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Euzenir Gomes, a força feminina na memória da Estrada de Ferro Madeira Mamoré

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A ferroviária Euzenir Gomes trabalhou por quase 20 anos na administração no Prédio do Relógio. Foto: Júnior Costa

Em um ambiente historicamente marcado pela presença masculina, Euzenir Gomes construiu sua trajetória profissional na ferrovia, tornando-se exemplo de dedicação, competência e coragem em Rondônia. Seu trabalho na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) representou mais do que o exercício de uma função: foi um ato de afirmação feminina em um espaço tradicionalmente ocupado por homens.

Euzenir integrou uma geração de mulheres que romperam barreiras e ajudaram a consolidar a presença feminina em setores estratégicos da economia da região.

Ao atuar na ferrovia, contribuiu diretamente para manter viva uma instituição que não apenas transportava cargas, mas também conectava pessoas, culturas e impulsionava o desenvolvimento da região Norte do Brasil.

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Euzenir e o protagonismo feminino

Ela trabalhou por quase 20 anos no setor de gestão de pessoas, iniciando como escriturária e chegando ao cargo de oficial de administração, no Prédio do Relógio, onde funcionava a sede administrativa da ferrovia. Hoje, aos quase 88 anos, relembra com emoção o período em que atuou na histórica ferrovia, patrimônio que marcou o nascimento e o desenvolvimento da capital rondoniense.

Euzenir iniciou como escriturária e chegando ao cargo de oficial de administração.
Foto: Divulgação

“Eu cheguei à região quando tinha 14 anos. A ferrovia foi o meu primeiro trabalho. Naquela época, as mulheres eram tarefeiras. Eu trabalhava na gestão de pessoas, o que hoje chamamos de RH. Por isso, viajei muito de trem até Guajará-Mirim, acompanhando os trabalhadores e enfrentando as dificuldades da região. Vivi muitas histórias que guardo na memória até hoje”, relembra.

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Natural do Maranhão, sempre foi determinada. Enfrentou desafios e conquistou seu espaço em um ambiente que exigia disciplina, responsabilidade e comprometimento. Foi em Porto Velho que se casou e constituiu família. Ela destaca que viveu um período marcante, em que as mulheres começaram a conquistar direitos e ampliar sua participação no mercado de trabalho.

“Eu me sinto feliz com minha trajetória como mulher. Lembro de uma época em que a gente não podia nem votar, estudar e muito menos trabalhar. Mas, aos poucos, fomos conquistando nossos espaços. Hoje, a mulher pode ser o que quiser, e eu tenho muito orgulho de dizer que trabalhei na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré”, conclui.

Memória viva da cidade

Ao longo dos anos, Euzenir acompanhou transformações importantes na cidade e na própria ferrovia. Mais do que funcionária, tornou-se guardiã de histórias que hoje integram a memória coletiva porto-velhense. Suas lembranças ajudam a manter viva uma época em que o apito das locomotivas marcava o ritmo da cidade e simbolizava progresso e integração regional.

A trajetória de Euzenir representa o protagonismo feminino na construção da história local. Sua presença na ferrovia simboliza a força das mulheres que contribuíram diretamente para o desenvolvimento social e econômico de Porto Velho.

Sua experiência reforça a importância de valorizar não apenas o patrimônio físico da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, mas também as pessoas que ajudaram a construir e preservar esse legado.

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Trajetória de Euzenir representa o protagonismo feminino na construção da história local.
Foto: Divulgação

Nas fotos em preto e branco, estão as lembranças de uma época que jamais será esquecida e que é guardada com carinho. Para o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, Euzenir Gomes e todas as mulheres que, com trabalho e determinação, ajudaram a escrever a história da capital merecem reconhecimento e homenagem.

“Preservar a memória da ferrovia é também reconhecer a contribuição feminina na construção da identidade e do desenvolvimento do município. Nossa gestão é pautada na valorização da nossa história. Tanto a Estrada de Ferro quanto a cidade de Porto Velho tiveram mãos de mulheres que ajudaram a construir a nossa identidade”, afirmou o prefeito.

*Com informações da Prefeitura de Porto Velho

Marabaixo do Amapá se mistura com batidas eletrônicas em nova música de Carlinhos Brown

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Com inspiração no marabaixo, ‘Boca Risonha’ é interpretada por artistas do Amapá numa parceria com o produtor e DJ Felipe Poeta. Foto: Pedro Gontijo

As raízes da cultura amapaense ecoam pelo Brasil na voz e na batida de Carlinhos Brown. O cantor lançou a faixa ‘Boca Risonha’, que mistura o batuque ancestral do Marabaixo com a pulsação da música eletrônica. A produção é assinada pelo DJ Felipe Poeta e reúne artistas do Amapá.

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A canção nasceu de meses de criação e traz a essência de cada participante. É um encontro entre tradição e modernidade, onde o som da floresta dialoga com sintetizadores e preserva a identidade cultural amazônica.

Na gravação, brilham nomes da música popular amapaense: Ryan Newman, Jhimmy Feiches, Patrícia Bastos e Fineias Nelluty. Juntos, eles conduzem o ouvinte a um universo alto astral, marcado pelas referências da chamada Amazônia Negra. Ouça:

Embaixador do Marabaixo

Brown, nomeado “embaixador do Marabaixo” no Estado, descreve a faixa como uma ponte que liga o Amapá ao restante do país — o único Estado brasileiro sem acesso por via terrestre. Para ele, a parceria com Felipe é também uma forma de apresentar essa cultura à juventude.

“Felipe é essa juventude de um Brasil que acena para encontrar mais de 90% de floresta em pé, a possibilidade de erguer novas árvores e que elas sejam musicais. Que a estrada de terra que falta para nos ligar com o Amapá seja suas linhas melódicas, suas partituras, seus poetas, seus cantores e sua cultura afro-ameríndia-franco-brasileira”, disse Brown.

Leia também: Marabaixo, no Amapá, passa a contar com Carlinhos Brown como novo embaixador

Felipe Poeta relembra que a ideia surgiu em uma conversa com o cantor. Inspirado, passou a madrugada misturando sons da floresta com beatbox e gravações. “Ali rolou o auge da originalidade pra nós dois”, contou.

Capa de ‘Boca Risonha’, nova música de Carlinhos Brown com inspiração no Marabaixo amapaense. Foto: Divulgação

O DJ destaca que o processo respeitou os traços da cultura amapaense, harmonizando o batuque ancestral com sonoridades contemporâneas. Para ele, a faixa é uma oportunidade de despertar curiosidade sobre o Marabaixo.

“É uma grande esperança que nós temos, que quando vocês escutarem vocês possam ter a curiosidade de saber: O que é o Marabaixo? e que tudo isso seja o começo de uma pesquisa, para que vocês possam entender como Marabaixo influência tantos outros ritmos populares”, disse Felipe.

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felipe poeta e carlinhos brown lançam musica com marabaixo e eletronica foto divulgacao
Foto: Divulgação

Felipe Poeta

DJ e produtor musical de 23 anos, Felipe conecta referências da música urbana brasileira à cena eletrônica. Suas influências vão de Fisher e Fred Again ao samba de Cartola e Paulinho da Viola.

Fundador da Tha House Company em 2021, atua como produtor e articulador criativo, promovendo encontros entre eletrônico, funk e outras expressões culturais.

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

Livro reúne dados de investigação sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini, no Acre

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Foto: Reprodução/Lumen Juris Editora

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Universidade Federal do Acre (UFAC), lançou um livro que reúne informações sobre a trajetória de resistência do povo Nukini.

A obra, ‘Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá’ (Lumen Juris, 240 p.). é o resultado de uma investigação científica, que integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

Leia também: Conheça a história dos Nukinis, o ‘Povo da Onça’ no Acre

Livro destaca importância do Povo da Onça

Arlete Muniz Ynesto Kumã matriarca do povo nukini no acre foto divulgacao
Foto: Divulgação

O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do ‘Povo da Onça’ frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz).

Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Leia também: Livro sobre cantos e danças do povo Sateré-Mawé reúne vivências de escritora indígena

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental:

  • sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual;
  • direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais;
  • e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

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livro povo nukini de renata freitas ufac
Foto: Divulgação/UFAC

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

*Com informações da UFAC

Projeto une esporte e tradição para fortalecer comunidades indígenas no Pará

Terra Indígena Bacajá, no Pará, recebe projeto de esporte e sustentabilidade. Foto: Juan Ângelo/Xikrin

Uma parceria entre a Associação Indígena Berê Xikrin e a Transpetro deu início ao projeto ‘Kurkràdjá Xikrin Transpetro‘, que leva atividades esportivas e formação em sustentabilidade para a Terra Indígena Bacajá, no Pará. Com duração de 12 meses, a iniciativa promove a integração entre jovens e adultos, unindo práticas tradicionais, como o arco e flecha, ao desenvolvimento humano e à proteção ambiental.

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O projeto foi contemplado no Programa Transpetro em Movimento, viabilizado por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Na prática, o apoio ao “Kurkràdjá Xikrin” leva recursos e políticas públicas a territórios e populações historicamente afastados do fomento esportivo estruturado.

“Este projeto é um marco para o nosso povo em torno de um objetivo comum. O Xikrin sempre foi apaixonado pelo esporte, mas agora temos organização para fortalecer tanto o futebol quanto as nossas tradições, como o arco e flecha”, comenta o Cacique Beb Kamati Xikrin, Presidente da Associação Indígena Bere Xikrin da TI Bacajá.

Esportes indígenas também ganham destaque

Ao todo, a iniciativa movimenta a Aldeia Krahn e outras 14 comunidades ligadas à Associação Berê Xikrin. O cronograma inclui seis modalidades: corrida, pau de sebo, cabo de guerra, arco e flecha, além do futebol nas categorias feminina e masculina. As atividades respeitam os costumes locais e buscam o equilíbrio entre a tradição e o interesse da comunidade.

“Vejo como uma oportunidade de ensinar aos nossos jovens a importância da união e do cuidado com as nossas raízes. Ver nossa cultura viva, com cantos e danças integrados às competições, nos dá a certeza de que estamos construindo um futuro mais forte para as próximas gerações da Terra Indígena Bacajá”, acrescenta o cacique.

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Para a gerente geral de Comunicação Empresarial da Transpetro, Lilian Rossetto, a parceria fortalece a cultura e a integração dos povos originários, promovendo um Brasil mais diverso e conectado às suas raízes.

Terra Indígena Trincheira-Bacajá, do povo Xikrin. Foto: Helena Palmquist/Acervo MPF-PA
Terra Indígena Trincheira-Bacajá, do povo Xikrin. Foto: Helena Palmquist/Acervo MPF-PA

“O projeto incentiva a prática de esportes tradicionais conduzidos pelas próprias comunidades indígenas do Pará, estimulando a participação de diferentes públicos e idades. Valorizar o esporte brasileiro e reconhecer a vocação de cada território estão entre nossos compromissos, e esta iniciativa reafirma nossa visão de futuro, pautada no desenvolvimento, respeito e inclusão.”, defende.

Integração entre as aldeias

A rotina do projeto é dividida entre as aldeias e um polo central. Enquanto os treinos e o aprimoramento individual ocorrem diariamente em cada comunidade, os amistosos e grandes encontros mensais são realizados na Aldeia Krahn. Além da técnica, os participantes recebem noções teóricas e vivências coletivas.

A preservação da natureza também “entra em campo”. Toda a execução é orientada por práticas sustentáveis, com ações de conscientização sobre o descarte correto de resíduos e o cuidado com o território. O objetivo, por sua vez, é reforçar valores que já fazem parte do modo de vida Xikrin, integrando o esporte ao cuidado com a floresta.

Para o povo Xikrin, o projeto resolve um antigo desafio: a falta de continuidade. Apesar da paixão histórica por esportes, as atividades nas aldeias não contavam com uma estrutura organizada e formativa. Agora, o trabalho segue um planejamento que integra diferentes gerações e promove o desenvolvimento contínuo de atletas e líderes comunitários.

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Os primeiros passos foram dados entre novembro e dezembro, com a organização das equipes e reuniões de logística. Como o deslocamento entre as aldeias é complexo, foi adotado um modelo híbrido: treinos locais durante a semana e um encontro coletivo mensal para celebração e intercâmbio.

O primeiro desses encontros ocorreu em dezembro, na Aldeia Krahn. O evento transformou a arena esportiva em um palco de valorização cultural, com danças e cantos tradicionais que reafirmaram a identidade do povo Xikrin. Para a Transpetro, o investimento reconhece o protagonismo indígena e amplia o alcance social da empresa em áreas remotas.

Sobre o Programa Transpetro em Movimento

O Programa Transpetro em Movimento impacta positivamente quase 300 mil pessoas em 55 municípios brasileiros, em todas as regiões do país, e é uma parceria com o Ministério da Cultura e o Ministério do Esporte, por meio da Lei Rouanet e da Lei Federal de Incentivo ao Esporte.

Com capilaridade nacional, o primeiro edital público de patrocínio incentivado da Transpetro valoriza e promove a circulação de traços culturais brasileiros e a formação profissional, fortalecendo a diversidade e estimulando a inclusão de públicos minorizados ou em situação de vulnerabilidade.

Mais de 80% dos projetos contemplados acontecem em comunidades tradicionais ou em áreas de periferia, com público prioritário formado em sua maioria por crianças e adolescentes.

Parque Ecológico Municipal de Ji-Paraná: um refúgio de biodiversidade e lazer em Rondônia

Foto: Reprodução/ Facebook- Parque Ecológico Municipal de Ji-Paraná

O Parque Ecológico Municipal de Ji-Paraná, em Rondônia, é um dos espaços de preservação ambiental e de lazer para a população local e turistas. Com uma área de 98 hectares, o parque atua como um refúgio para a fauna e a flora nativas da Amazônia, ao mesmo tempo em que oferece uma variedade de atividades recreativas e educativas para seus visitantes.

O local é um exemplo de como a conservação da natureza e o convívio social podem coexistir em harmonia, contribuindo para a qualidade de vida na cidade e a conscientização ambiental.

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O Parque foi criado em 2001 através da Lei nº 1.091, de 14 de julho de 2001 com a finalidade de preservar a fauna, flora e a beleza natural, sendo revitalizado em 2018 e tornando-se sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Ji-Paraná (SEMEIA).

O espaço dispóe de 700 metros de passarela, onde é possível ver de perto diversas espécies de fauna e flora nativa, típicas de áreas úmidas. A entrada gratuita e o acesso facilitado incentivam a visitação, tornando-o um ponto de encontro para famílias, atletas e entusiastas da natureza.

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Ele representa um compromisso com o desenvolvimento sustentável, integrando áreas de floresta densa com estruturas projetadas para o uso público. A gestão do espaço afirma que objetiva equilibrar a proteção dos ecossistemas com a promoção de atividades que valorizam o contato com a natureza.

Biodiversidade e conservação

Parque Ecológico Municipal de Ji-Paraná é abrigo de diversos mamíferos. Foto: Reprodução/ Facebook- Parque Ecológico Municipal de Ji-Paraná

O Parque Ecológico de Ji-Paraná é um microcosmo da biodiversidade amazônica. Sua vegetação, composta por floresta densa e áreas de transição, serve de habitat para uma grande variedade de espécies animais. A presença de um lago no centro do parque, com aproximadamente 8 hectares, contribui para a diversidade de ecossistemas, atraindo aves aquáticas e outras formas de vida. A fauna local inclui mamíferos, répteis e uma avifauna diversificada, sendo um local propício para a observação de pássaros.

Além de proteger as espécies, o parque desempenha um papel na pesquisa e na educação ambiental. Escolas e universidades utilizam o espaço para estudos de campo, permitindo que alunos e pesquisadores observem de perto a dinâmica de um ecossistema preservado. As trilhas interpretativas, por sua vez, oferecem aos visitantes a oportunidade de aprender sobre as diferentes espécies de árvores e plantas, bem como a importância de cada uma para o equilíbrio ecológico. A conservação da área também ajuda a mitigar os efeitos das mudanças climáticas, atuando como um pulmão verde em meio à área urbana.

A gestão do parque informa que adota medidas rigorosas para garantir a integridade do ambiente. A fiscalização constante e campanhas de conscientização são ferramentas para prevenir a caça ilegal, o desmatamento e o descarte inadequado de lixo.

Foto: Reprodução/ Facebook- Parque Ecológico Municipal de Ji-Paraná

Lazer em Ji-Paraná

A infraestrutura do Parque Ecológico é planejada para atender a uma variedade de necessidades dos visitantes. Com uma pista de caminhada de 2.050 metros, o espaço é ideal para a prática de exercícios físicos. O anfiteatro, com capacidade para 500 pessoas, é utilizado para eventos culturais, palestras e atividades educativas. O parque também dispõe de uma lanchonete, banheiros e um grande estacionamento, garantindo comodidade e segurança.

O local é um ponto de encontro para a comunidade, que o utiliza para piqueniques, encontros familiares e atividades ao ar livre. As áreas de convivência são bem cuidadas, com bancos e espaços sombreados que proporcionam um ambiente agradável para o descanso e a contemplação.

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Foto: Reprodução/ Facebook- Parque Ecológico Municipal de Ji-Paraná

Equipe de vigilância e monitoramento está presente no parque. As atividades no parque são regulamentadas para garantir a preservação do ambiente e o respeito mútuo entre os usuários. A popularidade do parque reflete o crescente interesse da população por espaços que combinam a natureza com a conveniência da vida urbana.

Roraima lidera ranking nacional de áreas urbanas vulneráveis a enchentes, mostra estudo

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Imagem aérea de Boa Vista, capital do estado de Roraima. Foto: Juliana Dama/Rede Amazônica RR

Roraima é o estado brasileiro onde a maior proporção de área urbana está em situação de risco de enchentes. É o que mostra um levantamento do MapBiomas, plataforma que monitora o uso e a cobertura do solo no Brasil, divulgado no dia 4 de março.

Segundo os dados, ao todo, 9,1 mil hectares (46,4%) de toda a área urbanizada de Roraima está a menos de três metros de altura de um rio ou curso d’água. A faixa é considerada mais vulnerável a alagamentos e inundações.

Leia também: Portal Amazônia responde: como funcionam os processos de enchente e vazante dos rios?

Em termos práticos, isso significa que quase metade das áreas com casas, ruas e infraestrutura urbana em Roraima estão em terrenos baixos e muito próximos de rios, o que aumenta significativamente o risco de serem atingidas por enchentes.

Os dados são referentes a 2024, ano mais recente da análise. O estado fica à frente do Rio de Janeiro, com 43%, e do Amapá, com 37,6% de área urbanizada vulnerável a enchentes.

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enchente em roraima
Enchente em cidade de Roraima. Foto: Divulgação/Secom-RR

Roraima em atenção e o cenário nacional

O pesquisador Edimilson Rodrigues, da equipe de mapeamento do MapBiomas, explicou que historicamente as cidades se estabeleceram junto aos corpos d’água, o que justifica o monitoramento de áreas nessas condições.

“Diante do aumento do número de eventos extremos e do conjunto de funções cumpridas por áreas de várzea e planícies alagáveis, é importante monitorar a expansão de áreas urbanizadas em margens fluviais buscando conservar o ambiente e a qualidade de vida da população”, esclareceu.

O levantamento analisou o crescimento das áreas urbanas no Brasil entre 1985 e 2024. No país como um todo, a área urbanizada em zonas de risco de enchentes cresceu 145% nas últimas quatro décadas, passando de 493 mil hectares para 1,2 milhão de hectares.

O avanço das cidades sobre áreas próximas a rios é um padrão histórico no Brasil, e que se torna cada vez mais preocupante com o aumento de eventos climáticos extremos, segundo o MapBiomas.

“A expansão das cidades tem que ser pensada no contexto do risco e das mudanças climáticas, que afetam a todos, mas, em especial, incidem de forma mais dramática em áreas mais sensíveis e vulneráveis”, destacou Mayumi Hirye, coordenadora do mapeamento.

O MapBiomas é uma iniciativa que reúne universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia para monitorar as mudanças no uso da terra no Brasil. Os dados são públicos e gratuitos.

*Com informações da Rede Amazônica RR

Atlas Arqueológico do Tocantins busca democratizar acesso às informações do estado

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Foto: Marco Antônio Gama/Governo do Tocantins

O arqueólogo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Rômulo Macêdo lançou, no dia 20 de fevereiro, o Atlas Arqueológico do Tocantins, livro de divulgação científica que apresenta um panorama da temática no estado.

A obra é fruto de uma pesquisa de quase 10 anos que reuniu e analisou publicações relacionadas ao patrimônio arqueológico do estado.

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Pensado para contribuir com ações de educação patrimonial, o Atlas apresenta de forma acessível o trabalho baseado em relatórios dos acervos do Iphan e em dados coletados em visitas de campo a sítios arqueológicos.

São mais de 150 páginas de fotos, tabelas, referências e muitos dados que estavam dispersos em repositórios nacionais e internacionais.

Leia também: Sítio Arqueológico Arraial Bom Jesus do Pontal é reconhecido como patrimônio cultural no Tocantins

atlas arqueológico do tocantins
Foto: Divulgação

Atlas representa acesso para história arqueológica de Tocantins

Segundo o autor, o conhecimento arqueológico produzido na região sempre esteve restrito a poucos, sobretudo em razão da baixa acessibilidade e da linguagem especializada dos relatórios técnicos.

“Com o lançamento do Atlas Arqueológico do Tocantins, estou realizando um sonho que me acompanha desde que cheguei ao estado, que é difundir os saberes sobre o patrimônio arqueológico a todos aqueles que se interessam por conhecer mais sobre nossos antepassados”, destaca Rômulo.

A obra teve patrocínio da Secretaria de Cultura do Tocantins, por meio de edital do Fundo Estadual de Cultura. Neste momento, o Atlas está disponível apenas em versão digital, para download gratuito AQUI.

*Com informações do Iphan

O porto peruano de Chancay e o comércio transfronteiriço pan-amazônico

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Terminal marítimo de Chancay. Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

Ponto alto da viagem da delegação da Associação Pan-Amazônia, no período de 16 a 21 de fevereiro, à Lima e ao Panamá, foi a visita ao complexo portuário de Chancay. Inaugurado pelo presidente da China, Xi Jinping, em novembro de 2024, o novo Porto, em alguns anos, poderá se transformar num dos mais importantes da América do Sul. O complexo está localizado a cerca de 70 km ao norte da capital peruana, Lima. Trata-se de um projeto superlativo, liderado pela companhia marítima estatal chinesa Cosco Shipping Company com investimentos totais estimados em US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 19,7 bilhões).

A infraestrutura contará, após concluída, com 15 embarcadouros, escritórios, serviços logísticos e um túnel com 2 km de comprimento construído sob a cidade de Chancay para o transporte de cargas sem perturbar os moradores. Trata-se, em síntese, de um megaporto que visa tornar-se o principal hub logístico entre a América do Sul e a Ásia. Com 18m de calado, opera grandes navios, reduzindo em até um terço o tempo de transporte. A movimentação foca em produtos agrícolas, eletrônicos e cargas gerais, com potencial de 1 milhão a 6 milhões de TEUs/ano. Além de desafogar o porto de Callao, atualmente o principal ponto de entrada e saída de mercadorias do Peru.

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Apenas para efeito comparativa, o Porto de Santos registrou um recorde histórico em 2025, movimentando 5,9 milhões de TEUs, o que representa uma alta de 7,7% em relação ao ano anterior; enquanto o Porto de Paranaguá, após movimentar 1,5 milhão de TEUs em 2024, registrou números recordes ao longo de 2025, ultrapassando movimentação de 1,6 milhão de TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés). O porto é descrito como “inteligente e sustentável” equipado com sistemas modernos de automação, inteligência artificial e monitoramento 5G.

Possui infraestrutura de última geração, incluindo guindastes automáticos e veículos elétricos autônomos. As operações de carga, descarga e trânsito interno são efetuadas eletronicamente sob o comando de 750 empregados, dos quais apenas 20 chineses. Um ponto preocupante: enquanto a infraestrutura interna do Porto é altamente segura e moderna, a área ao redor enfrenta crescentes riscos de segurança pública, particularmente em relação ao tráfico de drogas, ora severamente combatido.

Dentre as principais vantagens operacionais do complexo, segundo estudos técnicos da Cosco Shipping Company, destacam-se:

  • 1. Logística com o Brasil: O porto é visto como uma rota estratégica para exportações brasileiras (especialmente soja e carne do Acre/Centro-Oeste) para a Ásia, podendo reduzir em até 7 mil km a distância;
  • 2. Cargas: Inicialmente movimentando contêineres e, posteriormente, carga geral e a granel;
  • 3. Conectividade: Integra a iniciativa da “Nova Rota da Seda” (Belt & Road) da China, com alta tecnologia, automação e conexão com o sistema portuário peruano e
  • 4. Vantagens: Capacidade para receber os maiores navios do mundo (18.000+ TEUs), facilitando o comércio direto e reduzindo custos de frete.

A estimativa do governo peruana é de que a duração das viagens de cargueiros do Peru até a Ásia cairia de 40 para 28 dias.

Explica-se: Anteriormente, os produtos exportados pela América do Sul precisavam subir para o norte, até portos como Manzanillo, no México, onde ocorria o transbordo para que fossem enviados para a China. Com o novo porto, abre-se uma rota direta e mais rápida por meio do corredor rodo-fluvial Chancay-Paita-Yurimaguas Iquitos-Tabatinga, além de potencializar o comércio fronteiriço Peru/Brasil em setores como logística de transporte, telecomunicações, agronegócio – alternativa para exportações brasileiras (soja, carne, minérios) pelo Pacífico – e hidrocarbonetos, base da química orgânica e principal elemento do petróleo e gás natural. Além da vantagem em termos geográficos, o grande calado da baía de Chancay confere ao porto capacidade de receber os maiores navios do mundo.

Leia também: Pan-Amazônia lidera missão ao porto peruano de Chancay e Canal do Panamá

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Roraima atinge marca histórica de rebanho bovino com 1,3 milhão de cabeças de gado

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Rebanho bovino em Roraima. Foto: Divulgação/Aderr

O rebanho bovino de Roraima atingiu 1.291.065 cabeças em 2025, segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr). O número consolida o avanço da pecuária e o trabalho do Governo do Estado nos últimos anos em reforçar o crescimento local do setor.

Entre os municípios com maior concentração de animais estão Mucajaí, com 162.270 cabeças; Amajari, com 145.834; Alto Alegre, com 122.896; Iracema, com 122.846; Rorainópolis; Caroebe, com 105.340; Caracaraí, com 104.884; Cantá, com 104.635; e Bonfim, com 102.953.

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Já os municípios de Boa Vista, São Luiz do Anauá, São João da Baliza, Pacaraima, Normandia e Uiramutã somaram, juntos, 187.340 cabeças no mesmo período.

O presidente da Aderr, Marcelo Parisi, atribui o crescimento do rebanho a fatores estruturais, como os investimentos do Governo de Roraima e o avanço da regularização fundiária.

“São fatores que garantem segurança ao produtor para investir, ampliar o rebanho e melhorar as condições produtivas da propriedade. Além disso, houve um avanço significativo na qualidade genética do nosso rebanho”, destacou.

Segundo Parisi, os produtores vêm investindo em inseminação artificial e na aquisição de touros de alta genética, o que contribui tanto para o aumento do número de animais quanto para a melhoria da produtividade.

“Com mais segurança jurídica e apoio institucional, o produtor consegue investir em pastagens de melhor qualidade e estruturar a propriedade para suportar um rebanho maior”, acrescentou.

Leia também: Pecuária cresce 85% em Roraima em sete anos, aponta Agência de Defesa Agropecuária

Gado em Roraima gera renda ao Estado. Foto: Divulgação

Controle sanitário e reconhecimento internacional bovino de Roraima

O crescimento da pecuária também se reflete na movimentação de animais. Em 2025, o Estado emitiu 190.720 GTAs (Guias de Trânsito Animal), documento obrigatório para o transporte de bovinos e fundamental para o controle sanitário da produção.

O reconhecimento sanitário tem sido outro marco importante para o setor. Em março de 2024, o Ministério da Agricultura reconheceu Roraima como livre de febre aftosa sem vacinação em âmbito nacional. Em maio de 2025, o mesmo status foi concedido pela OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal), ampliando as possibilidades de mercado.

rebanho bovino
Foto: Aderr

De acordo com o presidente da Aderr, a GTA é essencial para garantir rastreabilidade e segurança.

“O documento permite identificar a origem e o destino dos animais. Em caso de doença ou qualquer outra ocorrência, conseguimos rastrear por onde esses animais passaram e agir rapidamente para delimitar áreas e proteger o rebanho”, explicou.

Com avanços estruturais, segurança sanitária e melhoria genética, a pecuária roraimense consolida-se como um dos pilares do crescimento econômico do Estado.

*Com informações do Governo de Roraima

Artista de Roraima recebe prêmio nacional por obra dedicada a Davi Kopenawa

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A obra premiada da artista Alícia Bianca é “um profundo manifesto visual sobre a resistência amazônica e os impactos ambientais no território Yanomami”, segundo ela. Foto: Alicia Bianca/Rede Amazônica RR

artista plástica roraimense Alícia Bianca, de 19 anos, recebeu um prêmio nacional por uma obra dedicada e inspirada em Davi Kopenawa, xamã e um dos maiores líderes indígenas do país. Ela também é a imortal mais jovem da Academia de Literatura, Arte e Cultura da Amazônia (Alaca), com sede em Manaus (AM).

A obra premiada é um quadro pintado à mão, intitulada ‘A Ferida de Kopenawa’ e está entre as 19 produções selecionadas no concurso ‘Arte, Amazônia e seus Povos: A Amazônia é agora! A Amazônia somos nós!’. Como reconhecimento, Alícia vai receber R$ 2 mil.

“Queria valorizar a minha região, porque ela é a minha principal fonte de inspiração”, afirma Alícia.

Promovido pela Artigo 19, uma organização internacional de direitos humanos, o concurso selecionou produções ilustração, charge, cartum e fotografia. O resultado foi divulgado no dia 16 de fevereiro.

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‘Resistência amazônica’

Alícia conta que o quadro retrata a principal liderança indígena do povo Yanomami com um “profundo manifesto visual sobre a resistência amazônica e os impactos ambientais no território Yanomami”. Além disso, representa, por meio de Kopenawa, a luta dos povos originários.

Maior território indígena do Brasil, a Terra Yanomami tem quase 10 milhões de hectares entre os estados do Amazonas e Roraima. A região vive invasões de garimpeiros há décadas e, nos últimos três anos, enfrenta os reflexos da atividade ilegal na saúde, na segurança, no modo de vida e no meio ambiente.

“O coração em chamas representa as queimadas, a fumaça nas terras indígenas. Ele está com o olho lacrimejando, simbolizando a dor. Os traços no rosto dele são pinturas com urucum”, explicou.

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A artista plástica retratou a luta de Davi Kopenawa. Foto: Alicia Bianca/Acervo pessoal

A obra foi produzida a partir de técnica mista, com lápis de cor e marcador artístico — recursos que a artista desenvolveu por meio da experimentação, processo que envolve a exploração de novas técnicas, materiais, ideias e formas de expressão.

“O objetivo foi provocar uma reflexão sobre os desafios climáticos em diálogo com a COP30, colocando o sofrimento dos povos originários no centro do debate global”, afirmou.

Artista já recebeu um prêmio para cada ano de vida

Alícia é artista autodidata e começou a desenhar aos 12 anos. Atualmente, cursa Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de Roraima (UFRR) e ocupa a cadeira nº 329 da Alaca.

“Comecei com um caderno de caligrafia que minha avó me deu para treinar a letra. No verso das folhas, fazia desenhos”, relembrou.

Em sete anos dedicados à arte, Alícia recebeu 19 premiações regionais, nacionais e internacionais. É, de forma simbólica, um prêmio para cada ano de vida.

Entre os prêmios internacionais, ela venceu em 1º lugar no concurso internacional da Fédération Internationale des Véhicules Anciens (Fiva), uma competição voltada a veículos históricos, em Torino, na Itália. Também ficou em 5º lugar no concurso de ilustração A(R)RISCAR’21, em Portugal.

Para ela, as conquistas não são apenas troféus na estante, mas “lembretes de que a arte produzida no extremo Norte do Brasil tem potência, tem voz e consegue dialogar com o mundo”.

“Sinto que a juventude me dá uma liberdade de experimentação muito grande. Não tenho medo de errar, porque ainda estou descobrindo muitas camadas da minha própria arte. Por outro lado, ser reconhecida tão cedo me faz querer honrar cada vez mais o meu lugar de fala e a minha região”, destacou.

Alícia busca retratar Roraima em todos os trabalhos que produz. Desde que começou, criou cerca de 600 obras, muitas delas em homenagem a personalidades e elementos culturais do estado.

As artes da jovem já ilustraram edições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em Roraima, além de livros de ficção e materiais editoriais.

“Queria valorizar a minha região, porque ela é a minha principal fonte de inspiração. Quando viajo pelos lavrados de Roraima e vejo os buritizais, isso me inspira. É isso que quero mostrar por meio da arte”, concluiu.

Davi Kopenawa

Nascido por volta de 1955 (a data é incerta), Kopenawa é xamã e porta-voz dos Yanomami, povo ameaçado, principalmente, pela exploração ilegal do garimpo de ouro – atividade que se intensificou nos últimos anos e ameaça o povo que vive isolado geograficamente em Roraima e Amazonas.

Há mais de 30 anos, ele viaja pelo mundo em atos que defendem os direitos dos povos indígenas. Recebeu o apelido de “Dalai Lama da Floresta Tropical” e foi chave para o reconhecimento oficial do território Yanomami na Amazônia em 1992, depois de quase dez anos de luta.

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*Por Nalu Cardoso, Rânia Barros e Wellida Campos, da Rede Amazônica RR