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Saiba o que aproveitar no Museu das Amazônias no início de 2026

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Ações de férias estimularão criatividade, brincadeiras, aprendizado e convivência, com acessibilidade, inclusão e diversidade nos museus. Foto: Divulgação/Agência Pará

Mostra audiovisual, apresentações culturais, atividades sensoriais e oficinas de escrita, dança, pintura e desenho integram a programação educativa e cultural do Museu das Amazônias, em Belém (PA), nos meses de janeiro e fevereiro de 2026. Pensada como uma opção de lazer e aprendizado durante o período de férias escolares, a agenda tem como objetivo promover experiências que conectam arte, cultura, ciência e os saberes das “Amazônias”.

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As atividades começam no dia 2 de janeiro e seguem até 8 de fevereiro, reunindo mais de 70 ações gratuitas voltadas principalmente para crianças, adolescentes e pessoas com deficiência, além de propostas para público livre e famílias. A programação completa pode ser conferida, semanalmente, nas redes sociais oficiais do Museu das Amazônias (@museudasamazonias).

As ações de férias foram planejadas para estimular a criatividade, o brincar, o aprendizado e a convivência, a partir de uma perspectiva acessível, inclusiva e diversa. Segundo Grazielle Giacomo, gerente técnica do Museu das Amazônias, a programação reforça o papel do museu como espaço de encontro, educação e imaginação durante o recesso escolar.

“As férias são um momento importante para fortalecer vínculos, estimular a curiosidade e ampliar o acesso à cultura. A programação foi construída para acolher diferentes públicos, especialmente crianças, famílias e pessoas com deficiência, oferecendo experiências educativas, sensoriais e lúdicas que dialogam com os territórios, saberes e culturas das Amazônias”, destaca a gerente técnica.

museu das Amazônias
Museu das Amazônias visto de fora. Foto: Divulgação / Agência Pará

Inscrições para as férias no museu

 As inscrições são gratuitas e devem ser feitas presencialmente, minutos antes do início de cada atividade, estando sujeitas à lotação. A programação completa, organizada por semana, pode ser consultada nos canais oficiais do museu.

Com a agenda de férias, o Museu das Amazônias reforça o compromisso com a democratização do acesso à cultura, à educação museal e a valorização das múltiplas Amazônias, oferecendo ao público uma programação diversa, acessível e de qualidade no início de 2026.

Uma novidade neste início de 2026 é o horário estendido de funcionamento durante os meses de janeiro e fevereiro, repetindo a experiência bem-sucedida adotada no período da COP30. O museu funcionará de quinta-feira a terça-feira, das 10h às 20h, com última entrada às 19h. Às quartas-feiras, o espaço permanece fechado para manutenção semanal.

Programação da primeira semana de janeiro

02/01/2026

Oficina educativa | De Cantos e Histórias: Cosmologia dos Pássaros
 10h30 I Crianças de 6 a 12 anos
 Narrativas indígenas dos povos Tukano, Yanomami e Desana sobre os pássaros, com sons, conversas e criação de um pássaro de lã.

Oficina educativa | Introdução às Constelações Tupi-Guarani
 15h I Crianças de 6 a 12 anos
 Apresenta a visão tupi-guarani sobre o céu e o papel das constelações na vida cotidiana, rituais e colheitas.

03/01/2026

Atividade educativa | Visita Educativa Cognitiva Sensorial
 9h I Pessoas com deficiência e acompanhantes
 Percurso acessível e sensorial pelo museu, com materiais táteis, atividades corporais e recursos como LIBRAS.
Oficina educativa | Corpo-Território: Movimento das Amazônias
 10h30 I Livre
 Vivência corporal com movimento e respiração para perceber o corpo em relação ao ambiente amazônico.
Oficina educativa | Ateliê das Aves: Pintura em Miriti
 15h I Crianças de 6 a 12 anos
 Pintura de aves amazônicas em miriti, unindo arte, cultura e biodiversidade.
 
04/01/2026

Atividade educativa | Um Dia de Arqueólogo(a)
 10h30 I Crianças de 6 a 12 anos
 Simulação de escavação arqueológica para conhecer cerâmicas e saberes dos povos originários da Amazônia.
Atividade educativa | Cine Clube Infantil
 15h I Crianças de 6 a 12 anos
 Exibição de filmes inspirados nas Amazônias, seguida de conversa com o diretor.
 
05/01/2026

Atividade educativa | Circuito Brincante: Ciranda dos Bichos
 10h30 I Crianças de 6 a 12 anos
 Jogos e brincadeiras inspirados nos animais da floresta, celebrando a diversidade amazônica.
Atividade educativa | Visita Educativa: Memórias para Adiar o Fim do Mundo
 15h I Crianças de 6 a 12 anos e famílias
 Visita à exposição Ajuri inspirada nas ideias de Ailton Krenak, com partilha de memórias e histórias.

06/01/2026

Atividade educativa | Circuito Brincante: Na Aldeia do Riso
 10h30 I Crianças de 6 a 12 anos e famílias
 Jogos inspirados nos Hotxuá do povo Krahô, explorando o riso como cura e criação de vínculos.
Atividade educativa | Visita Educativa: Os Caminhos das Águas
 15h I Crianças de 6 a 12 anos
 Atividades interativas sobre os rios voadores e a relação das águas com a história de Belém.
 
08/01/2026

Oficina educativa | Folha-Bicho, Bicho-Folha: Animais Amazônicos, Dobraduras e Preservação Ambiental
 10h30 I Crianças de 6 a 12 anos
 Oficina que une arte e ciência para apresentar a fauna amazônica por meio de dobraduras e pintura.
Oficina educativa | Contação de Histórias – “Faz do Conto: A História da Cobra Canoa”
 15h I Crianças de 6 a 12 anos
 Narrativa ancestral da Cobra Canoa, abordando origem, tradição e conexão com a natureza.

Museu das Amazônias

O Museu das Amazônias está localizado no Complexo Porto Futuro, Galpão 4A — Avenida Marechal Hermes, n°14, bairro do Reduto, em Belém (PA).

Funciona de quinta a terça, das 10h às 20h (última entrada às 19h). O horário especial é válido nos meses de janeiro e fevereiro de 2026 e a entrada é gratuita nesta temporada.

*Com informações da Agência Pará

Museu da Amazônia recebe Licença de Operação do Ipaam para jardim zoológico

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Museu da Amazônia. Foto: Reprodução / Agência Amazonas

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) concedeu Licença de Operação ao Museu da Amazônia (Musa) para a atividade de jardim zoológico. O Musa está localizado na Avenida Margarita, nº 6.305, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus (AM) e avança em sua atuação, com o documento que agora autoriza o funcionamento da atividade conforme as normas ambientais vigentes, com validade até 12 de dezembro de 2026.

Leia também: 16 curiosidades sobre o Museu da Amazônia que você precisa conhecer

A licença, de nº 000867/2025, tem como finalidade regularizar a operação do empreendimento, enquadrado como jardim zoológico, considerando a visitação pública e as atividades desenvolvidas no espaço. O processo de licenciamento foi conduzido com base em análise técnica e atende aos critérios estabelecidos pela legislação ambiental estadual.

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licença musa
Torre de observação do MUSA. Foto: Divulgação / Valter Calheiros

De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a concessão da Licença de Operação ao Musa reforça o compromisso do órgão ambiental com a legalidade, a conservação da fauna silvestre e o fortalecimento de iniciativas que aliam pesquisa científica, educação ambiental e preservação dos recursos naturais no Amazonas.

“O licenciamento ambiental é um instrumento fundamental para garantir que atividades como essa sejam desenvolvidas de forma responsável, respeitando o meio ambiente e assegurando o bem-estar da fauna. O Musa é um espaço importante de educação ambiental e pesquisa, e o papel do Ipaam é justamente assegurar que tudo funcione dentro das normas”, destacou Gustavo Picanço.

Processo de concretização da licença

Segundo a gerente de Fauna do Ipaam, Sônia Canto, o licenciamento do Museu da Amazônia foi resultado de um processo técnico construído em diálogo com o empreendimento, a partir de análises realizadas pela equipe do órgão ambiental. Ela explicou que, pelas características do espaço, foi necessária uma avaliação criteriosa para definir o enquadramento mais adequado à atividade desenvolvida.

“O Musa procurou o Ipaam para se regularizar. Não se trata de criação de animais silvestres propriamente dita, nem de um jardim zoológico tradicional. É um espaço com forte cunho educacional e científico, com serpentário, aracnidário, borboletário, aquários e coleções biológicas, voltado à educação ambiental. Conseguimos enquadrá-los como jardim zoológico em razão da visitação e das características do espaço. Vejo essa licença como o primeiro passo de uma parceria, com possibilidade de avançar para projetos ainda mais amplos voltados à conservação da fauna silvestre”, afirmou Sônia Canto.

O empreendimento, de pequeno porte, ocupa uma área útil de aproximadamente 0,99 hectare, sendo autorizado a operar exclusivamente como jardim zoológico.

O Ipaam ressalta que a manutenção da licença está condicionada ao cumprimento integral das exigências ambientais estabelecidas no documento, que podem ser fiscalizadas a qualquer momento pelo órgão.

*Com informações da Agência Amazonas

*Contém informações da Agência Amazonas

Praga da mandioca deixa agricultores de Presidente Figueiredo, no Amazonas, em alerta

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A mandioca é um tubérculo muito encontrado na região Norte. Foto: Marcos Santos/USP

Técnicos da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) estão percorrendo comunidades rurais de Presidente Figueiredo para orientar agricultores sobre a praga conhecida como vassoura-de-bruxa da mandioca. O fungo já ameaça plantações no Amapá e no Pará e pode comprometer a base alimentar de muitas famílias no Amazonas, deixando os profissionais em alerta.

Leia também: Vassoura-de-bruxa: fungo asiático destrói plantações de mandioca da região Norte

Morador da comunidade Rumo Certo há oito anos, o agricultor Pedro Pereira cultiva macaxeira e diz que nunca tinha ouvido falar da praga. Agora, afirma que a ordem é redobrar a atenção.

“Preocupa muito, muito mesmo. Pra quem está plantando tem que tomar bastante cuidado, não trazer sementes de outros estados, para prevenir antes que chegue aqui no município”, disse.

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Segundo o engenheiro agrônomo da Adaf, Acássio Eugênio, a praga ainda não foi registrada no Amazonas. No entanto, já está presente em áreas do Amapá e do Pará.

“Nós temos levado informações para os agricultores, conscientizando sobre os sintomas e pedindo que, em caso de suspeita, notifiquem a Adaf. Também vamos iniciar monitoramentos nas lavouras de mandioca do estado para proteger a mandiocultura amazonense”, explicou.

mandioca
Mandiocas do Amazonas. Foto: Divulgação / Siglia Souza

Na comunidade, agricultores participaram de uma roda de conversa sobre o tema. Francisco Ferreira destacou a importância do alerta antecipado: “É preocupante, mas é bom ter aviso para tomar providências e não ser prejudicado mais adiante”.

Zito Serra disse que vai reforçar a fiscalização: “Foi passado para nós não pegar produto de outra área ou município”.

Já Luiz Alves contou que ficou surpreso: “Nunca tinha ouvido falar dessa praga na mandioca. É mais uma preocupação, mas agora temos que ficar atentos e comunicar qualquer diferença”.

Sintomas da doença da praga da mandioca

De acordo com a Adaf, os sinais da vassoura-de-bruxa são fáceis de identificar:

  • Brotações deformadas que lembram uma vassoura;
  • excesso de ramos finos e fracos;
  • folhas amareladas que secam aos poucos;
  • morte da planta de cima para baixo, até as raízes.

O engenheiro agrônomo reforça que qualquer suspeita deve ser comunicada imediatamente. Ele alerta ainda para que agricultores não transportem manivas de estados onde a praga já foi registrada.

O órgão informou que segue acompanhando as plantações e reforça que qualquer suspeita deve ser informada. O objetivo é manter a produção de mandioca no Amazonas livre da ameaça e garantir a segurança alimentar das famílias que dependem do cultivo.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Fim de Ano Amazônico: Réveillon de Macapá 2026 é transmitido pelo canal Amazon Sat

Foto: Divulgação/ Agência Amapá

O canal Amazon Sat transmite neste 31 de dezembro a festa de Réveillon com a queima de fogos em Macapá, capital do Amapá. A transmissão, que começará às 23h30 (horário de Brasília), conta com shows, entrevistas e muito mais.

A transmissão faz parte do projeto Fim de Ano Amazônico, que integra ações sociais, educativas, ambientais e comunicacionais, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM) com o apoio do Instituto Cultural Educacional Formar (ICEF), Supermercados Fortaleza, Tratalyx e Governo do Amapá.

Leia também: Fim de Ano Amazônico celebra solidariedade, cultura e economia circular no Amapá

Conhecido como “O Maior Réveillon da Amazônia”, a queima de fogos terá duração de 10 minutos e acontece em dois pontos da cidade: o anfiteatro da Fortaleza de São José e a praça Jacy Barata Jucá.

A festa já acontece desde o dia 27 de dezembro e conta com a participação de artistas nacionalmente renomados, como Anitta e Chitãozinho e Xororó. Natanzinho Lima é uma das atrações logo após a queima de fogos.

Transmissão do Réveillon mostra cultura amapaense

Para o coordenador de jornalismo do canal Amazon Sat e do Portal Amazônia, Lemmos Ribeiro, a transmissão do Réveillon de Macapá é uma das formas de mostrar a realidade da Amazônia para todo o mundo.

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“Transmitir o réveillon de Macapá é, acima de tudo, uma oportunidade de mostrar ao Brasil, especialmente ao Norte, a pluralidade e religiosidade dessa terra tão singular. É a chance perfeita para começarmos o novo ano com boas energias e grandes expectativas! E, este ano, preparamos um programa especial ao vivo, com entrevistas, música e, claro, a tradicional contagem regressiva. E, como não poderia faltar, vamos celebrar o que o Amapá tem de melhor: sua festa, seu povo e sua alegria contagiante!”, declarou.

Para o gerente de conteúdos especiais da FRAM, Anderson Mendes, a transmissão do Réveillon de Macapá 2026 pelo Amazon Sat representa a integração entre os estados que compõe a Amazônia.

“O evento oficial de fim de ano contará com a transmissão da virada de ano pela televisão e pela internet, levando ao público o clima de celebração, união e esperança que marca essa época. O conteúdo mostrará a alegria do povo amapaense, fortalecendo o sentimento de pertencimento e integração entre os estados onde o sinal da TV chega: Amazonas, Roraima, Rondônia e Acre. O objetivo é valorizar a diversidade cultural e o espírito de confraternização da região amazônica.”, destacou.

Leia também: Seis cuidados para não passar mal no Réveillon

Fim de Ano Amazônico

O Fim de Ano Amazônico integra ações sociais, educativas, ambientais e comunicacionais, reafirmando o papel da Fundação Rede Amazônica como agente de transformação social e de valorização da identidade amazônica, com impacto que vai além do período festivo.

O Projeto Fim de Ano Amazônico tem o apoio de Instituto Cultural Educacional Formar (ICEF), Supermercados Fortaleza, Tratalyx, Governo do Amapá e realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM).

Praias para aproveitar a virada de ano na Amazônia Legal? Tem sim! Veja a lista

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Ano novo de 2024 na Praia da Ponta Negra em Manaus (AM). Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus

Quem pensa em passar o Réveillon na praia talvez só lembre do Nordeste brasileiro, mas que tal passar a virada de ano em praias com águas doces – e também salgadas – da Amazônia?

A região abriga a maior floresta tropical do mundo, mas também possui praias para quem quer passar o ano novo com os pés na areia.

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E muitas dessas praias recebem eventos em comemoração ao ano que chega, com muita música, atrações nacionais e locais, e cultura diversificada nos estados amazônicos.

O Portal Amazônia encontrou alguns desses eventos para o Réveillon 2026:

Praia da Ponta Negra (Manaus/AM)

De acordo com a Prefeitura de Manaus, a Praia da Ponta Negra terá uma programação gratuita neste 31 de dezembro. Artistas como Bruno e Marrone e Klessinha se apresentam nos palcos no complexo turístico da Ponta Negra e também no Parque Amazonino Mendes, na Alameda Alphaville.

Entre os artistas locais anunciados estão: Uendel Pinheiro, Guto Lima, Mikael, John Veiga, Mailzon Mendes, Israel Paulain, Carlos Batata, Prefixo 92, Banda Impakto, Kelton Piloto, entre outros.

A programação inclui ainda dez minutos de show pirotécnico silencioso seguindo o conceito de sustentabilidade adotado pela gestão municipal, que prioriza o bem-estar de crianças, idosos, pessoas com deficiência, pessoas no espectro autista e animais sensíveis a ruídos intensos. Horários do Amazonas.

Praia da Ponta Negra em Manaus (AM). Foto: Divulgação / Prefeitura de Manaus

Avenida Litorânea (São Luís/MA)

Em São Luís, na Avenida Litorânea, o Governo do Maranhão anunciou um Réveillon à beira-mar reunindo grandes atrações da música nacional e local. A programação é do pôr do sol ao amanhecer na praia maranhense.

A partir das 17h30, quem abre a sequência de atrações é o grupo Argumento, com muito samba e pagode. Às 19h30, é a vez da banda Os Tropix levar ao palco animação nesta virada. 

Às 21h30, Xand Avião anima a plateia, com um repertório de forró, dos novos aos grandes sucessos que marcam a sua trajetória e fazem parte da trilha sonora da vida de muita gente. 

A contagem regressiva para o ano novo ganha ritmo especial às 23h30 com o cantor Avine Vinny, nos últimos minutos de 2025. Depois, vem o espetáculo de fogos e com a chegada de 2026, a festa continua com força total às 1h30, quando Jhonny Boy assume o palco. Horários do Maranhão.

ano novo maranhão
Réveillon 2025 na Av. Litorânea. Foto: Júnior Foicinha / Governo do Maranhão

Prainha da Via Lago (Araguaína/TO)

A Prefeitura de Araguaína, município de Tocantins, preparou uma programação para celebrar a chegada de 2026 na Prainha da Via Lago. Segundo a prefeitura, a festa conta com atrações musicais ao longo da noite, reunindo artistas locais e DJs, além de um espetáculo de queima de fogos no momento da virada, marcando a chegada do ano novo.

A programação cultural tem início às 20h30, com show de Rai Lima, seguido pelo DJ Drak, às 21h30. Às 23h, quem sobe ao palco é Matheus Barra, antecedendo a virada do ano. Já na madrugada, a animação continua com Rubinho Rodrigues, à 1h, e encerra com DJ Michel, às 2h30. Horários de Tocantins.

Réveillon 2025 em Araguaína.  Foto: Marcos Filho / Secom Araguaína

Capitais que terão outras programações de Ano Novo

É claro que nem toda capital ou cidade amazônica tem acesso à uma praia, então, para quem quer aproveitar o Réveillon com muita música e animação, também encontramos algumas opções. Confira:

Parque Anauá (Boa Vista/RR)

Em Boa Vista, capital de Roraima, o evento da virada de ano acontece no Parque Anauá, promovido pelo Governo do Estado. A atração principal da noite é o cantor de sertanejo Leonardo. O show está previsto para iniciar às 23h, celebrando a chegada de 2026 com o público roraimense, informou a Secretaria de Cultura e Turismo de Roraima. Horário de Roraima.

De acordo o edital disponível no site da Secult, “serão 40 barracas de comidas, 40 barracas de bebidas, espaço para food truck e espaço para brinquedos, além dos rotativos, que são os comerciantes que ficam circulando pelo parque”. 

Parque Anauá no Réveillon 2024. Foto: Divulgação / Governo de Roraima

Mangueirão (Belém/PA)

“Vira Pará” é o nome do evento que abre o novo ano em Belém. A festa acontecerá no estacionamento do estádio Mangueirão, com entrada gratuita e início às 20h, realizada pelo Governo estadual. Horário do Pará.

Os cantores Nattan, Joelma, Natanzinho Lima, Gaby Amarantos e a aparelhagem Carabao foram confirmados como atrações do “Vira Pará”.

Mangueirão em festa no Pará. Foto: Welligton Coelho / Agência Pará

Parque das Águas (Cuiabá/MT)

A Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá anunciou o ‘Réveillon da Família Parque das Águas’. O evento promete reunir milhares de pessoas com uma programação variada com início às 18h. Horário do Mato Grosso.

Com foco na programação regional, o palco será comandado por artistas da terra até as 20h, garantindo animação e diversidade musical para o público presente. 

As atrações confirmadas são a banda Os Bênçãos, Bruno Cerqueira e a Banda Gaudium, nomes que representam diferentes estilos e que têm forte conexão com o cenário gospel de Cuiabá e de Mato Grosso, além do DJ Pedrinho, que intercalará as apresentações.

Parque das Águas em Cuiabá. Foto: Rennan Oliveira / Prefeitura de Cuiabá

Anfiteatro da Fortaleza de São José (Macapá/AP)

O Governo do Amapá anunciou as atrações do Réveillon que será realizado no Anfiteatro da Fortaleza de São José de Macapá, no centro da capital. O evento começou dia 27 e encerra com a virada do ano.

A programação conta com shows locais, Festa das Aparelhagens e apresentações nacionais como a da Estação Primeira de Mangueira. O acesso é gratuito.

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Anfiteatro da Fortaleza de São José de Macapá em abertura de aparelhagem 2026. Foto: Divulgação / Governo do Amapá

Avenida Farquar (Porto Velho/RO)

O evento de Réveillon de Porto Velho, o “Viradão do Bera”, também promete reunir milhares de pessoas em uma celebração marcada por música, alegria e cultura popular.

De acordo com a Prefeitura de Porto Velho, a festa terá mais de 10 horas de programação e vão se apresentar no palco: DJs, artistas locais consagrados e Tierry como atração nacional, garantindo animação do início ao fim da noite.

Av. Farquar festejando com moradores rondonienses. Foto: Divulgação / Prefeitura de Porto Velho

Leia também: 13 festivais imperdíveis para conhecer a cultura amazônica

Nutróloga indica alimentos da Amazônia que podem agregar sabor e saúde à ceia de ano novo

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Alimentos regionais podem agregar sabor e saúde à ceia de ano novo. Strogonoff de Pirarucu com Creme de Castanha. Foto: Divulgação

Com as festas de ano novo chegando, as famílias já estão pensando no cardápio da ceia de Réveillon. Para quem quer inovar, uma boa pedida é incluir ingredientes regionais que, além de agregar sabor, são bastante nutritivos.

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A médica nutróloga e professora da Afya Educação Médica de Manaus, Bruna D’Avila, ressalta que os alimentos regionais são excelentes aliados, quando bem utilizados. Ela cita, por exemplo, o pirarucu, que é fonte de proteína de alta qualidade e gorduras boas.

A castanha do brasil é outra ótima opção para farofas e aperitivos. É rica em selênio, importante nutriente para a imunidade e função tireoidiana.

Saiba mais: Qual o termo certo: castanha do Pará, do Brasil ou da Amazônia?

A médica sugere, ainda, sobremesas com açaí, que, além de oferecer energia, tem muitos antioxidantes. Já a macaxeira é um carboidrato natural, que dá saciedade e pode substituir massas refinadas. Entre as frutas, as opções são muitas. O cupuaçu, por exemplo, pode ser ótimo nas sobremesas, assim como o maracujá e o abacaxi.

“Podemos utilizar as frutas em saladas, sobremesas leves ou até em molhos para carnes, mas é preciso ter muita cautela no preparo para não exagerar na adição de açúcares ou similares, o que causa desajustes no metabolismo e reduz os benefícios”, destaca.

Saiba mais: Alimentos regionais que auxiliam na prática de exercícios físicos

Nutróloga indica alimentos regionais da Amazônia que podem agregar sabor e saúde à ceia de ano novo
Foto: Divulgação

Leia também: Frutas e legumes regionais são mais saudáveis e ajudam a fortalecer imunidade contra covid-19, dizem especialistas

Segundo Bruna D’Avila, os temperos naturais tradicionais do Norte, como cheiro verde e cebolinha, também são ótimos para incrementar a ceia e deixar tudo mais saboroso. “Esses temperos reduzem a necessidade de sal e alguns até ajudam na digestão”, acrescenta.

Equilíbrio

A médica reforça que é possível aproveitar as festas de final de ano com prazer e saúde. O segredo está nas escolhas e na quantidade.

“O fato de ser alimentos regionais não é sinônimo de consumo liberado. O que impacta a saúde não é uma refeição isolada, e sim, os excessos repetidos”, ressalta.

Leia também: Conheça alguns alimentos regionais da Amazônia e seus benefícios para a saúde

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Algumas dicas que ela dá para não passar do ponto nas festas são: não chegar à ceia com fome excessiva; montar o prato com consciência, evitando repetir várias vezes; priorizar proteína e vegetais, antes dos carboidratos; comer com atenção, sem pressa; hidratar-se bem e moderar o consumo de álcool.

Afya Educação Médica

Em Manaus, a Afya Educação Médica oferece atendimento gratuito em várias especialidades, incluindo Nutrologia. O serviço é parte das atividades práticas dos cursos de pós-graduação.

Leia também: Premiação nacional de gastronomia reconhece a Amazônia e reforça valorização de alimentos regionais

Os atendimentos, por agendamento, são realizados na sede da instituição, na avenida André Araújo, 2767, bairro Aleixo. “Com essa iniciativa, os médicos estudantes de pós-graduação conseguem tratar casos reais e a comunidade é beneficiada com a oferta de atendimento”, explica a diretora da unidade, Suelen Falcão.

Três receitas do Amapá que você precisa provar

Foto: Reprodução

O Amapá é “irmão” do Pará, Ceará e Maranhão no mapa do Brasil. Por isso, sua culinária é uma mistura de vários sabores adquiridos desses estados – e de outros também – e são adaptados com a identidade regional.

Uma mistura de temperos e criatividade caracterizam os pratos da culinária do Amapá, bem como as bebidas e frutas típicas da região, que fazem do Estado um importante polo do turismo gastronômico na Amazônia.

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Confira três receitas típicas do Amapá para expandir o paladar amazônico:

Gengibirra

Gengibre, açúcar e aguardente. Esses são os ingredientes que servem de base para a gengibirra, uma das bebidas mais fortes e tradicionais das manifestações culturais do Amapá. O sucesso é tanto, que a bebida se tornou Patrimônio Cultural Imaterial do Estado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2019.

Confira a receita completa AQUI.

amapa e gengibirra
Gengibirra. Foto Netto Lacerda/Governo do Estado do Amapá

Creme de camarão com tapioca e castanha

Camarão, tapioca e castanha? Sim! Imagine como esse trio que já faz parte da culinária amazônica individualmente seria unido… não precisa mais imaginar:

Camarão com tapioca e castanha-do-Pará. Foto: Reprodução / Amazon Sat

Ingredientes

  • 2 tomates sem pele e semente
  • ½ pimentão vermelho
  • ½ cebola picada 
  • 1 dente de alho amassado
  • 10 camarões
  • ½ xícara de tapioca
  • ½ xícara de castanha do pará
  • sal a gosto

Modo de preparo

Corte os tomates (sem pele e sementes), a cebola e o pimentão em pedaços. Coloque tudo no liquidificador com cerca de ½ xícara (chá) de água e bata até formar um líquido homogêneo. 

Aqueça o azeite em uma panela e doure o alho. Em seguida adicione os camarões limpos e refogue rapidamente com os temperos batidos e o caldo de legumes. Cozinhe em fogo médio por cerca de 5 minutos — até que os camarões fiquem rosados. 

Retire o cheiro-verde (se estiver usando) e adicione o leite à panela. Aguarde até começar a ferver.  Engrosse com tapioca: Vá adicionando a farinha de tapioca aos poucos, mexendo sempre para não empelotar, até que o creme engrosse e a tapioca fique macia.  Finalize com castanhas: Misture a castanha-do-Pará picada ao creme e ajuste sal e pimenta conforme o seu gosto. Sirva imediatamente enquanto está bem quente e cremoso.

Leia também: Campanha ‘Doe Alegria, Escreva Amor’ mobiliza solidariedade no Amapá

Bolo de Açaí do Amapá

O açaí é outro item indispensável da culinária amazônia e, no Amapá, também ganha receitas únicas e cheias de identidade regional. Que tal um bolo?

Ingredientes

  • 4 ovos 
  • 200 gramas de manteiga 
  • 2 xícaras de açúcar
  • 2 1/2 xícaras de farinha
  • 1 colher de sopa de fermento 
  • 1 colher de chá de essência de baunilha 

O canal Amazon Sat ensinou as duas receitas no programa “Sabores da Amazônia”. Assista: 

Quer conhecer outras receitas do Amapá? Confira: 

Fim de Ano Amazônico

O Fim de Ano Amazônico integra ações sociais, educativas, ambientais e comunicacionais, reafirmando o papel da Fundação Rede Amazônica como agente de transformação social e de valorização da identidade amazônica, com impacto que vai além do período festivo.

O Projeto Fim de Ano Amazônico tem o apoio de Instituto Cultural Educacional Formar (ICEF), Supermercados Fortaleza, Tratalyx, Governo do Amapá e realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM).

‘Ciência em um Dia de Feira’: projeto aproxima universidade da comunidade no Amazonas

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Projeto “Ciência em um Dia de Feira”. Foto: Divulgação/UFAM

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por meio da Faculdade de Educação (Ufam/Faced), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), realizou o projeto ‘Ciência em um Dia de Feira’ nas cidades de Iranduba, Manacapuru e Tabatinga. Os eventos aconteceram nos mercados das cidades e a ideia é aproximar a população da universidade, criando um espaço de diálogo direto entre a comunidade e a Instituição. 

O objetivo é tornar a Ufam mais presente e acessível, especialmente para pessoas que vivem em regiões com menor alcance de informações sobre educação superior. De acordo com a professora Fabiane Maia Garcia, responsável pelo projeto, ele dissemina informações sobre formas de ingresso, incentiva o interesse pela educação superior e mostra que a universidade pública é um espaço possível, acolhedor e destinado a todos.

Acesse a programação completa de 2026

“Nas feiras, o projeto leva materiais e atividades cuidadosamente planejados para facilitar a compreensão do público e tornar a comunicação mais clara, eficiente e acessível. São utilizados banners, folders e materiais informativos que apresentam a Universidade, seus cursos, seus programas de pós-graduação e as principais formas de ingresso, sempre com linguagem simples e QR Codes que direciona para conteúdos adicionais.

Esses materiais foram escolhidos porque permitem que as pessoas levem a informação para casa, compartilhem com familiares e mantenham acesso às orientações mesmo após o encontro presencial. Além disso, são distribuídos brindes educativos que fortalecem a identidade visual da Ufam e despertam curiosidade, sobretudo entre os jovens”, destacou a coordenadora.

A professora falou ainda que o “Ciência em um Dia de Feira” também apresenta pesquisas desenvolvidas na graduação e pós-graduação, sempre adaptadas a uma linguagem acessível, demonstrando como o conhecimento científico pode dialogar com o cotidiano.

“Conversas diretas, orientações individuais e momentos de esclarecimento de dúvidas fazem parte das ações, aproximando a universidade da comunidade por meio de uma comunicação que valoriza a simplicidade e o acolhimento.

O uso desses recursos só é possível graças ao financiamento da Fapeam, que garante a produção dos materiais, a logística e a estrutura necessária para levar o projeto a diferentes comunidades. Os recursos financeiros permitem que o projeto mantenha regularidade em suas ações, garantindo que a equipe possa se deslocar aos municípios e sustentar o cronograma previsto”, enfatizou.

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Projeto ajuda a disseminar conhecido ao interior do Amazonas. Foto: Divulgação / UFAM

Ciência em um Dia de Feira

A motivação para levar o projeto às feiras de alguns municípios do Amazonas surgiu da percepção de que informações sobre a Ufam podem chegar de forma mais completa no interior do Amazonas.

“Muitas famílias ainda acreditam que as universidades federais são pagas, inacessíveis ou destinadas apenas a determinados grupos, e isso afasta jovens e adultos de oportunidades reais. Assim, a Ufam decidiu ir ao encontro da comunidade, levando informações corretas e desmistificando com muito cuidado as percepções equivocadas. Apresentamos a Universidade como uma instituição pública e aberta a todos, reduzindo a distância entre interior e capital e permitindo que pessoas vulnerabilizadas tenham acesso direto a orientações que possam transformar suas trajetórias educacionais. O projeto busca mostrar que a Ufam não apenas existe, mas pertence a todos os amazônidas”, explicou.

A recepção da comunidade é marcada por curiosidade, acolhimento e entusiasmo. “Muitas pessoas chegam tímidas, afirmando que não conhecem bem a Ufam ou acreditando que não teriam condições de ingressar na Universidade. Ao longo das conversas, transeuntes e trabalhadores das feiras demonstram surpresa ao descobrir que a Ufam é gratuita, inclusiva e oferece múltiplos caminhos de entrada. Jovens mostram interesse pelas graduações, enquanto adultos e idosos perguntam sobre a possibilidade de estudar ou de incentivar filhos e netos. Várias pessoas levam folders para familiares, comentando que vão motivá-los a continuar os estudos”, detalhou.

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Projeto no interior do Amazonas

A presença da Ufam nas feiras, por meio do “Ciência em um Dia de Feira” estabelece um vínculo mais direto, constante e significativo com a população. Ao comparecer presencialmente no interior, a Ufam deixa de ser vista como uma instituição distante, localizada apenas na capital, e passa a ser reconhecida como parte ativa do território.

“Esse contato fortalece a credibilidade da Ufam, cria novas redes de diálogo com escolas, gestores e lideranças locais, e demonstra seu compromisso com a democratização do acesso à educação superior. Além disso, permite que a universidade compreenda melhor as demandas, desafios e potencialidades da região, tornando suas ações mais alinhadas ao contexto local.

Quando a Universidade se faz presente, ela amplia sua função social e reafirma que seu papel vai além da formação acadêmica: ela também pertence à comunidade. Ao aproximar a comunidade do conhecimento acadêmico, o projeto contribui para a formação de cidadãos mais críticos, conscientes e capazes de identificar possibilidades de mudança em seu próprio território, o que contribui para o desenvolvimento de soluções locais, além de ampliar o acesso à educação superior como caminho de transformação social”, finalizou.

*Contém informações da Universidade Federal do Amazonas

Mapeamento inédito do solo brasileiro permite aperfeiçoar planejamento estratégico

A rede MapBiomas, da qual o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) faz parte, lançou, no início de dezembro, a terceira coleção com um mapeamento inédito de propriedades do solo brasileiro, que permitirá, entre outros avanços, análises em profundidade de até 100 cm e o estoque de carbono orgânico do solo. Além disso, foi inaugurada a plataforma SoilData, que reúne dados de solo provenientes de centenas de estudos, prontos para reuso e subsídio para tomada de decisão em torno de setores estratégicos, como agropecuária, agricultura e proteção territorial.

“O fato de ter esses dados disponibilizados traz luz para um compartimento que tem um papel decisivo nas políticas ambientais: o solo. Ele é uma peça-chave no contexto da emergência climática, por exemplo, porque pode ser tanto uma fonte de emissão de carbono quanto uma fonte de sumidouro. É parte extremamente importante do sistema, mas nem sempre está na pauta”, explicou  Bárbara Costa, analista de pesquisa do IPAM.

Com as informações reunidas na plataforma SoilData foi possível gerar mapas de propriedades do solo para todo o território brasileiro, como granulometria, textura, pedregosidade e carbono orgânico do solo. Nesta coleção, foram utilizados para o mapeamento um total de 60.883 dados de granulometria e 28.065 dados de estoque de carbono orgânico, um aumento de cerca de 32% em relação à coleção anterior, lançada em 2024.

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Os resultados mostram que mais da metade do Brasil (63,4%) possui textura média na camada superficial (0–30 cm). Argilosos aparecem em segundo lugar (29,6%), enquanto as texturas arenosa, siltosa e muito argilosa somam apenas 7% do território nacional. A distribuição das texturas varia entre os biomas: na Mata Atlântica, 52% dos superficiais são muito argilosos, uma proporção bem diferente de biomas como Caatinga, Cerrado e Pampa, onde predomina a textura média. Já entre 60 e 100 cm de profundidade, o país torna-se majoritariamente argiloso (63,6%).

Mapeamento das classes texturais no território brasileiro até 100 cm de profundidade. Fonte: MapBiomas/IPAM

Historicamente solos muito argilosos são os mais utilizados para a agricultura e ocuparam 33% dessa textura em 2024. É a única classe textural de solo onde a agricultura supera a pastagem. Isso é reflexo das condições físicas favoráveis do argiloso para o desenvolvimento de raízes, maior capacidade de armazenamento de nutrientes e maior estabilidade estrutural, reduzindo a erosão e favorecendo o manejo. 

Gráfico representa o uso da terra de acordo com as classes texturais do solo até 30 cm de profundidade. Fonte: MapBiomas/IPAM

“De modo geral, a maior parte das informações que tínhamos sobre o solo cobriam a camada superficial, mas em profundidade a gente consegue um entendimento melhor de como o solo funciona além da superfície. O solo mais argiloso em profundidade significa que há um aumento do teor de argila no perfil. No Brasil, sai de 2,8% do solo como muito argiloso na camada de 0-30 cm e vai para 6,7% do solo como muito argiloso na camada de 60-100 cm. Saber dessa informação pode auxiliar desde o planejamento da construção civil, por exemplo, pensando em fundações, até o manejo agrícola, desenvolvimento de raízes e disponibilidade de nutrientes”, acrescenta Costa.

Estoque de carbono orgânico do solo 

Outro conjunto de mapas apresentado mostra o estoque de carbono orgânico do solo (COS), que indica a quantidade de carbono armazenada até 30 cm de profundidade. A série histórica revela como a camada mais afetada por atividades humanas vem armazenando carbono ao longo dos anos.  

“Com esses dados buscamos entender quanto carbono está estocado no solo entre 1985 e 2024. Os mapas funcionam como um retrato de cada ano, principalmente se considerarmos as mudanças de uso da terra. Monitorar o estoque de carbono do solo oferece informações valiosas para a gestão do território. Esses dados ajudam, por exemplo, a avaliar a qualidade do pasto, identificar se o solo está conseguindo acumular carbono e localizar áreas com maior ou menor estoque para orientar ações de manejo e conservação”, especificou a analista.     

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Atualmente, 35,9% dos solos brasileiros armazenam entre 40 e 50 toneladas de carbono por hectare (t/ha). Esse estoque resulta da decomposição de matéria orgânica que chega e é incorporada por organismos vivos, como formigas, cupins e outros microrganismos. A matéria orgânica permanece no solo até que algum distúrbio, natural ou causado por atividade humana, provoque sua liberação na forma de gás, contribuindo para emissões de gases de efeito estufa.

Dos 37,5 gigatoneladas (Gt) de carbono orgânico estocadas no solo do país, 3 Gt estão em áreas agrícolas e 16 Gt em áreas florestais. Em 2024, a Amazônia concentrou 52% de todo o COS estocado no Brasil. A Caatinga e o Pantanal são os biomas que apresentam o menor estoque por hectare (32,7 e 35,3 t/ha, respectivamente). 

Mapeamento dos estoques do carbono orgânico no solo para o Brasil e os biomas em massa total (Gt) e em toneladas por hectare (t/ha). Fonte: MapBiomas/IPAM

“A agropecuária brasileira apresenta diferentes cenários quando falamos de carbono orgânico do solo. Grande parte da agricultura adota hoje o sistema de plantio direto, que ajuda a proteger e manter o carbono no solo. Por outro lado, pastagens degradadas podem liberar o carbono armazenado, enquanto pastagens bem manejadas podem capturar carbono da atmosfera e estocá-lo no solo. O equilíbrio entre ação humana e processos naturais é fundamental ”, afirmou Bárbara Costa.

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Dados históricos

A Coleção 3 do MapBiomas Solo apresenta uma plataforma que reúne dados padronizados de solo provenientes de centenas de estudos em todos os biomas do país, realizados ao longo de 66 anos. Todos os dados passam por um processo rigoroso de curadoria e harmonização antes de serem disponibilizados ao público. Foram catalogadas mais de 45 mil coletas de diferentes fontes, distribuídas em mais de 15 mil pontos pelo país. Esse acervo é estratégico não apenas para setores econômicos, mas também para pesquisas ambientais, avaliações de impacto e estudos sobre como mudanças no território e no uso da terra afetam o solo brasileiro.

“Estamos falando de dados produzidos muito antes de nós nascermos. Foram feitas a curadoria, organização e devolução para a sociedade de um conjunto de informações que até então não existia de forma integrada no Brasil. O ganho não é somente para a comunidade científica, mas também para setores que podem usar esses dados para produzir suas próprias análises e mapas. A agropecuária é a primeira a ter aplicação direta, mas a academia pode desenvolver inúmeras pesquisas a partir desse acervo. Outro exemplo é o monitoramento da água, para o qual entender as características do solo é fundamental. O mesmo vale para estudos de biodiversidade e de vegetação nativa. São muitos os benefícios dessa curadoria, indo muito além da dimensão econômica”, relembra a pesquisadora do IPAM.

A maior parte das amostras estão na Amazônia (42,7%), seguidas da Mata Atlântica (25%) e do Cerrado (aproximadamente 15%). A plataforma oferece visualização espacial intuitiva, filtros temáticos e acesso direto às informações, sempre com o devido reconhecimento dos autores. O objetivo é fornecer dados prontos para uso imediato em análises, cruzamento de informações, mapeamentos e modelagens espaciais para apoiar a tomada de decisões estratégicas em diferentes setores.

A plataforma SoilData está disponível no site: https://brasil.mapbiomas.org

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo IPAM

Selo da Pesca Artesanal nacional é lançado para fortalecer comercialização de produtos

Foto: Edson Ricardo Cunha/ Wikimedia Commons

Com a finalidade de valorizar o trabalho dos pescadores e pescadoras artesanais, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), instituiu o Selo da Pesca Artesanal do Brasil – Identificação de Origem. O selo foi criado por meio da Portaria Interministerial MDA/MPA nº 14, de 23 de dezembro de 2025.

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Na prática, pescadores e pescadoras podem solicitar o selo, desde que estejam inscritos no Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), do MDA, e no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), na categoria de Pescador ou Pescadora Profissional Artesanal, com licença em situação ativa ou deferida, emitida pelo MPA.

A iniciativa visa fortalecer as etapas de distribuição e comercialização dos produtos tradicionais da pesca artesanal. Com o selo, pescadores e pescadoras certificam que seus produtos atendem aos padrões de qualidade exigidos pelo mercado e são oriundos de comunidades tradicionais, valorizando não apenas o trabalho, mas também a economia e a cultura locais.

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Associações, cooperativas e outras organizações que produzam ou comercializem produtos da pesca artesanal também podem solicitar o selo, desde que, no mínimo, 50% dos membros de sua diretoria possuam RGP ativo.

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Foto: Divulgação/IDAM

Selo representa boas práticas

De acordo com o diretor do Departamento de Inclusão Produtiva e Inovações do MPA, Quêner Chaves, o selo fortalece a comercialização junto ao mercado de compras públicas, com destaque para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o (Programa de Aquisição de Alimentos) PAA, além do mercado privado e da exportação.

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Ele, que atua na Secretaria Nacional da Pesca Artesanal do MPA, afirma que o selo contribui para a garantia dos estoques pesqueiros artesanais. “Essa ação possibilita o aumento da renda dos pescadores e pescadoras e garante a qualidade do produto junto aos consumidores”, acrescenta.

O secretário nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, reforça que o selo atende às inúmeras demandas oriundas das Plenárias Regionais e Livres, bem como da Plenária Nacional do 1º Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA). “O selo está ligado às ações do Programa Povos da Pesca Artesanal. Ou seja, é uma conquista coletiva das pescadoras e pescadores artesanais do Brasil”, destaca.

Clique aqui e confira a portaria completa.

*Com informações do Ministério da Pesca e Aquicultura