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Felicidade Consciente nas empresas. Por onde começar?

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

A pergunta não era esperada, mas não tive dúvidas em responder: pela conscientização.

Inicialmente, pela conscientização de que, sendo a felicidade o principal objetivo do ser humano, deveria ser também o das empresas. Está mais do que provado que a felicidade favorece a produtividade e a realização de negócios, sendo um fator determinante para melhores resultados.

Conscientização de que não é responsabilidade da empresa fazer ninguém feliz, mas que a ela cabe criar condições de bem-estar que envolvem remuneração, benefícios, ambiente etc. Além disso, as empresas podem fazer mais, podem ensinar as pessoas a desenvolverem um modelo mental e a agirem de uma maneira que as aproximem da Felicidade, caso optem por aprender. Isto significa estender a conscientização para líderes e colaboradores.

Sim, a Felicidade precisa ser ensinada. Talvez um dia isto ocorra nas escolas. Pelos estudos já existentes da psicologia positiva e da neurociência, sabe-se que a Felicidade pode e deve ser ensinada. Não apenas para as crianças, mas também para nós, adultos. Interessadas diretamente no assunto, empresas podem hoje cumprir este papel, estimulando que cada um depois faça o seu. Não é sua obrigação, mas podem fazer e se beneficiar com isto.

Para atrair e criar vínculos maiores, no caso com os colaboradores, não é suficiente pensar no curto prazo e em soluções de bem-estar. Também não é criar um clima de “oba-oba”, como se a vida e o mercado fossem eternas brincadeiras. Felicidade não é alienação. Ao contrário, a palavra-chave para a Felicidade é consciência. Uma empresa feliz é uma empresa consciente e isto é capaz de criar vínculos verdadeiros. Mas o que seria uma empresa consciente?

Uma empresa consciente alia foco em resultados com impactos positivos para todos os agentes com quem se relaciona, sejam internos ou externos. Ela exerce os valores que declara possuir, sem contradições, fazendo com que as decisões e escolhas sejam previsíveis e coerentes.

Em uma empresa consciente, da alta direção ao corpo de colaboradores, existe uma compreensão clara de sua missão, a finalidade de sua existência e o que ela tem a contribuir com o bem comum.

Nesta companhia, há um propósito inspirador, capaz de tocar corações e mentes de sua equipe e de se alinhar aos propósitos individuais de cada um, que também são estimulados e valorizados. Há um convite a todos a colocar sentido naquilo que é feito e é oferecido.

A consciência favorece a criação de relações saudáveis, seja entre colegas, clientes, fornecedores e todas as pessoas envolvidas. Uma empresa consciente cuidará particularmente do estilo de liderança que deseja adotar, comunicando e monitorando a sua prática.

Numa empresa consciente, há a definição de metas e objetivos, estimulando o desenvolvimento contínuo. Nas conquistas e realizações, há reconhecimento e comemoração.

Uma empresa é consciente quando o conhecimento é transmitido e disseminado. É estimulado não apenas o conhecimento técnico, mas também os que favorecerão pensamentos e ações positivas.

Uma empresa consciente trata adultos como adultos e não adota atitudes paternalistas que estimulam a dependência e a estagnação.

Uma empresa consciente é capaz de atrair e criar vínculos fortes e duradouros, valorizando pessoas e resultados. Empresas conscientes são empresas potencialmente felizes.

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Pesquisa avalia Lithothamnium como tecnologia para melhorar cultivo do milho no Maranhão

Foto: Ivana Machado Fonseca

Estudos da Embrapa Cocais vem pesquisando os Granulados Bioclásticos Marinhos (GBM), conhecidos como lithothamnium, cujas maiores reservas do mundo estão no Maranhão, como corretivo da acidez do solo e fonte de nutrientes para as plantas, como alternativa aos calcários, que são os corretivos agrícolas mais empregados no Brasil para neutralização da acidez dos solos. 

O objetivo é avaliar a viabilidade agronômica do lithothamnium na correção da acidez do solo e como fonte de nutrientes para cultura do milho cultivada em latossolos. Espera-se que, com os estudos, dúvidas sobre a dose mais adequada para garantir a neutralização da acidez do solo e maior produtividade da cultura do milho seja identificada e, assim, poder oferecer ao setor agrícola um insumo de disponibilidade nacional e com eficiência comprovada.

Segundo explica a pesquisadora Ivana Machado Fonseca, da Embrapa Cocais, líder do projeto de pesquisa, além de corrigir a acidez do solo, o lithothamnium possui em sua composição química mais de 20 elementos o que, constatando sua capacidade em fornecer nutrientes para as plantas, poderá reduzir a demanda das culturas agrícolas por fertilizantes convencionais.

“Acredita-se que o poder corretivo do lithothamnium pode ser superior, por apresentar uma atividade muito intensa no solo devido à elevada superfície específica que é decorrente da porosidade do corpo da alga, o que, teoricamente, pode permitir maior reatividade com o solo e um efeito mais rápido na mudança do pH do solo quando comparado ao calcário. A pesquisa tem avaliado o potencial do lithothamnium na correção da acidez do solo e também seus efeitos na nutrição vegetal, uma vez que os materiais corretivos impactam a fertilidade do solo, na disponibilidade dos nutrientes e, consequentemente, na absorção e translocação de nutrientes nas plantas”, adianta. 

Nesta primeira etapa, os testes estão sendo realizados em latossolos e suas variações (textura arenosa e textura argilosa), conhecidos pela baixa fertilidade natural, em ambiente controlado da Unidade de Execução de Pesquisa – UEP/Balsas-MA em parceria com a inciativa privada.

A partir da comprovação do produto como corretivo de acidez do solo, alterando significativamente os valores de pH do solo, o fornecimento de cálcio, magnésio e outros nutrientes para as plantas, bem como na produtividade de biomassa da cultura do milho, a Embrapa seguirá com a etapa de validação dessa tecnologia em ambientes de produção relevantes.

Além da viabilidade agronômica, é preciso também realizar a viabilidade econômica do produto, juntamente com a empresa parceira, para que se obtenha o devido sucesso mercadológico do lithothamnium para a agricultura.

O que é o lithothamnium?

O lithothamnium é uma alga marinha, conhecida como alga vermelha, que acumula carbonato de cálcio em seu interior. Vive até aproximadamente 15 anos e é encontrada em águas profundas (até 200 metros de profundidade). É comercializado no Brasil e no exterior para uso na agricultura como fertilizante 100% natural, condicionador de solo, ativador microbiológico e bioestimulante de plantas. 

Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), os Granulados Bioclásticos Marinhos (GBM) são areias e cascalhos inconsolidados, constituídos por fragmentos de algas coralíneas (algas vermelhas), artículos de Halimeda (algas verdes), moluscos, briozoários, foraminíferos bentônicos e quartzo. Os depósitos mais importantes do ponto de vista econômico são os que formam acumulações em que predominam as algas coralíneas não articuladas ou incrustantes, sob a forma de nódulos esféricos, discoides ou elipsoides (rodolitos) ou como fragmentos ramificados do gênero Lithothamnium (mäerl).

*Com informações da Embrapa

Pesquisa do Serviço Geológico do Brasil amplia conhecimento sobre Cráton Amazônico

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O Monte Roraima está situado no Escudo cristalino da Guiana. Foto: Reprodução/Embratur

Cinturões de rochas antigas, com idades entre 2,03 bilhões e 1,92 bilhão de anos, se estendem por centenas de quilômetros, abrangendo áreas do Suriname, da Guiana, do Brasil e da Venezuela, na parte norte do Cráton Amazônico, que ocupa a porção nordeste da América do Sul. Esses cinturões foram o tema do artigo elaborado pela pesquisadora em geociências do Serviço Geológico do Brasil (SGB) Lêda Maria Fraga e colaboradores, publicado na revista científica Precambrian Research.

Pela primeira vez, esses cinturões de rochas pré-cambrianas foram descritos em um artigo internacional. O estudo busca ampliar o conhecimento sobre o Cráton Amazônico, permitindo o desenvolvimento de modelos de evolução tectônica e metalogenética mais aprimorados.

Foram obtidas informações fundamentais para se entender os processos de formação e transformação dessa área do planeta, incluindo a realização de 27 análises geocronológicas, que permitiram determinar as idades das rochas que compõem os cinturões.

Foto: Divulgação/SGB

Curiosidade

Entre as curiosidades reveladas pelo estudo, destaca-se a existência de um mar na região nordeste da América do Sul, há cerca de 2 bilhões de anos. Além disso, entre 1,98 bilhão e 1,96 bilhão de anos atrás, essa área foi cenário de intensas atividades vulcânicas explosivas, eventos que marcaram profundamente sua formação.

O estudo contribui também para o conhecimento global sobre as transformações da Terra, reforçando a importância da colaboração científica na compreensão do passado geológico da América do Sul.

Acesse aqui o artigo completo.

*Com informações do SGB

O tempo do Colégio Estadual do Amazonas no governo de regime militar

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Antigo prédio da Polícia Federal na Rua Joaquim Nabuco. Foto: Reprodução/Facebook-Manaus de Antigamente

Por Dudu Monteiro de Paula

Em 1969, eu era aluno finalista do Colégio Estadual do Amazonas e na época de junho estávamos comemorando a festa junina com alguns amigos. Fomos comprar catolé para estourar nas festas, como fazíamos naquela época, só que nós resolvemos inovar: pegamos aquela parte do meio do papel higiênico, colocamos 4 ou 5 bombinhas, pólvora e levamos para o banheiro superior direito do Colégio Estadual, colocamos no último banheiro e fomos jogar bola.

Enquanto estávamos jogando bola, a bomba explodiu e nós saimos comemorando como se fosse festa junina mesmo. Entretanto, a época era muito difícil, em que o controle militar sobre a população era muito grande e, imediatamente, fomos todos detidos pela Polícia Federal. A partir daí passamos a ser investigados por eles.

E nós íamos a cada duas vezes na semana, na verdade nós éramos levados por eles, até a Polícia Federal na Joaquim Nabuco (rua no Centro de Manaus), onde hoje é a UniNorte. Uma vez lá, nós íamos para uma sala escura um por um, onde o cara metia uma luz na nossa cara e começava a dizer que nós éramos revolucionários, que nós queríamos mudar o país, que era pra gente dizer o nome do grupo terrorista que a gente participava etc e tal.

E nós íamos dando as informações verdadeiras, que não tinha nada a ver com isso, mas que eles não acreditavam em nenhum momento porque o Brasil vivia um a situação muito peculiar quanto a isso.

Passado um tempo, eu fui abastecer o meu Gurgel (carro) na Joaquim Nabuco com a Ramos Ferreira, e naquele posto de gasolina encostou do meu lado o João Bosco Falabella, que tinha uma motocicleta na época, uma Vespa, e nós começamos a conversar um com o outro. E nós estávamos abastecendo e conversando um com outro.

E eu dizendo pra ele: “Rapaz, nós vamos acabar sendo expulso do Brasil. Tudo porque nós fizemos uma brincadeira e está sendo interpretado como se fosse terrorismo. Ele respondeu: “Só porque nós estávamos soltando bombinha de São João”.

Foto: Dudu Monteiro de Paula

Era mesmo de São João! Lógico, nós fabricamos a bombinha, compramos o material e adaptamos no papel higiênico e BUUUM! O banheiro caiu todo! Mas não tínhamos a intenção revolucionária, era São João. Naquela época, quando pegavam alguém assim, não era nem exilado ou expulso do país. O fato é que depois a conversa alongou de outros assuntos e nós fomos embora.

Na segunda-feira seguinte, quando nos apresentamos para continuar os interrogatórios, o chefe da Polícia Federal recolheu todo mundo numa mesma sala. O homem se chamava Nobre Leão e nos disse: “Vocês estão soltos, nós sabemos de vocês!”. Daí deu uma lição de moral bem grande na gente, tipo: “Vocês são uns babacas! Vocês não são a favor da revolução…”.

Disseram que nós tínhamos sido inocentados, porque descobriram que nós tínhamos feito aquilo de brincadeira, mas que aquilo não era brincadeira de homem não. Devido a situação que vivia o Brasil, que nós não devíamos brincar daquele jeito. E isso aconteceu, eu terminando o ano e no ano seguinte eu me apresentei ao Exército para trabalhar.

E o que essa história conclui é que 10 anos depois, já de alguma forma o regime um pouco mais solto e já com algumas influências, descobrimos que quem nos salvou do processo todo foi o frentista do posto que era informante da Polícia Federal. Imagina isso, vou repetir: nós fomos soltos porque o frentista do posto era informante da Polícia Federal e ele ouviu nossa conversa e comunicou.

– Óh! Os caras fizeram de brincadeira, eu ouvi aqui no posto numa converse informal deles.

Foi como nos soltaram. Porque senão talvez eu nem estivesse aqui. Talvez tivesse sido tudo diferente. O que eu estou querendo dizer é que nós vivíamos num regime de recessão tão grande que as pessoas hoje nem imaginam como existiam informantes da Polícia Federal a respeito do sistema de governo brasileiro, em todo o país.

Então você imagina como era naquela época, vivermos fiscalizados ○ tempo todo, mas um desses fiscais nos salvou ou da expulsão do Brasil ou quem sabe da prisão de inocentes, que não tinham nada a ver com isso. E isso hoje ninguém entende!

Na televisão, eu ia falar e tinha o cara que 24 horas antes recebia o que eu ia dizer. Na hora ele ficava sentado no comando. Se eu dissesse qualquer coisa fora do script, ele ‘pum!’, tirava a televisão do ar. Eu ou qualquer um que o fizesse.

Eu conto isso hoje aos estudantes e eles não entendem, eles nem acreditam porque hoje tem internet, que “não tem como controlar”, mas antes não era assim. Então essa formação, foi diferente.

Eu sou do tempo que se você quisesse comprar um livro e ele custasse R$ 5,00, se tu fosses na tua casa buscar os R$5,00 quando tu voltava já era R$5,10. E tu ias pegar os 10 centavos para completar, mas quando voltavas já era R$5,20. Porque era inflação momento a momento.

Todo mundo tinha uma maquinazinha na mão e ficava ‘rec- rec- rec- rec’, remarcando os produtos. E isso eu não quero que volte nunca mais! E está voltando! As autoridades não aprendem nem com os erros do passado. Sempre acham que são os donos da verdade… Mas isso é formação educacional! E isso se perdeu…

Por hoje é só! Semana que vem tem mais! Fuuuuuuiiiiiii!!!!!

Sobre o autor

Eduardo Monteiro de Paula é jornalista formado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com pós-graduação na Universidade do Tennesse (USA)/Universidade Anchieta (SP) e Instituto Wanderley Luxemburgo (SP). É diretor da Associação Mundial de Jornalistas Esportivos (AIPS). Recebeu prêmio regional de jornalismo radiofônico pela Academia Amazonense de Artes, Ciências e Letras e Honra ao Mérito por participação em publicação internacional. Foi um dos condutores da Tocha Olímpica na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Software para monitoramento da tuberculose é desenvolvido em Mato Grosso

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Foto: Josilene Dália Alves/Acervo pessoal

Um projeto desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa em Epidemiologia e Geoprocessamento do Araguaia, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Campus Universitário do Araguaia – Barra do Garças, tinha como objetivo a criação de um software inteligente (TB-MT Dashboard) que utiliza estatística espaço-temporal e inteligência artificial (IA) para apoiar a tomada de decisão no enfrentamento da tuberculose (TB) no estado.

O software oferece informações sobre territórios críticos com alto risco de ocorrência da doença e fornece previsões de cenários futuros relacionados a indicadores importantes da TB, como interrupção do tratamento e mortes.

O projeto foi financiado pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), através do Edital Fapemat 014/2022- Ciências Extas e da Terra, com parcerias de pesquisadores do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e Universidade de São Paulo (USP).

A coordenadora da pesquisa, professora doutora Josilene Dália Alves, da área de Ciências da Saúde, explica:

Foto: Josilene Dália Alves/Acervo pessoal

De acordo com a pesquisadora, a TB permanece como um dos maiores desafios da saúde pública global, sendo a principal causa de morte por doenças infecciosas no mundo. No estado de Mato Grosso também é um problema de saúde grave inclusive com muitos casos entre crianças e populações privadas de liberdade, o que reforça a necessidade urgente de novas estratégias.

Nesse contexto as ferramentas, como o TB-MT Dashboard, colaboraram para um avanço científico e tecnológico no enfretamento da doença, contribuindo para o cumprimento das metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) de atingir 95% de redução na mortalidade por TB e 90% de redução na incidência até 2035.

 Após a conclusão do projeto em Mato Grosso, o grupo de pesquisadores está empenhado no desenvolvimento de uma ferramenta com dados de todo o território nacional. Para isso um novo projeto já se encontra em andamento por meio da chamada nº 21/2023- Estudos transdisciplinares em saúde coletiva do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A coordenadora informou que está em trâmite o pedido do Registro de Programa de Computador denominado “TB-MT Dashboard: Uma abordagem utilizando estatística espaço-temporal associada à aprendizagem de máquina”.

Fazem parte da equipe de Desenvolvimento de Software: professor doutor André da Silva Abade (IFMT), Anthony Muniz Prado de Oliveira (UFMT), Bruno Santos de Oliveira (UFMT), Vinicius Spanhol Ferrari (UFMT) e Vinícius Biazi Bastos (UFMT).

*Com informações da FAPEMAT

Norte tem maior queda de leitores e Amazonas tem pior índice de leitura da região

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Pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil” mostra que o Amazonas tem o pior índice de leitura da região Norte — Foto: Bruno Mazieri/Casarão de Ideias

O Amazonas registrou o pior índice de leitura da Região Norte, com apenas 40% dos entrevistados afirmando ter lido algum livro nos três meses anteriores à 6ª edição da pesquisa ‘Retratos da Leitura no Brasil’, divulgada em 18 de dezembro.

A pesquisa é uma iniciativa do Instituto Pró-Livro (IPL) e contou com parceria da Fundação Itaú e apoio da Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). O levantamento foi feito pelo instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec).

Além disso, a pesquisa revelou uma queda significativa no número de leitores na Região Norte, com a proporção de entrevistados que leem caindo de 63% para 48% entre 2019 e 2024, uma redução de 15 pontos percentuais em apenas cinco anos.

O levantamento foi realizado entre 30 de abril e 31 de julho de 2024, com 5.504 brasileiros em 208 municípios, abrangendo livros impressos, digitais, didáticos, bíblias e religiosos.

A pesquisa abrange tanto livros impressos quanto digitais, sem restrição a gêneros, incluindo livros didáticos, bíblias e religiosos.

Queda no número de livros lidos

Na região Norte, o levantamento foi feito de forma conjunta para os estados de Rondônia, Acre, Roraima, Amapá e Tocantins, que, juntos, alcançaram 54% de entrevistados que afirmaram ter lido algum livro em 2024. Em contrapartida, o Amazonas registrou apenas 40%, ficando abaixo da média da região.

No quesito média de livros em geral lidos nos últimos três meses anteriores à pesquisa, o Amazonas também representa o pior índice da região (1,77), assim como na média de leitura por vontade própria de literatura (0,41), que considera tantos os livros inteiros quanto aqueles lidos em partes.

Quanto ao número de livros lidos por ano, a Região Norte também baixou de 5,30 livros/ano em 2019 para 3,38 em 2024 – índice ainda menor do que os números de 2007 (3,90 livros/ano).

Panorama nacional

A primeira parte da pesquisa, divulgada em novembro deste ano, revela que o Brasil perdeu quase 7 milhões de leitores nos últimos quatro anos. É a primeira vez na série histórica que o levantamento conclui que a maioria dos brasileiros não leem livros.

O número de não leitores verificado em 2024 representa um aumento de cinco pontos percentuais em relação ao de 2019, que era a edição mais recente da pesquisa. Os dados deste ano são os que apresentam o maior total de “não-leitores” na série histórica do levantamento, que começou em 2007.

Considerando a estimativa populacional brasileira, os dados apontam que o país tem atualmente 93,4 milhões de leitores (considerando a população com cinco anos ou mais). Nos últimos quatro anos, houve uma redução de 6,7 milhões de leitores no país, de acordo com os dados.

*Por Sabrina Rocha, da Rede Amazônica AM

Maurício Ye’kwana é primeiro indígena a assumir chefia da Saúde Yanomami

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Maurício Ye’kwana é diretor financeiro na Hutukara Associação Yanomami. Foto: Evilene Paixão/HAY

O líder indígena Maurício Yek’wana, de 39 anos, foi nomeado, nesta quinta-feira (19), pelo Ministério da Saúda para ocupar o cargo de coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Yek’uana (Dsei-YY). Em 33 anos de existência, esta é a primeira vez que um indígena ocupa a função de ficar à frente das ações de saúde na Terra Indígena Yanomami, a maior do país.

Ye’kwana foi nomeado três dias após o médico Marcos Antonio Pellegrin pedir exoneração do cargo. A nomeação de Maurício é assinada pela ministra da Saúde Nísia Trindade e foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O Dsei-YY existe desde abril de 1991 é um órgão do Ministério da Saúde que é responsável pela saúde dos povos do território Yanomami. Desde fevereiro do ano passado, a região está em emergência de saúde pública para combater a desassistência aos indígenas, que enfrentaram surtos de malária e casos de desnutrição nos últimos anos devido ao avanço do garimpo ilegal.

Maurício Ye’kwana é diretor-financeiro na Hutukara Associação Yanomami, a mais representativa do povo e presidida pelo xamã e líder indígena Davi Kopenawa. Atualmente, ele ocupa a terceira posição mais importante na organização, que tem como vice-presidente o filho de Davi, Dário Kopenawa.

Sobre Maurício Ye’kwana

O novo coordenador é do povo indígena Ye’kwana, um dos que vivem na Terra Yanomami. Ele é da comunidade Fuduwaaduinha, na região de Auaris, ao Norte de Roraima, região da fronteira com a Venezuela. Tem experiência em gestão territorial e atua na fiscalização dos limites da terra indígena.

Desde 2008, atua na Hutukara Associação Yanomami (HAY), orgaização defende os direitos dos povos Yanomami e Ye’kwana.

Com forte atuação política, Maurício trabalhou na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), integrando operações contra o garimpo ilegal em parceria com a Polícia Federal. Ele se destaca como mediador entre os povos indígenas e não indígenas, fortalecendo o movimento indígena em níveis regional, nacional e internacional. Participou de eventos da ONU, recebeu a Comissão Interamericana de Direitos Humanos na comunidade dele e esteve na Assembleia Geral da OEA, em Washington.

Em maio, Maurício visitou o Papa Francisco em Roma com outras lideranças indígenas, entregando uma carta sobre a proteção das terras indígenas. Também participou do Acampamento Terra Livre (ATL) denunciando violações contra o povo Yanomami. Ele representa o povo Yanomami em agendas climáticas internacionais, esteve na Alemanha, Colômbia e Azerbaijão, além de palestrar sobre a crise vivida pelos indígenas em conferências na França, Holanda e Suíça.

Lideranças comemoram nomeação

O xamã e presidente da Hutukara Associação Yanomami, Davi Kopenawa, a maior liderança Yanomami, considerou a nomeação de Maurício Yek’wana como um marco na luta dos indígenas, pois mostra que “estamos ocupando lugares de liderança”.

Davi destacou que a nomeação traz “muitos desafios, mas também muitas oportunidades”. Também afirmou que Maurício tem experiência com as atividades nas comunidades e vai trabalhar junto com o povo Yanomami: “Ele não estará sozinho”.

“Esse é um marco histórico, pois estamos assumindo papéis de liderança que antes eram ocupados pelos brancos. Estamos aqui para mostrar que somos capazes de dirigir e cuidar da saúde da nossa própria população”, finalizou Davi Kopenawa.

O presidente do Conselho de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kwana (Condisi-YY), o líder Júnior Hekurari Yanomami recebeu com esperança a nomeação de Maurício, embora saiba que vai ser um desafio.

“A saúde do povo indígena vai ser um desafio muito grande pra ele, porque a sistema, o mundo não indígena é complexo pra gerenciar. Mas pra isso nós vamos estar juntos para apoiar e ajudar… costurar e procurar o caminho”.

“Primeira vez que um filho da terra, um Yanomami vai coordenar… vai cuidar o próprio povo, para recuperar a saúde, a segurança alimentar em tudo… então isso é importante”, comemora o presidente do Condisi-YY.

Terra Yanomami

Com 9,6 milhões de hectares, a Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil em extensão territorial. Localizado no Amazonas e em Roraima, o território abriga 31 mil indígenas, que vivem em 370 comunidades. O povo Yanomami é considerado de recente contato com a população não indígena e se divide em seis subgrupos de línguas da mesma família, designados como: Yanomam, Yanomamɨ, Sanöma, Ninam, Ỹaroamë e Yãnoma..

A Terra Yanomami está em emergência de saúde desde janeiro de 2023, quando o governo federal, a partir da posse de Lula (PT), começou a criar ações para atender os indígenas, como o envio de profissionais de saúde e cestas básicas. Além de enviar forças de segurança a região para frear a atuação de garimpeiros.

Apesar das atividades de combate ao garimpo na região deflagradas em fevereiro de 2023, os invasores continuam em atividade. O Ministério dos Povos Indígenas estimou em março deste ano que 7 mil garimpeiros permanecem na região.

*Com informações da Rede Amazônica RR

10 peixes encontrados na Amazônia que representam riscos para os humanos

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Piranha. Foto: I, Luc Viatour/wikipedia – CC BY-SA 3.0

A riqueza da biodiversidade presente nos rios da Amazônia costuma encantar os olhares curiosos que se voltam à região. Em meio a beleza que existe sob as águas, no entanto, vivem espécies de peixes temidas pelos riscos que apresentam aos seres humanos.

Mordidas, ferroadas e até choque elétrico estão entre os riscos que algumas espécies da região podem causar aos humanos. Embora possam trazer consequências à saúde humana, o doutor em ecologia aquática Edinbergh Caldas de Oliveira explica que esses tipos de peixes não costumam atacar sem antes se sentirem ameaçados.

O professor também recomenda que, em casos de acidentes, é importante buscar atendimento médico imediatamente para realizar o tratamento adequado.

O especialista listou dez peixes encontrados na Amazônia que representam risco de acidentes aos humanos. Confira:

Piranha

A piranha é um dos peixes que mais causam tensões aos humanos pelas histórias difundidas sobre a espécie – e que muitas vezes não passam de mitos.

“Os ataques com piranhas normalmente ocorrem quando o banhista se aproxima de um local onde tem um ninho desses animais”, diz Oliveira.

O especialista ainda ressalta que os ataques se limitam a uma ‘mordida de advertência’ que o peixe usa para afastar o invasor e que três espécies apresentam maior incidência nos rios amazônicos: piranha preta, piranha branca, e a piranha caju.

O professor também esclareceu alguns mitos. Um exemplo popular é de que cardumes de piranhas podem atacar seres humanos para se alimentar, porém não existe nenhuma comprovação científica do comportamento.

Arraia de água doce

As arraias são peixes que possuem um esqueleto constituído por cartilagem, assim como os tubarões, e podem habitar tanto em águas salgadas, como em água doce. O animal costuma ficar camuflado sob a areia.

Os acidentes com a espécie costumam ocorrer quando o ser humano pisa no animal, momento em que a arraia lança a sua cauda com ferrão e crava os espinhos no pé ou na perna da pessoa, liberando também uma toxina que causa bastante dor.

“É possível que permaneçam fragmentos do revestimento da cauda na lesão, aumentando o risco de infecção”, pontua o especialista.

Bagres

Lisos e pontiagudos, os bagres possuem diversas espécies encontradas em rios e lagos do Amazonas. Os acidentes geralmente acontecem no manuseio desses peixes, devido a presença de espinhos no corpo que podem perfurar a pele. “Há casos também de humanos que se feriram ao pisar no animal”, pontua o especialista.

Pirarucu

O pirarucu é uma das maiores espécies de peixes de água doce do mundo. Encontrados em toda bacia amazônica, esses gigantes podem alcançar até 4,5 metros de comprimento e pesar até 200 quilos. Devido ao tamanho, os acidentes podem acontecer no manuseio do animal: eles se debatem com muita força, podendo atingir uma pessoa gravemente.

O professor citou o caso de um pescador no munícipio de Maraã, interior do Amazonas, que morreu após o animal se debater e acertar a cabeça do homem, causando um traumatismo craniano.

Candiru

O candiru é uma da espécies de peixes que mais podem causar espanto aos banhistas dos rios do Amazônia. Eles podem ser divididos em candiru-açu necrófago, que se alimenta de material orgânico e faz a limpeza do ambiente aquático e o candiru-açu hematófago que pode entrar nas parte íntimas do ser humano e também se alimenta de carcaças de outros animais.

Um dos maiores mitos relacionados a espécie é a de que os candirus são atraídos pela urina humana. O grande perigo é de o peixe ser atraído pelo sangue humano, ainda assim, algo raro de acontecer segundo o especialista.

Traíra

A traíra é um peixe carnívoro que se alimenta de pequenos peixes, rãs e insetos. A espécie espera a presa imóvel, junto ao fundo de lama ou em locais de pedras na Amazônia.

“Os acidentes podem acontecer quando é feito o manuseio desse animal, que possui dentes afiados e grandes, e acabam mordendo caso a mão ou alguma parte do corpo seja aproximada da boca do peixe”, alerta Oliveira.

Baiacu amazônico

O Baiacu Amazônico é encontrando em várias regiões da Bacia Amazônica no Brasil, Peru e Equador. Possui comportamento pacífico e convive bem com outros da mesma espécie, porém, é um predador tóxico. “Ele possui uma toxina que pode prejudicar a saúde humana”, diz o especialista.

A toxina liberada pelo animal pode causar dormência no corpo, paralisação dos lábios e línguas, dor de cabeça, problemas gastrintestinais.

Poraquê

O poraquê é a maior espécie de peixe-elétrico existente e a mais comum na região amazônica. O peixe é o único que produz descargas elétricas fortes, que chegam a 500 volts, usadas para caça e defesa.

De acordo com o professor esse choque elétrico pode causar a tontura, fazendo o ser humano cair na água parcialmente inconsciente e se afogar.

Peixe sapo de água doce

O peixe sapo de água doce mede de 12 a 15 cm de comprimento e vive enterrado na areia ou na lama. A espécie é venenosa e possui espinhos ósseos na linha lateral e ao redor da cabeça que, uma vez pisado, pode causar ferimentos na planta dos pés.

Tubarão de cabeça chata

Por mais que seja um peixe de água salgada, a espécie de tubarão já foi encontrada em rios amazônicos, inclusive subindo o rio Amazonas e chegando até o Equador. “Uma espécie já foi capturada no município de Itacoatiara, interior do Amazonas”, afirma Oliveira.

A espécie pode atacar humanos e tem uma mordida muito potente. Além disso, podem causar um desequilíbrio ecológico no Amazonas.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Chamada Elos da Amazônia 2024 impulsiona empreendedorismo indígena científico

Foto: Divulgação

Um levantamento recente do Instituto Ethos revela que a população indígena representa 1% dos trabalhadores nas grandes empresas do país, ocupando apenas 0,1% das posições de liderança. Como uma resposta para ajudar a transformar essa realidade, a iniciativa Chamada Elos da Amazônia 2024 – Edição Empreendedorismo Científico Indígena está com inscrições abertas, em busca de promover o protagonismo indígena no cenário empresarial.

Com foco em reconhecer empreendedores indígenas que desenvolvam tecnologias inovadoras e disruptivas a partir da biodiversidade amazônica, a Chamada visa fomentar negócios competitivos, economicamente viáveis, ambientalmente equilibrados e socialmente inclusivos.

O edital selecionará duas startups lideradas por empreendedores autodeclarados indígenas, com sede em estados da Amazônia Ocidental (Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima) ou no Amapá, e constituídas há no máximo cinco anos. 

As propostas devem demonstrar soluções tecnológicas aplicáveis ao mercado, podendo estar na fase de protótipo, validação ou em operação no mercado. As inscrições estão abertas até o dia 24 de janeiro de 2025 e podem ser feitas exclusivamente pelo site elosdaamazonia.org.br

Além do reconhecimento, os projetos selecionados receberão suporte técnico para transformar ideias em negócios viáveis. Entre os benefícios estão a preparação para execução de recursos via Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), conexão com incubadoras e aceleradoras, e possível ingresso no Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio).

Cada startup selecionada pelo edital receberá R$1 milhão, sendo R$500 mil via PPBio para aceleração do negócio e R$500 mil para desenvolvimento de um projeto de tecnologia que será executado pelo Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT), via recursos da Embrapii.

Tecnologia com identidade amazônica

Foto: Michael Dantas

A iniciativa conta com a parceria do INDT, que apoia o desenvolvimento de tecnologias com alto potencial de impacto. Os critérios de seleção priorizam propostas alinhadas à sustentabilidade e ao uso consciente dos recursos da floresta. As tecnologias apresentadas podem incluir novos processos, sistemas ou aplicações baseadas na biodiversidade amazônica.

Para os idealizadores da Chamada, iniciativas como essa são fundamentais para promover o empreendedorismo indígena, transformando conhecimento acadêmico e tradicional em soluções de mercado. 

O edital é uma realização do Idesam, Programa Prioritário de Bioeconomia, agenda da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), e INDT. A chamada conta ainda com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Professor amazonense é selecionado como embaixador em Harvard e representará o Brasil nos EUA

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Foto: Reprodução/Facebook – Dalmir Pacheco

O professor Dr. Dalmir Pacheco, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM-CMC), em Manaus, foi selecionado para ser um dos cinco embaixadores brasileiros na Brazil Conference at Harvard & MIT 2025.

Realizada anualmente desde 2015, a conferência é promovida pela comunidade brasileira de estudantes em Boston e tem como tema para a próxima edição ‘Uma Nova Década: Encontro de Gerações de Líderes’.

O objetivo é conectar e impulsionar líderes do presente e do futuro, promovendo discussões e soluções para a transformação do Brasil. Neste ano, o evento acontecerá nos dias 4, 5 e 6 de abril de 2025, nos Estados Unidos, reunindo lideranças de diferentes gerações e áreas de atuação.

O Programa de Embaixadores seleciona brasileiros que têm um papel ativo no desenvolvimento do país, por meio de iniciativas sociais, educacionais ou comunitárias. Além de contribuir com debates durante o evento, os embaixadores têm o compromisso de implementar ou dar continuidade a projetos de impacto social após retornarem ao Brasil, aproveitando a rede de conexões do programa para ampliar o alcance de suas ações.

Dalmir Pacheco

Foto: Divulgação

Doutor e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o professor Dalmir Pacheco é titular do IFAM – Campus Manaus Centro, além de escritor e palestrante. À frente do Espaço Curupira, núcleo de acessibilidade do IFAM, ele coordena diversos projetos voltados à educação especial, com destaque para o Projeto Arumã e o Projeto Apoema.

Em atividade há mais de 17 anos, o núcleo forma professores do ensino básico do interior do Amazonas na área de educação especial na perspectiva da educação inclusiva e produz materiais didáticos e paradidáticos com acessibilidade comunicacional.

A seleção do professor como embaixador reconhece seu impacto na inclusão educacional de pessoas com deficiência na região Amazônica, reafirmando o papel de educadores na construção de um futuro melhor para o Brasil.