constituir cruzeiros regulares que não dependam mais de recursos de fora da Amazônia, que as nossas universidades consigam captar recursos e ter suas embarcações e centros de pesquisa, esse é só o começo. Daqui há algum tempo quem sabe não temos um Centro de Estudos de Biodiversidade Marinha Amazônica, que ainda não tem nenhum”, diz Paes.

*Com informações da Ufra