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Cobra surpreende fotógrafo e noivos durante ensaio de casamento em Manaus

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Cobra surpreende ao aparecer durante ensaio de casamento na praia da Ponta Negra em Manaus. Foto: Reprodução/Instagram-fotografodecasamentomanaus

Um ensaio de casamento em Manaus (AM) contou com a presença de uma participante inusitada. Durante a sessão de “pré-wedding” na praia da Ponta Negra, Zona Oeste da capital, o fotógrafo César Rocha e um casal de noivos foram surpreendidos por uma cobra ao se aproximarem da água. A cena viralizou nas redes sociais.

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César contou ao Grupo Rede Amazônica que o ensaio acontecia por volta das 7h30 de domingo (15). Em determinado momento, o trio decidiu se aproximar do rio para capturar imagens de novos ângulos, quando foi surpreendido pelo animal.

“A cobra saiu da água e todos nós tomamos um susto. Eu e os noivos corremos para longe”, relembra.

A imagem da cobra à margem do Rio Negro foi feita logo em seguida, quando o fotógrafo retornou ao local para registrar o momento incomum. No vídeo, ele narra a cena.

“Olha aí o nosso ensaio, tem direito até a atração natural. Depois do jacaré, apareceu a cobra”, brincou.

O fotógrafo faz referência a outro episódio recente na mesma praia, ocorrido também em junho, quando um jacaré de aproximadamente três metros foi avistado no rio por banhistas próximo ao anfiteatro da Ponta Negra.

No caso da cobra, César contou que o animal permaneceu em terra firme até ser resgatado por bombeiros que estavam no local e solta em uma área de mata próxima.

Segundo a bióloga Ana Lobo, a cobra registrada no vídeo é uma jovem sucuri, espécie conhecida cientificamente como Eunectes murinus. Ela destaca que o animal não representa risco direto à saúde humana, pois não é peçonhento.

“[As sucuris] são semiaquáticas que morfologicamente dentro da evolução já veem com estruturas para viver na água. Então em épocas chuvosas não é incomum esses bichos acabarem sendo puxados pela correnteza”, explicou Ana, que também é coordenadora do serpentário do Museu da Amazônia (Musa).

Leia também: Descubra se a sucuri é mesmo capaz de engolir uma pessoa

A especialista destacou que situações como essa devem se tornar mais comuns devido à urbanização acelerada e à perda de habitat natural.

“O crescimento desenfreado das cidades vai removendo o espaço que esses animais têm para viver, que é a natureza. Então, com o avanço dessas caracterizações da urbanização, vai se tornar um hábito cada vez mais comum o contato com animais silvestres”, afirmou.

*Por Sabrina Rocha, da Rede Amazônica AM

Aquicultura na Amazônia é ferramenta para combater mudanças climáticas, afirmam pesquisadores

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Produção de aquicultura no Tocantins. Foto: Felipe Pacheco/Acervo pessoal

Em novembro próximo, pela primeira vez, a Amazônia vai sediar uma edição da Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas, a COP30, que ocorrerá em Belém (PA). A presença de autoridades, ativistas, cientistas e líderes da sociedade civil de quase duas centenas de países colocará a floresta amazônica na ribalta mundial por onze dias. Mas, desde já, muitos pesquisadores do Brasil estão apresentando os resultados de seus estudos, propondo novas possibilidades para um aproveitamento realmente sustentável da maior floresta tropical do mundo.

Um desses estudos, recentemente publicado, é uma investigação dos benefícios da expansão da aquicultura – a criação comercial de peixes e crustáceos – na Amazônia. O objetivo é tornar mais sustentável a produção de proteínas para consumo humano e, por tabela, ajudar tanto na recuperação e preservação da floresta quanto na mitigação dos efeitos do aquecimento global.

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O artigo que apresenta os resultados deste estudo envolveu 29 pesquisadores de 12 universidades e institutos de pesquisa. Do Brasil, colaboraram pesquisadores do Centro de Aquicultura da Unesp, câmpus de Jaboticabal, e das federais de Juiz de Fora (UFJF) e de Rondônia (UFRO), além do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). De fora do Brasil, participaram estudiosos da Cornell University, Indiana University, City University of New York, University of Delaware e University of Texas Rio Grande Valley, além do Earth Innovation Institute, de São Francisco, na Califórnia. O texto foi publicado na revista Nature Sustainability.

“O projeto foi motivado pelo potencial da aquicultura para produzir alimento de origem animal de forma mais sustentável do que a produção de gado, que é um dos principais fatores que impulsionam o desmatamento da Amazônia”, explica Felipe S. Pacheco, pesquisador da Cornell University. Ele faz parte de um grupo de pesquisas sobre a Amazônia, liderado pelo professor Alexander S. Flecker, seu colega em Cornell. Coube a Pacheco coordenar o trabalho dos demais pesquisadores que assinam o artigo.

O cerne do estudo está em apresentar o potencial da aquicultura na Amazônia tendo em vista a crescente demanda global por alimentos. Além disso, assinala oportunidades econômicas em uma região que enfrenta desafios como o desmatamento e a perda de biodiversidade.

Há algum tempo, a aquicultura superou a pesca extrativa como principal fonte mundial de alimentos aquáticos. O crescimento desse setor tem sido especialmente notável em regiões com alta diversidade biológica, mas que sofrem com desnutrição persistente e subdesenvolvimento. Esse, aliás, é o caso da Amazônia, assinalam os autores.

Citando dados de outros estudos sobre a região e avaliações de imagens de satélite, os autores lembram que a pecuária é responsável por desmatamento em larga escala e altas emissões de carbono na Amazônia, bioma que, além do Brasil, se espalha por Peru, Equador, Bolívia, Colômbia e Venezuela. Ao mesmo tempo, a sobrepesca tem resultado em alterações na biodiversidade aquática da região. Nesse contexto desafiador, a aquicultura se destaca como alternativa capaz de aumentar a produção de alimentos com menores impactos ambientais e gerar benefícios socioeconômicos.

A aquicultura, assim como praticamente todas as atividades econômicas, emite carbono na atmosfera em sua cadeia de produção. No entanto, as emissões de gases de efeito estufa da aquicultura amazônica são inferiores às resultantes da produção de carne suína e até de três a dez vezes menores que as da pecuária. Além disso, apresenta alta produtividade em pequenos espaços.

Leia também: Aquicultura na Amazônia promove segurança alimentar com menos impacto que a pecuária

Aquicultura pode abrir caminho para recuperar áreas degradadas

A criação de peixes na Amazônia vem crescendo. Muitos produtores — incluindo grupos profissionais e criações familiares — já atentaram para o alto potencial de comercialização das proteínas dos peixes. Nos estados de Roraima e Tocantins, no Brasil, além de países como Colômbia e Peru, o trabalho identificou aumento da aquicultura e redução ou estabilização da produção de gado.

Wagner C. Valenti, fundador e ex-diretor do Centro de Aquicultura da Unesp de Jaboticabal, atualmente professor da pós-graduação do Centro, atua neste campo há 40 anos, e, há três décadas, desenvolve pesquisas e projetos de cultivo de peixes na Amazônia. Como a região é farta em rios, córregos e igarapés, é relativamente fácil construir açudes e lagoas para a produção de peixes, observa. “Desde então, defendo a destinação de pastagens degradadas para a aquicultura”, diz.

Tanques de produção de Tambaqui (Colossoma brachypomus) em tanques rede no estado do Amazonas. Foto: Felipe Pacheco/Acervo pessoal

Ele conta que a criação de rebanhos bovinos na região amazônica tem baixa produtividade em razão do caráter “super extensivo” da sua produção, com um número pequeno de animais ocupando áreas enormes. Depois do esgotamento de terras que já tinham sido desmatadas para virarem pasto, muitas delas são simplesmente abandonadas. Essas áreas respondem por grande parte dos cerca de 10 milhões de hectares de terras degradadas da floresta, número que corresponde a uma área maior que o estado de Santa Catarina.

“Pela aquicultura, é possível produzir proteína animal em quantidade equivalente à que é gerada pela criação de bois, usando apenas 1% ou 2% da área destinada à pecuária na Amazônia”, relata. “Isso possibilitaria ações de regeneração nos 98% ou 99% restantes.”

Para Pacheco, não se pode perder de vista o fato de que a sustentabilidade também está intimamente ligada aos fatores sociais e econômicos de uma região. “Tendemos a pensar muito no aspecto ambiental e, muitas vezes, nos esquecemos dos outros dois pilares, que são a sociedade e a economia”, diz. Ele avalia que a expansão da aquicultura deve, necessariamente, considerar a cultura e as comunidades locais.

“Porque, se isso não for levado em consideração, o que acontece é que os grandes produtores prevalecem, e começa a existir um distanciamento entre a comunidade que vive lá e o setor produtivo, ampliando a pobreza”, relata.

Riscos e gargalos da aquicultura

Embora a expansão da aquicultura na região amazônica ofereça oportunidades para melhorar o desenvolvimento econômico, a segurança alimentar, recuperar a floresta e reduzir as emissões, ela também implica alguns riscos ambientais, com potenciais impactos sobre a biodiversidade local.

De acordo com o artigo, a fragmentação dos rios está entre as ameaças mais significativas aos ecossistemas de água doce, tanto em escala global quanto na própria Amazônia. Muitas pequenas barragens para fins aquícolas já foram construídas em toda a bacia amazônica, particularmente na região metropolitana de Manaus e nos estados do Acre e Rondônia.

Tais obstáculos podem afetar os padrões migratórios dos peixes, alterar os regimes de fluxo natural dos rios e levar à perda de habitats. Essa ruptura tende a reduzir a biodiversidade aquática e a impactar negativamente determinadas espécies, inclusive aquelas de valor econômico. Os impactos são especialmente preocupantes na Amazônia, onde muitas espécies de peixes dependem de movimentos sazonais ao longo dos rios para completar seus ciclos de vida, avaliam os pesquisadores.

Outro risco identificado pelo artigo está relacionado à introdução indiscriminada de espécies exóticas na região. O trabalho pondera que “o cultivo de peixes não nativos na Amazônia representa uma ameaça crescente à biodiversidade”. Os pesquisadores descobriram que a primeira introdução documentada de peixes exóticos na Amazônia data de 1939; porém, essa prática se intensificou nas últimas duas décadas — cerca de 75% das ocorrências de peixes não nativos na região foram registradas entre 2000 e 2020.

Muitos desses peixes não nativos estão diretamente ligados à aquicultura. Entre eles, destacam-se o pirarucu, a tilápia e a truta arco-íris. O pirarucu, nativo do rio Amazonas, estava restrito às chamadas terras baixas, mas foi introduzido em outras partes por meio da aquicultura e agora é designada como invasora na Bolívia e em Rondônia. Embora os impactos de sua presença sobre as espécies nativas e os ecossistemas ainda sejam incertos, trata-se do maior peixe de água doce da América do Sul e um predador de topo, o que pode levar a mudanças na teia alimentar e a efeitos em cascata nos ecossistemas.

Já as tilápias, apesar de sua alta aceitação no mercado consumidor, são conhecidas por alterar processos ecossistêmicos aquáticos globalmente. “Em vários ecossistemas ao redor do mundo, as tilápias competiram com espécies nativas, alteraram habitats e até hibridizaram com peixes nativos, levando à perda de integridade genética”, explica o artigo.

Maior incentivo e políticas públicas

Os autores ponderam que a utilização de terras desmatadas ou degradadas que foram abandonadas para fins de aquicultura poderá representar uma oportunidade única, com muitos benefícios para a população local e o meio ambiente, mas exigirá marcos regulatórios robustos e a implantação de políticas públicas específicas.

Aquicultores alimentando peixes no estado do Tocantins.

Aquicultores alimentando peixes no estado do Tocantins. Foto: Felipe Pacheco/Acervo pessoal

“Eu não sou muito fã de tilápia — essa espécie pode interferir e modificar a fauna amazônica local”, diz Sebastian A. Heilpern, da Cornell University. “Um exemplo de marco regulatório eficaz seria aquele que incentiva os produtores a criarem espécies nativas.”

Outro fator importante a ser regulamentado envolve os locais onde a aquicultura seria autorizada. “Muitas vezes, vemos que os tanques são construídos em canais de rios, o que traz um conjunto de problemas ambientais. Outro marco regulatório poderia incentivar os produtores a construírem tanques em pastagens degradadas”, diz Heilpern.

Valenti afirma que também seria necessário conduzir um zoneamento para definir as possibilidades de uso de cada área da Amazônia, conforme a sua aptidão.

“A Amazônia tem tanta terra já degradada que não é preciso cortar uma árvore sequer para aumentar a produção de alimentos”, diz Valenti. “Bastam políticas públicas e marcos regulatórios que caminhem nesse sentido.”

O pesquisador defende ainda o estabelecimento de incentivos para empresários que migrem da pecuária extensiva para a aquicultura e a recuperação ambiental. “Vamos supor: se um produtor de bois migrar para a produção de peixes e recuperar 98% da terra, reflorestando-a com biodiversidade e tudo mais, ele teria incentivos fiscais, facilidade de crédito, e assim por diante”, diz.

Para fomentar o debate sobre a aquicultura na Amazônia, Valenti e outros pesquisadores estão finalizando uma carta com suas reflexões sobre o setor, que será apresentada e debatida na COP-30, em Belém.

“No fim das contas, precisamos de comida, certo? E, ao mesmo tempo, a produção de alimentos gera impactos ambientais, sociais e nutricionais”, diz Heilpern. “Espero que o tema da alimentação seja discutido em Belém como algo a ser produzido na Amazônia. Para as pessoas de lá, e também para as que vivem fora de lá. E esse sistema alimentar mais sustentável a ser construído na Amazônia pode incluir a aquicultura”, diz.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal da Unesp, escrito por Diego Braga Norte

Trinta e nove milhões, quatrocentos e quarenta e sete mil minutos de vida

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Foto: Reprodução/Amazon Sat

Por Dudu Monteiro de Paula

Saindo de uma escuridão, enxergo uma luz que cresce em alta velocidade e subitamente ela fica tão intensa que vou lentamente me adaptando a ela. E se desenha diante meus olhos um anjo (minha mãe) com um sorriso doce, belo, um abraço firme, mais suave. Ele me gira lentamente e me coloca de frente a outro anjo (meu pai), que também sorri e me afaga com carinho.

Isto aconteceu no dia dois de junho de 1950, às 12 horas e 42 minutos. Eu nasci em uma maternidade na cidade de Recife, em Pernambuco. Sou o terceiro filho de quatro irmãos e, como minha mãe é pernambucana, ela queria que um dos seus filho fosse pernambucano. Fui escolhido para que este desejo fosse realizado, mas fique por lá apenas 42 dias de minha recém adquirida vida e só fui conhecer Recife aos 22 anos.

E nem posso dizer que conheço a cidade. Eu apenas passei por lá. Sou, na prática, amazonense, pois absolutamente tudo que sei e conheço é neste meu amado Amazonas.

Durante os primeiros anos de nossa vidas tudo que necessitamos é muito amor das pessoas que nos cercam e assim ocorre até quando iniciamos a nossa vida escolar. Lá vamos lentamente aprendendo que necessitamos ter um bom emprego, uma casa, uma família, uma profissão e novos amigos.

No decorrer de nossa existência, com o passar dos anos, vamos conquistando novas aventuras e adquirindo o conhecimento que deverá nos conduzir a novos destinos e vamos nos adequando.

Muitas vezes somos levados a outros lugares, hábitos, costumes bem diferentes do que aprendemos e alguns que incorporamos em nossa vida.

Tive a sorte e oportunidade de, através daquilo que pude ter em meu conhecimento, viajar o mundo mesmo que este mundo fosse o meu. Como a “lei da vida” é aprender sempre! E tenho feito o meu “dever de casa”!

Mas, depois de trinta e nove milhões, quatrocentos e quarenta e sete mil minutos, ou seja, 75 anos de vida, concluí que o que mais necessitamos é exatamente como no começo: o amor de seus entes queridos, pais, filhos, netos, amigos e de todos que te cercam.

Portanto, lute para conquistar os seu bens materiais, mas nunca esqueça de fazer amizade. Viva a vida!

Sobre o autor

Eduardo Monteiro de Paula é jornalista formado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com pós-graduação na Universidade do Tennesse (USA)/Universidade Anchieta (SP) e Instituto Wanderley Luxemburgo (SP). É diretor da Associação Mundial de Jornalistas Esportivos (AIPS). Recebeu prêmio regional de jornalismo radiofônico pela Academia Amazonense de Artes, Ciências e Letras e Honra ao Mérito por participação em publicação internacional. Foi um dos condutores da Tocha Olímpica na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Virada Sustentável Manaus anuncia programação gratuita em julho com foco na COP 30

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Foto: Divulgação

Manaus (AM) se prepara para receber, entre os dias 9 e 13 de julho, a 11ª edição da Virada Sustentável, o maior evento de sustentabilidade da América Latina. Com uma programação totalmente gratuita, o festival promete mobilizar milhares de pessoas por meio de rodas de conversa, apresentações artísticas, oficinas, teatro, música, yoga e debates. O objetivo é fortalecer o engajamento social e refletir sobre o papel da sociedade civil na construção de cidades mais verdes, inclusivas e resilientes.

Neste ano, o evento se alinha aos mutirões preparatórios para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que será realizada em novembro, em Belém (PA). A edição de 2025 da Virada Sustentável Manaus será um marco estratégico e simbólico na mobilização.

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Realizada desde 2015 na capital amazonense, a Virada é co-realizada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), em parceria com a Virada Sustentável Nacional e produção da Benevolência.

Para Valcléia Lima, superintendente de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades da FAS, o festival cumpre um papel essencial de educação ambiental e mobilização coletiva.

“Cada vez mais percebemos os efeitos das mudanças climáticas na região, seja pelas cheias e vazantes extremas dos rios, ou pelo calor recorde. Mas há ações que podemos realizar, juntos, como sociedade, para transformar essa realidade, e participar de eventos como a Virada Sustentável, que traz uma abordagem que envolve todos, é de suma importância para continuarmos na luta por uma Amazônia viva”, destaca.

A abertura oficial acontecerá no dia 9 de julho, com um espetáculo especial da Amazonas Band, no palco do centenário Teatro Amazonas, no Largo São Sebastião. A entrada será gratuita, por ordem de chegada, sujeita à lotação do espaço.

Já no dia 11 de julho será realizado o Fórum da Virada Sustentável Manaus, na sede da FAS, no bairro Parque Dez de Novembro. O encontro reunirá ativistas, especialistas e representantes da sociedade civil em uma construção coletiva e colaborativa de um manifesto pré-COP30. A proposta é refletir sobre o futuro da região.

No fim de semana, sábado e domingo, dias 12 e 13, a programação se espalha por alguns pontos da cidade, com atividades para todas as idades: oficinas, feiras criativas, espetáculos teatrais, shows, brincadeiras, rodas de conversa e intervenções artísticas.

“Há mais de 10 anos a Virada Sustentável Manaus transforma sonhos em ações concretas. Vamos mostrar mais uma vez que é possível construir uma cidade mais justa e sustentável para todos”, ressalta Paula Carramaschi Gabriel, fundadora da Benevolência

Leia também: Ciência já sabe como tornar as cidades sustentáveis, mas iniciativas esbarram em questões políticas

Sobre a Virada Sustentável

A Virada Sustentável é um movimento de articulação entre pessoas, grupos e instituições que têm em comum o objetivo de apresentar uma visão positiva e inspiradora sobre a sustentabilidade e seus diferentes temas para a população, além de fortalecer redes de transformação e impacto social nas diversas cidades onde atua.

A concepção temática do festival é baseada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Além de Manaus, a mobilização ocorre em São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Belém e outras cidades.

*Com informações da FAS

Você sabe qual a origem do Festival Folclórico de Parintins?

Festival de Parintins: disputa acontece atualmente no Bumbódromo. Foto: Yuri Pinheiro/Secom Parintins

O Festival Folclórico de Parintins é um dos grandes marcos da cultura amazonense, nascido das manifestações de boi-bumbá que surgiram no século XX. O que hoje é um dos maiores festivais do mundo acontecia inicialmente como uma brincadeira de rua em que diversas agremiações desfilavam e brincavam boi-bumbá.

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A transformação do que era apenas uma manifestação espontânea em um evento estruturado teve início em 1965, quando a Juventude Alegre Católica decidiu reunir os brincantes de boi em um festival organizado. O objetivo era arrecadar recursos para a conclusão da obra da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da cidade.

Leia também: Nossa Senhora do Carmo: a fé em Parintins que se tornou patrimônio

Missa de Corpus Christi na Catedral de Nossa Senhora do Carmo em Parintins, em 2025. Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

A primeira edição contou com apresentações de 22 grupos, exceto os bois Caprichoso e Garantido, que só se integraram ao evento no ano seguinte, em 1966. Foi devido a grande rivalidade crescente entre as duas agremiações que, em 1975, o Festival passou a ser organizado pela Prefeitura de Parintins.

Na mesma época, o festival passou a ser transmitido pela TV, fazendo com que o evento começasse a ganhar maior visibilidade. Graças a isso, o número de turistas e torcedores na ilha da magia aumentou, e houve a necessidade de uma ampliação, visto que a rua agora já não era suficiente para acomodar todos os brincantes.

Leia mais: Festival de Parintins deve atrair 120 mil turistas e impulsiona recorde no aeroporto local

Foi então que em 1988 o Governo do Estado iniciou o projeto da Construção do Centro Cultural e Desportivo Amazonino Mendes, atualmente conhecido como Bumbódromo. A arena foi projetada especialmente para o festival, construída com arquibancadas divididas nas cores azul e vermelha, e simboliza as torcidas dos bois Caprichoso e Garantido.

Maior espetáculo a céu aberto

Os bois encenam no espetáculo do Festival Folclórico de Parintins a lenda da Mãe Catirina e do Pai Francisco. Catirina era uma mulher que estava grávida e com desejo de comer língua de boi, e para satisfazer suas vontades, seu marido, Pai Francisco, sacrifica o boi favorito do patrão, que ameaça matá-lo. Quem salva o Pai Francisco da morte é o Pajé, que ressuscita o boi antes da tragédia acontecer. 

Saiba mais: Conheça a história do ‘Auto do Boi’ e como se adaptou ao Festival de Parintins

As apresentações do Festival Folclórico de Parintins exploram temáticas regionais, como lendas, rituais e costumes indígenas, por meio de alegorias, danças, canções e encenações. Além disso, os bois também levam para a arena carros alegóricos, indumentárias inspiradas na região norte e o público mais apaixonado pelo boi, conhecido como ‘galera’.

Cada boi tem entre 2h e 2h30 para se apresentar, sendo avaliados por um júri em 21 itens oficiais, divididos entre individuais e coletivos. Entre os principais estão o apresentador, levantador de toadas, amo do boi, sinhazinha da fazenda, cunhã-poranga, pajé, rainha do folclore, porta-estandarte, tribos indígenas, alegorias, figura típica regional, ritual indígena, toada e a evolução do próprio boi-bumbá.

Entenda: Conheça os 21 itens avaliados nas apresentações do Festival Folclórico de Parintins

Patrimônio Cultural

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

O Festival Folclórico de Parintins foi reconhecido oficialmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional como Patrimônio Cultural do Brasil em 2018. Realizado sempre no último fim de semana de junho, o Festival de Parintins emociona e encanta gerações de torcedores apaixonados pelos bumbás. Além disso, o festival ajuda a manter viva a essência de um povo que canta, dança e celebra a sua história com orgulho e paixão.

De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o patrimônio cultural é formado pela união dos saberes, fazeres, expressões, práticas e seus produtos, que remetem à história, à memória e à identidade do povo, por esse motivo é muito importante a preservação e a manutenção da tradição folclórica dos bumbás de Parintins.

Leia também: Milton Cunha comanda programa em parceria com a UEA no Festival de Parintins 2025

Quatro cachoeiras para conhecer e relaxar em Rondônia

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Foto: Reprodução/Instagram-cachoeira_da_serra

Ponto facultativo e folga prolongada para muitos são uma boa chance para sair da rotina e aproveitar os dias de descanso em meio à natureza. Rondônia tem cachoeiras, trilhas e paisagens que muita gente ainda não conhece, perfeitas para quem quer se refrescar, relaxar ou se aventurar sem ir muito longe.

Para quem quer aproveitar os dias de descanso e fazer viagens curtas, veja cachoeiras que são verdadeiros refúgios em meio à natureza:

Vale das Cachoeiras

A cachoeira principal tem 32 metros de altura e é cercada por mata nativa. Para chegar até ela, os visitantes enfrentam uma descida íngreme, seguida de uma caminhada de cerca de 600 metros em meio à floresta. O Vale também oferece opções para os amantes da aventura: o parque aquático local abriga o segundo maior toboágua do Brasil, com 43 metros de queda, atração perfeita para quem gosta de adrenalina.

📍 Localização: Nova União (RO), próximo a Ouro Preto do Oeste (RO).

Foto: Divulgação/Vale das Cachoeiras

Leia também: Turismo ecológico: saiba o que fazer no Vale das Cachoeiras, em Rondônia

Cachoeira Ratunde

A Cachoeira Ratunde impressiona pelo cenário selvagem e imponente: são mais de 50 metros de queda em meio a cânions e mata fechada, ideal para quem busca isolamento e contato intenso com a natureza. O local é muito procurado por mochileiros e aventureiros que praticam camping rústico — é comum visitantes montarem barracas e passarem a noite na região.

📍 Localização: Linha P-28, km 20, Alto Alegre dos Parecis (RO).

Foto: Reprodução/Instagram-cachoeiraratunde

Rota das Cachoeiras

A Rota das Cachoeiras conta com uma sequência de sete quedas interligadas por uma trilha de aproximadamente 7 km. O trajeto oferece pontos para banho, áreas de descanso e paisagens de tirar o fôlego. É uma rota pouco explorada, perfeita para quem quer se desconectar e curtir a natureza em estado quase selvagem.

📍 Localização: Campo Novo de Rondônia (RO).

Foto: Reprodução/Facebook-Belezas de Rondônia

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Cachoeira da Serra

A Cachoeira da Serra tem cerca de 30 metros de altura e forma piscinas naturais de águas claras ao pé da queda. O local, em meio à serra e à vegetação preservada, conta com trilhas bem demarcadas, área para camping e pontos de apoio rústicos. O ambiente é ideal tanto para famílias quanto para aventureiros em busca de trilhas leves.

📍 Localização: Linha 37, km 36, Teixeirópolis (RO).

Foto: Reprodução/Instagram-cachoeira_da_serra

*Por Amanda Oliveira, da Rede Amazônica RO

‘Amapá também produz ciência de nível internacional’, diz estudante destaque em feira nos EUA

Estudantes amapaenses foram destaque em feira científica internacional. Foto: Glauber Ribeiro/Acervo pessoal

Três estudantes de escolas da rede pública do Amapá foram destaque na Genius Olympiad, uma das maiores feiras científicas internacionais sobre sustentabilidade. O evento aconteceu em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, entre os dias 9 à 13 de junho.

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Carlos Antony e Guilherme Alvim, ambos da Escola Estadual Elias Trajano em Porto Grande, e Débora Almeida, estudante da Escola Estadual Mário Quirino em Macapá, conquistaram bolsas de estudo no Rochester Institute of Technology (RIT), onde o evento aconteceu.

Na feira, foram inscritos ao total 2.723 projetos de 84 países. Desses projetos, 832 foram selecionados. Apenas 33 projetos foram selecionados em todo o Brasil, 3 deles são de Macapá e Porto Grande.

Leia também: Amapá tem 321 mil pessoas com educação básica e 37 mil analfabetos, mostra IBGE

Projeto Reciclo BOT

O Carlos Antony, de apenas 17 anos, foi destaque no evento. O aluno da Escola Estadual Elias Trajano, é promissor no cenário científico internacional. O adolescente, além da bolsa, conquistou uma Honorable Mention, ou Honra ao Mérito, pelo projeto Reciclo BOT.

Carlos Antony recebeu menção honrosa no evento. Foto: Glauber Ribeiro/Acervo pessoal

O projeto de Carlos, se trata de um robô de monitoramento ambiental feito de materiais recicláveis, o que garantiu a bolsa de US$ 14 mil por ano para cursos superiores na RIT.

“Nosso objetivo era criar uma ferramenta de baixo custo para monitorar a fauna e a flora da Amazônia. Conseguimos desenvolver um protótipo eficiente com peças descartadas. [..] Agora, vamos mostrar que o Amapá também produz ciência de nível internacional”, disse.

Carlos explicou que o projeto surgiu a partir da percepção do descarte incorreto de lixo na região amapaense, o que gera um grande prejuízo ao meio ambiente.

“Não foi somente da minha autoria, como também de meus amigos e colegas, Gustavo Braga e Pablo Cleo, que é o robô para monitoramento ambiental, introduzido na floresta amazônica, de baixo custo, acessibilidade e monitoramento dentro da floresta amazônica. Tendo em vista os problemas internos que nós temos aqui na região norte do Brasil e até mesmo fora da região” , disse.

O professor orientador, Glauber Ribeiro, contou que o momento representa uma conquista não somente para os estudantes, mas para toda a rede pública de ensino do Amapá.

Robô sustentável destaque em feira científica nacional é de autoria de estudantes amapaenses. Foto: Carlos Antony/Acervo pessoal

“Ver nossos alunos brilhando na Genius Olympiad, uma das maiores feiras científicas do mundo, é a prova de que a educação transforma, mesmo diante das dificuldades. Como orientador, sinto um orgulho imenso em ver o esforço, a dedicação e o talento desses jovens sendo reconhecidos internacionalmente. Isso mostra que investir em iniciação científica é investir no futuro, na autoestima dos nossos estudantes e na valorização da ciência produzida na Amazônia”, disse.

Projeto de combate ao Aedes Aegypti

A aluna Débora Almeida, de 16 anos, da Escola Estadual Mário Quirino, em Macapá, levou aos Estados Unidos um projeto sobre o extrato etílico natural. O extrato possui uma ação letal sobre as larvas do mosquito Aedes Aegypti.

Débora garantiu bolsa de estudos nos EUA com projeto desenvolvido no Amapá. Foto: Débora Almeida/Acervo pessoal

“É um extrato etílico a partir da Rosa do deserto e Citronela, que atuam no controle populacional das larvas do mosquito Aedes aegypti, principais agentes de doenças tropicais. Para os testes de letalidade, contamos com o apoio do IEPA, que nos forneceu as larvas do mosquito, de linhagens suscetível e resistente a testes. Nosso produto foi 100% letal sob as larvas avaliadas”, explicou.

Débora, que também garantiu a bolsa de US$ 12 mil anuais, disse que repercussão do projeto se tornou a realização de um sonho.

“Tudo isso é fruto de nossos esforços, do nosso estudo e empenho. Digo que isso é um sonho realizado, a educação me proporcionou estar em lugares que jamais imaginei chegar, ainda mais aos 16 anos. Agradeço também a minha orientadora, professora Dra. Rose Trindade. Ela me ensinou tudo o que sei, me motivou e acreditou no meu potencial”, contou a estudante.

Projeto de realidade virtual sustentável

Outro talento amapaense que foi destaque na feira, foi o aluno Guilherme Alvim, também da Escola Elias Trajano, de Porto Grande. Com o projeto Matrix, um óculos de realidade virtual feito a partir de papelão PVC e garrafas pet, o estudante conquistou a bolsa de US$ 12 mil anuais.

“Minha expectativa na RIT está voltada para os estudos ambientais e sustentabilidade. É uma área que me inspira, pois contribui com soluções sustentáveis para o avanço do mundo. Estou muito feliz e empolgado com essa oportunidade, que com certeza vou abraçar com entusiasmo”, disse Guilherme.

Guilherme é filho da professora de português da Escola Elias Trajano, Maria Gaildes. A educadora expressa o orgulho e a emoção que sente ao ver o filho alcançar voos cada vez maiores.

“É um orgulho enorme ver o Guilherme saindo de Porto Grande para o mundo. Ele estudou sempre em escola pública e agora vai mostrar que daqui também saem grandes ideias”, disse.

Estudante levou óculos de realidade virtual sustentáveis ao evento internacional. Foto: Guilherme Alvim/Arquivo Pessoal

As bolsas da RIT são destinadas a cursos de graduação com duração mínima de quatro anos e cobrem parte das despesas. Os estudantes agora prosseguem com a inscrição e precisam buscar recursos adicionais para que mudança seja concretizada.

O estudantes e orientadores tiveram o apoio do governo do estado, por meio das Secretarias de Educação (Seed) e de Ciência e Tecnologia (Setec), que articulou passagens, hospedagem e alimentação. Apoiaram também a Prefeitura Municipal de Porto Grande e Câmara de Vereadores de Porto Grande.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

Mais de 300 estrangeiros conseguem refúgio no Acre em 2024

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Maioria dos pedidos de refúgio é para cidades no interior do Acre, na região de fronteira com Peru e Bolívia. Foto: Reprodução

Deixar sua terra natal é uma mudança drástica e, a depender da situação, não é uma decisão, mas uma necessidade. É o caso dos refugiados. O Acre aprovou 302 pedidos de refúgio somente em 2024, de acordo com números da plataforma DataMigra, do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra).

No total, em 2024, foram feitas 1.397 solicitações para refúgio no Acre. Ou seja, deste número, 21% foi aprovado no ano passado.

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Ainda conforme o monitoramento, baseado em dados da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), a maioria dos refugiados autorizados a permanecer no Acre vem da Venezuela: foram deferidos 293 pedidos para pessoas desta nacionalidade, o equivalente a 97% do total.

Refugiados são pessoas que saem, de modo forçado, do país de origem e o retorno pode colocar a integridade física em risco. Com isso, o refúgio é uma proteção legal internacional. O Dia Mundial do Refugiado, lembrado nesta sexta-feira (20), é dedicado à conscientização sobre a causa.

A maior parte dos refugiados está abrigada em municípios no interior do estado – Assis Brasil e Epitaciolândia – regiões que fazem fronteira com Peru e Bolívia, por onde eles costumam entrar no país. Com isso, os pedidos atendidos ficaram distribuídos desta forma:

  • Epitaciolândia – 168
  • Assis Brasil – 121
  • Rio Branco – 12
  • Cruzeiro do Sul – 1

Sabe a diferença entre refugiado e imigrante? Veja a explicação:

Em 2023, os pedidos chegaram a 6.565 solicitações, o terceiro maior número do país, sendo deferidas 3,8 mil solicitações, número 92% maior que o registrado no ano passado.

Em 2025, já foram concedidos 60 pedidos de refúgio no estado, sendo 52 para Assis Brasil e oito para Epitaciolândia. Atualmente, existem 272 solicitações aguardando decisão, ainda segundo o OBMigra.

Passo a passo

O processo de solicitação do refúgio é longo, porém gratuito, e, em casos específicos, pode ser deferido sem entrevista de elegibilidade. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), são pelo menos nove etapas até a concessão.

Para ser reconhecido como refugiado no Brasil, é necessário preencher o formulário do Sistema Comitê Nacional para os Refugiados (Sisconare), na internet. A plataforma está disponível no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Após o cadastro, é preciso ir até a Polícia Federal com os documentos — se houver — junto com o número de controle gerado na hora do cadastro no Sisconare. O tempo estimado para análise do pedido é de 1a 2 anos.

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Epitaciolândia

Devido ao grande fluxo de migrantes na região de fronteira do Acre com Peru e Bolívia, a prefeitura de Epitaciolândia decretou situação de emergência humanitária em novembro de 2021.

Ao Grupo Rede Amazônica, o então prefeito da cidade, Sérgio Lopes, informou que o município mantinha, junto com a prefeitura de Brasileia, uma casa de apoio que fica instalada em Brasileia. Segundo ele, o local está operava acima da capacidade.

Apesar de não possuir uma casa de acolhimento, o prefeito disse na época que Epitaciolândia tinha dezenas de pessoas acampadas em uma igreja na cidade.

“E todos os dias estão chegando mais migrantes nesse local. Então nós, junto com a Secretaria de Assistência Social do Estado, que inclusive está aqui em Epitaciolândia estamos buscando uma solução para essa questão, para a gente conseguir melhorar o atendimento a esses migrantes”, falou.

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O Acre tem três casas de apoio a imigrantes onde eles podem tomar banho, se alimentar e dormir e depois seguir viagem. Uma fica em Assis Brasil, na fronteira com o Peru, outra em Brasiléia, e outra na capital, Rio Branco. Todas têm capacidade para atender 50 pessoas.

Na época, o governo do Acre também publicou decreto sobre a implementação do comitê de Crise Humanitária no Acre, para discussão e adoção de providências relacionadas ao fluxo migratório no Acre.

*Por Victor Lebre, da Rede Amazônica AC

Dica de filme: Mangueira recomenda obra sobre o amapaense ‘mestre Sacaca’; assista

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Raimundo dos Santos Souza, o mestre Sacaca. Foto: Reprodução

A Mangueira publicou no Dia do Cinema Nacional uma dica de filme sobre o mestre Sacaca, que vai ser homenageado no Carnaval de 2026 pela escola de samba. O curta-metragem “Mestre Sacaca – A Lenda”, está disponível de forma gratuita na internet.

Em maio, a Estação Primeira de Mangueira anunciou o enredo para o desfile do ano que vem com o tema: ‘Mestre Sacaca do encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra’.

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“Hoje é Dia do Cinema Nacional e não poderia haver momento melhor para conhecer nossas histórias, nossas raízes e nossos encantos”, destacou a Mangueira, nas redes sociais.

O curta sobre Sacaca foi dirigido pelo amapaense Toninho Duarte e participou em 2020 da 7º edição do Festival Cine.Ema, realizado pela Caju Produções e o Ministério do Turismo.

Mestre Sacaca

Raimundo dos Santos Souza, o mestre Sacaca, morreu em 1999 aos 73 anos e hoje dá nome ao Museu Sacaca, no Centro de Macapá. Tornou-se respeitado através do domínio na manipulação de plantas e ervas da Amazônia. Foi neto de escravos e dedicou sua vida a ajudar e curar os males físicos e psicológicos dos habitantes da cidade de Macapá.

Seus conhecimentos o fizeram ser reconhecido e virar referência para pesquisadores de todo o mundo. Por conta do trabalho realizado ele ficou conhecido como “doutor da floresta” em diferentes cidades.

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Raimundo Souza participou do carnaval amapaense por mais de 20 anos seguidos como o Rei Momo e tinha a Boêmios do Laguinho, como escola de samba do coração. Foi enredo das agremiações Solidariedade, Piratas da Batucada, Boêmios do Laguinho e Império da Zona Norte, além de vários blocos carnavalescos.

Foto: Blog Porta Retrato-AP

No esporte, Sacaca destacou-se como técnico que revelou craques amapaenses e também como massagista. Atuou no Esporte Clube Macapá, quando o time foi campeão do primeiro Copão da Amazônia, em 1975.

Após a morte, recebeu a mais alta condecoração da Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture. A homenagem póstuma foi concedida em 2018 à família em uma cerimônia no Rio de Janeiro.

Veja o filme:

*Por Rafael Aleixo, da Rede Amazônica AP

“Não é comum”, comenta professor sobre cinco jiboias resgatadas em galho de árvore no Acre

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Cobras são vistas em galho de árvore em estrada de Cruzeiro do Sul, no Acre. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Um caso curioso movimentou a Estrada da Boca da Alemanha, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, no dia 17 de junho. Nada menos que cinco jiboias (isso mesmo: cinco!), de porte médio a grande, foram encontradas distribuídas em duas árvores às margens da rodovia, em acasalamento.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o chamado foi feito por um homem que disse que havia avistado cinco cobras em uma árvore. Ao chegarem no local, a guarnição identificou quatro jiboias nos galhos e uma que havia descido, ou melhor, caído da árvore.

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Coincidência ou não, este homem se tratava do herpetólogo e professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Paulo Bernarde, que passava pela estrada exatamente naquele momento. Ao ver a cobra no chão, o especialista não hesitou: conteve o animal e o colocou no carro até a chegada da guarnição.

Ao Grupo Rede Amazônica, o doutor em Zoologia disse que o encontro múltiplo de serpentes dessa espécie não é exatamente comum, mas ocorre em períodos específicos do ano. “A fêmea emite feromônios e os machos captam o cheiro e vão atrás dela”, explicou ele.

Esses feromônios são emitidos para atrair machos durante o cio, o que pode explicar o “condomínio serpentário” formado.

Agora, para alcançar as demais serpentes, que estavam em galhos altos, os bombeiros precisaram de cuidado e utilizaram motosserras, já que a área apresentava vegetação densa e proximidade com residências.

Após o resgate, os animais foram soltos em uma área de mata distante da zona urbana, garantindo segurança tanto para os moradores quanto para as jiboias.

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“Na árvore Havaí, [também haviam] outras quatro serpentes de médio e grande porte, totalizando cinco animais. A guarnição, utilizando uma escada, fez a poda de alguns galhos, trazendo os animais pro chão, e em seguida as capturou, colocaram na caixa de transporte, se deslocaram para uma área de mata longe de residências e fizeram a soltura dos animais”, disse o tenente Rosenildo Pires, do Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul.

Os bombeiros orientam que ao se depararem com animais silvestres em áreas urbanas, moradores devem manter distância e acionar o número 193.

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“Embora elas estivessem numa árvore que, teoricamente, é o aspecto natural delas, elas estavam passivas de um acidente, de serem atropeladas por um carro, ou então alguém passar e arremessar pedras, tentando contra a vida desses animais. Por ser uma rota de muita trafegabilidade, tanto de pedestre como de veículos e motocicletas, é interessante que acionem o 193 que iremos fazer captura desses animais e devolver para outro habitat natural deles, longe da civilização, para proteger a integridade delas”, complementou o militar.

*Por Renato Menezes, da Rede Amazônica AC