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Amazônia tem menor desmatamento para o mês de fevereiro em oito anos, mostra SAD

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Foto: Reprodução/Acervo Embrapa

A Amazônia comemorou uma queda de 42% no desmatamento em fevereiro, que passou de 119 km² em 2025 para 69 km² em 2026. Uma diferença equivalente a 5 mil campos de futebol no mês, quase 180 por dia. Essa foi a menor área de floresta derrubada em fevereiro em oito anos, desde 2017.

Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto de pesquisa Imazon, que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008. Conforme a série histórica, as menores destruições registradas no mês foram em 2016 (0 km²), 2014 (11 km²) e 2015 (42 km²). Já as maiores ocorreram em 2023 (325 km²), 2022 (303 km²) e 2018 (214 km²).

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“A queda no desmatamento da Amazônia é essencial para a redução das emissões de gases de efeito estufa no Brasil e para o combate às mudanças climáticas, que têm deixado eventos extremos como secas e tempestades mais intensos e frequentes em todo o mundo”, explica Carlos Souza Jr., pesquisador que coordena o Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon. 

Além disso, fevereiro representa o sétimo mês do chamado “calendário de desmatamento” de 2026, que por causa do regime de chuvas na Amazônia vai de agosto de um ano a julho do seguinte. Desde o início do calendário atual, em agosto de 2025, até fevereiro de 2026, a derrubada acumulada chegou a 1.264 km², 41% a menos do que no período anterior. Entre agosto de 2024 e fevereiro de 2025, foram devastados 2.129 km². 

Pará, Amazonas e Acre têm as maiores áreas derrubadas

Entre os nove estados que compõem a Amazônia Legal, o Pará foi o que registrou a maior área desmatada entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026: 398 km². Esse acumulado, no entanto, foi 54% menor que o registrado no período anterior, entre agosto de 2024 e fevereiro de 2026, que somou 863 km². Além disso, é em solo paraense que fica a unidade de conservação mais desmatada nesses sete meses, a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, que perdeu 34 km² de floresta no período, o equivalente a 16 campos de futebol por dia.

Amazonas e Acre completam o top 3, com 200 km² e 190 km² desmatados, respectivamente. Assim como o Pará, esses estados também apresentaram redução na derrubada, ambos de 32%.

Leia também: Desmatamento no Amazonas cai 56% em janeiro de 2026, aponta Inpe

Em rankings anteriores, no entanto, era Mato Grosso que costumava estampar o quadro de medalhas dos estados mais desmatadores, vaga agora ocupada pelo Acre. Com redução de 51% na derrubada, Mato Grosso passou da segunda para a quarta colocação na análise do desmatamento acumulado de agosto a fevereiro, os sete primeiros meses do calendário de 2026.

“O aumento no Acre pode ser explicado pelo fortalecimento dos últimos anos da fronteira agropecuária no oeste da Amazônia, especialmente na região conhecida como AMACRO, que integra áreas do Acre, Amazonas e Rondônia. Esse movimento tem sido marcado pela expansão da pecuária e pela pressão sobre terras públicas ainda florestadas. A saída do Mato Grosso do topo do ranking durante esse período não indica perda de relevância do estado no cenário do desmatamento. O que estamos observando é uma ampliação territorial da dinâmica do desmatamento na Amazônia Legal”, comenta Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.

Desmatamento da Amazônia por estado (km²):
EstadoAgosto de 2024 a Fevereiro de 2025Agosto de 2025 a Fevereiro de 2026Variação
Pará863398-54%
Amazonas296200-32%
Acre280190-32%
Mato Grosso368181-51%
Roraima160177+11%
Rondônia8765-22%
Maranhão5947-20%
Amapá74-43%
Tocantins92-78%

Nesse período, Roraima foi o único estado a apresentar aumento na devastação, que passou de 160 km² entre agosto de 2024 e fevereiro de 2025 para 177 km² entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026. Além disso, o estado teve o município que mais derrubou a floresta no período: Caracaraí, com 66 km².

“Isso pode ter ocorrido porque Roraima tem um regime de chuvas diferente. Embora o início do ano seja chuvoso no restante dos estados, em Roraima é seco, o que contribui para o avanço do desmatamento”, explica a pesquisadora do Imazon Raissa Ferreira.

MunicípioUFDesmatamento entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026 (km²)
CaracaraíRR66,4
FeijóAC42,86
São Félix do XinguPA36,57
RorainópolisRR33,38
TarauacáAC31,79
Rio BrancoAC25,83
Rio BrancoMT25,83
PortelPA23,25
CanutamaAM21,52
PacajáPA19,21

Degradação também segue em queda

Além do desmatamento, que é a remoção completa da vegetação, a degradação florestal, que é o dano causado pelas queimadas e pela exploração madeireira, também segue em queda na Amazônia. Em fevereiro, o sistema do Imazon detectou 13 km² de florestas degradadas, uma redução de 93% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram degradados 211 km².

Na análise do calendário do desmatamento, aplicado também à degradação, o acumulado de agosto de 2025 a fevereiro de 2026 somou 2.275 km², também uma queda de 93% em relação ao período anterior. Entre agosto de 2024 e fevereiro de 2025, foram degradados 33.807 km², quando houve um pico de queimadas na região. 

Mato Grosso, Pará e Acre lideram degradação

Em relação à degradação, Mato Grosso e Pará lideram com grande diferença em relação aos demais estados, com 1.255 km² e 677 km² degradados entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026. Isso corresponde a 85% de toda a área afetada na Amazônia no período. Apesar disso, ambos estados tiveram reduções significativas na degradação, de 86% e 96%, respectivamente.

A terceira posição ficou com o Acre, onde a degradação aumentou 50%. Nesse estado, a área degradada passou de 72 km² entre agosto de 2024 e fevereiro de 2025 para 108 km² entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026. 

Outro estado que registrou alta foi Roraima, onde a degradação passou de 50 km² para 55 km² nesses períodos. Os demais estados apresentaram redução nesse dano ambiental.

Desmatamento da Amazônia por estado (km²):
EstadoAgosto de 2024 a Fevereiro de 2025Agosto de 2025 a Fevereiro de 2026Variação
Mato Grosso9.2411.255-86%
Pará17.257677-96%
Acre72108+50%
Rondônia2.71873-97%
Roraima5055+10%
Amazonas2.96753-98%
Tocantins32124-93%
Maranhão94923-98%
Amapá357-80%

Clique aqui para ver todos os boletins do SAD

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Imazon

COP15: conhecimento indígena revela rotas e alterações na migração de aves no Rio Negro

Tiago Pacheco, professor e pesquisador Koripako; Aloísio Cabalzar, antropólogo do ISA; e Mario Cohn-Haft, ornitólogo do Inpa. Foto: Vanessa Fernandes/ISA

De acordo com a cosmologia dos povos Koripako e Baniwa da bacia do Rio Içana, a queda das folhas anuncia a chegada do inverno no alto Rio Negro – fenômeno que ocorre na região a partir de maio. É nesse período que algumas aves grandes, como cabeças-seca, garças e cararás, iniciam sua jornada migratória, subindo do mar (leste) para fazer um dabucuri para sua tia, Wenia, que vive na serra de Kodamadali, no alto Rio Uaupés. Elas levam materiais para a reforma de sua maloca.

Essa é uma das explicações dos conhecedores indígenas para os movimentos migratórios de algumas aves por seu território. O conhecimento sobre aves migratórias integra as pesquisas sobre os ciclos de vida conduzidas pelos Agentes Indígenas de Manejo Ambiental (AIMAs)  no Médio e Alto Rio Negro, região localizada no noroeste do Amazonas, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela.

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Os resultados iniciais foram apresentados em evento organizado pelo Instituto Socioambiental (ISA), no espaço Conexão sem Fronteiras, durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15), que acontece até 29 de março de 2026, em Campo Grande (MS). 

O encontro reúne governos, cientistas e organizações da sociedade civil para debater estratégias globais de conservação da fauna migratória. Participaram da atividade Aloisio Cabalzar, antropólogo do ISA e coordenador da pesquisa intercultural no Rio Negro; Tiago Pacheco, professor e pesquisador Koripako; e Mario Cohn-Haft, ornitólogo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Leia também: COP15: conferência da proteção global das espécies migratórias é realizada no Brasil em 2026

Os AIMAs monitoram eventos ligados à migração e à reprodução de 18 espécies de aves na região. Além dos deslocamentos, os agentes classificam as observações entre registros ocasionais, presença de ovos e ocorrência de filhotes. O conjunto de dados analisado reúne cerca de 34.812 registros de mais de cem espécies na região do Rio Negro feitos em aplicativo ODK próprio utilizado pelos agentes indígenas.

COP15: conhecimento indígena revela rotas e alterações na migração de aves no Rio Negro
Tiago Pacheco apresentou a pesquisa sobre aves migratórias na região do Rio Negro pela pespectiva do povo Koripako-Baniwa. Foto: Vanessa Fernandes/ISA

Ainda de acordo com a narrativa dos mais velhos, conta Tiago Pacheco, as penas mais longas nas asas de garças e cabeças-secas são semelhantes ao koyape – folhas de uma espécie de palmeira utilizadas na cobertura das malocas. Após passarem meses com a tia, contribuindo para a reconstrução da casa, as aves retornam ao seu habitat no leste, quando o verão já prevalece na região.

Há também as oolio, uma espécie de andorinha cujos bandos caem no rio e se transformam em cardumes de peixe toloya no início do inverno. Já as waliperhe, outra espécie de andorinha, se transformam no mesmo peixe no meio da estação, entre junho e julho.

Pacheco contou que agora os agentes indígenas estão aprofundando a pesquisa sobre as aves, envolvendo também os estudantes do ensino médio da escola da comunidade Bela Vista, no Médio Içana, onde ele leciona. Além de observar, anotar e analisar os dados, as informações são discutidas com os conhecedores mais velhos.

Para os povos Koripako e Baniwa, as aves migratórias se reproduzem em áreas úmidas (llanos) na Venezuela. “Sempre no início do inverno elas voam bem alto e, de lá, seguem para outras regiões do Brasil. Voam alto para facilitar a viagem longa e costumam procurar as cabeceiras dos rios”, explica Tiago.

Ilustração sobre a migração de aves observado pelos AIMAs. Foto:: Ismael dos Santos/AIMA 

Um dos pontos levantados pela pesquisa, segundo Pacheco, é a redução no número de avistamentos na região, que pode estar relacionada às mudanças climáticas.

“As aves se conectam com o clima da região, dependem muito das estações do ano, inverno e verão. Atualmente, aparecem de vez em quando, porque as estações estão variando e não acontecem sempre no período esperado. Com isso, as aves migratórias estão cada vez menos presentes na região”, afirma. Essa afirmação coincide com o que vem sendo observado e registrado pelos AIMAs em seus diários.

Leia também: Extinção ameaça quase totalidade de peixes migratórios de água doce no mundo, aponta relatório global

Entre as espécies que mais costumavam ser avistadas estão o carará (wanali), a garça-grande (maali), o socó-dorminhoco (walha), o socozinho (pitshaaro), o martim-pescador grande e pequeno (dzaaliro), a tesourinha (kamawaapa) e a andorinha que cai na água (oolio). Segundo os pesquisadores, essas aves ainda migram, mas em menor número.

Aloisio Cabalzar explica que na pesquisa sobre os ciclos anuais, os AIMAs observam e registram uma ampla diversidade de fenômenos relacionados aos ciclos anuais e à dinâmica socioambiental do território. Entre eles estão a presença, ausência e intensidade das chuvas; o nível dos rios; o nome das constelações que marcam cada período; as estações do ano; revoadas de insetos; o canto e a reprodução de sapos e rãs; a migração e reprodução de mamíferos e aves, entre outros.

Aloísio Cabalzar, antropólogo do ISA, falou sobre o trabalho de pesquisa intercultural realizado em parceria com os AIMAs no Rio Negro. Foto: Vanessa Fernandes/ISA

Segundo o antropólogo, a análise específica sobre as aves migratórias ainda está em estágio inicial. Nesse contexto, levar o tema para discussão durante a COP15 também representa uma oportunidade de refletir sobre caminhos possíveis para o aprofundamento da análise e interpretação dos dados desse fenômeno que abrange várias regiões (e países) onde se desenvolvem as diferentes fases da vida das aves. Inclui a construção de protocolos de coleta mais completos, buscando conexões com outros grupos de pesquisa.

“A pesquisa intercultural é uma metodologia para abordar temas complexos e interescalares, que são observados pelos moradores das comunidades e pelos pesquisadores indígenas, mas que envolvem um âmbito espacial mais amplo, e que podem ser melhor compreendidos conectando-se com conhecimentos produzidos mais amplamente”, pondera Aloisio.

Mario Cohn-Haft destacou que a região conhecida como “encostada” funciona, na prática, como uma tríplice fronteira ecológica entre Brasil, Colômbia e Venezuela, que é muito anterior às divisões políticas atuais. “Essas fronteiras que hoje regem tanto as nossas vidas nunca foram relevantes para esses povos”, afirmou.

Mario Cohn-Haft, ornitólogo do Inpa, destacou que oportunidades para estudos de migração de espécies na tríplice fronteira. Foto: Vanessa Fernandes/ISA

Segundo ele, o conhecimento indígena sobre os llanos da Venezuela, que são áreas de cerrado sazonalmente alagadas, semelhantes ao Pantanal, ajuda a explicar a origem de espécies como a garça, cabeça-seca e outras aves que aparecem no Rio Negro.

Para o pesquisador, esse diálogo entre saberes aponta caminhos ainda pouco explorados pela ciência. “A gente não tem essa tradição de pesquisa integrada com a Colômbia e a Venezuela, mas vocês já carregam esse conhecimento”, disse. Ele defende que o atual contexto de maior articulação internacional pode abrir oportunidades para avançar nesses estudos, aprofundando investigações sobre rotas migratórias e fortalecendo cooperações transfronteiriças até então pouco desenvolvidas.

Presente entre o público do evento, a secretária de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Rita Mesquita, chamou atenção para os impactos silenciosos das mudanças ambientais sobre as espécies migratórias na Amazônia e destacou o papel fundamental das populações que vivem nos territórios na produção de registros e conhecimentos. 

Segundo ela, eventos extremos, como secas em níveis inéditos na bacia amazônica, têm alterado profundamente as condições de vida dessas espécies, que dependem diretamente da relação com rios e áreas úmidas. “O que está mudando? O que está sumindo?”, questionou, ao enfatizar a importância de observar e documentar essas transformações. 

Para a secretária, ainda há pouco monitoramento sobre esses impactos, o que reforça a necessidade de aprimorar protocolos de observação e produzir registros mais detalhados. Ela ainda destacou  o valor do conhecimento de quem está na floresta e a importância da memória para identificar mudanças ao longo do tempo, além de apontar a relevância de conceitos como o de “migrações curtas”, apresentado na pesquisa dos AIMAs, dentro da Amazônia, ainda pouco estudados e documentados.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Instituto Socioambiental, escrito por Vanessa Fernandes

Semana do Quadrinho reúne mais de 70 artistas e atividades gratuitas em Manaus

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A 8ª edição da Semana do Quadrinho Nacional de Manaus acontece entre esta sexta-feira (27) e domingo (29). Foto: Divulgação/Mercadizar

A 8ª Semana do Quadrinho Nacional de Manaus começa nesta sexta-feira (27) e vai até domingo (29). A programação será na Biblioteca Pública do Amazonas e no Mirante Lúcia Almeida, no Centro da capital. O evento reúne oficinas, palestras, lançamentos de livros e feira de artistas, com quadrinistas de várias regiões do país. A entrada é gratuita.

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Mais de 70 artistas de 15 estados e do Distrito Federal participam da edição. A expectativa é receber entre 10 mil e 15 mil visitantes. Para participar das oficinas, é necessário se inscrever no local com uma hora de antecedência.

Entre as novidades está o Passaporte Cultural, distribuído gratuitamente ao público. O material reúne indicações de pontos turísticos, restaurantes e estabelecimentos parceiros. Ao visitar os locais, os participantes podem colecionar carimbos e concorrer a prêmios, conforme o regulamento.

Leia também: Conheça nove quadrinhos que têm a Amazônia como cenário

Semana do Quadrinho Nacional de Manaus  2026
Imagem: Divulgação

Programação da Semana do Quadrinho

Na Biblioteca Pública, as atividades acontecem das 13h às 18h, com oficinas para iniciantes e profissionais. Nesta sexta (27), o evento começou com Helena Cunha ministrando a oficina “Roteiro para Quadrinhos”. Às 15h30, Monge Han conduziu a oficina de criação de personagens. O dia termina às 17h, com Raquel Teixeira e a oficina de coloração.

No sábado (28), às 14h, as atividades começam com a oficina “Narrativa para Mangás”, com Max Andrade. Às 15h30, Gabriela Gullich conduz a atividade “Jornalismo em Quadrinhos: HQ em pauta – técnicas para roteiro”. Às 17h, Leon Sarmiento ministra oficina de criação de cenários.

No domingo (29), a programação começa às 14h com oficina de desenho, com Questo. Às 15h30, Romahs Mascarenhas apresenta a atividade “Como criar um quadrinho”. O encerramento será às 17h, com a oficina “Como fazer tirinhas”, com Geovan Motter.

No Mirante Lúcia Almeida, as atividades acontecem nos três dias, das 14h às 20h. O espaço terá painel coletivo de desenhos com o tema “Jacarés” e a atividade “Um quadrinho que mudou a minha vida”, em que o público compartilha referências. Também haverá jam de desenho e apresentações de kamishibai.

Cidade no Peru apresenta resultado de produção de cacau e café na Semana Santa

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A Feira Nacional da Páscoa permitirá aos produtores da região VRAEM aumentar as suas vendas e consolidar as suas marcas de produtos derivados do cacau e do café. Foto: Divulgação/DEVIDA

Sete organizações promovidas pela Comissão Nacional para o Desenvolvimento e a Vida sem Drogas (Devida) participarão da Feira Nacional da Semana Santa, que acontecerá de 2 a 4 de abril no Centro de Convenções de Canaã, em Ayacucho, cidade peruana. Este espaço permitirá aos produtores mostrarem seus produtos que são feitos a partir de produções de cacau e café.

Este espaço permitirá aos produtores também aumentarem as suas vendas e posicionarem as suas marcas no mercado regional durante uma das épocas comerciais e turísticas mais dinâmicas que é a Semana Santa católica.

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Organizações dos distritos de Chungui, Santa Rosa, Ayna, Anchihuay, Unión Progreso (Ayacucho) e Villa Kintiarina (Cusco) oferecerão produtos de valor agregado, como chocolates, pasta e pó de cacau, café torrado moído, além de bebidas à base de café.

Todos esses produtos foram fabricados no Vraem (Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro), uma zona geopolítica estratégica no Peru, situada entre os departamentos de Ayacucho, Cusco, Huancavelica e Junín. 

Leia também: Kemito Ene: empresa Ashaninka peruana triunfa no mercado mundial de cacau e café

Essas associações são fortalecidas pela Missão Nacional para o Desenvolvimento e Vida sem Drogas (Devida), por meio da atividade associativa, da assistência técnica especializada em gestão organizacional e comercial, bem como da implementação de módulos de processamento em anos anteriores. 

A Devida é um organismo público técnico do Peru, vinculado à Presidência do Conselho de Ministros, responsável por projetar e dirigir a Estratégia Nacional de Luta contra as Drogas e que está responsável pela organização.

Cidade no Peru apresenta resultado de produção de cacau e café na Semana Santa
Foto: Divulgação/DEVIDA

Café e cacau = Qualidade de vida

“Essas intervenções contribuem para melhorar a qualidade dos produtos, aumentar sua competitividade e gerar maior renda sustentável para as famílias produtoras”, acrescentou a Devida por meio de sua assessoria.

O órgão também acrescentou que essas ações fazem parte da  Política Nacional de Drogas para 2030, que promove o desenvolvimento alternativo abrangente e sustentável, visando reduzir as disparidades econômicas e consolidar economias legais em territórios vulneráveis ​​ao tráfico de drogas.

*Com informações da Agência Andina

Pela primeira vez no país, pesquisa analisa aceitação de carne de peixe cultivada a partir de células no Tocantins

Carne de peixe cultivada a partir de células é uma tecnologia emergente. Foto: Reprodução/Embrapa

Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) está realizando uma pesquisa junto à população para verificar o grau de aceitação à carne de peixe produzida a partir de células na indústria. É o primeiro estudo do gênero no país.

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Segundo Diego Neves de Sousa, supervisor do Setor de Prospecção e Avaliação de Tecnologias (SPAT) da Embrapa Pesca e Aquicultura, levantamentos sobre a chamada “agricultura celular” são incipientes no Brasil e ainda mais escassos no contexto do pescado.

“A pesquisa é importante pelo fato de identificar as preferências do consumidor e suas intenções de compra em relação à carne de peixe cultivada à base de células, se vai ter aceitação ou não no mercado”, explica.

Os interessados em participar da pesquisa devem clicar AQUI. O questionário leva apenas oito minutos para ser respondido e a participação é totalmente anônima, sem coleta de informações pessoais que permitam a sua identificação.

Leia também: Conheça curiosidades sobre nove peixes da Amazônia

carne de peixe
Carne de peixe pirarucu. Foto: Marcel Oliveira

Segundo Eduardo Varela, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura e responsável pela pesquisa, a carne de peixe cultivada desta forma é produzida a partir de uma pequena amostra de células retirada de peixes.

“Em seguida, as células são cultivadas e produzidas na indústria para crescer e formar a carne, sem necessidade das etapas de criação e abate de animais”, detalha.

Pesquisa sobre a carne de peixe cultivada

A pesquisa busca identificar quais os fatores que influenciam na aceitação, no interesse em experimentar e quais são as possíveis barreiras ou motivações relacionadas a esse tipo de alimento.

“A carne de peixe cultivada a partir de células é uma tecnologia emergente, já desenvolvida em outros países e pode representar uma nova forma de produzir proteínas. O método contribui para uma produção de alimentos mais limpa, reduzindo a pressão sobre estoques naturais e impactos ambientais”, enumera Varela.

Leia também: Conheça a piracatinga, espécie de peixe apelidada de ‘urubu d’água’

Embrapa realiza pesquisa sobre aceitação do consumidor à carne de peixe cultivada a partir de células
Filé de tambaqui. Foto: Reprodução/ Instagram-@Lenapescados

O pesquisador destaca que os resultados contribuirão para estudos sobre aceitação de novas tecnologias alimentares, podendo subsidiar políticas públicas e estratégias de comunicação sobre sustentabilidade e inovação no setor de pescados.

“Os investimentos da agenda de P&D da Embrapa são orientados com base nas demandas do mercado e do consumo. Sabemos que o mercado de proteínas alternativas é uma realidade e uma tendência. Não sabemos nada no Brasil sobre a percepção do consumidor brasileiro em relação ao consumo desses novos produtos. A pesquisa é justamente para buscar esses sinais e embasar a empresa para futuros investimentos”, conclui Varela.

*Com informações da Embrapa

Museu Goeldi celebra Festa Anual das Árvores com trilhas guiadas e homenagem ao jacaranda copaia

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Jacaranda copaia é usada para reflorestar áreas degradadas. Foto: Hedayson Rogério

Para celebrar a Festa Anual das Árvores, o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) convida o público para participar da trilha “Botânica Social”, na manhã do próximo sábado (28/03), no seu Parque Zoobotânico (PZB). Planejado para pessoas de todas as idades, o passeio terá três saídas: às 9h, às 10h e às 11h. Basta passar pela bilheteria e a equipe de guias do Serviço de Educação do Parque irá recepcionar os interessados em frente a Rocinha.

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No roteiro, 11 paradas. Em cada uma, a história de uma árvore será compartilhada, a partir de sua importância histórica, cultural, ambiental e social. A programação é um convite para aprender, com base na ciência e nos saberes tradicionais, sobre a biodiversidade amazônica e sobre a relação humana com a botânica. A trilha finalizará diante da árvore jacarandá copaia, também chamada de parapará, a espécie homenageada pelo Museu Goeldi este ano. 

Museu Goeldi celebra Festa Anual das Árvores com trilhas guiadas e homenagem ao jacaranda copaia
Floração de jacaranda copaia ocorre entre agosto e setembro. Foto: Hedayson Rogério

Leia também: Conheça cinco espécies de árvores que são encontradas somente na Amazônia

A Festa Anual das Árvores consta no calendário nacional, instituída pelo Decreto n° 55.795, de 24 de fevereiro de 1965. O objetivo é difundir conhecimentos acerca da conservação das florestas e valorizar as práticas de preservação das árvores. A chefe do Serviço de Educação do MPEG, Mayara Larrys, explica que, tradicionalmente, o Museu Goeldi comemora a data com atividades educativas.

“A nossa programação anual expressa o compromisso da instituição em fazer divulgação científica, aproximando os públicos de todas as idades da biodiversidade que temos no ambiente, e também dos aspectos sociais e culturais atrelados a ela. Cada vez que o público participa, aprende as formas de conservação das espécies, mais especificamente das espécies amazônicas; conhece a importância destas espécies para a nossa região; e reflete sobre como a preservação da biodiversidade é a solução para enfrentarmos a crise climática”, descreve.

Jacarandá copaia, a árvore homenageada pelo museu

No Parque Zoobotânico, existem dois exemplares do jacarandá copaia (também conhecido como parapará, caroba e marupaúba), sendo um com 25 e outro com 28 metros. Eles estão localizados perto do viveiro da onça e ao lado do bambuzal. As copas do jacarandá copaia ganham o colorido das flores roxas entre agosto e novembro, quando passam a ser visitadas por abelhas grandes, chamadas de mamangavas, responsáveis pela polinização.

Sua madeira é considerada leve, de cor branco-palha, sendo indicada para fabricação de objetos como brinquedos, caixas e cabos de ferramentas. Devido à beleza da sua floração, é considerada uma boa opção para projetos de arborização urbana e, por causa do seu crescimento rápido, costuma ser uma espécie estratégica para a recuperação de áreas degradadas.

Com mais de 20 metros de altura, copa de jacaranda copaia se destaca no parque. Foto: Hedayson Rogério

O jacarandá copaia, geralmente, é encontrado no norte da América do Sul, em países como Brasil, Bolívia, Belize, Guiana e Guiana Francesa. Em território brasileiro, a espécie possui ampla distribuição nos estados do Pará, Amazonas, Mato Grosso e Maranhão. Por suas propriedades anti-inflamatórias, na medicina tradicional, é valorizada em tratamentos para aliviar os sintomas de artrose e reumatismo. A infusão de folhas e cascas em banhos serve para combater infecções na pele, devido à sua ação antisséptica e cicatrizante. Problemas renais, sífilis e relacionados ao colesterol alto também já foram combatidos com a espécie.

Engenheiro agrônomo responsável pelo setor de flora do Parque, Hedayson Rogério explicou que o jacarandá copaia foi escolhido como árvore homenageada este ano por ser uma espécie emblemática da Amazônia devido à beleza da sua floração.

“Outro motivo foi a sua importância ecológica como pioneira na regeneração de florestas degradadas e na captura de carbono, além dos benefícios para a fauna silvestre, sendo um excelente referencial de valor educativo e científico para abordar a importância da conservação do uso sustentável da floresta e da manutenção da biodiversidade”, ressaltou.

Leia também: Conheça a Amazônia através de cinco museus da região Norte

As árvores do Parque Zoobotânico

A copaíba, a seringueira, o açaizeiro, a samaumeira, o cupuaçuzeiro, o mogno, o pau rosa, o cipó alho, a castanheira e o jacarandá copaia formam o “elenco” de árvores que serão visitadas no decorrer da trilha “Botânica Social”, na manhã do próximo sábado. Com duração prevista de 45 minutos, o passeio revelará histórias e curiosidades sobre cada espécie, com a explicação de guias do Serviço de Educação do MPEG. Cada grupo será formado por ordem de chegada, com capacidade de até 30 participantes. Vale lembrar que a concentração estará ocorrendo em frente ao prédio da Rocinha, próximo à bilheteria.

Foto: Adrya Marinho/MPEG

As árvores do roteiro estão entre as 3.034 árvores que vivem no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi. Do total de exemplares, 282 possuem mais de 20 metros de altura e 73 são espécies frutíferas.

O chefe do Serviço de Administração do PZB, Pedro Pompei, falou sobre algumas raridades preservadas no lugar. “A gente tem frutas aqui que já foram muito populares, como o cutite, o camitiê e o pajurá de Óbitos. Temos frutíferas que as pessoas nem lembram mais que existem e que as frutas não são mais encontradas nas feiras porque os prédios foram crescendo e as casas e os quintais foram desaparecendo”, frisando que as frutíferas são atraentes, mas as frutas não podem ser colhidas, uma vez que são alimentos para a fauna livre do Parque Zoobotânico.

Atenção para o que é proibido no Parque Zoobotânico

  • Riscar as árvores e subtrair vegetação;
  • Alimentar os animais e retirar os frutos das árvores;
  • Transportar ou carregar animais domésticos ou silvestres;
  • Atirar qualquer objeto dentro dos recintos dos animais;
  • Fumar dentro do Parque;
  • Ultrapassar canteiros, portões e muros de proteção;
  • Jogar lixo no chão.

*Com informações do Museu Goeldi

Doença de Chagas: saiba identificar os sintomas e como se prevenir

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Inseto barbeiro, causador da Doença de Chagas. Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) confirmou seis casos de doença de Chagas em Macapá, no Amapá. Outros quatro casos estão em investigação. Todos estão relacionados ao consumo de açaí contaminado.

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Uma pessoa morreu em decorrência da doença, e outra morte ainda está sob análise das autoridades de saúde. O alerta reacende a preocupação com a doença, que pode ser silenciosa e evoluir para complicações graves. Conheça os sintomas e saiba como se prevenir:

Principais sintomas da fase aguda

  • Febre persistente por mais de 7 dias
  • Mal-estar intenso
  • Inchaço no rosto e no abdômem
  • Cansaço extremo
  • Dificuldade para realizar atividades simples

Sem tratamento, a doença pode evoluir para a fase crônica, que não tem cura, e provocar problemas graves no coração, rins e sistema digestivo. A professora e poeta Carla Nobre, que descobriu a doença em 2008 durante um surto no estado, reforça a importância de atenção aos sinais.

“Eu fiquei 30 dias com febre, rosto e abdômen inchados, sem conseguir sequer segurar um copo de água. Só depois, com a ajuda de uma infectologista, descobri que era Chagas e comecei o tratamento”, disse.

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Professora Carla Nobre contraiu doença de Chagas em 2008. Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Professora Carla Nobre contraiu doença de Chagas em 2008. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AP

Como ocorre a transmissão?

Na Amazônia, a transmissão costuma ser oral, ligada ao consumo de açaí contaminado pelo inseto barbeiro.

“Os açaizeiros estão em regiões de mata, onde há barbeiros. Quando o fruto é triturado junto com o inseto, há uma carga parasitária muito grande, o que pode levar à infecção”, explicou a superintendente da SVS, Cláudia Pimentel.

A orientação é consumir açaí apenas de locais fiscalizados e com boas práticas de higiene.

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Insetor vetor da Doença de Chagas. Foto: Reprodução/ Centro de Vigilância em Saúde

“É importante que os empresários sigam protocolos adequados de manejo do fruto, desde a colheita até o momento em que é batido na batedeira”, reforçou Cláudia.

A professora Carla acrescenta que o sistema de saúde precisa estar preparado para identificar rapidamente os casos:

“Não adianta só conscientizar quem produz o açaí. O Amapá precisa estimular exames preventivos para identificar casos antes que evoluam”.

*Por Isadora Pereira e Michele Ferreira, da Rede Amazônica AP

Alter do Chão: praias de areia branca e águas mornas no coração da floresta

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O espetáculo do Rio Tapajós, a cultura ribeirinha e uma gastronomia única transforma Alter do Chão em um destino inesquecível. Foto: Divulgação/ Ministério do Turismo

Quando as águas dos rios da região Norte do país baixam, no início do ano, e revelam cenários paradisíacos, Alter do Chão, um charmoso distrito de Santarém, no Pará, ganha o merecido apelido de Caribe Amazônico. Com dias de sol pleno, o destino oferece uma experiência única que substitui o oceano pela imensidão de águas doces, esverdeadas e mornas do Rio Tapajós.

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Alter do Chão mistura a energia das praias fluviais com o mistério e a riqueza da floresta amazônica. Longe do agito das metrópoles, o turista encontra ali um refúgio com um pôr do sol que é considerado um dos mais belos do país.

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Praias e Natureza em Alter do Chão

As praias de Alter do Chão aparecem principalmente durante a vazante do rio, com extensas faixas de areia fina e branca cercadas pela floresta:

– Ilha do Amor: O cartão-postal bem em frente à vila. Para chegar, basta uma rápida travessia em pequenas canoas a remo (as catraias). Tem ótima estrutura de barracas onde você pode petiscar com os pés na água.

– Ponta do Cururu: Uma imensa ponta de areia que entra pelo rio, ideal para contemplar o pôr do sol.

– Ponta de Pedras: Mistura areia branca com formações rochosas escuras, criando um contraste belíssimo, além de ser um ótimo ponto para provar os peixes assados da região.

– Canal do Jari: Um passeio de barco pelos igapós (floresta inundada) e vitórias-régias, onde o turista pode observar aves, preguiças, jacarés e macacos em seu habitat natural.

Diversão e Cultura

A imersão cultural e o ecoturismo são tão impressionantes quanto o banho de rio:

– Serra da Piraoca: Uma trilha curta, mas íngreme, leva ao ponto mais alto da região. Lá de cima, a vista de 360 graus permite ver a imensidão do Rio Tapajós, o Lago Verde e a copa das árvores da Amazônia.

– Floresta Nacional do Tapajós (Flona): Passeio obrigatório para quem quer entrar na selva. Com guias locais, caminha-se entre árvores centenárias gigantescas e visita-se comunidades ribeirinhas e indígenas que vivem de forma sustentável.

– Noites na Vila: O centro de Alter é charmoso e acolhedor. À noite, a praça principal ganha vida com feirinhas de artesanato e rodas de Carimbó.

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Alter do Chão, no Pará
Foto: Reprodução/Arquivo Agência Santarém

Culinária 

A gastronomia paraense é uma das mais ricas e originais do Brasil. Em Alter, o Tambaqui e o Pirarucu assados na brasa são os reis da mesa. É impossível visitar a região sem provar o Tacacá, um caldo quente servido na cuia feito com tucupi, camarão seco e jambu. Outra experiência é o Açaí em sua forma original: consumido puro, servido como acompanhamento para peixe frito e farinha de tapioca.

Como Chegar

A principal porta de entrada é o Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca, em Santarém (STM), que recebe voos diretos de grandes capitais como Belém, Manaus e Brasília.

Do aeroporto de Santarém até a vila de Alter do Chão, são cerca de 34 quilômetros percorridos em rodovia asfaltada (PA-457), um trajeto de aproximadamente 40 minutos que pode ser feito de táxi, transfer ou ônibus.

*Com informações do Ministério do Turismo

Órgãos federais instituem regulamento técnico para produtos do extrativismo sustentável

Foto: Divulgação/Embrapa Acre

Os Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o da Pesca e Aquicultura (MPA) instituíram o Regulamento Técnico para a Obtenção de Produtos Oriundos do Extrativismo Sustentável Orgânico. A Portaria Interministerial nº 41, publicada nesta quinta-feira (26) no Diário Oficial da União, estabelece critérios para identificação, certificação e comercialização de produtos da sociobiodiversidade com reconhecimento orgânico no Brasil.

A regulamentação cria parâmetros técnicos para o manejo sustentável de espécies vegetais, fúngicas, animais e de organismos aquáticos coletados em ecossistemas naturais ou modificados. O objetivo da regulamento é assegurar que a exploração desses recursos ocorra de forma ambientalmente responsável, respeitando a biodiversidade, os ciclos naturais das espécies e os conhecimentos tradicionais das comunidades que dependem do extrativismo para a geração de renda.

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Aplicação do Regulamento

De acordo com a norma, o regulamento se aplica a produtos não madeireiros da sociobiodiversidade destinados à comercialização como orgânicos, conforme a legislação brasileira de produção orgânica. Entre esses produtos estão frutos, sementes, fibras, cogumelos, resinas e outros materiais biológicos extraídos da natureza. A portaria não se aplica a produtos provenientes de sistemas agroflorestais.

O regulamento estabelece que as atividades de extrativismo sustentável orgânico devem estar descritas em um Projeto Extrativista Sustentável Orgânico, garantindo medidas mitigadoras dos impactos socioambientais negativos. O documento reúne informações sobre as práticas de manejo, os métodos de coleta, as estimativas de produção, a análise de riscos e as medidas destinadas a reduzir impactos socioambientais.

A avaliação e a aprovação desses projetos serão realizadas por Organismos de Avaliação da Conformidade Orgânica (OAC) ou por Organizações de Controle Social (OCS) vinculadas ao Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica. O processo também considera aspectos como o histórico de uso da área, as características das espécies manejadas, a conservação do solo e da água e a prevenção de contaminações.

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Valorização

O regulamento estabelece princípios que orientam a atividade extrativista orgânica, entre eles a conservação da biodiversidade, a manutenção das funções ecológicas dos ecossistemas, o desenvolvimento socioeconômico local e o respeito aos saberes de povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

O extrativismo sustentável orgânico poderá ser realizado em diferentes tipos de áreas, como unidades de conservação, territórios tradicionais, assentamentos agroextrativistas e propriedades públicas ou privadas, desde que sejam respeitadas as regras ambientais e os instrumentos de gestão dessas áreas.

A portaria também prevê que órgãos públicos de fomento, pesquisa, assistência técnica e extensão rural apoiem o desenvolvimento dessa atividade, incentivando práticas sustentáveis e a organização de cadeias produtivas ligadas à sociobiodiversidade brasileira.

*Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária

Ministério do Meio Ambiente defende debates globais sobre proteção de espécies migratórias

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) liderou na quarta-feira (25) debates sobre a importância de uma governança ambiental multinível. O encontro, realizado no Espaço Brasil durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês) focou na necessidade de maior integração entre as diferentes convenções das Nações Unidas para garantir a sobrevivência das espécies migratórias.

A secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio) do MMA, Rita Mesquita, destacou que a sinergia entre os acordos internacionais é fundamental para a efetividade das políticas públicas.

“Temos trabalhado o conceito da sinergia entre as convenções, que deve ser pautada na ampliação do conhecimento compartilhado. É o investimento na construção de dados científicos e na troca de informações que estabelece a base para que os compromissos globais de clima e biodiversidade protejam, de fato, as espécies migratórias”, afirmou a secretária.

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Revoada de espécies Irerês (Dendrocygna viduata) cruza o céu em Bonito (MS). - Foto: Fernando Donasci/MMA
Revoada de Irerês (Dendrocygna viduata) cruza o céu em Bonito (MS). Foto: Fernando Donasci/MMA

Fortalecimento de conexões com foco nas espécies migratórias

O chefe de gabinete e secretário nacional substituto da SBio do MMA, Carlos Eduardo Marinello, disse que o fortalecimento das conexões institucionais é o caminho para a eficiência.

“A sinergia entre as convenções permite que ações estratégicas, como a criação de áreas protegidas e processos de restauração, contribuam simultaneamente para múltiplas metas internacionais. No Novo PAC, por exemplo, buscamos essa integração para que os esforços brasileiros em ações de restauração e criação de áreas protegidas contribuam simultaneamente para as diferentes metas globais”, explicou Marinello.

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O diretor do Departamento de Florestas do MMA, Thiago Belote Silva, reforçou que essa sinergia técnica precisa alcançar a população. “Uma comunicação estratégica que conecte o que é decidido nas convenções com a sociedade é vital. O cidadão precisa entender como essas agendas globais se traduzem na conservação dos biomas e se sentir parte responsável”, disse.

O debate reafirmou que o respeito aos conhecimentos tradicionais e a integração de setores são peças-chave para uma política pública de longo prazo. A programação no Espaço Brasil, coordenada pelo MMA, segue até o dia 29 de março.

*Com informações do MMA