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Antes que o tempo acelere, como andam as suas metas?

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

Avançamos rapidamente sobre fevereiro, ou melhor, fevereiro avançou rapidamente sobre nós. E as nossas metas? Se é verdade que não existem bons ventos para quem não sabe para onde ir, precisamos ter claras quais são as nossas metas para o ano, não é mesmo? E precisamos lidar bem com elas.

Se você é um executivo ou um profissional de vendas deve estar acostumado a receber metas de resultados ou de prazos, que você pode simplesmente absorvê-las com tranquilidade, sem maiores questionamentos ou considerá-las inexequíveis, irreais, injustas ou até desumanas.

Quem recebe metas de terceiros já passou por estes ou outros sentimentos, na maioria das vezes, sem muito o que fazer. “Metas são metas. Metas não se discutem”, costumava eu mesmo dizer quando estive na frente de equipes comerciais. A sentença equivalia quase a um dogma. Quando se é mais jovem, as afirmações costumam ser absolutas.

O tempo nos faz ser mais reflexivos sobre as metas. Elas ganham força quando são interiorizadas e quando se transformam em nossas metas e não dos outros. Neste caso, somos proprietários delas, nos dois sentidos: de quem estabelece e de quem buscará cumpri-las.

Ter metas é bom, desde que elas nos levem para onde precisamos ou queremos ir. É o caso das metas alinhadas à nossa Missão e ao nosso Propósito, que são as metas mais importantes e que garantem que estamos colocando energia na direção certa.

Há metas que traduzem não o que esperamos da vida, mas o que a vida espera de nós naquele momento, naquela determinada situação. Podemos estar diante de uma grande dificuldade, um beco sem-saída. Podemos também estar em uma encruzilhada de dilemas, por exemplo, entre o fácil e o correto ou entre os nossos interesses e os da maioria. Nestas situações, metas conscientes podem nos ajudar a fazer o que precisa ser feito.

Há metas que nascem de sonhos e elas começam a existir ainda em um plano invisível, como sementes que se materializarão no futuro. Transformar um sonho em uma meta pode ser divertido e bastante prazeroso. Não significa que serão metas fáceis, mas que há um prêmio nos aguardando, quando chegarmos lá.

Metas não devem ser fáceis mesmo, mas também não devem ser inatingíveis. Metas perfeitas estão no exato ponto entre o desafio e a nossa qualificação para atingi-la, gerando crescimento. Não por acaso, é onde podemos vivenciar o estado de flow, de plenitude. Por isso, um bom gestor buscará construir metas diferenciadas em uma equipe, considerando o estágio e potencial de cada um e fazendo com que todos ganhem propriedade sobre elas. Nas nossas vidas, podemos fazer o mesmo, estabelecendo metas desafiantes e realizáveis.

Metas devem ter um placar. Como saberemos se estamos avançando ou não, na sua direção? Como seria uma partida de futebol sem um placar? Como seria uma olimpíada sem os recordes a serem superados a cada edição da competição?

Metas devem ser escritas e relidas continuamente. Algo mágico acontece quando as escrevemos e as lemos sempre, se possível, diariamente.

O pesquisador e consultor George Doran publicou em 1981 um artigo na revista Management Review em que propôs para metas o método SMART. Desde então, o método vem sendo bastante aceito no mundo corporativo, com aplicações também na vida prática. A palavra é um acrônimo que, trazida para o português, pode ser entendida como: S (específica), M (mensurável), A (atingível), R (relevante), T (em um tempo determinado).

E você? Já escreveu suas metas para o ano? Você está cuidando bem delas?

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Livro com canções de mestre do carimbó ensina sobre ecologia tradicional

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Arte: Reprodução/UFPA

O livro digital ‘Pisei na tua areia, Ilha de Marajó: o Mestre Dikinho ensina… ‘, contemplado pelo Prêmio Proex de Arte e Cultura, foi desenvolvido por meio de uma parceria entre o Laboratório de Etnobiologia e Educação Intercultural (Leei) e a Associação dos Moradores do Bairro do Pacoval (Ampac), com o objetivo de compartilhar sugestões de atividades para o ensino de Ciências e Biologia com suporte em temas presentes nas músicas do Mestre Dikinho.

Leia também: Documentário homenageia Mestre Dikinho, referência do carimbó na Ilha do Marajó

Entre os meses de março e junho de 2023, Mestre Dikinho cantou suas narrativas e vivências acompanhado por integrantes do Grupo Tambores do Pacoval, da Ilha do Marajó,  em aulas espetáculos realizadas para estudantes do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas e de Licenciatura em Letras, além de pessoas que admiram o carimbó. 

Com o objetivo de reconhecer as possibilidades de relacionamento entre os conhecimentos ecológicos tradicionais que compõem o cotidiano marajoara e a forma como esse conhecimento poderia ajudar nas estratégias educativas, as aulas foram divididas em três temas principais: Pescadores, Rios e Mares; Marajó Brejeiro e Encantarias.

“Inserir essas referências culturais nos espaços educativos, para além da simples fruição cultural de shows e festivais, atua decisivamente na formação do público local, algo que frequentemente encontramos nas falas dos diferentes Mestres e Mestras sobre a importância do reconhecimento dos seus conhecimentos. Especificamente no e-book em questão, inovamos ao demonstrar as associações entre carimbó e educação ambiental, uma vez que os conhecimentos ecológicos tradicionais são fundamentais para a continuação dos patrimônios imateriais”, explica o professor Nivaldo Leo.

O livro é parte das ações que o Laboratório de Etnobiologia e Educação Intercultural (Leei) e o Grupo de Estudos e Pesquisas Encontros e Saberes (Gepes-CNPq/UFPA) fazem na busca de assegurar o patrimônio imaterial do povo marajoara. Além disso, ilustrações feitas pelo Mestre compõem a obra, algumas foram feitas exclusivamente para o livro.

“Os livros são uma ferramenta poderosa para disseminar conhecimento e cultura, uma forma de passar adiante um tesouro de sabedoria. E não podemos esquecer do valor histórico e cultural de um livro como esse. Ele se torna um documento importante para a história de Soure e da região. Preservar a memória do meu pai é também preservar a história de um lugar e de um tempo. É lindo saber que o conhecimento dele continua vivo e acessível para as futuras gerações. Através dos livros, ele continua a influenciar e transformar vidas”, aponta Fernanda Amaral, uma das filhas de Mestre Dikinho, sobre a homenagem à memória de seu pai. 

Mestre Dikinho

Raimundo Miranda Amaral foi uma grande figura do Marajó, com músicas que extrapolaram a região e são cantadas por pessoas de diversos lugares. Compositor, violonista, cantor e artesão marajoara, o Mestre faleceu na madrugada do dia 17 de julho de 2024, aos 83 anos. 

“Meu pai era um homem incrível, com um talento imenso. Falar do Mestre, com quem vivi todos os dias da minha vida, é maravilhoso!”, comenta Doris Felícia, também filha de Dikinho, orgulhosa ao ver o reconhecimento do talento do pai e o legado que ele deixou transmitido no livro.

“Saber que o conhecimento do meu pai está sendo transmitido e preservado através dos livros é algo que deve encher de orgulho. É como se ele continuasse vivo nas páginas, ensinando e inspirando as pessoas. A importância disso é enorme!”, completa a outra filha, Fernanda. 

Para conhecer a obra do Mestre Dikinho, acesse: Pisei na tua areia, Ilha de Marajó: o Mestre Dikinho ensina.

*Com informações da Universidade Federal do Pará

Parque Anauá

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Foto: Reprodução/Governo de Roraima

O Parque Anauá, o maior parque urbano da região Norte do Brasil, ocupa uma área de 106 hectares no coração de Boa Vista, capital de Roraima. Sua construção teve início em 1980, durante o governo de Ottomar de Souza Pinto, que lançou o Primeiro Concurso Público para o Anteprojeto do espaço. O projeto vencedor foi elaborado pelo arquiteto Otacílio Teixeira Lima Neto, com o objetivo de suprir a carência de áreas de lazer, esporte, educação e cultura na cidade.

O plano original previa diversas atrações em torno do Lago dos Americanos, a principal referência do parque. Entre os elementos projetados estavam um anfiteatro, uma estação de bondinho, bares e restaurantes, um ancoradouro/cais, além de estruturas voltadas à educação e cultura, como um centro cultural, uma escola de primeiro grau e uma escola de educação especial.

Localizado na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, o Parque Anauá se encontra entre o bairro Aeroporto e o Centro da cidade, sendo um dos principais pontos de lazer e convivência para moradores e visitantes de Boa Vista.

Feira do Passarão

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Foto: Divulgação/Governo de Roraima

Criada em novembro de 1994, a Feira do Passarão é uma tradicional feira livre conhecida por sua diversidade de produtos que inclui frutas, verduras, legumes, carnes, peixes, especiarias e artigos regionais. O espaço está localizado na Avenida Ataíde Teive, bairro Ctaimbé, em Boa Vista (RR).

Em 2024, a feira passou por uma modernização. O novo prédio passou a atender novamente a população roraimense oferecendo uma ampla variedade de produtos e alimentos num espaço interno de 2.438 m² que comporta mais de 120 boxes para diversas finalidades comerciais. Contando as áreas de carga e descarga e estacionamento, toda a feira tem 4.423 m².

A Feira do Passarão conta com um total de 124 boxes, distribuídos da seguinte forma: 40 boxes para hortifruti, 47 para cereais, 14 para aves, carnes e peixes e quatro para polpas, além de três boxes voltados para serviços, três para utensílios em geral e sete restaurantes e seis lanchonetes.

*Com informações do Governo de Roraima

Catedral Cristo Redentor

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Foto: Reprodução/IBGE

Com uma arquitetura moderna, a Catedral Cristo Redentor é um dos principais templos religiosos da capital roraimense, Boa Vista. As obras da construção foram iniciadas no ano de 1968, mas o término só ocorreu em 1972.

De acordo com o ângulo que é vista, a igreja lembra um barco, uma maloca indígena e uma harpa. Ela está localizada na Praça do Centro Cívico de Boa Vista.

Ao longo dos anos, a Catedral Cristo Redentor tem sido não apenas um marco arquitetônico, mas um centro de espiritualidade e união para os católicos de Boa Vista.

*Com informações do IBGE

Amaparque: US$ 30 mi serão investidos na criação da maior unidade de conservação urbana do mundo

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Lagoa dos Índios, em Macapá, faz parte dos 6,5 mil hectares do Amaparque. Foto: Jucivaldo Lima

O projeto Amaparque, do governo do Amapá, foi um dos selecionados na cooperação entre a associação mundial Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (Caf), que impulsionam o desenvolvimento sustentável regional por meio do financiamento de projetos e apoiam municípios na implementação de políticas e práticas sustentáveis.

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Um dos objetivos do projeto é reverter a degradação ambiental das zonas úmidas e da biodiversidade de Macapá e Santana. O Amaparque é o maior projeto de biodiversidade e preservação de áreas úmidas urbanas da Amazônia.

Além do belo visual, o projeto promete implementar soluções inovadoras para região, como explica Zico Araújo, secretário de Relações Governamentais do Amapá:

“O projeto Amaparque vai ocupar bastante espaço da nossa capital, numa bacia hidrográfica que é ligada ao igarapé da Fortaleza. Nós vamos fazer uma ocupação com museu, mirantes, lanchonetes temáticas, que possam retratar a história do Amapá, a história da Amazônia e a da cidade de Macapá”.

O aporte liberado para o projeto por meio do Caf é de US$ 30 milhões. Segundo o governo do estado, a previsão de execução do projeto é para o segundo semestre deste ano.

O custo total do projeto é de cerca de R$ 395 milhões. Os US$ 30 milhões de financiamento anunciados nesta quarta-feira (12) equivalem a R$ 174 milhões.

Sobre o projeto

O projeto abrange cerca de 6.500 hectares, com área equivalente à da Lituânia, tornando-se a maior unidade de conservação urbana do mundo.

Com o projeto, o Amapá terá a possibilidade da elevação do primeiro sítio Ramsar do Brasil, que compreende a uma área úmida de relevância ecológica internacional.

*Por Rafael Aleixo e Giselle Loureiro, da Rede Amazônica AP

Ajuruteua, vila litorânea no Pará encanta por suas praias paradisíacas e até navio naufragado

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Foto: Paulo Cezar

A pequena vila litorânea de Ajuruteua (distante a 36 quilômetros da cidade de Bragança, no nordeste do estado do Pará) é um refúgio para aqueles que buscam belezas naturais e tranquilidade. Com uma estrutura simples, a vila é composta por uma avenida principal e uma rua transversal, a Rua das Garças, e é banhada pelas águas do oceano Atlântico.

Leia também: Água salgada na Amazônia: conheça cinco praias de mar que vale a pena visitar no Pará

O acesso a Ajuruteua é feito pela rodovia PA-458 (Bragança-Ajuruteua), um trajeto que proporciona uma experiência única aos visitantes, permitindo a observação da riqueza natural da região.

Além disso, entre os meses de dezembro e maio, ocorre um fenômeno natural chamado Suatá, em que os caranguejos deixam os manguezais e atravessam a rodovia em direção às margens para o acasalamento, um evento alertado por placas de sinalização ao longo da estrada.

Leia também: Você sabe o que é a “andada” dos caranguejos?

Foto: Paula Lourinho/Ascom Seop

A vila de Ajuruteua abriga cerca de 300 residências, caracterizadas por construções rústicas de madeira com cobertura de palha.

Seu maior tesouro está mesmo na natureza que a rodeia: praias paradisíacas, extensos manguezais, dunas e uma fauna marinha abundante, com destaque para os caranguejos e guarás. A economia local gira em torno da pesca e da extração de caranguejos, atividades desempenhadas pela população nativa e que movimentam a Vila dos Pescadores, onde os frutos do mar são comercializados.

Navio naufragado

Um dos principais atrativos da região é um antigo navio naufragado, localizado a aproximadamente um quilômetro da vila, na Praia de Ajuruteua. Durante a maré baixa, visitantes conseguem se aproximar da embarcação.

O Lloyd Brasileiro, construído em 1882, naufragou no dia 09/05/1905 após uma colisão com o Navio Anselm 2. Sua carga era borracha e foi avaliada em 110.000 libras (que foi salva). A capacidade era para 100 passageiros na 1ª classe e 100 nas 2ª e 3ª classes.

Foto: Reprodução/Facebook-Conheça Ajuruteua

Praias para visitar

Praia Ajuruteua, com quilômetros de areias brancas e mar azul
Praia Perimirim
Praia Quatipuru-Mirim
Praia Boiçucanga
Praia Grande
Praia do Pilão

Outros atrativos

Além de boas caminhadas pelas praias é possível fazer uma trilha ‘bate-volta’ de 4 km, perto de Bragança. Atrações como o Mirante de São Benedito, o Museu de Arte Sacra Nossa Senhora do Rosário, o Museu da Marujada e a Igreja de São Benedito também fazem parte do roteiro para quem quer conhecer a história da vila.

*Com informações da Prefeitura de Bragança

Inclusões e renovações: Pará fortalece presença no Mapa do Turismo Brasileiro 

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Foto: Bruno Cruz/Agência Pará

Em janeiro, o Estado do Pará consolidou ainda mais sua posição no cenário turístico nacional com a renovação de quatro municípios no Mapa do Turismo Brasileiro: Almeirim, Anapu, Oriximiná e Tucumã. Monte Alegre foi incluído pela primeira vez, ampliando a representatividade do Estado nesse importante instrumento de planejamento e desenvolvimento turístico do governo federal.

Leia também: Pará reforça participação no Mapa do Turismo Brasileiro com 15 municípios

O Mapa do Turismo Brasileiro, iniciativa do Programa de Regionalização do Turismo (PRT), do Ministério do Turismo, define as áreas prioritárias para políticas públicas no setor. A participação no Mapa indica que o município está organizado em termos de gestão turística, estando apto a captar recursos para investimentos em infraestrutura, promoção de destinos, capacitação profissional e outros projetos estratégicos.

Foto: Rodrigo Pinheiro/Agência Pará

Hugo Almeida, interlocutor estadual do PRT e gerente de Estruturação dos Destinos Turísticos da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), destacou a relevância dessas atualizações. Segundo ele, “a permanência de municípios no Mapa demonstra continuidade na gestão pública, enquanto as novas inclusões representam oportunidades de impulsionar as economias locais, valorizar culturas regionais e atrair investimentos”.

Expansão

A inclusão de Monte Alegre reflete os esforços contínuos da Setur em expandir o turismo para novas áreas do Estado, reconhecendo o potencial turístico de diferentes regiões. O município é conhecido por suas riquezas naturais e culturais, que agora ganham maior visibilidade no cenário nacional.

Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

O secretário de Turismo do Pará, Eduardo Costa, enfatizou a importância dessas conquistas. 

“A integração de mais municípios ao Mapa do Turismo Brasileiro é um reflexo do nosso compromisso em estruturar o setor em todo o Estado. Isso não apenas fortalece o turismo regional, mas também gera emprego, renda e oportunidades para a população paraense. Com essas atualizações, o Pará reforça seu compromisso com o desenvolvimento turístico sustentável, buscando sempre valorizar as potencialidades locais e promover o crescimento econômico e social das comunidades envolvidas”, destacou Eduardo Costa.

Foto: Alexandre Costa/Agência Pará

*Com informações da Agência Pará

Selva Park dará lugar a viaduto em Manaus; relembre a história do antigo parque aquático

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Foto: Marcus Evangelista Filho/Cedida

O antigo terreno do ‘Selva Park’ dará lugar a um viaduto que interligará as avenidas do Turismo e Max Teixeira, em Manaus (AM). O anúncio foi feito pelo prefeito David Almeida durante a leitura da mensagem governamental no dia 10 de fevereiro, na Câmara Municipal da capital amazonense.

Na ocasião, o prefeito apresentou os desafios e prioridades do mandato iniciado em janeiro, destacando as obras de infraestrutura como uma das principais frentes da administração municipal para os próximos anos.

“Temos planejada para os próximos anos a construção de complexos viários e o alargamento de avenidas. Vamos ampliar a Avenida do Turismo, com a meta de conectá-la à Max Teixeira, no antigo terreno do Selva Park, por meio da Avenida do Futuro”, afirmou Almeida.

Relembre a história do local:

Outros anúncios

Além desse projeto, o prefeito também anunciou outras obras voltadas para a melhoria do trânsito na capital amazonense.

  • Alargamento da Avenida André Araújo, em frente ao Tribunal de Justiça do Amazonas;
  • Alargamento da Avenida Jornalista Umberto Calderaro, no trecho entre a Avenida Marciano Armond e a entrada do Fórum Henoch Reis;
  • Interligação da Avenida Efigênio Salles até a perimetral Maneca Marques, no Parque 10;
  • Construção do viaduto Passarão, na Avenida Brasil.

Por fim, o prefeito também anunciou um novo prazo para a conclusão do Viaduto Rei Pelé, na Zona Leste de Manaus. “Vamos emitir a ordem de serviço para este viaduto no próximo mês, pois em abril concluiremos as obras do Viaduto Rei Pelé. Em seguida, toda a equipe será mobilizada para iniciar os trabalhos neste novo viaduto. Além disso, seguiremos avançando na melhoria da infraestrutura viária da cidade”, declarou.

*Com informações do g1 Amazonas

Uso terapêutico da pele de tambaqui em animais é estudado em Rondônia

Foto: Reprodução/Departamento Acadêmico de Medicina Veterinária – UNIR

O Departamento Acadêmico de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Campus de Rolim de Moura, desenvolve uma pesquisa inédita que utiliza a pele de tambaqui como alternativa na cicatrização de feridas em animais.

A pesquisa é realizada desde 2023 pelo professor Ivan Felismino Charas dos Santos, e além de estudar a pele do tambaqui, os métodos de esterilização e conservação desse material também são alvo de estudo no projeto. A cicatrização de feridas é uma das linhas de pesquisa do coordenador da ação, sendo uma das áreas o uso de biomembranas na cicatrização.  

Leia também: No Tocantins, pesquisadores adaptam técnica que acelera o crescimento do tambaqui

O tambaqui é um peixe nativo da Amazônia e sua maior concentração está localizada na região Norte, especificamente no Estado de Rondônia, e a sua pele, após ser esterilizada e conservada, pode ser usada como membrana biológica no tratamento de feridas. 

“A pele desse peixe é um subproduto de descarte pela maioria dos frigoríficos, podendo afetar negativamente o meio ambiente. Paralelamente, já existem pesquisas relacionadas com o uso de pele de peixe em feridas originadas de queimaduras, que nesse caso é a pele de tilápia, contudo, esse peixe não é nativo do Brasil, ao contrário do tambaqui que é da nossa Amazônia”, comentou o coordenador da pesquisa. 

A pesquisa laboratorial é realizada com diversas parcerias internas (patologia animal, microbiologia, laboratório de solos, entre outros) e a pesquisa para os animais domésticos, com foco em cães e gatos, é realizada no centro cirúrgico do Laboratório de Ensino e Pesquisa de Técnica Cirúrgica e Cirurgia de Pequenos Animais (Leptecipa), localizado na Fazenda Experimental da UNIR, em Rolim de Moura, coordenada pelo professor Ivan. 

A pesquisa

De acordo com o coordenador, o uso da pele de tilápia já é conhecido, porém, o método de esterilização e consequentemente armazenamento é de alto nível tecnológico e assim encarece o custo. Desse modo, os resultados mais expressivos da pesquisa foram determinar um método de esterilização e armazenamento eficaz, de baixo custo e de fácil acesso, como também, um método de aumentar a sua força de ruptura e tensão após essa esterilização.  

A pele do tambaqui, em comparação com a da tilápia, apresenta características morfológicas e histológicas superiores, que incluem maior resistência tecidual e menor deformidade, maior espessura das fibras colágenas emergindo assim como uma alternativa promissora para o tratamento de feridas.

Diante disso, o coordenador da pesquisa explicou que o objetivo final do estudo seria para uso da pele de tambaqui na Medicina Veterinária e em pacientes humanos, não só na cicatrização de feridas, como também na esterilização e armazenamento eficazes, de fácil acesso e baixo custo. 

Para o uso dessas biomembranas existe a necessidade de esterilização e armazenamento antes de serem usadas em pessoas e animais. Em dezembro de 2024 foi realizado o primeiro estudo clínico do uso da pele do tambaqui em um paciente veterinário, nesse caso um cão, com ferida pós mordedura na região do dorso e abdômen.

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Fotos: Departamento Acadêmico de Medicina Veterinária

“Visto que não teria como realizar cirurgia reconstrutiva devido a extensão da ferida, eu como cirurgião e com a permissão legal do tutor, decidi realizar o xenoenxerto com a pele de tambaqui após devida esterilização e armazenamento. Em menos de 30 dias foi obtida uma oclusão significativa da ferida, e caso não fosse realizado esse procedimento a ferida iria cicatrizar em um período acima de 90 dias”, explicou o docente. 

Benefícios

De acordo com o professor Ivan Felismino, pesquisas com o uso de biomembranas no tratamento de feridas na Medicina Veterinária são de extrema importância visto que ocorre uma diminuição drástica de uso de produtos químicos, como pomadas cicatrizantes e analgésicos, e seu efeitos colaterais para o animal, além da diminuição do descarte de embalagens desses produtos. Destaca-se também o aproveitamento da pele do tambaqui, que é considerada um subproduto de descarte, o que contribui para a preservação do meio ambiente.  

“Paralelamente, os animais se beneficiam porque o processo de cicatrização é mais rápido, além da consequente diminuição dos custos para o tratamento desse tipo de afecção. Para a região Norte, é importante porque coloca Rondônia e a Amazônia, e também a UNIR, no patamar de pesquisa de alta qualidade e com retorno significativo para a sociedade, como também o reaproveitamento de um subproduto de um peixe originário da Amazônia” declarou o docente. 

Para o coordenador, existe a necessidade de pesquisar sobre ação da esterilização e armazenamento das peles de tambaqui no ponto de vista histológico e mecânico, como também, entender a ação fisiológica da pele do tambaqui na fase de cicatrização e mais estudos clínicos.

“De momento, para além dos laboratórios acima citados, existe uma colaboração ativa do Programa de Pós-Graduação em em Agroecossistemas Amazônicos da UNIR (PPGAA) e do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Animal (Unesp, Botucatu), do quais sou docente de mestrado e doutorado, respectivamente”, comentou. 

*Com informações da Universidade Federal de Rondônia