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Ouça os álbuns de 2025 dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido

Fotos: Boi Caprichoso e Arthur Castro/Secom-AM

A temporada bovina amazonense começou e para quem quer se preparar para o Festival Folclórico de Parintins, agora já pode começar aprendendo as toadas dos álbuns de 2025.

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O boi Caprichoso lançou o álbum ‘É Tempo de Retomada‘ no dia 30 de março, em Parintins. A apresentação, marcada por uma estrutura cinematográfica, contou com a participação de diversos grupos e itens da agremiação, como CDC, Troup, Marujada de Guerra, Raça Azul, entre outros. Confira:

Já o boi Garantido lançou o álbum ‘Boi do Povo, Boi do Povão‘ no dia 4 de abril. O bumbá também lançou o clipe oficial do álbum, dirigido por Gandhi Tabosa, membro da Comissão de Artes do Garantido. O vídeo, produzido pela Pixel Films e editado por Augusto Ferreira, reúne participações especiais de Yará Sateré, David Assayag, Batista Silva, Batucada, torcida Comando Garantido, além dos grupos Garantido Show e Gandhicats. Confira:

Fitoterapia: médico descreve prática ancestral de cura com ervas da Amazônia em livro

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Erva Cidreira. Foto: Divulgação

O conhecimento medicinal dos povos da floresta é a base do livro ‘Plantas Medicinais e Fitoterápicos: uma abordagem tradicional em fitoterapia na Amazônia‘, do escritor e clínico geral, doutor Jarbas Ataíde. A obra foi lançada em Macapá (AP) no dia 3 de abril.

O livro valoriza a prática ancestral de buscar tratamentos alternativos com ervas disponíveis na Amazônia. A ideia é entender como as plantas usadas impactam na vida dos pacientes e quais são os benefícios de cada uma delas.

Leia também: Conheça quais plantas são mais utilizadas na fitoterapia e como remédios naturais

O método de tratamento é reconhecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006. Os profissionais buscam associar os medicamentos naturais aos industrializados já conhecidos no mercado farmacêutico.

O escritor destaca que muitas dessas ervas utilizadas na medicina natural estão disponíveis nos quintais das casas, o que aproxima os pacientes dessa prática de cura.

“O livro é um resgate da fisioterapia tradicional da Amazônia. Ele apresenta uma breve história da fisioterapia clínica e prescrição fitoterápica […] Em nossa cultura, a população tem a primeira vocacional ao adoecer: buscar um atendimento mais natural, seja no seu quintal, na sua horta, lá estão presentes as plantas medicinais da Amazônia”, disse Jarbas.

Foto: Dr. Jarbas Ataíde/Arquivo pessoal

A medicina inspirada nos costumes dos povos tradicionais é comum principalmente no Norte do país, onde há abundância dessas ervas. Alguma delas são: Capim-marinho, Alfavacão, Erva Cidreira e Hortelanzinho.

Os princípios ativos dos fitoterápicos podem ser extraídos das raízes, flores, folhas, caule e sementes das plantas. Veja alguns benefícios da Fitoterapia apontado no livro:

Auxilia, trata, previne, recupera e nutre, agindo nas causas e com pouco efeitos colaterais;
Prática terapêutica integrativa e holística, que atua no corpo, mente e emoções;
Terapia complementar que pode ser associada aos tratamentos convencionais, em todas as idades.

Foto: Dr. Jarbas Ataíde/Arquivo pessoal

Conheça o autor do livro

Jarbas Ataíde é médico, escritor e poeta, graduado há 39 anos pela Universidade Federal do Pará (UFPA).

Além disso, Ataide tem qualificação em epidemiologia pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e plantas medicinais pela Universidade Federal de Lavras (Ufla-MG).

O médico é um dos pesquisadores do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa).

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônia AP

Região Norte é retratada em mapeamento de locais históricos da ditadura militar no Brasil

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Casa Azul em situação de abandono em 2018. Foto: Eugênia Augusta Gonzaga

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgou a publicação ‘Lugares de Memória da Ditadura Militar‘, que reúne e documenta espaços marcados pela repressão e pela resistência durante a ditadura no Brasil. A iniciativa faz parte da nova seção, ‘Memória e Verdade’, do Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH), plataforma do MDHC que reúne indicadores e evidências sobre direitos humanos no país.

A publicação mapeou, até o momento, 49 locais históricos da ditadura militar em diferentes regiões do Brasil, destacando sua relevância no processo de preservação da memória e da democracia. O levantamento apresenta ampla distribuição geográfica desses espaços, com:

  • 17 locais no Sudeste,
  • 15 no Nordeste,
  • 7 no Sul,
  • 6 no Norte
  • e 4 no Centro-Oeste.

Entre os estados, São Paulo concentra o maior número de locais mapeados (7), seguido por Pernambuco (6) e Rio de Janeiro (5).

Os espaços identificados incluem quartéis, cemitérios, prisões, hospitais, parques e universidades, além de outros locais associados à repressão política e à resistência democrática. O levantamento faz parte do projeto “Lugares pela Memória”, que a Assessoria de Defesa da Democracia, Memória e Verdade (ADMV) realiza por meio de sua coordenação-geral de Políticas de Memória e Verdade.

Lugares de memória da ditadura

No Norte, a Casa Azul, em Marabá (PA), é um dos locais documentados. A casa funcionou como centro de detenção e tortura de militantes do movimento camponês e da Guerrilha do Araguaia, enquanto, em Tocantins e Amazonas, bases militares e delegacias serviram à repressão e perseguição política.

A Casa Azul foi utilizada como centro clandestino de tortura e desaparecimento, na época da ditadura militar, localizada próxima à Rodovia Transamazônica. Muitos guerrilheiros que atuaram na região do Araguaia, além de camponeses residentes na região, foram direcionados ao local. À época dos fatos, funcionava no local o extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER). Atualmente, é a sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)”, descreve o projeto. 

Acesse AQUI o mapa no ObservaDH.

Memória e democracia

A coordenadora-geral de Políticas de Memória e Verdade do MDHC, Paula Franco, ressalta a importância desses espaços para a construção da memória coletiva e para o fortalecimento da democracia. “São locais que guardam memórias sensíveis, de feitos traumáticos e violentos, mas também de experiências resistentes”, ressalta.

Ainda segundo Paula Franco, memórias materiais são fundamentais para evocar aprendizados e ganhos sociais em relação à valorização da democracia e dos direitos humanos.

“É uma lógica de conhecer o passado e conhecer a própria história e, a partir desse conhecimento, elaborar ideias de futuro”, finaliza.

*Com informações do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

Peixes cascudinhos são descobertos por meio de financiamento coletivo na bacia do rio Tapajós

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Hoplisoma noxium, uma das espécies de cascudinhos descrita em novo estudo. Foto: Hans Evers

Uma recente expedição realizada por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) à bacia do rio Tapajós, na Amazônia brasileira, resultou na descoberta e descrição formal de duas novas espécies do gênero Hoplisoma, um tipo de cascudo. Os peixes, batizados de Hoplisoma noxium e Hoplisoma tenebrosum, tiveram sua descrição taxonômica detalhada em estudo publicado no dia 4 de abril na revista Neotropical Ichthyology.

O artigo também apresenta uma ampla discussão sobre a relação entre a anatomia do mesetimoide, um osso da cabeça, e o formato do focinho dentro da subfamília Corydoradinae, pequenos cascudos predadores de invertebrados. Segundo os pesquisadores, as modificações relacionadas ao focinho têm um impacto direto na interação dos peixes com o ambiente, especialmente em relação à alimentação. 

A pesquisa revelou que o formato do focinho, por si só, não é tão informativo quanto se pensava, com diferentes tipos de focinho ocorrendo independentemente nos diversos gêneros, indicando convergência adaptativa, o que ocorre quando espécies que não são estreitamente relacionadas evoluem independentemente características semelhantes como resultado de terem se adaptado a ambientes ou nichos ecológicos (funções) semelhantes. 

Outro achado durante a expedição foi a constatação, através do conhecimento dos “piabeiros” — ribeirinhos coletores de peixes ornamentais —, que as duas novas espécies têm uma toxina extremamente forte, muito mais potente do que a de outras espécies de Corydoradinae conhecidas.

Segundo os nativos da região, ser “espetado” por esses peixes causa dor intensa, inchaço e vermelhidão, e eles podem rapidamente matar outros peixes no mesmo recipiente de transporte, tornando a água leitosa e espumosa. Esse conhecimento tradicional dos ribeirinhos se mostrou crucial para a compreensão das características únicas dessas novas espécies.

O financiamento do projeto foi viabilizado por uma iniciativa de crowdfunding realizada por aquaristas de todo o mundo. Essa colaboração entre ciência e hobby permitiu a coleta de amostras no rio Tapajós, nas proximidades de Jacareacanga (PA) e Maués (AM).

“Para minha sorte, os peixes que eu estudo têm um apelo muito grande na aquariofilia mundial, e a minha relação com esse público sempre foi muito benéfica e produtiva. Esta oportunidade ímpar me ajudou a realizar essas expedições mais longas e em locais distantes, o que aumenta consideravelmente seus custos”, explica Luiz Fernando Caserta Tencatt, um dos autores do artigo.

DOI: https://doi.org/10.1590/1982-0224-2024-0100

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori

Seca nas reservas de água doce do Brasil ameaça cultura e identidade de crianças de comunidades tradicionais  

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Foto: Nilmar Lage/Greenpeace

Um levantamento alarmante do MapBiomas revelou que, em um ano, os rios, lagos e lagoas do Brasil encolheram 400 mil hectares, uma área equivalente a quase três vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Para as comunidades que dependem diretamente dessas fontes de água doce, como as quilombolas e ribeirinhas da Amazônia, a escassez de água não é apenas uma questão de sobrevivência, mas também de preservação cultural. 

Leia também: Igapó ou Igarapé? Entenda a diferença

Esse cenário coloca em evidência a pesquisa “A importância do convívio com as águas para as crianças quilombolas do Pará”, vencedora do Prêmio Ciência pela Primeira Infância, promovido pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI). O estudo, coordenado por Eliana Campos Pojo Toutonge, professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), explora como os rios e cursos d’água são fundamentais na formação das crianças da comunidade quilombola do rio Tauerá-Açú, localizada em Abaetetuba, no Pará. 

Com uma abordagem etnográfica, a pesquisa traz reflexões sobre o impacto das águas na vida das crianças. A coexistência com os rios desde a primeira infância (0 a 6 anos) oferece alívio emocional – especialmente em situações adversas como calor extremo ou conflitos familiares – e são fundamentais para a formação da identidade quilombola bem como molda vivências e valores. 

Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace

Nadar não é apenas uma habilidade essencial para a sobrevivência, mas um caminho para as relações sociais. As crianças brincam nos rios e vivenciam suas histórias. Além disso, se o rio seca, a criança não consegue ir para a escola, a mãe não leva o filho ao posto de saúde, e assim por diante. É uma relação totalmente intrínseca”, explica Eliana Pojo. 

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Apesar da riqueza cultural proporcionada pelo convívio com as águas, a comunidade quilombola de Tauerá-Açú enfrenta sérios desafios estruturais. A falta de creches e a precariedade dos serviços públicos entre outros aspectos. No município de Abaetetuba, apenas 24,9% das crianças estão matriculadas em creches, um índice abaixo da média nacional de 37,75% (2023). Além disso, das 128 escolas de educação infantil do município, apenas uma é específica para a etapa de Educação Infantil, mas não acolhe crianças quilombolas. 

Para Eliana Pojo, o estudo reforça, ainda, a necessidade urgente de políticas públicas que garantam a preservação da identidade cultural dessas comunidades, bem como do meio ambiente e dos rios, especialmente em um cenário de escassez crescente de água doce. 

Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace

“A agenda ambiental e educacional deve ser uma prioridade atrelada a políticas que visem o fortalecimento cultural dos quilombolas e demais grupos étnicos de comunidades tradicionais. Um exemplo de ação prática nesse sentido é a produção de cartilhas educativas com os saberes e a convivência das crianças com os rios, destinada a capacitação de profissionais em escolas quilombolas locais e vizinhas”, explica. 

Promover a formação continuada de educadores sobre a relevância dos territórios quilombolas e das águas na identidade amazônica e incluir as questões étnico-raciais e a primeira infância quilombola nos fóruns municipais de educação, nas escolas e nas coordenações de Educação Infantil, também são sugestões de políticas públicas que endereçam o assunto. 

Criado em 2022, o Prêmio Ciência pela Primeira Infância visa reconhecer estudos que abordam a diversidade e pluralidade das experiências infantis no Brasil e sejam capazes de identificar e propor soluções para mitigar as disparidades enfrentadas por crianças de até 6 anos.

Sobre o Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI) 

Criado em 2011, o NCPI é uma coalizão que produz e dissemina conteúdo científico sobre o desenvolvimento na primeira infância. Seu objetivo é sensibilizar, mobilizar e capacitar lideranças para fortalecer e qualificar programas e políticas públicas direcionadas ao enfrentamento das desigualdades que afetam crianças brasileiras de até 6 anos. O NCPI é composto, atualmente, por quatro organizações: Fundação Van Leer, David Rockefeller Center for Latin American Studies da Universidade de Harvard, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e Insper. 


 

Estilista amazonense apresenta seu trabalho à atriz Angelina Jolie durante visita ao Brasil

Foto: Reprodução/Instagram-mauricioduartebrand

Durante sua passagem pelo Brasil, a atriz norte-americana Angelina Jolie conheceu de perto o trabalho do estilista amazonense Maurício Duarte.

Leia também: Estilista amazonense apresenta raízes indígenas nas passarelas do São Paulo Fashion Week

Confira o encontro:

Reconhecida mundialmente por sua carreira no cinema e atuação em causas humanitárias, Jolie está no país com uma agenda voltada à defesa dos direitos indígenas e à preservação ambiental. Um dos pontos altos da visita foi seu encontro com o cacique Raoni, importante liderança do povo Kayapó, na aldeia Piaraçu, localizada na Terra Indígena Capoto-Jarina, na região do Xingu, em Mato Grosso.

Saiba mais: Cacique Raoni recebe a atriz Angelina Jolie em terra indígena no Xingu, em Mato Grosso

Jolie teve a oportunidade de conhecer o trabalho autoral de Duarte, que mistura moda, arte e ancestralidade. Em suas redes sociais, o estilista compartilhou a emoção do momento.

“Hoje foi um dia muito especial, tive a honra de apresentar o meu trabalho a @angelinajolie, um trabalho feito por muitas mãos, com muito amor e afeto”, afirmou na postagem.

Maurício Duarte é conhecido por desenvolver peças que valorizam os saberes ancestrais e a força criativa das mulheres da floresta.

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“Tenho a satisfação de poder colaborar com mulheres potentes que fazem dos nossos saberes ancestrais verdadeiras obras de arte, que encantam os olhos de quem conhece mais da nossa cultura! Viva a força ancestral que vem da floresta, viva”, escreveu.

Em sua publicação, Duarte destacou ainda a importância de acreditar nos próprios sonhos e agradeceu a todos que contribuíram para esse momento marcante. “É em momentos como o de hoje que reforço a importância de acreditarmos nas nossas ideias e nos nossos sonhos”, declarou o estilista na postagem.

Milton Cunha visita galpões de Caprichoso e Garantido em Parintins

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Fotos: Reprodução

O carnavalesco, comentarista e pesquisador, Milton Cunha, visitou os galpões dos bois Caprichoso e Garantido, durante viagem a Parintins, nesta sexta-feira (4). Na ilha amazonense, ele acompanhou de perto os preparativos para o 58º Festival Folclórico de Parintins, que este ano acontece nos dias 27, 28 e 29 de junho.

Leia também: Milton Cunha: conheça o paraense com coração de carnavalesco

O Festival de Parintins é protagonizado pelos bois Caprichoso (azul) e Garantido (vermelho), em uma disputa ao longo de três noites. Na arena, conhecida como bumbódromo, cada boi tem 2h30 por noite para apresentar o espetáculo pautado em um tema anunciado meses antes. No centro do bumbódromo, 21 itens são avaliados por jurados e, ao fim das três noites, o bumbá com a maior somatória de notas é o grande campeão.

Ao desembarcar na terra dos bumbás, Milton iniciou a visita no galpão do Boi Caprichoso, onde viu a confecção de roupas e alegorias do boi azul e branco. No encontro com artistas e a diretoria do bumbá, ele destacou a força da contribuição indígena e negra na identidade cultural do povo amazônico.

Do outro lado da cidade, o carnavalesco conheceu a Cidade Garantido, reduto do bumbá vermelho e branco. No local, se encontrou com diretores e artistas, e aproveitou para se unir a batucada do boi onde performou tocando rocar – um tipo de chocalho usado para embalar as toadas de boi-bumbá.

Milton ainda passou pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde conheceu o Projeto Ocara — uma iniciativa dedicada à valorização da cultura regional.

Durante as visitas, o carnavalesco falou sobre a importância do festival para a cultura brasileira, ao que se referiu como uma referência.

“É impressionante como o talento, a potência de Parintins, acaba definindo a cara do Carnaval brasileiro. O que me seduz, em Parintins, no Festival, é a capacidade do povo de dançar, cantar e contar grandes histórias”, afirmou.

Pela parte da noite, Milton Cunha concluiu a visita a Parintins com festa nos ensaios noturnos dos bois, fechando a programação com muita emoção e energia.

Cacique Raoni recebe maior condecoração do Estado brasileiro; vídeo

 Foto: Ricardo Stuckert/Secom-PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Terra Indígena Capoto-Jarina, no Mato Grosso, nesta sexta-feira (4) e encontrou, na Aldeia Piaraçu, com o Cacique Raoni, liderança de destaque na atuação política em prol da defesa do meio ambiente e dos direitos indígenas. O presidente também se reuniu com as demais lideranças indígenas que habitam a bacia do Rio Xingu.

Leia também: Cacique Raoni recebe a atriz Angelina Jolie em terra indígena no Xingu, em Mato Grosso

No encontro, Raoni foi recebido na Ordem Nacional com a Grã-Cruz, maior condecoração do Estado brasileiro.

“Guerreiro incansável da defesa dos povos indígenas, da Amazônia e do meio ambiente”, afirma Lula.

decreto está publicado no Diário Oficial da União. “É com muita alegria que fazemos esse reconhecimento com a medalha Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito, a mais alta condecoração do Estado Brasileiro. Guerreiro incansável na defesa dos povos indígenas, do meio ambiente e da Amazônia, nosso querido Raoni segue ativo em sua nobre missão de semear a cultura indígena e o respeito aos povos originários e à floresta”, ressaltou Lula.

O presidente diz ainda que nenhum “palácio” do mundo que já visitou como chefe de Estado, entre mais de um centena, é mais importante do que este.

Assista à cerimônia:

O presidente da República foi recebido em meio a danças e cantos indígenas.

“Somos um governo que respeita os povos indígenas, reconhece seus direitos e trabalha dia e noite, noite e dia, para que eles sejam assegurados. Não só respeitamos e reconhecemos, mas admiramos e amamos seus saberes e sua cultura”, declarou o presidente Lula durante seu discurso.

Trajetória

Falando em seu idioma, o cacique Raoni recordou sua trajetória na luta pelos direitos dos povos indígenas. “Eu, desde jovem, sempre lutei por nosso povo, pelo direito do nosso povo, pelas nossas terras e pela nossa gente. Só isso que eu fiz até hoje e agora vocês estão me vendo mais idoso, mas há muito tempo eu venho lutando por nós, povos indígenas”, disse.

Raoni declarou ao presidente Lula seu desejo de que ambos sejam vistos como exemplos em busca da paz.

“Quero que a gente seja exemplo para outras pessoas, para que, depois de nós, quando partirmos, essas pessoas possam continuar defendendo outras pessoas, com esse trabalho de ajudar, proteger, garantir a paz, para que todos tenham paz”.

Na cerimônia, o presidente Lula e a primeira-dama Janja foram homenageados pelas mãos de Raoni com um colar de conchas, e de um cesto cargueiro, por Kokonã, filha do cacique.

Proteção

O presidente afirmou que, além das homenagens, foi o momento de escutar as demandas das lideranças indígenas. Lula enfatizou que assegurar os direitos indígenas é prioridade no Governo Federal e destacou a demarcação de terras e os processos de desintrusão que estão ocorrendo em terras indígenas. Ele também afirmou que os povos indígenas são fundamentais para atingir o desmatamento zero da Amazônia até 2030, reconhecendo que, sem eles, os eventos climáticos seriam ainda mais extremos.

“Reconhecemos os direitos e temos a exata noção do papel indispensável dos povos indígenas para a preservação da floresta e para nosso enfrentamento à mudança do clima. Sem a proteção dos povos indígenas, o cuidado com a floresta e os rios, a crise climática traria eventos ainda mais extremos – de secas a inundações – para toda a população brasileira, sem exceção”.

O esforço na proteção dos povos originários brasileiros, destacou o presidente, é cumprir um dever constitucional, com políticas públicas que assegurem integralmente os direitos. “Não fazemos mais do que garantir o que prevê a Constituição. Sabemos que muitas vezes o tempo das coisas é mais lento do que as vontades. As de vocês e as nossas. Mas olhamos para o mesmo rumo, temos o mesmo propósito e a certeza de que o Brasil que queremos e que estamos construindo respeita e valoriza nossos povos originários”, disse o presidente.

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, registrou os avanços dos últimos dois anos da atual gestão na questão indígena, como as 13 terras indígenas homologadas. “Com esses dois anos a gente já ultrapassou os 10 últimos anos de outras gestões em demarcações de terras indígenas. Com o presidente Lula, nós assinamos 13 territórios indígenas, que foram homologados. Nós já assinamos, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, 11 portarias declaratórias”, disse.

Além disso, Guajajara ressaltou a representatividade indígena no Governo Federal. “O presidente Lula proporcionou que houvesse indígenas ocupando cargos estratégicos no Governo Federal. Mais do que estar hoje ocupando esses cargos presencialmente, estamos levando também uma conscientização e compreensão sobre o que é ser indígena neste país, um trabalho de fazer com que as pessoas entendam o papel que os povos e territórios indígenas exercem para o Brasil e para o mundo”, disse a ministra.

Também participaram da cerimônia as ministras Margareth Menezes (Cultura), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima); Macaé Evaristo (Direitos Humanos e da Cidadania); os ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária); Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar); a presidenta da Funai, Joenia Wapichana; o secretário de Saúde indígena, Ricardo Weibe Tapeba; e as deputadas federais Célia Xakriabá, Dandara Tonartzin, Juliana Cardoso.

*Com informações do Planalto

Festividades de São Benedito são símbolo de fé da comunidade afrodescendente no Pará

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A Marujada de São Benedito, mais do que uma festividade religiosa, é uma manifestação da identidade cultural do Pará, unindo gerações em torno de uma herança rica que inclui culinária, música e, principalmente, dança. Com origens ligadas à Irmandade do Glorioso São Benedito, fundada em 1798, a festividade nasceu da luta dos escravizados para celebrar sua fé, simbolizando resiliência e busca por dignidade da comunidade afrodescendente.

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Os primeiros rituais da Marujada de São Benedito acontecem entre abril e maio, por meio das esmolações – conjunto de atos religiosos realizados por três comitivas de esmoleiros que percorrem regiões como campos, colônias e praias próximas a Bragança e outros municípios. Nessas peregrinações são angariadas doações para a realização do evento.

A festividade tem início no dia 18 de dezembro, às 5h, com a Alvorada, e segue até o dia 26 do mesmo mês, se encerrando com a tradicional procissão.

No dia 1º de janeiro ocorre a cerimônia de troca de bastões, marcando a transição de juízes responsáveis pela festividade nos anos seguintes.

Leia também: Marujada em Bragança: evento religioso movimenta a cidade paraense na passagem de ano

Foto: Reprodução/Agência Pará

Além de Bragança

A festividade de São Benedito acontece em diversos municípios paraenses, como Bragança, Augusto Corrêa, Capanema, Primavera, Quatipuru e Tracuateua, além de alcançar localidades da Região Metropolitana de Belém, como Ananindeua. Sua relevância cultural foi reconhecida oficialmente, garantindo proteção por meio de legislação patrimonial.

Leia também: Pará preserva tradição bragantina em 226ª Festividade de São Benedito

Além das celebrações, outro símbolo da devoção a São Benedito é a estátua localizada no mirante de Camutá, em Bragança, que domina a vista do rio Caeté e reforça a importância da festividade para a identidade local.

Em 2024, a Marujada de São Benedito se tornou Patrimônio Cultural do Brasil e representa um passo fundamental para a preservação das tradições que moldam a cultura da região, reafirmando seu valor para as futuras gerações.

Você sabia que uma igreja em Manaus já foi atingida por avião?

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Foto: Reprodução/Acervo/O Jornal

Um grave incidente com um jato TF-7 da Força Aérea Brasileira (FAB) deixou a população manauara em estado de choque no dia 21 de julho de 1968. A aeronave, em um voo rasante sobre a região central da cidade, colidiu com a cruz da torre da Igreja dos Remédios, danificando a estrutura e perdendo parte da asa direita.

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O acidente, registrado por ‘O Jornal’, poderia ter resultado em uma tragédia, mas, apesar de uma pessoa ter sofrido ferimentos devido aos estilhaços, não houve vítimas fatais.

Ainda de acordo com informações da publicação, o barulho do impacto causado pela “chuva” de destroços da aeronave e fragmentos de concreto da cruz, que caíram na Praça dos Remédios, “foi ensurdecedor”. O tumulto causado pela situação levou a momentos de pânico entre os pedestres.

Leia também: ‘Templos de fé’: as histórias de seis igrejas famosas em Manaus

‘O Jornal’ mostrou a situação da torre da Igreja dos Remédios. Foto: Reprodução/Acervo/O Jornal

O jornal destacou ainda que, apesar do estrago, o piloto conseguiu manter o controle do avião e realizar um pouso seguro. Fotos do incidente mostram a aeronave em solo com a extremidade da asa coberta por uma lona, evidenciando a gravidade do impacto.

Autoridades da Aeronáutica afirmaram que um erro de cálculo durante a manobra pode ter sido a causa do acidente e que uma investigação seria conduzida para apurar os detalhes.

A Igreja dos Remédios, um dos patrimônios históricos de Manaus, também sofreu danos estruturais com a destruição parcial de sua cruz. Engenheiros civis foram acionados para avaliar os reparos necessários.

À época, o incidente levantou questões sobre a segurança dos treinamentos da FAB em áreas urbanas e reforçou a necessidade de maior controle sobre esses voos na cidade de Manaus.

Foto: Reprodução/Acervo/O Jornal

*Com informações do ‘O Jornal’, disponibilizado pelo Instituto Durango Duarte