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‘Sementes da Resistência’: documentário mostra como mulheres sustentam a agricultura familiar no Acre

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Foto: Reprodução/Rede Amazônica AC

Um documentário que reúne histórias de mulheres agricultoras da região da Transacreana, em Rio Branco, evidencia o protagonismo feminino na agricultura familiar e na preservação de saberes tradicionais no Acre: ‘Sementes da Resistência’.

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A produção apresenta o cotidiano, os desafios e as conquistas de quem atua diretamente no cultivo de alimentos, no uso de plantas medicinais e na conservação de práticas passadas de geração em geração e foi lançada no dia 26 de março.

A obra, construída de forma colaborativa com mais de 300 integrantes do movimento de mulheres camponesas, mostra como essas agricultoras contribuem para a segurança alimentar e a manutenção da agrobiodiversidade na região.

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Maria Oliveira, produtora rural, documentário ‘Sementes da Resistência’. Foto: Reprodução/Documentário ‘Sementes da Resistência’

Uma das participantes é a agricultora Maria Oliveira, que viu sua rotina ganhar visibilidade a partir da produção. Ela conta que a experiência trouxe um sentimento de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido no campo.

“Me sinto realizada, né, que nunca tinha aparecido a minha produção na televisão”, afirmou.

Maria também espera que a repercussão do documentário contribua para valorizar ainda mais o que é produzido na região. “Agora as pessoas vão poder ver os os produtos e reconhecer”, completou.

Documentário ‘Sementes da Resistência’, mostra como mulheres sustentam a agricultura familiar no Acre. Foto: Reprodução / Rede Amazônica

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A idealizadora do projeto, Rosana Cavalcante, explica que a iniciativa surgiu inicialmente como parte de um estudo acadêmico voltado à compreensão do papel das mulheres na preservação da agrobiodiversidade. Segundo ela, a proposta era investigar os quintais produtivos, os cultivos e a transmissão de conhecimentos entre gerações.

“No começo, era um projeto de pós-doutorado para entender o que elas cultivavam, o que vinha das mães e avós e como isso chegava até elas hoje”, disse.

‘Sementes da Resistência’

No entanto, durante o processo, o foco mudou a partir das próprias agricultoras. “Quando eu cheguei para conversar, elas queriam contar as histórias. Aí eu parei tudo e, durante seis meses, eu só escutei”, relatou.

A partir dessa escuta, surgiu a ideia de transformar o conteúdo em um documentário. Para Rosana, não fazia sentido que as narrativas ficassem restritas ao meio acadêmico.

“Eu disse: não é justo que isso fique só para mim. Foi daí que surgiu o Sementes de Resistência”, explicou.

Rosana destaca que o título, ‘Sementes da Resistência’, faz referência às iniciativas de preservação de sementes agrícolas e práticas agroecológicas desenvolvidas pelas mulheres da região.

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O trabalho mostra ainda como essas ações garantem a soberania alimentar e contribuem para a conservação da biodiversidade.

Além de registrar o cotidiano das agricultoras, o documentário também ressalta o papel fundamental das mulheres na sustentabilidade das comunidades rurais e na continuidade de práticas tradicionais na Amazônia.

*Por Jhenyfer de Souza e Júnior Andrade, da Rede Amazônica AC

‘Redário’ é ponto de descanso e convivência para estudantes em Parintins

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Foto: Jean Beltrão/Rede Amazônica AM

Após um dia de aulas e provas, estudantes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Parintins, ganharam um espaço para descansar: um redário instalado no campus. Encontrar um momento para descansar pode fazer toda a diferença na rotina universitária.

O espaço foi inaugurado nesta semana e tem um detalhe curioso: a estrutura foi feita com madeira apreendida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e doada à universidade.

Nos intervalos das aulas, o redário virou ponto de encontro e descanso. O sucesso foi tão rápido que já há fila para conseguir alguns minutos nas redes. O redário tem espaço para seis redes.

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Com a rotina intensa de estudos, muitos alunos veem o redário como uma forma de recarregar as energias sem sair do campus.

Segundo estudantes, o espaço tem sido utilizado não apenas para descanso, mas também como ponto de encontro. Além de descansar, os universitários usam o espaço para conversar e se reunir.

“Geralmente eu ia muito para dentro das salas, me deitava no chão no tempo livre para descansar. Agora, os professores tiveram a ideia de fazer isso aqui, foi muito bom”, relatou o universitário Raí dos Santos.

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Redário busca proporcionar qualidade de vida

De acordo com a diretora da Ufam em Parintins, Maria Eliane Vasconcelos, a proposta é oferecer mais qualidade de vida aos estudantes dentro da universidade. A ideia, segundo ela, é ampliar o espaço para atender um número maior de alunos.

“Poder deitar na nossa rede, se embalar, descansar, conversar. As vezes dar aquele cochilo de 10, 15 minutos, renova pra continuar com esforço os estudos”, afirmou a diretora.

Além do descanso, o local também tem sido usado para estudos e socialização. Muitos estudantes aproveitam o ambiente para revisar conteúdos, conversar após o almoço ou simplesmente relaxar entre uma aula e outra.

“Basicamente entramos 7 horas nas nossas aulas e vamos aí até umas 11h, 11h30 mais ou menos, aí já pegamos almoço. Às 14h começam, pegamos aquela aula que às vezes vai até umas 18h. Ter esse momento aqui pós-almoço é muito bom pra relaxar, pra uma descansada, pra carregar um pouco a energia, pra voltar pra sala de aula”, destacou o universitário Elderfonso Oliveira.

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Redário vira ponto de descanso e convivência entre estudantes da UFAM em Parintins. Foto: Jean Beltrão/Rede Amazônica AM

A estudante Yanne Rufino contou que conheceu o redário e aprovou a iniciativa. Para ela, o ambiente contribui para tornar a rotina acadêmica mais leve. “A gente espairece olhando as árvores, a natureza. É incrível”, afirmou.

Entre livros e cadernos, a rede já começa a ser vista como item essencial na rotina universitária.

*Por Jean Beltrão, da Rede Amazônica AM

4º Dia de Campo em Hortifrúti apresenta novas técnicas de cultivo em Boa Vista

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A população encontrou diversas culturas plantadas por técnicos do município, entre elas a melancia. Foto: Giovani Oliveira/PMBV

Os canteiros do Centro de Difusão Tecnológica (CDT), localizado na região do Bom Intento, zona rural do município, são um dos principais atrativos do 4º Dia de Campo em Hortifrúti da Prefeitura de Boa Vista. Os espaços foram planejados por técnicos da Secretaria de Agricultura e Assuntos Indígenas (SMAAI) para receber visitantes interessados em conhecer diferentes culturas e técnicas de manejo.

Antes do plantio, a área passou por um processo criterioso de preparação, incluindo limpeza, nivelamento e adubação do solo. Esse cuidado garantiu o desenvolvimento saudável das plantações e possibilitou as demonstrações durante as visitas guiadas.

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Centro de Difusão Tecnológica é símbolo de sustentabilidade e fomento da agricultura familiar. Foto: Giovani Oliveira/PMBV

O evento reuniu um público diversificado, incluindo empresas fornecedoras de insumos, especialistas da Embrapa, produtores, cooperativas, associações da agricultura familiar, além de estudantes e acadêmicos de ciências agrárias.

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Os visitantes encontraram grande diversidade de culturas lado a lado, como quiabo, melão, batata-doce, berinjela, tomate, cenoura, abobrinha, macaxeira, pepino, brócolis, feijão-verde, repolho, cebolinha, coentro, amendoim e melancia. A variedade permitiu comparar técnicas, observar o comportamento de cada cultivo e esclarecer dúvidas diretamente com os técnicos.

Vitrine tecnológica da prefeitura, o CDT testa e valida cultivares para apoiar produtores rurais. Foto: Giovani Oliveira/PMBV

“É muito difícil o agricultor investir na sua propriedade, gastar tempo e dinheiro e depois não ter resultado. Aqui no CDT, ele encontra uma fórmula já testada. Quando indicamos como plantar determinada cultura, é porque já realizamos ensaios e temos a forma mais eficiente e acessível para garantir bons resultados”, disse o secretário de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva.

A estudante de agronomia, Joádila Almeida de Melo Barros, participou pela primeira vez. “É fascinante ver como esse trabalho é desenvolvido. Assistir às palestras e depois acompanhar tudo na prática torna o aprendizado ainda mais completo”, destacou.

Os visitantes conheceram diferentes técnicas de manejo. Foto: Giovani Oliveira/PMBV

Produtora há 10 anos, Mirlene Marques aproveitou para conhecer alternativas que podem ser aplicadas em sua propriedade, com foco em eficiência e sustentabilidade.

“Esses eventos ajudam a gente a aprender novas técnicas, conhecer produtos e sementes. Aqui, por exemplo, já aprendi sobre aplicação de insumos e passei a substituir produtos químicos por biológicos”, contou.

Agricultora cria pudim de melancia e vira sucesso em festival em Roraima

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Foto: Reprodução/Rede Amazônica RR

Uma novidade criada pela agricultora Maria Ângela Viana de Araújo, de 63 anos, virou destaque na edição deste ano do Festival da Melancia: o pudim de melancia. O produto foi um diferencial para atrair clientes na tradicional festa realizada em Normandia, ao norte de Roraima, no fim de março. “Todo mundo quer saborear, é delicioso”, diz, orgulhosa da novidade que levou para a festa.

Produtora do fruto desde 1984, há 42 anos, Maria mora no Sítio Deus Me Deu, a cerca de 3 quilômetros da sede de Normandia, onde ocorre o festejo. A ideia de criar novos produtos surgiu a partir da própria produção.

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Além do pudim, ela também faz geleia, cocada, pão e doce em cubos — todos derivados do fruto. Segundo a agricultora, a iniciativa surgiu ao perceber o potencial da fruta cultivada na região. A receita do pudim não é compartilhada e é mantida em segredo pela agricultora.

“Sei fazer tudo que é derivado da melancia”, diz. Desde o início da festa, ela vendeu ao menos 150 doces. O famoso pudim custa R$ 7.

Leia também: Agricultora indígena cultiva melancias gigantes debaixo de ‘sombra e água fresca’ em Roraima

Melancias cultivadas na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, ao Norte de Roraima.
Fruto é cultivado também na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, ao Norte de Roraima. Foto: Yara Ramalho/Acervo Rede Amazônica RR

Mãe de seis filhos, Maria conta que todos foram criados com o trabalho na agricultura. Ela segue na atividade, que gera renda e mantém a tradição local. Normandia é chamada de “Capital Roraimense da Festa da Melancia”.

Festival da Melancia

O Festival da Melancia chegou à 20ª edição este ano. A festa ocorreu de 26 a 28 de março. O evento reúne competições, feira de agronegócios, atividades culturais e shows. Entre os destaques estão os concursos da melancia mais pesada, da mais bonita e o desafio do maior comedor da fruta.

*Por Ester Arruda, da Rede Amazônica RR

Pesquisa analisa uso do pó de rocha como fertilizante em Rondônia

Foto: Reprodução/Site Agro 2.0

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR) investiga o potencial do pó de rocha (de pedra brita) como alternativa sustentável e de baixo custo para a adubação de pastagens. O estudo é coordenado pela professora pesquisadora Elaine Delarmelinda, do curso de Zootecnia e do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas Amazônicos.

O objetivo da pesquisa é avaliar o uso do pó de rocha como fertilizante para plantas forrageiras cultivadas em pastagens. Atualmente, esse material é gerado como resíduo no beneficiamento da brita no estado e não possui valor econômico.

Segundo a pesquisadora, transformar esse resíduo em insumo agrícola pode trazer benefícios econômicos, sociais e ambientais: 

“O pó de rocha pode se tornar uma alternativa muito mais barata em comparação aos fertilizantes comerciais, além de permitir o aproveitamento de um resíduo que hoje não tem destinação produtiva”.

Leia também: Pesquisa procura popularizar uso do ‘pó de rocha’ na produção agrícola e em pastagens

Etapas da pesquisa

Na primeira fase do estudo, os experimentos foram conduzidos em casa de vegetação, com o cultivo de plantas forrageiras em vasos para identificar as doses de pó de rocha com maior eficiência econômica.

Os pesquisadores também testaram o uso do material associado ao digestato, resíduo proveniente de biodigestores instalados em propriedades rurais.

Além da produção de biogás, esses equipamentos geram um subproduto rico em nutrientes, especialmente nitrogênio, que pode ser utilizado para melhorar a fertilidade do solo.

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Experimentos estão sendo feitos no cultivo de plantas forrageiras em casa de vegetação. Foto: Divulgação/UNIR

Com base nos resultados iniciais, a pesquisa entra agora em uma nova etapa: experimentos em campo, onde as forrageiras mais utilizadas na formação de pastagens na região serão avaliadas em condições reais de cultivo.

Avaliação do desenvolvimento das pastagens

O pó de rocha pode ser aplicado de duas formas nas áreas de pastagem: incorporado ao solo durante a implantação da pastagem ou distribuído a lanço ao longo do ciclo de produção, como adubação de manutenção.

Para avaliar os resultados, os pesquisadores analisam indicadores como altura das plantas, diâmetro do colmo, número de perfilhos e produtividade, medida em toneladas por hectare.

Rochas estudadas

O estudo investiga o potencial do pó de rocha, um resíduo gerado no beneficiamento da brita produzida principalmente a partir de granitos, rochas abundantes na região central de Rondônia e com potencial de fornecer potássio, nutriente essencial para o desenvolvimento das plantas e um dos componentes mais caros dos fertilizantes comerciais.

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Os primeiros resultados obtidos em casa de vegetação indicam que plantas cultivadas com pó de rocha apresentaram desenvolvimento igual ou superior às cultivadas com fertilizantes convencionais.

Esses dados apontam para a possibilidade de reduzir custos de produção na pecuária e, ao mesmo tempo, ampliar o aproveitamento de resíduos minerais.

Impacto regional

Pesquisa sobre o uso do pó de rocha como adubo foi premiada
Pesquisa desenvolvida na UNIR foi reconhecida como a melhor dissertação. Foto: Divulgação/UNIR

Além de contribuir para soluções agrícolas sustentáveis, o projeto também fortalece a formação acadêmica na universidade. A iniciativa, desenvolvida no campus de Presidente Médici da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), já resultou em quatro monografias do curso de Zootecnia e uma dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas Amazônicos da UNIR. E a dissertação vinculada ao projeto foi reconhecida no III Prêmio UNIR de Melhor Dissertação e Tese – Edição 2025, recebendo o título de melhor dissertação do programa.

Para a coordenadora do estudo, a pesquisa desenvolvida na UNIR tem potencial de gerar impacto direto na produção agropecuária de Rondônia. Ao propor o uso de insumos alternativos e mais acessíveis, o estudo pode contribuir para reduzir custos para produtores rurais, incentivar práticas sustentáveis e valorizar recursos disponíveis na própria região.

Se confirmados em campo, os resultados poderão ampliar o uso do pó de rocha como fertilizante em pastagens, fortalecendo a relação entre pesquisa universitária, inovação agrícola e desenvolvimento regional.

*Com informações da UNIR

1º Alerta de Cheias do Amazonas 2026: rio deve ficar acima da cota de inundação em Manaus e Manacapuru

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Rio Negro. Foto: William Duarte/Rede Amazônica AM

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentou, nesta terça-feira (31), o 1º Alerta de Cheias do Amazonas de 2026, com 75 dias de antecedência para o pico das cheias. De acordo com as projeções, Manaus e Manacapuru podem registrar níveis acima da cota de inundação.

Há baixa probabilidade de um cenário de inundação nas estações de Itacoatiara e Parintins. As informações são essenciais para que as Defesas Civis municipais e estadual possam se preparar e tomar medidas para reduzir os impactos de eventos extremos.

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De acordo com o pesquisador do SGB Andre Martinelli, gerente de Hidrologia e Gestão Territorial da Superintendência Regional de Manaus (SUREG-MA), o cenário indica que será uma cheia com níveis próximos à média.

“O ciclo 2025/2026 tem mostrado forte variabilidade, no início do processo houve a influência do La Niña, que refletiu em níveis no limite superior da faixa de normalidade. A partir de janeiro de 2026 iniciou-se uma transição para a neutralidade ESNO, trazendo os níveis para valores muito próximos da média nas principais estações monitoradas”, afirmou.

Os dados em tempo real sobre os níveis na bacia estão disponíveis na plataforma do Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE).

Previsões das cheias

Segundo os dados divulgados, para Manaus, a previsão é que o rio Negro atinja cerca de 28,3 m, com um intervalo variando entre 27,55 m e 29,07 m (considerando 80% de intervalo de confiança). A probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação na capital (27,50 m) é de 92%. Para a cota de inundação severa (29 m) essa probabilidade é de 12%, e para a cota máxima (30,02 m em 2021) é de apenas 1%.

Já em Manacapuru, a previsão é que o Solimões atinja, aproximadamente, 19,40 m, com um intervalo provável de 18,59 m a 20,21 m (considerando 80% de intervalo de confiança). Segundo o modelo utilizado, a probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação em Manacapuru (18,20 m) é de 98%, mas para a cota de inundação severa (19,60 m) essa probabilidade é de 37%, já a cota máxima registrada em 2021 (20,86m) a probabilidade é abaixo de 1%.

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1º Alerta de Cheias do Amazonas 2026: rio deve ficar acima da cota de inundação em Manaus e Manacapuru
Cheia em Manacapuru. Foto: Reprodução/Defesa Civil do Amazonas

Em Itacoatiara, o rio Amazonas pode chegar a 13,90 m, com intervalo provável entre 13,42 e 14,39 m (considerando 80% de intervalo de confiança). Segundo o modelo utilizado, a probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação (de 14 m) é de 39%, já a probabilidade de atingir cota de inundação severa (14,20 m) é de 20%. Para superar a cota máxima (15,20 m em 2021), a probabilidade é menor que 1%.

Em Parintins, a previsão é que o rio Amazonas atinja um valor em torno de 8,16 m, com um intervalo provável entre 7,65 e 8,67 m (considerando 80% de intervalo de confiança). Segundo as projeções do SGB, a probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação em Parintins (8,43 m) é de 24% e de superar a cota de inundação severa (9,30 m) ou a cota máxima ( (9,47 m) é menor que 1%.

Leia também: Portal Amazônia responde: como funcionam os processos de enchente e vazante dos rios?

Rio Negro invadindo centro de Manaus, durante cheias do rio. Foto: Reprodução/Defesa Civil do Amazonas

O evento do 1º Alerta de Cheias do Amazonas contou também com a participação do pesquisador Renato Sena do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA); do Secretário Adjunto de Operações de Defesa Civil do Estado do Amazonas, coronel Erick de Melo Barbosa; e do Secretário Executivo da Defesa Civil de Manaus, tenente-coronel Agnelo Lima Júnior. Os próximos eventos do Alerta de Cheias 2026 serão realizados nos dias 30 de abril e 29 de maio.

*Com informações do Serviço Geológico do Brasil

Vulcão Amazonas: estudos detalham formação, idade e importância geológica do vulcão mais antigo do planeta

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Foto: Reprodução/ Youtube/ Data Science Brasil

O Vulcão Amazonas tem sido objeto de interesse de diversos grupos de pesquisa nacionais e internacionais. Localizado na região noroeste da Amazônia brasileira, ele ganhou destaque após estudos recentes apontarem que sua formação remonta a bilhões de anos.

Descoberto no início dos anos 2000 e divulgado através de uma pesquisa publicada na Revista Científica Scienc Direct, as análises reforçam que se trata do mais antigo vulcão conhecido do planeta – cerca de 1,9 bilhão de anos -, localizado na região de Uatumã, no sul do Pará. Desde então, pesquisadores seguem ampliando levantamentos para compreender o papel da formação na evolução geológica da área e na configuração atual da floresta.

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O anúncio sobre a idade do vulcão Amazonas surgiu a partir de investigações conduzidas por universidades brasileiras em colaboração com instituições estrangeiras. As escavações e análises de rochas permitiram identificar assinaturas químicas e minerais que indicam uma origem extremamente remota. O conjunto de características encontradas sugere que sua atividade inicial teria ocorrido em um período anterior ao surgimento de grande parte das cadeias montanhosas conhecidas atualmente.

Outro ponto que tem motivado estudos (estudo 1/ estudo 2) é a preservação das estruturas internas do vulcão Amazonas. Mesmo após bilhões de anos de erosão e mudanças ambientais, pesquisadores afirmam que marcas visíveis do antigo sistema magmático permanecem intactas o suficiente para permitir reconstruções detalhadas do processo de formação. Esse cenário favorece análises sobre dinâmicas geotectônicas antigas e oferece referências para compreender como ambientes primitivos influenciaram a modelagem do território amazônico.

A expedição que revelou dados mais recentes foi conduzida mediante coleta de amostras em profundidade, possibilitada por equipamentos de perfuração de alta precisão. As rochas encontradas carregam indícios de cristalização profunda e de fluxos magmáticos associados ao início da crosta terrestre. Estudos anteriores já apontavam a existência de um sistema vulcânico fossilizado na região, mas os novos resultados consolidaram a classificação do Vulcão Amazonas como o mais antigo registro vulcânico preservado.

Leia também: Vulcões na Amazônia: pesquisa desvenda o passado vulcânico da região

Formação e características geológicas da região

A formação do vulcão está vinculada a processos geológicos primordiais que ocorreram quando o planeta ainda desenvolvia seus primeiros continentes estáveis. As evidências coletadas indicam que o vulcão surgiu a partir de fissuras na crosta primitiva, por onde o magma ascendeu repetidamente. Esse tipo de formação é característico de ambientes tectônicos antigos, anteriores à configuração dos atuais limites de placas conhecidas.

Segundo a pesquisa publicada em 2021, o complexo vulcânico é composto majoritariamente por rochas ígneas profundas, como basaltos e andesitos modificados ao longo de milhões de anos. A ausência de estruturas superficiais completas — como crateras e cones — ocorre devido ao intenso desgaste provocado por ciclos climáticos e processos erosivos.

Ainda assim, análises estratigráficas identificam vestígios claros de condutos internos, alimentadores de lava e depósitos minerais associados a antigas erupções.

“Como estamos trabalhando com rochas muito antigas, não temos todas as evidências dessa formação. Coletamos pistas para desvendar o que ocorreu no passado”, detalhou André Massanobu Ueno Kunifoshita, um dos autores do estudo, em entrevista à Unicamp em 2024, sobre as formações amazônicas.

Modelagens realizadas a partir de sensoriamento remoto mostram que o sistema vulcânico se estende por uma vasta área, embora grande parte permaneça soterrada por sedimentações posteriores. Esse cenário levou pesquisadores a desenvolverem métodos específicos de mapeamento estrutural, combinando geofísica, geocronologia e geoquímica para reconstituir o formato original do vulcão.

Leia também: Estações meteorológicas no Acre captam erupção de vulcão à mais de 10 mil quilômetros de distância

Importância científica e impacto para pesquisas na Amazônia

O reconhecimento do Vulcão Amazonas como o mais antigo do planeta amplia a compreensão sobre a origem geológica da região amazônica. Estudos indicam que parte da superfície atual da floresta foi moldada pela atividade deste antigo sistema magmático, que influenciou o relevo e as formações rochosas que serviram de base para a evolução posterior da vegetação.

Pesquisadores destacam que os minerais encontrados nas amostras do vulcão Amazonas contribuem para investigações sobre a evolução química do planeta. Elementos preservados nas rochas revelam informações sobre a atmosfera primitiva, o comportamento térmico do interior terrestre e as condições em que os primeiros blocos continentais se consolidaram.

A identificação desses registros em território brasileiro impulsiona novas expedições para mapear zonas ainda pouco exploradas da Amazônia. “Há várias coisas em jogo ao se estudar este período”, avalia a professora orientadora de André Kunifoshita, Maria José Mesquita.

Além disso, o estudo do Vulcão Amazonas auxilia na compreensão de antigas dinâmicas tectônicas presentes no escudo das Guianas, uma das estruturas geológicas mais antigas da América do Sul. A presença de rochas muito antigas fortalece hipóteses sobre a existência de um grande arco vulcânico que teria desempenhado papel importante na formação da crosta continental da região.

Linha do tempo e perspectivas para novas pesquisas

A linha do tempo construída a partir dos dados atuais indica que a atividade vulcânica do Vulcão Amazonas ocorreu em períodos muito anteriores ao registro de outros sistemas conhecidos. Os resultados de datação situam a formação em épocas que ultrapassam bilhões de anos, permitindo comparações com alguns dos primeiros eventos magmáticos da Terra.

Mosaico mostra descobertas sobre o vulcão Amazonas. Arte: Alex Calixto/ Unicamp

Os cientistas envolvidos nos estudos afirmam que ainda existem áreas que necessitam de exploração mais profunda. Instrumentos de geofísica avançada estão sendo utilizados para identificar camadas ocultas, enquanto novas amostras continuarão sendo submetidas a processos de datação de alta precisão para confirmar e ampliar as conclusões já divulgada,

As pesquisas sobre o Vulcão Amazonas seguem em expansão e têm ampliado o conhecimento sobre a história geológica da região amazônica e do planeta como um todo. A caracterização da formação como o vulcão mais antigo conhecido abre espaço para novas investigações e reforça a importância científica da Amazônia em estudos sobre a origem da crosta terrestre. As equipes permanecem em campo e em laboratórios, aprofundando análises que devem revelar novos detalhes sobre esse marco geológico preservado ao longo de bilhões de anos.

Porto Velho é nova Capital Nacional da Pesca Esportiva

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Pesca esportiva em Rondônia. Foto:

Capital de Rondônia, a cidade de Porto Velho ganhou um novo status. Agora, o município foi reconhecido como a Capital Nacional da Pesca Esportiva, após a aprovação do Projeto de Lei nº 4959/2025. O reconhecimento marca um avanço para o turismo e reforça o potencial econômico e ambiental da região.

Segundo o prefeito Léo Moraes, o reconhecimento destaca a vocação natural do município para o turismo sustentável, especialmente na região do rio Madeira, um dos principais ecossistemas aquáticos do país, com mais de 800 espécies de peixes catalogadas.

Leia também: Entenda como funciona a pesca esportiva e como deixar o peixe menos ‘estressado’ durante a pescaria

Secretário municipal de Turismo, Esporte e Lazer, Paulo Moraes Júnior. Foto: Semtel

Para o secretário municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), Paulo Moraes Júnior, a medida fortalece as políticas públicas voltadas ao turismo de pesca e ao desenvolvimento sustentável.

“O reconhecimento amplia oportunidades de geração de emprego e renda, a partir da valorização das riquezas naturais, como o rio Madeira, e também fortalece a imagem do município como destino estratégico para o ecoturismo, com equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental”, destacou.

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Pesca Esportiva em expansão

Com o novo status, Porto Velho amplia a capacidade de atrair turistas do Brasil e do exterior, especialmente para a prática da modalidade esportiva. O segmento movimenta setores como hotelaria, gastronomia, transporte e serviços especializados.

A proposta também incentiva a prática do “pesque e solte”, que contribui para a preservação dos ecossistemas aquáticos e garante a continuidade da atividade.

Foto: Junior Costa/ Arquivo Secom PVH

O projeto também impacta a pesca artesanal, atividade essencial para as comunidades ribeirinhas. A medida contribui para a valorização cultural, geração de renda e segurança alimentar dessas populações. A atividade é reconhecida como patrimônio cultural e mantém práticas tradicionais associadas à conservação ambiental.

O reconhecimento de Porto Velho como a capital da pesca esportiva traz diversos benefícios à população, como:

  • Reconhecimento nacional da pesca esportiva
  • Incentivo à prática sustentável (pesque e solte)
  • Atração de turistas e investimentos
  • Geração de emprego e renda
  • Promoção do destino turístico
  • Preservação ambiental
  • Valorização das comunidades locais

*Com informações da SEMIAS e da Prefeitura de Porto Veho

Tendência de 2026, ovo de Páscoa em fatias ganha sabores regionais em Rondônia

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Ovo de Páscoa em fatias. Foto: Reprodução/CAKES SAVARIS

Os ovos de Páscoa em fatias são a nova tendência nas confeitarias do Brasil. Em Rondônia, o doce, além da nova releitura, ganhou um toque regional, com sabores de cupuaçu e maracujá, aliados ao talento do chef confeiteiro Ronaldo Savaris de Porto Velho.

Ronaldo contou que sua confeitaria foi a primeira a perceber o potencial econômico do ovo de Páscoa em fatias e decidiu apostar no doce, até então inédito no estado.

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Mas o que é o ovo de Páscoa em fatias? A novidade tem chamado atenção e conquistado espaço entre os consumidores, competindo com os tradicionais ovos e os trufados. O doce é dividido em seis pedaços, cada um com recheios e cores diferentes.

Leia também: Chocolates indígenas oferecem novos sabores à Páscoa

Como o ovo de Páscoa em fatias é feito?

Ronaldo Savaris explica que a técnica de produção é a mesma do ovo tradicional. O processo inclui a têmpera do chocolate, a pré-cristalização e a cristalização final. A diferença está no molde, que tem um formato mais complexo, o que dificulta a produção em larga escala.

A montagem exige cuidado para manter a estrutura, já que as fatias têm formato triangular ovalado. Todas as partes precisam sair perfeitas para que se encaixem corretamente na montagem final.

O ovo é dividido em seis pedaços, cada um com uma casca que passa pelo processo de temperagem, garantindo o aspecto uniforme. Entre os sabores deste ano estão: chocolate belga ao leite com caramelo, pistache, Snickers, coco, cupuaçu e maracujá.

Ovo de Páscoa em fatias vira tendência e ganha sabores regionais em Rondônia.
Ovo de Páscoa em fatias vira tendência e ganha sabores regionais em Rondônia. Foto: Reprodução/CAKES SAVARIS

O custo é mais alto, reflexo do trabalho artesanal e da dificuldade de produção em larga escala. Enquanto o ovo tradicional pode ser feito por duas pessoas, o modelo em fatias envolve até seis profissionais na produção de uma única unidade.

“A diferença nos valores está ligada ao processo. Enquanto o ovo tradicional envolve cerca de dois processos, o ovo em fatias pode chegar a pelo menos 12”, afirma.

O confeiteiro também contou que já recebeu pedidos de outros estados, como São Paulo e Minas Gerais. No entanto, questões logísticas dificultam a entrega, já que o chocolate precisa ser mantido em baixa temperatura durante o transporte.

*Por Mateus Santos, da Rede Amazônica RO

Prefeitura amplia rede de drenagem e prepara Boa Vista para as chuvas

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Serviços da SMO garantem mais segurança, mobilidade e qualidade de vida à população. Foto: Francisco Sena/PMBV

Antes da chegada do período chuvoso, a zona urbana de Boa Vista avança com obras estratégicas de infraestrutura para garantir o escoamento adequado da água da chuva e prevenir alagamentos. A implantação do sistema de drenagem já está em andamento em diversos pontos da cidade, chegando agora aos bairros Monte Cristo e Said Salomão. Os serviços são executados pela Secretaria Municipal de Obras (SMO), levando mais segurança, mobilidade e qualidade de vida à população.

No bairro Monte Cristo, as obras contemplam importantes vias, a principal via central avenida Berto Sabino de Oliveira, a rua Aldrin Diogo Rodrigues de Melo, rua Dr. Airton Rocha de Souza e trecho da rua Abel Camurça Neto. Inicialmente, são implantados 1,8 km de rede de drenagem iniciando pela rua Village. Em seguida, o bairro será beneficiado com 2,6 km de pavimento asfáltico, além de 3,4 km de urbanização com calçadas e sarjeta e mais 5 km de meio-fio.

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O morador Emanoel Gentil está acompanhando o trabalho de perto. Foto: Francisco Sena/PMBV

Já no Said Salomão, os trabalhos já ocorrem nas ruas Jardim das Piranhas e Timbaúba dos Batistas, com a implantação de mais de 340 metros de drenagem. Após essa etapa, as vias também receberão asfalto e serviços de urbanização.

Em breve, o bairro Said Salomão receberá implantação de mais 1,1 km de drenagem, pavimentação, com 2,1 km de urbanização, meio fio e sarjetas em trechos das ruas Jurucutu, São José do Seridó e Santana do Seridó, juntamente com a Av. São Fernando.

“Nossa prioridade é antecipar essas obras para reduzir os impactos do período chuvoso na cidade. Começamos pela drenagem justamente por ser uma etapa fundamental para evitar alagamentos e garantir mais segurança para os moradores. Em seguida, virá o asfalto e a urbanização, completando um conjunto de melhorias que transforma a realidade dessas comunidades”, destacou o secretário.

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Fernando Adriel Paixão e Marcelo Melo também aprovaram o serviço. Foto: Francisco Sena/PMBV

Moradores destacam importância das obras para qualidade de vida

Quem tem aprovado as benfeitorias são os moradores do Monte Cristo. É o caso do analista de sistemas Emanoel Gentil, de 24 anos, que se casou recentemente e está há um mês morando no bairro.

“Essa obra vem para melhorar a qualidade de vida de quem mora no Monte Cristo. Vejo esse trabalho de drenagem com bons olhos, tendo em vista que, em vários pontos da cidade, durante as chuvas, ocorrem muitos alagamentos. E esse serviço, antes do inverno, chega na hora certa”, afirmou.

Quem também aprovou o serviço foram seus vizinhos: o analista de sistemas Fernando Adriel Paixão, de 27 anos, e Marcelo Melo, de 56 anos, músico. “Moramos em um bairro tranquilo e familiar. É uma obra importante, e vejo que estão olhando para essas áreas mais distantes da cidade, como o nosso bairro”, ressaltou Fernando.