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“Floresta não fica em pé sem os povos tradicionais”, afirma reitor da UFPA

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Foto: Léo Ramos Chaves / Revista Pesquisa FAPESP

Uma das apresentações mais contundentes da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada em Brasília, foi feita pelo reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Emmanuel Zagury Tourinho. Em uma plenária em 31 de julho sobre oportunidades e desafios para o desenvolvimento sustentável, um dos motes da conferência, Tourinho afirmou de modo categórico que não há projetos de desenvolvimento da Amazônia que possam ser definidos como sustentáveis e que a degradação do modo de vida das populações tradicionais, que ajudam a manter a floresta em pé, está chegando a um ponto de não retorno, colocando em xeque a preservação do bioma.

Graduado em psicologia pela UFPA e doutor pela Universidade de São Paulo (USP), Tourinho é um especialista em psicologia aplicada a processos culturais e um conhecedor do ambiente de pesquisa na Amazônia – além de reitor da maior universidade da região, foi membro de conselhos científicos de instituições como o Museu Paraense Emílio Goeldi, de Belém, e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, de Manaus. Também presidiu a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) entre 2017 e 2018. No dia seguinte à apresentação na conferência, concedeu a entrevista a seguir.

O senhor afirmou que a Amazônia está chegando a um ponto de não retorno na degradação do tecido social de suas populações tradicionais, em uma situação comparável com a do desmatamento. Que processo é esse?

Há um interesse de grandes grupos econômicos em territórios da Amazônia e uma parte das populações tradicionais vai sendo expulsa dessas áreas, migrando para a periferia de cidades pobres que não oferecem condições adequadas de sobrevivência. Isso tudo compromete um modo de vida que, até então, garantia a floresta em pé. Se a Amazônia for ocupada de um modo diferente, sem essas populações, não se sabe o que vai acontecer com a floresta.

Precisamos aproveitar esse interesse global pela conservação da floresta para mostrar que temos que garantir a vida das populações que, até então, protegeram a floresta. Estou falando de todas as populações tradicionais – indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhas. Todas essas populações estão hoje expostas a muitos tipos de violência e, no caso dos indígenas, a falta de demarcação de suas terras os torna ainda mais vulneráveis.

Como essa degradação vem ocorrendo?

Vou dar o exemplo dos plantadores de arroz que foram removidos da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, por determinação da Justiça Federal. Alguns mudaram para a ilha de Marajó. A transformação de uma grande área de Marajó em um território para a produção de arroz expulsou populações tradicionais. Houve um efeito direto sobre a paisagem e sobre as populações, que, enquanto estiveram lá, garantiram em alguma medida a floresta em pé e projetos agroflorestais sustentáveis.

Veja também a cadeia de produção do açaí. Hoje o fruto é consumido no mundo inteiro e parte do território da Amazônia que não era ocupada pelo açaí está passando a ser. As populações ribeirinhas que vivem da coleta do açaí são impactadas por essa nova economia, não necessariamente de forma positiva. Tem havido um aumento da ocorrência da doença de Chagas na região, porque o inseto barbeiro, que é o transmissor e vivia em outra vegetação, se concentra em plantações de açaí. E há pressões de madeireiros ilegais, do garimpo ilegal. Não existe um sistema que proteja essas populações.

O senhor afirmou que não há projetos de desenvolvimento da Amazônia que sejam sustentáveis. Por quê?

A razão básica é que não são projetos para promover o desenvolvimento social dos povos da Amazônia, mas para criar riqueza para grandes grupos econômicos, eventualmente gerando também divisas internacionais para o país. Eles deixam em segundo plano as condições de vida das populações e criam passivos sociais e ambientais. Cada projeto novo chega prometendo mais emprego, mais infraestrutura para as cidades, e depois não se vê isso. Pontualmente aqui e ali há um benefício, mas nada comparável ao volume de riquezas extraídas e danos causados. Isso não quer dizer que não seja possível desenvolver a economia fazendo um uso sustentável dos recursos naturais.

O senhor disse que burocratas não estão aptos a desenvolver projetos inclusivos. Que governança deveria haver?

Quando eu me referi aos burocratas, pensei nos gestores de agentes financeiros que desconhecem a realidade da Amazônia e concebem projetos a partir da lógica: como podemos aproveitar essa riqueza toda que há na Amazônia? O poder público precisa estar alerta e só permitir que avancem projetos que protejam direitos das populações locais. Isso é possível de ser feito, mas é preciso mudar a lógica. É necessário ouvir as populações e dar a elas poder decisório. Isso acontecerá de modo satisfatório se essas populações forem as beneficiárias econômicas diretas.

O senhor criticou projetos de geração de energia limpa na Amazônia, perguntando: “Limpas para quem?” Por quê?

Há um equívoco em pensar que qualquer projeto de energia limpa é sustentável ou positivo para todo mundo. Alguns desses projetos comprometem as condições de vida das pessoas que vivem onde eles são implantados. Algumas hidrelétricas na Amazônia têm essa história: desorganizam a vida de grandes comunidades e degradam as condições de vida dessas pessoas. Belo Monte é um caso. Houve prejuízos para as populações que não são reparáveis. Mas, quem olha de fora, diz: “Ah, que bom que estamos produzindo mais energia limpa!” Energia renovável não é sinônimo de sustentabilidade se não incluir uma dimensão social.

Como pesquisadores podem ajudar a enfrentar esse problema?

Não há como fazer esse enfrentamento sem lançar mão da inteligência científica e dos saberes tradicionais locais. Nos projetos para a Amazônia, prevalece o princípio do vazio. Eles são pensados como se não existissem pessoas que conhecem a realidade local e estão aptas a dizer como devem ser concebidos. Temos na Amazônia instituições de ciência e tecnologia muito bem estruturadas, fazendo pesquisas que incluem uma interação cotidiana com a população. Temos que ouvir essa inteligência científica.

Na iniciativa Amazônia+10, que reúne pesquisadores de 25 estados e do exterior, uma das preocupações é fixar mais cientistas da Amazônia. Isso para não repetir o que ocorreu na formação de redes de pesquisa na Amazônia lideradas por cientistas de outras regiões que depois voltavam  para os estados de origem. Isso é uma necessidade?

Tem que haver cooperação entre quem faz ciência na Amazônia e quem faz ciência fora da Amazônia. Ocorre que as instituições da Amazônia desejam superar uma lógica colonialista, uma prática que era comum de os pesquisadores amazônidas serem procurados só para coletar dados para colegas de fora. Não queremos ser mais coletadores de dados. Queremos desenvolver uma agenda de pesquisas pensada a partir da realidade da Amazônia e estabelecer cooperação com quem quiser colaborar.

A agenda de pesquisas tem de ser referenciada pela fronteira do conhecimento, mas também pela realidade social e incluir o empoderamento da população com conhecimento científico, para que ela participe do debate sobre políticas para a região. A UFPA lidera o Centro Integrado da Sociobiodiversidade da Amazônia, o Cisam, com pesquisadores das 13 universidades federais sediadas na Amazônia. O Cisam é orientado por essa visão da ciência, reconhecendo a complexidade dos problemas da Amazônia e adotando abordagens interdisciplinares.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Revista Pesquisa FAPESP, escrito por Fabrício Marques.

Alerta vermelho: Gaia vive e reage

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

Gaia é uma palavra que tem origem grega e significa “mãe terra”. Na mitologia grega é a segunda divindade, tendo surgido apenas após o Caos. Gaia cria as montanhas, os rios e tudo o que existe na terra. Gaia é a própria terra viva.

Mokiti Okada fala em A Grande Natureza, que a natureza vive, que tem espírito. Fala também na força do solo, sendo este o princípio da Agricultura Natural, preconizada por ele. Neste tipo de cultivo, não se utiliza adubos e, sim, folhagens e materiais do próprio solo, ricos em microrganismos. O solo é tratado como um ser vivo, que tem sentimentos e que reage.

A ideia de que o planeta vive não é nova e está presente em culturas milenares. Em algumas delas, elementos como o sol, a lua, a chuva, o fogo ou o mar são deuses ou representações deles. Deuses que podem manifestar amor ou fúria, merecendo por isto, todo o respeito e temor. Isto para culturas menos civilizadas.

Para culturas mais evoluídas como a nossa, a terra, o solo e os demais elementos são apenas o que são, o que podemos ver ou tocar, não muito diferentes de objetos descartáveis. Seremos mesmo mais evoluídos?

Nas primeira vezes que tive contato com as ameaças ambientais, tudo parecia coisa de ficção científica ou alarmismo de “ecochatos”. Aos poucos, as coisas começaram a parecer mais reais, mas que seriam controláveis, no momento necessário. O que vemos, cada vez mais perto, nos noticiários, nas imagens, nas estatísticas, nas inundações, nos incêndios devastadores em todos os estados do país, na poluição tóxica do ar, na perda da biodiversidade, na elevação do nível do mar, nos recordes de temperatura em todo o mundo, não deixam dúvidas. Gaia vive e reage. Alerta vermelho para a humanidade.

Talvez não seja apenas a agressão do homem ao meio ambiente, mas também do homem contra o homem e contra outros seres. A própria natureza nos ensina que onde se acumulam impurezas, surgem ações de eliminação, processos purificadores. É o que ocorre com as nuvens carregadas ou quando ingerimos alimentos em excesso ou estragados. Até mesmo uma minúscula célula elimina o que não será aproveitado pelo seu metabolismo. Trata-se de um princípio universal, que se aplica em outros setores menos evidentes, como na relação entre as pessoas, no uso do dinheiro ou na aplicação do tempo.

Nossos pensamentos, palavras e ações podem gerar impurezas e, neste caso, não faltam exemplos. Parece que ainda estamos longe de construir uma cultura verdadeiramente civilizada, capaz de enxergar além do que podemos ver e tocar. Para citar apenas um fator, no momento, em pleno ano de 2024, o mundo convive com mais de cinquenta conflitos armados. E as guerras não existem apenas entre os países. Elas estão em todos os locais: na política, nas ruas, nas empresas e até nas famílias. Será que tudo isto não cria impurezas? Nossas reclamações contra o tempo e contra a vida não geram impurezas? O egoísmo, o excessivo materialismo e o desrespeito à vida não geram impurezas? Será que isto não interfere em Gaia, a mãe natureza?

De nada adianta, porém, engrossarmos a fileira dos pessimistas, principalmente, porque se já estivesse tudo perdido, não haveria o que fazer. Ao contrário, há o que fazer e depende de cada um agir para transformar a realidade. Emoções e atitudes positivas e responsáveis, podem ser transformadoras. É preciso acreditar que dá tempo e que podemos construir a nossa felicidade, trabalhando para a felicidade de todos e, consequentemente, de Gaia, nossa mãe-terra.

E, para isto, reforço o convite: vamos construir felicidade? Para você, para mim, para todos? Gaia e o mundo precisam.

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Energia solar fortalece empreendedorismo sustentável em comunidades no Amazonas

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Foto: Bruna Martins

Mais de 530 famílias serão beneficiadas com o novo sistema de energia solar instalado na comunidade Bauana, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, no município de Carauari (distante a 787 quilômetros de Manaus), interior do Amazonas. A iniciativa visa fortalecer o empreendedorismo sustentável, alinhado à bioeconomia, e melhorar os indicadores socioeconômicos da população regional.

A partir da instalação do sistema, será possível o funcionamento de duas mini usinas para produção de óleos de andiroba e murumuru, buriti, açaí, e outros produtos da bioeconomia amazônica. O sistema solar possui 80 painéis e 32 baterias de lítio. Além do Bauana, o sistema beneficiará outras 10 comunidades, entre a RDS Uacari e a Reserva de Extrativista (Resex) Médio Juruá. São elas: Santo Antônio, Vila Ramalho, São Raimundo, Bom Jesus, Imperatriz, Roque, Nova Esperança, Novo Horizonte, Pupuaí e Gumo do Facão.

O sistema de energia é fruto do projeto “Sempre Luz”, realizado entre a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e a multinacional brasileira UCB Power. Em 2021, a mesma iniciativa levou abastecimento para aproximadamente 130 pessoas da comunidade ribeirinha Santa Helena do Inglês, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Negro, no município de Iranduba (distante a 64 quilômetros de Manaus). O local sofria com constantes interrupções de energia e, após o projeto, passou a ter o fornecimento de eletricidade 24 horas.

O superintendente geral da FAS, Virgilio Viana, explica que o sistema vai dar suporte aos laboratórios de empreendedorismo local.

“Nós temos não apenas um conjunto de placas solares, mas também todos os equipamentos que permitem funcionar uma mini usina de processamento dos frutos da bioeconomia, em um campus de inovação, educação e diversas outras atividades [RDS Uacari e RESEX Médio Juruá]”, enfatiza.

O fornecimento elétrico ainda irá facilitar o acesso à educação, pesquisa, telessaúde e outras atividades via internet. Viana avalia que o sistema é uma grande oportunidade para o desenvolvimento sustentável local.

“Temos uma história de sucesso no desenvolvimento de projetos de armazenamento de energia em comunidades da Amazônia, em parceria com a FAS. Estamos muito orgulhosos em apoiar mais essa iniciativa”, afirma George Fernandes, CEO da UCB Power.

*Com informações da FAS

Manaus decreta situação de emergência devido à seca no Rio Negro

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A Prefeitura de Manaus decretou situação de emergência na capital amazonense em razão da estiagem. O Decreto nº 5.983 está publicado na edição de 11 de setembro, do Diário Oficial do Município (DOM) e tem validade de 180 dias. 

De acordo com o decreto, a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), por meio da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec), fica autorizada a adotar as medidas necessárias ao mapeamento dos riscos e minoração dos efeitos decorrentes da estiagem.

 Entre as ações previstas estão:

  • planejar, organizar, coordenar e controlar medidas a serem empregadas durante a situação de anormalidade;
  • articular-se com as esferas federal e estadual, a fim de combater a emergência;
  • encaminhar ao chefe do Poder Executivo municipal relatórios técnicos sobre a emergência;
  • divulgar à população as informações necessárias sobre a situação de emergência e o resultado das ações para controle dos efeitos da estiagem no município de Manaus;
  • propor de forma motivada, a contratação temporária de profissionais, aquisição de bens, material e contratação de serviços necessários à atuação na situação de anormalidade, no que couber;
  • e  adotar os meios necessários para implantação do Plano Operativo, bem como outros planos e ações que venham a ser propostos para atendimento do disposto nesse decreto.

Para a publicação do decreto de emergência, a Prefeitura de Manaus considerou o relatório técnico n⁰ 96/2024/Diprev/Sepdec/Semseg da Sepdec sobre a situação de anormalidade no município de Manaus, em virtude de estiagem; o 34⁰ Boletim Hidrológico da Bacia do Amazonas produzido pelo Serviço Geológico do Brasil  (CPRM), o Informativo de Síntese dos Prognósticos de Estiagem no Amazonas – 2024, com status de alerta, feito pela Defesa Civil do  Estado do Amazonas; e o Parecer nº 045/2024 – Asjur/Semseg/Manaus, acolhido pelo secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social.

Nesta quinta-feira (12), a medição do porto de Manaus apontou que o Rio Negro atingiu, na capital do Amazonas, a marca de 16,97 metros. Em 2023, ano da maior estiagem já registrada no Amazonas, nesta mesma data, o rio estava com 21,19 metros.

Apesar do problema, pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB) acreditam que o rio não deve atingir a cota da seca de 2023, que foi de 12,70 metros. A previsão para este ano é de que o nível das águas fique em torno de 14 a 15 metros, o que já é considerado muito baixo.

*Com informações da Prefeitura de Manaus

Pipoca em Cena 4: dicas de edição

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Com parte do projeto Pipoca em Cena, acompanhe nessa série de quatro videoaulas, dicas de produção audiovisual com celulares. São informações sobre as necessárias etapas para a realização de um filme, começando com a ideia e o roteiro, passando pela produção, equipamentos, captação, edição e distribuição do filme.

“Esta primeira videoaula marca o início de uma jornada para cineastas aspirantes e entusiastas do cinema. Queremos proporcionar uma base sólida para que nossos alunos possam desenvolver suas habilidades e criar histórias que realmente se destaquem”, destacou Anderson Mendes, gerente de conteúdos especiais da Fundação Rede Amazônica.

Acompanhe o quarto e último episódio:

Veja os demais episódios:

Sobre o Pipoca em Cena

A décima edição do Projeto Pipoca em Cena, da Fundação Rede Amazônica (FRAM), tem o apoio institucional da Globo Filmes; Policia Militar do Amazonas; Secretaria de Estado de Educação e Deporto Escolar (SEDUC); e o apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC); Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC) e Governo do Amazonas.

Pipoca em Cena 3: entenda o processo de captação

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Com parte do projeto Pipoca em Cena, acompanhe nessa série de quatro videoaulas, dicas de produção audiovisual com celulares. São informações sobre as necessárias etapas para a realização de um filme, começando com a ideia e o roteiro, passando pela produção, equipamentos, captação, edição e distribuição do filme.

“Esta primeira videoaula marca o início de uma jornada para cineastas aspirantes e entusiastas do cinema. Queremos proporcionar uma base sólida para que nossos alunos possam desenvolver suas habilidades e criar histórias que realmente se destaquem”, destacou Anderson Mendes, gerente de conteúdos especiais da Fundação Rede Amazônica.

Acompanhe o terceiro episódio:

Veja os demais episódios:

Sobre o Pipoca em Cena

A décima edição do Projeto Pipoca em Cena, da Fundação Rede Amazônica (FRAM), tem o apoio institucional da Globo Filmes; Policia Militar do Amazonas; Secretaria de Estado de Educação e Deporto Escolar (SEDUC); e o apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC); Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC) e Governo do Amazonas.

Pipoca em Cena 2: o que é necessário para produzir?

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Com parte do projeto Pipoca em Cena, acompanhe nessa série de quatro videoaulas, dicas de produção audiovisual com celulares. São informações sobre as necessárias etapas para a realização de um filme, começando com a ideia e o roteiro, passando pela produção, equipamentos, captação, edição e distribuição do filme.

“Esta primeira videoaula marca o início de uma jornada para cineastas aspirantes e entusiastas do cinema. Queremos proporcionar uma base sólida para que nossos alunos possam desenvolver suas habilidades e criar histórias que realmente se destaquem”, destacou Anderson Mendes, gerente de conteúdos especiais da Fundação Rede Amazônica.

Acompanhe o segundo episódio:

Veja o episódio anterior:

Sobre o Pipoca em Cena

A décima edição do Projeto Pipoca em Cena, da Fundação Rede Amazônica (FRAM), tem o apoio institucional da Globo Filmes; Policia Militar do Amazonas; Secretaria de Estado de Educação e Deporto Escolar (SEDUC); e o apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC); Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC) e Governo do Amazonas.

Pipoca em Cena 1: saiba como projetar um roteiro

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Com parte do projeto Pipoca em Cena, acompanhe nessa série de quatro videoaulas, dicas de produção audiovisual com celulares. São informações sobre as necessárias etapas para a realização de um filme, começando com a ideia e o roteiro, passando pela produção, equipamentos, captação, edição e distribuição do filme.

“Esta primeira videoaula marca o início de uma jornada para cineastas aspirantes e entusiastas do cinema. Queremos proporcionar uma base sólida para que nossos alunos possam desenvolver suas habilidades e criar histórias que realmente se destaquem”, destacou Anderson Mendes, gerente de conteúdos especiais da Fundação Rede Amazônica.

Acompanhe o primeiro episódio:

Sobre o Pipoca em Cena

A décima edição do Projeto Pipoca em Cena, da Fundação Rede Amazônica (FRAM), tem o apoio institucional da Globo Filmes; Policia Militar do Amazonas; Secretaria de Estado de Educação e Deporto Escolar (SEDUC); e o apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC); Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC) e Governo do Amazonas.

Acre tem quantidade de bombeiros abaixo do recomendado pela ONU

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Com 880.631 habitantes, segundo os últimos dados divulgados pelo NUIBGE, o Acre conta atualmente com aproximadamente 400 bombeiros na ativa. O número está abaixo do recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU) que é de um agente para cada mil habitantes. No Brasil, apenas Amapá, Distrito Federal e Rio de Janeiro seguem este padrão internacional de segurança.

O Acre enfrenta todos os anos fortes queimadas durante o verão amazônico. De acordo com o informativo de monitoramento de incêndios florestais do Corpo de Bombeiros do Acre (CBMAC), até agosto deste ano, já foram atendidas 3.766 ocorrências em todo o estado, superando as 2.805 registradas no mesmo período do ano passado.

De acordo o comandante-geral da corporação, coronel Charles Santos, a previsão é de que o cenário piore nos próximos dias. Segundo ele, a média diária tem se mantido em 200 incêndios.

O coronel Charles Santos justifica que a recomendação da ONU considera condições ‘perfeitas’, que não são encontradas no Brasil e em outras partes do mundo. O que é possível ser feito, segundo o comandante, é otimizar os recursos disponíveis atualmente.

Apesar do aumento na demanda, o coronel destaca que o último concurso, feito em 2022, reforçou o efetivo e garante que uma nova convocação ocorrerá em breve para ampliar o quadro de agentes. Isso porque a validade do certame foi prorrogada por mais dois anos, até 2026.

Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica Acre

“Estamos hoje com 170 homens na rua, diariamente. Nós estamos em 17 municípios e mais cinco realizando um monitoramento diário”, acrescentou.

Para conseguir atender o maior número de ocorrências possíveis, o coordenador da operação fogo controlado no estado, capitão Carlos Freitas Filho, explica os trabalhos funcionam de forma integrada junto ao governo federal e envolve todo o efetivo.

Incêndio no Parque Nacional Serra do Divisor foi controlado, mas bombeiros tentam apagar focos de calor — Foto: Arquivo/Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul
 Foto: Arquivo/Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul

São feitos estudos técnicos para definição de áreas prioritárias. Foram chamados os militares de todos os setores, até mesmo da área administrativa, que, segundo o capitão, está funcionando com o mínimo possível de equipe para que os esforços sejam concentrados no combate aos incêndios.

*Por Lucas Thadeu, da Rede Amazônica AC

Conheça os oficineiros que levam técnicas do audiovisual para alunos no ‘Pipoca em Cena’

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A experiência dos oficineiros do projeto ‘Pipoca em Cena’ tem sido fundamental para guiar os alunos da Escola Áurea Pinheiro Braga, na Zona Leste de Manaus (AM). Por uma semana, eles tem a missão de ensinar os estudantes todos os passos necessários para a construção de um curta-metragem.

Conhecido no cenário audiovisual de Manaus, o publicitário e gerente de Conteúdos Especiais da Fundação Rede Amazônica (FRAM), Anderson Mendes, completou 25 anos de carreira em 2024. Em seu portfólio estão as produções  ‘A Incrível História de Coti: O Rambo do São Jorge’, ‘Picolé do Aranha’, ‘Pistolino e o Filme Que Não Acaba Nunca’ e ‘Oscarino & Peteleco’, além dos programas que dirigiu e/ou produziu no canal temático Amazon Sat.

Coube a Mendes, a missão de ensinar a parte teórica para os alunos do projeto ‘Pipoca em Cena’. Através de um material didático, o publicitário mostrou para os alunos o passo a passo da produção de um filme. “Nosso objetivo com o Pipoca em Cena é mostrar para esses alunos que eles têm total possibilidade de se tornarem produtores audiovisuais”, explicou.

Mendes auxilia alunos do projeto ‘Pipoca em Cena’. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Na era dos smartphones, a liberdade de contar história ganhou novas nuances. A missão do projeto é apontar a direção certa para esses jovens. Por esse motivo, Mendes acompanhou de perto o restante das fases. Com o roteiro pronto, os alunos passaram para a fase de gravações. Após a captação de todas as imagens, o oficineiro ajudou os alunos na edição e deu diversas dicas para enriquecer o material.        
                                                           
“Nós estamos aqui passando um pouco das técnicas desde o início da criação da ideia, de desenvolvimento do roteiro, passando pela produção, execução das imagens e, claro, a edição de vídeo. Em seguida, vamos realizar um evento para exibir os curtas-metragens na própria escola”, explicou Mendes.

Toque artístico

A arte educadora Keylla Gomes acompanhou de perto a gravação de todos os curtas-metragens executados pelos alunos do projeto. Ela é a responsável pela produtora ‘Ykamiabas’, que desenvolveu a intervenção artística ‘Oxigênio’, um manifesto que fala sobre a importância de preservar os recursos da Amazônia.

No ‘Pipoca em Cena’, Keylla ficou responsável em acompanhar as gravações e dar dicas de atuação para os estudantes. “Os alunos são criativos demais, se a gente deixar eles criam um longa-metragem”, brincou.

Ela contou que, apesar do desafio, o trabalho desenvolvido no projeto é gratificante. “É uma sensação muito boa, pois podemos ver no rostinho de cada um que estão gostando de participar e entregam um bom trabalho”, afirmou. 

Keylla e Adailton gravam cena com aluna do projeto ‘Pipoca em Cena’. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Imagens e sonhos

Formado em comunicação social, Adailton Santos ficou responsável por captar as imagens para os curtas-metragens dos alunos. Esse não é o primeiro projeto de audiovisual que o jornalista participa. Ele usa toda sua expertise para “dar vida” aos roteiros criados pelos estudantes, após as oficinas ministradas por Anderson e Keylla. “Meu primeiro trabalho foi dentro do Projeto Jovem Cidadão ensinando alunos a criarem projetos cinematográficos”, contou. 

Com os equipamentos em mãos, Adailton acompanhava os alunos nos locais da gravação, que aconteciam dentro da própria escola. “Está sendo um trabalho cansativo e difícil, mas gratificante. É muito bom ver eles observando seus planos criando ‘vida’. Nosso objetivo é fazer com que eles fiquem orgulhosos do próprio trabalho”, explicou.

Sobre o Pipoca em Cena

A décima edição do Projeto Pipoca em Cena, da Fundação Rede Amazônica (FRAM), tem o apoio institucional da Globo Filmes; Policia Militar do Amazonas; Secretaria de Estado de Educação e Deporto Escolar (SEDUC); e o apoio da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC); Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC) e Governo do Amazonas.