Coleta da argila em igarapé próximo a Taracuá. As mulheres costumam entoar cânticos e fazer benzimentos, que evocam cura e proteção durante o período de passagem pelas jazi-das, locais sagrados para as oleiras. Foto: Maurício de Paiva
Na Amazônia, o elo entre elementos forma a paisagem cultural da floresta. Terra, mata e água são componentes de uma complexa rede de relações que os povos locais compreendem como o “manejo do mundo”. Uma das formas como isso se apresenta é a arte cerâmica do povo Tukano, no Alto Rio Negro.
Em comunidades como Taracuá, localizada às margens do baixo Rio Uaupés – o segundo maior tributário do Rio Negro –, o trabalho de resgate do conhecimento ancestral mantém viva a tradição oleira até os dias de hoje. As últimas anciãs, detentoras dos saberes que incorporam a manufatura da cerâmica na região, transmitiram às filhas e netas um legado que imprime resistência e conecta passado e presente na Amazônia.
Fundada em 1987, a Associação das Mulheres Indígenas da Região de Taracuá (Amirt), a primeira integralmente feminina do Alto Rio Negro, ocupa lugar de destaque na cadeia produtiva da arte local. A comunidade compreende o “Triângulo Tukano” – Taracuá, Yauaretê e Pari-Cachoeira –, área delimitada por três distritos que, desde as primeiras décadas do século 20, conta com a presença dos missionários católicos salesianos.
O contato com o modelo de colonização trazido pelos europeus acarretou perdas significativas para as populações tradicionais, tais como a substituição gradativa dos artefatos confeccionados há milênios pelas mercadorias dos pehkasã – os não indígenas, em Tukano. Entretanto, a mobilização das ceramistas estimulou mulheres de diferentes gerações a se unir na luta pelo fortalecimento da identidade sociocultural e pela defesa de seus direitos, previstos na legislação vigente.
Carlos Augusto da Silva, conhecido como Tijolo, arqueólogo indígena, descendente das etnias Munduruku e Apurinã, esclarece que a cerâmica faz parte de um sistema de diálogo criado pelos povos da Amazônia para administrar a floresta. “Eles sabem quando colher as matérias-primas, como armazenar e lidar com os recursos naturais à sua volta. É assim que interagem com o meio, compartilhando com plantas e animais o ambiente ao redor”, comenta Tijolo, que é professor doutor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Há, portanto, uma conexão direta entre o trabalho das ceramistas e a construção de paisagens. Os diferentes tipos de queima são exemplos de uma contribuição intelectual milenar dos povos originários, capaz de gerar solos férteis, como as Terras Pretas Antropogênicas (TPAs). As casas de forno, onde o uso adaptado do fogo pelas mulheres é uma constante, constituem centros de cultivo da terra extraordinários.
“O fogo já vem do começo. Quando voltamos do mato, queimamos primeiro a casca do caraipé [conjunto de árvores nativas usadas para reduzir a plasticidade da argila]”, relata a artesã Maria Lucimar Araújo Costa.
“Após modelar as panelas, as vasilhas, colocamos uma ao lado da outra para moquear [etapa em que as peças são postas em contato com o calor emanado das chamas, ainda baixas]. É um processo longo. Tiramos e botamos a cerâmica de acordo com o tempo, depois viramos de novo. Tudo tem o acompanhamento do fogo, ele é muito importante”.
Na Amazônia, o manejo do ambiente ao longo do tempo garante a regeneração cíclica da biodiversidade. Há um grupo representativo de espécies vegetais com as quais as ceramistas interagem, seja durante a coleta da argila, extraída para a confecção das peças, seja na distribuição das plantas cultivadas nos quintais e nas roças. As mais de 20 mulheres associadas à Amirt são também “donas de roça” – nomenclatura utilizada pelos povos rionegrinos para qualificar àquelas que desempenham um papel fundamental no cotidiano das comunidades.
Maria Lucimar Araújo Costa atiça o fogo em casa de forno durante período de produção. O manejo do elemento é imprescindível no decorrer de todo o processo. Foto: Maurício de Paiva
Futuro ancestral
A arte Tukano de fazer cerâmica compõe o chamado Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, reconhecido em 2010 como patrimônio cultural imaterial pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
Alguns dos bens inventariados nesse sistema são plantas cultivadas, redes sociais de trocas de sementes, sistemas alimentares e artefatos da cultura material, o que inclui a arte cerâmica confeccionada em Taracuá. Sua disseminação é essencial para o resguardo da alta agrobiodiversidade da floresta. Entre hortas e pomares, no ir e vir das casas de forno para as moradias, os residentes acondicionam os produtos da roça, tiram azeite de pupunha, descascam mandioca, amolam terçado, ajeitam polpa de cupuaçu.
As mulheres rionegrinas carregam consigo o conhecimento tecnológico escrito na memória de seus povos. A queima das peças é tão bem feita por elas que as artesãs obtêm a medida ideal entre leveza e resistência. “A cerâmica é como um coração dentro do sistema. Há uma relação sentimental muito forte entre as populações locais e esta arte”, reitera o arqueólogo Tijolo.
A produção se divide em diversas etapas: cerca de 12 dias dedicados ao ofício, dos ritos que antecedem a coleta ao acabamento. Segundo a narrativa mítica dos Tukano, Di’i Mahso (Vovó Argila) é a guardiã das jazidas de argila, locais sagrados para as artesãs. A defumação – que exige extrema habilidade das ceramistas ao manejar o fogo – confere às peças, enegrecidas pelo contato com a fumaça, uma das marcas do povo Tukano.
“Nosso trabalho é muito importante. Vem dos antepassados e hoje nos estimula cada vez mais”, diz Rosalina Vasconcelos Solano, ceramista e presidente da Amirt. “Para nós, é um privilégio colaborar com a organização da comunidade, porque a associação é a única em atividade em Taracuá, e representa a região. Quando falam em sustentabilidade, o que pensamos é naquilo que vai ser melhor para todos”.
A valorização dos saberes tradicionais e da ciência mateira fortalece as cadeias produtivas sustentáveis, que conservam e restauram a vegetação nativa, além de garantir o bem viver das populações locais. “Para mim, trabalhar com as nossas próprias mãos é algo muito valioso: ensinar os nossos conhecimentos pra outras pessoas, pros nossos filhos, e nossos filhos vão ensinar para os filhos deles e assim a cultura vai expandindo”, afirma Maria Suzana Menezes Migues, uma das ceramistas veteranas da associação.
A maior parte das vendas da Amirt é destinada à Wariró, marca coletiva ligada à Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn). Com o Amireta, barco adquirido em 2018, a associação presta serviços para as comunidades indígenas, além de escoar a cerâmica e os produtos das roças locais. As peças produzidas pelas mulheres Tukano chegam a lojas de São Gabriel da Cachoeira, Manaus e São Paulo.
“Eu me sinto livre ao saber que temos uma renda familiar que não tínhamos antes, que as mulheres ganham mais autonomia e plantam uma sementinha para o grupo. Nós temos na natureza remédio, alimento, água limpa. Esta é a nossa casa. Nunca fomos guardiões porque somos os donos desta terra. Nós sempre estivemos aqui”, declara Suzana.
A reportagem integra o projeto “Amazônia: fogo contra fogo” e foi produzida com o apoio do Rainforest Journalism Fund, em parceria com o Pulitzer Center.
*O conteúdo foi originalmente publicado pela Mongabay, escrito por Carolina Pinheiro e com fotografias de Maurício de Paiva
Farinha é símbolo do município de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Foto: Gleison Miranda/Secom AC
Uma lei que torna a cidade de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, a capital nacional da farinha foi sancionada pelo presidente Lula e publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 23 de dezembro.
A lei n.º 15.051/2024, projeto de autoria do senador Alan Rick (União Brasil), foi sancionada após ser aprovada nas duas casas do Congresso Nacional, e reconhece a importância do município na produção nacional do ingrediente originado a partir da mandioca.
“A produção da farinha, além de gerar empregos e contribuir para a economia local, é uma tradição passada de geração em geração, que remonta aos costumes e conhecimentos tradicionais dos habitantes originários da região, indígenas, cujas técnicas artesanais garantem a preservação dos sabores e aromas típicos. O produto é conhecido por sua coloração amarela e sua textura fina e macia, o que o diferencia das demais farinhas do País”, destaca a justificativa do projeto.
Conforme o governo do estado, em 2017, a farinha de Cruzeiro do Sul se tornou o primeiro produto brasileiro derivado de mandioca a obter o selo de Identificação Geográfica (IG). A qualidade do produto foi reconhecida por meio de marca registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), órgão federal ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
Produção de farinha chega a 335 mil toneladas em uma área de cerca de 14 mil hectares. Foto: Marcos Vicentti/Secom AC
Ainda de acordo com a justificativa do projeto, produção de farinha no Vale do Juruá chega a 335 mil toneladas em uma área de cerca de 14 mil hectares, o que dá uma média de 23,8 toneladas por hectare. Até 2019, a cadeia produtiva da mandioca correspondia a 50% da produção agrícola do estado.
Como boa parte da história acreana, a produção da farinha remonta à chegada de imigrantes cearenses na região, e se destacou após o fim dos ciclos da borracha. A produção depende da colheita da mandioca do solo, transporte até a casa de farinha, geralmente feito em carros de boi, onde é colocada num equipamento chamado bolador, onde, em seguida, são retiradas as impurezas.
“A concessão do título de Capital Nacional da Farinha de Mandioca ao Município de Cruzeiro do Sul é uma forma de reconhecer a importância da farinha produzida na região e de valorizar o trabalho dos produtores locais. O título também detém o potencial de incentivar a comercialização da farinha de mandioca de Cruzeiro do Sul em todo o País, contribuindo para a divulgação da culinária e das tradições cruzeirenses”, afirma o projeto.
Comemorar o aniversário é um símbolo de passagem importante. E quando se trata de cidades mostra a marcação histórica de sua construção. Com 144 municípios, o Pará é um dos estados da Amazônia Legal que possuem um volume grande de cidades criadas quase ao mesmo tempo. Prova disso é que 11 municípios do estado comemoram aniversário no mesmo dia.
Conheça as principais características de cada cidade e a importância delas para o desenvolvimento do Estado:
Jacundá
A população da cidade de Jacundá chegou a 37.707 pessoas no Censo de 2022, o que representa uma queda de -26,58% em comparação com o censo de 2010. O município possui como principal manifestação religiosa a festa em homenagem ao seu padroeiro, São João Batista, comemorado no dia 24 de junho.
Legislação – O parlamento do Pará aprovou o Projeto de Lei de n°291/2019, de autoria do deputado Fábio Freitas que declara e reconhece como de Utilidade Pública para o Estado do Pará, o Centro Social e Educacional de Jacundá – CSEJ; além disso, foi aprovado também o PL de n°150/2014, de autoria do ex-deputado Pio X que declarou de Utilidade Pública para o Estado a Associação Desportiva Jacundá Kart Clube.
Foto: Reprodução/Prefeitura de Jacundá
História – Habitada inicialmente pelos indígenas gaviões, a área originária do município de Jacundá teve entre os seus primeiros ocupantes brancos o Coronel Francisco Acácio de Figueiredo, integrante da comitiva do Deputado e Coronel Carlos Gomes Leitão, que chegou ao local em 1892. O pequeno povoado ribeirinho servia de parada para quem navegava pelo Rio Tocantins e sediou a 2º circunscrição judiciária do município de Baião, ao qual pertencia.
Em 1915 cem moradores fizeram um abaixo-assinado e conseguiram fixar o povoado ao território de Marabá. Na época, a principal atividade econômica era o extrativismo da borracha, do caucho, da castanha-do-pará e do diamante. Já no final dos anos 30, a exploração de diamantes às margens do Tocantins, na localidade de Foz do Riacho (depois chamado de Jacundá) era a principal fonte da economia local. Por Jacundá passava um trecho da estrada de ferro Tocantins.
Jacundá tem duas fases históricas importantes: a primeira começa no dia 29 de Dezembro de 1961 – data da emancipação – e se estende até 1980. A segunda começa do ano de 1980 e estende-se até os dias atuais. Esta segunda data refere-se à transferência da sede do município (ainda conhecida como Vila Arraiá”), que antes era localizada às margens do Rio Tocantins, para as margens da Rodovia Paulo Fontelles (PA-150), em virtude da necessidade de remanejamento da população ribeirinha do rio Tocantins para a formação do grande lago da Hidrelétrica de Tucuruí. Arraiá, por sua vez, na condição de sede municipal, passou a denominar-se Jacundá ainda em 1962, formando o único distrito do município.
Santa Maria do Pará
A população do município de Santa Maria do Pará, situado na região nordeste do estado, aproxima-se dos 24.700 habitantes, o que representa um aumento de cerca de 6,94%, em comparação com o censo de 2010. O Balneário Paraíso dos Pardais, e a Praça Matriz da cidade, onde fica localizada a Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora, onde são celebradas as tradicionais missas e os festejos religiosos do município, são os locais de maiores concentrações dos turistas e dos moradores do município nos dias de festejo.
Legislação – A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou o Projeto de Lei n° 577/2023, de autoria do deputado Carlos Bordalo (PT) que declara e reconhece como de Utilidade Pública para o Estado do Pará, a Associação da Família e Amigo do Autista de Santa Maria do Pará – AFAMA; Além disso, o parlamento do Pará aprovou também o PL de n° 449/2023 de autoria do deputado Lu Ogawa que declara de utilidade pública para o Estado, em reconhecimento aos serviços que presta em sua área de atuação o Centro de Convivência e Abrigo dos Idosos de Santa Maria do Pará – CASISMP; e por fim, de autoria da deputada Lívia Duarte (PSOL) o PL de n° 413/2023 que institui no calendário oficial de eventos do Pará, o Dia Estadual “Jacinta Maria de Santana” de Enfrentamento ao Racismo Científico, a ser celebrado no dia 26 de novembro.
Foto: Representação/Prefeitura de Santa Maria do Pará
História – A lei nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, criou o município de Santa Maria do Pará, com território desmembrado do município de Igarapé-Açu. O historiador Carlos Rocque, entretanto, afirma que o município de Santa Maria do Pará foi integrado com terras dos municípios de Nova Timboteua, São Miguel do Guamá e Igarapé-Açu. Contudo, nos atos que afetam a circunscrição legal dos municípios de Nova Timboteua e São Miguel do Guamá, inexistem quaisquer referências ao desmembramento de seus territórios para compor Santa Maria do Pará, nem sequer há indícios sobre a evolução do principal núcleo populacional que lhe deu origem.
Assim como os demais Municípios da Zona Bragantina, sua criação deu-se em decorrência da Estrada de Ferro de Bragança, atualmente extinta. Quando Augusto Montenegro assumiu o governo do Estado, por volta de 1897, uma das metas de sua administração era a conclusão da Estrada de Ferro de Bragança e a colonização da Região Bragantina, que se aproveitaria da Ferrovia para escoar seus produtos para Belém.
Benevides
Benevides, na região metropolitana de Belém, comemora seus 62 anos de fundação, nesta sexta-feira, 29 de dezembro. A população da cidade de Benevides aproximou-se dos 63.600 habitantes, segundo o último censo de 2022, representando um aumento de 23,07% em comparação com o censo de 2010. Para aqueles que desejam se divertir e aproveitar os momentos de lazer, o Parque Água Claras, o Centro Amazônico de Herpetologia, a Orla de Benfica e o Centro Mariápolis Glória são algumas das inúmeras opções que o município oferece à população.
Legislação – O Projeto de Lei de n°370/2023, de autoria do deputado Chicão (MDB) foi aprovada este ano pela Alepa, e reconheceu como de Utilidade Pública para o Estado do Pará, a Associação Menino de Belém, Município de Benevides; além disso, em 2011, o legislativo paraense aprovou o PL de n°56/2011, de autoria da ex-deputada Luzineide Farias, que declara como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Pará, a Comemoração do dia 30 de março, Dia da Libertação dos Escravos em Benevides.
Foto: Reprodução/Agência Pará
História – Carinhosamente conhecida como ‘O berço da Liberdade’, Benevides foi a cidade pioneira do Estado do Pará, e a segunda do Brasil, em conceder liberdade aos escravos presos. Foi em Benfica, vila de Benevides que no dia 30 de março de 1884, o então presidente Visconde de Maracaju, da província do Grão-Pará, assinou as cartas de alforria dos primeiros escravos negros, pardos e indígenas que ganharam a liberdade no estado do Pará, quatro anos antes da Princesa Isabel assinar a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.
Além disso, Benevides foi uma das primeiras cidades paraenses que recebeu imigrantes vindos de inúmeros países, como França, Itália e italianos e espanhóis, para trabalharem na produção agrícola da região. No dia 24 de junho de 1884, é inaugurada a Estrada de Ferro de Bragança, passando a cortar a região (inclusive a vila de Benfica) e a escoar toda sua produção ao porto fluvial da capital Belém e posteriormente à cidade de Bragança, que além do transporte de passageiros, foi a responsável pelo desenvolvimento da cidade.
Limoeiro do Ajuru
A população da cidade de Limoeiro do Ajuru aproxima-se dos quase 30.000 habitantes, de acordo com o último censo de 2022 divulgado pelo IBGE, o que representa um aumento de 18,18% em comparação com o censo de 2010.
Legislação – A Alepa aprovou o Projeto de Lei de n° 702/2023 de autoria do deputado Carlos Bordalo (PT) que declarou e reconheceu como de Utilidade Pública para o Estado do Pará, o Instituto Agro-ambiental e Econômico Solidário de Limoeiro do Ajuru – IAESOL; além disso; foi aprovado também, o PL de n°166/2012, de autoria da deputada Cilene Couto que reconhece como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Pará o Festival do Açaí realizado em Limoeiro do Ajurú.
Foto: Reprodução/Agência Pará
História – No ano de 1956 houve uma tentativa de provocar o desmembramento de parte da área territorial do município de Cametá, para dar lugar ao nascimento do município de Limoeiro do Ajuru. Entretanto, a ação não prosperou, com a decisão do Supremo Tribunal Federal, a corte declarou a ação como um ato inconstitucional.
Em 1961 o desmembramento foi efetivado, mediante a promulgação da Lei de nº 2.460, assim, Cametá cede as terras pertencentes ao distrito de Janua-Coeli, surgindo então o Município de Limoeiro do Ajuru, que teve como primeiro prefeito Laurentino da Silva, que contribuiu para o desenvolvimento do município.
Peixe-Boi
O município de Peixe-Boi, na região nordeste paraense, celebra seus 62 anos de fundação, nesta sexta (29). A população da cidade chegou a quase 8.300 habitantes, de acordo com o último censo demográfico de 2022, divulgado pelo IBGE, representando um aumento de 5,49% em comparação com o censo de 2010. A Orla da Beira Rio Peixe-Boi; Balneário Urubuquara de Peixe-Boi, são uma das opções de lazer para os turistas e moradores da região.
Legislação – O parlamento do Pará aprovou o PL de n° 214/2016, de autoria do ex-deputado Dr. Jaques Neves, que declara e reconhece como Entidade de Utilidade Pública para o Estado a Associação Cultural Arraial do Peixe-Boi; além disso, o PL de n°110/2014, de autoria do ex-deputado Fernando Coimbra, que reconhece como entidade de Utilidade Pública para o Estado do Pará a Associação dos Proprietários dos bares na Beira Rio Peixe-Boi, no município de Peixe-Boi.
Foto: Reprodução/Agência Pará
História – A posse da região, onde encontra-se o município de Peixe-Boi, teve início ainda no ano de 1885, quando os primeiros colonos subiram o rio Peixe-boi e estabeleceram a sua confluência com o Rio Timboteua e o igarapé Jaburu. O território de Peixe-boi, pertenceu, inicialmente, ao município de Nova Timboteua, de onde foi desmembrado. Com a expansão das culturas da fibra e da malva, entre outras, a localidade se desenvolveu e, em 1961, adquiriu categoria de município.
Bonito
O município de Bonito, no nordeste paraense, conta com um quantitativo populacional de aproximadamente 12.700 pessoas, de acordo com o censo de 2022, divulgado pelo IBGE, representando uma queda de -7,4% em comparação com o censo de 2010.
Legislação – A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou o Projeto de Lei de n° 9/2014, de autoria do ex-deputado Fernando Coimbra, que declara e reconhece como de Utilidade Pública para o Estado do Pará a Associação dos Amigos Unidos do Município de Bonito.
Foto: Reprodução/Prefeitura de Bonito
História – Bonito surgiu de um pequeno povoado chamado Açaizal, fundado por famílias evangélicas, sendo a sua grande maioria vindas do nordeste brasileiro, segundo o resumo narrado e transcrito por Samuel dos Santos Monteiro.
Bonito pertencia ao município de São Miguel do Guamá, do qual foi desmembrada a maior parte física de seu território. Em 1958, Bonito foi pela 1ª vez elevado à categoria de município sendo à época, o Marechal Alexandre Zacarias de Assunção, que nomeou o Sr. Deoclécio Godinho, como Prefeito Interino, até que fosse eleito o novo Prefeito. Entretanto, através da Lei nº 2.460 de 29 de dezembro de 1961, o Município de Bonito foi definitivamente emancipado.
Capitão Poço
Capitão Poço é uma das onze cidades paraenses que celebram seus 62 anos de criação nesta sexta-feira, 29. O município conta com quase 56.400 habitantes, de acordo com o censo demográfico de 2022, o que representa um aumento de 8,55% em comparação com o censo de 2010. A Praça da Alvorada e a Igreja Matriz do município são um dos locais mais frequentados pelos moradores e turistas que vão conhecer a região.
Legislação – O parlamento paraense aprovou o Projeto de Lei de n° 381/2022 de autoria do deputado Antônio Tonheiro (PP) que declara e reconhece de Utilidade Pública para o Estado do Pará o Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Capitão Poço; além disso, foi aprovado também, outros dois projetos de lei, o primeiro o PL de n°238/2020 que declara de utilidade pública estadual o Instituto de Desenvolvimento Educacional e Social de Capitão Poço (IDESCAP-PA);e o segundo PL de n° 343/2019 que declara como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Pará a “Festividade de Santa Luzia”, no Município de Capitão Poço – ambos de autoria da deputada Diana Belo (MDB).
Foto: Reprodução/Agência Pará
História – No dia 15 de junho de 1945, chegavam a Capitão Poço 15colonos nordestinos vindos em sua grande maioria do Arraial do Caeté e Peixe-boi. Capitão Poço naquele tempo era composto por mata, onde viviam indígenas e madereiros que exploravam a madeira no local, especialmente cedro e feijó, onde eram tiradas e conduzidas em forma de jangadas pelo Igarapé Capitão Poço e pelo Rio Guamá, para serem comercializadas principalmente no município de São Miguel do Guamá.
Colares
A população do município de Colares chegou a quase 12.900 habitantes de acordo com censo demográfico de 2022, o que representa um aumento de 13,07% em comparação com o censo do IBGE de 2010. A Praia do Humaitá e a Praia do Machadinho são um dos locais mais visitados pelos moradores e turistas que vão ao município.
Legislação – O parlamento do Pará aprovou o Projeto de Lei de N° 286/2020, de autoria da ex-deputada Paula Gomes que declara e reconhece como de Utilidade Pública para o Estado do Pará a Liga Esportiva Municipal de Colares – LEMC; outro PL aprovado também foi o de n° 402/2019, de autoria do deputado Chicão, que declara e reconhece como de Utilidade Pública para o Estado do Pará, o Grêmio Recreativo Cultural Bloco Carnavalesco “VEMTIMBORA”, do município de Colares.
Foto: Reprodução/Agência Pará
História – Nos seus registros históricos, há referência de que o povoado original encontrava-se assentado em território da nação dos índios Tupinambás, a mesma que foi colonizada pelos frades da Ordem Jesuíta, por volta do século XVII, o que veio a resultar na constituição do município de Vigia, no ano de 1693.
Em 29 de dezembro de 1961, através da Lei Estadual nº 2.460, Colares voltou a ganhar autonomia como Município ficando, dessa forma, desmembrado do município de Vigia. Hoje, conta com o único distrito que leva o seu nome, constituindo-se a sede municipal.
Senador José Porfírio
A população da cidade de Senador José Porfírio aproxima-se dos 22.600 habitantes, segundo o último censo divulgado pelo IBGE em 2022, o que representa um aumento de 73,06% em comparação com o censo de 2010.
Legislação – O parlamento paraense aprovou o Projeto de Lei n° 21/2020, de autoria do ex-deputado Orlando Lobato, que declarou de Utilidade Pública do Estado do Pará a Colônia de Pescadores Z – 70, com de sede no Município de Senador José Porfírio
Foto: Reprodução/Agência Pará
História – A história de Senador José Porfírio compreende, tradicionalmente, o período que vai da instalação da missão jesuíta formadora da cidade até os dias atuais. Entretanto o território municipal é habitado, desde tempos imemoriais, por povos indígenas nômades e seminômades.
Elevado à categoria de município com a denominação de Souzel, pela lei estadual nº 2460, de 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Porto de Moz e de Altamira, com sede no antigo distrito de Souzel. Foi formalmente instalado em 11 de abril de 1962.
Pelo decreto-lei nº 164, de 23 de janeiro de 1970, o distrito de Souzel passou a denominar-se Senador José Porfírio, em homenagem ao político José Porfírio de Miranda Junior.
São João do Araguaia
Por fim, o município de São João do Araguaia celebra seus 62 anos, nesta sexta (29). A população da cidade aproxima-se dos 13.500 habitantes, de acordo com o censo de 2022, o que representa um aumento de 2,36% em comparação com o censo de 2010.
Legislação – A Alepa aprovou o Projeto de Lei n°337/2019, de autoria do deputado Dirceu Ten Caten (PT) que declara e reconhece de Utilidade Pública para o Estado do Pará a Associação dos Moradores da Comunidade de Ponta de Pedra do Araguaia – AMCPPA, do Município de São João do Araguaia Estado do Pará; além disso, outro PL aprovado foi o de n° 246/2014, de autoria da ex-deputada Tetê Santos, que reconhece como de Utilidade Pública para o Estado do Pará a Associação dos Moradores e Agricultores de São João do Araguaia e Região-PA.
Foto: Reprodução/Agência Pará
História – A localidade de São João do Araguaia surgiu no fim do século XVIII por iniciativa da capitania do Grão-Pará, para estabelecer um entreposto militar na confluência dos rios Tocantins e Araguaia. O nome São João do Araguaia foi dado por localizar-se próximo a confluência do rio Araguaia.
Por sediar um destacamento militar, característica que dava grande importância política no século XIX, a localidade atraiu moradores de Santa Teresa e de Frei Manoel Procópio do Coração de Maria. Depois foi elevada à categoria de povoado em 1901; anos depois, foi elevado à categoria de município com a denominação de São João do Araguaia, amparado pela Lei Estadual n.º 2460, de 29 de dezembro de 1961, desmembrando-se do município de Marabá.
Piçarra
O município de Piçarra aproxima-se dos 12.900 habitantes de acordo com o censo de 2022, o que representa um aumento de 1,06% em comparação com o censo de 2010.
Legislação – A Alepa aprovou o Projeto de Lei de n°421/2023, de autoria do deputado Josué Paiva que Declara e reconhece como de utilidade pública para o Estado do Pará, o Instituto Amor Sem Fronteiras, de Piçarra; por fim, o PL de n° 93/2015, de autoria da deputada Cilene Couto, que declara e reconhece como de utilidade pública para o Estado do Pará a Associação Cultural e de Radiodifusão Comunitária de Piçarra do município de Piçarra.
História – A primeira denominação do atual Município de Piçarra foi Cruzelândia e se constituía num vilarejo, que evoluiu com o crescimento de São Geraldo do Araguaia. Piçarra surgiu quando, em 1978, o Batalhão de Engenharia e Construção – BEC, iniciou a estrada de São Geraldo do Araguaia à Itaipava, em um percurso de 90 km. Em decorrência da grande distância tornou-se necessária a montagem de um acampamento para alojar a equipe e guarda do maquinário.
Foto: Reprodução/Agência Pará
Em seguida decidiu-se por dividir a distância ao meio e montar o acampamento no km 45, que, coincidentemente, seria em cima de uma cascalheira. Por ser uma região totalmente de mata, o BEC mantinha em sua equipe profissionais da área de saúde (médicos e dentistas), que atendiam as pessoas que necessitavam de cuidados médicos e que na época eram conhecidas como ‘sobra de terra’. Como consequência dos atendimentos médicos realizados na região, pois havia muita malária e tifo, muitas pessoas se aproximaram e por conseguinte passaram a montar barracos junto ao acampamento da Piçarreira, como era conhecido o lugar, originando assim o povoado e sua denominação.
O município de Piçarra foi criado através da Lei nº 5.934, de 29 de dezembro de 1995, sancionada pelo governador Almir Gabriel, desmembrado do Município de São Geraldo do Araguaia. A instalação deu-se no dia 01 de janeiro de 1977, com a posse do primeiro prefeito, sr. Milton Pereira de Freitas.
Uma expedição científica realizada em Alto Mayo, bacia alta do rio Mayo, no norte da região de San Martín, no Peru, fez uma descoberta surpreendente: a descoberta de 27 novas espécies de fauna no coração da floresta amazônica, o que confirma que é um ecossistema de grande riqueza biológica. A descoberta causou surpresa e admiração no mundo.
Entre as descobertas mais surpreendentes feitas pela equipe, composta por cientistas da organização sem fins lucrativos Conservação Internacional e membros de grupos indígenas locais, estava um rato anfíbio com pés palmados e um peixe com cabeça redonda. O estudo foi desenvolvido em Alto Mayo, área que se estende dos Andes à Amazônia, “um mosaico complexo e diversificado de ecossistemas e comunidades locais”, segundo os pesquisadores.
A expedição científica, que faz parte do Programa de Avaliação Rápida da CI, durou 38 dias. Segundo a instituição, outras 48 novas espécies também podem ter sido encontradas, mas serão necessários mais estudos para determinar isso.
“Descobrir tantas novas espécies de mamíferos e vertebrados é verdadeiramente incrível, especialmente numa paisagem com tanta influência humana”, disse Trond Larsen, diretor sénior da Conservação Internacional.
Em relação ao rato anfíbio, a Conservação Internacional destaca que esta espécie semi-aquática vive num ecossistema conhecido como aguajeles, áreas pantanosas dominadas por palmeiras aguaje. O desmatamento para o cultivo de arroz, detectado em uma área designada como zona de recuperação de ecossistemas, ameaça o habitat único do rato.
Foto: Reprodução/Agência Andina
Larsen afirmou que esta espécie, que provavelmente só vive em Alto Mayo, pertence a um grupo de roedores semi-aquáticos para os quais a maioria das espécies conhecidas são extremamente raras. Documentar até mesmo um único indivíduo “é uma grande conquista”, segundo o diretor.
Outra descoberta notável foi um sapo marrom escuro com um focinho longo pulando nas folhas, revelando brevemente uma barriga rosa brilhante.
Este sapo arlequim (Atelopus seminiferus), que já foi uma visão comum, agora é extremamente raro. Ao que tudo indica, de acordo com Larsen, ele nem deveria estar lá.
“Quase não pude acreditar”, acrescentou. “Este sapo não só está em perigo, mas esta espécie nunca foi encontrada tão abaixo na encosta da montanha. Foi a nossa primeira descoberta importante e um prenúncio de mais por vir”, disse ele.
Da mesma forma, foi descoberto um peixe com cabeça arredondada. Embora seja uma descoberta nova para a ciência, os indígenas Awajún que ajudaram na expedição já sabiam de sua existência.
Os cientistas que estudam peixes ficaram especialmente surpresos com sua cabeça alargada, algo que nunca tinham visto antes.
Os investigadores da Conservação Internacional dizem que as descobertas da expedição são a prova de que a natureza e as pessoas podem prosperar juntas, mas devem ser tomadas medidas agora para preservá-las.
“Sabemos muito pouco sobre a biodiversidade do planeta e estes ecossistemas guardam muitos mistérios”, disse Wily Palomino, biólogo da Conservação Internacional que fez parte da expedição. “Levaria 10 vidas para realmente entendê-los. Expedições como esta são apenas o começo”.
Um tesouro de descobertas
Foto: Divulgação/Conservação Internacional
Durante a expedição, os pesquisadores cruzaram pântanos, lagoas e rios, escalaram montanhas até florestas nubladas e campos agrícolas. Enquanto isso, a equipe de 20 pessoas, incluindo guias indígenas e cientistas, coletou amostras, montou armadilhas fotográficas e redes e ficou atenta aos movimentos e sinais dos animais.
A equipe, formada por 13 cientistas e sete assistentes Awajún, registrou mais de 2.000 espécies de plantas e animais, incluindo 27 novas para a ciência e 49 que estão em perigo de extinção. Em particular, quatro das novas descobertas eram espécies de mamíferos.
Equipados com armadilhas fotográficas, sensores bioacústicos e outras tecnologias, eles exploraram até sete tipos de florestas em Alto Mayo, que vão de 570 a 2.230 metros acima do nível do mar, em busca de plantas, peixes, répteis, anfíbios, aves, mamíferos, borboletas e besouros.
No total, foram registradas 2.046 espécies, entre elas o camundongo anfíbio do gênero Daptomys, com dedos adaptados à água, e três novos anfíbios: um sapo-de-boca-estreita, outro do gênero Pristimantis e uma salamandra arbórea. Eles também encontraram oito peixes, 10 borboletas e dois escaravelhos. Outras 48 espécies aguardam análises que também possam confirmar sua novidade para a ciência.
Um besouro rola-bosta também foi encontrado. Esta espécie é normalmente encontrada apenas em florestas que não foram danificadas pela atividade humana, são indicadores de um habitat saudável. No entanto, lá estavam eles, no meio de uma floresta com cicatrizes claras onde os humanos haviam derrubado árvores, bem como plantações de café.
Da mesma forma, foi identificado um esquilo anão medindo apenas 14 cm, metade do comprimento do esquilo cinzento médio no Reino Unido. “Cabe facilmente na palma da sua mão. É adorável, tem uma linda cor marrom e é muito rápido”, disse Larsen.
O Brasil oferece ambientes bastante propícios para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, Zika e chikungunya. Antes endêmico de regiões mais quentes e litorâneas, hoje ele está amplamente distribuído por todo o território nacional, tendo sido registrado em mais de 90% dos municípios, segundo o Ministério da Saúde. Essa disseminação é resultado de uma combinação de fatores climáticos, geográficos e sociais, como temperatura e umidade do ar elevadas durante boa parte do ano, urbanização desordenada e falta de saneamento básico adequado.
O resultado é que, até o início de novembro deste ano, a dengue já superava os 6,6 milhões de casos prováveis no Brasil, recorde histórico da doença, e a chikungunya acumulava mais de 265 mil registros – cerca de 100 mil a mais quando comparado a 2023. A forma mais efetiva de reduzir tais índices, e prevenir a disseminação das chamadas arboviroses, continua sendo combater a cadeia de reprodução do mosquito, conhecido por se desenvolver em ambientes de água parada. De acordo com o Ministério da Saúde, 75% dos focos de criadouros do inseto estão localizados dentro dos domicílios, e dez minutos semanais de dedicação seriam suficientes para eliminá-los e interromper o ciclo de reprodução do vetor.
Confira 11 dicas para colocar em prática já e deixar sua residência livre do A. aegypti:
Mantenha a caixa d’água totalmente vedada e avalie a possibilidade de colocar uma tela na saída do ladrão. O mesmo cuidado é válido para cisternas e tonéis que servem como reservatório de água.
Feche bem os sacos de lixo e procure colocá-los em locais mais altos, fora do alcance de animais. Já as lixeiras devem permanecer sempre muito bem tampadas.
Avalie quais pratinhos de plantas podem ser eliminados e preencha com areia até a borda aqueles que forem mantidos.
Dispense corretamente no lixo qualquer tipo de objeto que não seja utilizado e tenha potencial para acumular água. Garrafas, potes e vasos devem estar vazios e, se possível, tampados.
Retire folhas, galhos e sujeiras que impeçam o livre escoamento da água da chuva pelas calhas.
Instale telas nos ralos e mantenha-os sempre limpos. Caso estejam fora de uso, deixe-os muito bem tampados – o mesmo é válido para sanitários que são utilizados eventualmente.
Limpe e seque as bandejas de ar-condicionado e geladeira – modelos mais antigos do eletrodoméstico podem ter o reservatório na parte de trás.
Utilizando a parte mais áspera da bucha, esfregue muito bem o fundo e as laterais de potes de água oferecidos a animais, assim como qualquer outro apetrecho usado para guardar água.
Na área de serviço, mantenha baldes e outros utensílios virados com a boca para baixo.
Estique ao máximo as lonas usadas para cobrir objetos, evitando a formação de poças d’água em caso de chuva.
Mantenha em dia a manutenção de piscinas. Os cuidados semanais incluem sanitização da água com cloro e a limpeza das bordas.
Dicas extras para reforçar o cuidado com a sua família:
Instale barreiras físicas, como telas nas janelas e portas, além de mosquiteiros em cima de camas e berços.
Caso seja possível, use roupas claras e que cubram boa parte do corpo.
Aplique repelente na parte da pele que ficar exposta e, também, por cima da própria roupa. Grávidas estão liberadas para usar o produto, desde que esteja registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já os menores de 2 anos não podem usar repelentes à base de DEET; para crianças entre 2 e 12 anos, a concentração da substância não pode ultrapassar os 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia.
Foto: Divulgação
O ciclo reprodutivo do mosquito e a transmissão da dengue
A cada postura, as fêmeas do Aedes aegypti depositam centenas de ovos na parede de criadouros em potencial, geralmente localizados próximos a uma superfície de água. Escuros e menores do que um grão de areia, os ovos podem durar mais de um ano caso permaneçam em ambiente seco, mas eclodem rapidamente assim que entram em contato com a água. Em apenas sete dias, as larvas completam seu ciclo de transformação.
Na fase adulta, o mosquito apresenta coloração marrom e listras brancas bastante características nas regiões das pernas e do tórax. Capaz de viver por mais de 45 dias, o Aedes aegypti possui hábitos diurnos, geralmente se alimentando e se reproduzindo à luz do dia. As fêmeas são as únicas capazes de picar humanos, uma vez que precisam de uma fonte de proteína (sangue) para a maturação dos ovos – se ela estiver infectada, é nesse momento que ocorre a transmissão do vírus da dengue.
Entenda como os vírus podem se adaptar a diferentes mosquitos
Os primeiros sintomas da doença aparecem, em média, cinco dias após a picada do mosquito transmissor e o quadro costuma incluir febre repentina, dor de cabeça, muscular e atrás dos olhos, e prostração. Vômitos persistentes, dor abdominal intensa e sangramento de mucosa são sinais de alerta. Diante de qualquer um desses sinais, a pessoa deve procurar o serviço de saúde imediatamente.
Vacina contra dengue
Em 2024, o Ministério da Saúde deu início à estratégia inédita de vacinação contra o vírus da dengue. Ao lado das medidas de combate ao vetor, a imunização é uma das formas mais eficientes de prevenir a doença. Em um primeiro momento, o produto foi indicado às crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos de idade que residem em municípios com mais de 100 mil habitantes e registraram alta transmissão do vírus nos últimos dez anos. A vacina é recomendada independentemente de infecção prévia e o esquema é composto por duas doses com intervalo de três meses.
Desde 2009, o Instituto Butantan trabalha no desenvolvimento de um imunizante contra a dengue, que se encontra em fase final de regulação junto à Anvisa. Capaz de proteger contra os quatro tipos circulantes do vírus e aplicada em dose única, a expectativa é que a vacina esteja disponível em breve para toda a população brasileira.
Instalação do artivista Shaq Koyok, da Malásia, durante COP29. Foto: Climate Heritage Network
A COP29 foi concluída em Baku, no Azerbaijão, após duas semanas de negociações tensas. Ao longo de 30 horas, o encontro foi marcado por desentendimentos sobre a questão principal da COP: o financiamento da emergência climática. O resultado levou representantes de países em desenvolvimento a protestarem e contestarem o acordo.
Apesar dos enormes esforços dos defensores da cultura, os negociadores da COP, infelizmente, perderam a oportunidade de uma negociação favorável para o planeta e os seus povos, não conseguindo nem mesmo dar um pequeno passo em direção ao objetivo central do Apelo Global de abordar a falta de preocupação com os aspectos culturais dentro das políticas e planejamento climáticos internacionais.
No final, os delegados conseguiram garantir uma única referência à cultura nas decisões da COP. Esta referência pode ser encontrada na polêmica decisão do Programa de Trabalho de Mitigação, onde a discussão sobre “cidades: edifícios e sistemas urbanos” salienta a “necessidade de adaptar soluções aos contextos socioculturais e econômicos”. Esta inclusão baseia-se no amplo envolvimento do Grupo de Trabalho 3, encabeçado pela Cultural Heritage. Este esforço será ampliado em 2025 através da nova iniciativa “Imaginando futuros descarbonizados”.
Outro ponto alto para os delegados de cultura na COP tratou-se do reconhecimento que a cultura tem potencial para ser aliada na ação climática. O destaque foi feito na reunião ministerial sobre cultura e clima. Como resultado, ficou o compromisso de conquistar um plano de trabalho específico na Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC.)
Uma uma série de eventos paralelos valiosos aconteceu, incluindo o Fórum Cultura e Clima, diversos eventos no Azerbaijão, como o ICESCO, instituições climáticas regionais, o Hub da Resiliência, além de ações em países como o Emirados Árabes Unidos, a Itália e a Grécia. Também houve forte presença de advocacy coordenado e energizado por defensores das artes, da cultura e do património que alcançaram os mais altos níveis da COP.
Foto: Divulgação/COP29
Nosso objetivo político central: solicitação de uma oficina cultural
A dimensão sociocultural é reconhecida, ao mesmo tempo, como uma barreira fundamental e como facilitadora da ação climática – mas a cultura recebe pouca atenção em comparação com outras condições facilitadoras, como o financiamento e a inovação tecnológica. A única referência da COP29 à cultura na decisão do Programa de Trabalho de Mitigação é uma exceção que provou mais uma vez a regra em Baku.
Para finalmente mudar este paradigma, antes da COP28 em 2023, milhares de organizações e líderes apoiaram o Apelo Global para Colocar o Patrimônio Cultural, as Artes e os Setores Criativos no Centro da Ação Climática, que apelam aos negociadores climáticos na COP para permitirem que a cultura contribui plenamente para soluções climáticas. A COP28, em Dubai, deu, então, um passo importante nesta direção com o lançamento do Grupo de Amigos da Ação Climática Baseada na Cultura, uma coligação internacional de membros da UNFCCC (o órgão das Nações Unidas responsável pelo clima e cuja sede fica em Bona, na Alemanha) que defende uma ação climática baseada na cultura.
Este ano, a campanha Apelo Global buscava unir entidades não-estatais e países membros do Grupo de Amigos em torno de uma proposta para incluir algumas palavras no documento final da COP29, expressando um pedido da COP para que os Órgãos Subsidiários da UNFCCC realizassem um ou mais workshops sobre questões relacionadas com a cultura e o patrimônio em 2025. Porém, a proposta não foi para frente.
Este passo aparentemente pequeno teria sido fundamental para uma decisão cultural mais signifcativa na COP30, levando a um Joint Work (JW) sobre cultura e ação climática em 2026. Os poucos avanços em Baku impediram que, em 2026, houvesse o primeiro plano de trabalho para a cultura.
A apresentação e adoção de uma Joint Work (JW) é um objetivo fundamental da campanha de Apelo Global. O fracasso da COP29 em proporcionar workshops culturais durante o evento torna mais difícil garantir que esta vitória da cultura ocorrerá na COP30 em Belém, Brasil. Também perde-se a oportunidade de entender o poder da cultura para impulsionar metas mais ambiciosas para as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs do inglês Nationally determined contributions), compromissos que os países assumem para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa.
2ª Reunião Ministerial de Alto Nível sobre Ação Climática Baseada na Cultura
O Grupo de Amigos da Acção Climática Baseada na Cultura reuniu-se em Baku na 2ª Reunião Ministerial de Alto Nível na COP29, que teve lugar em 15 de Novembro de 2024. Esta reunião foi co-patrocinada pelo Ministério da Cultura do Azerbaijão e os copresidentes do Grupo de Amigos, Brasil e Emirados Árabes Unidos.
Num passo positivo, a Reunião Ministerial adotou Termos de Referência para o Grupo de Amigos que declararam que o objetivo do Grupo é o lançamento do primeiro Programa de Trabalho sobre Ação Climática Baseada na Cultura. A campanha Apelo Global instou os ministros a transformarem estas palavras em ações, decidindo trabalhar coletivamente para a inclusão de um pedido de workshop cultural nas decisões finais da COP29. A necessidade urgente desta ação foi fortemente expressada por Sua Alteza Real, da Jordânia, Enviada Especial da Rede do Patrimônio Climático para o Diálogo Ministerial.
O pedido do workshop cultural também atraiu o apoio de países membros do Grupo de Amigos, como Malta e Espanha. No final, porém, a Reunião Ministerial terminou sem decidir apoiar a cultura na decisão final da COP29.
A atenção agora se volta para a COP30 no Brasil
Foto: Divulgação Apex Brasil
A COP29 foi uma oportunidade crítica para lançar as bases para a adoção, na COP30, de uma decisão de trabalho conjunto destinada a reforçar as ligações entre o clima e a cultura. O fracasso em fazê-lo deixa um caminho incerto para garantir uma vitória política para a cultura na COP30, criando o risco de que aquela que se espera ser a COP mais cultural da história não consiga, no entanto, preencher a lacuna cultural na política climática.
Uma lição da COP29 é que concretizar o potencial do Grupo de Amigos requer uma estratégia mais sofisticada. Para atingir nosso objetivo comum, um Plano de Trabalho para a Cultura precisaremos de um apoio robusto nas capitais nacionais e em todo o mundo. Por esta razão, o Apelo Global, sob a liderança de Alison Tickell da organização Julie’s Bicycle, reiniciará a sua campanha dirigida ao público em 2025, com o objetivo de criar um movimento público para colocar a cultura no centro da ação climática, para que os governos nacionais não possam ignorar.
Um primeiro teste ocorrerá em junho de 2025, quando os órgãos subsidiários se reunirem em Bonn, na Alemanha, para reuniões semestrais denominadas “SB62”. No SB62 será crucial garantir um sinal de que a cultura estará na agenda da COP30. Os intervenientes não estatais estão prontos para ajudar os governos nacionais a alcançarem este objetivo. Esforços como estes poderiam ajudar a garantir que o Brasil será lembrado como o lugar onde a lacuna cultural sistêmica da política climática foi finalmente preenchida.
*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Nonada Jornalismo, escrito por Andrew Potts, membro do Comitê Diretor da Climate Heritage Network
A Escola Nacional de Turismo, inaugurada recentemente em Belém (PA), realiza uma parceria com a Secretaria de Estado de Turismo para ampliar a oferta de cursos no setor. Por meio da cooperação, o Ministério do Turismo (MTur) vai garantir a liberação de R$ 1 milhão para disponibilização de vagas do seu Programa “Capacita COP30”.
Serão 15 turmas em diferentes cursos, como “Protocolo e Cerimonial” e “Agente Comunitário para o Turismo”. Também haverá qualificações focadas no setor de bares e restaurantes, totalizando 450 vagas ainda no primeiro semestre de 2025.
“Nosso objetivo é preparar ao máximo a mão de obra turística da cidade de Belém para a COP30, mas também para o legado que será deixado. Isso certamente fortalecerá o setor de turismo, onde esse pessoal qualificado fará toda a diferença no receptivo turístico da capital paraense”, enfatizou Ana Carla, secretária executiva do MTur.
O secretário de Estado de Turismo, Eduardo Costa, celebrou a parceria entre o MTur e o Governo do Pará. “O Ministério do Turismo, que já tomou uma iniciativa superimportante para a qualificação no Pará, com a inauguração da Escola Nacional de Turismo, agora reforça essa parceria com o Governo do Pará, com essa transferência de recursos que vão incrementar a oferta de cursos dentro do programa ‘Capacita COP30’. Com isso, sem dúvida, daremos mais um salto na qualificação para o mercado de turismo no Pará”, afirmou Costa.
Cooperação
A Escola Nacional de Turismo foi inaugurada em Belém no último dia 29 de novembro pelo ministro do Turismo, Celso Sabino; o governador do Pará, Helder Barbalho; e autoridades locais. O espaço ocupa instalações do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), por meio de um Acordo de Cooperação Técnica pelo qual a instituição executa cursos presenciais e a distância, contemplando a capital paraense e o interior do estado.
No primeiro ciclo de cursos, a Escola está ofertando 4,7 mil vagas nas cidades de Belém, Santarém, Vigia e Bragança e, também, de forma online, em todo o Pará. A lista de cursos inclui disciplinas a exemplo de “Gestão de Negócios para o Turismo”, “Educação Ambiental e Sustentabilidade”, “Governança para a Hospedagem Familiar” e “Condutor de Atrativos Turísticos”, entre outros, além de idiomas como inglês e espanhol.
O objetivo da unidade é fortalecer a atividade turística na capital paraense com foco na realização da COP30. Além de Belém, o Rio de Janeiro (RJ), uma das principais portas de entrada de visitantes estrangeiros no Brasil, também ganhará uma Escola Nacional de Turismo, no próximo ano.
Utilizando armadilhas fotográficas, instaladas em conjunto com os moradores da comunidade nativa de Kusumtak, na região amazônica do Amazonas, no Peru, foi feito o primeiro registro em imagens do urso de óculos na Reserva Comunal Tuntanain, destacando o grande valor das áreas naturais protegidas para a conservação da biodiversidade no país.
De acordo com o Serviço Nacional de Áreas Naturais do Estado (Sernanp), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, esse cadastro complementa as informações coletadas durante as patrulhas realizadas pelos guardas florestais dessa área protegida e entrevistas com moradores locais nas quais foram obtidas evidências indiretas sobre a presença desta espécie em diferentes setores desta reserva.
As imagens captadas mostram um urso adulto na bacia alta do rio Domingusa, na província de Condorcanqui, a uma altitude de aproximadamente 900 metros. Com este registro, são fornecidas informações fundamentais para melhor compreender a distribuição atual do urso de óculos no Peru e fortalecer as estratégias de conservação da espécie.
Através destas imagens, corrobora-se a presença do urso de óculos na Reserva Comunal de Tuntanain, área que, segundo o mapa de distribuição elaborado por especialistas, anteriormente não era considerada parte do seu habitat conhecido, embora os residentes locais de Awajún tenham relatado avistamentos desta espécie em reuniões e workshops desde a criação da área protegida em 2007.
Este importante registo foi realizado graças à instalação de 14 armadilhas fotográficas, com o objetivo de documentar a diversidade de espécies terrestres de médio e grande porte, bem como determinar a sua distribuição e estado populacional na Reserva Comunal de Tuntanain.
O urso de óculos, também conhecido como urso andino, é a única espécie de urso que vive no sul do continente americano e está listado como Vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Caiarara (Cebus kaapori), um dos primatas mais ameaçados de extinção no mundo. Foto: Ricardo Ferreira Esteves via Wikimedia Commons CC BY-SA 4.0)
Em meio a campos de milho e pastagens, quilômetros de arame farpado cercam uma ilha de floresta tropical intocada, provavelmente a próxima a ser arrasada. Logo adiante, na Reserva Biológica do Gurupi, uma rede de estradas empoeiradas corta a copa das árvores, levando às profundezas de um dos últimos trechos de floresta protegida nessa parte da Amazônia e sinalizando que ela também está sob ataque.
A Reserva Biológica do Gurupi se estende por 341.650 hectares no canto sudoeste do estado do Maranhão. Sob proteção federal desde 1988, essa região de grande biodiversidade oferece habitat para inúmeras espécies, como o veado-mateiro (Mazama americana), a ararajuba (Guaruba guarouba) e o caiarara (Cebus kaapori), um dos primatas mais criticamente ameaçados de extinção no mundo. Foi aqui, em 2017, que os pesquisadores redescobriram o mutum-pinima (Crax fasciolata pinima), ave considerada extinta por 40 anos.
Os pesquisadores acreditam que menos de 50 mutuns-pinima (Crax fasciolata pinima) ainda existam na natureza. Foto: Huub Veldhuijzen van Zanten/Naturalis Biodiversity Center via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
A reserva também faz parte de um corredor ecológico composto por sete áreas protegidas, algumas das quais abrigam povos indígenas que vivem em isolamento voluntário do mundo exterior. A reserva do Gurupi tem o objetivo de proteger regiões especialmente vulneráveis de invasões e exploração ilícita.
“O que restou da floresta amazônica no Maranhão está nessa região”, diz Caroline Yoshida, consultora técnica do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), uma organização sem fins lucrativos que trabalha com grupos indígenas em uma área composta por um conjunto de áreas protegidas chamado Mosaico do Gurupi. “O restante já foi transformado em fazendas.”
No entanto, desde sua criação, a reserva do Gurupi vem sofrendo pressão. Dentro de seus limites, os colonos construíram vilas, os criadores de gado transformaram a floresta em pasto e os madeireiros ilegais destruíram variedades de árvores valiosas. Mais recentemente, os traficantes de drogas também se mudaram para lá, arrasando áreas de terra para dar lugar a plantações de maconha. Os pesquisadores estimam que a reserva já perdeu cerca de um terço de sua cobertura florestal, enquanto 70-80% sofreram corte seletivo por madeireiros.
E, apesar dos esforços das autoridades para reprimir as atividades ilegais ao longo dos anos, a destruição continuou. Dados de satélite da Universidade de Maryland visualizados no Global Forest Watch mostram a proliferação de clareiras na reserva do Gurupi nos últimos 12 meses.
“O processo de ocupação está em andamento; ele ainda está vivo”, diz Yoshida. “As pessoas estão invadindo. E, se houver uma oportunidade, elas vão ficar.”
Degradadas pela destruição, partes da reserva do Gurupi tornaram-se propensas a incêndios florestais, alguns dos quais se espalharam para terras vizinhas sob proteção. Os incêndios, geralmente provocados por fazendeiros que usam métodos de corte e queima para renovar pastagens ou plantações improdutivas, podem facilmente sair do controle durante a estação seca, espalhando-se muito além da área que foi inicialmente incendiada.
No Maranhão, assim como no resto do Brasil, a temporada anual de incêndios teve um início dramático este ano, alimentando as preocupações com o que pode vir pela frente. O estado registrou 3.484 focos de incêndio no primeiro semestre deste ano, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Embora esse número seja apenas um pouco maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, ele representa um salto de 20% em relação ao número de incêndios registrados em 2022.
Com a reserva do Gurupi ressequida por meses de seca e chuvas irregulares, os incêndios podem ser especialmente graves este ano, diz Eloísa Mendonça, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão da área.
“A chuva veio mais tarde e houve muito menos chuva este ano”, diz Mendonça, que trabalha na reserva do Gurupi. “Portanto, estamos muito preocupados com o que pode acontecer nos próximos meses.”
O Mosaico do Gurupi abriga algumas das últimas florestas tropicais remanescentes no Maranhão, mas está recuando à medida que a soja, o milho, o gado e o eucalipto avançam ao redor. Foto: Ana Ionova/Mongabay
Décadas de ocupação
As primeiras tentativas de proteger essa fatia da Amazônia da destruição remontam a 1961, quando o governo brasileiro colocou 1,6 milhão de hectares da região sob proteção federal. O objetivo era proteger essa faixa remota de floresta tropical e os povos indígenas que dependiam dela para sua sobrevivência.
Mas manter os invasores afastados logo se mostrou um desafio, pois a região foi dominada por iniciativas desenvolvimentistas, em grande parte estimuladas pela ditadura militar. Migrantes de outros estados chegaram em massa, atraídos pelas promessas de trabalho abundante e de terras para chamar de suas, nas quais poderiam derrubar e plantar. Na década de 1980, a construção da Estrada de Ferro Carajás, que se estende por 891 quilômetros de São Luís do Maranhão até o Pará, intensificou ainda mais a onda de migração e criou uma nova fronteira de desmatamento na região.
E, com a floresta tropical fragmentada, os madeireiros ilegais puderam avançar para áreas mais intocadas, em busca de variedades de árvores com alto valor de mercado. Em pouco tempo, a madeira extraída ilegalmente de áreas sob proteção tornou-se o motor econômico de cidades próximas, como Buriticupu.
“Naquela época, era como se fosse o Velho Oeste”, diz o tenente Daniel Holanda dos Santos, que faz parte do Batalhão de Polícia Ambiental do Maranhão e participou de operações no Mosaico do Gurupi no início dos anos 2000. “Costumávamos pegá-los, os madeireiros, tentando levar caminhões cheios de madeira para fora da floresta tropical.”
Em 1986, cerca de 47,1% da área sob proteção federal já estava povoada por madeireiros, agricultores, colonos e pecuaristas.
Em uma tentativa de fortalecer as proteções, o governo demarcou seis reservas indígenas na década de 1980, expulsando dessas áreas as pessoas de fora. O restante da floresta tropical também foi colocado sob proteção federal com a criação da Reserva Biológica do Gurupi, onde todas as atividades humanas, exceto pesquisa científica e trabalho de conservação, foram proibidas.
Ao longo dos anos, as autoridades conseguiram expulsar alguns grandes proprietários de terras da parte norte do Gurupi. No entanto, outros pequenos agricultores, muitos dos quais haviam recebido lotes de terra indevidamente de agências estaduais de reforma agrária mesmo após a criação da reserva, nunca foram removidos. Hoje, ainda há cerca de 6.300 pessoas vivendo dentro dos limites do Gurupi.
“Em teoria, deveria ser apenas floresta e biodiversidade”, diz Mendonça. “Mas a realidade é que há ocupação.”
Ananias Pereira da Silva fundou o assentamento Vila Aeroporto em meados da década de 1990, em uma época em que havia apenas “mato e madeireiros” na reserva do Gurupi. “Não havia nada lá”, disse o pastor de 81 anos em uma entrevista à Mongabay. “Então, começamos a trabalhar na terra. Carregávamos água nas costas, plantávamos arroz para podermos nos alimentar.”
Ananias Pereira da Silva, fundador da Vila Aeroporto, dentro da Reserva Biológica do Gurupi. Foto: Ana Ionova/Mongabay
A comunidade, composta por 331 famílias, foi assentada pelo Instituto de Colonização e Terras do Maranhão, órgão estadual responsável pela redistribuição de terras públicas a famílias pobres para a agricultura de subsistência. Com recursos do estado, a comunidade construiu estradas, linhas de transmissão de energia e poços, erguendo sua aldeia nas profundezas da reserva do Gurupi.
“Aquela área não pertencia a ninguém”, diz Silva, cuja família vive em 100 hectares dentro da reserva do Gurupi. “Na época, não se falava em nenhuma reserva.”
Uma disputa de terras de longa data
Por quase duas décadas, os órgãos federais exigiram que aldeias como a de Silva fossem realocadas para áreas fora da reserva. Mas as autoridades estaduais têm rejeitado esses pedidos, argumentando que o Maranhão não tem terras públicas suficientes para reassentar essas comunidades.
Enquanto isso, as comunidades dentro da reserva permanecem no limbo, vivendo com medo constante de serem despejadas, diz Adriana Marques dos Santos, presidente da associação de moradores da Vila Aeroporto.
“A maioria das pessoas que vivem nessa área nasceu e foi criada aqui”, diz Adriana, que chegou à reserva do Gurupi como recém-nascida em 1992. “Tudo o que você tem está dentro deste lugar. Temos raízes aqui. Não temos para onde ir.”
Alguns, como José Duerta Alves, um fazendeiro de 61 anos que cria 200 cabeças de gado em um terreno de 145 hectares dentro da reserva, dizem que só abririam mão de seus lotes de terra se fossem indenizados de forma justa pelas autoridades.
“Essa reserva foi criada ilegalmente em cima das pessoas que já estavam aqui”, disse Alves, que comprou seu lote de terra de outro colono em 2000. “Nós só queremos o que é justo.”
A legalidade da reserva foi examinada em 2013, quando um legislador propôs um projeto de lei que teria eliminado a reserva, argumentando que as autoridades federais não seguiram o devido processo e não compensaram os grandes proprietários de terras no momento da criação da reserva. No entanto, a legislação proposta não conseguiu obter votos suficientes no Congresso e acabou sendo arquivada.
A Reserva Biológica do Gurupi está localizada em uma região que passou por um boom de desenvolvimento e migração entre as décadas de 1960 e 1990. Dezenas de trabalhadores foram para a região para construir uma ferrovia e uma série de estradas. Foto: Ana Ionova/Mongabay
Agora, alguns dos colonos estão exigindo uma revisão dos limites da reserva do Gurupi, que deixaria suas comunidades fora da região sob proteção. Mas Mendonça diz que a ideia de redesenhar os limites da reserva foi “descartada”, pois abriria um precedente arriscado. “É um risco enorme para a reserva e para a biodiversidade da Amazônia no Maranhão”, disse ela. “Portanto, não é uma solução simples e fácil.”
À medida que o agronegócio brasileiro ganha mais influência nas casas legislativas do país, as tentativas de reduzir o tamanho das áreas de conservação, ou eliminá-las completamente, têm se tornado cada vez mais comuns. Defensores do meio ambiente disseram à Mongabay que uma revisão dos limites da reserva do Gurupi poderia abrir a porta para uma redução drástica da área sob proteção, com legisladores favoráveis aos interesses agrícolas provavelmente pressionando para que as terras anteriormente degradadas, onde a floresta está se recuperando agora, também sejam excluídas.
Em vez disso, o ICMBio está empenhado em trabalhar com as autoridades estaduais para realocar as famílias que foram assentadas indevidamente “dentro do devido processo legal e respeitando seus direitos constitucionais”, diz Mendonça. “Entendemos que muitas dessas pessoas são vulneráveis e têm medo do futuro”, diz ela. “Mas temos que trabalhar para removê-las. Porque é isso que a lei exige que façamos.”
Mas alguns colonos, como Silva, dizem que não abrirão mão de suas terras a qualquer custo. “Eles querem nos transformar em refugiados”, diz ele, com a voz trêmula. “Mas nós não vamos embora; de jeito nenhum vamos abrir mão desta terra.”
O pasto para gado substituiu grande parte da floresta tropical nessa parte do Maranhão. Foto: Ana Ionova/Mongabay
Clima em mudança
À medida que a floresta diminui, tanto dentro da reserva quanto ao redor dela, aqueles que vivem aqui há décadas estão testemunhando a mudança climática.
Elizabeth da Silva chegou à Vila Varig, um vilarejo nos arredores da reserva, em 2000. Naquela época, as chuvas eram torrenciais durante a estação úmida, encharcando a terra. Plantados no solo fértil, o açaí e a mandioca cresciam em abundância. No rio próximo, os peixes também eram abundantes.
“Costumávamos ver veados, pacas, macacos todos estavam bem ali”, diz ela, apontando para um trecho de floresta em declínio do outro lado da estrada. “Aqui era selvagem; naquela época era tudo floresta.”
Mas a vida selvagem desapareceu em sua maior parte nos últimos anos, pois os campos de soja e as fazendas de gado substituíram grande parte da floresta tropical ao redor de sua aldeia. O solo também endureceu, prejudicado pela seca.
Rio e floresta remanescente na Reserva Biológica do Gurupi. Foto: Ana Ionova/Mongabay
“O desmatamento fez tudo desaparecer”, diz ela. “Agora, não podemos plantar nada. Eles borrifam veneno com seus aviões e todas as nossas plantas morrem. Os pássaros desapareceram, eles não têm onde se esconder. Isso parte meu coração.”
Estudos mostram que, nessa parte da Floresta Amazônica, a estação seca anual se tornou cerca de um mês mais longa no último meio século. Quando as chuvas finalmente chegam, é mais provável que sejam escassas e irregulares, proporcionando pouco alívio para a seca.
Embora as florestas tropicais não peguem fogo naturalmente, uma combinação de desmatamento e clima mais seco tornou a vegetação mais propensa a queimadas. Enquanto há algumas décadas os incêndios provocados por fazendeiros eram apagados pela umidade, agora eles podem se espalhar com facilidade pelo dossel ressecado e atingir áreas protegidas vizinhas.
Na aldeia de Maçaranduba, na Terra Indígena Caru, ainda estão frescas as lembranças de um incêndio especialmente grave que invadiu a reserva em 2015. As chamas engoliram a floresta intocada que os indígenas lutaram arduamente durante décadas para proteger de invasores, madeireiros e fazendeiros.
“Passamos mais de um mês tentando apagar o fogo”, diz Paula Guajajara, parte de um grupo de mulheres guerreiras da floresta. “Estávamos quase perdendo as esperanças quando, de repente, começou a chover torrencialmente.”
Na Terra Indígena Caru, um grupo de bombeiros tem trabalhado para prevenir e combater as chamas que ameaçam a floresta tropical. Foto: Ana Ionova/Mongabay
Após o incêndio, a comunidade formou uma brigada de incêndio indígena composta por 15 homens. O grupo tem trabalhado arduamente para reduzir o risco de incêndios florestais e educar os parentes das nove aldeias espalhadas pelo território de 173 mil hectares sobre como a mudança climática está alterando o comportamento das chamas, muitas vezes usadas pelos povos indígenas para o plantio de subsistência e rituais tradicionais.
Ainda assim, os incêndios vindos de áreas vizinhas, como a reserva do Gurupi, continuam sendo uma ameaça constante, diz Antônio Barbosa Guajajara, que trabalha como bombeiro na brigada há quase uma década. Em 2018, o grupo foi obrigado a combater um grande incêndio que invadiu a TI Caru a partir da reserva do Gurupi.
“Os incêndios começam nessas áreas onde há pasto, onde as pessoas invadem”, diz ele. “O fogo é tão rápido que se espalha muito facilmente em nossa área. E essas áreas são distantes, então leva tempo para chegar lá e combatê-las.”
Antônio Barbosa Guajajara, brigadista na Terra Indígena Caru. Foto: Ana Ionova/Mongabay
Na reserva do Gurupi, o ICMBio vem implantando suas próprias brigadas há anos, recrutando e treinando bombeiros de cidades próximas e das próprias comunidades de colonos. Mas o controle das chamas, cada vez mais alimentadas pelas mudanças climáticas, em uma região vasta como essa, tem sido um desafio.
Ao buscar maneiras de conter os incêndios florestais, a agência começou a pressionar pela criação de uma brigada voluntária composta inteiramente por colonos que ocupam a reserva. A esperança é que a brigada possa ensinar outras pessoas das comunidades sobre o uso responsável do fogo, diz Mendonça.
“Queremos que eles entendam que o fogo é um risco tanto para eles quanto para a floresta”, diz ela. “E se não protegermos a floresta, vamos perdê-la”.
Nota do editor da Mongabay: Esta história é alimentada pelo Places to Watch, uma iniciativa do Global Forest Watch (GFW) projetada para identificar rapidamente a perda florestal preocupante em todo o mundo e catalisar uma investigação mais aprofundada dessas áreas. O Places to Watch baseia-se em uma combinação de alertas de desmatamento quase em tempo real, algoritmos automatizados e inteligência de campo para identificar novas áreas mensalmente. Em parceria com a Mongabay, a GFW está apoiando o jornalismo orientado por dados, fornecendo dados e mapas gerados pelo Places to Watch. A Mongabay mantém total independência editorial sobre as histórias relatadas usando esses dados. Inscreva-se para receber as atualizações mensais por e-mail da GFW com essas histórias.
*O conteúdo foi originalmente publicado pela Mongabay, escrito por Ana Ionova, traduzido Thaissa Lamha por e editado porXavier Bartaburu
O combate à monilíase, doença do cacaueiro e do cupuaçuzeiro, segue sendo uma prioridade entre as ações que serão desenvolvidas pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) no ano de 2025. A partir de fevereiro, a Agência deve iniciar o projeto “Proteção e fortalecimento da cacauicultura paraense, prevenção e combate à monilíase nas divisas do Estado”, que tem o objetivo de proteger essa cadeia produtiva, impedindo ou retardando a introdução da praga em território paraense.
O projeto da Adepará foi aprovado em dezembro durante a reunião ordinária do Conselho Gestor do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Estado Pará (Funcacau), que já investiu entre R$ 7 a R$ 8 milhões em média, nas ações de prevenção e combate à doença, como a capacitação de técnicos e medidas de erradicação e fiscalização em portos e aeroportos.
O projeto prevê a contratação de mão-de-obra e aquisição de equipamentos para as ações de combate. Serão priorizadas ações de educação fitossanitária e levantamentos para detecção nos municípios produtores de cacau e nas regiões localizadas ao longo das principais rotas de risco de entrada da praga no Estado.
O gerente de Defesa Vegetal Rafael Haber acredita que os recursos vão fortalecer ainda mais as ações de defesa vegetal.
“Se surgir um foco dentro do Estado nós estaremos com equipes treinadas e com os recursos disponíveis, vamos conseguir intensificar as ações de defesa fitossanitária, seja de trânsito, de inspeções, fazer levantamentos de detecção. Identificando rapidamente, vamos conseguir suprimir ou erradicar o foco, evitando o avanço da doença dentro do Estado ou na região de fronteira. Estamos vigilantes, monitorando, e qualquer novo alerta a Adepará vai ter todo o aparato necessário para combater a monilíase”, esclareceu.
O recurso do Funcacau vem somar aos esforços já realizados pela Adepará no combate à monilíase, evitando prejuízos aos produtores do Estado. A monilíase é uma praga ausente no Pará, mas presente no Acre e no Amazonas. A supressão da praga é difícil pois é dispersada pelo vento, além disso há uma cultura entre a população de transportar frutos.
“As fronteiras são muito grandes, as pessoas carregam frutos. O pior é que quem ajudou a disseminar essa praga com mais facilidade foi o próprio homem, carregando fruto, carregando muda, porque ela demoraria muito mais para avançar dentro do território brasileiro se não fosse o ser humano”, explicou Haber.
Defesa vegetal
Em 2024, a Adepará não mediu esforços para garantir a sanidade dos principais cultivos agrícolas do Estado. O programa do cacau inspecionou mais de 3 mil hectares em 34 municípios e atendeu mais de 500 produtores.
As equipes da defesa vegetal realizaram mais de 17 mil ações de prevenção à mosca da carambola em 140 municípios paraenses. As atividades de detecções das pragas dos citros ocorreram em mais de 3.500 hectares. Na cultura da soja, 300 mil hectares de áreas foram inspecionados em 52 municípios e realizados mais de 800 levantamentos de sanidade vegetal. No programa da banana, foram mais de 400 propriedades inspecionadas em 34 municípios.
Para impedir a entrada de pragas no território paraense, a Adepará realizou em 2024, 14 fiscalizações em unidades produtivas que exigem a Certificação Fitossanitária de Origem (CFO), que atesta a origem e garante a sanidade de produtos vegetais. O Pará possui 112 unidades produtivas certificadas e os frutos que exigem o certificado são banana, carambola, manga, goiaba, laranja, limão e tangerina.
As sementes e mudas também mereceram atenção, com mais de 600 fiscalizações realizadas em 84 municípios. A classificação de grãos teve mais de 76 mil toneladas de produtos classificados e 15 municípios supervisionados.
Foto: Divulgação
Palma de óleo
Uma das mais importantes ações realizadas pela defesa vegetal em 2024 foi a a política de rastreabilidade na cadeia produtiva do dendê, que completou um ano e requer atenção redobrada da Agência. Até agora, já foram emitidas 32.107 GTVs e a circulação de cargas do fruto ultrapassou 700 mil toneladas.
“Estamos atuando de forma intensiva com as ações de fiscalização do trânsito de cachos de frutos frescos, fiscalizações junto às 14 empresas que recebem a produção e transformam em óleo de palma. Foi o primeiro ano do programa com resultados expressivos de cadastramentos e emissões de GTV, que possibilita o Serviço da Defesa identificar áreas produtivas, mapear rotas e monitorar o cumprimento da legislação”, informou a diretora de Defesa e Inspeção Vegetal Lucionila Pimentel.
Durante o ano, a Adepará também realizou, de uma ponta a outra do Estado, ações que asseguraram a segurança do consumidor e a sustentabilidade ambiental, como a fiscalização do trânsito agropecuário de produtos vegetais e o controle do uso de agrotóxico nas propriedades rurais, que fiscalizou mais de 500 propriedades e mais de 700 revendas em todo o Estado, verificando a utilização de equipamentos de segurança no manuseio e aplicação desses defensivos e ainda a devolução de embalagens vazias de agrotóxicos pelo produtor rural, cumprindo a legislação que exige que elas sejam devolvidas ao estabelecimento onde foram adquiridas, para que seja dada a destinação final adequada.
“Todas as ações que realizamos, tanto na defesa quanto na inspeção vegetal e animal, reafirmam o nosso papel estratégico no desenvolvimento sustentável do Estado. Ao promover uma agropecuária mais segura, moderna e integrada, a Agência fortalece sua contribuição para o crescimento econômico e social, além de consolidar sua atuação como guardiã da qualidade dos produtos agropecuários do Estado”, pontua Jamir Macedo, diretor-geral da Adepará.