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Ministério do Meio Ambiente defende debates globais sobre proteção de espécies migratórias

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) liderou na quarta-feira (25) debates sobre a importância de uma governança ambiental multinível. O encontro, realizado no Espaço Brasil durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês) focou na necessidade de maior integração entre as diferentes convenções das Nações Unidas para garantir a sobrevivência das espécies migratórias.

A secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio) do MMA, Rita Mesquita, destacou que a sinergia entre os acordos internacionais é fundamental para a efetividade das políticas públicas.

“Temos trabalhado o conceito da sinergia entre as convenções, que deve ser pautada na ampliação do conhecimento compartilhado. É o investimento na construção de dados científicos e na troca de informações que estabelece a base para que os compromissos globais de clima e biodiversidade protejam, de fato, as espécies migratórias”, afirmou a secretária.

Leia também: COP15: conferência da proteção global das espécies migratórias é realizada no Brasil em 2026

Revoada de espécies Irerês (Dendrocygna viduata) cruza o céu em Bonito (MS). - Foto: Fernando Donasci/MMA
Revoada de Irerês (Dendrocygna viduata) cruza o céu em Bonito (MS). Foto: Fernando Donasci/MMA

Fortalecimento de conexões com foco nas espécies migratórias

O chefe de gabinete e secretário nacional substituto da SBio do MMA, Carlos Eduardo Marinello, disse que o fortalecimento das conexões institucionais é o caminho para a eficiência.

“A sinergia entre as convenções permite que ações estratégicas, como a criação de áreas protegidas e processos de restauração, contribuam simultaneamente para múltiplas metas internacionais. No Novo PAC, por exemplo, buscamos essa integração para que os esforços brasileiros em ações de restauração e criação de áreas protegidas contribuam simultaneamente para as diferentes metas globais”, explicou Marinello.

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O diretor do Departamento de Florestas do MMA, Thiago Belote Silva, reforçou que essa sinergia técnica precisa alcançar a população. “Uma comunicação estratégica que conecte o que é decidido nas convenções com a sociedade é vital. O cidadão precisa entender como essas agendas globais se traduzem na conservação dos biomas e se sentir parte responsável”, disse.

O debate reafirmou que o respeito aos conhecimentos tradicionais e a integração de setores são peças-chave para uma política pública de longo prazo. A programação no Espaço Brasil, coordenada pelo MMA, segue até o dia 29 de março.

*Com informações do MMA

5 mil ribeirinhos do Amazonas vão ser remunerados por manejo sustentável do pirarucu

Foto: Lucas Macedo/Rede Amazônica AM

Cerca de 5 mil ribeirinhos do Amazonas vão receber pagamento pelo manejo sustentável do pirarucu. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (26), em Manaus, pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. O objetivo é apoiar comunidades que preservam a espécie e os rios da região.

Um cântico indígena realizado por Assis Siwa, da etnia Mayuruna, que atua no manejo do pirarucu no Vale do Javari, marcou a abertura da solenidade. 

Leia também: Cartilha reúne resultados do manejo sustentável do pirarucu no Amazonas

O Programa de Pagamento por Serviços Ambientais do Pirarucu (PSA Pirarucu) vai atender mais de 40 organizações extrativistas em 41 áreas protegidas do Amazonas. Serão investidos cerca de R$ 15 milhões em dois anos, com recursos internacionais e apoio de organismos da Organização das Nações Unidas (ONU). As organizações já estão cadastradas junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela fiscalização.

O manejo sustentável do pirarucu é feito por comunidades que controlam a pesca e respeitam o período de reprodução da espécie, o que ajuda a recuperar estoques e manter o equilíbrio dos rios.

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Certificação orgânica no Amazonas

Além do pagamento direto, o governo também anunciou uma medida que pode aumentar a renda dos pescadores. Uma portaria assinada durante o evento permite a certificação orgânica do pirarucu manejado em Terras Indígenas e Unidades de Conservação. Com isso, o produto pode ser vendido por um valor até 30% maior, inclusive em compras públicas.

“O pagamento pelos serviços ambientais é um reconhecimento da forma como vocês vivem, pescam e cuidam dos lagos. Isso vai significar um acréscimo importante na renda dos manejadores, podendo chegar a 40% de aumento”, afirmou a ministra Marina Silva. Ela também destacou que a medida faz parte de uma estratégia para fortalecer a bioeconomia na Amazônia.

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Pirarucu manejado no Amazonas. Foto: Siglia Souza/Embrapa

Leia também: Ibama classifica pirarucu como invasor em trecho do rio Madeira e libera pesca em Rondônia

A pescadora Elcimar Ribeiro, da zona rural de Fonte Boa, disse que no início quase não havia peixes grandes nos lagos, mas que a realidade mudou com o manejo.

“Depois de cinco anos de manejo, vimos uma fartura enorme”, afirmou. Segundo ela, a certificação orgânica deve ajudar a valorizar o produto e melhorar a renda das famílias.

A secretária de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente, Carina Pimenta, afirmou que os recursos devem ampliar o alcance das ações junto a manejadores e cooperativas.

“Esse pagamento pelos serviços ambientais representa um incremento significativo na renda. É um reconhecimento de que esse tipo de manejo tem as características necessárias para ser valorizado como orgânico e sustentável”, destacou.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Entenda como reparos em redes de abastecimento impactam na rotina da população das grandes cidades

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Foto da capa: Marcelo Seabra/Agência Pará

Realizar reparos em redes de abastecimento nas grandes cidades é uma operação fundamental para a melhoria de serviços essenciais como água e esgoto, mas também envolve vários desafios complexos. Isso porque a execução das obras de manutenção impacta diretamente na rotina da população, além de exigir tempo e paciência dos cidadãos.

Por depender de acesso à, em sua maioria, espaços subterrâneos, os reparos acabam interferindo na mobilidade urbana como o tráfego de veículos, o ir e vir de pedestres e até mesmo o consumo. Para o engenheiro civil Rodrigo Souza, o principal desafio das equipes técnicas é a quantidade de problemas estruturantes encontrados no subsolo urbano.

“Do ponto de vista técnico, o maior desafio que a gente encontra é a alta densidade de interferências. Em cidades antigas como Belém, é comum encontrar rede de água e esgoto misturado com drenagem, fiação de energia, telecomunicações, tudo ocupando o mesmo espaço, muitas vezes com o cadastro técnico não confiável. Isso acaba dificultando bastante na hora da execução dos reparos”, explica Rodrigo, que atua na área de saneamento e infraestrutura em obras.

Obras para reparos no sistema de drenagem no Pará. Foto de 2018/Cosanpa
Obras para reparos no sistema de drenagem da Avenida Almirante Barroso, em Belém (2018). Foto: Divulgação/Acervo Cosanpa

O especialista conta que, na maioria das vezes, o cenário encontrado exige a interrupção no fornecimento dos serviços e a atuação conjunta das empresas prestadores para solucionar os problemas.

“Nem sempre essas interferências estão mapeadas e isso acaba exigindo paralisações pontuais. Por exemplo, quando se atinge uma rede, tem que parar, chamar a concessionária de água ou energia, para avaliar o rompimento e ajudar naquele momento de execução. No rompimento de uma adutora de água, por exemplo, é necessário desligar o abastecimento para solucionar o problema e isso, naturalmente, acaba impactando no prazo de conclusão dos reparos e na rotina dos clientes”, frisou o engenheiro, que é pós-graduado em engenharia ambiental e saneamento.

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Segurança para realizar os reparos

Outro ponto é a segurança dos funcionários que atuam nas obras. Segundo o Rodrigo, é fundamental avaliar primeiro o local para garantir a integridade física dos trabalhadores, para depois iniciar a execução dos trabalhos.

“É preciso garantir a segurança e condições adequadas para aqueles trabalhadores que estão no local, porque qualquer falha durante a etapa pode causar acidentes e a perda de vidas. Voltando ao exemplo da adutora, não tem como realizar o serviço com uma rede pressurizada, não é somente instalar uma tubulação e pronto, por isso, a segurança é fundamental, tanto para quem está trabalhando quanto para a qualidade da execução dos reparos”, reforçou o engenheiro.

Segurança dos trabalhadores é fundamental para a execução correta dos serviços. Foto: Divulgação/Águas do Pará

Soluções

Para minimizar a demora das obras de manutenção, o especialista reforça que as empresas utilizam estratégias para sanar os impactos no dia a dia da população.

“A mitigação desses impactos precisa ser feita com planejamento executivo e um controle rigoroso na execução das obras de reparos, onde precisa ter um engenheiro e um técnico acompanhando em tempo real. Geralmente, essas intervenções são divididas em trechos menores para poder reduzir o tempo de uma vala aberta, já que é um problema que afeta a população em termos de trânsito”, pontuou.

Águas que transformam

A entrevista com Rodrigo Souza faz parte do quadro ‘Águas que transformam’, do programa Estação CBN Belém, da rádio CBN Amazônia, na edição de 25 de março.

Águas que transformam, entrevista com especialista para falar sobre os impactos de obras de saneamento nas cidades
Participação de Rodrigo Souza, por telefone, no quadro Águas que Transformam, no Estação CBN Belém. Foto: Reprodução/CBN Amazônia

O especial visa ampliar o diálogo com a população e a melhoria do serviço do fornecimento de água no estado.

Com apresentação da jornalista Ize Sena, o quadro vai ao ar toda quarta-feira no Estação CBN Belém, na 102.3 FM e no YouTube. Confira a entrevista completa (a partir de 1:16):

Confira mais episódios do especial ‘Águas que transformam’ AQUI.

Vestígios históricos de ocupação humana na Amazônia são encontrados no Amazonas

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Segundo o Instituto Mamirauá, indígenas e ribeirinhos tiveram papel fundamental na expedição realizada na Amazônia, conduzindo os pesquisadores até os sítios e compartilhando relatos sobre a ocupação no Amazonas. Foto: Divulgação/Instituo Mamirauá

Um grupo de pesquisadores encontrou 50 sítios arqueológicos durante uma expedição científica no oeste do Amazonas, ao longo do Rio Japurá, próximo à fronteira com a Colômbia. Os achados revelam vestígios da ocupação humana na Amazônia e, para os arqueólogos, funcionam como uma ‘linha do tempo’ da história amazônica.

Entre 9 de fevereiro e 2 de março, pesquisadores do Instituto Mamirauá percorreram 200 km do Alto Japurá. Eles registraram gravuras rupestres, cerâmicas antigas, terra preta, fontes de matérias-primas e até objetos ligados ao Ciclo da Borracha.

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O Ciclo da Borracha foi um momento econômico na história do Brasil relacionado com a extração e comercialização da borracha. O seu auge ocorre entre 1879 a 1912, tendo depois experimentado uma sobrevida entre 1942 e 1945 durante a II Guerra Mundial (1939-1945). Durante este período, cerca de 50% do Produto Interno Bruto do Amazonas era resultado da extração e comercialização da borracha.

O trabalho faz parte de uma ação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A ideia é reunir dados ambientais, arqueológicos e socioculturais para orientar políticas de conservação da floresta e valorização do patrimônio histórico.

“A identificação dos sítios e dessas informações históricas ajuda a pensar políticas públicas e estratégias de proteção para essas áreas de floresta que ainda não têm destinação definida”, afirmou o arqueólogo Márcio Amaral, do Instituto Mamirauá.

Um relatório será entregue ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Os primeiros resultados já foram apresentados em uma oficina em Manaus, nos dias 19 e 20 de março.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que são sítios arqueológicos?

Vestígios históricos de ocupação humana na Amazônia são encontrados no Amazonas
Local onde foi encontrado os vestígios. Foto: Divulgação

Comunidades na Amazônia são protagonistas

Segundo o instituto, indígenas e ribeirinhos tiveram papel fundamental na expedição, conduzindo os pesquisadores até os sítios e compartilhando relatos sobre a ocupação da região.

Segundo Amaral, essas populações são protagonistas na preservação da memória:

“Eles carregam relatos e conhecimentos que contribuem para a pesquisa. Nós somos como pontes, enquanto eles são as principais fontes desses espaços”.

Além do Instituto Mamirauá e do MMA, participam da iniciativa o Field Museum of Natural History (Chicago), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e a Amazon Conservation Team (ACT).

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Boa Vista monitora saúde e desenvolvimento de alunos da rede municipal

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Alunos passam por avaliação de peso, altura e IMC para acompanhar crescimento e nutrição. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

    Cuidar da saúde desde cedo também faz parte do processo de aprendizagem. Com esse objetivo, a Prefeitura de Boa Vista promove nas escolas da rede municipal a Avaliação Antropométrica com alunos matriculados nas unidades urbanas, rurais e indígenas. Nesta terça-feira, 24, a atividade ocorreu na Escola Municipal Hilda Franco.

    Os estudantes participaram da aferição de peso, altura e cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), indicadores que ajudam a acompanhar o crescimento e o estado nutricional das crianças.

    A avaliação antropométrica é um conjunto de medidas físicas utilizadas para analisar a composição corporal. O método é simples, não invasivo e contribui para o monitoramento da saúde, além de auxiliar na prevenção de doenças e no acompanhamento das atividades físicas desenvolvidas nas escolas.

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    Monitoramento da saúde dos alunos

    Nas unidades de ensino, as medições são conduzidas pelos professores de Educação Física. Após a conclusão das aferições, os dados coletados são encaminhados à Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), que consolida os resultados em toda a rede.

    De acordo com o gerente municipal de Educação Física, Admilson Nascimento, o levantamento é uma ferramenta importante para acompanhar o desenvolvimento dos alunos e fortalecer ações de promoção da saúde no ambiente escolar.

    “Esse trabalho permite que a rede municipal acompanhe de perto o crescimento e o desenvolvimento das crianças. A partir desses dados, conseguimos incentivar hábitos saudáveis e orientar tanto os alunos quanto as famílias sobre a importância da alimentação equilibrada e da prática regular de atividades físicas”, destacou.

    Boa Vista monitora saúde e desenvolvimento de alunos da rede municipal
    As atividades incluem caminhadas, corridas e jogos, estimulando a prática de exercícios de forma lúdica. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

    Educação e conscientização

    Durante a coleta de dados, os professores também promovem atividades educativas que ajudam os alunos a compreender a importância de cuidar da saúde. Entre as ações estão a criação de murais com informações sobre alimentação saudável e atividade física, além de gincanas e dinâmicas voltadas ao bem-estar.

    As atividades incluem caminhadas, corridas e jogos, estimulando a prática de exercícios de forma lúdica. As escolas também incentivam o diálogo com os pais, reforçando a importância do acompanhamento familiar na construção de hábitos saudáveis entre as crianças.

    Segundo o professor de Educação Física Francisco Uberlanio, o processo ocorre em duas etapas, sendo uma nos primeiros meses do ano e, a outra, em novembro, permitindo comparar a evolução dos estudantes.

    “No início do ano, a gente recebe a planilha, faz a coleta dos dados das crianças e registra as informações. No final do ano, repetimos esse processo e conseguimos comparar a evolução delas durante todo o período, tanto na parte física quanto cognitiva e nutricional”, explicou.

    Leia também: Novos alunos iniciam curso de Robótica Educacional em Boa Vista

    Alimentação escolar reforça nutrição dos alunos

    O cuidado com a saúde dos estudantes também passa pela alimentação oferecida nas unidades de ensino. Em 2026, a merenda escolar da rede municipal ganhou um cardápio mais diversificado, elaborado por nutricionistas e alinhado às diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

    Entre as novas preparações estão pratos como feijoadinha com arroz brasileirinho, arroz de horta, salpicão de frango, cuscuz nordestino e feijão tropeiro. As receitas foram planejadas para unir valor nutricional, identidade cultural e aceitação entre os alunos.

    Além disso, mais da metade dos alimentos distribuídos nas escolas são hortifrútis frescos, adquiridos de cooperativas locais, o que fortalece a economia da zona rural e garante refeições mais nutritivas para os estudantes.

    O professor Francisco destacou que o trabalho também envolve diálogo direto com a equipe de nutrição da rede municipal, fortalecendo as ações voltadas à saúde dos estudantes.

    “A gente passa esses dados para o pessoal da nutrição e eles utilizam essas informações no planejamento da merenda escolar. Esse diálogo entre o professor de educação física e a equipe de nutrição é muito importante para acompanhar a saúde das crianças”, ressaltou.

    Resultados orientam atividades físicas conforme a necessidade de cada aluno. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

    Atenção individual aos alunos

    A partir dos resultados obtidos, os professores também conseguem adaptar as atividades físicas de acordo com a necessidade de cada estudante.

    “Quando a gente identifica alguma situação, chama a família e ajusta as atividades. Se a criança precisa de mais intensidade nas atividades, a gente aumenta; se tem baixo peso, a gente reduz a carga. Tudo é feito pensando no desenvolvimento e na saúde do aluno”, explicou o professor Francisco.

    O profissional ainda ressalta que manter o peso adequado durante a infância influencia diretamente no aprendizado e na convivência escolar. “Quando a criança está no peso ideal, ela consegue estudar melhor, aprende mais e interage com os colegas sem constrangimento. Por isso é importante esse diálogo com a família para garantir que todos acompanhem esse processo”, completou.

    Ytallo Brilhante, de 9 anos, aluno do 4° ano, foi um dos estudantes atendidos. “Eu gosto muito de educação física, principalmente de futebol. A merenda da escola também é muito boa. O que eu mais gosto é arroz, feijão e carne”, contou.

    Quem também compartilha desse amor pelo esporte é a colega de turma, Fernanda Costa, de 9 anos. “Sem dúvida futebol é o que eu mais gosto. Aprendi aqui na escola. Sobre a merenda, minha preferida é o mingau de aveia e também o feijão preto, com arroz e carne”, revelou.

    Direito à Memória: exposição de artista amazonense estreia no Maranhão

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    Foto: Alonso Júnior

    Recontar as histórias de pessoas pretas e indígenas registradas de forma violenta, desrespeitosa e brutal, do período referente à expedição fotográfica de cunho racista denominada ‘Thayer’, realizada na Amazônia, no século XIX. Este é o foco central da exposição ‘Costura de Cores Ancestrais – A RETOMADA’, integrante do projeto artístico ‘Direito à Memória’, diretamente de Manaus (AM), que começou nesta quarta-feira (25), no Chão SLZ, em São Luís (MA).

    Contemplada na ‘PNAB 2024 – Fomento à Execução de Ações Culturais de Artes’ e realizada com o apoio do Governo do Estado do Amazonas/Conselho Estadual de Cultura/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em parceria com o Governo Federal, a exposição, idealizada e com direção artística assinada pela artista manauara Keila-Sankofa, surge de um incômodo legítimo de modificação da imagem pública das pessoas pretas e indígenas, apresentando um passado remodelado.

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    Com a mostra, o objetivo central é criar possibilidades para uma edição da memória pública e imagética destas pessoas fotografadas nesta expedição. Para Keila-Sankofa, as teorias racistas científicas criadas para justificar uma suposta superioridade racial nesse período, se perpetuam no imaginário até os tempos de agora.

    “Nosso trabalho é plantar e cultivar, recriar essas imagens e intervir na paisagem da cidade retratando esses indivíduos sociais por nome, cultura, origem, desejos e constituição familiar, tudo aquilo que o processo da história colonial propositalmente apagou”, destaca a artista.

    Exposição propõe revisitação histórica

    Na exposição ‘Costura de Cores Ancestrais – A RETOMADA’, a transmutação da imagem é utilizada para contar uma parte da história de pessoas pretas e indígenas, possibilitando através da poética, uma identidade para essas pessoas, utilizando da revisitação histórica para construir imaginários como uma ferramenta para transversão da história oficial.

    Assim, a mostra atua na ressignificação dos cativos presos nas fotografias em seres livres e com sua humanidade escrita, transformando-os em obras bandeiras que provam a existência desses indivíduos sociais e suas importâncias.

    A iniciativa já foi realizada em outros três lugares – todos em Manaus, como: Largo de São Sebastião, Trilha do Musa no Angelim de 500 anos e no Salão do Museu da Amazônia – MUSA. Keila-Sankofa destaca que a estreia no Maranhão é o primeiro lugar fora do estado do Amazonas em que a exposição circula.

    “Essa é uma satisfação enorme poder estar em terras maranhenses. Queremos ocupar a Amazônia inteira com a voz dessas pessoas contando suas próprias histórias”, celebra a artista.

    Leia também: Saiba quantos e quais municípios do Maranhão compõem a Amazônia Legal

    Exposição Costura de Cores Ancestrais - A RETOMADA
    Além de exposição, o projeto também conta com outras ações. Foto: Alonso Júnior

    Programação

    Além da mostra, a programação tem, também, outras duas ações culturais previstas no mesmo local, como minicurso e mesa de debate – sendo esta intitulada “Chão e Direito à Memória”, que contará com os artistas Keila-Sankofa e Dinho Araújo, e será nesta quinta-feira (26), às 19h, totalmente gratuita e aberta a todos os públicos.

    Já o minicurso, com o título “Memória interrompida: arquivos coloniais e reparação histórica”, ocorrerá nos dias 2 e 3 de abril, das 15h às 18h, ministrada por Patrícia Melo – responsável pela assessoria histórica da exposição. A ação, também gratuita, terá acesso livre nos dois dias de atividade.

    Para mais informações sobre a mostra, acesse as redes sociais do Chão SLZ, da artista Keila-Sankofa ou e do Projeto “Direito à Memória”.

    Direito à Memória

    Direito à Memória é um projeto artístico que, desde 2019, realiza um enfrentamento contra as combinações e projetos de apagamento que se perpetuam sistematicamente, além de propor através da arte, em parceria com a história, um olhar ampliado que narra e retifica referências negativas impostas às populações negras e indígenas no território Amazônico.

    O Direito à Memória é uma escrita poética de humanização da memória de vidas pretas e indígenas – um cavamento histórico, que além de uma pesquisa artística, é uma ação contracolonial.

    Mudo e em movimento: Rondônia pelas lentes de Thomaz Reis

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    Rondon e Major Reis. Foto: Benjamin Rondon

    Por Júlio Olivar – julioolivar@hotmail.com

    O cinema ainda engatinhava no mundo quando as imagens da Amazônia começaram a falar de forma poderosa para o mundo. Sob o comando do Major Luiz Thomaz Reis (1878-1940), a imensidão dos sertões brasileiros deixou de ser apenas um relato de viajantes para se tornar um documento vivo. Reis, baiano de nascimento e genro do artista plástico italiano Giuseppe Boscagli — que também imortalizou os Nambiquaras de Vilhena em suas telas —, foi o olhar que transformou a marcha de Rondon em narrativa visual.

    Em 1912, foi de Reis a sugestão visionária de criar a Seção de Cinematografia e Fotografia da Comissão Rondon. Enquanto Charles Chaplin estreava nas telas americanas em 1914, o Major já cruzava os rios e matas da nossa região com equipamentos adquiridos na Europa, iniciando registros que se tornariam os primeiros filmes etnográficos do planeta.

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    A saga do rio da dúvida e o nacionalismo

    A contribuição de Reis não foi apenas técnica, mas cultural e política. Ele foi peça-chave na produção de “The River of Doubt”, documentando a célebre expedição Roosevelt-Rondon. Ao levar para os cinemas da elite urbana do Rio de Janeiro obras como “Ao Redor do Brasil” (1932) — que hoje podemos revisitar no YouTube —, ele apresentou o cotidiano de Porto Velho, o pulsar da Madeira-Mamoré e o majestoso Real Forte Príncipe da Beira, na fronteira do Brasil com a Bolívia.

    Essas projeções não eram mero entretenimento. Elas fomentavam um sentimento de nacionalismo, transformando a figura do sertanista e a cultura indígena em símbolos de uma identidade brasileira em construção. As imagens serviam como prova do progresso e, simultaneamente, como uma defesa humanista dos povos originários, alinhada à filosofia de Rondon.

    Mudo e em movimento: Rondônia pelas lentes de Thomaz Reis
    Foto: Benjamin Rondon

    O patrimônio e o silêncio

    Apesar da importância monumental, o acervo desse período sofreu com o abandono ao longo das décadas. Pouco restou além dos registros salvos pela própria Comissão Rondon e por nomes como o cineasta italiano Mário Civelli e seus descendentes.

    A trajetória de Luiz Thomaz Reis nos lembra que Rondônia nasceu sob o signo do cinema. Mais do que registrar a instalação do telégrafo ou a demarcação de fronteiras, ele filmou o encontro do Brasil com suas próprias raízes, deixando um legado antropológico que ainda hoje pulsa em cada fotograma sobrevivente daquela Amazônia.

    Leia também: UNIR promove inclusão social na fronteira com curso de português para bolivianos

    Sobre o autor

    Júlio Olivar é jornalista e escritor, mora em Rondônia, tem livros publicados nos campos da biografia, história e poesia. É membro da Academia Rondoniense de Letras. Apaixonado pela Amazônia e pela memória nacional.

    *O conteúdo é de responsabilidade do colunista

    Xingu, Tapajós ou Solimões? Filhote de onça mobiliza público no Pará com escolha de nome inspirado na Amazônia

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    A onça que nasceu no BioParque Vale Amazônia, resultado de um programa de reprodução voltado à preservação da espécie. Foto: Divulgação/ BioParque Vale Amazônia

    Um novo símbolo da biodiversidade amazônica acaba de chegar ao mundo e já conquistou a atenção do público. Um filhote de onça-pintada nascido em março deste ano, no Pará, tornou-se protagonista de uma mobilização que une conservação ambiental e participação popular: a escolha do seu nome.

    O animal nasceu no BioParque Vale Amazônia, resultado de um programa de reprodução voltado à preservação da espécie, considerada ameaçada de extinção. A iniciativa é vista como um avanço importante para a conservação da fauna brasileira, especialmente de um dos maiores predadores das Américas.

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    Macho e ainda sob cuidados especiais, o filhote é descendente do casal Marília e Zezé, ambos com origem genética do Cerrado, e simboliza mais um avanço nas ações de preservação da espécie, considerada ameaçada de extinção.

    O filhote permanece em uma área reservada do parque, onde recebe atenção constante da equipe técnica. A expectativa é que, nos próximos meses, ele possa ser apresentado ao público, após superar as primeiras fases de desenvolvimento.

    Leia também: Distribuição geográfica: você sabe onde é possível encontrar onça-pintada no Brasil?

    Votação do nome da onça

    A escolha do nome está sendo organizada pelo próprio BioParque Vale Amazônia, que abriu uma votação online para envolver a população nesse momento simbólico.

    Os interessados podem participar acessando o link oficial da votação AQUI.

    Três opções foram disponibilizadas: Xingu, Tapajós e Solimões — todas referências a importantes rios da Amazônia e carregadas de significado ambiental e cultural.

    Segundo o veterinário da área, Nereston Camargo, a escolha dos nomes não é aleatória. Além de homenagear a geografia amazônica, eles reforçam a conexão entre a espécie e os ecossistemas que garantem sua sobrevivência. A onça-pintada é considerada um indicador da saúde ambiental: onde ela vive, há equilíbrio ecológico.

    “Cada nascimento em ambiente controlado é um marco importante para a preservação da espécie e evidencia a importância de projetos de conservação da biodiversidade”, destaca o veterinário.

    Leia também: Onça-pintada resgatada no Rio Negro é devolvida à natureza no Amazonas

    Filhote de onça-pintada permanece em área interna sob cuidados especiais e deve ser apresentado ao público no primeiro semestre deste ano, segundo Nereston de Camargo. Foto: DivulgaçãoBioParque Vale Amazônia

    O nome escolhido será anunciado durante a programação de aniversário do parque, no domingo (29), que contará com oficinas, atividades culturais e atrações recreativas para todas as idades.

    De acordo com o veterinário, o filhote segue em uma área interna, sob cuidados especiais por ser recém-nascido. A previsão é que ele seja apresentado ao público ainda no primeiro semestre de 2026.

    Além disso, a participação popular na escolha do nome aproxima a sociedade dessas ações ambientais, criando um vínculo simbólico com o animal e com a causa da conservação.

    Extinção ameaça quase totalidade de peixes migratórios de água doce no mundo, aponta relatório global

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    Piraíba (Brachyplatystoma filamentosum), peixe de água doce que vive principalmente nas bacias dos rios Amazonas, Orinoco, Tocantins e Araguaia. Foto: Zeb Hogan/CMS

    A Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce, lançada nesta terça-feira (24) em evento paralelo da 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP da CMS, na sigla em inglês), a COP15, aponta que 97% dos peixes de água doce listados pela CMS estão ameaçados de extinção. Realizado em conjunto pela CMS, WWF e Universidade de Nevada (EUA), o estudo contou com a colaboração do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e é o mais abrangente sobre peixes migratórios de água doce. Veja o relatório global aqui

    “Os peixes migratórios de água doce não são apenas maravilhas ecológicas, mas também essenciais para a segurança alimentar, economias locais e patrimônio cultural de muitas populações ao redor do mundo”, ressaltou a secretária executiva da CMS, Amy Fraenkel.

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    Trata-se dos vertebrados mais ameaçados por fatores como alteração de fluxos, degradação do habitat, exploração, poluição, entre outros, que já levam a uma perda estimada de aproximadamente 90% da população das espécies listadas pela CMS desde os anos 1970.

    “Esses resultados são fruto de um esforço global. Temos todos os motivos para estarmos muito, mas muito preocupados. Nossas espécies de peixes, que são a base de tantas comunidades, essenciais para a segurança alimentar de tantas pessoas e para o funcionamento dos nossos sistemas econômicos, além de espécies que possuem características únicas, estão mais do que nunca nos enviando sinais claros do seu nível de ameaça, vulnerabilidade e da urgência de nossa atenção”, destacou a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita.

    Atualmente, apenas 24 espécies estão listadas pela CMS, mas o relatório identifica um total de 349 dentro dos critérios da convenção. Isso significa que 325 espécies de peixes migratórios de água doce que ainda não foram formalmente listados nos anexos da CMS podem estar sob algum nível de ameaça de conservação ou extinção. Na Ásia, concentra-se o maior número de peixes migratórios ameaçadps (205), seguida por América do Sul (55), Europa (50), África (42), América do Norte (32) e Oceania (6).

    O estudo também destaca as bacias hidrográficas em que a cooperação internacional pode fazer grande diferença: Amazônia, Prata-Paraguai-Paraná, Danúbio, Mekong, Nilo e Ganges-Brahmaputra.

    “É encorajador observar o alinhamento entre a agenda da CMS e os desafios relacionados à água doce. Essa convergência mostra como iniciativas globais podem reforçar prioridades nacionais. A liderança ambiental do Brasil se fortalece tanto na conservação dos peixes migratórios, quanto na manutenção da conectividade dos habitats. Ao integrar essa agenda, o país reafirma seu compromisso com a sustentabilidade dos processos ecológicos essenciais”, destacou o presidente da COP15 da CMS e secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco.

    Peixes migratórios na bacia amazônica

    Somente na bacia Amazônica foram confirmadas 21 espécies de peixes migratórios em estado de conservação desfavorável, conforme estudo de caso divulgado na Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce.

    O conjunto de espécies candidatas inclui bagres pimelodídeos de longa distância (como os grandes peixes-gato dos gêneros Brachyplatystoma e Pseudoplatystoma), caraciformes migratórios (como os dos gêneros Brycon, Leporinus, Prochilodus e Semaprochilodus) e serrasalmídeos amplamente explorados.

    A bacia Amazônica se destaca pelos peixes migratórios de longa distância. O bagre dourado ou dourada (Brachyplatystoma rousseauxii) é reconhecido por realizar o maior ciclo migratório em água doce. São mais de 11 mil quilômetros, saindo dos Andes até o oceano Atlântico e depois retornando.

    Ainda conforme o estudo, esses grandes peixes migratórios representam 93% das capturas pesqueiras e movimentam cerca de 436 milhões de dólares estadounidenses (aproximadamente R$ 2,28 bilhões) por ano.

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    Plano de Ação Regional

    Está sob análise da COP15 o Plano de Ação Regional para os Bagres Migratórios da Amazônia. O documento foi apresentado pelo Governo do Brasil e elaborado com a participação de autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.

    Grandes bagres migratórios da Amazônia, como a dourada e a piramutaba (Brachyplatystoma vaillantii) foram incluídas no Anexo II da CMS durante a COP14, reconhecendo a necessidade de cooperação internacional para sua conservação.

    peixe - dourada - amazônia
    Dourada. Foto: Reprodução

    O Plano tem como objetivos estratégicos a conservação de habitats críticos e a conectividade fluvial, o fortalecimento da base de conhecimento científico e local, o impulsionamento das cadeias de valor sustentáveis, a concordância entre políticas e marcos normativos e o apoio à cooperação internacional.

    “O Brasil tem feito esforços enormes no sentido de estabelecer planos de ação de recuperação de espécies ameaçadas. Trabalhamos na revisão e atualização de listas de espécies ameaçadas de extinção e de espécies exóticas invasoras. Temos colocado na pauta uma questão clara de que é preciso discutir esses espaços”, explicou Rita.

    No âmbito da COP15, o Brasil propôs a inclusão do surubim (Pseudoplatystoma corruscans) no Anexo II da CMS.

    *Com informações do MMA

    Estudantes rondonienses vencem maratona de games e criam jogo inspirado na cultura do Norte em 48 horas

    Foto: Divulgação

    Desenvolver um jogo completo em apenas 48 horas pode parecer impossível, mas foi exatamente esse o desafio proposto pela Game Jam do Tecnogame 2026. O evento realizado em Porto Velho (RO) no último final de semana reuniu talentos de Rondônia em uma maratona criativa que colocou à prova habilidades técnicas, trabalho em equipe e inovação.

    Com o tema “Norte”, os participantes precisaram criar jogos originais que dialogassem com a identidade regional. O destaque da edição ficou com a equipe Matutinos, formada por alunos do curso de Ciência da Computação da Afya São Lucas, que conquistou o 1º lugar com o jogo “AVOA! Norte”. A equipe garantiu premiação de R$ 2mil, além de bolsas de estudo e reconhecimento no cenário local.

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    Premissa do jogo

    O jogo apresenta a jornada de um aviador que explora a região Norte em busca da lendária cidade perdida de Ratanabá, mas acaba descobrindo, ao longo do percurso, a riqueza cultural e simbólica da região.

    Segundo Pedro Lopes, integrante da equipe e responsável pela parte artística, a proposta foi valorizar elementos visuais e narrativos diante do tempo limitado.

    “Interpretamos o tema ‘Norte’ a partir da cultura e da realidade da região. Optamos por focar mais na apresentação visual do que nas mecânicas, por conta do tempo reduzido. A ideia é um aviador que explora o Norte e, no fim, conhece mais da região do que o próprio objetivo inicial”, explica.

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    jogo avoa norte vence tecnogame rondônia 2026
    Foto Divulgação

    Apesar de o desafio prever 48 horas, o tempo efetivo de desenvolvimento foi ainda menor, o que exigiu organização e dedicação extrema dos participantes.

    A equipe foi formada por Pedro Lopes (artista principal), Gustavo Duque (programador backend) e Judson Gabriel (programador frontend), que trabalharam intensamente para entregar o projeto dentro do prazo.

    O coordenador do curso de Ciência da Computação da Afya São Lucas, Liluyoud Cury de Lacerda, destacou o esforço dos estudantes durante a competição. “Eles tiveram que criar um jogo do zero, com código, roteiro, jogabilidade e identidade, tudo em um curto espaço de tempo e sem uso de inteligência artificial. Nas últimas horas, ficaram praticamente 24 horas sem dormir para conseguir finalizar o projeto”, relata.

    De acordo com o coordenador, competições como a Game Jam têm papel fundamental na formação de novos profissionais e podem abrir portas no mercado nacional e internacional. “A Game Jam é uma das maiores competições de desenvolvimento de jogos. Muitos participantes acabam se tornando referência e conquistando oportunidades em empresas, inclusive fora do Brasil. É uma experiência que pode mudar trajetórias”, afirma.

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    Reconhecimento e crescimento do curso

    A conquista reforça o desempenho do curso de Ciência da Computação da Afya São Lucas, que, mesmo com pouco mais de um ano de existência, já acumula resultados expressivos no estado.

    “Apesar de ser um curso novo, já conquistamos dois dos principais títulos na área de tecnologia em Rondônia. No ano passado, fomos campeões do desafio Liga Jovem do Sebrae, e agora vencemos a Game Jam. Isso mostra o potencial dos nossos alunos e a qualidade da formação”, destaca Liluyoud.

    O jogo “AVOA! Norte” está disponível gratuitamente para o público e pode ser acessado AQUI.