É o terceiro ano seguido que Tartarugalzinho sofre com a seca e o aumento das queimadas. Foto: Divulgação/Prefeitura de Tartarugalzinho
A seca que atinge Tartarugalzinho, no Amapá, tem prejudicado a rotina de cerca de 800 pescadores da Região dos Lagos. Segundo a colônia local, eles estão conseguindo pescar apenas para o próprio consumo. A pesca é uma das principais atividades econômicas da cidade.
É o terceiro ano seguido que Tartarugalzinho sofre com a seca e o aumento das queimadas. Imagens feitas na semana passada mostram que o principal rio da região virou uma poça d’água.
A Prefeitura decretou situação de emergência em 27 de outubro. O objetivo é conseguir apoio dos governos estadual e federal, com estrutura e recursos financeiros, para reduzir os impactos da estiagem.
Pescadores, agricultores familiares e produtores rurais são os mais prejudicados. A crise afeta diretamente a economia local, que depende da produção para abastecer outras regiões do Estado.
De acordo com Ana Paula Pantoja Foro, presidente da colônia de pescadores, entre as comunidades afetadas estão: a Logo Novo, Aporema e Terra Firme.
“A situação está muito difícil. Os pescadores vendem pouco peixe e não conseguem sustentar suas famílias. Eles vivem disso. Sem venda, não há renda. Estão pescando só para consumo”, disse Foro.
Segundo Foro, cada pescador costuma ganhar cerca de R$ 1.400 por mês. Com a seca, o prejuízo total já passa de R$ 1 milhão.
Em tempos normais, os pescadores vendem os peixes para atravessadores, que passam pelas comunidades e revendem o produto.
“Sem peixe, não tem trabalho nem para os pescadores nem para os atravessadores. Eles nem estão indo mais às comunidades”, afirmou Foro.
A colônia está mapeando as áreas mais atingidas para direcionar recursos com apoio da Defesa Civil municipal.
Cidade enfrenta a seca pelo 3º ano. Foto: Divulgação/Colônia de pescadores de Tartarugalzinho
Seca severa
A seca é tão forte que o caminho antes usado pelos ribeirinhos virou um trecho de lama, segundo imagens recentes. Um vídeo mostra um pescador encostando o remo no fundo do rio, que antes era fonte de renda. Além da falta de peixe, há risco de escassez de água potável e isolamento das comunidades.
O prefeito da cidade, Bruno Mineiro, informou que foi criada uma força-tarefa com apoio da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Vigiágua.
“Mais um ano difícil. Já é o terceiro seguido de seca. Muitos poços estão secos e as comunidades pedem socorro”, disse o gestor.
Poços artesianos já foram abertos em parceria com a Codevasf. Novos poços estão previstos para atender as áreas mais afetadas. Técnicos também avaliam a qualidade da água na cidade.
Iniciativa amplia o alcance e o reconhecimento das ações conduzidas por povos indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais na Amazônia Legal. Foto: Divulgação/Agência Brasil
O Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa) aprovou, no dia 29 de outubro, a criação do Prêmio Fundo Amazônia “Conhecer e Reconhecer”. O objetivo é ampliar o alcance e o reconhecimento das iniciativas conduzidas por povos indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais, fortalecendo institucionalmente os premiados e estimulando a mobilização de outros atores sociais.
Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Fundo Amazônia, maior iniciativa mundial de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD+), é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Formado por representantes do governo federal, dos nove estados da Amazônia Legal e pela sociedade civil, o Cofa aprovou a premiação como uma nova forma de reconhecer publicamente experiências e organizações que contribuem para a conservação da floresta, o uso sustentável dos recursos naturais e o fortalecimento da economia dos povos da Amazônia.
Serão até 25 organizações premiadas, contemplando uma organização por categoria — Povos Indígenas, Quilombolas e Povos e Comunidades Tradicionais — em cada um dos estados da Amazônia Legal.
“Povos indígenas e quilombolas e comunidades tradicionais prestam um serviço essencial para a conservação da Amazônia e de sua biodiversidade, o que beneficia todos os brasileiros e brasileiras”, disse a ministra Marina Silva.
A ministra Marina destacou, ainda, que o prêmio “valoriza os modos de vida dessas populações, com protagonismo aos conhecimentos tradicionais e soluções ancestrais, e fortalece as bases de uma economia sustentável que prova ser possível manter a floresta em pé e ser remunerado por isso. Com a iniciativa, também avançamos na construção da justiça climática em nosso país, dando visibilidade e dignidade para quem menos contribui para a crise climática e mais sofre com seus impactos”.
“O Fundo Amazônia chega à COP30 com uma história de 17 anos e resultados concretos: mais de 650 instituições apoiadas e centenas de municípios beneficiados. Agora, damos um novo passo com o Prêmio ‘Conhecer e Reconhecer’, reforçando o compromisso com quem vive e cuida da floresta, gerando conhecimento e soluções que inspiram o mundo”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Prêmio quer fortalecer ações das comunidades. Foto: Reprodução/Embrapa
“O Prêmio ‘Conhecer e Reconhecer’ é uma forma de dar visibilidade à sabedoria e às soluções que nascem dos territórios. Povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais têm mostrado que é possível produzir com equilíbrio e garantir renda sem destruir a floresta. O Fundo Amazônia quer ampliar essas vozes e fortalecer quem constrói a transição ecológica de baixo para cima”, destacou Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES.
Ao fortalecer institucionalmente os premiados, a iniciativa busca transformar essas histórias em referências inspiradoras para outras comunidades e políticas públicas voltadas à geração de trabalho e renda sustentáveis. O Prêmio também aprofunda o conhecimento sobre a realidade das economias da floresta, ampliando o diálogo sobre práticas produtivas que substituem o desmatamento e reforçam o papel do Fundo Amazônia como parceiro relevante na valorização de soluções locais e no fortalecimento das bases da transição ecológica justa.
A Comissão de Seleção será formada por representantes do MMA, BNDES, Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Ministério da Igualdade Racial (MIR), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Fboms), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), contanto com representação dos Estados da Amazônia Legal.
*Com informações da Agência BNDES de Notícias e do MMA
O evento é um espaço de troca e aprendizado que valoriza o compromisso dos educadores com a inclusão e a inovação na sala de aula. Foto: Fernando Teixeira/PMBV
A 11ª Mostra de Educação Especial e Educação Bilíngue de Surdos da Rede Municipal de Ensino iniciou com uma programação marcada pela sensibilidade e pela valorização do protagonismo dos alunos com deficiência. Na Escola Municipal Jael da Silva Barradas, onde foram apresentados projetos, vivências e atividades pedagógicas desenvolvidas ao longo do ano letivo, com destaque para temas como inclusão e sustentabilidade.
A mostra é um espaço de compartilhamento de práticas pedagógicas, que dá visibilidade ao trabalho de professores e profissionais dedicados à inclusão. O evento segue até o dia 12 de novembro em diversas escolas da capital, reunindo experiências exitosas de professores e estudantes da rede.
Nesta edição, cerca de 100 trabalhos serão apresentados em diferentes unidades escolares, desde as localizadas na capital, como também na zona rural e indígena.
Escola Jael Barradas atende 35 alunos com deficiência por meio dos Atendimentos Educacionais Especializados. Foto: Fernando Teixeira/PMBV
Inovação e sensibilidade: o projeto “Personalizar”
Na Escola Jael Barradas, que hoje atende 35 alunos com deficiência por meio dos Atendimentos Educacionais Especializados (AEE), a inclusão é tratada com sensibilidade e propósito.
O destaque é para o projeto “Personalizar”, desenvolvido na Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) da unidade. A iniciativa foi criada pelas professoras Fátima Vieira e Luane Costa, com o objetivo de promover a inclusão por meio dos interesses e habilidades individuais das crianças, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Com base em princípios da neurociência educacional, o projeto identifica o hiperfoco dos alunos — ou seja, temas que despertam maior atenção e entusiasmo — e a partir deles são criadas atividades pedagógicas personalizadas, como jogos, dramatizações e produção de livros autorais.
“Temos, em média, 30 alunos autistas. Percebemos que muitos não se engajavam como gostaríamos. Então, passamos a usar os interesses específicos de cada um como ponto de partida. Tivemos crianças que criaram livros, desenharam no computador, modelaram personagens em massinha e até digitaram suas histórias. Esse envolvimento tem sido fundamental para o desenvolvimento da alfabetização e da leitura”, explicou Fátima Vieira, professora de Educação Especial.
Atualmente, Boa Vista atende 3 mil alunos público-alvo da Educação Especial, sendo 2.405 com autismo. Foto: Fernando Teixeira/PMBV
Inclusão que transforma
A gerente de Educação Especial da rede, Ana Paula Pinheiro, destacou que a Mostra é um momento para celebrar os resultados.
“É um espaço para apresentar experiências exitosas desenvolvidas durante o ano, fortalecendo o protagonismo dos nossos alunos. Temos projetos voltados à alfabetização, à autonomia e à convivência, com o apoio das famílias. Essa parceria entre escola e comunidade é essencial para consolidar a aprendizagem e ampliar o processo de inclusão”, afirmou.
Ana Paula também ressaltou que os profissionais da rede recebem formações contínuas, com trocas de experiências e oficinas práticas, o que tem fortalecido a atuação nas Salas de Recursos Multifuncionais, presentes em 84 escolas municipais.
Atualmente, Boa Vista atende 3 mil alunos público-alvo da Educação Especial, sendo 2.405 com autismo. O município também conta com unidades especializadas, como o Centro de Transtorno do Espectro Autista (CETEA) e o Centro Municipal Integrado de Educação Especial (CMIEE), que oferecem atendimento multiprofissional e suporte às famílias.
Pedro Henrique, de 8 anos, escreveu o livro “O Mundo dos Dinossauros”. Foto: Fernando Teixeira/PMBV
Protagonismo e resultados reais
Entre os alunos atendidos pela escola, está o pequeno Pedro Henrique, de 8 anos, que tem autismo e escreveu o livro “O Mundo dos Dinossauros”, por meio do projeto Personalizar. A mãe dele, Priscila Bittencourth, contou que o trabalho foi decisivo para o desenvolvimento do filho.
“O projeto foi fundamental para o Pedro. Ele ganhou confiança, melhorou muito a leitura e passou a se socializar mais com os colegas. Antes, ele queria fazer tudo do jeito dele, mas agora aprendeu a ouvir, esperar a vez e compartilhar as ideias. É um avanço enorme, tanto na escola quanto em casa”, relatou.
Quando se fala em artes plásticas na Amazônia, é impossível não associar o tema com o nome de um dos artistas mais completos da região: Laurimar Leal. Pintor, escultor, artesão, poeta, cantor e compositor, o artista plástico de 86 anos é considerado uma lenda viva no cenário artístico e cultural do Brasil e do exterior.
Com mais de sete décadas de vida dedicadas à arte, Laurimar Leal é autor de várias obras que retratam a história de Santarém (PA), cidade onde nasceu, bem como de inúmeras contribuições artísticas que traduziam a realidade amazônica, entre elas o Festival Folclórico de Parintins.
O artista multifacetado escolheu brincar de arte na infância e se tornou um ícone da cena cultural regional, nacional e internacional.
Retrato do artista Laurimar Leal, confeccionado por Paulo César Nascimento. Foto: Tamara Saré
Quem foi Laurimar?
Filho de Joaquim de Sousa Leal e Julieta Brígida dos Santos, Laurimar dos Santos Leal nasceu em 24 de julho de 1939. Foi criado pelas suas tias Raquel e Judith de Souza, que foram suas primeiras educadoras.
Desde a sua infância, Laurimar já demonstrava seu dom artístico com pinturas e artesanato de cerâmica. Apaixonado pelo natal, gostava de decorar a casa, montava árvore natalina e criava presépios.
E foi ainda criança, aos 9 anos, que realizou o seu primeiro trabalho artístico solicitado: um presépio com os reis magos para a Prefeitura Municipal de Santarém.
Na adolescência, Laurimar começou a se interessar pela pintura, escultura e restauro, atividades em que também mostrou habilidades como a criação de figurinos e adereços para o carnaval de Santarém.
Com um timbre apurado, ele se aventurou na música com a formação do grupo musical Os Brasas, em 1960, onde foi cantor e compositor.
Primeiro quadro de Laurimar Leal – pintura cópia de Manet, que serviu de exercício para o artista. Foto: Tamara Saré
O início da carreira
No ano seguinte, Laurimar desembarcou no Rio de Janeiro para frequentar a Escola de Belas Artes, onde lá aprimorou as suas técnicas na pintura ao longo de cinco anos. Em 1966, retornou à Santarém para formar, com Renato Sussuarana, a agremiação Ases do Samba, para criação de letras dos sambas enredos, alegorias e adereços. A atuação da dupla rendeu premiações da agremiação em diversos desfiles de carnaval na cidade.
Em 1978, Laurimar foi convidado para morar em Monte Alegre, município paraense, para realizar trabalhos de pintura, escultura e decoração para o carnaval da cidade, além de ser o responsável por restaurar a Praça da Igreja de Santa Luzia. Ficou lá por dois anos, até retornar à Santarém.
No início dos anos 1980, Leal foi contratado pela Companhia de Fiação e Tecelagem de Juta (TECEJUTA) para administrar um espaço com suas próprias obras. A oportunidade foi considerada uma verdadeira vitrine para Laurimar, que passou a ser admirado por todos pela sua produção artística de expressão e reconhecido por turistas do Brasil e do mundo.
Prova disso foi a visita, em 1989, do renomado paisagista e artista plástico brasileiro Roberto Burle Marx, que vivia no Rio de Janeiro e foi até Santarém para apreciar o trabalho de Laurimar Leal e conhecê-lo pessoalmente.
Após várias contribuições no meio artístico e cultural do Pará, Laurimar foi convidado, em 1995, pela instituição não-governamental Sol 3 para realizar um intercâmbio cultural em Paris. Em três meses na França, o artista paraense se dedicou à pintura de quadros sobre lendas amazônicas e foi bastante elogiado pelos críticos da arte.
Seu trabalho foi classificado como de estilo surrealista amazônico, em alusão ao movimento artístico e literário nascido em Paris, na década de 1920, e que estimulava a criação livre e objetivava os elementos do mundo real com realidades inanimadas, através da imaginação do artista.
Últimos trabalhos
De volta à Santarém, Laurimar recebeu a missão de ser o diretor do Centro Cultural João Fona, onde ficou por muitos anos, ora administrando à convite da Prefeiura de Santarém, ora mantendo suas produções artísticas regionais como pinturas de representações indígenas e dos povos originários que habitaram a Amazônia.
Centro Cultural João Fona, em Santarém (PA). Foto: Prefeitura de Santarém
Em 2005, Laurimar começou a perder a visão em decorrência de glaucoma e passou a enxergar vultos. Mesmo assim, continuou a pintar quadros até perder completamente a capacidade de enxergar.
Hoje, com 86 anos, Laurimar é aposentado e vive como auxílio de uma pensão cedida pela Prefeitura de Santarém, numa prova de reconhecimento, valorização e cuidado com uma das principais figuras do meio cultural e artístico da região Amazônica.
Homenagem
O artista plástico recebeu algumas homenagens nos últimos anos. Uma delas foi o lançamento do documentário ‘Laurimar e outras lendas’, produzido em 2010 pelos autores Miguel Ângelo, Chico Caprário e Bob Barbosa.
O espaço tem o intuito de divulgar o trabalho do artista e suas obras podem ser acessadas mediante a compra de um ingresso virtual (preço sob consulta), para manutenção da plataforma virtual. Uma justa e honrosa homenagem em vida do artista plástico mais completo da região amazônica
*Com informações do artigo ‘O baú do Laurimar: documentos biográficos e narrativas da cultura em Santarém/PA’, de Luciana Gonçalves de Carvalho, Osinaldo Raphael Lima dos Santos Filho e Elber Norton Souza dos Santos; e do MUVALL
O Instituto Bicho D’água inaugurou no dia 3 de novembro, em Soure, na Ilha do Marajó, no Pará, o primeiro recinto destinado à aclimatação para peixes-boi em toda a costa do estado. A nova estrutura representa um marco para a preservação da espécie.
“A inauguração do Recinto é a concretização de um sonho coletivo, construído com ciência, amor e o esforço conjunto de tantas mãos comprometidas com a conservação da nossa fauna amazônica”, comemorou Renata Emin, bióloga e presidente do Instituto Bicho D’água. “Hoje o sentimento é de gratidão e celebração, porque quando instituições, ciência e comunidades se unem, o resultado é grandioso”, acrescentou.
Segundo a bióloga, atualmente, quase 60 peixes-boi estão em reabilitação no Pará, a maioria filhotes órfãos. “Antes da soltura definitiva, esses animais precisam de uma fase de aclimatação em ambiente natural, e o novo espaço foi criado para essa etapa crucial”, explicou, durante evento que contou com a presença de representantes do Ibama, da TGS, do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), e de empresas como Petronas e PRIO.
Recinto Omar
Batizado de Recinto Omar, o local foi instalado e revitalizado na antiga Fábrica de Gelo do rio Paracauary, sendo especialmente adaptado para oferecer condições ideais de readaptação, visando à reintegração dos peixes-boi em seus habitats.
Construído em uma área de 500 m2, a unidade conta com ambulatório, áreas de higienização, nutrição, mirantes de observação, piscina, e setor de aclimatação com capacidade para atender até oito peixes-boi, sala de monitoramento e oficina de telemetria, alojamentos para biólogos e médicos veterinários, sala de estudos e um auditório.
“Este projeto demonstra a maneira como a TGS apoia as comunidades e os parceiros locais onde quer que atue. A inauguração deste espaço, dedicado à aclimatação de peixes-boi, é particularmente significativa, visto que estamos trabalhando com espécies em risco de extinção, facilitando sua reabilitação e o repovoamento de uma área de grande relevância, onde a TGS conduziu pesquisas aprofundadas ao longo dos anos”, afirmou David Hajovsky, vice-presidente executivo global de multiclientes da TGS.
A construção do Recinto Omar integra o Projeto de Conservação de Peixes-boi do Estado do Pará, lançado em julho deste ano, no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, uma condicionante do licenciamento ambiental federal do Ibama, referente às atividades de pesquisas realizadas pela TGS na Margem Equatorial brasileira. João Correa, country manager da TGS no Brasil, destaca que o projeto vai além do resgate e reabilitação.
“Além de atuar imediatamente na mitigação dos impactos sobre a espécie, o Projeto também se dedica a gerar conhecimento técnico-científico, impulsionar a educação ambiental e capacitar tanto profissionais quanto comunidades locais para uma conservação eficaz e duradoura dos peixes-boi”, explica.
Também serão realizadas, no âmbito do projeto, ações de educação e sensibilização ambiental direcionadas às comunidades locais, com foco especial nas escolas da Ilha do Marajó.
“O objetivo é fortalecer o vínculo entre a população e a conservação da fauna aquática, estimulando o surgimento de uma nova geração de defensores ambientais”, destaca André Favaretto Barbosa, analista ambiental do Serviço de Apoio ao Licenciamento Ambiental de Atividades de Pesquisa Sísmica Marítima do Ibama.
Luiz Paulo Abarelli, diretor da Divisão Técnica do Ibama no Pará, observa a aderência do projeto aos programas ambientais já desenvolvidos no estado. “O Projeto de Conservação de Peixes-boi do Estado do Pará une atores de diversas esferas governamentais e da sociedade civil que, articulados em uma rede de apoio, buscam um objetivo comum: a proteção e conservação da fauna e flora amazônicas, envolvendo as comunidades tradicionais”, conclui.
O barco a hidrogênio será apresentado ao mundo durante a COP30. Foto: Divulgação
Pela primeira vez, um projeto que visa produzir barcos para exploração e pesquisas 100% movidos à hidrogênio, apresenta um símbolo real da inovação. O grande barco JAQ H1, com a sua hotelaria movida a hidrogênio, será apresentado ao mundo durante a COP30.
O barco é uma iniciativa do Grupo Náutica, em conjunto com marcas de peso: Itaipu Parquetec, MAN, GWM, Artefacto, Café Orfeu e Heineken. O JAQ H1 representa a fase inicial de um projeto ambicioso, o JAQ Hidrogênio.
Com 36 metros de comprimento e equipada com um sistema de hidrojatos, a embarcação é projetada para navegar em águas fluviais, e se adapta aos desafios logísticos dos rios como os da Amazônia.
Durante a COP30, a hotelaria completa do JAQ H1 — iluminação, climatização, cozinha e auditório para até 50 convidados — será alimentada exclusivamente por hidrogênio, e vai garantir uma operação com zero emissão de carbono.
Evolução do projeto para 100% de autonomia
O projeto está estruturado em etapas de descarbonização:
Fase Inicial (COP30): Uso de hidrogênio verde (H2V) para a hotelaria, adaptado com a expertise do Itaipu Parquetec e com tecnologia da GWM Hidrogênio FTXT, braço de inovação limpa da companhia.
Início de 2026: O JAQ H1 receberá propulsão híbrida a hidrogênio fornecida pela empresa de motores MAN. A adaptação deve reduzir as emissões de carbono em até 80%.
2027: Será lançado o JAQ H2, uma nova embarcação avançada que terá a capacidade de produzir seu próprio hidrogênio a bordo, por meio de um eletrolisador para gerar H₂ a partir da água do mar, para a autossuficiência.
Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica e idealizador do JAQ Hidrogênio. Foto: Divulgação
Além de servir como transporte, as duas embarcações estão sendo projetadas como laboratórios avançados para o estudo e monitoramento dos biomas.
Com a transição energética e a tecnologia de baixo carbono como temas centrais na agenda da COP30, o hidrogênio verde (H2V) é um componente chave dessa transição, dada a urgência de descarbonizar o transporte marítimo global, que é responsável por cerca de 2,89% das emissões globais de CO₂.
“O lançamento do JAQ H1 é um símbolo de que o Brasil pode ser um laboratório não apenas para a ciência do clima, mas também para a inovação tecnológica, e traçar o caminho para uma navegação mais eficiente e limpa” destaca Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica e idealizador do JAQ Hidrogênio.
Com mais de 40 anos de mercado, o Grupo Náutica traz soluções em inovação, sustentabilidade, infraestrutura, eventos e comunicação na área náutica. e o JAQ Hidrogênio, com projetos inovadores focados em pesquisas e sustentabilidade. Ernani Paciornik fala mais sobre o JAQ Hidrogênio no vídeo abaixo:
O Acre ganhou um reforço no monitoramento nas fronteiras. A Segurança Pública vai utilizar um veículo aéreo não tripulado (Vant) em operações de monitoramento de áreas sensíveis e ações estratégicas de inteligência.
O drone Harpia levantou voo pela primeira vez no dia 30 de outubro, em Rio Branco. Segundo o governo, o Acre é o primeiro estado a operar esse tipo de equipamento.
Foi feito investimento de mais de R$ 6,7 milhões para aquisição da aeronave, que tem capacidade de operar 24 horas por dia e atingir altitudes de até 5 mil metros, tornando-se inaudível e invisível acima de 750 metros.
“Serve para monitorar todos esses mais de 2 mil quilômetros de fronteira que temos fronteira com os países Peru e Bolívia”, disse o secretário de Justiça e Segurança Pública, Américo Gaia.
O secretário explicou ainda que o drone é equipado com câmeras termais, capazes de captar imagens em locais de difícil acesso.
Drone Harpia fez voo inaugural em Rio Branco. Foto: Diego Gurgel/Secom AC
O novo sistema inclui aeronave de asa fixa, câmeras de alta precisão, estações de controle de solo e sistema de lançamento, com autonomia de voo de até 200 km.
Treinamento com drone
No primeiro momento, quatro policiais penais foram treinados para operar o veículo. Durante o voo inaugural, Gladson pontuou que o equipamento é o primeiro de outros que devem chegar em um futuro próximo.
O Vant Harpia chegou ao Acre em maio e faz parte de um projeto viabilizado por uma emenda parlamentar.
O projeto, que tem o apoio do Programa Calha Norte, inclui ainda o treinamento de pilotos e técnicos em São José dos Campos (SP). O objetivo é preparar a equipe que vai operar e cuidar do equipamento.
Imagens do antes e depois da onça-pintada resgatada após passar horas à deriva no Rio Negro, em Manaus (AM), mostram a recuperação do animal baleado no início de outubro. O felino, um macho de cerca de dois anos, apresentou melhora total da visão e da musculatura facial, segundo o biólogo e diretor do Zoológico do Tropical, Nonato Amaral.
Resgatada no dia 1º de outubro, a onça está há mais de 30 dias em reabilitação e vem surpreendendo os especialistas com a evolução.
“As lesões ocasionadas pelos projéteis não retirados da região da bochecha e da orelha do lado direito já estão cicatrizadas e não ocasionaram danos à musculatura facial”, explicou Amaral.
Na imagem 1, feita no sexto dia de tratamento, o animal ainda tinha dificuldade para movimentar o lado direito da boca. Já na imagem 2, é possível observar a recuperação completa: o felino aparece exibindo totalmente a dentição e movimentando a face com agilidade.
Onça-pintada ainda não conseguia movimentar a musculatura do lado direito da boca no sexto dia de reabilitação. Foto: DivulgaçãoAnimal recuperou totalmente a visão e movimentação da face, mostrando evolução no 24º dia de tratamento. Foto: Divulgação
O biólogo destacou que o inchaço causado pelos estilhaços regrediu completamente, permitindo que a onça voltasse a movimentar toda a musculatura da face.
“O que muito nos alegra, enquanto pesquisadores e mantenedores de fauna silvestre, pois representa uma conquista fruto de todo o esforço e da rotina incessante voltada para a reabilitação com sucesso do animal e para proporcionar seu retorno ao habitat natural”, afirmou.
Durante o período de tratamento, a onça também passou a demonstrar comportamentos típicos de um animal selvagem, como escavar o solo, arranhar madeiras e reagir com instinto de defesa, sinais de que está pronta para voltar à natureza.
“O animal mostrou recuperação total da visão, demonstrou presteza para caça, mostrou instinto de típico animal selvagem, com agilidade de exploração do ambiente, e escavou o solo demonstrando virilidade em voltar para a vida livre”, disse o biólogo.
A expectativa é que o felino seja solto em breve. “Ele vai sair do zoológico direto para o habitat natural”, reforçou Amaral.
A decisão sobre o local da soltura será tomada em conjunto com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Laboratório de Interações Fauna e Floresta (Laiff/Ufam) e a Secretaria de Proteção Animal (Sepet).
Entenda o caso do resgate da onça
Onça é resgatada após passar horas nadando no Rio Negro, em Manaus. Foto: Divulgação
A onça foi resgatada no dia 1º de outubro, depois de ser vista por passageiros de uma embarcação tentando atravessar o Rio Negro. O animal parecia exausto e desorientado.
Após o resgate, realizado por equipes da Sepet, do Batalhão Ambiental, do Laiff/Ufam e de apoiadores, exames mostraram que o felino havia sido atingido por disparo de arma de caça, com mais de 30 estilhaços no rosto, cabeça e pescoço. Ele também apresentava dentes quebrados e ferimentos visíveis, mas seu estado de saúde foi considerado estável.
Após os primeiros cuidados em uma clínica veterinária, o animal foi transferido para o Zoológico do Tropical, na Zona Oeste de Manaus, onde segue em tratamento e observação.
Nos rios da Amazônia, assim como no mar, é preciso atenção e cuidados para navegar. Mas não são incomuns as notícias de naufrágios, como o que ocorreu no rio Madeira em outubro de 1945. A situação entrou, inclusive, para a história da navegação amazônica.
O acidente envolveu a lancha ‘Tupana‘, embarcação pertencente à Companhia Amazonense de Navegação, que fazia o trajeto regular entre Manaus (AM) e Porto Velho (RO), com paradas em diversos portos nos municípios do interior dos estados.
O episódio resultou na morte de dezenas de passageiros e tripulantes, marcando uma das maiores perdas registradas no transporte fluvial da época.
Na manhã do dia 2 de outubro daquele ano, a lancha estava atracada no cais da empresa Manaós Harbour, em Manaus, preparando-se para mais uma viagem de rotina. O comandante da embarcação, prático Constantino Queiróz, verificava as condições do rio e os equipamentos da casa de máquinas, garantindo o funcionamento normal da navegação. A bordo estavam cerca de 142 pessoas, entre civis, militares e tripulantes, que seguiriam viagem com destino a Porto Velho.
Por volta das 20h, a ‘Tupana’ partiu rumo ao sul, com paradas previstas em Itacoatiara, Borba, Nova Aripuanã, Manicoré e Humaitá – municípios amazonenses. A história do acidente que viria a seguir foi registrada no livro ‘Histórias, Costumes e Tragédias dos Barcos do Amazonas’, de Moacir de Andrade.
Emergência a bordo e início do naufrágio
Durante os primeiros dias de viagem, o percurso transcorreu sem incidentes, apesar do forte calor típico do período. A embarcação, construída para transporte de passageiros e carga leve, navegava em boas condições, até que, próximo à cidade de Humaitá, começou a enfrentar dificuldades em meio a uma correnteza intensa e ventos contrários.
Na noite de 5 de outubro, por volta das 22h, a lancha apresentou problemas nas máquinas, que pararam de funcionar repentinamente – um presságio do que viria a acontecer. O comandante tentou acionar o sistema de emergência, mas a força das águas arrastou a embarcação em direção a uma área perigosa do rio. Testemunhas relataram que, em poucos minutos, a ‘Tupana’ começou a pender para o lado direito, enquanto passageiros corriam em busca de coletes salva-vidas.
A situação se agravou quando parte da estrutura cedeu, permitindo a entrada de água no convés inferior. O pânico se espalhou entre os passageiros. Alguns tentaram lançar botes e tábuas para se manter à tona, enquanto o comandante e a tripulação faziam esforços para conter o avanço da inundação. Poucos minutos depois, a lancha afundou parcialmente, com parte da cabine ainda visível sobre as águas turvas do Madeira.
Segundo relatos posteriores, o piloto e o comandante mantiveram a calma até o último momento do naufrágio, orientando os passageiros a se dirigirem à parte superior do convés. Muitos foram resgatados por embarcações que navegavam próximas, mas dezenas não conseguiram escapar. O acidente foi rápido e devastador, deixando um saldo de mortos e desaparecidos que só seria confirmado dias depois.
Resgates e investigação das causas
Equipes locais iniciaram imediatamente as buscas pelos sobreviventes e corpos das vítimas do naufrágio. O trabalho de resgate contou com o apoio de moradores ribeirinhos e embarcações particulares, que auxiliaram no recolhimento de corpos e destroços. Entre os passageiros estavam militares, comerciantes e famílias que seguiam para Porto Velho e Humaitá.
O governo do Amazonas determinou a abertura de um inquérito marítimo para apurar as causas do naufrágio. Peritos da Capitania dos Portos analisaram os destroços da embarcação e ouviram depoimentos de sobreviventes. O relatório preliminar apontou falha mecânica na casa de máquinas e possível entrada de água por fissuras no casco como fatores determinantes para o naufrágio.
Além das falhas estruturais, o relatório destacou que as condições do rio Madeira, com forte correnteza e grande volume de sedimentos, dificultaram as manobras de estabilização. O comandante e o prático teriam tentado direcionar a embarcação para uma margem segura, mas o peso das águas que invadiram o casco tornou o esforço inútil.
Entre os mortos estavam o prático Constantino Queiróz, o comandante Franklin de Menezes e o tripulante Manuel Augusto de Souza. O corpo do comandante foi sepultado com honras militares no Cemitério São João Batista, em Manaus. Já os corpos de outras vítimas foram transportados para suas cidades de origem.
A tragédia mobilizou a sociedade manauara e autoridades da época. O então governador do Estado, Álvaro Maia, determinou luto oficial por três dias, enquanto o presidente à época, Getúlio Vargas, enviou mensagem de condolências às famílias das vítimas.
Legado e impacto histórico
A história do naufrágio do Tupana é contada em livro de Moacir de Andrade. Foto: Divulgação
O naufrágio da lancha ‘Tupana’ ficou registrado na obra ‘Histórias, Costumes e Tragédias dos Barcos do Amazonas’, do escritor e pintor Moacir Andrade, como uma das maiores tragédias fluviais do século XX na região.
A narrativa detalha o impacto humano, as dificuldades do resgate e a importância do episódio para reforçar as normas de segurança na navegação regional.
Com prejuízos estimados em mais de Cr$ 1.500.000,00 — valor expressivo para a época —, o caso despertou debates sobre a manutenção de embarcações e o treinamento de tripulações em situações de emergência.
Décadas depois, o episódio ainda é lembrado como um marco trágico na história dos rios amazônicos. O naufrágio da ‘Tupana’ serviu de alerta para a necessidade de modernizar as embarcações que operavam nos grandes afluentes da região, como o Madeira e o Purus, e reforçou a importância da segurança na navegação fluvial, essencial para a vida econômica e social da Amazônia.
Na contagem regressiva para o início da Cúpula do Clima (também chamada de Cúpula dos Líderes), nos dias 6 e 7 de novembro, a agenda pré-COP segue em ritmo intenso na capital paraense. No dia 31 de outubro, o Governo do Brasil realizou o evento Amazônia que Cuida, Ensina e Transforma: Potência da Força de Trabalho e da Educação em Saúde, que integra a programação preparatória para a COP30.
A iniciativa reuniu, além de representantes da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), gestores, trabalhadores e representantes de instituições de ensino e saúde da Amazônia Legal. O objetivo, segundo o governo, é fortalecer estratégias de formação, provimento e valorização dos profissionais de saúde na região, além de promover o diálogo interfederativo.
Amazônia Legal. Foto: reproducão/youtube Ministério do Meio Ambiente
R$ 200 milhões
Durante o encontro, o secretário de governo da SGTES, Felipe Proenço, apresentou diversas ações do Ministério da Saúde voltadas ao fortalecimento do SUS na Amazônia Legal, com investimento de R$ 200 milhões. Entre as medidas estão o Mais Médicos Especialistas, que prevê 102 novos profissionais até o fim do ano; o Afirma-SUS, com 31 projetos de inclusão e diversidade na formação em saúde; e a expansão das Residências Médicas e Multiprofissionais, com 2.481 bolsas ativas e 148 novos programas selecionados.
Segundo Proenço, o olhar estratégico para a Amazônia fortalece a capacidade formadora dos serviços, incentiva novas residências e contribui para fixar especialistas em territórios historicamente desassistidos.
“As ações do Ministério da Saúde têm a Amazônia Legal como território formador, inovador e estratégico para o futuro do SUS, promovendo equidade, sustentabilidade e valorização da força de trabalho em saúde na região”, afirmou.
Secretário adjunto de governo da SGTES, Jerzey Timóteo destacou que o evento regional permite uma “escuta ativa das realidades locais — indígenas, ribeirinhas e tradicionais —, contribuindo para a formação de profissionais da saúde de forma contextualizada e respeitosa com os saberes da região”. Ele destacou que o provimento de profissionais da saúde para a Amazônia Legal amplia o acesso da população a cuidados de média e alta complexidade, além de reduzir a necessidade de longos deslocamentos para capitais.
Provimento profissional e fortalecimento da Atenção Primária e Especializada — estratégias de interiorização e fixação de profissionais, além da ampliação de especialistas por meio de programas como Agora Tem Especialistas e Mais Médicos;
Formação em saúde e especialização profissional — expansão da formação técnica e das residências, integração ensino–serviço e valorização de práticas locais;
“Fazer saúde na Amazônia Legal: desafios e singularidades do trabalho” — condições de trabalho, deslocamento, infraestrutura, apoio às equipes, valorização dos profissionais e implementação do piso da enfermagem;
“Saúde, educação e saberes tradicionais” — interlocução entre medicina ocidental e práticas ancestrais.
*Com informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República