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MPF aciona Justiça e pede reforço no efetivo da Polícia Federal em Tabatinga, no Amazonas

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Base da Polícia Federal em Tabatinga, no interior do Amazonas. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AM

O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça Federal e pediu medidas urgentes para reforçar o efetivo da Delegacia da Polícia Federal em Tabatinga, no Amazonas. Segundo o órgão, a unidade, localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, enfrenta falta de servidores, acúmulo de investigações e risco de paralisação de serviços essenciais.

A ação foi apresentada contra a União e solicita a recomposição emergencial do quadro de funcionários da delegacia. De acordo com o MPF, o número de delegados na unidade caiu de cinco, em 2023, para apenas dois em 2026.

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O órgão afirma que a redução de pessoal provocou sobrecarga de trabalho. O número de inquéritos em andamento passou de 95, em 2024, para 141 em março de 2026. Com isso, a média de procedimentos sob responsabilidade de cada delegado aumentou de 19 para mais de 70.

Unidade sem efetivo

De acordo com MPF, número de delegados na unidade da PF em Tabatinga caiu de cinco, em 2023, para apenas dois em 2026. Foto: Reprodução/PF

Segundo o MPF, a falta de servidores também atinge outras funções da delegacia, como escrivães e agentes. A situação tem causado atrasos e interrupções em investigações consideradas importantes.

Entre os casos afetados pela sobrecarga está um inquérito que apura o desaparecimento de crianças indígenas que teriam sido levadas para o exterior.

Na ação, o Ministério Público também questiona a distribuição de efetivo da Polícia Federal. O órgão destaca que, em junho de 2026, foram anunciadas novas delegacias nos municípios de Tefé e Humaitá, no Amazonas, e em Itaituba, no Pará, com a utilização de servidores recém-formados.

Para o MPF, a ampliação da presença da Polícia Federal na região é importante, mas não deve comprometer o funcionamento de unidades já existentes e consideradas estratégicas, como a de Tabatinga, por estar localizada em uma área de fronteira.

Leia também: MPF recomenda criação de plano de ação conjunta para atendimento a migrantes e refugiados em Manaus

Pedidos do MPF

Fachada MPF do Amazonas
Fachada do Ministério Público Federal no Amazonas. Foto: Divulgação/MPF-AM

Entre os pedidos apresentados à Justiça, o MPF solicita que a União apresente, em até 15 dias, um diagnóstico detalhado sobre a situação atual da Delegacia da Polícia Federal em Tabatinga, incluindo o número de servidores em atividade.

O órgão também pede que o efetivo mínimo de cinco delegados seja restabelecido provisoriamente no prazo de até 30 dias.

Além disso, requer a adoção de medidas emergenciais para garantir o funcionamento dos serviços de cartório e dar andamento aos inquéritos que estejam parados há mais de 60 dias. Em caso de descumprimento, o MPF pede a aplicação de multa diária de R$ 5 mil.

Por fim, a ação solicita que a União elabore e execute, em até 180 dias, um plano definitivo para dimensionar o efetivo necessário e assegurar o funcionamento adequado da delegacia na tríplice fronteira.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Estudo de novas variedades de cacau no Peru determinará sua resistência ao clima e às pragas

Foto: Reprodução/Agência Andina – Editora Perú

Com a descoberta de quatro novas variedades de cacau, com características genéticas que denotam uma origem puramente peruana, agora existem 14 variedades locais devidamente identificadas, afirmou Danilo Bustamante, pesquisador da Universidade Nacional Toribio Rodríguez de Mendoza, no Amazonas.

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Em entrevista à Agência Andina de Notícias, o pesquisador, que promoveu o estudo mencionado, indicou que a identificação dessas novas variedades permitirá o reconhecimento de características que ajudarão a determinar seu nível de adaptação. 

Nesse sentido, conhecer em detalhes essas novas linhagens genéticas permitirá que os círculos acadêmicos determinem com mais precisão a capacidade de cada uma delas de lidar melhor com fatores como seca ou radiação solar. 

Da mesma forma, essa identificação permitirá a definição de características físicas e químicas, como as relacionadas ao sabor, aroma, cor e textura do fruto do cacau, variáveis ​​úteis para a produção de chocolate, por exemplo.

Saiba mais: Descoberta na Amazônia peruana: pesquisa revela quatro novos grupos genéticos de cacau

Estudo de novas variedades de Cacau determinará sua resistência ao clima e às pragas
Foto: Reprodução/Agência Andina – Editora Perú

Os resultados desta pesquisa foram publicados esta semana na revista acadêmica indexada PLOS ONE. A pesquisa começou em 2018, quando Bustamante iniciou a investigação das características genéticas do cacau produzido na região amazônica. Três anos depois, um artigo fruto dessa preocupação relatou a possibilidade preliminar de identificar novas variedades genéticas. 

“O que fizemos em seguida foi coletar amostras em diferentes províncias produtoras de cacau”, diz ele, referindo-se ao trabalho realizado não apenas no Amazonas, mas também em San Martín, Cajamarca, Ayacucho, Cusco e Piura. 

Quatro variedades, quatro regiões

O resultado desse trabalho foi a coleta de mais de 390 amostras que nos permitiram confirmar o que já havia sido anunciado: a existência de quatro novas linhagens genéticas peruanas, localizadas na região do Amazonas e no norte do país.

Especificamente, essas variedades correspondem aos departamentos de Amazonas, Piura, Cusco e Ayacucho, explicou Bustamante.

“Foram feitas comparações genéticas e constatou-se que essas quatro novas linhagens de cacau são exclusivas dessas regiões”, acrescentou. 

Leia também: Dia do Chocolate: cacau amazônico apresenta potencial de retomar protagonismo 

Foto: Reprodução/Agência Andina – Editora Perú

“Conseguimos essa identificação por meio de análise molecular com marcadores genéticos derivados do sequenciamento de DNA das amostras coletadas”, afirmou ele. 

Isso foi comparado com as informações disponíveis no Banco Internacional de Genes do Cacau da Universidade das Índias Ocidentais em Trinidad e Tobago, confirmando a presença de “marcadores específicos que refletem a diversidade”, disse ele.

Leia também: Origem amazônica do cacau é comprovada por meio de DNA e revela forte rede de comércio pré-colombiana

A identificação dessas variantes envolveu atribuir um nome específico a cada uma delas.

Assim, o cacau do Amazonas recebeu o nome de cacau Awajún , em referência ao grupo étnico característico dessa região do país. O cacau de Piura é chamado de cacau Porcelana, enquanto os de Cusco e Ayacucho são Chuncho 1 e Chuncho 2, respectivamente, por virem da área correspondente ao vale dos rios Apurímac, Ene e Mantaro. 

Foto: Reprodução/Agência Andina – Editora Perú

“Agora sabemos que essas quatro novas variedades genéticas que encontramos estão presentes apenas no Peru, pois ainda não foram realizados estudos para confirmar se elas também estão presentes no Equador ou em outros países ”, disse o pesquisador.

Colheitas sob o efeito do El Niño

Bustamante destacou a importância de descobrir novos grupos genéticos de cacau para determinar sua resistência aos efeitos das mudanças climáticas ou fenômenos como o El Niño, e a pragas como o fungo da monilíase. 

Em relação a um evento importante ligado ao fenômeno El Niño, o pesquisador indicou que isso levaria ou a uma intensificação das chuvas nas plantações de cacau ou à ausência dessas chuvas e, portanto, de água para irrigá-las. 

“Isso resultaria em uma perda dos níveis de produção esperados para esta temporada e no consequente aumento do preço do cacau e dos chocolates produzidos com ele”, disse o pesquisador.

Foto: Reprodução/Agência Andina – Editora Perú

Em relação à continuidade do estudo, Bustamante indicou que, após a descoberta das novas variedades genéticas, o objetivo é obter o genoma completo delas.

“Com isso, poderemos identificar os genes que conferem a esse cacau suas características únicas de aroma e sabor”, explicou. 

Isso também pode ajudar a determinar por que cada variedade se adapta às mudanças climáticas ou é imune a certas doenças. Além disso, outros pesquisadores da Universidade Toribio Rodríguez de Mendoza estão conduzindo estudos para determinar a quantidade de metabólitos e antioxidantes presentes nessas variedades de cacau, observou o cientista.

*Com informações da Agência Andina

CUFA Amazonas promove seleção para capacitar representantes da primeira seguradora voltada às favelas

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Foto: Divulgação/CUFA Amazonas

A Central Única das Favelas (CUFA) Amazonas está com inscrições abertas para selecionar novos representantes da FSeguros, iniciativa voltada à geração de renda, inclusão financeira e ampliação do acesso à proteção familiar nas comunidades.

Fruto da parceria entre a Favela Holding e a MAG Seguros, a Favela Seguros é a primeira seguradora criada com foco nas favelas brasileiras. Além de oferecer produtos acessíveis, o projeto também gera oportunidades de trabalho ao capacitar moradores para atuarem como representantes e corretores de seguros em seus próprios territórios.

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Os selecionados terão formação gratuita, poderão trabalhar próximos de casa, construir uma nova profissão e gerar renda, ao mesmo tempo em que levam serviços de proteção para outras famílias da comunidade.

CUFA Amazonas promove seleção para capacitar representantes da primeira seguradora voltada às favelas
Foto: Divulgação/CUFA Amazonas

Leia também: Taça das Favelas: CUFA Amazonas define equipes classificadas

CUFA Amazonas incentiva proteção financeira

Entre as soluções oferecidas aos clientes estão seguro de vida, auxílio funeral e benefícios que garantem mais segurança financeira no dia a dia.

Os clientes ativos também participam de sorteios semanais de R$ 10 mil, pela Loteria Federal, contam com telemedicina 24 horas por dia, disponível por vídeo ou voz para o titular, cônjuge e filhos de até 21 anos, além de cartão alimentação de R$ 250 mensais durante um ano, destinado à família em caso de falecimento do titular do plano.

”O objetivo é ampliar o acesso à proteção financeira em comunidades que historicamente tiveram pouco acesso a esse tipo de serviço, ao mesmo tempo em que fortalece o empreendedorismo local e cria novas oportunidades de geração de renda”, destaca Alexey Ribeiro, presidente da CUFA Amazonas.

Os interessados em se tornar representantes da Favela Seguros podem realizar a inscrição pelo portal oficial da campanha AQUI.

*Com informações da assessoria

De Parintins para o Rio de Janeiro: projeto leva a arte tupinambarana para referência do artesanato brasileiro

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Projeto ‘Parintins Criativo: Do Festival ao Futuro’ é desenvolvido pelo Sebrae/AM, em parceria com artesãos e criativos do município. Foto: Divulgação/Sebrae AM

A criatividade que transforma Parintins em um dos maiores espetáculos culturais do mundo ultrapassa agora os limites do Bumbódromo para ocupar uma das principais vitrines do artesanato brasileiro. A partir do dia 23 de julho, o projeto ‘Parintins Criativo: Do Festival ao Futuro’, desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amazonas (Sebrae/AM), passa a integrar a mostra “Boi-Bumbá de Parintins: Do Brincar ao Futuro”, em cartaz no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), no Rio de Janeiro.

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Tecidos, fibras, estruturas cenográficas e outros materiais que antes encerravam seu ciclo produtivo após o Festival, são reinterpretados pelos artesãos e transformados em objetos de decoração, moda, utilidades e peças autorais, para integrar a mostra no CRAB. A iniciativa visa expandir para o cenário nacional o resultado da construção coletiva das peças que unem identidade amazônica, design contemporâneo e a força simbólica de Parintins, além de demonstrar como a criatividade pode converter resíduos em produtos de alto valor.

Para o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae Amazonas (CDE/AM), Antonio Silva, essa presença reafirma o potencial da cultura amazônica como indutora de desenvolvimento e amplia o reconhecimento nacional da produção criativa do município.

“Parintins já conquistou reconhecimento internacional pela força de sua cultura. Agora, vemos esse patrimônio ampliar sua capacidade de gerar desenvolvimento por meio do empreendedorismo e da economia criativa. A chegada do projeto ao CRAB demonstra que valorizar os artistas da ilha significa ampliar oportunidades, gerar renda e construir um futuro em que Parintins seja reconhecida não apenas pelo espetáculo que realiza, mas também pela força de seus negócios criativos”, afirma o conselheiro.

Leia também: Onde comprar artesanato em Parintins: três espaços que preservam a cultura e valorizam artistas locais

Arte de Parintins para o Rio de Janeiro
Mostra exibirá diversos materiais utilizados durante o festival que foram reinterpretados pelos artesãos e transformados em objetos de decoração, moda, utilidades e peças autorais. Foto: Divulgação/Sebrae AM

Segundo a diretora técnica do Sebrae Amazonas, Lamisse Said da Silva Cavalcanti, esse resultado está diretamente ligado à metodologia construída junto aos próprios artesãos, respeitando suas técnicas, sua identidade e a dinâmica criativa do Festival de Parintins.

“Não levamos uma metodologia pronta para o território. Construímos esse processo de forma colaborativa, a partir das potencialidades dos próprios artistas, articulando economia circular, design, inovação e acesso a mercado. A participação na mostra demonstra que esse trabalho já produz resultados concretos e tem potencial para inspirar outros”, afirma.

Cultura e arte bovina para o cenário nacional

A exposição também representa um marco para grupos culturais apoiados pelo Sebrae Amazonas. O Mini Boi Garantido e o Mini Boi Caprichoso, por exemplo, saíram de Parintins pela primeira vez por meio das ações desenvolvidas em parceria com a instituição.

Depois de apresentarem seus trabalhos em Manaus, agora chegam ao Rio de Janeiro levando miniaturas, personagens, alegorias e esculturas produzidas por artistas, artesãos, jovens e crianças envolvidos nos projetos.

Mini Boi Garantido. Foto: Divulgação/Sebrae AM

A participação na mostra marca também a primeira vez que os dois grupos integram uma exposição de longa duração fora do Amazonas, ampliando a projeção nacional do trabalho desenvolvido pelos artistas de Parintins. Presidente do Mini Boi Garantido, Neff Thales destaca que o apoio do Sebrae ampliou horizontes para os artistas da associação.

“O Mini Garantido nunca tinha saído de Parintins. Primeiro fomos para Manaus e agora estamos chegando ao Rio de Janeiro. Isso abriu novos caminhos para nossos artistas e mostrou que aquilo que produzimos aqui pode chegar muito mais longe. O Sebrae nos ajudou a enxergar esse potencial de transformar a nossa criatividade em oportunidade”.

No Mini Boi Caprichoso, a mudança também aconteceu na forma de enxergar o próprio trabalho. “O Sebrae veio nos capacitar e nos ensinar a empreender melhor. Nós já trabalhávamos com materiais reciclados, mas passamos a entender que também somos artesãos, designers e empreendedores. Hoje conseguimos olhar para nosso trabalho com uma visão de mercado muito maior”, afirma o presidente Adriano Mourão.

Leia também: Fábrica de talentos: centro cultural em Parintins estimula o crescimento de artistas

Mini Boi Caprichoso. Foto: Divulgação/Sebrae AM

Essa transformação também é percebida pelos artistas que integram o Parintins Criativo. Para o artista plástico e artesão Lucijones Cursino, responsável por parte das obras que estarão expostas no CRAB, uma das maiores contribuições da metodologia desenvolvida pelo Sebrae foi ampliar a percepção sobre o valor do próprio artesanato.

“A gente aprende que uma peça não é apenas um objeto. Ela precisa contar uma história. Quando existe um contexto por trás dela, ela ganha valor. Essa visão mudou completamente a forma como desenvolvemos nosso trabalho e nos fez perceber que a cultura de Parintins pode ser apresentada ao Brasil de um jeito diferente”, frisa Cursino.

Projeto ‘Parintins Criativo: Do Festival ao Futuro’

O ‘Parintins Criativo: Do Festival ao Futuro’ é uma iniciativa que transforma o conhecimento, o saber fazer e a identidade cultural dos artistas de Parintins em oportunidades de desenvolvimento econômico. Construído de forma colaborativa entre Sebrae e os artesãos e criativos do município, o projeto amplia as possibilidades de atuação desses profissionais para além das três noites do Festival, fortalecendo novos produtos, novos mercados e novas fontes de renda.

“A chegada do projeto Parintins Criativo: Do Festival ao Futuro ao Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro representa um novo patamar dessa estratégia, que é levar essas peças para uma vitrine nacional durante dez meses significa ampliar visibilidade, gerar oportunidades de negócios e demonstrar que a cultura amazônica também é um ativo econômico capaz de produzir renda, inovação e desenvolvimento. Nosso compromisso é fazer com que o Festival de Parintins continue encantando o mundo em junho, mas que seus artistas possam gerar negócios e renda nos doze meses do ano”, completa.

Leia também: Comércio, economia e o impacto do artesanato do Festival Folclórico de Parintins na moda e estilo

A fala sintetiza um dos principais resultados do projeto: fortalecer o artesanato não apenas como expressão cultural, mas também como produto capaz de acessar novos mercados sem perder sua identidade amazônica. Para o diretor de desenvolvimento do Sebrae Rio e membro do Comitê Nacional de Governança do CRAB, Sergio Malta, a mostra reforça o papel da cultura como patrimônio vivo e instrumento de pertencimento.

“A exposição que o CRAB inaugura utiliza a grandiosidade de Parintins para atrair o público através de uma narrativa de trabalho coletivo e pertencimento, onde cada visitante é convidado a se reconhecer como herdeiro e guardião dessa riqueza cultural brasileira”, reforça Malta.

Já a diretora administrativa e financeira do Sebrae Amazonas, Adrianne Antony Gonçalves, destaca que a presença da iniciativa amplia a projeção dos artistas e reforça a cultura como vetor de desenvolvimento econômico.

“A partir dessa participação, ampliamos a visibilidade do trabalho desenvolvido pelos artesãos de Parintins e criamos novas possibilidades de conexão com públicos e mercados. O projeto demonstra que investir em criatividade, sustentabilidade e inovação amplia oportunidades para quem vive da própria arte. Esse é mais um passo para transformar talento em oportunidades e fortalecer uma cadeia produtiva que gera renda a partir da cultura”, conclui.

O CRAB

O Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro fica instalado na Praça Tiradentes, no centro histórico do Rio de Janeiro. Foto: Divulgação/Sebrae AM

Considerado o principal espaço de promoção e valorização do artesanato brasileiro, o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB) foi criado para fortalecer o fazer manual nacional, aproximando artistas, mestres e comunidades tradicionais de novos públicos, mercados e oportunidades de negócios. Instalado na Praça Tiradentes, no centro histórico do Rio de Janeiro, o espaço reúne exposições dedicadas às diferentes expressões do artesanato brasileiro e recebe visitantes de todo o país e do exterior.

Aberta ao público a partir de 23 de julho de 2026, a mostra “Boi-Bumbá de Parintins: Do Brincar ao Futuro” permanecerá em cartaz durante dez meses e reunirá centenas de peças produzidas por artistas de Parintins, além de esculturas em tamanho real, miniaturas, croquis, alegorias e produtos desenvolvidos pelo projeto Parintins Criativo: Do Festival ao Futuro.

Mais do que uma exposição, a iniciativa consolida um novo capítulo da economia criativa amazônica. Ao levar para uma vitrine nacional peças produzidas a partir da cultura, da inovação e da economia circular, o Sebrae Amazonas amplia a visibilidade dos artistas de Parintins, fortalece o empreendedorismo da floresta e demonstra que o maior legado do Festival não está apenas no espetáculo que emociona milhares de pessoas todos os anos, mas também na capacidade de transformar identidade, tradição e criatividade em desenvolvimento econômico permanente.

*Com informações do Sebrae AM

Zoonoses no Brasil se concentram em áreas vulneráveis e atingem mais indígenas, negros e pardos, aponta estudo

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Foto: Reprodução/Universidade Federal do Acre

As zoonoses, doenças transmitidas entre animais e humanos, não se distribuem de forma aleatória no Brasil: sua ocorrência está associada a fatores sociais e ambientais, como desigualdade de renda, disparidades raciais e étnicas, condições de trabalho e acesso aos serviços de saúde.

É o que indica um estudo feito em colaboração entre a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o Centro Universitário Ingá (UNINGÁ) e o Hospital Universitário Regional de Ponta Grossa.

O trabalho, publicado na última sexta (17) na revista Brazilian Archives of Biology and Technology, reforça que o enfrentamento dessas doenças exige uma abordagem integrada entre saúde humana, animal e ambiental, aliada ao combate das desigualdades que ampliam a vulnerabilidade de determinadas populações.

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A pesquisa analisou padrões de morbidade e mortalidade por zoonoses país com base em dados dos sistemas oficiais de informação do Ministério da Saúde, referentes ao período de 2007 a 2023. Foram incluídas doenças bacterianas, virais e parasitárias. As taxas anuais de incidência e mortalidade foram calculadas e, para cada caso, foram considerados dados sociodemográficos, como idade, sexo, raça e localização geográfica.

Os resultados mostram que as zoonoses apresentam padrões cíclicos e regionais no Brasil. No período analisado, a região Norte liderou o aumento no número de casos, passando de 180 pacientes a cada 100 mil habitantes em 2007 para mais de 220 em 2023. A incidência também aumentou no Nordeste, manteve-se estável no Sul e Sudeste e apresentou variações no Centro-Oeste.

“Municípios com maior privação social e localizados em áreas rurais remotas apresentam os maiores indicadores de incidência e mortalidade”, afirma Giovani Marino Favero, autor do estudo. Populações indígenas, negras e pardas também apresentam uma carga desproporcional da doença. “Vimos que as zoonoses não são apenas um problema biológico”, explica o autor. “Elas estão fortemente associadas a fatores sociais, ambientais e territoriais”, pontua.

acumulo de lixo tambem pode aumentar zoonoses
Acúmulo de lixo também pode aumentar zoonoses. Foto: Reprodução/Acervo Rede Amazônica

Incidência aumenta, mas morte por zoonoses apresenta redução

Em contraste com a incidência, a mortalidade por zoonoses vem diminuindo de forma consistente, especialmente desde 2014. “Essa diferença indica que melhoramos o diagnóstico e o tratamento, mas não enfrentamos adequadamente fatores como pobreza, saneamento precário, ocupação desordenada do território, degradação ambiental e vulnerabilidade social”, defende o pesquisador.

Ele ressalta que, embora o país disponha de sistemas robustos de vigilância, ainda é necessário “transformar informação epidemiológica em ação integrada sobre os determinantes estruturais da doença” para enfrentar o problema de forma efetiva.

Uma estratégia apontada pelo estudo para caminhar rumo a esse objetivo é a adoção mais ampla da abordagem One Health, ou Saúde Única. “Não basta tratar pacientes ou controlar agentes infecciosos; é preciso integrar saúde humana, animal e preservação ambiental, além de enfrentar desigualdades sociais”, argumenta Favero.

Leia também: Estudo aponta que Terras Indígenas ajudam a reduzir transmissão de doenças na Amazônia

Ele acrescenta que a Saúde Única permite enxergar e atuar sobre todas essas dimensões ao mesmo tempo. De acordo com o pesquisador, o mapeamento realizado na pesquisa pode apoiar a implementação dessa abordagem ao orientar investimentos em saneamento, vigilância integrada, assistência à saúde, educação em saúde e monitoramento ambiental nas áreas de maior risco, contribuindo para políticas mais eficientes e baseadas em evidências.

Para Favero, ainda são necessários avanços importantes. “Nosso estudo identificou onde estão os problemas e quais grupos são mais afetados, mas ainda precisamos entender melhor como fatores como uso do solo, governança ambiental, mudanças climáticas e condições locais de vida influenciam a transmissão”, destaca. Ele ressalta que estudos que integrem dados epidemiológicos, ambientais e sociais também são fundamentais para orientar intervenções mais precisas e sustentáveis.

“Se quisermos controlar essas doenças de forma duradoura, precisamos tratar não apenas os agentes infecciosos, mas também as condições que permitem sua persistência”, conclui.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori

Pesquisa identifica resíduos da atividade pesqueira na Ilha de Algodoal no Pará

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Pesquisa foi realizada na Ilha de Algodoal. Foto: Gildo Júnior/Bora de Trip

O verão amazônico começou e, com ele, a temporada mais movimentada nas praias do litoral paraense. Principalmente no mês de julho, famílias, turistas e moradores são atraídos pela paisagem que faz do mês das férias escolares um dos períodos mais aguardados do ano. Mas, quem caminha por essas praias no início do dia, antes da movimentação começar, costuma esbarrar em um curioso tipo de vestígio: pedaços de corda, redes de nylon rasgadas, boias de isopor e fios que a maré deposita na areia.

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Esses materiais têm nome técnico: ALDFG, sigla em inglês para Abandoned, Lost or otherwise Discarded Fishing Gear, os petrechos de pesca abandonados, perdidos ou descartados. O fenômeno não é exclusivo de uma única praia. Ele se repete ao longo de boa parte da costa amazônica, em locais onde a pesca artesanal convive, lado a lado, com o turismo de verão.

A dissertação Petrechos de pesca como resíduo praial em uma área de proteção ambiental na costa paraense da bióloga Elaine Simone da Cruz Silva Silva ajuda a entender esse fato. A pesquisa teve como área de estudo a Ilha de Algodoal, no município de Maracanã, que reúne, como muitas praias amazônicas, forte tradição pesqueira e um turismo frequente.

Poderia parecer que o aumento de visitantes no verão explica o acúmulo de resíduos pesqueiros nas praias, mas os dados da pesquisa mostram outra história. Segundo Elaine, os petrechos de pesca abandonados, perdidos ou descartados têm origem, sobretudo, na atividade pesqueira já intensa nessas regiões e não no fluxo turístico.

Leia também: Confira sete praias do Pará que fazem parte da Amazônia Atlântica

A prova está na comparação entre as quatro praias estudadas na ilha: Caixa d’Água, Farol, Princesa e Cação. A Caixa d’Água, mais próxima do porto e das embarcações, e que reúne rochas e vegetação de mangue juvenil, foi de longe a mais afetada: 274 dos 459 itens recolhidos na pesquisa vieram de lá, totalizando 6,35 kg de material.

Já a praia da Princesa, a mais turística de Algodoal, justamente aquela que recebe o público no veraneio, foi a que apresentou a menor quantidade de resíduos. A explicação, segundo a pesquisadora, é dupla: ali não há currais de pesca instalados, e a limpeza diária feita pela comunidade e por frequentadores da praia remove boa parte do lixo antes que ele se acumule.

“Com esses dados, a gente viu que a pesca é uma fonte reconhecida de petrechos abandonados, perdidos ou descartados”, afirma Elaine. Isso não isenta o turismo de responsabilidade, mas reposiciona o problema: é a pesca artesanal, atividade central na economia de praias como as de Algodoal, que mais deixa vestígios na areia.

Risco de poluição química e emaranhamento de animais

Um dos achados mais surpreendentes da pesquisa foram os 1.543 organismos vivos encontrados colonizando os petrechos em Algodoal, principalmente cracas, mas também bivalves, caranguejos, poliquetas, anêmonas e outros grupos. Uma única corda recolhida na linha de maré baixa da praia do Cação abrigava sozinha 364 animais de sete grupos diferentes.

Isso é bom ou ruim? A resposta, segundo Elaine da Cruz Silva Silva, ainda não é definitiva:

“Pode representar um aspecto positivo para a colonização, pois funciona como um substrato que esses organismos podem utilizar para se fixar. Por outro lado, também pode gerar impactos negativos, caso esses resíduos estejam liberando ou acumulando substâncias que sejam filtradas pelos organismos, comprometendo seu desenvolvimento e a dinâmica da colonização”.

Pesquisa identifica resíduos da atividade pesqueira na Ilha de Algodoal no Pará
Fotos: Reprodução/Petrechos de pesca como resíduo praial em uma área de proteção ambiental na costa paraense

Além da possível poluição química, o maior risco direto é o emaranhamento de animais maiores, um problema já registrado em diferentes pontos do litoral amazônico. A pesquisadora destaca casos de tartarugas marinhas presas em redes de pesca abandonadas, incluindo o resgate, em 2023, de uma tartaruga-de-couro — espécie ameaçada de extinção — encontrada emaranhada na praia da Princesa, primeira ocorrência da espécie já registrada na região.

Para quem for passar o verão em praias com presença de pesca ativa, redes fixas ou embarcações, alguns materiais merecem atenção redobrada. Cordas desgastadas e fragmentos de rede são os sinais mais comuns de ALDFG. Na pesquisa, dos 459 itens recolhidos, os mais comuns foram fragmentos (191), cabos elétricos (114), cordas (78) e redes de pesca (47), seguidos de telas de curral, boias de poliestireno, emaranhados e barbantes.

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Uma descoberta chamou atenção da própria equipe: o uso de cabos, sobretudo aqueles utilizados em instalações telefônicas, como amarração de currais de pesca. Resistentes ao vento e à correnteza, esses cabos vêm substituindo as cordas tradicionais e acabam abandonados presos as rochas, tornando-se o segundo tipo de resíduo mais comum na ilha.

“Encontramos muito cabo elétrico, principalmente onde tinha curral. Então, talvez o turista possa ver um cabo elétrico por lá, mas sem associar à pesca”, explica a pesquisadora.

O material predominante entre os ALDFG encontrados em Algodoal é o nylon (58%), seguido por cobre e plástico (25%) — reflexo direto do uso desses cabos elétricos. A cor mais recorrente é o azul, presente em metade de todo o material coletado.

O que fazer se encontrar um ALDFG na praia

A pesquisadora dá uma recomendação que vale para quem visita qualquer praia do litoral paraense neste verão: recolher o material sempre que possível, especialmente redes de pesca, e descartá-lo em uma lixeira. A dificuldade, reconhece Elaine Cruz Silva Silva, é estrutural — muitas comunidades pesqueiras, incluindo Algodoal, ainda não contam com pontos de coleta específicos para que os próprios pescadores descartem petrechos danificados, o que favorece o acúmulo de resíduos nas praias.

A bióloga reforça a importância da ação individual: “O ideal é que as pessoas recolham, depositem numa lixeira ou deixem em local separado. É muito perigoso deixá-los à solta. No caso das redes, elas podem causam um impacto maior ao emaranhar os animais”, finaliza.

Para quem aproveita o verão amazônico nas praias fluviais e marítimas do Pará, a pesquisa reforça um alerta que vai além de uma única ilha: cuidar da beleza dessas paisagens passa por olhar também para o que a maré deixa para trás e por pensar, junto às comunidades pesqueiras, em soluções para o descarte adequado dos instrumentos que sustentam a vida na costa.

Sobre a pesquisa: A dissertação Petrechos de pesca como resíduo praial em uma área de proteção ambiental na costa paraense foi defendida por Elaine Simone da Cruz Silva Silva no Programa de Pós-Graduação em Oceanografia (PPGOC/Instituto de Geociências) da Universidade Federal do Pará (UFPA), em 2024, sob orientação da professora Sury de Moura Monteiro e coorientação da professora Sarita Nunes Loureiro.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal Beira do Rio, da UFPA, edição 178, escrito por Luiza Amâncio

Com faturamento de R$ 99,6 bi, Polo Industrial de Manaus se destaca nos cinco primeiros meses de 2026

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PIM registra faturamento de R$ 99,6 bilhões entre janeiro e maio de 2026. Foto: Foto: Divulgação/Suframa

O Polo Industrial de Manaus (PIM) faturou R$ 99,64 bilhões entre janeiro e maio de 2026. Em dólares, o valor chegou a US$ 19,26 bilhões. No mesmo período, o polo manteve média mensal de 130,6 mil empregos. As exportações do PIM alcançaram US$ 339,4 milhões nos cinco primeiros meses do ano. Só em maio, foram US$ 62,2 milhões.

O setor de Duas Rodas liderou o faturamento até maio, com 20,7% do total. Em seguida vieram Bens de Informática (20,6%), Eletroeletrônicos (16,2%) e Químicos (11%). Também tiveram participação relevante os segmentos de Termoplásticos (10,4%), Metalúrgicos (8,7%) e Mecânicos (6,4%).

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pim polo industrial de manaus
Setor de Duas Rodas liderou o faturamento até maio do Polo Industrial de Manaus, com 20,7% do total. Foto: Reprodução/Acervo Rede Amazônica AM

Dados de produção do polo

O setor de Bebidas foi o que mais cresceu em faturamento no período. Na produção, o destaque foi para motocicletas, motonetas e ciclomotores, com mais de 1 milhão de unidades fabricadas. Os celulares somaram 5,08 milhões de aparelhos.

Leia também: Polo Industrial de Manaus tem maior produção de motos em 15 anos no 1º bimestre de 2026

Os itens que registraram maior crescimento percentual de produção no período foram home theaters, com 20.349 unidades produzidas; lâminas e cartuchos, com 41.578.760 unidades produzidas; e aparelhos telefônicos (inclusive porteiros eletrônicos), com 126.150 unidades

Os produtos com maior crescimento na produção foram os home theaters (20,3 mil unidades), lâminas e cartuchos (41,5 milhões) e aparelhos telefônicos, incluindo porteiros eletrônicos (126,1 mil).

*Com informações da Rede Amazônica AM

Um Dia no Parque: UCs da Amazônia promovem atividades gratuitas

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APA Jará receberá atividades do Um Dia No Parque. Foto: Daniel Govino/Imazon

A campanha nacional ‘Um Dia no Parque’ conta com atividades gratuitas em 36 unidades de conservação (UCs) da Amazônia em 2026, em oito estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. A programação oficial acontece neste sábado e domingo (18 e 19 de julho), mas algumas localidades também promoverão ações em outras datas. Essa é a maior mobilização em prol das áreas protegidas do Brasil, que ocorre anualmente desde 2018 para promover a conscientização sobre a importância desses territórios.

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Neste ano, por causa da Copa do Mundo, a campanha tem o tema “Campeão por Natureza”, destacando o Brasil como um dos países mais biodiversos do planeta. Além de desempenharem papel fundamental na regulação do clima, na proteção dos recursos hídricos e na manutenção dos modos de vida de povos indígenas e comunidades tradicionais, as áreas protegidas brasileiras impactam positivamente a economia e a saúde da população em todo o país. 

“Com essa chamada, a edição de 2026 convida o público a torcer e participar de uma Amazônia mais conservada, reconhecendo que proteger esse patrimônio natural é um compromisso de todas as pessoas”, afirma o pesquisador Daniel Costa, do Imazon, uma das organizações articuladoras da campanha.

As atividades incluem trilhas interpretativas, observação de aves, oficinas, passeios, ações de educação ambiental e outras experiências voltadas ao contato com a natureza. A proposta é transformar as unidades de conservação em espaços de aprendizado, lazer e sensibilização.

trilha amazônia
Foto: Divulgação

Entre os estados amazônicos, o Pará concentra a maior agenda da edição deste ano, com ações distribuídas em 19 unidades de conservação, localizadas em 16 municípios.

O segundo lugar ficou com o Acre, que terá ações em seis territórios, de seis municípios. Amapá e Amazonas empatam em terceiro lugar, com atividades em dois territórios cada.

Leia também: Saiba quantas Unidades de Conservação possuem cada Estado da Amazônia

Confira a programação do projeto Um Dia no Parque nos estados da Amazônia:

Acre

Área de Proteção Ambiental Igarapé São Francisco

Município: Rio Branco  

Atividade: observação de aves e de vida silvestre

  • Data: 18/07/2026
  • Local: https://maps.app.goo.gl/o3coMjTokRc1wVss6 
  • Hora: 7h30
  • Descrição: a atividade consistirá em um passeio pelas trilhas e espaço público com um condutor, observando a avifauna e toda vida selvagem que aparecer
  • Público geral
  • Dificuldade leve
  • Levar água, protetor solar, calça comprida e sapato fechado. Binóculos e/ou câmeras fotográficas para quem tiver. 
  • Mais informações: (68) 992171364

Floresta Estadual do Antimary

Município: Bujari e Sena Madureira   

Atividade: vivência no Parque

  • Descrição: vivência com a natureza e conversa com moradores para imersão na floresta e na realidade social dos residentes do Parque
  • Data: 18/07/2026
  • Hora: 8h
  • Local: https://maps.app.goo.gl/M7rsHYDxtTshpppQ9 
  • Público adulto
  • Dificuldade moderada
  • Levar material de higiene pessoal, garrafa d’água, protetor solar, calçado para trilha em terreno amazônico (bota leve e impermeável tipo “sete léguas”, por exemplo), capa de chuva e item para reposição de energia como barra de cereais
  • Mais informações: (68) 99960-4090   

Área de Proteção Ambiental Lago do Amapá

Município: Rio Branco  

Atividade: Visita ao lago do Amapá e passeio na trilha do lago

Parque Estadual Chandless

Município: Manoel Urbano 

Atividade: observação da biodiversidade

Floresta Estadual do Rio Liberdade

Município: Cruzeiro do Sul  

Atividade não divulgada

Área de Relevante Interesse Ecológico Japiim Pentecoste

Município: Mâncio Lima 

Atividade não divulgada

Amapá

Data: 18 e 19 de julho

Área de Proteção Ambiental da Fazendinha

Município: Macapá

Atividades: ambientação sobre a APA e trilha ecológica com contemplação do Rio Amazonas

  • Destinada aos moradores da Comunidade da Fazendinha e entorno, estudantes da rede pública e privada e empreendedores do setor de turismo. 
  • Inscrição por formulário no site da SEMA/AP – https://sema.portal.ap.gov.br/ 
  • Não haverá cobrança de inscrição 
  • Local: Rua Salvador Diniz, n° 1788 – Escola Municipal de Ensino Fundamental Fortaleza

Área de Proteção Ambiental do Rio Curiaú

Município: Macapá 

Atividades: passeio de Stand-up Paddle e Caiaques, com contemplação do pôr do sol, apresentação de Marabaixo e feira de produtos locais

  • Destinada aos visitantes, empreendedores do turismo e comunidade local
  • Inscrição por formulário no site da SEMA/AP – https://sema.portal.ap.gov.br/ 
  • Não haverá cobrança de inscrição
  • Local: Deck do Rio Curiaú

Amazonas

Parque Nacional do Jaú

Município: Novo Airão 

Atividade: observação do Rio Carabine, com trilha e observação de animais locais

Atividade: visita à árvores samaúmas, soltura de quelônios, trilhas e visita ao Rio Carabine 

Reserva Extrativista do Médio Juruá

Município: Carauari 

Atividade: visita à comunidade Nova Esperança

  • Descrição: haverá apresentações sobre o modo de vida da comunidade, o monitoramento da biodiversidade feito pelos comunitários, a saboaria artesanal da associação da comunidade e o trabalho do ICMBio e instituições parceiras. 
  • Atividade fechada, destinada para crianças do ensino fundamental da cidade e seus responsáveis
  • Mais informações: https://www.instagram.com/icmbio.resex_medio_jurua/

Mato Grosso

Reserva Surucuá

Município: Alta Floresta

Local: https://share.google/ltDC9AF2clnvDU1dW 

Mais informações: https://www.instagram.com/fundacaocristalino/ 

Atividade: Passarinhada

  • Descrição: uma experiência de observação de aves em meio à natureza, promovendo a conexão com a biodiversidade local desde as primeiras horas do dia
  • Hora: 5h30
  • Ponto de encontro: Fundação Ecológica Cristalino – Avenida Perimetral Oeste, nº 2001, Setor C
  • Destinado ao público a partir dos 12 anos, menores de idade deverão estar acompanhados do responsável
  • Trazer binóculo, câmera fotográfica, água e alimento
  • Recomendado vir com roupa de campo e calçado fechado
  • Não há cobrança de taxa, mas é preciso fazer Inscrição pelo link: https://www.instagram.com/fundacaocristalino/ 
  • 20 vagas

Atividade: meditação guiada

  • Descrição: momento de reconexão interior em meio à floresta, com meditação guiada voltada à escuta do corpo, respiração e sintonia com o ambiente natural
  • Hora: 6h
  • Ponto de encontro: Fundação Ecológica Cristalino – Avenida Perimetral Oeste, nº 2001, Setor C
  • Aberta a participantes a partir dos 12 anos
  • Levar água, alimento, canga, toalha ou esteira para se sentar no chão, além roupa confortável
  • Não há cobrança de taxa, mas é preciso fazer Inscrição pelo link: https://www.instagram.com/fundacaocristalino/ 
  • 20 vagas

Atividade: banho de floresta

  • Descrição: caminhada, observação da flora e fauna, com o objetivo de ativar a percepção dos sons dos pássaros, vento, galhos e animais ao redor. Sentir o cheiro das plantas, contemplar os diversos tons de verde da natureza e muito mais.
  • Hora: 6h30
  • Ponto de encontro: Fundação Ecológica Cristalino – Avenida Perimetral Oeste, nº 2001, Setor C
  • Destinado ao público a partir dos 12 anos, menores de idade deverão estar acompanhados do responsável
  • Recomendado trazer água e alimento, além de vir com roupa de campo e calçado fechado
  • Não há cobrança de taxa, mas é preciso fazer Inscrição pelo link: https://www.instagram.com/fundacaocristalino/
  • 30 vagas

Atividade: família na floresta

  • Descrição: educação ambiental e vivências na natureza em família
  • Hora: 7h30
  • Ponto de encontro: Fundação Ecológica Cristalino – Avenida Perimetral Oeste, nº 2001, Setor C
  • Destinado ao público a partir dos 10 anos, menores de idade deverão estar acompanhados do responsável
  • Recomendado trazer água e alimento, além de vir com roupa de campo e calçado fechado 
  • Não há cobrança de taxa, mas é preciso fazer Inscrição pelo link: https://www.instagram.com/fundacaocristalino/
  • 20 vagas

Atividade: oficina de terrário

  • Descrição: uma atividade prática e criativa que ensina a construir mini ecossistemas autossustentáveis em recipientes de vidro. Durante a oficina, os participantes irão aprender sobre as camadas de drenagem, uso de carvão ativado, terra, musgos e plantas adequadas para a montagem do terrário, promovendo conscientização ambiental, conexão com a natureza e uma experiência terapêutica e educativa.
  • Hora: 8h
  • Ponto de encontro: Fundação Ecológica Cristalino – Avenida Perimetral Oeste nº 2001 Setor C
  • Destinado ao público a partir dos 12 anos, menores de idade deverão estar acompanhados do responsável
  • Não há cobrança de taxa, mas é preciso fazer Inscrição pelo link: https://www.instagram.com/fundacaocristalino/
  • 25 vagas
  • Trazer água e alimento

Pará

Veja a programação completa aqui

Rondônia

Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto

Município: Guajará-Mirim 

Atividade: trilha interpretativa em uma estrada de seringa, com informações sobre como extrair o látex das árvores e mostrando a importância de preservar a tradição. Além disso, abordar também a importância de ter uma unidade de conservação que mantenha essa tradição como fonte de renda e ao mesmo tempo cuidado da natureza

  • Local: Comunidade Nova Colônia
  • A atividade será fechada e limitada para um público específico

Roraima

Parque Nacional do Viruá

Município: Caracaraí

Atividade não divulgada

  • Local: acesso pela BR-174, saindo de Boa Vista. Seguir em direção a Caracaraí e acessar a entrada do parque conforme sinalização e orientações do ICMBio.

Tocantins

Parque Estadual do Cantão

Município: Caseara 

Atividade: apresentação da unidade de conservação

  • Data: 18/07/2026
  • Hora: das 8h30 às 9h30
  • Público geral
  • Local: Centro de Visitantes, localizado na Sede Administrativa do Parque, o acesso principal é realizado pela rodovia no sentido Marianópolis do Tocantins – Caseara. Ao chegar ao portal de entrada do Parque, os visitantes encontrarão placas de identificação e sinalização indicando o caminho
  • 15 pessoas por turma
  • As inscrições deverão ser realizadas previamente por e-mail ou presencialmente junto à administração da unidade de conservação
  • Gratuita

Atividade: visita ao Pier do Parque Estadual do Cantão

  • Descrição: durante a visita guiada, os participantes poderão conhecer os ambientes aquáticos da UC, realizar contemplação da paisagem natural e observar aspectos ecológicos característicos da região de encontro entre Cerrado e Amazônia
  • Data: 18/07/2026
  • Hora: das 9h30 às 11h
  • Público geral
  • 15 pessoas por grupo
  • As inscrições deverão ser realizadas previamente por e-mail ou presencialmente junto à administração da unidade de conservação
  • Gratuita

Atividade: observação da fauna e flora 

  • Descrição: os participantes poderão observar espécies típicas do Cerrado e da Amazônia, incluindo aves, mamíferos, répteis e vegetação nativa, promovendo sensibilização ambiental e valorização da biodiversidade local
  • Data: 19/07/2026 
  • Hora: das 10h às 11h
  • Público geral
  • 15 pessoas por grupo
  • As inscrições deverão ser realizadas previamente por e-mail ou presencialmente junto à administração da unidade de conservação
  • Gratuita
  • É preciso que os visitantes mantenham silêncio durante a observação da fauna e respeitem todas as normas ambientais

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Imazon

‘Matança do Boi’: tradicional ato encerra temporada bovina do Garantido

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Caminhada histórica encerra temporada bovina do Garantido. Foto: Reprodução/Assessoria do Boi Garantido

Encerrando oficialmente a temporada bovina de 2026, a Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido realiza todo 17 de julho, a tradicional Matança do Boi, momento que marca simbolicamente o fim do ciclo anual do boi vermelho e branco. O evento reúne torcedores, brincantes e artistas em Parintins (AM).

A programação da tradição herdada pelo criador do Garantido, Lindolfo Monteverde, começa com uma apresentação dos bois mirins Ana e Tupi para o público infantil, em 2026, com direito a distribuição gratuita de kits em um gesto de “esperança e renovação” da brincadeira de boi-bumbá para as futuras gerações, segundo a organização do boi.

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Assim como na Ladainha, o Boi Garantido realiza uma caminhada pelas ruas da cidade, começando pela Baixa do São José ao som das suas toadas, até culminar na tradicional matança simbólica do boi.

Segundo a tradição, boi Garantido é lançado pelos vaqueiros e levado para o curral, onde é morto, encerrando os festejos da temporada bovina. Foto: Reprodução/Assessoria do Boi Bumbá Garantido

E o que é a Matança do Boi?

O ritual da Matança do Boi é uma encenação simbólica “carregada de fé, emoção e resistência cultural”, conforme descreve a associação folclórica, em que o boi percorre as ruas da Baixa para fugir dos vaqueiros, até ser laçado e levado de volta ao Curral, onde é morto, momento chamado de auto do boi.

De acordo com a tradição, a morte do boi simboliza o fim das apresentações do boi Garantido no ano, devendo ressuscitar no ano seguinte.

Durante a caminhada, o boi sai às ruas com os chifres enfeitados com palha de piririma, representando o boi fugitivo e camuflado na floresta. Segundo a família Monteverde, os enfeites relembram relatos de Lindolfo, o criador do boi, de que o Garantido tinha os chifres queimados e as palhas já estavam presas para facilitar a queimada.

Leia também: Tradição vermelha: conheça a história da ‘Alvorada do Boi Garantido’

Os vaqueiros perseguem e capturam o boi, laçando-o com cordas. Na dramatização, o boi é levado de volta para o curral, local em que o Pai Francisco encena a morte do boi, seguindo a tradicional narrativa.

Após a morte do Garantido, o boi só deve renascer no ano seguinte, tradição mantida até hoje pela família Monteverde e respeitada pela nação encarnada.

“A matança é uma tradição que vem desde o início do nosso boi. É quando a gente agradece, se despede da temporada com o coração cheio e se prepara para o que vem. É um momento forte, de fé, de saudade e de muita gratidão”, destacou Maria Monteverde, única filha viva do criador do Boi Garantido, Lindolfo Monteverde.

A Matança do Boi ocorre anualmente no dia 17 de julho, sempre um dia depois do arraial de Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Parintins. Após a encenação, os moradores compartilham um banquete na Baixa da Xanda.

El Niño exigirá aceleração da agenda de adaptação no campo, alerta Coalizão Brasil

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Diante da previsão do Super El Niño e do potencial aumento de prejuízos relacionados a eventos extremos no país, o agronegócio brasileiro precisa acelerar a adoção de boas práticas produtivas, ampliar a recuperação de áreas degradadas e fortalecer  a adaptação climática, utilizando como instrumentos o crédito, o seguro rural e a assistência técnica.

O uso sustentável da terra, nesse sentido, é fundamental para preparar o campo para um cenário climático cada vez mais instável, defende a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura em um novo documento de propostas para os candidatos às eleições de 2026.

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O alerta surge em um momento crítico, com uma nova análise da Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) indicando que há 81% de chances de o El Niño se tornar muito forte entre outubro e dezembro, o que deve ampliar a ocorrência de ondas de calor, secas e chuvas intensas.

Para a Coalizão Brasil, o cenário reforça a urgência de impulsionar da agenda a adaptação climática, focando em uma direção estratégica que reduza as vulnerabilidades do setor produtivo.

“A previsão de um El Niño deixa de ser apenas um alerta meteorológico para se tornar um chamado urgente à modernização das nossas políticas públicas para o campo”, alerta Leila Harfuch, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e sócia-gerente da Agroicone. 

Leia também: Entenda as previsões para o Super El Niño em 2026, que promete ser o mais intenso da década

“O fenômeno pressiona a agenda de adaptação climática, exigindo que o seguro e o crédito rural sejam atualizados para oferecer previsibilidade e proteger a renda do produtor diante de quebras de safra cada vez mais frequentes”, afirma. “Não podemos mais tratar eventos extremos como exceções; precisamos de um planejamento territorial robusto e da implementação célere do Código Florestal para reduzir as vulnerabilidades e garantir a segurança hídrica, energética, produtiva e alimentar do país”.

El Niño

El Niño é um alerta

Além do fortalecimento do seguro e do crédito rural, as medidas prioritárias apresentadas pela Coalizão aos candidatos às eleições de 2026 incluem a expansão de tecnologias já consolidadas, como o plantio direto, o uso de bioinsumos e sistemas integrados, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que recuperam a qualidade do solo e ampliam a capacidade de adaptação da produção.

“A resiliência da agropecuária brasileira depende do reconhecimento do uso sustentável da terra como um ativo econômico”, afirma Rodrigo Castro, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e diretor de País da Fundação Solidaridad.

Leia também: Portal Amazônia responde: como El Niño e La Niña afetam a região amazônica?

O documento da Coalizão também enfatiza a importância de considerar a conservação e o manejo adequado da terra  como ativos econômicos concretos, e não temas apartados da agenda produtiva.

“É preciso produzir mais e melhor, o que passa obrigatoriamente pela adoção de práticas de agricultura regenerativa, de baixo carbono e de conservação do solo para criar resiliência diante da irregularidade climática. É importante ressaltar que a agropecuária brasileira contribui para a segurança alimentar de mais de 1 bilhão de pessoas no planeta; garantir a nossa capacidade de adaptação é assegurar o abastecimento de quase 20% da população mundial”, alerta Castro.

Para o especialista, ao acelerarmos a regularização ambiental e integrarmos a conservação da vegetação nativa aos sistemas produtivos, “não estamos apenas protegendo biomas, mas blindando a produtividade contra os efeitos do clima e garantindo a competitividade do Brasil no mercado global”, enfatiza.

Para acessar o documento com as propostas completas, clique aqui ou acesse o site oficial.

*Com informações da Coalizão Brasil