Foi em 1996, entre uma conversa de bar e o desejo de brincar o carnaval à moda antiga, que o multiartista e ícone cultural de Belém (PA), Elói Iglesias, criou o bloco Fofó de Belém. A primeira experiência foi intimista: uma festa para poucas pessoas embalada por charangas — aquelas bandas de sopro que ecoam os carnavais de outros tempos no Brasil. E o que começou tímido e pequeno ganhou corpo, voz e rua.
Desde então, o bloco Fofó de Belém nunca deixou de acontecer. Cresceu, ocupou o espaço público, aumentou o número de brincantes e se consolidou como um dos blocos mais irreverentes da capital paraense, mantendo viva a essência do carnaval de rua raiz, democrático e popular.
O artista conta sobre a evolução do bloco e curiosidades dessa história:
Por que o bloco se chama Fofó de Belém?
Elói Iglesias: Fofó é um estado de espírito, um universo paralelo em que tu te reinventas através do carnaval. Significa irreverência, exagero, deboche, liberdade de expressão e brincadeira carnavalesca. Muitas vezes, está ligado a fantasias extravagantes, humor e sátira, quebra de normas de gênero e expressão artística e popular.
Quais dias o bloco geralmente sai às ruas da cidade?
Elói Iglesias: Nós saímos todos os domingos do pré-carnaval. Somos um bloco público, de rua, então nosso itinerário geralmente é a Cidade Velha. Inclusive, vamos começar o nosso pré-carnaval na Domingueira, por isso será o nosso primeiro grito carnavalesco.
Desde que o bloco começou até hoje, aumentou o número de brincantes?
Elói Iglesias: Ah, aumentou bastante. Somos um bloco de rua, e quem vai passando vai brincando com a gente. Acredito que desde janeiro as pessoas já estão ávidas pelo carnaval, para sair no início do ano, encontrar os amigos, dançar, bater papo.
Fofó de Belém em 2017. Foto: Divulgação
Qual é o símbolo do bloco Fofó de Belém?
Elói Iglesias: O nosso símbolo é um urubu, que é um pássaro que mexe com vários imaginários da cidade.
O que o público pode esperar do 1º grito de carnaval do Fofó de Belém na Domingueira?
Elói Iglesias: Um show bastante eclético, com tecnobrega, marchinhas antigas, marchinhas novas, músicas da Anitta, da Gaby Amarantos. É uma mistura de banda com charanga, bem paraense. Também vou cantar músicas autorais do meu álbum “Iguana Maldita” e sucessos como “Pecado de Adão”.
E qual a expectativa de tocar na Domingueira?
Elói Iglesias: A melhor possível. Nesse início de ano, já participar de uma programação gratuita é muito importante. Toda a programação está muito legal, pensada para as pessoas dançarem e se divertirem. Começar 2026 se divertindo é muito bom.
Com quase três décadas de história, o Fofó de Belém segue reafirmando o carnaval como espaço de encontro, liberdade e invenção — na rua, sem cordas e com muito deboche.
A Domingueira é um projeto da Prefeitura de Belém, realizado por meio da Secretaria Executiva de Políticas Públicas e Bem-Estar Social (Sepes), e já se consolidou como uma das maiores políticas públicas da gestão municipal.
O Fofó de Belém é uma das atrações da Domingueira especial em comemoração aos 410 anos de Belém. O bloco promete muito fôlego e alegria no primeiro grito de carnaval 2026 da cidade. A festa gratuita é no domingo (11), a partir das 15h, no Portal da Amazônia.
Coleta de dados antropométricos na Vila Perdeneiras, em Tucuruí (PA). Foto: Divulgação/Acervo da pesquisa
Amanda Lopes Araújo, doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Farmacologia e Bioquímica da UFPA (PPGFARMABIO), e a sua professora orientadora, Maria Elena Crespo López, têm dedicado as suas trajetórias na pesquisa ao estudo dos impactos socioambientais do mercúrio. Elas são as primeiras autoras do artigo “Environmental pollution challenges public health surveillance: the case of mercury exposure and intoxication in Brazil”, cujo principal objetivo foi avaliar o cenário das notificações de intoxicação por mercúrio no Brasil.
Para realizá-lo, as pesquisadoras precisaram analisar centenas de fichas fornecidas pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), uma rede informatizada vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS) que reúne números de infecções e agravos notificados por enfermeiros, médicos e demais profissionais da saúde em todo o Brasil.
“Fizemos uma busca ativa de quais eram os casos que estavam relacionados ao mercúrio e analisamos milhões de dados, desde 2007 até 2022. Foram dois pesquisadores trabalhando de forma independente”, conta Amanda Araújo. Os resultados foram preocupantes: segundo elas, há uma expressiva subnotificação de casos, sobretudo na região amazônica.
“Pescando” dados
Mesmo que os profissionais da saúde sejam obrigados, legalmente, a notificar casos de intoxicação por mercúrio, ainda não há uma categoria específica para esse tipo de questão no Sinan. Hoje, todas as notificações dessa natureza são adicionadas às fichas de “intoxicação exógena”, que podem ser quaisquer substâncias químicas, desde fármacos até agrotóxicos.
As pesquisadoras, então, precisaram procurar nas fichas já preenchidas desta categoria algum apontamento do mercúrio como agente tóxico, ou seja, como princípio dos sintomas que o paciente estava sentindo quando a notificação foi realizada. Durante a busca, foram utilizadas várias palavras-chave, como mercúrio, amálgama, azougue, bateria, Hg, lâmpada, pilha e outras.
O problema da subnotificação logo foi identificado. Conforme os dados mais recentes divulgados pelo Sinan, nos últimos dezesseis anos, apenas 668 casos de exposição ou intoxicação por mercúrio foram registrados em todo o país, um número muito baixo para uma população de mais de 200 milhões de habitantes e com o nível de emissões do Brasil, sobretudo quando a realidade apontada por estudos recentes, corroborados pela World Wide Fund For Nature (WWF) e citados na pesquisa, mostra a Amazônia como local onde se originam cerca de 80% de todas as emissões de mercúrio da América do Sul.
Para quem trabalha acompanhando diretamente povos contaminados pelo mercúrio, o “apagão” de dados parece ainda maior.
“Nós trabalhamos com populações ribeirinhas do Tapajós e de Tucuruí. Temos, aproximadamente, 1.000 participantes, e todos estão expostos ao mercúrio, alguns já intoxicados. Esses casos não estão no sistema. Além de ter a subnotificação, esses dados também são extremamente desatualizados. Existem dados de cinco anos atrás que ainda estão entrando no sistema”, aponta Amanda.
Estudo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por exemplo, estudou a relação de peixes com o mercúrio. Foto: Gustavo Rodrigues/UEA
No garimpo ilegal, o mercúrio é lançado na natureza quando transformado em vapor, quando os garimpeiros aquecem o metal líquido para separá-lo do ouro. A partir daí, o mercúrio gasoso passa a interagir com o ambiente e é capaz de adquirir formas ainda mais tóxicas, como o metilmercúrio, que se acumula em animais. Nesse ciclo tóxico, seres aquáticos como peixes, algas, tracajás, caranguejos e camarões, todos alimentos basilares para a dieta das populações tradicionais amazônicas, são os primeiros contaminados.
“Já que ele está exposto a altas concentrações daquele metal, a exposição do garimpeiro é aguda. Por isso começamos a ver os sintomas dele de forma mais imediata. Os primeiros são os neurológicos e os respiratórios. Já a população tradicional que come o peixe contaminado sofre uma exposição crônica, o que significa que os sintomas vão aparecendo de uma forma um pouco mais discreta e a longo prazo”, explica Amanda Araújo.
Em 2022, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Instituto Socioambiental (ISA), do Instituto Evandro Chagas e da Universidade Federal de Roraima (UFRR) analisaram pescados coletados em três pontos da Bacia do Rio Branco, localizados na Terra Indígena Yanomami, e, segundo as análises, a contaminação por mercúrio era tão alta que não havia mais um nível seguro para consumo das espécies.
Já em 2019, um estudo da Fiocruz com o povo Munduruku do rio Tapajós, no Pará, revelou que, de 200 indivíduos, seis, em cada dez participantes, apresentavam níveis de mercúrio acima dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No total, foram 196 indígenas contaminados pelo metal apenas nesse episódio, cujas intoxicações só foram notificadas, oficialmente, quatro anos depois.
Caminhos possíveis
Para Amanda Araújo, a subnotificação de casos acontece “de ponta a ponta”. Isto é, a lista de responsáveis engloba não só o órgão que elabora e recolhe as fichas como também os profissionais da saúde responsáveis por preenchê-las, principalmente em um contexto no qual a maioria deles não tem uma formação sobre o ciclo do mercúrio na biosfera e os seus efeitos no corpo-humano.
“Geralmente, a notificação oficial ocorre em cima de sintomas neurológicos, porque são os mais investigados. Mas o mercúrio não tem efeitos tóxicos associados somente ao sistema nervoso. Ele também afeta o sistema cardiovascular, o sistema renal, o sistema respiratório, e esses outros sintomas vão sendo associados a outros fatores que não o metal. Se o profissional de saúde que atendeu àquele paciente não relaciona o caso com o mercúrio, não tem como ir para a ficha do Sinan. Então o problema começa ali, na triagem dos pacientes”, expõe a bióloga.
Por isso, além da criação de uma ficha específica para os casos de intoxicação por mercúrio e a elaboração de um sistema informatizado melhor, Amanda enfatiza a importância de implementar políticas que aproximem os profissionais da saúde da realidade vivenciada pelas populações:
“Sempre falamos sobre a capacitação continuada dos profissionais. É preciso criar mecanismos para o biomonitoramento desse metal na Amazônia, proporcionar para as unidades notificadoras melhor infraestrutura e fazer ações integradas que envolvam a sociedade na tomada de decisões também, como criar materiais educativos e adaptá-los para diferentes comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas”.
A bióloga acrescenta, ainda, que mudar o quadro de subnotificação é urgente, na medida em que ele influencia diretamente a distribuição de verbas públicas para combater agravos na Região Norte. “Se eu não estou notificando os casos de intoxicação por mercúrio na Amazônia, é como se eu não tivesse esse problema aqui. Tudo isso acaba impactando a tomada de decisões e a distribuição de verbas para o enfrentamento do problema”, conclui.
Sobre a pesquisa – O artigo “Environmental pollution challenges public health surveillance: the case of mercury exposure and intoxication in Brazil” foi publicado no Periódico The Lancet Regional Health – Americas. Amanda Lopes Araújo, doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Farmacologia e Bioquímica da UFPA (PPG Farmabio) e a professora Maria Elena Crespo López assinam a publicação como primeiras autoras.
*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal Beira do Rio, da UFPA, edição 176, escrito por Gabriela Cardoso
O Câmpus de Sinop da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizou a Contagem Anual de Morcegos no Parque Municipal Florestal. A ação foi conduzida pelo Laboratório de Quiropterologia Neotropical, sob supervisão do professor Rafael Arruda, e integra a mobilização coordenada pela Rede Latino-americana e do Caribe para a Conservação de Morcegos (Relcom).
A iniciativa reúne pesquisadores, universidades e instituições de vários países para ampliar o conhecimento científico sobre morcegos e fortalecer ações de conservação.
A Contagem Anual ocorre simultaneamente em diferentes locais do Brasil e de outros países da América Latina. Segundo o professor, a edição brasileira envolveu laboratórios e instituições em pelo menos 11 estados, cinco biomas e 24 pontos de amostragem.
Ele explica que a proposta surgiu como forma de unir produção científica e divulgação sobre a importância ecológica dos morcegos, com realização de atividades de educação ambiental durante o processo. A cada ano, novos grupos aderem ao esforço, ampliando a interação entre equipes de pesquisa do continente.
A inclusão de Sinop na rede internacional ocorreu após uma chamada pública organizada por um grupo de pesquisadoras do Rio de Janeiro, responsável por estruturar a participação brasileira no evento deste ano.
O Laboratório de Quiropterologia Neotropical do Campus respondeu ao edital e passou a integrar oficialmente a coleta coordenada de dados da Relcom, contribuindo para aumentar a representatividade das espécies brasileiras, antes ausentes nas bases internacionais da rede.
Em Sinop, o laboratório desenvolve pesquisas voltadas ao conhecimento da fauna de morcegos de Mato Grosso, tanto em áreas naturais quanto em ambientes urbanos. O grupo utiliza abordagens de ecologia, fisiologia, anatomia, morfologia e parasitologia para responder a questões sobre distribuição, abundância e interações ecológicas.
Os estudos também incluem a investigação de microorganismos associados aos morcegos, com interesse em agentes potencialmente zoonóticos, o que permite apoiar políticas locais de manejo e conservação.
Os dados coletados no Parque Florestal serão somados aos registros de outros países participantes da Contagem Anual. O conjunto resultará em uma lista continental de espécies, a ser publicada no boletim oficial da Relcom. No Brasil, será elaborado um “data paper” com a listagem de morcegos registrados em território nacional, ferramenta que deve apoiar pesquisas futuras e reduzir lacunas sobre distribuição espacial das espécies.
O Câmpus de Sinop integra o projeto por meio do compartilhamento dos dados coletados de forma padronizada com os demais grupos do continente e deve, em breve, formalizar filiação direta à rede. A atividade envolveu estudantes de graduação e pós-graduação. Todo o trabalho foi supervisionado pelo professor.
Os quatro candidatos da região Norte que entraram na Casa de Vidro da 26ª Big Brother Brasil (BBB 26) foram apresentados nesta sexta-feira (9). A dinâmica que reúne quatro candidatos em cada região do país escolheu a capital amazonense, Manaus, para abrigar os amazônidas que vão entrar como Pipocas nesta edição.
A apresentação do quarteto fez parte do Big Day, quando começou a disputa para que público decida qual dupla, um homem e uma mulher, deve entrar oficialmente para o quadro de participantes do jogo. Saiba quem são:
Lívia Christina
Lívia Christina tem 26 anos, é de Parintins, mas mora em Manaus (AM). É a atual Rainha do Folclore do Boi-bumbá Garantido, do Festival Folclórico de Parintins, a mesma agremiação da ex-bbb Isabelle Nogueira. A dançarina é amiga da Cunhã-poranga do vermelho e atuam juntas no Festival.
Ela é casada há 11 anos e mora com a esposa. Ela luta por causas voltadas à diversidade, cultura e meio ambiente. Foi criada pela mãe, doméstica que hoje faz serviços gerais em uma empresa. De família humilde, quando progrediu financeiramente, levou seus familiares para capital do Amazonas em busca de novas oportunidades.
A artista se avalia como impulsiva e estressada quando em competições, mas acredita que no BBB saberia lidar com as suas emoções. Ela também afirma que acredita que aguentaria firme nas provas, já que está acostumada com a rotina de shows e viagens.
Livia é Rainha do Folclore do Boi Garantido. Foto: Foto: Aguilar Abecassis/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa
Marciele Albuquerque
Marciele Albuquerque é a cunhã-poranga do Boi-bumbá Caprichoso, também do Festival Folclórico de Parintins. A participante é indígena da etnia Munduruku, nasceu na cidade de Juruti (PA), mas a dançarina e influenciadora de 32 anos vive em Manaus (AM) há 16 anos.
A artista é formada em Administração de Empresas e empreendedora de duas lojas, uma de artesanato indígena e outra do segmento fitness. A influenciadora trabalha com algumas organizações e é ativista. É a filha mais velha de quatro irmãos.
Para ela, estar no BBB é lidar com o imprevisível e deseja conquistar o prêmio para mudar a realidade da família. Mas avisa que não gosta de renunciar a suas opiniões.
Marciele Albuquerque é Cunhã-Poranga do Boi Caprichoso e é indígena Munduruku. Foto: Reprodução/Instagram-@marciele.albuquerque
Ricardinho
Ricardinho é atleta profissional de futebol freestyle, bicampeão mundial e com dois recordes no Guinness Book. Tem 27 anos, é natural de Belém (PA) e atualmente vive em São Paulo.
Praticante do futebol freestyle desde os 10 anos, somente aos 13 participou da primeira competição. O avô, Lito, o levou para uma disputa em São Paulo e, de lá, saiu com o troféu revelação. Por meio do esporte já conheceu 22 países.
Para o atleta, o Big Brother Brasil é uma oportunidade de “virada de chave” para vida. Para ele, o programa “exige uma mentalidade de atleta” para conseguir evoluir no jogo.
O participante Ricardinho é atleta de futebol freestyle. Foto: Reprodução/ Instagram – @ricardochahini
Brigido Neto
Brigido Neto é empreendedor, tem 34 anos, e mora em Manaus (AM). Formado em Engenharia de Produção, depois de trabalhar na área acabou assumindo o posto de diretor de uma escola particular fundada por sua família na capital amazonense.
Brigido também compartilha sua rotina de treinos em suas redes sociais, pois gosta de fazer crossfit e musculação em academia.
Segundo ele, ambientes desafiadores o ajudaram a se moldar e que reconhece os prós e contras da exposição no reality, mas que isso não o impede de se aventurar no BBB.
Brigido é diretor de escola e manauara. Foto: Reprodução / Instagram – @brigidoneto
O número de turistas nas praias de Santarém (PA) apresenta crescimento expressivo neste início de ano. A expectativa dos empreendedores é de um aumento entre 20% e 25% durante a alta temporada, impulsionada pelas férias escolares e pela maior procura por destinos naturais.
De acordo com a Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Turismo (Semtur), esse cenário tem aquecido a economia e consolidado a vocação do município para o turismo sustentável.
Alter do Chão, localizada a cerca de 37 quilômetros da área urbana, segue como o destino mais procurado. Conhecida internacionalmente como o Caribe Amazônico, a vila abriga algumas das mais belas praias de água doce do mundo, como a Ilha do Amor. O local também reúne atrativos como a Praia do Cajueiro, o Lago Verde, as pontas do Cururu e do Muretá e a Praia do CAT, um dos pontos mais tradicionais para contemplar o pôr do sol às margens do Rio Tapajós.
Em visita inédita a Santarém, o jornalista e escritor espanhol Enrique Molina, natural de Valência, relatou encantamento com Alter do Chão:
“Alter é uma das coisas mais apaixonantes da Amazônia. É uma das praias mais fantásticas que já vi pessoalmente. Essa natureza é como uma fotocópia do paraíso”, afirmou.
Além da paisagem, o visitante destacou a qualidade das águas do Tapajós. “A temperatura do rio é ideal, nem muito fria nem muito quente. É uma água tranquila, diferente das praias de mar, que costumam ser agitadas e geladas. Aqui a água é fresca e agradável”.
Foto: Reprodução/Prefeitura de Santarém
Ponta de Pedras
Outra praia que tem se destacado é Ponta de Pedras, localizada a aproximadamente 36 quilômetros do centro da cidade. Considerada uma das mais extensas da região, o local possui ampla faixa de areia e formações rochosas características, que compõem um cenário bastante procurado pelos visitantes.
Segundo o presidente da comunidade, Edson Santos, houve crescimento expressivo no fluxo turístico.
“Tivemos um aumento de cerca de 20% no número de turistas em relação ao mesmo período do ano passado. O nível do rio está subindo mais rápido, mas ainda temos bastante faixa de areia. Dá pra aproveitar bastante pra tomar banho, almoçar, e apreciar o pôr do sol”, destacou.
Foto: Reprodução/Prefeitura de Santarém
De acordo com Edson, os visitantes chegam principalmente dos estados de Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas, além de turistas internacionais, sobretudo da França e da Venezuela. Ele avalia que o aumento também está diretamente relacionado às festas de fim de ano.
“O Réveillon foi um dos mais movimentados. As pousadas estavam lotadas, e muitos turistas que vieram passar a virada do ano acabaram ficando mais dias para aproveitar a cidade”.
Esse movimento também se reflete no fortalecimento da economia local, especialmente no setor gastronômico. Segundo empreendedores da região, os pratos mais procurados são o tambaqui e o pirarucu, enquanto o charutinho segue como a entrada mais pedida. O restaurante Raio de Sol, que funciona há 31 anos na comunidade, é um dos principais pontos procurados pelos turistas que visitam Ponta de Pedras.
Foto: Reprodução/Prefeitura de Santarém
Praia do Maracanã
Já a Praia do Maracanã está entre as mais frequentadas, em razão de sua localização estratégica, a cerca de seis quilômetros do centro urbano. O balneário se destaca pela ampla oferta de bares e restaurantes, sendo especialmente procurado para experiências gastronômicas e para a contemplação da paisagem.
A servidora pública Ândria Almeida, frequentadora assídua do local, destaca a praticidade e o ambiente acolhedor:
“Eu adoro ir à praia do Maracanã. Ela fica pertinho de casa e tem uma orla excelente para caminhar, respirar e relaxar. A culinária é bastante variada, com destaque para os peixes e pratos regionais. Neste período de férias escolares, tenho frequentado o local com ainda mais frequência ao lado do meu filho. Durante o período letivo, como ele estuda à tarde, fica mais difícil levá-lo, mas agora, nas férias, conseguimos ir com mais facilidade. Por isso, temos aproveitado para visitar a praia mais vezes e curtir juntos esse momento”.
Foto: Reprodução/Prefeitura de Santarém
Praia do Carapanari
Com perfil mais reservado, a Praia do Carapanari, localizada a cerca de 20 quilômetros da área urbana, é reconhecida pela tranquilidade e pelo contato direto com a natureza.
De areias claras e amplas margens do rio Tapajós, o local abriga os restaurantes Casa do Saulo e Aconchego do Tapajós, referências da gastronomia regional, e atrai visitantes em busca de calmaria, boa culinária e paisagens.
Praia do Arariá
Para quem prefere ambientes mais isolados, a Praia do Arariá é uma alternativa ideal. Com acesso principal por embarcação a partir da área central da cidade, a praia é menor, tranquila e cercada por natureza preservada, indicada para descanso e contemplação, longe do movimento urbano.
Foto: Reprodução/Prefeitura de Santarém
As comunidades do Arapiuns também têm registrado crescimento na procura por passeios turísticos, especialmente aqueles que partem de Alter do Chão em direção às comunidades ribeirinhas. As experiências de Turismo de Base Comunitária (TBC) permitem ao visitante conhecer a cultura local, o modo de vida das comunidades e práticas sustentáveis. Entre os destinos mais procurados estão praias como Ponta Grande, Toronó, Icuxi, Kuracy e Caracaraí e outras áreas naturais que vêm se consolidando no roteiro turístico da região.
Foto: Reprodução/Prefeitura de Santarém
De acordo com o secretário municipal de Turismo, Emanuel Júlio Leite, o crescimento confirma a consolidação de Santarém como destino turístico.
“O aumento do fluxo de visitantes evidencia que a região está cada vez mais consolidada no cenário turístico, com atrativos que oferecem experiências diversas ao público. A equipe da Semtur fica muito feliz com esse resultado. Temos trabalhado de forma integrada, investindo em articulação, capacitação e apoio aos atrativos, para que possamos estruturar cada vez melhor esses espaços e receber os visitantes com mais qualidade”, concluiu.
Oficina de elaboração de protocolos e roteiros para o turismo Rikbaktsa. Foto: Túlio Paniago/OPAN
Povos da bacia do Rio Juruena, no Mato Grosso, deram passos importantes para a implementação de ações de gestão em seus respectivos territórios. Os Apiaká avançaram na elaboração do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da Terra Indígena (TI) Apiaká do Pontal e Isolados, enquanto os Rikbaktsa implementaram ações para estruturar a atividade de turismo de base comunitária em dois dos três territórios do povo.
Se em 2024 os povos Apiaká tiveram seu território finalmente declarado pelo Estado brasileiro, em 2025 comemoram a conclusão de todas as etapas para a elaboração do PGTA da TI Apiaká do Pontal e Isolados. “É um momento de expectativa, porque a gente vai ter o plano de gestão do nosso território, então a gente fica muito contente de estar concluindo esse processo. É uma das primeiras conquistas do nosso povo após a retomada do território”, comenta Robertinho Morimã, cacique Apiaká da aldeia Matrinxã.
Composto por pactuações, acordos internos e instrumentos de gestão (etnomapeamento e etnozoneamento), o PGTA é um documento elaborado pelo povo que pensa a gestão das terras indígenas em aspectos sociais e ambientais. É um instrumento de luta política e autonomia que reúne as principais diretrizes no que diz respeito à história, organização social e política, cultura, educação, saúde, geração de renda, vigilância, monitoramento e soberania alimentar.
Os Apiaká se reuniram em três momentos ao longo do último ano para discutir eixos temáticos de organização do PGTA estabelecidos pelo povo. Os eixos temáticos em questão são: Território e Ambiente; Organização Social e Governança; Economia; Saúde e Segurança Alimentar; Educação e Cultura. O primeiro encontro ocorreu na comunidade da Barra de São Manoel, o segundo na aldeia Mairowy e o terceiro na aldeia Matrinxã.
No encontro na Barra de São Manoel foi firmado o Termo de Uso em Consenso. Foto: Túlio Paniago/OPAN
Destes três pontos de encontro, apenas a aldeia Matrinxã fica dentro da TI Apiaká do Pontal e Isolados. A Barra de São Manoel é uma comunidade ribeirinha que faz fronteira ao norte do território e a aldeia Mairowy é uma comunidade Apiaká localizada na TI Kayabi.
A escolha dessas localidades se justifica pelo caráter democrático do processo. Além de trazer para a discussão seus vizinhos (Munduruku, Kayabi e ribeirinhos), o povo Apiaká também reuniu representantes da prefeitura de Apiacás, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão com o qual faz a gestão compartilhada do território.
“O processo foi um aprendizado para mim. Uma coisa que achei admirável foi essa proposição de dialogar. Eles se propuseram a fazer um plano de gestão com participação dos vizinhos para que eles soubessem o que estava sendo discutido e para que combinassem juntos os termos de ‘uso em consenso’. Estão somando esforços e construindo alianças”, comenta o antropólogo Rinaldo Arruda, mediador do processo de elaboração do PGTA.
É ele quem irá reunir todos os acordos firmados em um documento que ainda passará por validação. “São acordos firmados pelos povos. A gente só está facilitando esse processo de organização de debate e das informações que vão compor o PGTA. Em março, na aldeia Pontal, será apresentado o resultado desse trabalho para a validação pelo conjunto dos Apiaká”, conclui Rinaldo.
Implementação do turismo de base comunitária dos povos Rikbaktsa
Cerca de 120 indígenas dos povos Rikbaktsa participaram de uma programação para a construção de um diagnóstico participativo e para avaliar o potencial turístico de seus territórios. Esse foi o primeiro passo para o início da implementação do turismo de base comunitária, ação prevista no PGTA Rikbaktsa, publicado em 2020.
Posteriormente, em agosto do ano passado, 22 mulheres dos três territórios (Erikpatsa, Japuíra e Escondido) se reuniram na aldeia Pé de Mutum, TI Japuíra, para uma oficina de cardápios tradicionais e culinária Rikbaktsa. Durante cinco dias, conduzidos pela nutricionista Neide Rigo, as participantes utilizaram ingredientes locais para o preparo de pratos característicos da cultura Rikbaktsa, possibilitando assim a construção de cardápios tradicionais para receber os turistas.
Oficina de cardápios tradicionais e culinária Rikbaktsa na aldeia Pé de Mutum. Foto Túlio Paniago/OPAN
Além de evidenciar grande potencial para o turismo gastronômico e valorização da cultura alimentar, a atividade também possibilitou reflexões importantes sobre o turismo de base comunitária, como por exemplo a organização interna para produzir esses alimentos, a logística para oferecer essas refeições por um preço justo e a importância de que a renda gerada permaneça no território, afinal essa modalidade de turismo também tem a perspectiva de fortalecimento da segurança alimentar, da cultura, da geração de renda e da gestão territorial. “É um exercício de soberania alimentar aliado à identidade cultural”, pontua Neide Rigo.
Também foram realizados módulos formativos para condução de turistas e formatação de roteiros de imersão cultural. Conduzida pelo professor Victor Lopez-Richard, a oficina de Técnicas de Condução de Grupos e Estruturação de Roteiros foi aplicada nas TIs Escondido e Japuíra.
Foram elaborados roteiros a partir de propostas das comunidades, tendo como eixo central narrativas e vivências do povo Rikbaktsa, incluindo relatos históricos e cosmológicos. Esse processo de construção de roteiros fortalece a comunidade ao reconectar jovens com saberes e histórias que são basilares para a identidade cultural do povo. As atividades incluíram trilhas por castanhais, acampamento rústico às margens do Juruena, caminhadas a pontos com vista privilegiada da floresta, percursos fluviais e observação da biodiversidade local.
Oficina de condução de turistas e formatação de roteiros. Foto: Túlio Paniago/OPAN
Assim, ao integrar percursos de desafio e contemplação com momentos de reflexão coletiva e prática, a metodologia permitiu o desenvolvimento de habilidades essenciais para a condução segura e responsável em território indígena. Os participantes vivenciaram, em situações reais e desafiadoras, técnicas de condução de grupos. A ação ressaltou a gestão de riscos de maneira preventiva, as boas práticas de mínimo impacto socioambiental e o treinamento de respostas a emergências.
A atividade ainda contou com a presença de Dalci Oliveira, professor aposentado da UFMT e um dos ornitólogos mais respeitados de Mato Grosso. Ele foi avaliar o potencial turístico de observação de pássaros nos territórios Rikbaktsa e se impressionou. Em uma amostra de poucos dias, registrou 221 espécies de aves, inclusive endêmicas, raras, ameaçadas de extinção e migratórias, que são consideradas atrativos riquíssimos para passarinheiros do mundo todo.
Em novembro, aconteceu a oficina de elaboração de protocolos e formatação de roteiros para o turismo Rikbaktsa, conduzida pela consultora para negócios comunitários e gestão territorial, Camila Barra, também na aldeia Pé de Mutum. Representantes das TIs Jupuíra e Escondido elaboram dois roteiros, um para cada território, além de um protocolo para nortear o turismo de base comunitária do povo Rikbaktsa.
Os protocolos são essenciais para definir práticas e diretrizes que protegem o patrimônio cultural e ambiental das comunidades. Eles estabelecem normas claras sobre como as interações devem ocorrer, respeitando a cultura e promovendo a equidade entre visitantes e anfitriões.
E ao formatar roteiros, as comunidades criam itinerários que realçam suas histórias, saberes, tradições e paisagens. Protocolos robustos e roteiros bem planejados impulsionam um modelo de turismo justo e com protagonismo indígena, garantindo experiências autênticas e enriquecedoras para os viajantes e potencializando os benefícios econômicos e sociais para a comunidade.
Projeto Berço das Águas
A implementação do PGTA Rikbaktsa e a elaboração do PGTA da TI Apiaká do Pontal e Isolados são eixos estruturantes do projeto Berço das Águas, realizado pela Operação Amazônia Nativa (OPAN) junto aos povos Rikbaktsa e Apiaká, com patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
Esta é a quarta edição do projeto, que tem apoiado, desde 2011, a gestão territorial de povos na bacia do rio Juruena. Além da continuidade das ações em curso, estão previstas para 2026 atividades de monitoramento e proteção dos territórios, manejo sustentável de recursos naturais e fortalecimento das organizações indígenas e das cadeias de valor da sociobiodiversidade.
Conheça o perfil da influenciadora amazonense que roubou a cena durante visita imersiva à nova casa do Big Brother Brasil 26. Foto: Reprodução/Instagram – @eupatixa
Uma das figuras mais carismáticas da internet brasileira, a influenciadora do Amazonas Patixa Teló roubou a cena durante a ação da TV Globo que convidou personalidades para uma visita na casa do Big Brother Brasil 26 (BBB 26). A estrela amazonense foi uma das atrações do evento, realizado nesta quinta-feira (8), onde tirou diversas fotos tanto com os convidados presentes na ação quanto do público que acompanhava do lado de fora.
Patixa Teló na casa do BBB 26. Foto: Reprodução/Instagram-GShow
A presença da influenciadora no ambiente do reality show provou mais uma vez que seu carisma, humor e autenticidade ultrapassaram as fronteiras do Amazonas e agora repercutem em todo o cenário nacional.
Mas como surgiu o fenômeno “Rainha do Amazonas”, como é popularmente conhecida?
Afinal, quem é Patixa Teló?
Aos 48 anos, com irreverência, representatividade e superação, Patixa cativou o público brasileiro e tem ganhado cada vez mais notoriedade nas redes sociais, onde soma atualmente (9 de janeiro de 2026) 1,7 milhão de seguidores no Instagram e 1,1 milhão no Tiktok.
De uma família humilde, Patixa Teló é uma mulher trans natural de Juruti, município do Pará. Antes, segundo informações espalhadas pelas redes, seu nome seria Antônio Luiz Souza da Silva, atendendo pelo nome social Patrícia. Última de cinco filhos de sua mãe, a dona Iraci, é a única com uma condição especial: tem Síndrome de Down.
E o que poderia ser um fator de dificuldade acabou se tornando um símbolo de inclusão e representatividade. Para ajudar no sustento da casa, Patixa começou a trabalhar em lojas do Centro de Manaus, como um tipo de anunciante.
Com um jeito espontâneo e divertido, ela chamava a atenção do público e atraía clientes para a loja, demonstrando ali as suas primeiras habilidades para influenciar pessoas.
Patixa Teló é natural de Juriti, município do Pará. Foto: Reprodução/Instagram-eupatixa
Primeiros passos
Foto tirada de Patixa em Belém, no Pará. Foto: Reprodução/X
Sua atuação no comércio popular na capital amazonense acabou chegando nas redes sociais. Diversos vídeos da celebridade começaram a viralizar nas plataformas digitais. Sua desenvoltura com o público e a forma divertida de se relacionar com as pessoas acabou virando uma marca registrada na internet, o que contribuiu para que sua imagem começasse a ser uma das mais conhecidas do Amazonas.
O crescimento das postagens rapidamente levou a influenciadora a se reconhecida por onde passava. Pedidos de fotos e interações com o povo manauara começaram a fazer parte da rotina dela, que cada vez mais ganhava notoriedade no cenário local. Influenciadores, famosos e até personalidades políticas começaram a reconhecer Patixa como uma figura que representa o Norte do Brasil.
Em viagens pelos municípios do Amazonas ou nos estados da região Norte, a presença de Patixa e a manifestação do público começaram a provar que a fama já estava consolidada. Seja na internet ou nas ruas, o anonimato abriu espaço para o crescimento da popularidade da “Rainha do Amazonas” e, graças às redes sociais, começou a invadir os perfis de brasileiros em todo o país.
A popularidade de Patixa Teló começou a ganhar contornos nacionais quando a influenciadora se tornou a embaixadora do Boi Caprichoso, uma das agremiações folclóricas que protagonizam o Festival Folclórico de Parintins, a maior manifestação cultural à céu aberto do mundo.
A influenciadora amazonense é considerada a embaixadora do Boi Caprichoso. Foto: Reprodução/Instagram-boicaprichoso
Sua imagem atrelada a um dos bois da maior festa folclórica do Brasil expandiu seu sucesso para o restante do país. Sua visibilidade ultrapassou as fronteiras da região Norte e Patixa começou a ser uma das figuras mais carismáticas da internet brasileira, o que rendeu diversos convites para programas e projetos nacionais.
A primeira aparição nacional foi a participação no Rancho do Maia, reality promovido pelo influenciador Carlinhos Maia. Em meio à personalidades da internet, Patixa rapidamente chamou atenção por seu jeito divertido, gerando memes e mostrando o porquê é uma das figuras mais carismáticas do Brasil.
Após o sucesso no Rancho, Patixa foi escolhida para outro projeto nacional: a celebridade foi convidada da plateia do Estrela da Casa, reality musical da TV Globo. Além de participar do programa, ele aproveitou a presença nos bastidores da emissora para conhecer atores e circular pelos estúdios de novelas como Vale Tudo.
Patixa durante visita nos estúdios Globo. Foto: Reprodução/Instagram-eupatixa
Representatividade
A fama de Patixa Teló também carrega a promoção pela inclusão e diversidade de gênero, por ter se declarado transexual. Seus seguidores, inclusive, o consideram como a primeira “transdown” do país a alcançar grande notoriedade digital.
Além da representatividade, a visibilidade de Patixa também reforça o combate ao preconceito, a quebra de estereótipos e a celebração da diversidade no país.
Rainha do Amazonas em sua participação no Espiadinha BBB 26. Foto: Reprodução/Instagram-Gshow
Amazônia já teve alguns representantes no BBB. Fotos: Reprodução
Anualmente, o país se reúne para acompanhar um grupo de estranhos que precisam conviver por alguns meses para, quem sabe, garantir um prêmio milionário. O nome do reality show é Big Brother Brasil (BBB), que há mais de 20 anos é a receita certa para entretenimento.
E a Amazônia Legal conta com representantes de vários estados já participaram em diversas edições. Você lembra de todos eles:
BBB 6
Thaís Macêdo (Pará)
Acostumada a analisar o comportamento de crianças e jovens em Belém, a psicóloga Thaís Macêdo tinha 27 anos quando foi selecionada para a sexta temporada do reality show. A participante foi a primeira representante da Região Norte e acabou sendo eliminada no sexto paredão, com 57% dos votos.
Quem são os amazônidas que já participaram do Big Brother Brasil (BBB)
BBB 9
Milena Fagundes (Amazonas)
Na época, Milena tinha 32 anos, era publicitária e trabalhava como assessora de imprensa e promotora de eventos em Manaus. Foi a 11ª eliminada, com 63% dos votos, no paredão contra Max, campeão daquela edição.
Foto: Reprodução/TV Globo
Mirla Araújo Prado (Pará)
Aos 27 anos, a advogada de Belém Mirla Prado dividiu a casa com a amazonense Milena na nona edição do reality show. A belenense foi eliminada da competição no sétimo paredão.
Foto: Reprodução/TV Globo
Maíra Cardi (Mato Grosso)
Na época do programa, Maíra era dançarina e modelo. Ainda que seja natural de São Paulo, a moça morou em Cuiabá, capital mato-grossense, desde os 4 anos de idade por motivos de saúde. Foi eliminada no nono paredão da edição.
Foto: Reprodução/TV Globo
BBB 11
Paula Leite (Roraima)
Moradora de Boa Vista, Paula tinha 24 anos e era estudante de farmácia quando foi selecionada para participar do programa. A roraimense foi a 15ª eliminada da edição, com 63% dos votos do público.
Foto: Reprodução/TV Globo
BBB 13
Kamilla Salgado (Pará)
Kamilla era modelo e apresentadora em Belém e já acumulava inúmeros ensaios e campanhas de moda. Ficou conhecida após obter o título de Miss Mundo Brasil 2010. Ela entrou por meio da dinâmica da Casa de Vidro e foi a 10ª eliminada do BBB 13, com 68% dos votos.
Foto: Reprodução/TV Globo
BBB 17
Vivian Amorim (Amazonas)
A amazonense Vivian Amorim pode não ter ganhado o BBB 17, porém, ganhou uma projeção maior do que a vencedora da edição, Emily Araújo. Ela começou o jogo ao lado de Mayara, as duas foram consideradas as mais falsas pela participante Gabi Flor. Com a evolução do jogo, Vivian até engatou um romance com Manoel Rafaski. Ela foi a vice-campeã da edição.
Foto: Reprodução/TV Globo
BBB 18
Gleiciane Damasceno (Acre)
Com 57.28% dos votos, a acreana Gleici foi campeã do BBB 18 e faturou o prêmio de R$ 1,5 milhão. Sua história no BBB chamou a atenção do público, principalmente, após voltar de um paredão falso. Gleici ainda participou de uma edição de outro reality, o ‘No Limite’.
Foto: Reprodução/TV Globo
Diego Sabádo (Pará)
Um dos participantes mais estrategistas do BBB 18, o escritor paraense Diego soube estimular os seus colegas de confinamento a votar junto com o trio que formou com Ana Paula e Patrícia. Ele enfrentou a acreana Gleice, porém, levou a pior e recebeu 81.07% dos votos, sendo o 8º eliminado no jogo.
Foto: Reprodução/TV Globo
Mahmoud Baydoun (Amazonas e Rondônia)
Ainda na 18ª edição, nascido no Amazonas e criado em Rondônia, Mahmoud teve uma participação agitada no reality. Ele tretou com três participantes: Jaqueline, Ana Paula e Caruso. Porém, no sexto paredão ele foi eliminado com 57.23% dos votos.
Foto: Reprodução/TV Globo
Jaqueline Grohalski (Rondônia)
A cantora rondoniense Jaqueline foi a segunda eliminada do BBB 18 com 65.25% dos votos. Nos últimos dias de confinamento, ela protagonizou uma confusão com outro participante amazônida, Mahmoud.
Foto: Reprodução/TV Globo
BBB 19
Vanderson Brito (Acre)
Outro ex-BBB que teve uma passagem polêmica pelo reality foi Vanderson. Ele foi desclassificado do programa depois de ser intimado a prestar depoimento fora da casa. Em 2020, a justiça acreana inocentou Vanderson das acusações.
Foto: Reprodução/TV Globo
BBB 20
Hadson Nery (Pará)
O paraense Hadson participou do BBB 20, uma edição que trouxe a dinâmica entre famosos (camarote) e anônimos (pipoca). Durante a sua passagem no reality, ele foi um dos responsáveis por causar a revolução das mulheres, após criar planos contra a participante Mari. Foi o terceiro eliminado com 79,71% dos votos.
Foto: Reprodução/TV Globo
Victor Hugo (Maranhão)
Natural de Imperatriz, interior maranhense, o psicólogo passou o jogo todo sem saber em qual grupo se colocaria, o que acabou se desentendendo com a maioria dos participantes. Protagonizou um dos barracos mais épicos com Manu Gavassi, uma das estrelas daquela edição. Foi eliminado no sétimo paredão com 85% dos votos.
Foto: Reprodução/TV Globo
BBB 23
Paula Freitas (Pará)
De Jacundá, no Pará, Paula tem Luísa Sonza como símbolo sexual, foi criada na roça e gosta de falar sozinha. Ela agitou a Casa de Vidro, dançou com o público e ensinou passinhos. A biomédica deixou o programa com 72,5% dos votos do público, no quarto paredão, batendo o recorde da edição.
Foto: Reprodução/TV Globo
Gustavo Benedeti (Mato Grosso)
O mato-grossense Gustavo, na época com 27 anos, prometia se jogar com tudo na temporada. Ele ficou conhecido como “cowboy”, por sua ligação com o setor agro, viveu um relacionamento com a atleta Key Alves, e foi o 6° eliminado da edição.
Foto: Reprodução/TV Globo
BBB 24
Alane Dias (Pará)
Com 24 anos em sua edição, a modelo e bailarina belenense Alane deixou a sua cidade natal para ir atrás de outro sonho: ser atriz. Ela era conhecida como a ‘Bruna Marquezine do Pará’ e venceu o concurso Rainha das Rainhas, que elege a rainha do Carnaval de Belém, em 2018. Ela ficou em 4° lugar nesta edição.
Foto: Paulo Belote/Globo
Isabelle Nogueira (Amazonas)
Formada em Letras, a manauara Isabelle, com 31 anos na época, chamou atenção na casa mais vigiada do país por seu trabalho como cunhã-poranga do Boi-bumbá Garantido, do Festival Folclórico de Parintins. Dançarina e influenciadora digital na região, ela já chegou a ser Miss Manaus em 2013, Miss Amazonas Globo em 2016 e Rainha do Peladão em 2018. Ela conquistou o terceiro lugar na edição de 2024.
Foto: Paulo Belote/TV Globo
Marcus Vinicius (Pará)
Também no grupo dos Pipocas, o belenense comissário de voo agitou a casa enquanto esteve confinado. Se envolveu em um dos primeiros barracos da edição com Raquele. Foi o 8º eliminado, com 84,86% dos votos, em um paredão com Davi e Isabelle.
Foto: Reprodução/TV Globo
BBB 25
Arleane Marques e Marcelo Prata (Amazonas)
O casal amazonense foi uma das duplas Pipoca no BBB 25. A esteticista Arleane Marques e o marido Marcelo Prata representaram a região na edição. Além de ser rainha de bateria da Escola de Samba A Grande Família, Arleane tem destaque como influenciadora digital. Marcelo é professor na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A dupla não conseguiu aproveitar muito da edição, pois foi eliminada no primeiro paredão, com 55,95% dos votos.
Foto: Reprodução
BBB 26
Marciele Albuquerque (Pará)
Marciele Albuquerque é a cunhã-poranga do Boi-bumbá Caprichoso, também do Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas. A participante é indígena da etnia Munduruku, nasceu na cidade de Juruti (PA), mas a dançarina e influenciadora de 32 anos vive em Manaus (AM).
A artista é formada em Administração de Empresas e empreendedora de duas lojas, uma de artesanato indígena e outra do segmento fitness. A influenciadora trabalha com algumas organizações e é ativista.
Foto: Manoella Mello/TV Globo
*Esta matéria segue em atualização conforme o andamento do reality show
Com 4,5 graus na escala Richter, tremor aconteceu no dia 29 de junho e foi sentido em três municípios no Sul do estado: Rorainópolis, São Luiz e São João da Baliza. Foto: Reprodução/Instagram-redesismograficabr
A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) divulgou os cinco maiores tremores de terra registrados em 2025 no Brasil. O levantamento mostrou que o abalo sísmico de 4,5 graus na escala Richter, registrado em Rorainópolis, Roraima, foi o maior do país.
De acordo com o órgão, responsável pelo monitoramento da atividade sísmica no país, o sinistro ocorreu no dia 29 de junho e foi registrado a cerca de 50 km ao sul da cidade de Rorainópolis, a segunda maior do estado. Ele teve profundidade entre 0 e 10 km abaixo do solo, que indica um sismo raso.
Rorainópolis, localizado no Sul de Roraima. Foto: Arquivo/Ascom/IFRR
À época, o abalo foi sentido por moradores de Rorainópolis, São Luiz e São João da Baliza, todos na região sul do estado. O abalo chegou a balançar móveis e janelas, mas não houve registro de feridos.
Além de Roraima, os maiores tremores registrados em 2025 ocorreram em Poconé, no Mato Grosso, e Parauapebas, no Pará. O município paraense, inclusive, registrou três ocorrências de tremor somente em 2025.
Os cinco maiores tremores registrados no Brasil em 2025 foram:
4.5 em Rorainópolis (RR), em 29 de junho;
4.4 em Poconé (MT), em 1° de março;
4.3 em Parauapebas (PA), em 3 de abril;
4.2 em Parauapebas (PA), em 9 de julho;
4.0 em Parauapebas (PA), em 10 de julho.
Cidade de Parauapebas registrou três dos cinco maiores registros de tremores de terra no Brasil. Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Parauapebas
De acordo com a escala Richter, usada para medir a intensidade dos terremotos, tremores entre 3,5 e 5,4 podem ser sentidos pela população, mas raramente provocam danos.
O risco de o Brasil registrar terremotos de grande escala é considerado muito baixo. No país, os tremores ocorrem principalmente no Nordeste e nunca causaram grandes danos, limitando-se a balançar móveis, derrubar pequenos objetos e provocar sensação de desequilíbrio por alguns segundos.
Os registros foram feitos pelas estações da RSBR e analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). A rede é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).
Avenida Estrela D’Alva recebe o maior trecho das obras do convênio. Foto: Andrezza Mariot/PMBV
O ano de 2026 em Boa Vista inicia com obras da Prefeitura em toda a cidade. São serviços de recapeamento asfáltico e sinalização de vias que seguem em andamento, garantindo melhorias na mobilidade e segurança no trânsito. As intervenções fazem parte do pacote de obras, iniciado em novembro do ano passado e inclui 81 trechos em 14 bairros da capital.
De acordo com o secretário municipal de Obras (SMO), Felipe Menezes, as obras de infraestrutura na avenida Estrela D’Alva correspondem ao maior trecho do convênio em execução pela Prefeitura de Boa Vista.
O serviço contempla a implantação de quase 4 quilômetros de asfalto, no trecho que vai da rotatória da BR-174 até a rua Pedro Aldemar Bantin, beneficiando diretamente os bairros Raiar do Sol e Jardim Tropical.
A avenida São Sebastião, uma das principais vias da capital, recebeu mais de 2.3 km de recapeamento. Foto: Will Manauima/PMBV
“Fizemos a fresagem do pavimento, substituindo o asfalto antigo por um novo. Após o recapeamento, concluiremos o serviço com a implantação da sinalização de trânsito. A avenida ficará com mobilidade plena, sem buracos e com mais segurança para motoristas e pedestres”, destacou o secretário Felipe Menezes.
A avenida São Sebastião, uma das principais vias da capital, recebeu mais de 2.3 km de recapeamento e agora está sendo concluída com a sinalização no trecho recuperado. Outras vias, como a avenida Luís Canuto Chaves e algumas no bairro Pintolândia, também foram contempladas.
Comerciante Ícaro Oliveira elogia a qualidade da obra na avenida Estrela D’Alva. Foto: Andrezza Mariot/PMBV
O comerciante Ícaro Oliveira, que mora na avenida Estrela D’álva há 17 anos, trafega por ela todos os dias. “Está ficando muito bom, nossa expectativa é que facilite e melhore nosso comércio. A obra traz mais segurança, mais confiabilidade no asfalto, porque estava feio, estava precisando. E estão fazendo um serviço de muita qualidade”, enfatizou.
A dona de casa Maria Do Carmo relatou que o recapeamento valoriza o bairro e deixa a via mais bonita. Moradora do Jardim tropical, ela agradeceu a prefeitura por olhar com carinho e atenção para todos os bairros de Boa Vista.
“Estou muito feliz. A gente vê que a avenida está uma beleza. É prazeroso ver o trabalho sendo bem feito. Meus pais moram na avenida Estrela D´Alva há alguns anos e é ótimo ver a rua deles sendo valorizada. Começar o ano com essa recuperação asfáltica é uma satisfação imensa. Estamos tendo o retorno, porque é isso que a gente espera”.