Home Blog Page 47

Período chuvoso aumenta riscos à saúde das crianças, alerta hospital paraense

0

Hospital Abelardo Santos desenvolve ações lúdicas para prevenir famílias sobre doenças do período chuvoso, como a dengue. Foto: Diego Monteiro/Agência Pará

Com o início do inverno amazônico, período chuvoso que começa em dezembro e segue até maio na região Norte, a atenção com a saúde das crianças precisa ser redobrada. O médico infectologista Bernardo Porto Maia, do Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Belém (PA), destaca que essa época favorece o aumento das síndromes respiratórias, além de doenças virais, infecciosas e arboviroses.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Segundo o especialista, o clima úmido, as temperaturas mais amenas e as chuvas intensas criam um ambiente propício ao surgimento de doenças típicas dessa época do ano.

“Com o aumento das chuvas, tornam-se mais frequentes casos de rinite alérgica, asma, resfriados, sinusites, bronquites e pneumonia, em razão da maior circulação de fungos, mofos, vírus e bactérias no ar”, destaca Bernardo.

Leia também: Autoridades reforçam cuidados para prevenir doenças típicas do inverno amazônico

Doenças das vias aéreas

Entre as doenças respiratórias mais comuns, o médico cita o resfriado, que costuma provocar coriza, espirros, dor de garganta, tosse leve, congestão nasal e febre baixa. A gripe (Influenza) apresenta um quadro mais intenso, com febre alta, calafrios, dor de cabeça, dores musculares e na garganta, tosse seca e cansaço. Já a bronquite se caracteriza pela tosse persistente e pela produção de catarro.

Higienização frequente das mãos segue como uma das principais formas de proteção de doenças no período chuvoso.
Higienização frequente das mãos segue como uma das principais formas de proteção de doenças no período chuvoso. Foto: Diego Monteiro/Agência Pará

A pneumonia também exige atenção por se tratar de uma infecção mais grave, capaz de causar tosse com secreção, febre alta, dificuldade para respirar, dor no peito e fadiga. A asma manifesta-se com chiado no peito, falta de ar e tosse, sobretudo à noite ou nas primeiras horas do dia. A rinite alérgica e a sinusite também são recorrentes nesse período e tendem a se intensificar durante a noite.

O infectologista orienta a adoção de cuidados simples de prevenção:

“Lavar as mãos com frequência e evitar aglomerações são medidas essenciais. A casa deve permanecer bem arejada, já que ambientes fechados e mal ventilados favorecem a umidade e a proliferação de microrganismos. A hidratação adequada e uma alimentação saudável também são fundamentais para fortalecer o organismo e o sistema imunológico”, ressalta.

Leia também: Insetos e serpentes aparecem mais no período chuvoso, entenda os motivos

Arboviroses

Outro fator importante são as águas paradas, que servem como criadouros para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. “Esses mosquitos aproveitam recipientes com água acumulada para depositar seus ovos. No período chuvoso, o nível da água sobe e entra em contato com os ovos, que eclodem em menos de 30 minutos, o que aumenta a proliferação do mosquito”, explica Bernardo Porto Maia.

A dengue provoca febre alta, dores no corpo e dor de cabeça, podendo evoluir para hemorragias nos casos mais graves. Já a zika costuma causar febre, erupções cutâneas e dores articulares e, em gestantes, pode trazer complicações sérias para o feto, como a microcefalia. A chikungunya manifesta-se com febre alta e dores articulares intensas, com possibilidade de sequelas musculares prolongadas.

Leia também: Dengue, Zika e Chikungunya: como identificar e se prevenir das doenças que aumentam no período chuvoso na Amazônia

Em Icoaraci, distrito de Belém, o HRAS mantém atendimento pediátrico 24 horas em diferentes níveis de complexidade. Foto: Diego Monteiro/Agência Pará

Para evitar essas doenças, o médico orienta:

“Manter caixas d’água e reservatórios vedados; descartar o lixo corretamente; guardar pneus cobertos; virar garrafas para baixo; retirar folhas e sujeira do quintal; realizar a limpeza de ralos e esgotos; eliminar água acumulada atrás da geladeira; usar areia nos pratos de vasos; manter piscinas limpas e, ao identificar larvas, jogar a água diretamente na terra”.

Transmissão por água contaminada

Além disso, o especialista alerta para o risco de doenças transmitidas pela água contaminada, sobretudo em áreas com alagamentos ou próximas a canais. Nessas condições, podem surgir doenças graves e até fatais, como leptospirose, hepatite A, febre tifóide e diarreias bacterianas, entre outras. Nesse contexto, o médico divide a contaminação em duas formas: por contato ou por ingestão.

Por contato, podem ocorrer doenças como a leptospirose, transmitida pela urina de ratos, especialmente em áreas com esgoto a céu aberto. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, calafrios, dores musculares, icterícia e hemorragias. Outra enfermidade é a esquistossomose, cujos sintomas envolvem febre, calafrios, erupções na pele, dor abdominal, diarreia, cansaço, tosse e dor de cabeça.

Sistema imunológico em desenvolvimento torna as crianças mais vulneráveis às doenças no período chuvoso e úmido. Foto: Diego Monteiro/Agência Pará

Pela ingestão de água e alimentos contaminados, podem surgir doenças como a cólera, que provoca diarreia intensa, vômitos e desidratação grave, podendo evoluir para choque e morte sem tratamento. A hepatite A também é comum, com sintomas como fadiga, febre, náuseas, dor abdominal e icterícia. Já a diarreia aguda causa evacuações frequentes, cólicas, febre, náuseas e desidratação.

Evitar o contato com alagamentos, especialmente em áreas com risco de contaminação por esgoto, é fundamental. Também é importante manter a vacinação em dia, especialmente contra hepatite A e tétano. Recomenda-se lavar bem as mãos e consumir alimentos e água de fontes seguras. O especialista acrescenta: “Essas orientações não impedem totalmente a contaminação, mas funcionam como barreiras que reduzem significativamente o risco”.

Tratamento

“Além das medidas de prevenção, é preciso atenção aos sintomas. Ao identificar qualquer sinal de doença, é fundamental levar a criança à unidade de saúde mais próxima para a realização de exames. Após a avaliação clínica, o médico poderá indicar o tratamento mais adequado, garantindo a recuperação e o bem-estar da criança”, conclui o médico infectologista Bernardo Porto Maia.

O Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS) é a maior unidade pública do Governo do Pará. A instituição é administrada pelo Instituto Social Mais Saúde (ISMS), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A unidade atua em quatro frentes pediátricas: pronto-socorro, cirurgia, internação clínica e Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além do acolhimento nas Unidades de Cuidados Intermediários (UCIn).

*Com informações da Agência Pará

Artesanato com barro se torna caminho para saúde e oportunidade de negócio para acreana

0

Empreendedora investe em artesanato com barro para criação de peças utilitárias e de decoração. Foto: Bruno Moraes/Sete AC

Criar e transformar objetos manualmente é uma descrição comumente usada para descrever a prática da atividade artesanal. Criativos, os caminhos percorridos podem seguir por diversos tipos de matérias-primas como a madeira, fios artesanais ou até mesmo o barro, como é o caso da artesã Débora Ribeiro, da Matuto Artesanato, no Acre.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

“Esse material é barro, eu trabalho com ele desde o processo até a pintura. Aqui a gente tem várias peças, a moringa, a bandeira acreana, a galinha com a bandeira e as bonecas namoradeiras, da grande, da pequena e da média”, diz Débora.

A artesã revela que iniciou na prática artesanal com barro há cerca de dois anos, como um caminho para superar um momento delicado: “Esse artesanato surgiu através de uma depressão, e aí fomos trabalhando até chegar onde estamos hoje.”

Iniciativa de sucesso, a Matuto Artesanato, de Débora Ribeiro, é um dos cerca de 60 empreendimentos que participam da Programação de Fim de Ano da Família, do governo do Estado, com a Feira e a Vila Natalina, próximas ao Palácio Rio Branco, sede do poder executivo do Acre. A ação é coordenada pela Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete) em parceria com a Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa).

Leia também: O artesanato é fonte de renda para os indígenas do Parque das Tribos

Além do artesanato

Com apresentações culturais e presença de empreendimentos diversos, clientes e empreendedores na Feira e Vila Natalina estão dando retorno positivo em relação ao evento, de acordo com a chefe do Departamento de Pequenos Negócios, Sirlânia Venturin.

Ainda segundo Sirlânia, as vendas desse ano devem ultrapassar o faturamento de R$ 300 mil arrecadados pelos empreendedores no ano passado.

“Têm produtos de excelente qualidade e a programação cultural tem sido mais uma atração para fazer com que a Feira Natalina seja um lugar com mais opções de diversão e degustação para todos”, destacou Sirlânia.

artesanato é comercializado na vila natalina em rio branco, no acre
Espaço da Feira Natalina, ao lado do Palácio Rio Branco, reúne empreendimentos da gastronomia, jardinagem e brinquedos. Foto: Bruno Moraes/Sete

Leia também: Plataforma de economia solidária estimula artesãos e fomenta empreendedorismo em Manaus

Com o trabalho que desenvolve na Matuto Artesanato, Débora Ribeiro destaca que participa de outras feiras coletivas promovidas pelo Movimento Elas Fazem Acontecer e pelo Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC).

Programação

A programação da Vila Natalina conta com a participação de empreendimentos de artesanato, doces e presentes e fica localizada em frente ao Palácio Rio Branco, das 17h às 22h, até o dia 4 de janeiro.

Como parte da programação, a Feira Natalina reúne empreendedores dos segmentos de brinquedos, jardinagem e alimentação, na Avenida Arlindo Porto Leal, ao lado do Palácio Rio Branco, das 17h às 22h, até o dia 28 de dezembro.

*Com informações da Agência Acre

Universidade assina termo que cria primeiro museu indígena de Roraima

0

Foto: Caíque Rodrigues/Rede Amazônica RR

A Universidade Federal de Roraima (UFRR) assinou, no dia 17 de dezembro, o termo que institui o primeiro museu indígena do estado. A partir de agora, tem início a etapa de estruturação do espaço e de captação de recursos financeiros.

O espaço, voltado à preservação da história dos povos indígenas, tem como objetivo atuar como um local de ensino e fomentar a pesquisa.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Por enquanto, ainda não há data definida para a inauguração nem a confirmação do local, mas o reitor da UFRR, Geraldo Ticianeli, informou que o prédio já está definido e em fase de análise.

Segundo ele, o documento representa uma “certidão de nascimento” do museu, que deverá ser levada a Brasília.

“Abre-se agora a possibilidade de diálogo institucional com o Ministério da Educação, o Ministério da Cultura, o Ministério dos Povos Indígenas e também com agências de fomento, como o CNPq e a CAPES. O objetivo é buscar apoio financeiro tanto para a reforma do espaço físico quanto para a adequação do mobiliário e demais necessidades estruturais”, explicou o reitor.

Leia também: 6 museus para conhecer a cultura e história indígena na Amazônia Legal

Universidade assina termo que cria primeiro museu indígena de Roraima
Foto: Nalu Cardoso

Museu ainda sem nome definitivo

A ideia foi trabalhada durante três anos, com uma comissão de quatro professores. Entre eles, Francisco França, de 61 anos, do povo Macuxi.

“Esse museu será uma escola viva, um espaço de aprendizado para que vocês compreendam verdadeiramente quem somos nós, povos indígenas. Esse museu vem para trazer esse conhecimento, esse ensinamento, tanto para vocês, pesquisadores, quanto para nós, que também somos pesquisadores da nossa própria história”, disse o professor.

O nome oficial do museu será definido, por enquanto é chamado de ‘Museu dos Povos Indígenas da Universidade Federal de Roraima’. O foco, segundo a comissão, é abranger todos os povos indígenas de Roraima e respeitar as diferenças deles.

O estado mais indígena do Brasil

Roraima é, proporcionalmente, o estado mais indígena do Brasil, com 97.320 pessoas autodeclaradas indígenas. Também é o estado com a maior proporção de adeptos de tradições indígenas do país, segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, 8.488 pessoas declararam seguir tradições indígenas, número que representa 1,7% da população.

*Com informações da Rede Amazônica RR

5 fatos sobre o lançamento do primeiro foguete comercial do Brasil

Foguete será o primeiro de uso comercial que será lançado pelo Brasil ao espaço. Foto: Divulgação/Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação

O Brasil pode ingressar pela primeira vez no mercado global de lançamentos espaciais ainda em 2025. Isso porque está previsto para o país lançar ao espaço o Hanbit-Nano, o primeiro foguete de uso comercial, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, nesta sexta-feira (19), às 15h34 (horário Brasília).

Leia também: MCTI quer transformar o Maranhão em um novo polo do programa espacial brasileiro

Chamada de Operação Spaceward, a missão será coordenada de forma conjunta pela Força Aérea Brasileira (FAB) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) e terá o objetivo de levar ao espaço oito cargas, sendo cinco satélites e três dispositivos para pesquisas desenvolvidas por instituições do Brasil e da China.

Inicialmente, o lançamento do veículo espacial estava previsto 22 de novembro de 2025, mas foi adiado para o dia 17 de dezembro, mas a empresa sul-coreana Innospace (responsável pela produção do veículo espacial) adiou a operação novamente devido “a detecção de um anomalia no dispositivo de resfriamento do sistema” e remarcou para sexta (19). foi remarcado para sexta-feira.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

“Portanto, a janela de lançamento da Operação Spaceward permanece aberta entre 16 e 22 de dezembro”, informou a Agência Espacial Brasileira sobre a proposta da nova data com relação ao prazo estipulado pela empresa sul-coreana.

Confira cinco curiosidades acerca do inédito lançamento do veículo espacial pelo Brasil:

1. Dimensões do foguete

Foguete Hanbit-Nano, produzido pela empresa Innospace. Foto: Reprodução/Innospace

Produzido pela empresa sul-corena Innospace, o HANBIT-Nano possui 21,9 metros de altura e 1,4 metro de diâmetro, e um peso de 20 toneladas.

Tais medidas equivalem, respectivamente, a um prédio de três andares e a carga de quatro elefantes africanos juntos.

Leia também: Brasil e França firmam acordo para desenvolver base de balões estratosféricos em Palmas

2. Velocidade

Foto: Divulgação/Força Aérea Brasileira

Em seu lançamento, o foguete pode atingir uma velocidade de 30 mil km/h, marca suficiente para atingir a atmosfera e entrar em órbita em apenas 3 minutos. Tal aceleração equivale a 30 vezes mais rápido que um avião comercial.

Leia também: Pesquisadores do Maranhão desenvolvem lançador de micro e nano satélites

3. Cargas

Na imagem, dois satélites que serão transportados à órbita pelo primeiro foguete comercial do Brasil. Foto: Divulgação/Força Aérea Brasileira

Serão oito cargas que serão transportadas pelo foguete, sendo sete brasileiras e uma estrangeira. Entre as nacionais estão:

  • satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B, da Universidade Federal de Santa Catarina;
  • Pion-BR2 – Cientistas de Alcântara, satélite educacional da Universidade Federal do Maranhão;
  • e o Sistema de Navegação Inercial, desenvolvido por empresas nacionais com apoio da AEB.

Leia também: Cosmonauta russo surpreende com registro da extensão do rio Amazonas; veja as fotos

4. Profissionais envolvidos

Operação de lançamento do foguete HANBIT-Nano terá cerca de 400 profissionais envolvidos na missão. Foto: Divulgação/Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação

Cerca de 400 profissionais entre brasileiros – militares e civis – e sul-coreanos estão mobilizados na Operação Spaceward.

O lançamento do foguete ocorrerá em dois estágios: o primeiro é na base, responsável pelo impulso inicial do foguete, enquanto o segundo marca o envio das cargas na órbita.

Leia também: Amazonia-1: satélite completa 4 anos de operação em órbita

5. Base estratégica

Construída em 1982, Centro de Lançamento de Alcântara (MA) é considerada atrativa para o lançamento de dispositivos espaciais. Foto: Warley de Andrade/TV Brasil

Local do lançamento espacial inédito, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) fica no litoral maranhense e é considerado uma das zonas mais privilegiadas devido sua localização próxima à linha do Equador. Segundo especialistas, a posição favorece a redução de custos e o tempo de voo mais rápido, além da distância de qualquer tráfego aéreo ou marítimo.

Leia também: Centro de lançamentos espaciais do Maranhão é um dos mais bem localizados do mundo

Rondônia ganha centro que monitora efeitos das mudanças climáticas na saúde

0

Inauguração do Centro de Clima e Saúde. Foto: Divulgação/Fiocruz

A Fiocruz inaugurou o Centro de Clima e Saúde de Rondônia (CCSRO), instalado na nova sede da instituição em Porto Velho, no dia 16 de dezembro. O espaço foi criado para estudar como as mudanças climáticas afetam a saúde das populações da Amazônia.

O Centro está alinhado ao AdaptaSUS, plano nacional que prepara o Sistema Único de Saúde (SUS) para lidar com eventos climáticos extremos. O objetivo é transformar o local em um polo de pesquisa, inovação e formação, reunindo especialistas de diferentes áreas para entender a relação entre clima, saúde e meio ambiente.

Além da produção científica, o Centro pretende valorizar o conhecimento tradicional de povos indígenas e comunidades ribeirinhas, incorporando essas experiências às pesquisas e estratégias de saúde.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Rondônia ganha centro que monitora efeitos das mudanças climáticas na saúde
Abertura do centro que monitora os efeitos das mudanças climáticas. Foto: Walterson Rosa/Ministério da Saúde

Mudanças climáticas monitoradas no Centro em Rondônia

O CCSRO também vai atuar como referência em vigilância sanitária e no estudo de doenças relacionadas ao desmatamento e às alterações ambientais.

Entre as áreas de pesquisa estão doenças emergentes, determinantes socioambientais da saúde e o conceito de Saúde Única, que integra saúde humana, animal e ambiental.

O novo espaço ainda vai oferecer capacitação para profissionais que atuam no monitoramento de eventos climáticos e pretende atrair investimentos e parcerias com empresas, universidades e governos.

A Fiocruz também prevê acordos de cooperação nacionais e internacionais, além da participação ativa de movimentos sociais e povos tradicionais na construção das ações.

*Com informações da Rede Amazônica RO

Ecolar: casa de plástico reciclável é proposta pelo Governo como moradia popular no Amazonas

Foto: Divulgação/Secom AM

O primeiro modelo de moradia sustentável produzido a partir de resíduos plásticos reciclados foi apresentado pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, que também inaugurou o Centro de Reciclagem da Defesa Civil do Estado, em Manaus.

A iniciativa integra o Projeto Amazonas Ecolar, que transforma plástico em blocos para habitação e outras estruturas, unindo proteção social, preservação ambiental e inovação.

“O que nós estamos trazendo aqui não é apenas uma estrutura. É uma solução. Uma ideia que cuida das pessoas, protege o meio ambiente e pode ser replicada em outros estados”, destacou Wilson Lima.

As unidades do Ecolar têm:

  • cerca de 50 metros quadrados;
  • dois quartos;
  • sala;
  • cozinha e banheiro;
  • e podem ser montadas em até cinco dias, oferecendo resistência, durabilidade e conforto térmico.

Além de casas, o material será usado em escolas, centros comunitários e outros equipamentos públicos.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp 

Ecolar: casa de plástico reciclável pode se tornar moradia popular. Foto: Divulgação/Secom AM

Leia também: Áreas protegidas na Amazônia Legal têm piores condições de moradia

O Centro de Reciclagem terá capacidade para processar mais de 80 toneladas de plástico por mês, suficiente para produzir até dez casas mensais, com material adquirido de cooperativas e associações de catadores, fortalecendo a inclusão social.

O projeto piloto prevê 25 unidades em Iranduba, com entrega prevista até março, e poderá ser expandido para outras regiões do estado.

Segundo o superintendente do Instituto do Clima e Meio Ambiente (ICMA), Pablo Oliveira, o Amazonas Ecolar cria uma “nova dinâmica econômica para os catadores, que passam a ser agentes fundamentais do processo”.

A tecnologia utilizada é da empresa Conceptos Plásticos, da Colômbia, e o investimento total no projeto é de R$ 11 milhões, incluindo transferência de tecnologia e aquisição de maquinário.

*Com informações do Governo do Amazonas

As “capitais” do Mato Grosso: conheça 7 municípios famosos por suas produções do estado

0

Vista aérea da capital de Mato Grosso, Cuiabá. Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

O Mato Grosso é uma das 27 unidades federativas do Brasil, localizado na região Centro-Oeste, mas que tem a porção norte do seu território ocupada pelo bioma amazônico, tornando-o parte da Amazônia Legal.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

No total, 142 municípios fazem parte do estado, que possui uma área territorial de 903.207,050 km² e uma população estimada de 3.567.234 habitantes segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

E, entre tantos municípios, alguns deles se tornaram verdadeiras “capitais” por suas produções: 

Sapezal, a capital do algodão 

Segundo dados do IBGE de 2018, Sapezal é o maior produtor nacional de algodão, com 756,89 mil toneladas avaliadas em R$ 1,84 bilhão, sendo o sexto maior de soja, com 1,23 milhão de toneladas avaliadas em R$ 1,15 bilhão e décimo maior de milho, com 903 mil toneladas avaliadas em R$ 315 milhões.

O PIB por habitante (per capita), de R$ 103.551,68, é o terceiro maior de Mato Grosso e ocupa a 53ª colocação entre os mais de 5.500 municípios brasileiros.

Sapezal é uma cidade que há muito sapé, uma espécie de capim utilizado para cobertura. Em Tupi, Sapezal quer dizer capim brilhante, que “alumia”.

Leia também: Portal Amazônia Responde: que produtos da região amazônica possuem Indicação Geográfica?

Sinop, no Mato Grosso
Sapezal, a capital do algodão. Foto: Divulgação / Ministério Público do Estado de Mato Grosso

Campo Novo dos Parecis, capital do milho-pipoca 

O município de Campo Novo do Parecis, no noroeste de Mato Grosso, a 390 quilômetros de Cuiabá, não possui nenhum cinema, mas é de lá que vem grande parte da pipoca consumida nas salas de exibição de todo o país.

Além de maior produtor de milho-pipoca, com 50 mil hectares cultivados, e líder na produção nacional de girassol, com 18 mil hectares nesta safra, Parecis também se destaca pela diversidade de culturas semeadas no período da seca, logo após a colheita da soja. Tem lavouras de milho-canjica, grão-de-bico, painço, gergelim, chia, niger e feijões azuki e caupi.

Área de girassol e milho-pipoca na Fazenda Stefanelo, em Campo Novo do Parecis. Foto: José Medeiros/Globo Rural

Sorriso, capital da soja 

Sorriso é considerado como a Capital Nacional do Agronegócio e o maior produtor individual de soja do mundo. Um levantamento feito pelo IBGE, ocupa atualmente a terceira posição no ranking das maiores economias agrícolas do País. Sua população é estimada em 92.769 habitantes, conforme o IBGE (2020).

O Município de Sorriso está situado na região norte do Estado de Mato Grosso, no km 742 da rodovia federal BR-163, Cuiabá (MT) – Santarém (PA), a 398 km da capital, Cuiabá.

A sua origem surgiu a partir de um projeto de colonização privada, com a maioria absoluta da sua população constituída por migrantes provenientes da região Sul do País.

Sorriso, a capital do soja
Sorriso, a capital do soja. Foto: Divulgação / Prefeitura de Sorriso

Leia também: Terras das frutas: conheça municípios que são famosos pela produção no Amazonas

Sinop, capital do etanol de milho

Sinop é um município que se destaca entre os 142 municípios mato-grossenses, ocupando a quarta posição no ranking da economia, desenvolvimento e prestação de serviços, de acordo com a União Nacional do Etanol de Milho. Segundo a organização, com a autorização, a indústria instalada em Sinop (MT) se torna a maior usina de etanol de milho no Brasil.

De acordo com a Prefeitura de Sinop, “no último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2023), sua população é de, praticamente 200 mil habitantes (196.067) e, levando em consideração a polarização de cerca de 32 municípios (em seu entorno), sua população flutuante ultrapassa 600 mil pessoas”.

Sinop, a capital do etanol de milho. Foto: Reprodução/Prefeitura de Sinop

Cárceres, a capital do gado 

A cidade de Cáceres, localizada no centro-sul de Mato Grosso, consolidou-se como o 4º município com o maior rebanho bovino do Brasil em 2024, de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro de 2025.

Com um rebanho de 1,4 milhão de cabeças, segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (SEDEC MT), Cáceres ficou atrás apenas de São Félix do Xingu (PA), Corumbá (MS) e Porto Velho (RO). O top 5 do ranking é completado por Marabá (PA).

Gado registrado em Cárceres. Foto: Divulgação / Secom MT

Lucas do Rio Verde, capital da agroindústria

A Prefeitura de Lucas do Rio Verde informa que o município é reconhecido como a “Capital da Agroindústria” por sua economia ser baseada principalmente na produção de commodities como soja e milho. A partir da década de 2000, houve a introdução de complexos agroindustriais com grande fator de relevância econômica na cidade.

Assim, Lucas do Rio Verde tem se destacado pelo seu desenvolvimento rápido, baseado na economia da soja e do milho, e mais tarde, pela ampliação desse cenário com a chegada de grandes empresas integradoras de aves e suínos.

Lucas do Rio Verde, capital da agroindústria. Foto: Anderson Lippi/Prefeitura de Lucas do Rio Verde

Rondonópolis, capital da exportação 

Segundo a Prefeitura de Rondonópolis, o município atingiu U$ 342,06 milhões em exportações no primeiro bimestre do ano e liderou o ranking como maior exportador de Mato Grosso no período. O município também foi o 23º que mais exportou no Brasil, de acordo com os dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior

Entre as informações sobre a exportação do município, o principal produto exportado por Rondonópolis, no início de 2025, foi a torta e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja, equivalente a 54% do total das exportações.

Também com participação nas exportações locais estão a soja, o algodão, que representaram 18% cada do total exportado; além da carne bovina (4,8%) e o milho (3,3).

Leia também: Conheça os 10 principais produtos exportados pela Amazônia Legal e os países compradores

Rondonópolis, a capital da exportação. Foto: Divulgação / Prefeitura de Rondonópolis

Academia Paraense de Cinema é criada para valorizar, preservar e fortalecer produções amazônicas

0

Cine Líbero Luxardo recebe o lançamento oficial da Academia Paraense de Cinema. Foto: Divulgação

O Cine Líbero Luxardo, em Belém (PA), recebe nesta quinta-feira (18), às 19h, em uma sessão especial de “Em Busca Do Ouro” (clássico de Charlie Chaplin), o lançamento oficial da Academia Paraense de Cinema (APC). Criada pelos críticos Marco Antonio Moreira e Luzia Álvares, dois nomes de referência do pensamento e da difusão da cultura cinematográfica no Pará, a entidade é uma iniciativa para a valorização, preservação e fortalecimento do audiovisual paraense e amazônico. 

“A academia nasce com o objetivo de consolidar e dar maior visibilidade à rica história e à vibrante produção contemporânea do cinema paraense, além de promover, apoiar e articular estudos, pesquisas e ações práticas voltadas ao desenvolvimento do audiovisual na Amazônia. A proposta é atuar diretamente na valorização de cineastas, técnicos, pesquisadores, críticos e produtores locais, fortalecendo o protagonismo do Pará no cenário cinematográfico brasileiro”, destacam os realizadores do projeto.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Academia quer amplificar acesso

Entre as missões e diretrizes da Academia estão:

  • a valorização e a preservação da memória do cinema paraense;
  • o apoio a projetos de restauração de filmes e materiais históricos;
  • e o fomento à produção cinematográfica local, com a colaboração na criação de editais e políticas de incentivo.

A Academia também se propõe:

  • a criação de prêmios e selos de qualidade, voltados a cineastas, profissionais técnicos e obras de relevância artística e social;
  • a ampliação do acesso do público, por meio da organização de mostras itinerantes, sessões especiais e ações formativas;
  • além do fortalecimento do debate crítico e acadêmico sobre o audiovisual amazônico.

Médico e crítico de cinema, Pedro Veriano é o patrono da Academia 

Como forma de reconhecimento à trajetória histórica cinéfila no estado, o crítico e pesquisador Pedro Veriano (1937 – 2025) será o patrono da Academia, em uma homenagem ao seu trabalho intenso, contínuo e significativo para a formação de gerações de espectadores e pesquisadores do audiovisual no Pará.

Pedro Veriano é um dos ícones do cinema paraense
Pedro Veriano. Foto: Divulgação

Leia também: 6 espaços culturais para explorar o cinema independente na Amazônia

Na programação de lançamento, Marco e Luzia farão uma apresentação pública das propostas, diretrizes e futuras ações da Academia, destacando o compromisso da instituição com o fortalecimento do setor no Pará e na Amazônia.

Em seguida, haverá a exibição de um curta metragem dirigido por Pedro Veriano e do clássico “Em Busca do Ouro”, de Charles Chaplin, em sessão comemorativa pelos 100 anos do lançamento do filme nos cinemas, reafirmando também o vínculo da Academia com a história universal do cinema e com a formação cineclubista do público.

*Com informações da Agência Pará

Serpentes lideram acidentes com animais peçonhentos no Amazonas em 2025; saiba como prevenir

0

Serpente cascavel, uma das mais venenosas da Amazônia. Foto: Divulgação

As serpentes continuam sendo os principais causadores de acidentes com animais peçonhentos no Amazonas. Os dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) mostram que, até dezembro de 2025, foram registradas 3.500 ocorrências no estado. Destas, 1.846 envolveram serpentes.

Leia também: Portal Amazônia responde: cobras e serpentes são diferentes?

Segundo a fundação, o período de cheia dos rios aumenta o risco de contato com esses animais peçonhentos, já que as chuvas favorecem o deslocamento em busca de novos abrigos.

Outros acidentes registrados foram com:

  • Escorpiões (577 casos)
  • Aranhas (412 casos)

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp 

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, afirma que o acompanhamento constante é essencial para orientar as ações de saúde diante dos acidentes com animais peçonhentos.

“Monitorar os acidentes permite direcionar insumos, fortalecer equipes e promover condutas seguras para a população”, disse a presidente da FVS-RCP.

Na dúvida sobre qual serpente é, o ideal é não se aproximar do animal e acionar os órgãos responsáveis. Na foto, uma jiboia, serpente que não é peçonhenta. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Rondônia

O diretor de vigilância ambiental da fundação, Elder Figueira, destacou o papel das secretarias municipais no combate ao acidente com animais peçonhetos.

“Cada notificação ajuda a mapear riscos e planejar ações educativas. O envolvimento das equipes locais é decisivo para proteger a população”, afirmou.

Leia também: Cobras possuem ouvidos? Saiba como as cobras percebem o ambiente

Como se prevenir contra acidentes com serpentes?

Entre as medidas de prevenção recomendadas estão:

  • evitar acúmulo de lixo ou entulho próximo às casas;
  • manter quintais e jardins limpos;
  • usar calçados fechados e luvas em atividades rurais ou de jardinagem;
  • sacudir roupas e sapatos antes de usar;
  • vedar frestas e ralos que possam servir de entrada para animais;
  • procurar atendimento médico imediato em caso de acidente.

*Com informações do Grupo Rede Amazônica AM

9 filmes amazônicos para ver online e de graça

0

Cena do filme Ela mora logo ali (Rondônia). Foto: Divulgação

O cinema amazônico tem se consolidado cada vez mais como um espaço de narrativas que fogem dos estereótipos impostos à região. Essas produções dão protagonismo a personagens, memórias e saberes locais, abordando temas como identidade, ancestralidade, conflitos sociais e resistência. 

Leia também: Produções cinematográficas revelam o potencial dos estados da Amazônia no cinema 

Realizados por diretores e atores da própria região, os filmes amazônicos dialogam com seus territórios, e utilizam o audiovisual como ferramenta de expressão, denúncia e preservação cultural. 

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Alguns desses filmes, curtas e documentários regionais estão disponíveis de forma online e gratuita:

O Comedy Club (Tocantins)

O longa acompanha Daniel, um jovem que chega a São Paulo e descobre uma nova vocação no universo da comédia stand-up. Ao retornar à sua cidade natal, no interior do Tocantins, ele decide aplicar o que aprendeu para sobreviver e, ao mesmo tempo, provocar transformações ao seu redor.

O filme, primeiro longa-metragem do Tocantins a estrear em circuito nacional, foi dirigido por André Araújo e estrelado por Manoel Medeiros, Paulo Carvalho, Júnior Foppa, Nathalia Cruz e Cinthia Abreu. Além disso, o longa destaca os bastidores das apresentações de humor como instrumento de autoconhecimento e reflexão social.

Leia também: Verdade “nua e crua”: 5 filmes que mostram a realidade da região amazônica

Terruá Pará (Pará)

O documentário, dirigido por Jorane Castro, mostra a diversidade da cena musical paraense, marcada pelo diálogo entre tradição e modernidade. No longa amazônico, ritmos como o carimbó, a guitarrada e a música eletrônica se mesclam com depoimentos de artistas como Dona Onete, Pio Lobato, Manoel Cordeiro, Keila e o Trio Manari.

Do colo da terra (vários estados)

O documentário, dirigido por Renata Meirelles e David Vêluz, retrata a infância entre os povos Guarani Kaiowá, Guarani Nhandeva, Baniwa e Khisetje, no Amazonas, Pará, Mato Grosso e São Paulo. A partir de rituais, ensinamentos e práticas cotidianas, o filme mostra como cuidar da natureza é também preservar a própria existência. 

Leia também: Produções cinematográficas revelam o potencial dos estados da Amazônia no cinema 

Cabana (Pará)

O curta, ambientado durante a Revolução da Cabanagem no Pará, entre 1835 e 1840, narra o encontro de duas mulheres ligadas ao movimento, que refugiadas em uma cabana na floresta, precisam fugir antes de serem descobertas pelas autoridades. 

O curta foi o primeiro filme paraense a conquistar o prêmio de Melhor Curta no Festival do Rio (2023), e selecionado por mais de 40 festivais pelo país. Além disso, o filem se destaca pelo trabalho sonoro e pelo uso do silêncio para intensificar a tensão dramática.

Cidade quente de Manaus (Amazonas)

Em Manaus, dois amigos se reencontram para comer bodó e, a partir dessa conversa aparentemente simples, o filme percorre cheiros, casas e afetos marcados pelo calor da cidade. 

O curta amazônico, dirigido por Rafael Ramos, acompanha um personagem gay e uma travesti que enfrentam intolerância, machismo e exclusão. 

O filme é um retrato intimista e urgente de uma Manaus: viva, exausta, onde resistência e afeto caminham lado a lado.

Yuri u xëatima thë – A pesca com timbó (Amazonas e Roraima)

O curta-documentário, realizado por jovens Yanomami, registra o processo tradicional de pesca com timbó, cipó utilizado para atordoar os peixes. O curta amazônico, exibido no Festival de Veneza, transmite, valoriza saberes ancestrais e revela, pela captura e opção narrativa, pequenos recortes de uma imensa floresta imensa. 

Sabá (Acre)

Dirigido por Sérgio de Carvalho, o documentário acompanha Sabá Marinho, um líder seringueiro de Xapuri, no Acre, que há décadas luta por melhores condições de trabalho para sua classe. Companheiro de Chico Mendes, assassinado por fazendeiros em 1988, Sabá relembra os momentos de sua jornada entre as novidades de morte, os conflitos de terra e a floresta.

Sabá é um dos filmes amazônicos para ver online e de graça
Foto: Divulgação

Leia também: Para o mundo ver: confira 10 filmes ambientados na Amazônia

Utopia (Amapá)

Foto: Divulgação

Produzido no Amapá e dirigido por Rayane Penha, o curta acompanha a filha de um garimpeiro falecido, que reúne fotos, cartas e depoimentos para reconstruir a história do pai.

O documentário, que questiona o mito do eldorado e expõe as marcas deixadas pela mineração, faz com que o percurso se confunda com as contradições da exploração da terra, revelando dores, ausências e impactos do garimpo na Amazônia. 

Ela mora logo ali (Rondônia)

Produzido em Rondônia, o curta acompanha o encontro entre uma vendedora de bananas fritas e uma jovem leitora em uma cidade amazônica. O que começa como um contato casual em um ônibus se transforma em novas possibilidades de afeto e desejo, motivadas pela busca pelo livro favorito do filho.