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Pint of Science em Tefé promove palestras acessíveis e gratuitas sobre ciência na Amazônia

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Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá

O município de Tefé, no interior do Amazonas, recebe até o dia 21 de maio a quarta edição local do festival internacional Pint of Science, que leva ciência para fora dos espaços acadêmicos e convida o público a debater temas atuais em ambientes descontraídos. Em Tefé, o evento gratuito é realizado no Restaurante Sabor D’Ksa, sempre a partir das 19h, com entrada gratuita.

O nome Pint of Science faz referência ao ambiente descontraído (a palavra “pint” vem do inglês e significa “caneca” ou “medida de volume usada para bebidas”) onde os encontros acontecem, em bares, cafés ou restaurantes, convidando o público a “brindar” a ciência enquanto conversa diretamente com pesquisadores sobre temas atuais. A ideia é aproximar a produção científica da população de forma acessível, informal e interativa.

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Este ano, o tema nacional do evento, em parceria com o Instituto Clima e Sociedade, é ‘Tempo de mudanças’. A proposta é refletir sobre transformações sociais, ambientais e científicas em curso no mundo.

A realização local do evento conta com a parceria entre a Prefeitura de Tefé, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação e Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

“Este evento é de grande importância para a cidade, porque é muito difícil fazer com que as pesquisas que estão sendo feitas cheguem à sociedade. Além disso, a ideia do evento em propor um ambiente descontraído, atrai a sociedade, que muitas das vezes, não domina a linguagem técnica que as pesquisas trazem. Esse é justamente um dos principais papeis da Prefeitura de Tefé, através da secretaria, de divulgar e aplicar o que está sendo estudado para a população e trazer um retorno social”, afirma o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação em Tefé, Naldo de Souza Oliveira.

Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá

“O Pint of Science em Tefé possui grande valor para o Instituto Mamirauá, pois valoriza e contribui para a divulgação da ciência produzida no coração da Amazônia. Realizar pesquisa na região é um desafio, mas também uma grande honra, especialmente quando os temas estão diretamente ligados à realidade local”, destaca a bióloga Anaís Prestes, pequisadora do Instituto Mamirauá e coordenadora local e apoio ao público do Pint of Science em Tefé.

Leia também: 5 dicas do que fazer em Tefé, o “coração da Amazônia”

“Promover espaços descontraídos de troca de saberes é fundamental, ao mesmo tempo em que compartilhamos informações científicas, também temos a oportunidade de ouvir outros pontos de vista, aprender e incorporar conhecimentos e diferentes perspectivas locais”, avalia.

Programação

Em Tefé, a programação começou nesta segunda-feira (19), com temas ligados à educação e relações de gênero. A mestranda em Educação Elisabeth Lopes Faustino, da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), faloi sobre ‘Mulheres Negras e Educação Antirracista no quilombo São Francisco, em Alvarães-AM’, seguida pela socióloga e pesquisadora Tharyn Machado Teixeira, do Instituto Mamirauá, com a palestra ‘Mulheres da Amazônia: os sentidos das relações de gênero no médio Solimões.

Na terça-feira (20), o foco é a sociobiodiversidade e a produção de mel na região. O agrônomo José Victor Sousa de Souza, do Instituto Mamirauá, abordará o manejo de abelhas sem ferrão na Amazônia, e Francisco Dárcio Falcão, da Associação de Produtores Agroextrativistas da Flona de Tefé e Entorno (APAFE), falará sobre os desafios e oportunidades da produção de mel com essas espécies nativas.

Encerrando a programação, na quarta-feira (21), a bióloga e pesquisadora Jéssica Yelle, do Instituto Mamirauá, discutirá os impactos das doenças transmitidas por carrapatos na saúde pública. A noite termina com a participação de Neurismar de Oliveira, Mirlene da Silva Salvador e Reicikely Cardoso, membros do Conselho Municipal de Saúde, que apresentarão a experiência do protagonismo social nas UBS de Tefé.

Tefé é uma das poucas cidades do interior da Amazônia a integrar o circuito do Pint of Science, que em 2025 ocorrerá em 27 países. O Brasil lidera o número de cidades participantes, com 169 municípios — ultrapassando até mesmo o Reino Unido, onde o festival foi criado em 2013.

Com uma década de existência no Brasil, o evento já é um dos maiores movimentos de divulgação científica do país. Desde sua chegada por meio do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, o Pint of Science cresceu com o apoio de uma rede de mais de dois mil voluntários, que se mobilizam para tornar a ciência acessível e próxima das comunidades.

*Com informações do Instituto Mamirauá

Energia solar pode reduzir em 44% custo da eletricidade na Amazônia, aponta análise

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Vila Limeira, no Amazonas, usa energia solar. Foto: Jenifer Veloso/Charles Stewart Mott Foundation

Um estudo divulgado em maio aponta que a energia solar com baterias pode reduzir o custo da eletricidade em comunidades da Amazônia Legal. De acordo com o levantamento, a redução pode chegar a 44%. A análise mostra que esses resultados podem ser alcançados ao substituir os atuais geradores a diesel por sistemas solares com baterias.

O levantamento ‘Descarbonização dos Sistemas Isolados na Amazônia’ (veja o arquivo no final da matéria) foi encomendado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia, que congrega diversas organizações de todos os segmentos de consumo de energia no Brasil.

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Ele indica que, em áreas remotas da Amazônia, famílias chegam a gastar até R$ 900 por mês para ter eletricidade com geradores a diesel, que operam apenas de 6 a 8 horas por dia.

Experiências identificadas no Estudo mostram que sistemas solares independentes e de pequena escala, mais eficientes e com menores custos operacionais, podem ser uma solução viável para a descarbonização da energia na região amazônica. 

Ainda segundo a análise, embora exija um investimento inicial mais elevado, a energia solar torna-se economicamente mais vantajosa por dispensar gastos recorrentes com combustível; e oferecer retorno contínuo após a instalação.

Leia também: “Precisamos garantir que essa energia seja sustentável”, diz especialista sobre transição energética na Amazônia

O uso combinado de baterias permite que os consumidores tenham energia elétrica disponível 24 horas por dia. O estudo reforça que, além do impacto positivo para o meio ambiente e a economia no bolso, a ausência de fornecimento contínuo de energia impede que adultos trabalhem em casa; que jovens e crianças estudem à noite; que alimentos sejam refrigerados adequadamente ou que pequenos negócios prosperem.

Atualmente, cerca de 4 milhões de brasileiros vivem sem acesso de qualidade à energia elétrica – 2,7 milhões deles residentes nos chamados SISOL, que são Sistemas Isolados fora da malha do Sistema Interligado Nacional. Nessas regiões, o fornecimento é feito quase exclusivamente por geradores a diesel.

*Com informações da Rádio Agência Nacional e Frente Nacional dos Consumidores de Energia

Pesquisa aprimora tecnologia para a reprodução de peixes em Itacoatiara

Foto: Daiane Oliveira Medeiros/Arquivo pessoal

Aprimorar a reprodução de peixes nativos em Sistema de Recirculação de Águas (RAS) na Região do médio e baixo Amazonas é o objetivo de uma pesquisa científica realizada em Itacoatiara, no Amazonas, com foco em empreendedorismo e sustentabilidade.

Desenvolvida por pesquisadores do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) e coordenada pela mestre em Administração, Daiane Oliveira Medeiros, a pesquisa implantou o primeiro polo de empreendedorismo feminino voltado à produção de alevinos em Itacoatiara (distante a 176 km de Manaus), através do estudo ‘Manutenção e reprodução de tambaqui em sistemas de recirculação de água: capacitação, pesquisa, empreendedorismo feminino e transferência de tecnologia’, realizado no âmbito do Programa Mulheres das Águas – Edital nº 007/2022.

O estudo capacitou mulheres ribeirinhas por meio de um laboratório de reprodução de peixes de baixo custo. Além disso, a pesquisa, que conta com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), desenvolveu protocolos reprodutivos para o tambaqui e contribuiu para o desenvolvimento tecnológico da região com o fornecimento de pós-larvas e juvenis dos tambaquis no Campus do Ifam.

Leia também: Pesquisa aumenta em mais de duas vezes o ganho de peso de tambaqui em tanque-rede

“O apoio da Fapeam foi essencial para a estruturação física e técnica do projeto. Sem esse investimento, não teria sido possível realizar as formações, adquirir os equipamentos, financiar bolsas e executar as ações de pesquisa e extensão. A Fundação é um exemplo claro de como o fomento público pode transformar realidades locais”, explicou Daiane Oliveira.

Capacitação e empreendedorismo

Para o desenvolvimento da pesquisa, foi realizada a aquaponia – que é um sistema de produção agroalimentar que combina a criação de peixes com o cultivo de plantas em água. O estudo foi executado em tanques circulares de 11 mil litros com sistemas de filtragem biológica, bombas, sistemas de aeração, sensores multiparâmetros de qualidade da água. Além do mais, os pesquisadores também usaram incubadoras, equipamentos para indução hormonal e kits para análises hematológicas.

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O projeto estimulou o empreendedorismo feminino e criou oportunidade de renda para as comunidades ribeirinhas, além de incluir as mulheres em áreas técnicas da piscicultura, onde quase não há a presença feminina. As comunidades receberam capacitações e oficinas práticas com distribuição de alevinos.

A expectativa a longo prazo é que as comunidades virem referência regional em produção sustentável de peixes, com a produção de alevinos e na formação de novos empreendedores na aquicultura familiar. Além da experiência poder ser replicada em outras localidades da Amazônia.

O estudo possibilitou a elaboração de materiais didáticos, apresentação em eventos e produções de artigos científicos.

*Com informações da Fapeam

#Especial – Quem faz a ópera no Amazonas Conheça o coralista Márcio Cruz

O coralista da ópera, Márcio Cruz. Foto: Layanna Coelho/Amazon Sat

Um coro, na música, é um conjunto de cantores que se apresentam divididos em tipos de voz – sopranos, contraltos, tenores, baixos – para criar uma harmonia. Os coros podem cantar música clássica ou popular, com ou sem a presença de instrumentos musicais.

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Diferente do que se pode imaginar, nem todos que cantam em um coral cantam em ópera. No entanto, tradicionalmente, o Festival Amazonas de Ópera (FAO) conta com a participação de membros do Coral do Amazonas, como o coralista Márcio da Cruz.

O coralista da ópera
O coralista da ópera, Márcio Cruz. Foto: Portal Amazônia

Há pelo menos 25 anos, Márcio faz parte do Coral, que foi criado em 1997 (no mesmo ano do primeiro FAO), para atender ao Programa de Música Erudita e Artes da Secretaria de Cultura. 

Ele participou de vários projetos de capacitação e fez parte das primeiras turmas do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, uma das primeiras escolas de artes públicas da Região Norte.

“Minha relação com a música aqui na cidade se deu lá no antigo Centro Cultural Cláudio Santoro, hoje Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, no início dos anos 2000, quando eu já fazia parte de alguns coros na cidade, coros da UTAM, hoje UEA, e Coral da Nilton Lins. Aí eu fui para o Cláudio Santoro e eu fiz parte do Coral Jovem, que até hoje existe, e do Coral Jovem também fiz parte do Coral de Câmara”, recordou.

Leia também: Festival Amazonas de Ópera 2025: o que são ‘As bodas de Fígaro’?

Contato com a Ópera

Enquanto se profissionalizava como músico, Márcio conta que teve seu primeiro contato com a ópera ainda no início dos anos 2000:

“Em 2001 foi quando eu tive minha primeira experiência com o Coral Jovem. Uma ópera que foi a Flauta Mágica, isso há 24 anos. Depois, no ano seguinte, em 2002, foi quando nós tivemos Cavalleria Rusticana [ópera] e também o Coral Jovem mais uma vez participou. E durante esse tempo, nesse período, eu fui fazendo os concursos para o Coral do Amazonas. Eu fiz por três vezes. Consegui na terceira e desde então, são 20 anos como membro do Coral”.

O coralista da ópera
Foto: Layanna Coelho/Amazon Sat

Como toda a trajetória tem seu início, ele lembra do período entre 2005 a 2009, em que precisava atravessar de balsa, de madrugada, para voltar para o município de Iranduba, onde morava.

“Na época não existia a ponte, era só balsa. E imagina, você sair daqui 23h, 23h30, quase meia noite e tem que voltar para o Iranduba. Eu tinha família aqui em Manaus, mas eu morava lá. E saía toda noite, às vezes correndo daqui para o São Raimundo. E foram quatro anos assim, foi quando eu vim para Manaus, me estabeleci e conheci minha esposa”, acrescentou.

Leia também: Galeria: Jovens e adultos se emocionam e se divertem ao assistir ópera pela primeira vez

O FAO para o músico

Foto: Layanna Coelho/Amazon Sat

O coralista comenta, sob seu ponto de vista, a importância do festival para qualquer músico amazonense: “O Festival Amazonas de Ópera, hoje, é o sonho de qualquer cantor, qualquer coralista nessa cidade, fazer o teste, fazer o concurso, entrar no Coral do Amazonas, esse é o sonho de todo cantor, para um dia estar no palco do Teatro Amazonas, especificamente no Festival Amazonas de Ópera, que, quer queira, quer não, é o nosso maior cartaz, não só em Manaus, não só no Amazonas, mas também no Brasil e no mundo, agora sendo levado para outros países através da direção do FAO”, ressaltou. 

Além de construir sua carreira na música, a música proporcionou o encontro com sua esposa, pianista manauara. 

O coralista da ópera, Márcio Cruz. Foto: Portal Amazônia

“A música já mudou destinos de nações, a música já mudou vidas de pessoas. Então a música, para mim, faz parte da minha vida. Eu sou casado com uma pianista, que é nascida aqui na cidade, viveu desde criança dentro desse teatro também. Sua tia tinha escola de piano, Ivete Ibiapina, e nós nos conhecemos justamente na ópera, ou seja, a minha vida também privada particular, ela respira todo esse mundo da ópera, todo esse mundo da música”, fala o músico de maneira saudosista. 

Por fim, anuncia que a música tem um papel importantíssimo na sua vida – profissional e pessoal – devido a uma linguagem única que a mesma transmite.

“A música da minha vida, seja ela no teatro ou fora, para mim, faz parte da minha vida. Eu tenho as minhas playlists no meu telefone, vivo escutando, onde eu estiver é fone de ouvido e escutando porque o ser humano respira música. Música é uma linguagem única, é indescritível o que a música é para mim, é só vivendo”, finalizou.

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

‘Surpresa muito grande’, diz filho de Sacaca após anúncio do enredo da Mangueira para o carnaval 2026

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José Raimundo da Silva Costa, filho de Sacaca de 67 anos e conhecido como ‘Dô Sacaca’. Foto: Divulgação/Raimundo Costa

O Amapá vai ser representando no carnaval de 2026 do Rio de Janeiro pela Estação Primeira de Mangueira por meio da história de Raimundo dos Santos Souza, o ‘Mestre Sacaca’. A família do curandeiro, conhecido como ‘doutor da floresta’, disse que foi pega de surpresa com a homenagem.

A escola de samba carioca apresentou o novo enredo: “Mestre Sacaca do encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra”.

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José Raimundo da Silva Costa, filho de Sacaca de 67 anos e conhecido como ‘Dô Sacaca’, disse que não esperava pela homenagem e não suspeitou que aconteceria. Raimundo e a família receberam a notícia através de uma ligação de vídeo de um representante da Mangueira.

Leia também: Mestre Sacaca, do Amapá, vai ser enredo da Mangueira no Carnaval de 2026

Sacaca e a família — Foto: Divulgação/Raimundo Costa

“O povo carnavalesco da Mangueira veio aqui, mas a gente conversou com eles durante um bom tempo sem saber o que, na verdade, seria. Eles estavam informando que era algo sobre a COP30. Então, atendi muito bem e depois fiquei sabendo que era o pessoal da Mangueira que estava aqui para fazer essa ponte para levar o nome do estado para apresentar para o mundo, na escola de samba que na minha opinião é a maior de todas”, disse Dô Sacaca.

O filho de Sacaca contou ainda que a família estava reunida no momento em que receberam a notícia. A reação foi de felicidade e gratidão, por ter a história da família contada em grande escala.

“Estava reunido com a minha irmã, com meu filho e minha mãe. Foi uma surpresa muito grande […] isso é muito bom para a família e para o estado. É muito importante porque a partir disso a história vai passar a ter um novo olhar. É o mundo todo que fica de olho no carnaval do Rio de Janeiro, então o mundo todo vai ter conhecimento dessa história”, contou.

Leia também: A sacaca tem tradição de uso na medicina popular

Em memória de Sacaca

Raimundo dos Santos Souza, conhecido como ‘Mestre Sacaca’ completaria 100 anos em 2026. O filho, também Raimundo, contou que o pai faleceu há cerca de 30 anos, e que a visibilidade da história mantém a importância de manter a memória de Sacaca viva nas próximas gerações.

Raimundo Costa, filho de sacaca conhecido como ‘Dô Sacaca’ — Foto: Divulgação/Raimundo Costa

“É muito importante para as novas gerações conhecerem quem é essa pessoa que tanto se fala e que muitos jovens não tiveram oportunidade de conhecer. Portanto, eles não têm muito conhecimento. A partir disso aí, a história dele vai ficar. Os jovens vão passar a conhecer melhor quem era o Sacaca”, disse.

Sacaca morreu em 1999 aos 73 anos e hoje dá nome ao Museu Sacaca, no Centro de Macapá. Local repleto de histórias ribeirinhas e indígenas, diferentes plantas e remédios criados com o conhecimento de Sacaca.

Leia também: Linha do tempo: Museu Sacaca reúne acervo sobre modo de vida dos povos indígenas e ribeirinhos no Amapá

Temática inédita na Mangueira

A escola contou que busca por diferentes histórias brasileiras, e desta vez conta a de Sacaca, um grande representante da Amazônia como um todo. A Mangueira destacou os conhecimentos no tratamento de doenças e do cuidado comunitário por meio de garrafadas, chás, unguentos e simpatias.

Parte da exposição ‘Céu Aberto’ no Museu Sacaca — Foto: GEA/Divulgação

“Ele dedicou a vida à defesa da floresta e das tradições, práticas e culturas afro-indígenas. Por essa razão, a Mangueira, contadora de diferentes histórias brasileiras, celebra essa figura que é uma das caras do nosso país diverso e de dimensões continentais”, disse a escola de samba.

“Estamos falando de algo inédito na historiografia da Mangueira: tratar de costumes afro-indígenas. Mesmo no Brasil, muitas vezes ainda predomina uma visão monolítica sobre a Amazônia, com muitas narrativas e personagens ainda inexplorados ou sem ter a devida atenção”, descreveu Sidnei França, carnavalesco da Mangueira.

Após a morte, Sacaca recebeu a mais alta condecoração da Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture. A homenagem póstuma foi concedida em 2018 à família em uma cerimônia no Rio de Janeiro.

Sacaca era conhecido como doutor da floresta — Foto: Divulgação/Raimundo Costa

Sobre a escola

A Mangueira é marcada pela ancestralidade, com batuques, cantos, com uma mistura que representa a essência do brasileiro, com nações africanas, indígenas, brancos: afro-brasileiras, além de ter uma imersão na Candomblé e na Umbanda.

Mangueira em 2025 — Foto: reprodução JN

Considerada segunda maior campeã do carnaval no Rio de Janeiro, Mangueira coleciona 20 títulos. A escola fica atrás somente do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela que possui 22 títulos.

Em 2025, Mangueira levou para a avenida, o enredo ‘À Flor da Terra – No Rio da Negritude entre Dores e Paixões’, contando sobre a herança dos povos ‘Bantus’, e a influência da cultura e vivência dos cariocas.

Ao final dos desfiles no ano passado, a escola terminou em 6º lugar, última posição do grupo especial, com 269,4 pontos.

Museu de Arte Sacra de Mato Grosso preserva mais de 300 peças históricas e conta com tour virtual

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Museu de Arte Sacra de Mato Grosso. Foto: João Felipe/ Secel-MT

Museus são ambientes que protegem fragmentos da história da humanidade. Desde peças cerâmicas à livros de única publicação, no mundo todo é possível encontrar museus dedicados aos mais diversos temas. Os museus de arte sacra, com teor religioso, são um exemplo da trajetória de fé dos seres humanos. Um deles está em Mato Grosso, estado que compõe a Amazônia Legal.

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O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso, fundado em 10 de março de 1980, dentro do Seminário da Conceição, “tem uma rica história preservando peças do século XVIII, remanescentes da Antiga Catedral do Senhor Bom Jesus e da Igreja de Nossa Senhora do Rosário”, segundo informações do site oficial.

De acordo com informações do museu, “em meados do mesmo ano, devido uma forte chuva, parte das instalações do seminário desmoronou, danificando as peças e forçando o acervo a ser transferido para a Fundação Cultural do Mato Grosso, na praça da república. Em 1984 voltou a ocupar o espaço inicial, contudo em 1992, o museu e o seminário fecharam devido a problemas nas instalações, reabrindo somente no ano de 2008 com uma reinauguração depois de um processo de restauração do espaço”.

Leia também: Conheça a Amazônia através de cinco museus da região Norte

Acervo 

O museu abriga elementos da arquitetura clássica, medieval, renascentista, barroca e neoclássica, com um acervo composto por mais de 300 peças entre de alfaias, pratarias, imagens, paramentos, retábulos (estrutura que fica por trás ou acima do altar) e indumentárias dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX.

A maior parte das obras tem origem nas antigas igrejas da região, como a Catedral do Senhor Bom Jesus, demolida nos anos 1960, e outras capelas históricas que passaram por processos de renovação e descarte de acervos.

Leia também: Museu de História Natural e o Museu de Arte Sacra integram programação nacional

Um dos destaques do acervo é a reconstituição do quarto de Dom Francisco de Aquino Corrêa, arcebispo de Cuiabá no início do século XX, considerado uma das figuras mais importantes da história da Igreja Católica em Mato Grosso. Seus pertences pessoais, livros, móveis e vestimentas ajudam a contar a história da influência religiosa sobre a formação cultural da capital mato-grossense.

Além disso, o museu também abriga o sino de Nossa Senhora do Despacho, a Tacheira do Sino Pascal, uma cruz trevolada, uma pintura da chegada do bom senhor do Jesus de Cuiabá, crucifixos, livros, cruzes, pinturas e muitas obras relacionadas aos ritos e celebrações da igreja. 

Atividades promovidas pelo museu

O Museu de Arte Sacra também se destaca por suas atividades educativas. Visitas guiadas, oficinas, palestras e exposições permanentes e temporárias fazem parte de sua programação, aproximando a comunidade do patrimônio histórico e incentivando o olhar crítico e sensível sobre a cultura religiosa. 

Leia também: ‘Qual é a sua cruz?’: 79 cruzes compõem exposição no Museu de Arte Sacra de Mato Grosso

Além disso, o site oficial do museu apresenta uma visita virtual. Confira AQUI.

Conheça algumas obras expostas

Pintura da chegada da imagem de Senhor Bom Jesus do Cuiabá

Obra pintada por Fausto Furlan, pintor e cenógrafo, nascido em 1927 em Oderzzo (Itália).

Chegada da imagem de senhor bom Jesus do Cuiabá. Foto: Reprodução/ Museu de Arte Sacra de Mato Grosso

Imagem de São José

A imagem pertencia à antiga Catedral do Bom Jesus de Cuiabá. Escultura é de São José, descendente da casa real de Davi, esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus Cristo. Na Bíblia é apresentado como um homem justo que dedicou sua vida aos cuidados de Jesus e Maria.

Foto: Reprodução/ Museu de Arte Sacra de Mato Grosso

Exposição Retábulos da antiga Catedral Senhor Bom Jesus de Cuiabá

Quatro retábulos dos século XVIII e XIX, remanescentes da Antiga Catedral do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, demolida em 25 de setembro de 1968.

Foto: Ricardo P. Macedo

Exposição Papa João Paulo II

O Papa João Paulo II, durante seu pontificado, um dos mais longos da história católica, proferiu mais de 20 mil discursos, fez mais de 100 viagens pastorais internacionais, além de ter sido assistido por mais de 18 milhões de pessoas nas audiências gerais. 

Leia também: HABEMUS PAPAM: Robert Francis Prevost, o Papa Leão XIV, é cidadão do Peru

Foto: Ricardo P. Macedo

Exposição Ilustre morador: Dom Francisco de Aquino Corrêa

A exposição está montada nos cômodos que foram utilizados como aposentos de Dom Aquino Corrêa, durante o período em que ele fez do Seminário Nossa Senhora da Conceição sua residência e contém mobílias, pinturas, vestuário litúrgico e objetos que pertenceram a Dom Aquino.

Foto: Ricardo P. Macedo 


Cinema na Escola: ‘Pipoca em Cena’ retorna com oficinas criativas para alunos de Manaus

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Foto: Divulgação/FRAM

Democratizar o acesso à produção audiovisual, incentivar a expressão artística e promover o protagonismo juvenil por meio do cinema. Essa é a proposta do projeto “Pipoca em Cena”, uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com patrocínio via Lei Rouanet, que realiza oficinas de curtas-metragens em escolas públicas situadas em áreas socialmente vulneráveis.

“O impacto do Pipoca é enorme. A ideia é levar educação por meio da arte. Só o fato de essas crianças e adolescentes terem a oportunidade de retratar a própria realidade e comunidade, sob a perspectiva de quem realmente vive aqui, já faz toda a diferença”, destacou Mariane Cavalcante, diretora executiva da Fundação Rede Amazônica.

Relembre: Pipoca em Cena: projeto que ensina importância do cinema chega à 10ª edição; assista o documentário

Nesta edição, as atividades ocorrem de 19 a 23 de maio, na Escola Estadual Profª Eliana de Freitas Morais – CMPM 7, localizada no bairro Lago Azul, zona Norte de Manaus. As oficinas são realizadas nos turnos da manhã e da tarde, com participação de alunos do ensino fundamental e médio. O encerramento será marcado pela exibição pública dos filmes produzidos, no dia 30 de maio, reunindo familiares, professores e a comunidade escolar.

“Esses jovens estão trazendo cenas, por meio da curta-metragem, com histórias reais que impactam e deixam uma mensagem para a sociedade. Então, mais do que fazer arte e cultura, eles estão cumprindo um papel social, com filmes muito criativos, de ótima qualidade, e tudo pensado por eles mesmos”, afirmou Keylla Gomes, arte-educadora.

A proposta é que os próprios alunos atuem como roteiristas, diretores e atores de suas histórias, refletindo suas vivências e realidades locais. Os curtas-metragens terão como tema central o meio ambiente.

“A Amazônia é o coração do Brasil, e nós somos conhecidos por nossas florestas. Sentir que as pessoas estão destruindo o que temos de mais importante no nosso estado é muito doloroso. Por meio do curta, eu espero conseguir mostrar tudo isso”, declarou Eloah Gomes, estudante participante.

Com um time multidisciplinar à frente da produção, o projeto é conduzido por profissionais das áreas de audiovisual, produção cultural e comunicação, proporcionando aos estudantes uma vivência completa do universo cinematográfico.

“Durante esses dias, eles irão aprender todos os processos de produção audiovisual utilizando os celulares — desde a criação da ideia, passando pela escrita do roteiro. A partir daí, seguem para a fase de produção do filme, desenvolvendo figurino e realizando as gravações. Depois, ensinaremos a edição e, por fim, o material será exibido para toda a escola”, explicou Anderson Mendes, coordenador da oficina.

Além da formação técnica, o Pipoca em Cena também está comprometido com a acessibilidade e inclusão, promovendo conteúdos comunicacionais adaptados às diferentes realidades dos participantes, reforçando o papel da cultura como ferramenta de transformação social.

Professores e alunos mudam rotina após onça ser vista próxima de escola rural no Acre: ‘não andar sozinho’

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Alunos, professores e outros servidores da Escola Rural Antônio Simplício, em Feijó, no interior do Acre, tiveram que mudar a rotina para garantir a segurança no caminho até o colégio. A comunidade escolar tem medo de encontrar novamente a onça que apareceu no dia 7 de abril no Ramal Novo Berlim, que dá acesso à instituição.

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Os servidores do colégio estão andando sempre em grupos, os alunos foram orientados pelos professores a não andarem sozinhos no ramal e os pais a deixarem os filhos na escola diariamente.

A professora Edna Ferreira, por exemplo, precisa andar cerca de 1h pelo ramal até chegar à escola. Ela está preocupada com a presença da onça. “Mas, pouquíssimo pais estão fazendo isso [deixar os filhos]. Estamos indo e vindo em grupos maiores de pessoas, só vi [a onça] através do vídeo, tenho bastante medo de chegar a encontrá-la”, disse.

Leia também: Guardiões da Onça: conheça iniciativas que protegem um dos maiores felinos do mundo no Brasil

Professores e alunos mudam rotina após onça ser vista próxima de escola rural no Acre: 'não andar sozinho'
Onça foi vista ao atravessar ponte no Ramal Novo Berlim, que dá acesso a escola rural — Foto: Reprodução

As aulas no colégio retornaram no dia 12. Após a onça ser vista na localidade, a Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEE-AC) chegou a dizer que estava em contato com órgãos ambientais para garantir o afastamento da onça.

Contudo, na segunda, a pasta informou que as aulas foram retomadas apenas com a recomendação de que a comunidade tenha cuidado.

A professora Edna confirmou que nenhum representante da SEE-AC esteve no colégio e não foi tomada nenhuma medida para evitar ataques do animal.

Um morador da região do Projeto de Assentamento Berlim Recreio filmou o momento em que o animal atravessou uma ponte, rumo a uma área de mata próxima à passagem e deixou a comunidade escolar preocupada. 

Leia também: Como comunidades em 11 países estão prevenindo conflitos com onças-pintadas

Onça-pintada

As chuvas mais intensas e o crescimento desenfreado das cidades têm tornado cada vez comum a presença de animais silvestres nas áreas urbanas. Especialistas em conservação afirmam que o ataque do felino a seres humanos é raríssimo.

A bióloga Marinara Lusvardi, comentou que as onças são animais que estão no topo da cadeia alimentar e por isso elas precisam de uma área de território muito grande para caçar, para criar os filhotes e para viver. 

Professores e alunos mudam rotina após onça ser vista próxima de escola rural no Acre: 'não andar sozinho'
Aulas em escola rural, em Feijó, no interior do Acre, são retomadas após onça ser avistada — Foto: Arquivo/Escola Antônio Simplício

Ela explicou que a expansão urbana, as mudanças climáticas e o desmatamento são um dos fatores que estão forçando os animais a migrarem para áreas habitadas.

“E eles perdem o espaço tanto pra viver naturalmente quanto eles perdem os recursos que eles encontram nesse espaço, então eles perdem a diversidade de fauna, diversidade de presa, a gente acaba interferindo nos corpos d’agua, eles ficam encurralados”, disse ela.

Outro fator de risco é a interferência humana, como a prática oferecer comida que é chamado de prática da ceva pode aumentar o risco de ataques, ao fazer com que animais silvestres percam o medo natural do ser humano e passem a associá-lo à oferta de alimento. Manter cães por perto ou invadir o habitat do animal, podem romper o ciclo de comportamento.

De 1950 a 2018, foram apenas 64 ataques confirmados na Amazônia brasileira, por onças pintadas. O que reforça a baixa letalidade da espécie quando o assunto é convivência com os seres humanos, em comparação com outros felinos como tigre, leopardo e leão.

De acordo com a bióloga, é importante manter a preservação de espaço do animal. “Aí vem o trabalho das estações ecológicas, das unidades de conservação, das reservas ecológicas e a gente pensar em uma maneira sustentável de conviver com a natureza com esses animais”, comentou ela.

Leia também: Como identificar a onça-pintada: diferenças com outros felinos da Amazônia

Orientações ao visitar áreas com presença de onças:

  1. Evite caminhar sozinho: trilhas em grupo são mais seguras, pois o barulho e o número de pessoas tendem a afastar os animais;
  2. Faça barulho durante a trilha: converse, cante ou bata o bastão de caminhada nas pedras. O objetivo é não surpreender a onça — o maior risco é assustá-la;
  3. Evite trilhas à noite, ao amanhecer e ao entardecer: onças são mais ativas nesses horários (crepusculares e noturnas);
  4. Não corra: se avistar uma onça, mantenha a calma. Correr pode estimular o instinto de perseguição;
  5. Mantenha contato visual e recue devagar: tenha o animal no campo de visão, mas olhe sem desafiá-lo, sem demonstrar medo, e afaste-se devagar, sem virar as costas.
  6. Jamais se aproxime de filhotes: a mãe pode estar por perto e se tornar agressiva ao tentar protegê-los.
  7. Evite levar cães: cães podem provocar as onças, que os veem como ameaça ou presa, o que pode aumentar o risco de ataque.
  8. Preste atenção a sinais de presença: pegadas frescas, fezes, arranhões em árvores ou carcaças de animais são indícios de que a onça pode estar por perto.

O programa Amazônia Animal do canal Amazon Sat, o biólogo e especialista em onças, Rogério Fonseca, explica o comportamento da espécie e quais medidas devem ser adotadas em casos de encontros com onças-pintadas.

Por Hellen Monteiro, g1 AC — Rio Branco. Colaborou Júnior Andrade, repórter da Rede Amazônica Acre.

Saiba o que fazer quando uma mucura aparecer em sua residência

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Mucura, conhecida como gambá. Foto: Fernanda Felisbino/Instituto Água e Terra

A Prefeitura de Palmas (TO) alerta a população para o aumento da presença de mucuras (conhecidas também como gambás) nas áreas urbanas. Esses animais silvestres, comuns em regiões de mata, têm sido vistos com mais frequência em quintais e vias públicas, especialmente com a mudança de estação, alteração nos habitats naturais e maior procura por alimento.

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Apesar da aparência pouco familiar, o animal não representa risco à população. Quando ameaçado, costuma fugir ou se fingir de morto como mecanismo de defesa. A orientação é para que, ao avistar uma mucura, a população evite qualquer tipo de agressão.

Leia também: 4 curiosidades sobre as mucuras, os gambás da Amazônia

Saiba o que fazer quando uma mucura aparecer
Apesar da aparência pouco familiar, a mucura não representa risco à população. Foto: divulgação

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Segundo a diretora de Fauna Silvestre da Prefeitura de Palmas, Bruna Almeida, a aproximação do período reprodutivo, que começa em julho, também contribui para esse comportamento.

No entanto, ela esclarece que os animais ainda não estão em busca de parceiros, de alimento e abrigo. “Esse aumento na circulação urbana ocorre principalmente por conta da escassez de recursos em seus habitats naturais”, explica.

Saiba o que fazer quando uma mucura aparecer
Apesar da aparência pouco familiar, a mucura não representa risco à população. Foto: divulgação

Bruna Almeida também orienta que, caso o animal seja encontrado dentro de estabelecimentos, o ideal é acionar a Guarda Metropolitana pelo telefone 153, para que seja feito o manejo correto e seguro.

“Também é importante evitar que animais domésticos interajam com a mucura para prevenir acidentes. E, em caso de dúvidas ou necessidade de informações, a Diretoria de Fauna Silvestre está disponível para atender à população”, ressalta.

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O animal 

Erroneamente com ratos e popularmente conhecidos na Amazônia pelo nome de “Mucura”, esses animais são na verdade uma espécie de gambá. Dependendo da região do país, os gambás também são chamados de Timbú, Saruê, Micurê, Sarigué. Na natureza existem seis espécies diferentes de gambá, mamíferos pertencentes à família Didelphidae. No Brasil são encontradas quatro: Gambá-de-orelha-preta (D. aurita), Gambá-de-orelha-branca (D. albiventris), Gambá-comum (D. marsupialis) e o Gambá-amazônico (D. imperfecta).

Apesar da aparência pouco familiar, a mucura não representa risco à população. Foto: divulgação

O nome originário vem do Tupi-guarani wa–ambá, que significa “mama oca” ou “seio oco”. Isso porque são marsupiais, ou seja, possuem o marsúpio, uma espécie de bolsa onde os filhotes ficam alojados e se alimentam até o final de seu desenvolvimento. Por aqui, as mucuras costumam ser confundidas com roedores, seja pela aparência, seja por possuir hábitos noturnos. Porém o que nem todo mundo sabe é que esses animais tem um importante papel biológico. Além de agirem como espalhadores de sementes, também são controladores de pragas.

Os gambás costumam ter uma dieta variada, que também inclui ovos, frutas, lagartos e aves. Embora possuam hábitos solitários, formam casais durante o período reprodutivo. As fêmeas reproduzem cerca de três vezes ao ano, com um período de gestação curto, que leva de 12 a 13 dias. Uma fêmea gera de 10 a 20 filhotes em cada gestação, mas nem todos os filhotes chegam à bolsa (marsúpio). Devido à disputa pela amamentação somente os que se aderem às tetas conseguem sobreviver.

*Com informações da Prefeitura de Palmas

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‘Raio que o parta’? Estilo arquitetônico é parte da história do patrimônio de Belém

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Foto: Reprodução/Rede Raio que o Parta

A expressão ‘Raio que o parta‘ é do arquiteto carioca Donato de Melo Junior, que não tinha uma resposta técnica para explicar o uso de painéis de azulejos coloridos usados pelas famílias de baixa renda de Belém (PA) para embelezar as fachadas de residências nas áreas de expansão da capital paraense, por volta das décadas de 1940 e 1960. 

É um capítulo do movimento modernista na arquitetura de Belém que a prefeitura, por meio de projeto da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Semcult), em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/Pará), está buscando popularizar.

O  ‘Raio que o parta’ tem movimento forte em Belém, incluindo um perfil (@rederaioqueoparta) nas plataformas digitais e muitos simpatizantes.

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O coletivo foi criado em 2020 pelas amigas Elis Almeida, Elisa Malcher e Gabrielle Arnour, graduadas em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA), dando início ao mapeamento e catalogação dos exemplares em Belém e no Pará. O coletivo tem página colaborativa na internet, incluindo uma cartilha e detalhes sobre a importância da preservação.

Para Gabrielle Arnour, que atualmente está no Departamento de Turismo da Semcult, o projeto da prefeitura em ampliar a divulgação do patrimônio histórico, seja da arquitetura, das artes e cultura em geral, é muito importante e joga luz num momento da história que a maioria do público desconhece a influência do modernismo nas criações da arquitetura, abandonando os modelos dos casarios clássicos portugueses e seguindo as tendências criadas pelos painéis do mestre Portinari e do arquiteto paraense Alcyr Meira.

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Segundo Jorge Pina, arquiteto do Departamento de Patrimônio Histórico da Semcult, o patrimônio histórico segue o ritmo da evolução social e começou em Belém com influência portuguesa, retratado no quadro de Teodoro Braga sobre a fundação da cidade e estilos diversos como colonial, barroco, neoclássico, eclético e modernista e segue até os dias atuais com o legado da urbanização da COP30.

Foto: Reprodução/Rede Raio que o Parta

Para se obter licenciamento para obras no ambiente do patrimônio histórico é necessário procurar a sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, na avenida governador José Malcher, 295, bairro de Nazaré e preencher a documentação necessária.

Os procedimentos estão previstos na lei municipal na Lei nº 7.709, de 18 de maio de 1994, que dispõe a preservação e proteção do Patrimônio Histórico, Artístico, Ambiental e Cultural do Município e estabelece as regras para o licenciamento de obras em bens tombados e no Centro Histórico de Belém, incluindo seu entorno.