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Pesquisador do Mato Grosso ocupa 20º lugar global e 2º lugar no Brasil em pesquisas com mamíferos

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Foto: Juliano André Bogoni/Acervo pessoal

O professor e pesquisador Juliano André Bogoni, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), conquistou a 20ª posição na especialidade em mamíferos do ranking de pesquisadores Highly Ranked Scholars, publicado pela ScholarGPS.

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O Highly Ranked Scholars compila os autores mais produtivos (em número de publicações), cujos trabalhos têm profundo impacto (em número de citações) e a mais alta qualidade (Índice-H). O ranking analisa mais de 30 milhões de perfis acadêmicos, que abrange mais de 200 milhões de publicações acadêmicas registradas em mais de 350 mil especialidades, 177 disciplinas e 14 áreas. Os dados usados baseiam-se na atividade dos últimos cinco anos, ponderando cada publicação e citação pelo número de autores e excluindo autocitações.

“O interessante deste índice é que ele exclui a autocitação, ou seja, ele só conta citações das publicações que não sou eu que faço, por isso ele é um índice interessante e está sendo bem aceito pela comunidade científica”, declara Bogoni que atua no curso de Ciências Biológicas do câmpus de Cáceres, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) e no Programa de Pós-Graduação da Rede em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Bionorte).

Leia também: Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Inpa celebra 50 anos de ações em prol da conservação

Mato Grosso
Pesquisas com mamíferos. Foto: Reprodução/Agência Andina

O biólogo explica que sua pesquisa trabalha com muitos aspectos da biodiversidade ao longo dos três biomas do Estado de Mato Grosso e também na Mata Atlântica. “O único bioma que eu não trabalhei presencialmente ainda foi a Caatinga”, conta o professor. “Minha pesquisa está mais voltada para esta parte de inventários de fauna, padrões de diversidade, composição de espécies, de conflito humano-fauna, mas que, na maioria das vezes, tento também colocar uma aplicabilidade, algo prático em relação ao manejo de paisagens, de fauna e tudo mais”, diz Bogoni.

O pesquisador possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade do Contestado (UnC), em Santa Catarina, e mestrado e doutorado em Ecologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), além de três pós-doutorados: pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade de East Anglia, no Reino Unido, bem como especialização em Data Science e Analytics pela USP e em Biologia da Conservação da Natureza pela Universidade de Passo Fundo (UPF), no Rio Grande do Sul.

Não é a primeira vez que o pesquisador tem seu trabalho reconhecido: ele conquistou o segundo lugar da segunda edição do Prêmio MapBiomas, em 2020, e o segundo lugar no Prêmio Darrel Posey da Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia, em 2016.

Leia também: Livro atualiza conhecimento sobre mamíferos amazônicos e discute prioridades de conservação

Mato Grosso
Mamíferos. Foto: Divulgação/ICMBIO

Professor visitante na Unemat, atua no Laboratório de Mastozoologia com o professor Manoel Santos Filho, já tendo atuado em diversas universidades, como a britânica Universidade de East Anglia, federais como as de Mato Grosso do Sul (UFMS), de Minas Gerais (UFMG), da Paraíba (UFPB), e de Santa Catarina (UFSC); estaduais como as do Rio de Janeiro (Uerj) e de São Paulo (USP); e particulares como as do Contestado (UnC), de Passo Fundo (UPF) e do Sul de Santa Catarina (UniSul), bem como no Instituto Espaço Silvestre (IES) e na Sociedade Brasileira de Mastozoologia (SBMZ).

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Unemat, Áurea Ignácio, explica que, para o fortalecimento e consolidação dos programas de pós-graduação, a Universidade contrata professores visitantes como uma estratégia de aumento e fortalecimento. “O professor Juliano Bogoni possui forte expertise em publicações de circulação internacional e orienta alunos de mestrado e doutorado em dois dos nossos programas, o que garantiu este excelente resultado, inserindo a Unemat no cenário mundial de fortes publicações na área de mamíferos”, enfatiza a pró-reitora.

A ScholarGPS contabilizou 52 publicações do pesquisador da Unemat, com 1.125 citações e um Índice-H de 18. Na classificação do ranking, o pesquisador é categorizado na área de Ciências da Vida e na disciplina de Ciências Ambientais. A plataforma também cataloga as principais especialidades de cada pesquisador, atribuindo a Bogoni especialidade em mamíferos, biodiversidade, biologia da conservação, florestas, habitats e Mata Atlântica.

Mato Grosso
Espécie da família dos cervídeos, popularmente conhecidos como veados. Foto: Divulgação/ICMBio

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Em todo o mundo, foram classificados somente 24 pesquisadores de 12 países: oito dos Estados Unidos, quatro da Itália, dois do Reino Unido e dois do Brasil, com Argentina, Austrália, Áustria, China, Colômbia, Japão, Rússia e Suíça tendo classificado um pesquisador cada.

A outra pesquisadora brasileira é Katia Maria Paschoaletto Micchi de Barros Ferraz, da Universidade de São Paulo, que conquistou a 10ª colocação.

*Com informações do Governo de Mato Grosso

MP-RO pede suspensão imediata de lei que legaliza ocupações em unidade de conservação

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Resex Jaci-Paraná em Rondônia. Foto: Divulgação

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) entrou na Justiça, na segunda-feira (12), para tentar suspender uma lei que “perdoa” multas por crimes ambientais e regulariza a situação de pessoas que vivem ou trabalham irregularmente na Reserva Extrativista (Resex) Jaci-Paraná.

“A atuação do MP é em defesa da coletividade e da proteção do meio ambiente, principalmente daquela unidade de preservação ambiental, que é patrimônio público. Logo, ela não pode ser utilizada para favorecer determinados grupos, principalmente invasores, que já vêm registrando muitos danos ambientais da RESEX ao longo dos anos”, aponta a promotora Dra. Edna Capeli.

Leia também: Em 2024, desmatamento atingiu 40% das Áreas Protegidas monitoradas na área de influência da BR-319

A norma foi criada pelo deputado Dr. Luis do Hospital (MDB), chegou a ser vetada pelo governador Coronel Marcos Rocha, mas a Assembleia Legislativa derrubou o veto e aprovou a medida por conta própria. Ela está em validade desde o fim de abril.

O Ministério Público argumenta que a lei é inconstitucional, fere princípios da Constituição e enfraquece a proteção ambiental no país. Segundo o MP, a norma também vai contra a Lei Federal nº 9.985/2000, que diz que reservas extrativistas devem ser usadas apenas por populações tradicionais, proibindo ocupações irregulares e atividades econômicas com fins comerciais.

Ainda segundo a ADI, a lei aprovada cria um cenário de impunidade ao permitir, na prática, o perdão de multas por crimes ambientais e o cancelamento de processos judiciais relacionados à ocupação irregular da reserva, o que pode gerar insegurança jurídica.

O pedido de medida cautelar foi encaminhado ao Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), que irá decidir, inicialmente, sobre a suspensão imediata da lei. Em seguida, o mérito da ação será julgado, com possibilidade de declaração definitiva de inconstitucionalidade da norma.

Outro ponto destacado pelo MP-RO é que a nova lei, ao autorizar a regularização das ocupações dentro da reserva, não estabelece critérios claros ou mecanismos para a recuperação das áreas já degradadas.

“A norma ignora a necessidade de restaurar o meio ambiente local, não especificando como ou quando serão implementadas ações para recompor a vegetação nativa ou compensar os danos ambientais causados nas últimas décadas”, afirma o Ministério Público.

Outro problema identificado pelo órgão é a ameaça para as comunidades tradicionais que vivem regularmente dentro da Resex, uma vez que o programa foi criado sem ouvir essas pessoas.

O MP ressalta ainda que a ausência de diretrizes para resolver disputas de uso da terra, somada à fragilização dos instrumentos de fiscalização e punição, cria cenário de insegurança jurídica, capaz de estimular novas invasões e de dificultar a convivência pacífica na unidade de conservação.

Com base nos argumentos, o órgão pede que a norma seja declarada inconstitucional.

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O que é RESEX Jaci-Paraná

Criada em 1996, com cerca de 200 mil hectares, localizada entre os municípios de Porto Velho e Nova Mamoré, a Resex Jaci-Paraná é classificada como unidade de uso sustentável, ou seja, permite a presença humana, mas com regras voltadas à conservação.

Foi pensada para proteger comunidades tradicionais e o modo de vida baseado na extração de produtos da floresta, como látex, castanha e açaí.

Dados de monitoramento ambiental citados pelo MP apontam que, entre 2012 e 2022, a extensão de áreas ocupadas por atividades agropecuárias na reserva aumentou 239%, enquanto a área de floresta foi reduzida em mais de dois terços.

*Por Agaminon Sales e Jaíne Quele Cruz, da Rede Amazônica RO

Galeria: Jovens e adultos se emocionam e se divertem ao assistir ópera pela primeira vez

Ação faz parte do projeto Ópera em Rede. Fotos da galeria: Isabelle Lima/Portal Amazônia

O brilho dos lustres, a imponência da arquitetura e o som vibrante das vozes no palco marcaram o segundo encontro de cerca de 500 pessoas com o universo da ópera. Realizada no dia 12 de maio, a iniciativa ‘Minha Primeira Ópera‘ proporcionou a “estreia” de muitos manauaras no Teatro Amazonas, com a apresentação de dois atos do clássico ‘As Bodas de Fígaro’, de Mozart.

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A ação integra o projeto ‘Ópera em Rede’, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), e tem como protagonistas adolescentes e idosos atendidos pela Adra Brasil no Amazonas, além de moradores da comunidade do Puraquequara — região periférica de Manaus.

“Ópera é uma grande fofoca embasada”, brincou o estudante Joaquim Ruan, ao tentar explicar, com bom humor, sua percepção do enredo do espetáculo ‘As Bodas de Fígaro’. “Mas é muito legal. Eu gostei porque une duas coisas que amo: teatro e música”, afirmou.

Leia também: 7 fatos que somente o Festival Amazonas de Ópera poderia proporcionar para a cultura no estado

Minha Primeira Ópera
Joaquim estava ansioso para ver sua primeira ópera. Foto: Diego Andreoletti/Amazon Sat

Confira alguns dos momentos marcantes da ação:

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

Minha Primeira Ópera: experiência emociona participantes de projeto cultural com espetáculo no Teatro Amazonas

Minha Primeira Ópera. Foto: Isabelle Lima/Portal Amazônia

O brilho dos lustres, a imponência da arquitetura e o som vibrante das vozes no palco marcaram o segundo encontro de cerca de 500 pessoas com o universo da ópera. Realizada no dia 12 de maio, a iniciativa ‘Minha Primeira Ópera‘ proporcionou a “estreia” de muitos manauaras no Teatro Amazonas, com a apresentação de dois atos do clássico ‘As Bodas de Fígaro’, de Mozart.

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A ação integra o projeto ‘Ópera em Rede’, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), e tem como protagonistas adolescentes e idosos atendidos pela Adra Brasil no Amazonas, além de moradores da comunidade do Puraquequara — região periférica da capital amazonense. Para muitos, foi mais que uma simples ida ao teatro, foi um mergulho em um mundo até então desconhecido.

Minha Primeira Ópera
Minha Primeira Ópera: experiência emociona participantes de projeto cultural com espetáculo no Teatro Amazonas. Foto: Isabelle Lima/Portal Amazônia

Cláudia Daou Paixão, diretora-presidente da FRAM, ressaltou o papel da entidade na promoção da cultura na região: “A gente quer proporcionar para quem está mais longe, para quem nunca teve a chance de estar aqui, a oportunidade de viver esse momento. É sobre fortalecer pessoas, desenvolver a região por meio da arte, da cultura e da educação. Esse é o nosso maior legado”.

A executiva Mariane Cavalcante, diretora do projeto, destacou as diversas frentes do ‘Ópera em Rede’, como a ‘Ópera na Escola’, que já levou espetáculos líricos para mais de mil alunos da rede pública. “Nossa missão é levar cultura aonde normalmente ela não chega. E quando a gente vê o retorno dessas comunidades, temos certeza de que estamos no caminho certo”, disse.

Leia também: 7 fatos que somente o Festival Amazonas de Ópera poderia proporcionar para a cultura no estado

Reações emocionadas

Minha Primeira Ópera
Minha Primeira Ópera: experiência emociona participantes de projeto cultural com espetáculo no Teatro Amazonas. Foto: Divulgação

“Ópera é uma grande fofoca embasada”, brincou o estudante Joaquim Huan, ao tentar explicar, com bom humor, sua percepção do enredo do espetáculo ‘As Bodas de Fígaro’. “Mas é muito legal. Eu gostei porque une duas coisas que amo: teatro e música”, afirmou.

O encantamento tomou conta do público. Marco Antônio Vilaça, outro estudante estreante no Teatro Amazonas, contou que não esperava gostar tanto. “Superou minhas expectativas. O carteiro da história é muito engraçado. Nunca imaginei me divertir tanto com uma ópera. Espero ter outras oportunidades de vir ao Teatro Amazonas e conhecer mais da cultura local”, comentou o jovem.

Minha Primeira Ópera
Público acompanhou espetáculo ‘As Bodas de Fígaro’, de Mozart. Foto: Isabelle Lima/Portal Amazônia

A diretora Lidiane Lozana levou 250 estudantes ao teatro. “Muitos pais e alunos nunca viveram isso. Houve uma grande mobilização para que tudo acontecesse. É um aprendizado que eles vão levar para a vida toda”, disse.

Leia também: ‘Ópera nas Escolas’ leva arte e encantamento a estudantes da rede pública em Manaus

Puraquequara no teatro

Moradores da comunidade Vila do Puraquequara também participaram da ação. Aline Penha, coordenadora local, destacou a importância do momento:“Ali tem gente que nunca tinha pisado nesse teatro. Quando eu contei que o transporte, a entrada e até o lanche seriam gratuitos, custaram a acreditar. Mas formamos a lista, subimos no ônibus e chegamos aqui. Foi tudo muito bem organizado. O povo está encantado”.

A coordenadora também fez um apelo para a continuidade dos projetos culturais. “Essa é uma semente plantada. Agora precisamos levar mais iniciativas como essa para dentro da comunidade, principalmente ações ligadas à sustentabilidade. O impacto é real”, incentivou Aline.

Veja também: Festival Amazonas de Ópera: conheça o trabalho dos cenógrafos do espetáculo

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

Papa Leão XIV: conheça os pratos favoritos do pontífice na culinária peruana

Foto: Reprodução/EatPeru

O Papa Leão XIV, atual líder da Igreja Católica, revelou seu carinho especial pela culinária peruana. O pontífice, que passou parte da vida no Peru, destacou alguns dos pratos tradicionais do país que compõe a Amazônia Internacional que marcaram sua trajetória.

Leia também: HABEMUS PAPAM: Robert Francis Prevost, o Papa Leão XIV, é cidadão do Peru

Em uma entrevista à rádio peruana Exitosa, Prevost, quando questionado sobre o que mais sentiria falta do Peru, respondeu que seria a culinária local, em especial a culinária da província de Lambayeque.

“O que mais gostei na culinária? Bem, muitas coisas como ceviche, cabrito… há tantas coisas de que gosto!”, afirmou Prevost.

Segundo a freira Margarita Flores, que trabalhou com o Papa Leão XIV quando ele era bispo em Chiclayo, o que ele mais gostava da culinária da região eram os Tomales Verdes, o Cabrito con loche e o aji de galinha.

Leia também: Conheça o típico café da manhã peruano e suas versões regionais

Pratos favoritos do Papa Leão XIV

Ceviche

Prato feito de peixe fresco e cru cortado em pequenas tiras. É marinado por várias horas em cítricos, e junta-se coentro, rodelas de cebola roxa e vários tipos de pimenta. O peixe utilizado deve ser de carne branca e de água salgada. Podem ser feitas algumas variações com frutos-do-mar (camarão, polvo, ostras ou mariscos), mas são tão apreciados assim.

Pratos de ceviche variados. Foto: Reprodução/ Facebook- intihuasi restaurante

Veja mais: Ceviche: prato de origem peruana é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

Cabrito

Consiste em carne de cabrito cozida lentamente em um molho com alho, coentro, cebola, pimentão e chicha de jora (uma bebida à base de milho). Geralmente, o cabrito é acompanhado de arroz, feijão, mandioca e/ou yuca frita.

Prato de Seco de Cabrito. Foto: Reprodução/ Pinterest

Arroz con Pato

Prato com raízes profundas na história da cultura culinária das montanhas peruanas, consiste em peito de pato assado em cerveja e licor de pisco, acompanhado de uma mistura de arroz e vegetais.

Prato de Arroz de Pato. Foto: Reprodução/ Comedera

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Tamales Verdes

Os tamales verdes são um tipo de pamonha peruana, feitas com milho e geralmente recheadas com carne, frango ou queijo.

Prato de Tomales Verdes. Foto: Reprodução/ Tudo Gostoso

Ají de Galina

O prato leva um creme feito com leite evaporado e uma pasta de uma pimenta chamada aji amarillo, acompanhado de batatas cozidas, ovos, arroz e azeitonas

Prato de Ají de Galina. Foto: Reprodução/ ComoHacer

Leia também: Cardeal da Amazônia que participou do conclave exalta escolha de Leão XIV: ‘Um homem missionário’

Rondônia se destaca no cenário internacional com aumento de turistas estrangeiros

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Rondônia registrou 4.610 entradas de turistas internacionais em 2024, número que representa um crescimento de 18,7% em relação ao ano anterior. Foto: Gisele Machado/Governo de Rondônia

O Estado de Rondônia vem conquistando cada vez mais espaço no cenário do turismo nacional e internacional é o que aponta dos dados da Polícia Federal, do Ministério do Turismo e Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Segundo dados, o número de turistas estrangeiros aumentou significativamente em 2024.

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Por meio da Superintendência Estadual de Turismo de Rondônia (Setur), ações voltadas à melhoria da infraestrutura, ao marketing turístico, incentivo às atividades do setor e ao fortalecimento dos produtos regionais também têm contribuído para ampliar a visibilidade de Rondônia como destino de referência na Região Norte.

Leia também: 5 impactos positivos do ecoturismo que mostram como viajar pode preservar o planeta

Rondônia se destaca no cenário internacional
Reserva Extrativista (Resex) Lago do Cuniã, no baixo Madeira, em Porto Velho, Rondônia. Foto: Reprodução/Semdestur

Um dos destaques mais recentes foi a participação de Rondônia no Meeting Brasil Europa, realizado em março de 2025. O evento internacional reuniu operadoras de turismo e agentes de viagens europeus, consolidando Rondônia na vitrine mundial do turismo, com foco especial no ecoturismo, turismo de pesca esportiva e de aventura.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o turismo é essencial para o desenvolvimento socioeconômico do estado. “O turismo fomenta a economia, gera emprego e renda, além de movimentar os setores de comércio e serviços. Com isso, podemos realizar investimentos importantes para o crescimento e desenvolvimento de Rondônia”, enfatizou.

Leia também: Pescador captura maior surubim de lenha em Rondônia e bate recorde brasileiro

Visitantes estrangeiros

Rondônia se destaca no cenário internacional
Programa Rondônia Tem Turismo, promove as regiões, mobilizando a população para identificar os principais atrativos. Foto: Divulgação

Entre os principais países de origem dos visitantes que chegaram ao estado por via aérea estão Portugal, Estados Unidos, Espanha, Reino Unido e França, tendo como principais portões de entrada os aeroportos de São Paulo (55,2%), Brasília (34,2%), Belo Horizonte (3,1%), Manaus (1,8%) e Cuiabá (1,4%).

Conforme os dados oficiais, Rondônia registrou 4.610 entradas de turistas internacionais em 2024, número que representa um crescimento de 18,7% em relação ao ano anterior, quando o estado recebeu 3.882 visitantes. O levantamento considera ainda turistas que ingressaram por outros estados e incluíram Rondônia em seus roteiros de viagem.

Leia também: Rondônia assume coordenação das Rotas Amazônicas Integradas em 2025

Destino atrativo e competitivo

Rondônia se destaca no cenário internacional
Encontro das Águas em Rondônia. Fotos: Daiane Mendonça/ Secom RO

O superintendente de Turismo, Gilvan Pereira, ressaltou a importância da atuação integrada e estratégica do governo na promoção do setor.

“Estamos trabalhando para posicionar Rondônia como um destino atrativo e competitivo. Nossas riquezas naturais, nossa cultura e hospitalidade são diferenciais que encantam os visitantes”.

Leia também: Paiter Suruí, “o povo de verdade”: conheça os fundadores da primeira agência de turismo indígena do Brasil

*Com informações do Governo de Rondônia

Povo Asurini lança Plano de Gestão Ambiental e Territorial da Terra Indígena Koatinemo, no Sudoeste do Pará

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Plano de Gestão Ambiental e Territorial. Foto: Jéssica Santana

Dar protagonismo e autonomia aos povos indígenas e promover a proteção de terras, florestas, rios e costumes. Esses são alguns dos objetivos de um documento que representa importantes conquistas para as famílias que vivem na Terra Indígena (TI) Koatinemo, em Altamira, no Sudoeste do Pará. Durante o III Intercâmbio Cultural Asurini, na aldeia Ita-aka, lideranças indígenas, jovens e anciãos lançaram do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA). 

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A elaboração desse importante instrumento contou com o suporte e assessoria da Norte Energia, por meio do Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) da Usina Hidrelétrica Belo Monte. 

O PGTA da Terra Indígena Koatinemo sintetiza o olhar estratégico do povo sobre questões de saúde, educação, cultura, atividades produtivas, economia, proteção territorial e fortalecimento institucional, registrando como eles se enxergam hoje e onde pretendem chegar na gestão de seu território. 

Leia também: Terra Indígena Apiaká do Pontal, em Mato Grosso, avança na construção do Plano de Gestão Territorial e Ambiental

Plano de Gestão Ambiental e Territorial
Plano de Gestão Ambiental e Territorial. Foto: Jéssica Santana

Construído de forma participativa entre os indígenas, o plano representa uma ferramenta importante do Povo Asurini, de implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI). O documento orienta o uso dos recursos naturais, a preservação do patrimônio cultural — material e imaterial — e ações para melhoria da qualidade de vida das 90 famílias que vivem em sete aldeias da região, distante cerca de três horas de barco de Altamira. Ao todo, são 340 pessoas.    

Em 2013, foram iniciadas ações de proteção, fiscalização e monitoramentos de terras, como parte do Programa de Gestão Territorial Indígena. Em 2023, fruto da interface com as ações de fortalecimento institucional, teve início a elaboração do plano, que foi distribuída em quatro etapas: sensibilização e mobilização; diagnóstico do território, por meio de oficinas; planejamento com rodas de conversa; e validação do documento pelos indígenas. 

O cacique Kwain Asurini, da Aldeia Ita’Aka, afirma que esse é um marco para sua geração e avalia que o plano será uma ferramenta que vai salvaguardar os direitos de seu povo. “Esse documento é uma garantia dos nossos direitos, ele assegura nosso modo de viver, de praticar a nossa cultura. Demorou anos para ficar pronto e, com a parceria da Norte Energia, o Povo Asurini teve essa conquista. Nós estamos muito felizes de ter recebido esse documento tão importante para Terra Indígena Koatinemo”, explicou o cacique.

Leia também: Povo Panará lança PGTA para garantir o futuro de seu território e de seus modos de vida

Plano de Gestão 

O Plano de Gestão Territorial Ambiental (PGTA) é uma das principais ferramentas de implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), instituída pelo Decreto nº 7.747/2012.  

Plano de Gestão Ambiental e Territorial
Plano de Gestão Ambiental e Territorial. Foto: Jéssica Santana

O PGTA da Terra Indígena (TI) Koatinemo é o segundo a receber o apoio da Norte Energia, por meio do PBA-CI da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Antes dele, foi lançado o plano dos Povos Juruna, da TI Paquiçamba, e Arara, da TI Arara da Volta Grande do Xingu, em cerimônia realizada em janeiro de 2019, no auditório da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em Altamira. 

De acordo com a gerente Socioambiental do Componente Indígena da Norte Energia, Sabrina Brito, a construção do PGTA é um exemplo de processo participativo e reflete o compromisso da companhia com a proteção ambiental e territorial e o respeito aos povos indígenas.

“Entregar essa publicação no III Intercâmbio do Povo Asurini simboliza os bons resultados da parceria entre a Norte Energia e os povos indígenas. O PGTA mostra como os indígenas se veem e como eles querem se ver ao longo do tempo. Com essa entrega, estamos contribuindo para a proteção desse território e para a propagação de seus usos e costumes para as gerações futuras”.

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Levantamento aponta que Ipixuna, no Amazonas, tem o pior índice de desenvolvimento do país

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Município de Ipixuna, na calha do rio Juruá, no Amazonas. Foto: Divulgação/Defesa Civil do AM

O município de Ipixuna, no interior do Amazonas, registra o pior índice de desenvolvimento municipal do país, de acordo com levantamento elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), divulgado neste mês. A cidade amazonense alcançou apenas 0,1485 ponto, o que a classifica como de desenvolvimento crítico.

O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) é feito com base em dados oficiais, referentes ao ano de 2023, pelos indicadores de Emprego & Renda, Saúde e Educação. A Firjan informou que esta edição do estudo analisou 5.550 cidades, que respondem por 99,96% da população brasileira.

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O levantamento apontou ainda que, além de Ipixuna, outro município do Amazonas também está entre os piores do país: Jutaí, que ocupa a quarta pior posição, com 0,1802 ponto.

Grupo Rede Amazônica questionou o posicionamento do Governo do Amazonas quanto ao levantamento que coloca as duas cidades do estado entre as cinco menos desenvolvidas do país, bem como quais ações estão sendo realizadas nos municípios para melhorar os índices, mas até a publicação desta reportagem não houve retorno.

O IFDM revela que essas cidades com classificação de desenvolvimento crítico têm, em média, 23 anos de atraso em relação aos municípios mais desenvolvidos do país, como Água de São Pedro (0,8932), São Caetano do Sul (0,8855) e Curitiba (0,8814), que lideram o ranking com os melhores resultados.

“Nossos cálculos indicam que as cidades críticas têm, em média, mais de duas décadas de atraso em relação às mais desenvolvidas do país. É como se parte dos brasileiros ainda estivesse vivendo no século passado”, ressaltou o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.

O gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, afirmou que todas as regiões ainda têm cidades em situação crítica, mas que Norte e Nordeste são as mais prejudicadas. Ele destaca que o estudo oferece uma análise detalhada para que o cenário possa ser transformado nos próximos anos.

“Estamos fornecendo um quadro representativo para a formulação de políticas públicas mais eficazes e equitativas”, pontuou Goulart.

Veja as 10 cidades com os piores resultados no IFDM:

  • 5.550º – Ipixuna (AM) – 0,1485 ponto;
  • 5.549º – Jenipapo dos Vieras (MA) – 0,1583 ponto;
  • 5.548º – Uiramutã (RR) – 0,1621 ponto;
  • 5.547º – Jutaí (AM) – 0,1802 ponto;
  • 5.546º – Santa Rosa do Purus (AC) – 0,1806 ponto;
  • 5.545º – Oeiras do Pará (PA) – 0,2143 ponto;
  • 5.544º – Fernando Falcão (MA) – 0,2161 ponto;
  • 5.543º – Limoeiro do Ajuru (PA) – 0,2420 ponto;
  • 5.542º – Melgaço (PA) – 0,2429 ponto;
  • 5.541º – Curralinho (PA) – 0,2431 ponto.

Levantamento

Criado em 2008 e atualizado neste ano com nova metodologia, o estudo é composto pelos indicadores de Emprego & Renda, Saúde e Educação e varia de 0 a 1 ponto, sendo que quanto mais próximo de 1 maior o desenvolvimento socioeconômico.

Através dessa pontuação, é possível avaliar o município de forma geral e específica em cada um dos indicadores. Tanto a avaliação geral quanto as análises dos indicadores são classificadas em quatro conceitos:

  • desenvolvimento crítico: entre 0 e 0,4;
  • desenvolvimento baixo: entre 0,4 e 0,6;
  • desenvolvimento moderado: entre 0,6 e 0,8;
  • desenvolvimento alto: entre 0,8 e 1 – desenvolvimento alto.

A análise mostra que 99% dos municípios registraram avanço no índice geral entre 2013 e 2023. Com isso, a pontuação média brasileira no estudo é de 0,6067 ponto, referente a desenvolvimento moderado. As três vertentes do índice contribuíram para esse avanço, ainda que em ritmos distintos.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Serra do Estrondo encanta visitantes no Paraíso do Tocantins; entenda por quê

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Foto: Reprodução/Prefeitura de Paraíso do Tocantins

O que antes foi um povoado nascido com o surto da construção da Rodovia BR-14, hoje Belém- Brasília ou BR-153, hoje é uma cidade com pouco mais de 50 mil habitantes. O povoado que hoje é Paraíso do Tocantins (TO), foi fundado por José Ribeiro Torres em 1958. Tocantins é um estado que faz parte da Região Norte e da Amazônia Legal.

Leia também: Entenda a diferença entre Amazônia Legal, Internacional e Região Norte

De acordo com informações da prefeitura, o povoado “instalou-se ao lado do acampamento da Companhia Nacional, empreiteira da construção da Rodovia. Motivados pela novidade e entusiasmo, a ele se reuniu um aglomerado de moradores. Foi a Lei Estadual nº 4.716, de 23 de outubro de 1963, que o emancipou politicamente, com o topônimo de Paraíso do Norte, desmembrando do Município de Pium”.

O nome só foi trocado para o atual após a criação e implantação do Estado do Tocantins (Decreto Legislativo nº 01/89, de 1º de janeiro de 1989, art. 4º), que alterou para Paraíso do Tocantins.

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Mas por que chamar a cidade de Paraíso?

“O nome ‘Paraíso’ foi dado por Luzia de Melo Balthazar, esposa de Adjúlio Balthazar, que era o encarregado da Companhia Nacional, empresa que estava construindo a Rodovia Belém-Brasília. Ela se encantou com as belezas naturais da região, principalmente com os dois córregos de águas cristalinas (o Pernada e o Buriti), a Serra do Estrondo e a exuberância da vegetação típica do cerrado”, explica a prefeitura.

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Assim, desde o tempo em que ainda era apenas um povoado, muitos já o chamavam de ‘paraíso’. “E a Lei No. 01 de 22 de fevereiro de 1963, que elevou o povoado à categoria de distrito, também serviu para oficializar esta denominação”, descreve a administração municipal.

E justificando o nome, a cidade abriga uma beleza natural que encanta. O que é possível ver, na prática, quando se vai à Serra do Estrondo.

Essa é uma das atrações mais procuradas na cidade. Especialmente para os amantes do esporte ou da natureza, por proporcionar passeios em trilhas, cachoeiras e uma visão impressionante da região.

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A Área Municipal de Proteção Ambiental Serra do Estrondo foi criada pelo Decreto Municipal Nº 267 de 2 de dezembro de 2002. O topo da Serra conta com infraestrutura de Mirante, uma academia ao ar livre e a abriga a Capela de Santa Cruz, sinônimo de fé e peregrinação durante a Semana Santa.

Conheça três ferroviários que preservam a memória e a paixão pelos trilhos da Estrada de Ferro Madeira Mamoré

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Os ferroviários na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a 15ª ferrovia a ser construída no país. Foto: André Oliveira/SMC

A história de Porto Velho com a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré é profunda. Milhares de ferroviários de diversas nacionalidades chegaram nesta região da Amazônia e ajudaram, através de muito suor, a construir a lendária ferrovia que deu origem ao município de Porto Velho e à criação de outros municípios na região dos rios Madeira e também Mamoré.

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A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi a 15ª ferrovia a ser construída no país, executada entre 1907 e 1912. Por seu legado e história, nesta data, vale destacar a história de três ferroviários que se dedicam diariamente pela preservação da memória e do patrimônio da ferrovia.

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Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Os ferroviários Antônio Moisés, Paulo da Costa e Lord Jesus Brown. Foto: André Oliveira/SMC

Os ferroviários Antônio Moisés, Paulo da Costa e Lord Jesus Brown são histórias vivas e que se dedicam diariamente para manter a preservação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Os três trabalham diariamente no Complexo Madeira-Mamoré, e, além disso, representam uma pequena parte dos ferroviários que foram e são essenciais na continuação dessa história.

Um desses ferroviários é Paulo da Costa, que começou a trabalhar na EFM-M aos 12 anos, no chamado “trem de lastro”, anos depois a paixão pela ferrovia continua a mesma. “Isso aqui é minha vida. Tenho um amor muito grande pela Madeira-Mamoré. Antes de partir dessa para melhor, meu sonho é ver o trem funcionando de novo, e seria minha maior alegria”, disse Paulo da Costa.

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Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré
No galpão da antiga oficina, além dos trens ficam guardadas com muito carinho a kalamazu, cegonha, a litorina. Foto: André Oliveira/SMC

Filho de ferroviários, Lord Jesus Brown, contou que trabalha no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré desde a década de 70.

“Meu pai chegou aqui para trabalhar na construção da ferrovia. Eu tenho muito orgulho dessa trajetória da minha família aqui na Amazônia. Eu luto e sempre vou lutar pela preservação da ferrovia. Essa é uma história muito linda e nós, ferroviários, temos que lutar até o fim”, concluiu.

No galpão da antiga oficina, além dos trens ficam guardadas com muito carinho a kalamazu, cegonha, a litorina e também outros veículos centenários utilizados na época de ouro da ferrovia. O ferroviário Antônio Moisés afirma que todos esses equipamentos fazem parte da trajetória da ferrovia. “Neste ano tivemos a grata surpresa de ver a Litorina voltar a andar. Nós ferroviários ficamos felizes porque todo final de semana estamos aqui transportando cerca de 300 a 400 pessoas aos sábados e domingos, para sentirem a emoção de andar por esses trilhos”, relatou o ferroviário.

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Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Os ferroviários preservam a memória e a paixão pelos trilhos. Foto: André Oliveira/SMC

A prefeitura tem olhado com atenção para a preservação da EFMM, como por exemplo, o retorno do passeio da litorina, a liberação de entrada gratuita ao Museu da Ferrovia e ainda mais recente com o anúncio de estudos técnicos, com representantes da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), com o objetivo de realizar estudos de viabilidade técnica visando a restauração e reativação da Locomotiva 18.

Segundo o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, os pioneiros da cidade merecem respeito e reconhecimento pelo trabalho que fizeram e ainda continuam fazendo pela EFM-M. “Eu tenho respeito e admiração pelas milhares de histórias de homens e mulheres que ajudaram a construir a nossa ferrovia. Aos ferroviários eu deixo a minha homenagem e dizer que vamos fazer muito mais e nossa ferrovia, se Deus quiser, vai voltar a apitar de novo”, finaliza o prefeito.

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Litorina da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

A litorina é em um pequeno vagão ferroviário que era utilizado para transportar, no ciclo da borracha, o salário de funcionários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, além de engenheiros, médicos e outros profissionais. 

Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Os ferroviários trabalham atualmente na Litorina. Foto: Governo de Rondônia/divulgação

Vale lembrar que a estrada de ferro, também conhecida como “Ferrovia do Diabo”, foi inaugurada em 1912, por conta da necessidade de aumentar a colheita do látex da borracha. 

Contudo, só proporcionou grandes lucros nos primeiros dois anos de seu funcionamento, devido ao declínio da borracha na Amazônia, ocasionada pela produção intensiva da borracha natural na Ásia.

A litorina utilizada para os passeios é datada de 1932 e movida a diesel. Por isso, historicamente, a litorina, assim como a estrada de ferro como um todo, simbolizam a história viva portovelhense. 

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*Com informações da Prefeitura de Porto Velho