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Programas especiais do Amazon Sat embarcam no universo agro de Roraima; confira as estreias

Produção de commodities em Roraima é destaque nacional. Foto: Reprodução / Amazon Sat

Na Amazônia, o setor agro tem se tornado um destaque principalmente com relação ao cultivo de grãos como soja e milho, pela criação de gado e aves, além da produção de frutas e outros alimentos. Com isso, existem ações voltadas para práticas produtivas mais sustentáveis, mesmo com desafios para equilibrar a utilização da natureza e os interesses econômicos.

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O Governo de Roraima incentiva a economia do estado com mudanças significativas: de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roraima lidera o Brasil em expansão do PIB entre 2019 e 2023, com destaque para agropecuária, diversificação produtiva e avanços em energia e serviços.

Governador de Roraima festeja recorde de safra do agronegócio no estado
Governador de Roraima, Antonio Denarium, comemorando na produção de soja. Foto: Divulgação/Governo de Roraima

O canal Amazon Sat busca mostrar a realidade dos estados na Amazônia e, em Roraima, tem acompanhado a movimentação dos setores econômicos com conteúdos que revelam detalhes sobre a expansão do estado, suas práticas sustentáveis e como tem registrado um retorno positivo para a região.

Os programas Amazon Sat Agro e IgaraPod Amazon Sat produziram materiais em fazendas, fábricas e entrevistaram quem atua diretamente na economia roraimense. As estreias dos programas especiais vão ao ar nos dias 26 e 27 de janeiro, respectivamente.

Para o coordenador de jornalismo do Amazon Sat, Lemmos Ribeiro, é importante falar sobre o crescimento de Roraima e seu papel na economia brasileira.

“Atualmente, o estado é responsável pelo abastecimento de parte da região Norte e também atende ao mercado internacional. É esse movimento que buscamos mostrar ao produzir esse tipo de conteúdo. Em janeiro, estivemos em campo conversando diretamente com produtores rurais e com iniciativas públicas e privadas para compreender como a safra tem crescido a cada nova colheita e qual o impacto disso no desenvolvimento econômico do estado”, afirma o coordenador.

amazon sat em roraima
Amazon Sat produz conteúdos agro para grade. Foto: Reprodução / Amazon Sat

Especiais do Amazon Sat com foco no cenário agro

No episódio especial do Igarapod Amazon Sat gravado no estado, o apresentador Dudu Monteiro de Paula recebeu, por exemplo, o secretário de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação de Roraima, Márcio Granjeiro, além de produtores locais. Ele conversou com os convidados sobre a sustentabilidade e inovação no setor agro de Roraima.

Gado bovino é símbolo da economia de Roraima. Foto: Reprodução / Amazon Sat

Segundo Dudu, o Igarapod Amazon Sat especial em Roraima busca desvendar o crescimento econômico do estado olhando por vários prismas, pois foi a região que mais cresceu nos últimos seis anos, de acordo com dados do IBGE.

“Fundamentalmente, foi exatamente na agricultura que Roraima acabou deslanchando sua economia, e é exatamente esse papo que nós tivemos com as pessoas, como o vice-governador, o secretário de agricultura e conversamos com alguns produtores. E esse aqui é um estado totalmente agrícola, de norte a sul, tem tantas ações”, adianta o apresentador. 

Já no programa especial Amazon Sat Agro, as repórteres Isabelle Lima e Joiana Costa apresentam dados mais específicos sobre exportações, investimentos e commodities que são mais produzidas em Roraima.

Em um dos blocos do programa, Murilo Ferrari, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), comenta sobre o cenário atual da plantação de soja e milho. O empresário Gennor Faccio completa o papo sobre a fomentação da produção de arroz.

Isabelle Lima e Joiana Costa apresentando o Amazônia Agro. Foto: Reprodução / Amazon Sat

Ao longo do mês de janeiro também serão transmitidos outros conteúdos voltados ao estado de Roraima, com flashes e produções exclusivas.

“O diferencial do Amazon Sat está na forma como se dedica a contar as histórias da região com profundidade, presença e diversidade de formatos”, assegura Lemmos Ribeiro.

Confira os canais do Amazon Sat:

  • Manaus/AM: (44.1)
  • Porto Velho/RO: (22.1)
  • Rio Branco/AC: (31.1)
  • Macapá/AP: (29.1)
  • Boa Vista/RR: (23.1)

DNA: Pesquisa inédita com genoma protege espécies de peixes da Amazônia

Conjuntos de DNA foram decifrados por estudo inédito feito pela UFPA. Foto: Adriano Gambarini/OPAN

O pirarucu (Arapaima gigas) e o filhote (Brachyplatystoma filamentosum) são duas espécies de peixes amazônicos que, além de compartilharem o bioma de origem, possuem outras características em comum: a alta demanda pela gastronomia e a dificuldade de reprodução em ambientes de piscicultura.

Foram essas características que os elegeram as primeiras espécies a terem seus conjuntos de DNA decifrados por um estudo inédito conduzido pela Universidade Federal do Pará (UFPA).

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Segundo o pesquisador Sidney Santos, que liderou a equipe do Laboratório de Genética Humana e Médica do Instituto de Ciências Biológicas, o estudo foi motivado pela necessidade de conter os impactos causados pelo avanço da exploração predatória dessas espécies, em função do aumento da demanda.

“A ideia central é, se você de uma forma equilibrada e direcionada conseguir conhecimento suficiente para produzir esses peixes do jeito mais sustentável possível, você pode diminuir a demanda da natureza”, explica.

Leia também: Onça-pintada e peixe-boi têm genomas mapeados em alta qualidade, anuncia GBB

DNA

A forma mais completa de buscar esse conhecimento é decifrando o DNA (ácido desoxirribonucleico) fornecido por amostras biológicas de vários indivíduos das espécies. Essa molécula, composta por quatro tipos de nucleotídeos (Adenina (A), Timina (T), Citosina (C) e Guanina (G), guarda informações precisas sobre saúde, traços físicos e ancestralidade, por exemplo.

No caso do estudo com o pirarucu e o filhote, os cientistas colheram amostras de mais de 100 peixes, para que os DNAs pudessem ser lido por um sequenciador genético capaz de entender a ordem dos nucleotídeos. Cada ordem diferente traz informações sobre um ser vivo, que juntas formam o genoma daquela espécie. Um tipo de manual completo sobre o grupo.

“Isso pode valer para qualquer animal que você imagine, qualquer vegetal. O modelo é sempre o mesmo. Se você, de uma forma sustentada, consegue a informação completa sobre o genoma desses animais, você pode fazer qualquer coisa com eles, inclusive reproduzir”, diz Santos.

Leia também: Estudo realizado por pesquisadores do Pará e São Paulo sequencia primeiro genoma do cupuaçu

Segundo o pesquisador, na prática, é possível saber se aquele peixe é filho de uma matriz para produção na piscicultura, ou se ele foi retirado diretamente da natureza e comercializado para outro país.

Rastreabilidade

A proteção das espécies vai além de aliviar a retirada do meio ambiente de peixes reproduzidos naturalmente. Por meio do conhecimento do genoma das espécies, é possível também saber a origem precisa daquele animal.

Segundo o diretor do Instituto Sócio Ambiental e dos Recursos Hídricos da Universidade Federal Rural da Amazônia, Igor Hamoy, que participou do estudo da UFPA, além de todo o conhecimento fisiológico, o genoma permite a rastreabilidade genética.

Estudo da UFPA som dna de peixes foi motivado pela necessidade de conter impactos causados pelo avanço da exploração predatória
Um dos DNAs estudados é do pirarucu. Foto: Divulgação/WWF Brasil

“Com a história que está dentro do genoma do pirarucu, por exemplo, eu consigo descobrir se um pirarucu que está sendo vendido em Boston foi oriundo da Amazônia”, diz Hamoy.

Ele destaca ainda que toda a informação trazida pelo estudo é registrada em um banco genético público, possibilitando o avanço de novas pesquisas sobre a espécie.

“Eu consigo descobrir exatamente que espécie é aquela e não ter mais dúvidas se o nome científico ou o nome vulgar, que está sendo utilizado por uma comunidade, é realmente aquele peixe que aquela comunidade amazônica há muito tempo come, há muito tempo trabalha”, destaca.

Avanços

Foi a partir da informação obtida, que os pesquisadores conseguiram avançar sobre os principais entraves em relação a psicultura do pirarucu e do filhote: a indução do hormônio sexual, o desenvolvimento de uma nutrição adequada para ambientes artificiais e a rastreabilidade para evitar que espécies amazônicas sejam comercializadas de forma ilegal.

Segundo a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Rita Mesquita, esses avanços da ciência são orientadores na implementação de políticas públicas de conservação no país.

“A pesquisa genética contribui para aumentar nosso conhecimento sobre a biodiversidade brasileira e também contribui para a gente conseguir melhor compreender o que a gente já fez e o que ainda falta ser feito,” afirmou.

De acordo com a secretária, o planejamento até 2030, previsto na Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (Epanb) foi pensado a partir do que a ciência aponta ser necessário para reduzir a perda de biodiversidade e regenerar os biomas brasileiros.

Algumas políticas públicas dependem ainda mais dos genomas decifrados por cientistas, como é o caso da elaboração das listas de espécies exóticas invasoras e Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção. Outro exemplo citado pela secretária é o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), lançado pelo governo federal em 2024.

“Em processos de refaunação, porque fauna desapareceu, ou restauração de vegetação, essa biblioteca de informação genética permite que a gente possa ter acesso ao conhecimento necessário para devolver aos lugares certos as espécies”, explica Mesquita.

Leia também: Estudo aponta que genoma de povos originários da Amazônia foi moldado pela Doença de Chagas

Desafios

Na avaliação do pesquisador Sidney Santos, a ampliação de estudos para decifrar genomas de espécies em geral é um tipo de conhecimento que tem uma tendência de avançar no país e em todo o mundo, principalmente pela diminuição do custo dos recursos necessários.

“O genoma humano, que foi o primeiro, demorou 10 anos para fazer, custou de US$ 2,5 a 3 bilhões. A partir daí, o poderio das máquinas foi aumentando. Hoje, com o MGI, que é o equipamento [sequenciador de DNA] que usamos, você consegue fazer 48 genomas humanos em 3 horas, a um custo, que eu espero que ainda diminua, de US$1,5 mil a US$ 2 mil no máximo”, diz.

Por outro lado, Hamoy destaca que para a região amazônica os desafios são maiores que em outras regiões do país. De acordo com Santos, além do equipamento da UFPA ser o único sequenciador genético do setor público da Amazônia, há ainda o chamado “custo Amazônia” causado por dificuldades logísticas e operacionais.

“O custo hoje está menor, mas não é um custo ainda acessível para qualquer pesquisador, para qualquer universidade. Então o parque tecnológico que a UFPA tem aqui, no Laboratório de Genética Humana e Médica, é um parque que consegue fazer tudo isso, informou.

Pesquisador da UFPA, Sidney Santos, liderou  estudo sobre impactos causados pelo avanço da exploração predatória. Foto: Sidney Santos/Arquivo Pessoal
Foto: Sidney Santos/Acervo Pessoal

“Mas o insumo dessa pesquisa, por exemplo, tem que ser financiado. Então, assim, são muitas linhas de pesquisa, que precisam de financiamento, especialmente aquelas que são pesquisas aplicadas”, acrescentou.

Para Rita Mesquita, o trabalho para assegurar que espécies não sejam perdidas é um desafio do tamanho da biodiversidade do país: a maior do mundo.

“O que o Ministério [do Meio Ambiente] faz nesse sentido é continuar trabalhando com a ciência para aprimorar nossa informação sobre áreas prioritárias, continuar buscando a proteção dos territórios para as espécies, principalmente aquelas mais ameaçadas, que essas espécies tenham a devida proteção para não desaparecer”, reforça.

E o papel da ciência é parte fundamental para gerar conhecimento que permita que a interação de humanos com espécies de qualquer bioma seja pautada por parâmetros de sustentabilidade, destaca a secretária.

“Isso vale para bicho e vale para planta. Se a gente tem formas de manejar de maneira sustentável, formas de recuperar, restaurar e devolver, a gente pode estabelecer uma relação onde as espécies possam ser manejadas a partir de princípios sustentáveis do manejo de baixo impacto e com populações asseguradas em áreas protegidas”, conclui.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Brasil, escrito por Fabíola Sinimbú

Lençóis Maranhenses podem ter acesso limitado, segundo ICMBio

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Foto: Fernando Donasci/MMA

Com um crescimento de quase 200% no número de visitantes entre 2019 e 2024, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses se tornou um dos principais marcos do turismo de lazer, ecológico e práticas esportivas do Brasil. Em 2019, o parque recebeu em torno de 141.000 visitantes, já em 2024 foram 440.000, um crescimento de 191% no período.

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Os dados do ano passado ainda não foram somados, mas levando em conta apenas os primeiros 7 meses do ano, o número de turistas ultrapassou os 381.000, número 37% superior, quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

De olho nesses dados, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que realiza a administração do parque, estuda implantar um limite de de entradas de pessoas nos Lençóis Maranhenses.

A chefe do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, Cristiane Figueiredo, destaca a necessidade de uma construção coletiva para que o turismo na região continue sendo sustentável e reforça que é preciso monitorar os impactos desse aumento na visitação nos últimos anos.

“A responsabilidade de proteger o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é de todos nós, é do ICMBio, é do trade turístico, é dos turistas e dos moradores também. Então, o Parque Nacional dos Lençóis, o ICMBio, junto com as prefeituras e o trade turístico de Santo Amaro, Barreirinhas e de Primeira Cruz, nós estamos trabalhando para poder fazer o monitoramento dos impactos do turismo e também para definir o número balizador da visitação”.

Lençóis Maranhenses recebe certificação da Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade
Foto: Fernando Donasci/MMA

Leia também: Trilha Amazônia Atlântica ganha nova etapa de expansão no Maranhão

Ainda não há definição sobre implantação de medidas para controle de fluxo ou prazo para que isso aconteça. 

Planejamento busca melhorar acesso aos Lençóis Maranhenses

Cristiane reforça que o turismo de baixo impacto precisa ser garantido para que os benefícios econômicos e sociais continuem sendo acessados para quem mora ou explora economicamente o parque.

“O turismo ele traz muitos benefícios, muitos benefícios para o parque, muito benefício para as comunidades do dos municípios do entorno do parque, para o estado do Maranhão, mas o o turismo ele também traz impactos. E os impactos negativos, eles precisam ser monitorados, eles precisam ser controlados para que a gente faça o que o nosso turismo ele seja cada vez melhor”.

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses possui cerca de 156.000 hectares, localizado no Estado do Maranhão, é uma unidade de conservação de proteção integral criada por decreto em 1981. Em 2024, o parque foi reconhecido como patrimônio natural da humanidade pela UNESCO, título que certamente impactou na visibilidade e no interesse dos turistas em visitar a região.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Rádio Agência Nacional, escrito por Madson Euler, com produção de Daiana Vitor

Macapá para o mundo ver: projeto valoriza cultura, cidadania e identidade da cidade

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Macapá, vista aérea por meio de drone. Foto: Breno Melo/Bee Movie

A cidade de Macapá ganha um novo projeto voltado à valorização de sua identidade cultural, à promoção do turismo consciente e ao fortalecimento da cidadania: Macapá para o mundo ver. A iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM) propõe ações integradas de comunicação, educação e valorização cultural durante dois dos principais momentos do calendário da capital amapaense: o aniversário da cidade e o carnaval de rua.

Com foco na ocupação qualificada dos espaços públicos, o projeto atua por meio de campanhas educativas, conteúdos audiovisuais, registros culturais e ações de orientação ao público, destacando o carnaval como patrimônio cultural vivo e as festas populares como espaços de convivência, memória e pertencimento. A proposta também incorpora práticas de educação ambiental, incentivando atitudes responsáveis e o cuidado coletivo com a cidade.

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Para a diretora executiva da FRAM, Mariane Cavalcante, o projeto reforça o compromisso da instituição com o desenvolvimento cultural e social da região: “O Macapá Para o Mundo Ver nasce do desejo de valorizar a cidade a partir daquilo que ela tem de mais forte: sua cultura, sua gente e suas manifestações populares. É um projeto que olha para as festas como espaços de educação, de cidadania e de construção de pertencimento, promovendo uma Macapá mais consciente, acolhedora e preparada para ser vista pelo mundo”.

Além de valorizar artistas, blocos e trabalhadores da cultura, o projeto também evidencia o papel da economia criativa e da economia circular impulsionadas no período do carnaval, fortalecendo a cadeia produtiva local e gerando emprego e renda.

Orla Folia em macapá 2024
Foto: Arthur Alves/PMM

De acordo com o coordenador de projetos da Fundação Rede Amazônica, Matheus Aquino, a iniciativa amplia o alcance das ações educativas ao integrar presença territorial e comunicação.

“Nosso objetivo é mostrar que celebrar também é cuidar. O projeto trabalha a educação cidadã e ambiental de forma acessível, dialogando diretamente com quem vive e frequenta a cidade, reforçando práticas como o uso consciente dos espaços públicos, o respeito às pessoas e a valorização da cultura local”, afirma.

As campanhas educativas do projeto ganham força por meio da ampla estrutura de comunicação do Grupo Rede Amazônica, alcançando públicos diversos dentro e fora do estado. Segundo o gerente de conteúdos especiais da Fundação, Anderson Mendes, a estratégia de mídia é fundamental para potencializar o impacto da iniciativa.

“O Macapá Para o Mundo Ver foi pensado para dialogar diretamente com a população por meio dos nossos veículos e das redes sociais. As campanhas educativas vão circular na TV, no rádio, nas plataformas digitais e nas redes, levando mensagens claras sobre cidadania, turismo consciente, valorização cultural e cuidado com a cidade, ampliando o alcance do projeto e fortalecendo seu caráter educativo”, explica.

O Macapá Para o Mundo Ver conta com o apoio da Prefeitura de Macapá e da Tratalyx, além do apoio institucional da Rede Amazônica, Amazon Sat, CBN, Portal Amazônia e G1, com ampla difusão em TV, rádio, plataformas digitais e ações presenciais.

Ao unir cultura, educação, cidadania e sustentabilidade, o projeto reafirma Macapá como uma cidade viva, diversa e criativa — uma capital amazônica que celebra suas raízes com responsabilidade e orgulho, pronta para ser vista pelo Brasil e pelo mundo.

Macapá para o mundo ver

O projeto Macapá para o mundo ver é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM) que propõe ações
integradas de comunicação, educação e valorização cultural durante o aniversário da cidade e o carnaval de
rua. Conta com o apoio da Tratalyx e da Prefeitura de Macapá.

Bairros da capital acreana sofrem com enchente do Rio Acre em 2025

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Foto: Dayane Leite/Rede Amazônica AC

O Rio Acre, na capital Rio Branco (AC), segue acima da cota de transbordamento e marcou 14,54 metros às 9h deste domingo (18), segundo a medição da Defesa Civil da capital. O alerta máximo é de 14 metros, marca superada no dia 16 de janeiro.

A atualização mais recente do órgão até então aponta que dez famílias já foram retiradas de casa por conta da cheia, sendo que seis foram levadas ao Parque de Exposições Wildy Viana, onde foram montados 74 abrigos de forma emergencial.

As famílias que solicitaram a remoção vivem em bairros que ficam próximos ao Rio Acre, como Seis de Agosto, Cadeia Velha, Ayrton Senna, Base e Habitasa. A Defesa Civil Municipal concentra as ações emergenciais nessas regiões, inicialmente.

Leia também: Por que Rio Branco teve enchente histórica em dezembro? Entenda fenômeno que causou fortes chuvas

Enchente do Rio Acre
Enchente do Rio Acre em Rio Branco atingiu o nível de 14,54 metros. Foto: Dayane Leite/Rede Amazônica AC

Pelo menos 20 bairros estão atingidos pelos impactos da segunda enchente em menos de 1 mês e a terceira em menos de um ano.

Conforme o último boletim da Defesa Civil de Rio Branco, emitido no sábado (17), são:

  • 20 bairros afetados
  • 521 famílias atingidas
  • 1.823 pessoas atingidas
  • 14 comunidades rurais afetadas

A Defesa Civil, junto com a Energisa, faz inspeções em 12 bairros para verificar riscos na rede elétrica e, quando preciso, realizar desligamentos preventivos. Com o tempo nublado, não foram registradas chuvas significativas no sábado (18), segundo levantamento da pasta.

Grupo Rede Amazônica entrou em contato com o órgão sobre o cenário deste domingo (18) e aguarda retorno.

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Histórico da enchente

Desde dezembro de 2025, a cidade de Rio Branco tem registrado a subida atípica dos igarapés urbanos e do Rio Acre, o principal manancial da cidade. Tal cenário que não era visto há 50 anos.

  • O primeiro transbordamento ocorreu em 10 de março de 2025, quando o nível chegou a 14,13 metros naquele dia. A maior medição daquele período foi de 15,88 metros, quando atingiu mais de 30 mil pessoas;
  • O segundo ocorreu em 27 de dezembro de 2025, a menos de um mês, quando o rio subiu cerca de quatro metros em menos de 24 horas e alcançou 14,03 metros. O nível chegou a 15,41 metros e atingiu mais de 20 mil pessoas;
  • O terceiro foi na última sexta-feira (16), com o manancial marcando 14,01 metros na medição das 15h.

Da penúltima vez que o manancial atingiu essa marca, a menos de um mês, permaneceu por cinco dias acima do nível, depois começou a recuar e saiu da cota de alerta no dia 2 de janeiro, quando marcou 12,91 metros, permitindo, assim, o início da limpeza nos bairros que foram atingidos pela cheia.

As cotas estabelecidas são:

  • ⚠️ Atenção: 10 metros
  • 🚨 Alerta: 13,50 metros
  • ❗ Transbordamento: 14 metros

Leia também: Saiba quais foram as maiores enchentes da história de Rio Branco desde 1971

Enchente do Rio Acre em Rio Branco atingiu o nível de 14,54 metros — Foto: Dayane Leite/Rede Amazônica

Chuvas

Com previsão de 287,5 milímetros de chuva para janeiro, em 15 dias do mês já foram registrados 372,2 milímetros, o que representa cerca de 129,5% acima do volume esperado.

Ainda de acordo com o órgão, a elevação do rio está relacionada ao período de maior intensidade das chuvas na região. Entre o último domingo (11) e a manhã de segunda-feira (12), choveu 92,2 milímetros em cerca de nove horas na capital acreana.

*Por Renato Menezes, da Rede Amazônica AC

Dispositivo impresso em 3D é criado no Tocantins para combate à dengue

Projeto está na fase final do Programa Centelha 2, com a conclusão da segunda versão do dispositivo, já aprimorada em termos de atratividade e funcionalidade. Foto: Divulgação/Acervo Pessoal

A startup Wasi Biotech, no Tocantins, desenvolveu uma solução tecnológica inovadora para o enfrentamento de um dos principais problemas de saúde pública no Brasil: a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da chikungunya

O projeto, coordenado pelo professor e pesquisador doutor Walmirton D’Alessandro, utiliza impressora 3D para a criação de um dispositivo capaz de atrair mosquitos e contaminá-los com um fungo. Ao entrar em contato com o fungo dentro do dispositivo, o mosquito se infecta e passa a disseminar o agente entre outros indivíduos, reduzindo gradativamente a população do vetor.

A solução conta com o apoio do Governo do Tocantins, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt), no Programa Centelha 2 TO.

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O coordenador destacou que a impressora 3D é uma peça-chave no desenvolvimento do projeto. O uso dessa tecnologia permite que o dispositivo seja produzido localmente, a partir de um arquivo digital, reduzindo custos logísticos e facilitando a replicação da solução em diferentes regiões.

“Com o design pronto e o arquivo do produto, qualquer local que tenha uma impressora 3D pode produzir o dispositivo, sem necessidade de transporte físico”, explicou o pesquisador.

Leia também: Startup licencia tecnologia desenvolvida por universidade de Tocantins para combate à dengue

Além do design funcional, a equipe também se preocupa com a estética e a aceitação do produto pela população. O dispositivo foi pensado para ser discreto e pode ser instalado em ambientes internos, como residências, ou em espaços públicos e institucionais. 

Monitoramento e apoio à saúde pública

Outro diferencial do projeto é a integração com tecnologias de monitoramento. O dispositivo poderá emitir sinais Sistema Global para Comunicações Móveis (GSM), permitindo o acompanhamento de dados como temperatura, umidade, pressão atmosférica e localização, além de possibilitar a criação de um observatório digital para apoiar a vigilância em saúde.

Essas informações podem auxiliar gestores públicos na tomada de decisões e no direcionamento de ações de combate às arboviroses.

O projeto tem foco prioritário no modelo Business to Government (B2G), voltado para parcerias com governos e secretarias de saúde.

Leia também: Sabonetes e velas são usadas como repelentes contra dengue e malária em Humaitá, no Amazonas

Fases do dispositivo

O projeto está na fase final do Programa Centelha 2, com a conclusão da segunda versão do dispositivo, já aprimorada em termos de atratividade e funcionalidade. Os testes iniciais comprovaram a eficácia do fungo utilizado e os próximos passos envolvem a validação do equipamento em campo, considerando as condições climáticas do Tocantins.

O projeto-piloto teve início em Paraíso do Tocantins. A expectativa é expandir a aplicação para Palmas e Gurupi, além de outras cidades, conforme a consolidação das parcerias institucionais.

Educação e comunicação

Equipe da startup Wasi Biotech e da Fapt durante visita técnica ao projeto apoiado pelo Programa Centelha 2 – Divulgação/Acervo Pessoal

Além do desenvolvimento tecnológico, o projeto também investe em educação científica e comunicação acessível, incluindo materiais lúdicos voltados para crianças e famílias, com o objetivo de explicar, de forma simples, como o dispositivo funciona e como contribui para a proteção da saúde.

“Não adianta ter uma tecnologia complexa se a população não entende. A gente precisa falar a linguagem das pessoas”, reforçou o pesquisador Walmirton D’Alessandro.

O projeto conta com uma equipe formada por pesquisadores e profissionais de diferentes áreas. O professor Walmirton D’Alessandro é responsável pela gestão administrativa do negócio. Por sua vez, o professor Ivo Sócrates Moraes auxilia na aplicação da tecnologia ao dispositivo, enquanto a professora Sávia Herrera atua na área de mercado.

A equipe também conta com Iago Figueiredo, responsável pelo desenvolvimento de diferentes designs dos dispositivos; e a professora Aline D’Alessandro, que faz o estudo epidemiológico da doença nas regiões.

Leia também: Como combater a dengue: 11 dicas práticas para evitar a proliferação do Aedes aegypti

Programa Centelha

O professor Walmirton D’Alessandro, destacou que o Programa Centelha foi fundamental para tirar a ideia do papel e estruturar a startup. “O Centelha foi um divisor de águas. Ele me deu condições de transformar a pesquisa em inovação, captar recursos e levar esse conhecimento para a comunidade”, afirmou.

Pesquisadores, professores, estudantes e empreendedores que desejam transformar ideias inovadoras em negócios de base tecnológica ainda podem participar do Programa Centelha Tocantins. As inscrições foram prorrogadas até o dia 30 de janeiro, ampliando a oportunidade para submissão de propostas que apresentem soluções inovadoras. Os interessados podem conferir o edital completo aqui .

No estado, a iniciativa é realizada pelo Governo do Tocantins, por meio da Fapt, tendo como interveniente a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins); e é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação Certi.

*Com informações do Governo de Tocantins

Fotógrafo registra festival que celebra cultura ancestral do povo Shawãdawa, no Acre

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Foto: Cleiton Lopes/Secom A

O 6º Festival Kãda Shawã Kaya, na Aldeia Foz do Nilo, no município acreano de Porto Walter (AC), marcou um momento importante para o Povo Shawãdawa. Entre 8 e 11 de janeiro os indígenas celebraram sua cultura ancestral por meio de pinturas corporais, vestimentas originais, arcos e flechas, cantos e danças inspiradas na rica natureza da floresta.

Um dito popular afirma que “uma imagem vale mais do que mil palavras”. E toda a profusão de cores e formas do festival foi captada pelas lentes do fotógrafo Cleiton Lopes, do Governo do Acre, que montou um verdadeiro estúdio fotográfico para registrar o festival com foco, sobretudo, nos personagens que participaram das festividades.

Leia também: Estudo propõe projeto para retomar língua materna e preservar cultura do povo indígena Shawãdawa

6º Festival Kãda Shawã Kaya. Foto: Cleiton Lopes/Secom AC

Os aspectos humanos e criativos do povo Shawãdawa foram registrados e o resultado é um arquivo fotográfico que servirá de referência para quem quiser estudar a cultura dos povos originários do Acre.

A beleza indígena e o vigor desse povo, que sofreu no passado um massacre cultural, não podendo praticar os seus costumes, espiritualidade e idioma, passaram por uma regeneração profunda nos mais recentes anos. 

Leia também: Mariri Yawanawa: a celebração da vida na floresta do Acre

6º Festival Kãda Shawã Kaya. Foto: Cleiton Lopes/Secom AC

O concurso de beleza nas vestimentas originais, a disputa de arco e flecha, as brincadeiras, as danças e cantorias, as pinturas corporais, as cerâmicas e artesanatos estão detalhados nas fotografias que agora constituem um registro antropológico da Nação Shawãdawa, conhecidos como “Arara”.

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6º Festival Kãda Shawã Kaya. Foto: Cleiton Lopes/Secom AC

Povo Shawãdawa

O povo Shawãdawa também é conhecido como Arara. A história descrita no site da Comissão Pró-índio (CPI-AC), diz que um ‘branco’ (não indígena) andava caçando na mata e o indígena Arara também, quando os dois se encontraram e o ‘branco’ perguntou: “Como é o nome do seu povo, compadre?”.

O indígena não entendeu a pergunta, mas ele tinha matado uma arara, a levantou e mostrou pro ‘branco’. Com isso, ele entendeu: “Ah, o nome do teu povo é Arara”.

De acordo com a comissão, as terras indígenas se concentram no Igarapé Humaitá, com 87.572 hectares e Jaminawa Arara do Rio Bajé, com 28.926 hectares e que abrangem as cidades de Porto Walter, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo e Jordão. Saiba mais AQUI.

*Material originalmente publicado pela Agência de Notícias do Acre, com informações de Nelson Liano

Orla de Muaná se torna opção turística para toda a família no Marajó

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Foto: Rodrigo Pinheiro/Agência Pará

Localizada no município de Muaná, a orla do Rio Mocajatuba “João Cancio Brabo de Carvalho” tem se destacado no incentivo ao turismo, na promoção de esporte e lazer e no fortalecimento da economia da Região de Integração Marajó, no Pará.

Entregue há um ano, o espaço tem sido uma opção para quem busca a prática de atividades físicas e qualidade de vida na região.

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Para o morador Henrique Freitas, que frequenta diariamente o local, o cenário na beira do rio é uma opção para realização de atividades físicas, bem como a produção de fotografias.

“Comecei a me exercitar mais ainda por conta da academia ao ar livre que tem na orla, faço fotos do belo pôr do sol e levo as crianças, sempre que posso, para brincar. A orla oferece um espaço público para diversas atividades físicas e convivência, acessível a pessoas de todas as idades. Sentimos a melhora da qualidade de vida e a valorização da nossa cidade neste primeiro ano de funcionamento”, conta Henrique, que é fotógrafo.

Leia também: Novas orlas no Pará atraem visitantes e movimentam economia dos municípios

Crianças e famílias frequentam diariamente a orla do Rio Mocajatuba, em Muaná. Foto: Rodrigo Pinheiro/Agência Pará

Orla de Muaná

Com 85 metros de extensão e área total de 7.642,79 m², a reconstrução da orla do Rio Mocajatuba consistiu na construção de muro de arrimo com rampa de acesso em concreto, praia artificial, trapiche em concreto, mirante, banheiros, quiosques, quadras de areia, bancos, playground, academia ao ar livre, pavimentação, urbanização e estacionamento. O investimento foi de cerca de R$ 6 milhões. 

“As orlas são obras de infraestrutura que abrangem as áreas do esporte, cultura e lazer, importantes para que as pessoas possam contemplar a natureza, espaços de congregação entre as famílias e que movimentam a economia local”, assegura Ruy Cabral, secretário de Estado de Obras Públicas (Seop). 

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Orla tem sido a principal opção de lazer dos moradores de Muaná. Foto: Rodrigo Pinheiro/Agência Pará

Desde 2019, somente por meio Seop, o município de Muaná recebeu, aproximadamente, R$ 36 milhões em investimentos de pavimentação asfáltica, reconstrução de orlas e infraestrutura. Nesse mesmo período, até esse ano, o Governo do Estado do Pará já entregou obras de 24 orlas em todo o estado.

*Com informações da Agência Pará

BR-319: obras de conclusão da rodovia indefinidas na LDO 2026

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Obras de pavimentação na BR-319. Foto: Reprodução/DNIT

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, sancionada pelo presidente da República, fixou o Orçamento total da União para o exercício de 2026 em cerca de R$ 6,5 trilhões. Deste montante, 28% provenientes dos orçamentos fiscal e da seguridade social (OFSS) serão destinados exclusivamente para o pagamento de juros da dívida pública, o equivalente, hoje, a R$ 1,82 trilhão.

O valor é superior aos dispêndios previstos para os seguintes setores da administração pública:

  • Ministério da Previdência Social: R$ 1,06 trilhão (22,09% do total),
  • Ministério da Saúde: R$ 219,1 bilhões (4,56% do total)
  • e Ministério da Educação: R$ 203,6 bilhões (4,23% do total).

Infraestrutura – R$300 bilhões, compreendendo Infraestrutura de Transporte: R$ 16,05 bilhões especificamente para investimentos federais em infraestrutura de transporte; Plano do Ministério dos Transportes para Rodovias – R$ 120 bilhões; Dotação para o DNIT no Rio Grande do Sul em 2026 deve superar R$ 1,5 bilhão; Infraestrutura Social (FIIS): R$ 10 bilhões destinados a projetos de educação, saúde e saneamento.

Quanto às dotações para o Ministério dos Transportes (MT) e DNIT estão previstos 1,5 bilhão de reais para o Rio Grande do Sul e nenhum centavo para a rodovia BR-319. O que significa que a oposição da ministra Marina da Silva à conclusão das obras, vital para nossa economia, é precisamente o que prevaleceu na aprovação da LDO 2026 e nas anteriores.

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Ou seja, o presidente Lula pode até jurar que a obra é prioritária para o governo federal, mas não faz qualquer esforço no sentido de que os recursos necessários, como age em relação a emendas parlamentares ou ao fundo partidário, clara e abertamente sejam efetivamente consignados no Orçamento federal. Indicativo de que não será ainda este ano que o estado do Amazonas, que lhe dá cerca de 52% de votos, há de ver concluídas as obras de nossa Manaus-Porto Velho.

Embora a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 preveja recursos gerais para o setor de transportes, valores destinados exclusivamente para a BR-319 em 2026 não foram detalhados. Por outro lado, no final de 2025 a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória (MP 1308/25) que cria uma modalidade de Licenciamento Ambiental Especial (LAE) para obras estratégicas.

Na prática, contudo, sem regulamentação específica, o que poderia acelerar o processo relativo à BR-319, de concreto mesmo, ao que possa presumir, a obra não sairá este ano, não importando que seja de vital relevância para integração da economia amazonense ao resto do país. A despeito do clamor popular, das empresas ou do governo estadual, certamente as obras continuarão andando a passos de cágados, presas a teias burocráticas de Brasília para felicidade geral de Marina da Silva e de suas ONGs inimigas de nosso desenvolvimento.

Estimativas do Congresso Nacional preveem que o início do processo de licenciamento para as obras de pavimentação do trecho do meio poderão ocorrer este ano, paralelamente ao andamento de outros segmentos. Em resumo, mesmo sem confirmação do governo federal, a situação seria a seguinte: 1. Licenciamento (Trecho do Meio): O MT planeja iniciar o processo de licenciamento ambiental das obras do chamado “trecho do meio” da rodovia nos primeiros meses de 2026.

A expectativa do governo é obter a licença necessária para essa seção crítica da estrada ainda este ano; 2. Obras em andamento: pavimentação de outros trechos da rodovia mantêm-se ativas. Especificamente, a pavimentação de 20 quilômetros remanescentes do lote C (entre o km 198 e o km 218) segue em execução, com um investimento de R$ 163 milhões do Governo Federal e previsão de conclusão para o final de 2026; Infraestrutura Adicional: Pontes importantes estão sendo entregues ou recuperadas, como a ponte do Curuçá e a do Autaz Mirim, e a licitação para a ponte do Igapó Açu, em andamento. A conferir pelo governo e a representação do Amazonas no Congresso Nacional.

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Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Dante de Oliveira: legado e memória histórica em Cuiabá

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Estátua de Dante de Oliveira. Foto: Erlan Aquino

A revitalização do espaço utilizado como Memorial Dante de Oliveira, na Praça Rachid Jaudy, tem sido alvo de informações distorcidas que sugerem, de forma equivocada, um suposto “desmonte” do local. Diante da circulação de notícias falsas, a Prefeitura de Cuiabá (MT), por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, esclarece os fatos e reafirma o compromisso com a preservação da memória de um dos líderes da história democrática brasileira.

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Segundo a secretaria, nenhum item do acervo foi descartado, perdido ou desvalorizado. Pelo contrário: todos os pertences, comendas, quadros e peças históricas relacionadas ao ex-governador Dante de Oliveira foram recolhidos e passam por um processo técnico de limpeza, recondicionamento e restauração, justamente para garantir sua integridade e preservação a longo prazo.

Foto: Erlan Aquino

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Como parte dessa estratégia, o acervo integrará, no futuro, uma exposição temporária no Museu do Morro da Caixa d’Água Velha, espaço já consolidado no circuito cultural e turístico de Cuiabá, frequentado regularmente por moradores, estudantes e visitantes.

A iniciativa amplia o acesso público à trajetória de Dante de Oliveira, fortalece o turismo cultural e valoriza sua contribuição histórica para o Brasil, especialmente no movimento das Diretas Já.

A curadoria da exposição será desenvolvida em colaboração com o Instituto Dante de Oliveira, com a incorporação de novas peças e conteúdos históricos. A proposta é enriquecer o acervo, qualificar a experiência dos visitantes e apresentar o legado de Dante de forma mais abrangente, didática e contextualizada.

Dante de Oliveira
Dante de Oliveira. Foto:

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Dante de Oliveira. Foto: Câmara dos Deputados

A secretaria também esclarece que a decisão de retirar temporariamente o acervo do espaço anterior foi técnica e necessária. A estrutura do antigo memorial apresentava condições deficitárias, sem a infraestrutura adequada para conservação, o que já vinha ocasionando processos de deterioração dos materiais históricos. A mudança, portanto, foi uma medida de proteção ao patrimônio, e não um gesto de desrespeito ou apagamento da memória.

Outro ponto fundamental é que a exposição no Museu do Morro da Caixa d’Água Velha não é definitiva. Após o período expositivo e a devida reestruturação, todo o acervo retornará ao espaço atualmente ocupado pela Secretaria de Trabalho, de forma mais organizada, estruturada e adequada tanto à conservação quanto à visitação pública.

Quem foi Dante de Oliveira

Dante Martins de Oliveira nasceu em Cuiabá em 6 de fevereiro de 1952, filho de Sebastião de Oliveira e de Maria Benedita Martins de Oliveira. Seu pai foi deputado estadual eleito na legenda da União Democrática Nacional (UDN).

No início dos anos 1970, mudou-se para o Rio de Janeiro e cursou engenharia civil na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), passando a integrar a organização de oposição Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), dissidência do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que pregava a resistência armada ao movimento político-militar que derrubara o presidente João Goulart em 31 de março de 1964.

Em 1976 concluiu o curso na UFRJ e, retornando à cidade natal, candidatou-se a vereador pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, não conseguindo, contudo, se eleger. No ano seguinte, passou a ocupar a secretaria geral do MDB mato-grossense. Em 15 de novembro de 1978, foi eleito deputado estadual, vindo a assumir o mandato em fevereiro de 1979.

Morreu em Cuiabá, em decorrência de uma infecção generalizada, no dia 6 de julho de 2006, aos 54 anos de idade. Era casado com Telma Pimentel Figueiredo de Oliveira, por ele nomeada secretária de Promoção Social durante sua primeira gestão à frente da prefeitura de Cuiabá (de 1985 a 1988) e, posteriormente, deputada federal por Mato Grosso na legenda do PSDB – eleita, pela primeira vez, em outubro de 2002, para a legislatura 2003-2007, e  reeleita em outubro de 2006, para a legislatura 2007-2011.

Leia o perfil histórico de Dante de Oliveira completo AQUI.

*Com informações da Prefeitura de Cuiabá e Atlas Histórico do Brasil (da FGV)