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Instituto Bicho D’Água fortalece atuação na costa amazônica com foco em crescimento sustentável

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Foto: Reprodução/ Agência Pará

O Instituto Bicho D’Água, organização paraense que se tornou referência na conservação da biodiversidade da costa amazônica, inicia uma nova etapa de desenvolvimento para ampliar sua atuação na região Norte. No mês de julho, os cientistas Renata Emin e Reginaldo Medeiros participaram, no Rio de Janeiro, do encontro intermediário do Impulso PRIO, programa de aceleração voltado ao desenvolvimento de 11 organizações socioambientais. Ao longo de 11 meses, a iniciativa apoia organizações parceiras no fortalecimento da gestão, da sustentabilidade financeira e da capacidade de execução de seus projetos.

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Há mais de uma década atuando na conservação dos ecossistemas costeiros da Ilha de Marajó, o Instituto ajudou a ampliar de cinco para 23 o número de espécies marinhas registradas no litoral paraense. Entre as espécies registradas estão o peixe-boi-marinho, boto-cinza, baleia-de-Bryde, baleia-fin e outras espécies de baleias e golfinhos oceânicos. A organização desenvolve ainda pesquisas com mamíferos aquáticos, aves e tartarugas marinhas, atua em praticamente todo o litoral do Pará e produz conhecimento científico que contribui para a conservação da costa amazônica e da Margem Equatorial brasileira.

Instituto Bicho D'Água fortalece atuação na costa amazônica com foco em crescimento sustentável
Foto: Divulgação/Instituto Bicho D´água

Leia também: IA e sons subaquáticos revelam habitat crítico do peixe-boi amazônico

Na comunidade pesqueira em Soure, na Ilha de Marajó, o Instituto desenvolve um monitoramento participativo onde moradores ribeirinhos informam os avistamentos de peixes-boi próximos às suas residências. Além disso, mantém uma rede de informantes formada por pescadores, comunidades tradicionais e órgãos ambientais, que comunica ocorrências de encalhes e animais debilitados, ajudando no monitoramento e a conservação das espécies. Além disso, também contribui para o Plano Nacional de Conservação dos Mamíferos Aquáticos Amazônicos, o Plano Nacional de Conservação do Peixe-boi-marinho e o Plano Nacional de Conservação dos Pequenos Cetáceos.

“Nosso propósito é mudar o status de conservação das espécies da fauna aquática da região costeira amazônica. Para isso, precisamos fortalecer a instituição para ampliar nosso impacto e engajar cada vez mais pessoas nessa missão”, afirma a presidente do Instituto Bicho D’Água, Renata Emin.

O Instituto integra a segunda edição do Impulso PRIO, programa promovido pela PRIO, maior empresa brasileira independente de petróleo e gás do país. Nesta edição, a iniciativa passou a incluir organizações do Pará e do Delta do Parnaíba. Os participantes recebem mentorias de colaboradores voluntários da companhia e formação técnica da Ago Social em gestão, governança, comunicação, captação de recursos e sustentabilidade financeira.

Foto: Reprodução/Facebook-@Bicho D’água

“Não se trata apenas de apoiar projetos, mas de contribuir para que eles se tornem mais estruturados, sustentáveis e capazes de crescer com autonomia. Queremos que esse impacto deixe de ser pontual e passe a ser contínuo”, afirma Olivia Stewart Richardson, Head de Comunicação e Marketing da PRIO.

Para o Instituto Bicho D’Água, a participação no programa é estratégica diante dos desafios da operação na Amazônia. A organização monitora cerca de 120 quilômetros de praias e busca transformar sua excelência científica em uma estrutura de gestão capaz de ampliar sua capacidade de execução, fortalecer a captação de recursos e garantir a continuidade das ações de conservação.

“Estamos confiantes de que, em breve, vamos sair dessa posição de incerteza e alcançar a sustentabilidade das nossas atividades. Isso nos permitirá impactar e engajar cada vez mais pessoas na conservação da biodiversidade amazônica”, finaliza Renata.

Sobre o Instituto Bicho D’Água

O Instituto Bicho D’Água é uma organização socioambiental do Pará que atua na conservação da biodiversidade da costa amazônica. Por meio da pesquisa científica, do monitoramento da fauna marinha, da reabilitação de animais silvestres e do trabalho junto a pescadores e comunidades tradicionais, desenvolve projetos que integram conservação ambiental, produção de conhecimento e desenvolvimento sustentável na região costeira amazônica.

Foto: Reprodução/Facebook-@Bicho D’água

Prazer, PRIO

A PRIO é a maior empresa independente de óleo e gás do Brasil, pioneira na recuperação e aumento da vida útil de campos em produção. Criada em 2015 e com seis ativos na Bacia de Campos, tem foco na excelência e na busca por eficiência operacional, priorizando a segurança das operações e o zelo com as pessoas e com a preservação do meio ambiente.

*Por Mariana Moura – InPress Porter Novelli.

Amazon On 2026 encerra terceira edição consolidando agenda para conectividade, energia e desenvolvimento sustentável da Amazônia

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Amazon On 2026 encerra terceira edição consolidando agenda para conectividade. Foto: Divulgação

Após dois dias de debates, o Amazon On 2026 encerrou sua terceira edição consolidando-se como um dos principais fóruns dedicados à discussão de soluções para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Realizado em Manaus, o encontro reuniu mais de 1.700 inscritos e 1.400 visitantes únicos, além de representantes do governo federal, agências reguladoras, organismos internacionais, universidades, empresas e especialistas do Brasil e do exterior para discutir temas como conectividade, transição energética, inteligência artificial, bioeconomia e infraestrutura digital.

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Ao longo da programação, um dos consensos foi o de que a expansão da infraestrutura de telecomunicações e energia é condição essencial para ampliar o acesso a serviços públicos, impulsionar a inovação e reduzir desigualdades na Amazônia. Os debates também reforçaram que a conectividade deve ser tratada como infraestrutura estratégica para o desenvolvimento econômico, a soberania nacional e a melhoria da qualidade de vida das populações amazônicas.

Após dois dias de debates, o Amazon On 2026 encerrou sua terceira edição consolidando-se como um dos principais fóruns dedicados à discussão de soluções para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Foto: Divulgação

“O Amazon On nasceu com o propósito de aproximar diferentes setores para discutir soluções concretas para a Amazônia. A cada edição, reunimos mais especialistas, instituições e empresas comprometidos com o desenvolvimento sustentável da região. Acreditamos que conectividade, energia, inovação e conhecimento precisam caminhar juntos para ampliar oportunidades, melhorar a qualidade de vida das populações amazônicas e fortalecer a conservação da floresta”, afirmou o coordenador do evento, Moisés Moreira.

Entre os destaques do segundo dia esteve o painel “Soberania e Sustentabilidade na Amazônia a partir da Infraestrutura de Telecomunicações e Energia”, que reuniu representantes do Governo Federal, empresas e provedores de internet para discutir os desafios da transformação digital na região. A diretora do Departamento de Segurança da Informação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Danielle Ayres, defendeu que políticas de telecomunicações e energia sejam planejadas de forma integrada e com coordenação do Estado. “Tecnologia, segurança e digitalização não são mais assuntos transversais. Eles fazem parte de todas as atividades. Cabe ao Estado criar as condições para o desenvolvimento dessa infraestrutura, por meio de incentivos regulatórios, financiamento e uma governança coordenada”, afirmou.

Representando os provedores regionais, o CEO da ClickIP e vice-presidente da Associação de Provedores de Internet do Amazonas (Apriam), Maykon Souza, destacou que a infraestrutura digital precisa ser tratada como um ativo estratégico para o desenvolvimento da região. “A infraestrutura digital é tão importante quanto a energia elétrica para uma indústria. Muitos municípios ainda não compreendem o potencial econômico que uma conexão de qualidade pode gerar, especialmente diante do avanço da inteligência artificial e da economia digital”, disse.

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O Amazon On nasceu com o propósito de aproximar diferentes setores para discutir soluções concretas para a Amazônia. Foto: Hector Muniz/Portal Amazônia

No painel de encerramento “Da Amazônia para o Mundo”, especialistas defenderam que tecnologia, conectividade e inovação são ferramentas essenciais para fortalecer a bioeconomia, ampliar o acesso a políticas públicas e gerar oportunidades para as populações dos territórios tradicionais. A professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Maria Angélica Corrêa, destacou que o conhecimento científico deve estar a serviço da conservação da floresta e do desenvolvimento regional.

“A tecnologia é uma ferramenta fundamental para mostrar ao mundo a realidade da Amazônia e contribuir para sua preservação. Vivemos uma emergência climática e precisamos transformar conhecimento em ações concretas. A riqueza deste bioma exige mais pesquisa, investimentos e responsabilidade para que seu desenvolvimento ocorra de forma sustentável”, afirmou.

Outro tema de destaque foi a transição energética na Amazônia. Especialistas discutiram alternativas para ampliar a infraestrutura energética e garantir um fornecimento mais eficiente e seguro para comunidades remotas. Para o CEO da Âmbar Energia Amazonas, João Pilla, o fortalecimento do setor passa pela solução de desafios estruturais.

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O Amazon On nasceu com o propósito de aproximar diferentes setores para discutir soluções concretas para a Amazônia. Foto: Hector Muniz/Portal Amazônia

“A qualidade do serviço passa por três grandes desafios: reduzir os custos operacionais, combater as perdas não técnicas, que hoje representam nosso maior problema, e enfrentar a inadimplência. Quando a empresa se torna eficiente, ela consegue reinvestir na expansão e na melhoria da geração e da distribuição de energia”, destacou.

Durante os dois dias de programação, o Amazon On promoveu oito painéis com representantes da Anatel, ANEEL, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial, CAF, Huawei, Qualcomm, HMN Technologies, UNESCO, União Internacional de Telecomunicações (UIT), além de autoridades de Portugal, Suriname, República Dominicana, Colômbia, Cabo Verde e Peru. As discussões abrangeram temas como transição energética, inteligência artificial, infraestrutura digital, conectividade significativa, bioeconomia e experiências de inovação desenvolvidas na própria Amazônia.

Outro tema recorrente ao longo do evento foi a necessidade de fortalecer a soberania digital da Amazônia por meio da expansão da infraestrutura de telecomunicações e da proteção de dados. No painel “Soberania e Sustentabilidade na Amazônia a partir da Infraestrutura de Telecomunicações e Energia”, a diretora do Departamento de Segurança da Informação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Danielle Ayres, defendeu que políticas de telecomunicações e energia sejam planejadas de forma integrada e com coordenação do Estado.

O Amazon On nasceu com o propósito de aproximar diferentes setores para discutir soluções concretas para a Amazônia. Foto: Hector Muniz/Portal Amazônia

“Tecnologia, segurança e digitalização não são mais assuntos transversais. Eles fazem parte de todas as atividades. Cabe ao Estado criar as condições para o desenvolvimento dessa infraestrutura, por meio de incentivos regulatórios, financiamento e uma governança coordenada”, afirmou.

Como um dos principais resultados da terceira edição, o Amazon On anunciou a criação do Instituto Amazon On, organização sem fins lucrativos que dará continuidade às iniciativas promovidas pelo fórum ao longo do ano. Segundo Moisés Moreira, o objetivo é transformar o encontro em uma plataforma permanente de articulação entre especialistas, instituições e organizações comprometidas com o futuro da Amazônia.

“O Amazon On deixa de ser apenas um evento e passa a ser uma plataforma permanente para conectar pessoas, instituições e iniciativas comprometidas com o futuro da Amazônia. Queremos fortalecer esse ambiente de diálogo e cooperação para transformar boas ideias em projetos capazes de gerar desenvolvimento sustentável para a região”, concluiu.

Ferrovia da floresta pode virar patrimônio mundial da Unesco

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Ferrovia da floresta pode virar patrimônio mundial da Unesco. Foto: Secom Porto Velho

A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré representa a origem de Porto Velho e um dos maiores capítulos da história da Amazônia e do Brasil. Agora, esse patrimônio pode ganhar reconhecimento mundial.

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A Prefeitura de Porto Velho deu o primeiro passo para transformar a histórica ferrovia da floresta em Patrimônio Mundial da Unesco. A administração municipal encaminhou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) uma carta de intenção solicitando apoio para estruturar a candidatura da ferrovia da floresta Madeira-Mamoré ao seleto grupo de bens reconhecidos por seu valor universal para a humanidade.

A iniciativa acontece em um momento de valorização do complexo ferroviário. Nos últimos meses, a Prefeitura tem investido em ações de preservação e promoção do patrimônio histórico, entre elas o retorno da Locomotiva 18, que voltou a funcionar após anos sem operar, devolvendo à população um dos maiores símbolos da história de Rondônia.

Leia também: Nos trilhos da memória: a voz de quem manteve viva a história da Madeira-Mamoré

Ferrovia da floresta pode virar patrimônio mundial da Unesco
Ferrovia da floresta pode virar patrimônio mundial da Unesco. Foto: Secom Porto Velho

Caso a candidatura seja aprovada, Porto Velho passará a integrar o mapa mundial do patrimônio cultural, fortalecendo o turismo, incentivando a preservação da memória e ampliando a visibilidade internacional da capital rondoniense.

O secretário executivo de Turismo da Semtel, Aleks Palitot, ressaltou a importância da iniciativa. “A Madeira-Mamoré é muito mais do que um patrimônio de Porto Velho. Ela representa um legado histórico da Amazônia e do Brasil. Iniciar esse processo é reconhecer a importância da nossa história e trabalhar para que ela seja valorizada e conhecida no mundo inteiro”.

O prefeito Léo Moraes afirmou que o reconhecimento internacional fortalecerá a preservação e o desenvolvimento do turismo na capital. “Estamos construindo um novo momento para a nossa ferrovia. Já realizamos importantes ações de valorização, como o retorno da Locomotiva 18, e agora damos mais um passo histórico ao buscar o reconhecimento da Unesco. Preservar a Madeira-Mamoré é preservar a identidade de Porto Velho e abrir novas oportunidades para o turismo e para a economia da nossa cidade”.

Investimentos 

A Prefeitura de Porto Velho e a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) assinaram, no último sábado (01), uma carta de intenção para recuperar parte da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) e retomar o tradicional passeio turístico de trem.

Ferrovia da floresta pode virar patrimônio mundial da Unesco. Foto: Divulgação

A parceria prevê a recuperação do trecho entre a Estação Ferroviária e o Mercado Municipal do Pescado, além da manutenção corretiva e preventiva da Locomotiva nº 18 e dos carros de passageiros do acervo histórico da EFMM. 

O objetivo é preservar o patrimônio cultural e reintegrá-lo ao roteiro turístico do complexo ferroviário.

Primeiro passo para reconhecimento internacional de um dos maiores patrimônios históricos da Amazônia

A Prefeitura de Porto Velho deu o passo para o reconhecimento internacional da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM). No dia 1º de agosto, data em que a histórica ferrovia completa 114 anos de inauguração oficial, foi entregue ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) uma carta de intenção manifestando o interesse do município em estruturar a candidatura da EFMM à Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O documento foi encaminhado à Superintendência do Iphan em Rondônia e solicita apoio institucional para a criação de um Comitê Técnico Interinstitucional que conduzirá os estudos e levantamentos necessários para a futura candidatura.

A proposta reconhece a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré como um patrimônio de valor universal excepcional, destacando sua importância histórica, cultural, tecnológica e humana. Construída entre 1907 e 1912 em cumprimento ao Tratado de Petrópolis (1903), a ferrovia foi fundamental para a integração da Amazônia, o fortalecimento das relações entre Brasil e Bolívia e, principalmente, para o surgimento e desenvolvimento de Porto Velho.

Na solenidade foi entregue ao Iphan, uma carta de intenção manifestando o interesse do município em estruturar a candidatura da Ferrovia da floresta à Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Unesco. Foto: Secom Porto Velho

Além de sua relevância econômica e estratégica, o documento ressalta que a Madeira-Mamoré representa um dos maiores símbolos da memória da imigração internacional, da engenharia ferroviária e da história social do trabalho, preservando remanescentes ferroviários, locomotivas, oficinas, edifícios históricos e um conjunto arquitetônico de grande importância para o Brasil e para o mundo.

A carta também prevê a realização de estudos técnicos e científicos, levantamento histórico, arquitetônico, arqueológico e documental, elaboração do dossiê de candidatura e o desenvolvimento de ações permanentes de preservação, pesquisa, educação patrimonial e promoção turística do conjunto ferroviário.

Reconhecimento Mundial

Para o prefeito de Porto Velho, iniciar esse processo representa um compromisso com a preservação da história da capital. “A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré é o maior símbolo da nossa origem. Trabalhar para que esse patrimônio alcance reconhecimento mundial é valorizar nossa história, fortalecer nossa identidade e projetar Porto Velho para o mundo. Esse é um legado que queremos preservar para as futuras gerações”.

Proposta reconhece a Ferrovia da floresta Madeira-Mamoré como um patrimônio de valor universal excepcional. Foto: Secom Porto Velho

O secretário Aleks Palitot, destacou que a iniciativa reforça o compromisso do município com a valorização do patrimônio histórico. 

“Estamos iniciando uma construção que exige união entre instituições, pesquisa e compromisso com a preservação da nossa memória. A Ferrovia da floresta Madeira-Mamoré possui atributos históricos, culturais e humanos que justificam plenamente a busca pelo reconhecimento como Patrimônio Mundial. Esse é um passo histórico para Porto Velho e para toda a Amazônia”.

Próximo passo

O superintendente do Iphan em Rondônia, Crisvaldo Cássio Silva de Souza, recebeu a manifestação com entusiasmo e ressaltou que o processo seguirá os trâmites institucionais.

“Recebi a carta com muita satisfação. Ela será protocolada no âmbito do Iphan e encaminhada à Presidência do Instituto, em Brasília, para conhecimento e para que sejam adotados os encaminhamentos institucionais cabíveis. A candidatura de um bem à Lista do Patrimônio Mundial da Unesco segue um processo técnico bastante rigoroso e envolve diversas etapas, mas consideramos muito importante que o Município manifeste esse interesse e se disponha a construir esse diálogo com o Iphan”.

A iniciativa representa o início de um trabalho conjunto entre Prefeitura de Porto Velho, Iphan, Governo do Estado, universidades, instituições culturais e centros de pesquisa, com o objetivo de consolidar a candidatura da Ferrovia da floresta Madeira-Mamoré ao reconhecimento internacional.

Caso seja reconhecida pela Unesco, a Ferrovia da floresta Madeira-Mamoré fortalecerá o turismo e a preservação do patrimônio histórico de Porto Velho. Foto: Secom Porto Velho

Caso obtenha o título, a Ferrovia da floresta Madeira-Mamoré passará a integrar o seleto grupo de patrimônios reconhecidos pela Unesco por seu valor universal excepcional, ampliando a visibilidade internacional de Porto Velho, fortalecendo o turismo cultural e contribuindo para a preservação de um dos maiores legados históricos da Amazônia brasileira.

*Por Jhon Silva e André Oliveira, Secom Porto Velho.

Equipe de pesquisadores da UFMA participa de ação de recuperação de nascentes do Rio Santa Bárbara

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Ação do projeto Reviva Rio conta com voluntários e entidades na recuperação de nascentes do Rio Santa Bárbara. Foto: Agaminon Sales (DCOM)

Após cerca de três décadas sendo considerado um rio morto, o Rio Santa Bárbara, localizado na zona rural de São Luís, começa a dar sinais de recuperação graças a um esforço coletivo que une ciência, mobilização social e educação ambiental. Na última sexta-feira, 31, uma equipe de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) participou de mais uma ação do projeto Reviva Rio, iniciativa voltada à recuperação das nascentes degradadas da capital maranhense.

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Durante a ação, os pesquisadores realizaram o mapeamento das nascentes e o levantamento topográfico da área com tecnologia GPS RTK, equipamento de alta precisão utilizado para identificar as características do terreno. O trabalho permitirá detalhar toda a rede de drenagem da bacia hidrográfica, fornecendo informações que auxiliarão na elaboração de estratégias para a recuperação das nascentes.

O vice-reitor da UFMA e pesquisador do PRODEMA, Leonardo Soares, destacou a contribuição da Universidade para o desenvolvimento do projeto. “Atuamos na análise de qualidade de água e também em uma série de práticas de educação ambiental, além do plantio de mudas em algumas regiões do rio. Tudo isso é uma grande ação de extensão, de inovação tecnológica e que também está articulada com uma agenda internacional com a Universidade de Alicante, denominada SAVE, que permite ao mundo todo assistir a esse estudo de caso piloto da restauração de uma bacia hidrográfica da cidade de São Luís”. 

Leia também: Cinco lagos amazônicos impactados pelas mudanças climáticas são monitorados no Amazonas e no Pará

Rio Santa Bárbara. Foto: Agaminon Sales (DCOM)

Além da produção científica, a iniciativa também representa uma importante oportunidade de formação para os estudantes. Para o finalista do curso de Geografia Bacharelado da UFMA, Ítalo Gabriel, a experiência aproxima os futuros profissionais da realidade do território estudado e amplia a compreensão sobre a relação entre sociedade e natureza.

“Como geógrafo, essa ação contribui de uma maneira muito efetiva para o meu currículo, porque a geografia é o estudo do espaço geográfico, que é o espaço desenvolvido pelo homem, produzido pelo homem, e envolve tanto aspectos físicos como aspectos humanos. É uma mescla de aspectos físicos com os humanos. Estamos reunindo tudo o que a geografia estuda, a natureza e a sociedade”. 

Projeto Reviva Rio

A atividade integra a programação do projeto Reviva Rio, iniciativa que reúne voluntários, organizações da sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa, órgãos públicos e moradores das comunidades para promover a recuperação de rios degradados de São Luís. 

As ações na região do Rio Santa Bárbara incluem, além do mapeamento das nascentes, a retirada de lixos e sedimentos orgânicos na região das nascentes. Em pouco mais de 30 ações realizadas desde o mês de março, já foi possível observar o aumento no fluxo das nascentes, trazendo esperança de recuperação total do rio. Os próximos passos incluem a escavação do local soterrado, devolvendo as condições necessárias para o fluxo adequado do rio. 

Equipe de pesquisadores da UFMA participa de ação de recuperação de nascentes do Rio Santa Bárbara
Ação rio Santa Bárbara. Foto: Agaminon Sales (DCOM)

Leia também: Água Branca: Saiba mais sobre a última nascente viva de igarapé em Manaus e sua importância

O líder do projeto, Márcio Cruz, ressaltou que o envolvimento da comunidade científica é essencial para garantir que as ações sejam planejadas com base em evidências técnicas.

“Não dá para fazer um trabalho de revitalizar um rio sem a comunidade científica. Porque é ela que vai nos trazer os dados precisos que vão nos ajudar a entender o que está passando pelo rio, o que é que é preciso fazer. Com ajuda das entidades, sejam elas estaduais, municipais ou ONGs, fica apenas um trabalho de paixão. Com o dado científico, ajuda muito. Por exemplo, antes esse rio era rio Santa Bárbara e não era conhecido. Agora ele é, cientificamente, microbacia do rio Tibiri. E isso faz toda a diferença”. 

Memórias que inspiram o futuro

Muito antes da expansão urbana de São Luís, o Rio Santa Bárbara fazia parte do cotidiano das comunidades que se formaram em seu entorno. Entre os moradores mais antigos está Francisco das Chagas, de 64 anos, que acompanhou de perto tanto o período em que o rio era fonte de lazer e sustento quanto o processo de degradação ambiental.

“Eu moro desde criança aqui no rio da Santa Bárbara, eu vi ele saudável, todo mundo tomava banho tranquilo. Não tinha poluição, a nascente estava limpa”, conta. “Eu vi ao longo do tempo esse rio perdendo a vida. Agora foi que nós começamos o trabalho de recuperação. Participo da limpeza e estou tendo o maior prazer de ajudar a limpar esse lugar. O meu sonho é ver ele perfeito para todo mundo tomar banho”, reflete.

Para Ítalo Gabriel, a recuperação do Rio Santa Bárbara também representa a possibilidade de transformar a realidade das comunidades locais, promovendo benefícios ambientais, sociais e econômicos.

Morador Francisco das Chagas participa das ações de recuperação do rio Santa Bárbara. Foto: Agaminon Sales (DCOM)

“As novas gerações vão poder banhar no Rio Santa Bárbara, vão poder ter a sua convivência com o meio ambiente. Isso abre espaço para diversas ações e melhorias na qualidade de vida, como, por exemplo, uma economia sustentável e também um desenvolvimento social para a região”, aponta. 

Ao fornecer apoio técnico-científico ao projeto Reviva Rio, a Universidade Federal do Maranhão reafirma seu papel como agente de transformação social do estado, contribuindo com a proteção do meio ambiente e com a elevação dos indicadores de qualidade de vida no estado. 

Por Agaminon Sales, Universidade Federal do Maranhão.

Tempo seco aumenta risco de doenças respiratórias; saiba como se proteger

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Tempo seco aumenta risco de doenças respiratórias. Orientação é evitar a automedicação e buscar atendimento sempre que os sintomas persistirem. Foto: William Duarte/Rede Amazônica

Basta olhar pela janela para perceber que a estiagem chegou. Com o ar mais seco e a poeira levantando, aumentam os casos de problemas respiratórios, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Por isso, a Prefeitura de Porto Velho reforça o atendimento nas unidades de saúde e orienta a população sobre os cuidados necessários nesta época do ano.

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“Durante a estiagem, reforçamos o atendimento nas nossas unidades de saúde para garantir que a população receba orientação e cuidado no momento em que mais precisa”, destaca o prefeito Léo Moraes.

Tempo seco aumenta risco de doenças respiratórias. Foto: Divulgação

Na UBS Caladinho, a médica clínica geral Evelynne Ferreira Borba explica que medidas simples ajudam a reduzir os impactos da baixa umidade.

“Evite a exposição ao sol entre 10h e 15h. Principalmente não praticar exercícios físicos ao ar livre nesses horários. Se precisar sair, use protetor solar e beba bastante água. E é água mesmo, não refrigerante ou bebida alcoólica”.

Quem não possui umidificador pode recorrer a uma alternativa simples: colocar uma bacia com água ou toalhas úmidas no quarto para melhorar a umidade do ambiente durante a noite.

Leia também: Estudo aponta que calor extremo causa mais mortes por doenças respiratórias no país; saiba o cenário da região Norte

Tempo seco aumenta risco de doenças respiratórias
Tempo seco aumenta risco de doenças respiratórias. Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

A médica também faz um alerta para os sinais que exigem atenção, principalmente nas crianças. “Se a criança apresentar muito esforço para respirar, com o nariz abrindo mais que o normal (batimento de asa do nariz) ou as costelas marcadas durante a respiração (retração intercostal), a orientação é procurar imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Já os casos leves, como tosse, espirros e irritação nas vias respiratórias, devem ser avaliados na Unidade Básica de Saúde (UBS)”.

A orientação é evitar a automedicação e buscar atendimento sempre que os sintomas persistirem. As Unidades Básicas de Saúde estão preparadas para acolher a população e oferecer orientação durante todo o período de estiagem. Com hidratação, proteção contra o sol e atenção aos sinais do corpo, é possível enfrentar os meses mais secos do ano com mais segurança.

*Por Helen Paiva, Secretária Municipal de Comunicação (Secom).

Por que o Forte de Samaipata não é exatamente um forte? Entenda a origem do nome e sua verdadeira função 

Foto: Reprodução/Facebook-@Archaeology & Civilizations

Apesar de ser conhecido mundialmente como Forte de Samaipata (El Fuerte de Samaipata), o sítio arqueológico boliviano não foi construído originalmente como uma fortaleza militar. Pelo contrário, de acordo com pesquisas arqueológicas sua principal função era cerimonial, religiosa, administrativa e política.

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Localizado na Província da Flórida, Departamento de Santa Cruz, na Bolívia, país da Amazônia Internacional, o forte foi construído a 2 mil metros de altitude, em um local de antigos rituais indígenas. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o sítio arqueológico de Samaipata é composto por duas áreas distintas: uma colina com inúmeras esculturas em pedra, considerada o centro cerimonial da antiga cidade, e um setor ao sul que funcionava como distrito administrativo e residencial. 

Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1998, o forte reúne evidências da ocupação de diferentes povos ao longo de mais de mil anos.

Por que o local recebeu o nome de ‘Forte’?

O viajante Ruy viaja, em seu canal do youtube, explica, durante um passeio pelo lugar, que o Forte de Samaipata ganhou o nome ‘El Fuerte’, que significa ‘o Forte’ em espanhol, durante o período colonial. De acordo com ele, os conquistadores espanhóis batizaram o local como ‘el fuerte’ devido à sua posição elevada no alto de uma colina, embora sua principal função não fosse militar. 

Leia também: linkar os a lista de patrimonios da Bolivia

Forte de Samaipata
Foto: Reprodução/Facebook-@Archaeology & Civilizations

Apesar disso, as fortificações militares realmente existiram, mas representam apenas uma das últimas fases de ocupação do sítio arqueológico. Com o passar do tempo, o nome acabou sendo utilizado para designar toda a área, embora a maior parte do complexo tenha sido construída muito antes de sua utilização militar.

Um centro religioso muito antes de ser uma fortaleza

De acordo com a Unesco, o local começou a ser ocupado por volta do ano 300 d.C., inicialmente por grupos ligados à cultura Mojocoya. Foi nessa época que teve início a escultura da enorme rocha de arenito vermelho que se tornou o principal símbolo de Samaipata.

Séculos depois, o sítio foi ocupado pelos incas, que transformaram a região em uma capital provincial e ampliaram suas funções administrativas. Mesmo assim, o elemento principal do conjunto continuou sendo sua gigantesca rocha esculpida, considerada um espaço destinado a rituais religiosos.

Foto: Reprodução/Facebook-@Archaeology & Civilizations

A Unesco descreve essa rocha como um dos maiores monumentos cerimoniais pré-colombianos das regiões andina e amazônica. Com aproximadamente 220 metros de comprimento por cerca de 60 metros de largura, a formação rochosa foi cuidadosamente trabalhada por artesãos especializados, e nela é possível observar:

  • canais esculpidos na pedra;
  • nichos e cavidades;
  • figuras geométricas;
  • representações de animais;
  • espaços associados a cerimônias religiosas e rituais ligados à água, à fertilidade e às divindades da natureza.

Leia também: Conheça os fortes da Amazônia que existiram entre os séculos XVII e XVIII

O complexo urbano de Samaipata

Embora a grande rocha seja a parte mais conhecida do sítio, Samaipata é formado por dois conjuntos arqueológicos principais.

O primeiro corresponde ao centro cerimonial, localizado sobre a colina esculpida, e o segundo reúne o antigo setor administrativo e residencial, onde arqueólogos encontraram praças, terraços agrícolas, edifícios públicos, áreas de armazenamento e construções típicas da arquitetura inca.

Segundo a Unesco, entre essas estruturas está a Kallanka, um grande edifício utilizado para atividades militares e administrativas, além de espaços conhecidos como Ajllahuasi, onde viviam mulheres ligadas às atividades do Estado Inca.

A importância estratégica da região

Embora sua principal função fosse religiosa e política, Samaipata ocupava uma posição geográfica estratégica. Localizado na transição entre os Andes e as terras baixas da Amazônia, o sítio controlava importantes rotas comerciais e servia como ponto de contato entre diferentes culturas.

Foto: Reprodução/Facebook-@Archaeology & Civilizations

De acordo com a Unesco, o sítio serviu como um baluarte contra os ataques dos guerreiros Chiriguanos da região do Chaco na década de 1520. Além disso, as minas de prata do Cerro Rico, em Potosí, começaram a ser exploradas em 1545, e o assentamento colonial de Samaipata tornou-se um importante ponto de parada na estrada que ligava Assunção e Santa Cruz aos centros coloniais dos Andes, como La Plata (atual Sucre), Cochabamba e Potosí. 

Com a fundação da nova cidade de Samaipata no Vale da Purificação, o antigo assentamento perdeu sua importância militar e foi abandonado.

Um patrimônio que preserva a história de diferentes povos

Ao longo de sua história, o local foi ocupado por diferentes povos, incluindo grupos da cultura Mojocoya, incas e, posteriormente, espanhóis. Segundo a Unesco, o conjunto representa um raro exemplo da integração entre tradições religiosas, arquitetura monumental, organização urbana e administração política em uma região de contato entre os Andes e a Amazônia.

Por isso, apesar do nome que atravessou os séculos, o ‘Forte de Samaipata’ é lembrado muito mais como um centro cerimonial e cultural do que como uma fortaleza militar.

Livro de pesquisadora do Mato Grosso chega à semifinal do Jabuti Acadêmico

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Foto: Divulgação/ XX Congresso Brasileiro de Limnologia

O livro “Zooplâncton: a vida invisível na água doce”, escrito pela bióloga e servidora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Thaís de Melo, alcançou a semifinal do 3º Prêmio Jabuti Acadêmico. A premiação reconhece e valoriza livros científicos, técnicos, profissionais e didáticos publicados no Brasil.

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Resultado da trajetória acadêmica da autora, a obra é a primeira da área de Limnologia — campo dedicado ao estudo dos ecossistemas de água doce, como rios, lagoas e reservatórios — a chegar a essa etapa da premiação. Sua produção contou com recursos do Edital Pró-Extensão 2024 da UFMT.

Livro de pesquisadora chega à semifinal do Jabuti Acadêmico
Foto: Divulgação/ XX Congresso Brasileiro de Limnologia

“O livro foi escrito por mim, ilustrado pela Renata Ramos e lançado no final do ano passado. A maioria das pessoas nem sabe o que é limnologia e pouca gente conhece o zooplâncton. Mas, agora, graças a um livro que nasceu dentro da universidade pública, mais pessoas conhecem esse universo. Deixamos de ser um pouco invisíveis”, afirma.

Leia também: Livro sobre aves da Amazônia ganha prêmio Jabuti Acadêmico 2025

Thaís destaca que, embora a UFMT seja uma universidade potente, está localizada fora dos grandes eixos de produção acadêmica das regiões Sul e Sudeste, onde historicamente se concentram mais recursos. Para ela, o reconhecimento também representa uma oportunidade de levar o nome da Instituição a outros espaços.

livro “Zooplâncton: a vida invisível na água doce”. Foto: Divulgação

“Este livro carrega o nome da UFMT para fora e só existiu porque houve um edital interno de extensão que acreditou na ideia e financiou o projeto. Quanto mais poderíamos transformar se houvesse apoio contínuo e estruturado às iniciativas de divulgação científica? O talento e as ideias já estão aqui; precisamos de incentivo constante para não deixá-los parar pelo caminho”, questionou.

Além do reconhecimento no Prêmio Jabuti Acadêmico, a autora foi convidada a lançar o livro durante o XX Congresso Brasileiro de Limnologia, realizado em Juiz de Fora.

“Vários pesquisadores me pararam para elogiar a obra e enfatizar sua urgência. O professor Fabio Scarano, por exemplo, ecólogo, curador do Museu do Amanhã e vencedor de dois Prêmios Jabuti, disse que ficou encantado e fez questão de reforçar a importância do projeto”, contou.

Divulgação científica

Independentemente do resultado final da premiação, a autora acredita que o livro pode ampliar a visibilidade da contribuição dos servidores técnico-administrativos para a pesquisa desenvolvida nas universidades públicas.

“Somos uma minoria em termos de direitos e visibilidade institucional e precisamos constantemente cavar espaços para existir, produzir e sermos ouvidas. Como bióloga, faço o papel de tradutora do conhecimento acadêmico e entusiasta da democratização da ciência. Aproximo a sociedade da ecologia e da universidade pública. Uso o zooplâncton para transformar a percepção das pessoas sobre os ecossistemas aquáticos”, concluiu.

Foto: Divulgação/ Câmara Brasileira do Livro

*Com informações da Universidade Federal do Mato Grosso.

Amazon On 2026 discute subsídios eficazes para a expansão da conectividade 

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Desenvolvendo subsídios eficazes para a expansão da conectividade do lado da demanda: percepções e ações foi o tema de debate no Amazon On em seu primeiro dia. Foto: Hector Muniz/ Portal Amazônia

O debate diante de uma região tão rica diante do seu potencial mas que ainda debate a pobreza em mais diversos setores também foi abordado em um painel do Amazon On 2026. Com o tema Desenvolvendo subsídios eficazes para a expansão da conectividade do lado da demanda: percepções e ações, o último painel do dia (5) trouxe diversos colaboradores para o debate que acontece no Centro Cultural Vasco Vasques.

O painel que encerrou as atividades do dia contou com Sonia Jorge, Fundadora e Diretora Executiva da GDIP – Global Digital Inclusion Partnership, como moderadora. Nos paineis estiveram Amparo Arango Echeverri, Diretora do Fundo de Desenvolvimento das Telecomunicações (FDT) do Indotel – Instituto Dominicano de las Telecomunicaciones – República Dominicana, Claudia Bustamante, servidora do governo Colombiano no setor de comissão de regulação das comunicações no país, Juliano Stanzani, Diretor do Departamento de Política Setorial da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, além de Manuel Cabugueira – Membro do Conselho de Admnistração – ANACOM – Administração da Autoridade Nacional de Comunicações de Portugal.

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O Líder em Telecomunicações e Conectividade do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, Tiago Prado. Foto: Hector Muniz/ Rede Amazônica

Para abrir o debate o especialista Líder em Telecomunicações e Conectividade do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, Tiago Prado, explicou sobre as experiências do BID em torno do mundo para financiar tecnologias comunicacionais. Segundo Tiago, áreas pobres como países na África também ensinaram que pouco dinheiro não pode representar um problema para ajudar no desenvolvimento.

“Tivemos uma experiência em uma área pobre na África do Sul que nos mostrou que uma grande comunidade populacional, que a inclusão digital pode gerar um desenvolvimento de grandes precendentes”, explicou Prado diante do que ele chamou de um “case de sucesso”.

Amazon On 2026 discute subsídios eficazes para a expansão da conectividade do lado da demanda: percepções e ações. Foto: Hector Muniz/ Portal Amazônia

Para Juliano Stanzani, Diretor do Departamento de Política Setorial da Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações do Brasil, o financimento de políticas públicas por organizações como o BID tem sido fundamentais.

“Ao apresentar planejamento e estudo para o desenvolvimento de regiões podemos comprovar que investir em comunicação tem sido importante para o desenvolvimento de várias populações e no Brasil isso não foi diferente.”.

Leia também: Amazon On 2026: Superintendente da FAS fala sobre conectividade e sustentabilidade na Amazônia

Experiência internacional no Amazon On

Trazendo importantes experiências de países de diversas regiões do mundo como Portugal na Europa, República Dominicana na América Central e Colômbia na américa do Sul, o terceiro painel do Amazon On também debateu como a troca de experiências entre os mais diversos países tem sido fundamental. Para Amparo Arango Echeverri, Diretora do Fundo de Desenvolvimento das Telecomunicações (FDT) do Indotel – Instituto Dominicano de las Telecomunicaciones – da República Dominicana, todas as experiências tem muito a agregar.

Amazon On 2026 discute subsídios eficazes para a expansão da conectividade do lado da demanda: percepções e ações. Foto: Hector Muniz/ Portal Amazônia

“Na República Dominicana temos analisando com muita atenção todas as experiências vividas no desenvolvimento através da comunicação. E no nosso país que tem diversos problemas vividos, a análise de situações de sucesso tem sido fundamentais”, explicou Echeverri.

“Um país de grande população como a Colômbia tem muito a aprender e ensinar. A troca de experiência por isso é fundamental para o poder público e a aplicação de políticas públicas.”, afirmou Claudia Bustamante, Comissionada de Comunicaciones de la Comisión de Regulación de Comunicaciones – Colombia.

“Não podemos falar em desenvolvimento sem inclusão digital inclusive e não se pode deixar de lado os outros países, já que a inclusão digital não se diz respeito apenas as fronteiras de cada país”, explicou Manuel Cabugueira – Membro do Conselho de Admnistração – ANACOM – Administração da Autoridade Nacional de Comunicações de Portugal.

Amazon On

Ao longo de dois dias de programação, o Amazon On terá oito painéis em diversos horários. Todas as atividades são gratuitas mas necessitam de inscrição prévia. Confira a programação:

DIA 5

Painel 1: Transição energética na Amazônia: descarbonização, Energias da Floresta e outros cases

Painel 2: Tecnologia & inovação a serviço da floresta

Painel 3: Desenvolvendo subsídios eficazes para a expansão da conectividade do lado da demanda: percepções e ações

DIA 6

Painel 4: Soberania e sustentabilidade na Amazônia a partir da infraestrutura de telecomunicações e energia

Painel 5: Estratégia para Expansão da Conectividade Digital na Amazônia

Painel 6: Amazônia, experiências de sucesso: necessidades, barreiras, soluções e transformações

Painel 7: Transição energética da Amazônia

Painel 8: Da Amazônia para o Mundo

Instituto Socioambiental lança, em São Paulo, o Mapa Interativo de Povos e Terras Indígenas no Brasil

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Visitantes interagindo com o Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil, durante o evento de lançamento do Mapa. Foto: Mariana Soares/ISA

O Instituto Socioambiental (ISA) convida o público do Sesc Santo André a um mergulho nas histórias, culturas e nos territórios dos povos indígenas no Brasil com atividades programadas até o dia 11 de agosto. A programação, que marca o fim das férias escolares, dá boas-vindas ao Agosto Indígena com navegações mediadas no “Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil”, além de dois bate-papos especiais entre educadoras, lideranças indígenas e pesquisadoras do ISA.

A iniciativa surge como forma de retratar a diversidade desses povos, rompe com a ideia de que “todos os indígenas são iguais” e desperta o interesse e o respeito das crianças e jovens aos direitos dos povos indígenas no Brasil. Além do público infanto-juvenil, as atividades convidam as pessoas educadoras a repensar suas práticas em direção ao fortalecimento da Lei nº 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino de histórias e culturas afro-brasileira e indígenas na educação básica brasileira.

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Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil

Mapa interativo sobre indígenas
Ferramenta reúne informações sobre dezenas de povos indígenas do Brasil. Foto: Reprodução/Mariana Soares-ISA

Realizado pelo Instituto Socioambiental (ISA), o “Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil” é uma ferramenta digital e de acesso livre que reúne informações qualificadas e atualizadas sobre a sociodiversidade e a distribuição territorial dos mais de 280 povos indígenas no país. Ele é resultado da consolidação de um vasto acervo de dados, iniciado pioneiramente na década de 1980 para mapear a presença indígena.

Leia também: Plataforma criada em Rondônia transforma palavras indígenas em dicionários digitais

Hoje, o Mapa Interativo é constantemente atualizado com informações extraídas de plataformas de referência do ISA, como a Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil e o site Terras Indígenas no Brasil.

O principal objetivo da ferramenta é democratizar o acesso ao conhecimento sobre o Brasil Indígena, oferecendo a estudantes, professores, pesquisadores e ao público geral uma ferramenta dinâmica, visual e factual que atesta a vitalidade, a resiliência e a diversidade dos povos originários. O projeto nasce com o objetivo de contrapor narrativas históricas de invisibilidade e extinção, reforçando a urgência da defesa dos direitos territoriais e culturais indígenas.

*Com informações de Mariana Soares, do Instituto Socioambiental.

Eleições 2026: Forças Armadas devem apoiar logística em regiões de difícil acesso no Acre

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Forças Armadas apoiarão a logística das eleições de 2026 no Acre e em outros 6 estados — Foto: Arquivo/Ministério da Defesa

As Forças Armadas vão prestar apoio logístico à Justiça Eleitoral durante as eleições gerais de 2026 em municípios do Acre e de outros seis estados brasileiros. A atuação foi autorizada pelo Decreto nº 13.073, de 21 de julho de 2026, publicado no Diário Oficial da União (DOU).

O suporte inclui o transporte de urnas eletrônicas, equipamentos e equipes da Justiça Eleitoral para regiões de difícil acesso. Para isso, serão utilizadas aeronaves, embarcações e viaturas militares. Segundo o decreto, a definição dos locais e do período de atuação vai depender de requisições.

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Foto: Divulgação

Além do Acre, o apoio será realizado nos estados do Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Roraima. Ao todo, os militares devem atuar em 42 municípios e 128 localidades durante o período eleitoral. No estado acreano, a votação começa às 6h e termina às 15h.

As eleições estão marcadas para o dia 4 de outubro, com eventual segundo turno no dia 25 do mesmo mês, em cidades com mais de 200 mil eleitores registrados. Neste ano, os acreanos irão às urnas escolher presidente da República, governadores, deputados federais, estaduais e senadores.

Leia também: Eleições 2026: novas regras incentivam participação dos povos indígenas no pleito

O envio de forças federais é autorizado pelo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir de solicitações feitas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

As Forças Armadas também podem auxiliar no transporte de pessoas e materiais necessários para a realização do pleito. Em algumas localidades, os militares poderão ser empregados para reforçar a manutenção da ordem pública, quando houver necessidade de apoio adicional à segurança.

O apoio das Forças Armadas ao processo eleitoral é previsto na legislação brasileira desde 1965 e tem como objetivo garantir a realização das eleições em áreas de difícil acesso e assegurar o funcionamento da logística eleitoral.

Suporte militar em 42 municípios e 128 localidades incluirá o transporte de urnas e equipes — Foto: Arte: Ministério da Defesa

Eleições 2026

No último dia 17 de junho, as autoridades da segurança pública e Justiça Eleitoral se reuniram para tratar sobre o plano integrado que será colocado em prática durante as eleições no Acre. O encontro ocorreu no prédio do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), em Rio Branco.

Durante a reunião, foram discutidas medidas relacionadas à segurança do transporte das urnas, bem como a comunicação integrada entre o TRE e a segurança pública para identificação de áreas sensíveis com o apoio da Polícia Federal, além do monitoramento de riscos climáticos no período.

No encontro, o TRE trouxe dados atualizados que apontam para 614.753 eleitores aptos a votar nos 22 municípios acreanos. Estão previstos 701 locais de votação no pleito deste ano, com 2.417 seções eleitorais. Ainda conforme o tribunal, 9,5 mil mesários estão registrados para atuar nestas eleições.

Nas eleições de 2022, vinte cidades do Acre receberam reforço das Forças Armadas durante o primeiro turno das Eleições daquele ano, no dia 2 de outubro. À época, o TSE autorizou a ação das tropas federais para ajudar na logística da eleição em 561 localidades de 11 estados do país.

*Por Walace Gomes/ da Rede Amazônica Acre