Fiscalização no Mato Grosso aponta reduções de desmatamento. Foto: Karla Silva/SEMA MT
O Mato Grosso registrou, entre agosto de 2025 a janeiro de 2026, o menor número de áreas sob alerta de desmatamento dos últimos 10 anos, totalizando 321 Km². Quando comparado à média histórica desse mesmo período na última década (639 Km²), a redução foi de 50%.
Os dados são do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram divulgados nesta quinta-feira (12.2).
De acordo com o secretário de Estado de Meio Ambiente em exercício, Alex Marega, se comparado ao mesmo período do ano passado, a redução foi de 38%. “Os dados referentes aos alertas mostram que Mato Grosso continua numa redução de desmatamento significativa, quando comparado com a média histórica dos últimos 10 anos”, afirmou.
Conforme os dados do Inpe, o pico de áreas sob alerta dos últimos seis meses de cada ano foi registrado em 2023, com 1.030 Km². Em 2024 caiu para 448, em 2025 subiu para 516 e agora, em 2026, caiu para 321.
Para Marega, a redução é uma demonstração de que a estratégia adotada pelo Governo de Mato Grosso tem se mostrado eficaz no controle do desmatamento.
“O governo do Estado tem se empenhado para garantir o cumprimento das normas vigentes, com fiscalização robusta, responsabilização e atuação firme contra os ilícitos ambientais”, observou.
Foto: Divulgação
O secretário destaca ainda que instrumentos complementares implementados no estado, como os mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e outras iniciativas de valorização da floresta em pé, reforçam a política de conservação ao criar mecanismos para a manutenção da vegetação nativa.
O Carnaval reúne foliões em todo o Brasil em busca de alegria e diversão. Mas, como diz o ditado, “tudo que é bom dura pouco”. Será? No Amazonas um evento que começa logo depois do período carnavalesco tem duração de quase cinco meses: o Festival Folclórico de Parintins. Isso porque ele “começa” assim que a festa momesca acaba, com o primeiro evento que celebra a magia do boi-bumbá: o Carnaboi.
O evento marca o início da famosa temporada bovina, em que os bois-bumbás de disputam o título de campeão anualmente no Festival, Caprichoso e Garantido, passam a realizar ensaios, comemorações e outras ações em preparação para o fim do mês de junho, quando o bumbódromo de Parintins se torna o palco principal da festa.
Por conta de seu valor cultural, o Carnaboi é celebrado com duas edições: uma em Parintins, lar dos dois bois, e outra em Manaus, a capital do Amazonas e uma das portas de entrada para os visitantes que buscam ir até à ilha da magia conhecer o Festival Folclórico.
As duas festas representam exatamente essa “passagem de chave” do fim do carnaval para o início da temporada bovina, unindo os foliões carnavalescos aos torcedores dos bois Caprichoso e Garantido.
A 25ª edição do Carnaboi, realizada nos dias 20 e 21 de fevereiro no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo de Manaus, reúne 40 atrações, com apresentações de artistas amazônidas e dos bois-bumbás Caprichoso, Garantido, Tira Prosa, Corre Campo, Garanhão e Brilhante, a partir das 19h.
Brincantes comparecem ao primeiro dia de Carnaboi no Sambódromo de Manaus. Foto: Reprodução/Amazon Sat
Ao ritmo do “dois pra lá, dois pra cá” das toadas, os amantes do boi-bumbá compareceram no Sambódromo nesta sexta-feira (20) para o primeiro dia de Carnaboi em Manaus (AM). O evento que chega a sua 25ª edição segue reunindo as galeras dos bois de Parintins, também no Amazonas, Caprichoso e Garantido.
Mas também atrai, cada vez mais, interessados na cultura popular amazônica e aqueles que ainda não “foram escolhidos” pelos bois parintinenses. Isso porque, em 2026, são 40 atrações nos dois dias da festa que encerra o Carnaval e inicia a temporada bovina, como uma amostra do que vem por aí para o Festival Folclórico em junho.
Entre os visitantes da primeira noite estavam o casal Roberto Filho e Gilmara Cavalcante. Eles contam que esta é a primeira vez que participam do evento por uma condição muito especial: a filha do casal, Sarah Letícia, se apresentou como sinhazinha da fazenda pelo boi Tira-Prosa.
“É a primeira vez que a gente vem pro Carnaboi. Nossa filha sempre se apresenta pelo Garantido como dançarina. Mas dessa vez é a primeira vez como sinhazinha do Tira-prosa”, disse Roberto Filho, orgulhoso da filha.
Após um período sem ocorrer no Sambódromo, o evento retornou ao seu “palco original”, onde foi realizada a maior parte de suas edições. E para a mãe de Sarah, a primeira noite do Carnaboi realizada no Sambódromo este ano foi impressionante.
“Muito boa esta edição. A estrutura está ótima, segurança também está ótima. E essa edição é muito especial pra gente porque viemos prestigiar a Sarah Letícia que se apresentou como sinhazinha”, comentou Gilmara.
Roberto Filho e Gilmara Cavalcante. Foto: Hector Muniz/Portal Amazônia
No clima de Parintins
A profissional de serviços gerais Marluce Neves prestigia o Carnaboi em Manaus a muitos anos. Para ela a sensação de assistir as apresentações na capital amazonense é uma preparação para ir para o Festival Folclórico em Parintins.
“Eu tô achando o máximo. Todos os anos quando eu tenho tempo eu venho pro Carnaboi. Trago também minhas filhas e meu marido. E já vou me preparando, porque há pelo menos quatro anos eu tenho ido para o Festival em Parintins e o Carnaboi já é uma preparação”, destacou.
Foto: Hector Muniz/Portal Amazônia
Marluce Neves também gostou do retorno da festa ao seu local de origem em Manaus. “Eu gosto quando é no Sambódromo porque dá mais gente e tem mais espaço. E eu já gosto muito dessa festa independente de onde for porque é nela que eu me sinto bem”, declarou.
A expectativa é que o público ultrapasse os 27 mil presentes na edição de 2025. E para quem não pode ir pessoalmente curtir o Carnaboi, é possível acompanhar as transmissões ao vivo do Grupo Rede Amazônica.
O Carnaboi é uma festa popular que mistura a alegria do Carnaval com o ritmo das toadas do Festival Folclórico de Parintins. Criado em fevereiro de 2000, tornou-se um evento que une os torcedores dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido para celebrar a folia e valorizar a regionalidade.
O evento fecha a temporada de carnaval e inicia a temporada bovina em Parintins e em Manaus. A 25ª edição do Carnaboi, realizada nos dias 20 e 21 de fevereiro no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo de Manaus, reúne apresentações de artistas amazônidas e dos bois-bumbás Caprichoso, Garantido, Tira Prosa, Corre Campo, Garanhão e Brilhante, a partir das 19h.
É nessa época que as cores dos bois de Parintins – o azul do Caprichoso e o vermelho do Garantido – passam a ganhar destaque. Os torcedores dos bois garantem looks sempre ligados às cores de seus bois, mas é possível se divertir mesmo que ainda tenha sido escolhido por um deles, com tons neutros e cores coringas.
O curador de moda André Barbosa e a proprietária da loja Boiuna Amazônia, Ana Pereira, vivem na pele as emoções da temporada bovina e dão dicas do que usar para curtir a festa com segurança, conforto e estilo.
Fotos: Reprodução/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas
O Carnaboi 2026 promete agitar Manaus (AM) com duas noites de muito boi-bumbá no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo. Nesta sexta-feira (20) e no sábado (21), a festa que une a energia do carnaval com a magia do “dois pra lá, dois pra cá” terá 40 apresentações de artistas amazônidas e dos bois Caprichoso e Garantido.
Mas além das agremiações que protagonizam o Festival Folclórico de Parintins, outros quatro bois-bumbás também estarão presentes no evento: Tira Prosa, Corre Campo, Garanhão e Brilhante.
Tradicionais no folclore manauara, os bois irão abrir as noites do Carnaboi 2026, que terá entrada gratuita para o público.
Conheça os quatro bumbás que fazem parte da memória e preservação da manifestação folclórica de Manaus:
Boi Tira Prosa
Uma das agremiações mais antigas de Manaus, a Associação Folclórica Cultural Manauara Boi Bumbá Tira Prosa foi criada em 13 de maio de 1944 e é o segundo boi mais velho ainda em atividade da capital amazonense.
Nascido na época que era comum a disputa dos bois na cidade, o Tira Prosa foi idealizado por Francisco Santiago (carinhosamente apelidado de ‘Tutu’), José Ribamar, Zeca Pepira, Raimundo de Oliveira e Alberto Ferreira (o mestre Orelhinha), na então comunidade da Boca do Emboca, o atual bairro de Santa Luzia, na zona sul de Manaus.
Inicialmente, o Curral do Boi foi armado na Avenida Leopoldo Péres, em frente à Delegacia de Polícia. Em seguida, foi transferido para o campo da Igreja de Santa Luzia. O atual presidente do Tira Prosa é Ronaldo Matos, que desde criança é apaixonado pelo boi, desde quando morava na comunidade da Boca do Emboca. Em atividade até hoje, o bumbá é tido como símbolo de resistência da cultura popular.
Em 2025, o Tira Prosa foi vice-campeão do Festival Folclórico do Amazonas, com a apresentação do tema ‘Amazônia Livre’, onde fez uma celebração à mãe de todas as águas, às riquezas da biodiversidade, da cultura e das tradições que integram a identidade do povo amazônida.
Boi Tira-Prosa, o segundo boi bumbá mais antigo de Manaus. Foto: Reprodução/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas
Boi Corre Campo
Conhecido também como ‘Boi do Mapa’, o Corre Campo é o grupo folclórico mais antigo em atividade em Manaus e o terceiro no Amazonas. Ele foi criado em 1942, no bairro Cachoeirinha, zona sul da capital, pelos jovens Astrogildo Santos, Wandi Santos, Dionísio Gomes, Mauro Santos e Antônio da Silva.
A decisão foi motivada após o ‘Garrote Tira Teima’, localizado na rua Urucará, encerrar as atividades. Com isso, criou-se um novo boi e uma nova referência folclórica para os moradores do bairro.
O nome do bumbá foi escolhido pelo fundador Wandi Santos, durante uma reunião. E as cores ficaram definidas em vermelho, branco e marrom, assim como o mapa da Brasil, desenhado no meio da testa do boi.
Com o passar das décadas, começou a se tornar parte da história de Manaus, com apresentações marcantes e históricas. É o atual heptacampeão do Festival dos Bois de Manaus.
Boi Corre Campo é o mais antigo em atividade em Manaus. Foto: Reprodução/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas
Boi Brilhante
Criado em 1982 no bairro Praça 14 de Janeiro, o Boi Bumbá Brilhante teve o nome escolhido por sorteio feito pela comunidade. Fundado por Vilson Santos, o Coca, ficou famoso por revelar talentos e levá-los ao Festival de Parintins.
Brilhante nasceu de uma brincadeira entre amigos na década de 1960, assim como os diversos bois que acirravam disputas entre ruas, bairros e comunidades.
Por influência do pai Edmilson Alves da Costa, que havia fundado a então ‘tribo Manaús’, Coca foi para o Boi Caprichoso e posteriormente para o extinto ‘Garrote Malhado’. Passou pelo Boi Bumbá Corre Campo, até que, em 1982, ele decidiu fundar o próprio Bumbá.
O Boi Bumbá Brilhante conquistou o título do 67º Festival Folclórico do Amazonas, somando 339,3 pontos. O espetáculo vencedor apresentou o tema “Terra-Folclore”, em uma narrativa que celebrou a identidade cultural nordestina e sua fusão com as raízes amazônicas.
Boi Brilhante é o atual campeão do Festival Folclórico do Amazonas. Foto: Reprodução/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas
Boi Garanhão
Criado em 1991, o boi Garanhão, também conhecido como o ‘Boi da Cidade Alta’, no reduto do bairro Educandos, zona sul de Manaus, surgiu a partir de um sonho dos moradores da região, de criar um grupo folclórico capaz de fortalecer a tradição cultural dos bois-bumbás.
O nome Garanhão foi proposto por Ivo Morais, em homenagem ao boi-bumbá Garantido, e a cor preta do boi em homenagem ao boi-bumbá Caprichoso.
Ao todo, o Boi Garanhão acumula 14 títulos de campeão do Festival Folclórico do Amazonas. Marcado pelas cores verde e branca, o bumbá surgiu da necessidade de se possuir uma manifestação cultural depois que a competição da dança folclórica ‘Caninha Verde’ deixou de existir.
Nascido no Educandos, boi Garanhão é uma das agremiações mais novas de Manaus. Foto: Reprodução/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas
Carnaboi 2026
O Carnaboi chega à 25ª edição e acontece nos dias 20 e 21 de fevereiro, no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo de Manaus, a partir das 19h. Este ano as noites são temáticas e a entrada é gratuita.
Para quem não puder ir até o evento, o Carnaboi terá transmissão ao vivo pelo Grupo Rede Amazônica, por meio de diversas plataformas, como o Portal Amazônia e o g1 Amazonas, e pela televisão nos canais Amazon Sat e Rede Amazônica. Serão dois horários na televisão aberta:
Sexta-feira (20/02)
Amazon Sat: 19h30 às 21h Rede Amazônica: 22h20 às 00h15
Sábado (21/02)
Amazon Sat: 21h às 22h30 Rede Amazônica: 23h30 às 00h5
Os canais digitais seguem: Portal Amazônia no horário do Amazon Sat, e g1 Amazonas no horário da Rede Amazônica.
Deputados aprovaram o Projeto de Lei 6132/25, que agora segue para o Senado. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6132/25, do Poder Executivo, que cria a Universidade Federal Indígena (Unind), em Brasília, podendo ser constituída de forma multicêntrica, com campi nas regiões do Brasil para atender as especificidades da presença dos povos indígenas no país.
O texto contou com parecer favorável da relatora, deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), e será enviado ao Senado. A deputada afirmou que a nova universidade propõe um modelo de conhecimento alinhado aos desafios contemporâneos do Brasil, como a garantia da justiça climática, a proteção dos biomas, a sustentabilidade dos territórios, a valorização das línguas indígenas e a produção científica interepistêmica (a várias mãos) e intercultural.
“Reconhecer um espaço de educação superior construído a partir dessas epistemologias reafirma o protagonismo indígena na construção de respostas aos desafios contemporâneos, em especial à crise climática”, disse.
Deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), relatora da proposta aprovada. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Para a deputada, a criação da universidade representa um marco histórico na consolidação de uma política de Estado voltada à efetivação dos direitos educacionais, culturais, territoriais e epistêmicos (de ser levado a sério) dos povos indígenas do Brasil.
“É uma reparação histórica e epistemológica ao direito dos povos indígenas a terem acesso aos espaços formais de produção, validação e circulação do conhecimento científico”, afirmou Célia Xakriabá.
O estatuto da nova autarquia definirá sua estrutura organizacional e forma de funcionamento, observado o princípio de não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Nova universidade indígena
De acordo com o projeto, a nova universidade terá como objetivos, entre outros:
ministrar ensino superior, desenvolver pesquisa nas diversas áreas do conhecimento e promover extensão universitária;
produzir conhecimentos científicos e técnicos necessários ao fortalecimento cultural, à gestão territorial e ambiental e à garantia dos direitos indígenas, em diálogo com sistemas de conhecimentos e saberes tradicionais;
valorizar e incentivar as inovações tecnológicas apropriadas aos contextos ambientais e sociais dos territórios indígenas;
promover a sustentabilidade socioambiental dos territórios e dos projetos societários de bem-viver dos povos indígenas; e
valorizar, preservar e difundir os saberes, as culturas, as histórias e as línguas dos povos indígenas do Brasil e da América Latina.
Imóveis da União
Além de outros bens, legados e direitos doados, a Unind contará com bens móveis e imóveis da União que o projeto permite doar para a instituição começar a funcionar administrativament
A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade; e de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades e organismos nacionais e internacionais.
Reitor temporário
O ministério nomeará o primeiro reitor e o vice-reitor com mandato temporário até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto. Caberá ao reitor temporário estabelecer as condições para a escolha do reitor de acordo com a legislação
Dentro de 180 dias da nomeação do reitor e vice-reitor temporários, a instituição enviará ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral. Os cargos de reitor e vice-reitor serão ocupados obrigatoriamente por docentes indígenas.
Concurso público
Após autorização de lei orçamentária, a instituição poderá organizar concurso público de provas e de títulos para o ingresso na carreira de professor do magistério superior e na carreira de técnico-administrativo.
No entanto, haverá critérios específicos que assegurem percentual mínimo de seleção de candidatos indígenas, observadas regras da Lei de Cotas (Lei 15.142/25).
A Unind poderá ainda estabelecer processos seletivos próprios, ouvidas as comunidades indígenas e consideradas as diversidades linguística e cultural.
Debate em Plenário
Durante o debate sobre o projeto, o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC), ressaltou que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) permite a criação de universidades especializadas por campo de saber. “Permite o campo do saber da sabedoria ancestral, para fazer justiça com os povos originários e o conhecimento ancestral, cientificamente comprovado.”
O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) lembrou que os Estados Unidos criou sua primeira universidade indígena em 1884. “Tem 142 anos de atraso que os povos indígenas no Brasil aguardam”, disse.
Já o deputado Tião Medeiros (PP-PR) questionou o que viu como segregação ao criar a instituição. “Por que fazer uma segregação? Por que não podem estar em uma universidade com os outros? Tem de criar uma coisa separada”, criticou.
Essa foi a mesma argumentação do deputado Bibo Nunes (PL-RS). “Nada contra indígena, mas faça o seu curso em qualquer universidade. Universidade é para todos”, defendeu.
O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) disse que os povos indígenas estão na sociedade brasileira, mas com sua especificidade. “Essa universidade vai valorizar um saber único, específico, com o qual nós, dito civilizados, temos muito de aprender”, afirmou.
Cleise Simas e Lívia Cristina. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM
Um evento que une a energia do carnaval com a magia do boi-bumbá: este é o Carnaboi. A festa, que tem duas edições – uma em Parintins e outra em Manaus, cidades no Amazonas – reúne foliões carnavalescos e torcedores dos bois Caprichoso e Garantido.
O Carnaboi fecha a temporada momesca e marca o início da temporada bovina nas cidades, com foco no Festival Folclórico de Parintins, quando os bois-bumbás Caprichoso e Garantido disputam o título de campeão. A disputa é realizada sempre no fim do mês de junho, por isso a temporada inicia logo após o carnaval, com ensaios e outros eventos tradicionais no calendário bovino.
A 25ª edição do Carnaboi, realizada nos dias 20 e 21 de fevereiro no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo de Manaus, reúne apresentações de artistas amazônidas e dos bois-bumbás Caprichoso, Garantido, Tira Prosa, Corre Campo, Garanhão e Brilhante, a partir das 19h.
Este ano as noites são temáticas e a entrada é gratuita. Confira os horários das apresentações do dia 21 de fevereiro (sábado):
2ª noite – ‘Originários da Terra’
19h- abertura com os bois Garanhão e Brilhante;
19h30- Grupo Toada de Roda e Robson Jr;
20h – Luiz Carlos Kboclos e Jardel Bentes;
20h30 – Carlos Batata e Black Marialva;
21h10 – Paulinho Viana e Márcio do Boi;
21h50 – Leonardo Castelo e Carlinhos do Boi;
22h30 – Prince do Caprichoso e Edilson Santana;
23h30 à 0h50 – show especial Caprichoso e Garantido;
O Governo do Tocantins instituiu oficialmente o Circuito Tocantinense de Pesca Esportiva (CTPE), por meio do Decreto nº 7.100, de 11 de fevereiro de 2026. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepea), integra as ações do Executivo estadual voltadas ao fortalecimento do turismo sustentável e ao desenvolvimento econômico regional.
A expectativa é que o Circuito gere um impacto econômico médio de R$ 15 milhões no estado, com público estimado em mais de 15 mil pessoas e participação mínima de 300 equipes ao longo das etapas.
Essa prática atrai turistas de diversas regiões do Brasil e do exterior, movimentando setores como hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e serviços. Para fortalecer esse segmento, o Governo do Estado tem investido em políticas públicas que promovem a valorização cultural, a dinamização da economia local e a consolidação da atividade responsável.
O secretário de Estado da Pesca e Aquicultura, Rodrigo Ayres, destacou que a organização de um calendário estruturado fortalece o planejamento, impulsiona a economia e amplia as oportunidades para o turismo sustentável, estimulando o desenvolvimento local.
“Palmas é reconhecida como a Capital do Tucunaré-azul. Contamos com uma estrutura híbrida de financiamento e com o incentivo à capacitação da mão de obra local para atividades ligadas ao turismo de pesca esportiva”, pontua.
Foto: Alex Silva
O secretário-executivo da Sepea, Jefferson Zêra, explica que o Circuito será composto pelos torneios realizados em âmbito estadual que aderirem oficialmente ao evento e integrarem o calendário anual.
“O CTPE será formado pelos torneios de pesca esportiva realizados no estado que aderirem ao circuito e passarem a integrar o calendário anual. A adesão não dispensa o cumprimento da legislação ambiental e das normas de pesca vigentes. O Tocantins tem grande potencial e este é um mercado nacional em expansão, com base hidrográfica estratégica e espécies de alto valor esportivo”, ressalta.
O lançamento oficial do calendário do Circuito está previsto para o dia 14 de março, no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, após o término do período da piracema.
Para viabilizar as ações, a Secretaria poderá celebrar convênios, termos de cooperação e outros instrumentos com órgãos e entidades públicas ou privadas, inclusive organismos internacionais. Será criado o Comitê de Organização do CTPE, responsável pela coordenação e pelo acompanhamento das atividades do Circuito.
Dados sobre a pesca esportiva em Tocantins
Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), levantamentos de entidades e veículos especializados do setor, como Fish TV, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), a atividade consolidou-se como um dos principais vetores do turismo sustentável no Brasil.
O setor movimenta cerca de R$ 3 bilhões por ano no país. Estimativas mais amplas indicam que o chamado efeito pesca esportiva, considerando toda a cadeia produtiva, pode alcançar até R$ 17 bilhões anuais.
Cientistas juniores e coordenador do projeto, da esquerda para a direita: Pedro Joaquim de Souza Nunes Neto, Matheus Farias Cruz e Davi Silva Martinelli; Professor Me. Samuel Matiazo. Foto: Samuel Matiazo/Acervo pessoal
Um projeto desenvolvido no âmbito do Programa Pesquisa e Inovação na Escola (PIE) resultou na criação de um GeoAtlas Escolar Digital de Cuiabá, ferramenta voltada ao apoio do ensino e da pesquisa em Geografia nas redes municipal e estadual. A iniciativa foi financiada pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapemat), no Edital nº 002/2025.
A iniciativa utilizou técnicas de geoprocessamento para a obtenção da cartografia digital, com organização, análise e representação espacial de dados geográficos locais.
Como produto final, foi desenvolvido um site interativo que hospedará a primeira versão do GeoAtlas Escolar Digital de Cuiabá, assegurando acesso online e gratuito ao conhecimento geográfico produzido por alunos e professores da Escola Estadual Souza Bandeira, nos anos finais do ensino fundamental.
Entre os objetivos específicos do projeto, estimular o protagonismo discente na iniciação científica escolar, o mapeamento de dados geográficos do município e a garantia de acessibilidade ao conhecimento produzido no ambiente escolar.
O cronograma foi executado entre os meses de junho e novembro de 2025, iniciando com a coleta online e a criação do banco de dados geográficos, seguida das etapas de geoprocessamento e cartografia digital, e concluindo com a criação, hospedagem do site e apresentação dos resultados à comunidade escolar.
Nos meses de junho e julho, foram realizados o levantamento e a organização de dados cartográficos, imagens de satélite, imagens obtidas por drone e informações oficiais, armazenados em hardware próprio para assegurar padronização e facilitar o uso nas etapas seguintes.
Também foram desenvolvidas atividades introdutórias relacionadas à organização de dados em planilhas digitais e à produção de conteúdos visuais em plataformas online. Entre agosto e outubro, as ações concentraram-se no tratamento, análise espacial, edição e integração dos dados, resultando na elaboração de 15 mapas temáticos que retratam aspectos físicos, ambientais e socioeconômicos de Cuiabá.
Em novembro, o GeoAtlas Escolar Digital foi estruturado e hospedado em plataforma digital, permitindo acesso interativo aos mapas e informações produzidas. Nessa fase, os resultados foram apresentados à comunidade escolar, com foco na socialização do projeto e no incentivo ao uso do GeoAtlas como ferramenta pedagógica.
De acordo com o coordenador do projeto, professor Samuel Matiazo, “as etapas executadas mantiveram articulação direta com os objetivos específicos, ao envolver os estudantes na produção do conhecimento, realizar o mapeamento do território municipal e disponibilizar o material em ambiente digital acessível”.
Encerrando a folia do carnaval no Brasil e oficialmente dando início a temporada bovina no Amazonas, o Carnaboi 2026 conta com transmissão ao vivo pelo Grupo Rede Amazônica, por meio de diversas plataformas, como o Portal Amazônia e o g1 Amazonas, e pela televisão nos canais Amazon Sat e Rede Amazônica, nesta sexta-feira (20/02) e no sábado (21/02), levando a festa para quem não puder comparecer presencialmente ao Sambódromo, em Manaus.
A tradicional festa que une o carnaval e o boi-bumbá conta com mais de 40 atrações e, claro, artistas dos bois Caprichoso e Garantido. As duas noites terão entrada gratuita para um espetáculo que é a cara da Amazônia.
Carnaboi 2025. Foto: Reprodução/Secretaria de Cultura e Economia Criativa AM
A transmissão do Carnaboi será dividida em dois horários na televisão aberta:
Sexta-feira (20/02)
Amazon Sat: 19h30 às 21h Rede Amazônica: 22h20 às 00h15
Sábado (21/02)
Amazon Sat: 21h às 22h30 Rede Amazônica: 23h30 às 00h5
Os canais digitais seguem: Portal Amazônia no horário do Amazon Sat, e g1 Amazonas no horário da Rede Amazônica.
Amazon Sat tem nova apresentadora no comando da transmissão
Esse ano, o evento será apresentado por Juliana Fontes no canal Amazon Sat. A jornalista paranaense mora em Manaus há dois anos e afirma que se apaixonou pela cultura amazonense. Ela é a apresentadora do jornal do Amazon Sat, Amazônia News.
Para Juliana, são vários sentimentos envolvidos, entre eles, ela destaca a alegria de estar à frente dessa transmissão, mas também a consciência da responsabilidade que representa com o público amazonense.
“O Carnaboi é uma celebração que arrasta multidões, movimenta a cidade e traduz a força da cultura popular do Amazonas. Apresentar um evento desse porte é sentir a energia da galera, a vibração das torcidas e a paixão pelo boi-bumbá, já que não é apenas um show, mas a história que faz parte da identidade dos amazonenses”, declara.
Juliana Fontes, apresentando o Carnailha 2026. Foto: Juliana Fontes/Acervo pessoal
A apresentadora afirma ter “mergulhado” na cultura do Festival de Parintins para apresentar o Carnaboi e o Carnailha de Parintins, dois eventos que celebram os bois da “ilha da magia”.
“Assim que me mudei para Manaus, há dois anos, pude entender a grandiosidade da cultura amazonense. Foi uma paixão arrebatadora logo de cara. Desde então acompanho as manifestações culturais, sempre tentando conhecer a fundo, mas em especial o boi bumbá me arrebatou. Fiquei um ano lendo muito para saber a história dos bois, ouvia toadas, acompanhava as notícias dos itens, tudo como preparação para poder viver o Festival de Parintins, o que aconteceu no ano passado. Hoje me sinto totalmente pertencente e grata ao acolhimento e carinho que recebi dessa terra e desse povo”, afirma a jornalista.