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Projeto Rede Educa apresenta série sobre educação ambiental e ESG na Amazônia

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A Fundação Rede Amazônica (FRAM), por meio do Projeto Rede Educa, apresenta uma série sobre educação ambiental e os pilares ESG (Ambiental, Social e Governança) voltada a profissionais, estudantes e demais interessados que vivem na Amazônia.

A iniciativa oferece conteúdos educativos ao longo de 12 meses, com videoaulas exibidas no Amazon Sat e disponibilizadas no YouTube da FRAM, ampliando o acesso à informação qualificada sobre sustentabilidade e gestão responsável.

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O projeto tem como foco fortalecer o conhecimento sobre preservação ambiental, sustentabilidade e o papel da sociedade e das empresas na construção de um desenvolvimento mais responsável, com conteúdos que dialogam diretamente com a realidade amazônica.

Para a analista de projetos, Cleanne Ferreira, o Rede Educa contribui para o acesso contínuo a conteúdos informativos e educativos na região.

“O Rede Educa promove informação de qualidade de forma acessível, com conteúdos que dialogam com a realidade da Amazônia. A proposta é oferecer conteúdos educativos contínuos, que permitam aprender, refletir e aplicar conhecimentos no dia a dia, fortalecendo a educação ambiental, a sustentabilidade e as práticas de gestão”, afirma.

Primeiro episódio da série educativa

O primeiro episódio do Rede Educa abordou o tema Zona Franca de Manaus e ESG, destacando a importância da adoção de práticas ambientais, sociais e de governança pelas empresas instaladas na região. O conteúdo trouxe reflexões sobre desenvolvimento sustentável, responsabilidade socioambiental e o papel estratégico do Polo Industrial de Manaus na promoção de um modelo econômico alinhado às boas práticas de sustentabilidade.

O primeiro episódio marca o início da série educativa do projeto e reforça o compromisso do Rede Educa em conectar conhecimento, gestão e responsabilidade ambiental, preparando os participantes para atuar como agentes de transformação na Amazônia.

O Projeto Rede Educa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM).

‘Quebra-pedra’: planta encontrada na Amazônia pode integrar lista de fitoterápicos do SUS

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Planta ‘quebra-pedra’ (Phyllanthus niruri). Foto: Reprodução/Horto Didático de Plantas Medicinais do HU-CCS (UFSC)

Dos quintais à medicina. Conhecidas por suas características curativas, muitas plantas comuns na Amazônia já tem a comprovação científica que a sabedoria popular reconhece e utiliza há tempos. Recentemente o Sistema Único de Saúde (SUS) anunciou que vai incluir a planta ‘quebra-pedra‘ (Phyllanthus niruri) na lista de medicamentos fitoterápicos para o tratamento de cálculos renais.

O remédio com a quebra-pedra está sendo desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Mas que planta é essa?

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Originária das regiões tropicais e subtropicais das Américas, a quebra-pedra ocorre em todo o Brasil.

“É uma planta anual muito encontrada em regiões quentes, úmidas e ensolaradas, como é típico aqui da Amazônia. É muito comum encontrá-la em solos arenosos e lugares inusitados como fendas de calçadas e muros”, explica a professora Márcia Aviz, docente da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra).

Por que ela se chama quebra-pedra?

De acordo com a professora a planta tem o nome de “quebra-pedra” por conta da eficácia no tratamento de pedras nos rins. “Ela ganhou destaque por auxiliar na prevenção e eliminação de pedras nos rins e na vesícula. O que explica o nome e o uso principal, além de ser um potente diurético natural”, explica a professora. 

Planta quebra-pedra
Foto: Reprodução/Horto Didático de Plantas Medicinais do HU-CCS (UFSC)

A quebra-pedra também possui uma série de compostos fenólicos que atuam no combate a inflamação e bactérias, pode auxiliar no controle de açúcar no sangue e favorecer no bom funcionamento do sistema urinário. Segundo a professora, o uso da quebra-pedra está fortemente ligado aos saberes ancestrais e a medicina popular brasileira transmitidos por séculos pela oralidade, conhecimentos que passam por gerações e fazem parte do cotidiano de comunidades tradicionais. 

Leia também: Fitoterapia: médico descreve prática ancestral de cura com ervas da Amazônia em livro

A professora, que ministra as disciplinas de plantas medicinais e aromáticas no curso de Agronomia, no campus Belém, diz que os estudos com plantas medicinais valorizam os saberes ancestrais e são responsáveis também pela preservação da floresta, potencializando novas pesquisas sobre o uso de ervas e a promoção da qualidade de vida. 

Para Marcia Aviz, essa inclusão e um marco para comunidades tradicionais, por destacar para a população os valores que a medicina popular possui.

“É apresentar a sociedade em geral os benefícios e o potencial que as plantas medicinais possuem. Muitos de nós, em algum momento da vida, já ouvimos nossos avós falarem ‘tenho um remedinho natural para isso’, que geralmente eram os chás, as infusões, os unguentos, as pomadas”.

*Com informações da Ufra

Sairé é tema de exposição no Museu de Arte Sacra de São Paulo

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Exposição sobre o Sairé leva cultura amazônica ao Museu de Arte Sacra. Foto: Divulgação

A exposição ‘Sairé – Celebração, louvor e disputa dos Botos’, do fotógrafo, documentarista e cineasta paraense Alexandre Baena, foi aberta no dia 7 de fevereiro no Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP). Após uma viagem itinerante pelo país, a mostra retorna ao eixo nacional em uma edição especial, consolidando-se como uma vitrine da cultura amazônica.

A exposição apresenta ao público o universo do Sairé, tradicional manifestação cultural e religiosa realizada anualmente na vila de Alter do Chão, no município de Santarém (PA). Por meio de imagens sensíveis e narrativas visuais potentes, a mostra evidencia o rito de louvor à Santíssima Trindade, que reúne elementos da fé católica e das tradições indígenas Borari, além do momento profano marcado pela emblemática disputa entre os botos Tucuxi e Cor-de-Rosa, símbolos de identidade, pertencimento e ancestralidade amazônica.

Leia também: Sairé ou Çairé: qual é a grafia certa da famosa festa de Alter do Chão?

Durante a cerimônia de abertura, o público acompanhou uma apresentação especial do rito religioso do Sairé, conduzida por uma comitiva da Corte do Sairé, com cânticos, orações e símbolos sagrados que expressam a fusão entre a religiosidade cristã e os saberes indígenas.

O evento contou ainda com a participação das agremiações dos botos Tucuxi e Cor-de-Rosa, que levaram ao museu elementos cênicos, personagens e narrativas representativas da emoção, da fé e da riqueza cultural da vila de Alter do Chão, em um momento de celebração conjunta com a Festa do Divino.

Sairé é tema de exposição no Museu de Arte Sacra de São Paulo
Foto: Divulgação

Sobre a proposta da mostra, o artista explica que “o rito religioso tem a presença forte dos povos tradicionais, como ribeirinhos, quilombolas e indígenas Borari. São traços expressivos que vão desde a colocação dos mastros até as rezas e os cantos de louvor. Já na disputa dos botos, surgem os elementos sobrenaturais, as indumentárias, as cores vibrantes e a presença dos povos tradicionais, evidentes em cada cena apresentada nas telas”.

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Para a Prefeitura de Santarém, a realização da exposição reforça o reconhecimento do Sairé como patrimônio cultural imaterial da Amazônia e do Brasil, uma manifestação com mais de 300 anos de história que preserva valores religiosos, culturais e ambientais dos povos tradicionais.

A iniciativa reafirma o compromisso com a valorização da identidade santarena, o fortalecimento da cultura amazônica e a projeção de Santarém no cenário cultural nacional, levando ao público de todo o país um recorte autêntico, simbólico e profundamente representativo da Amazônia Paraense.

Sairé é tema de exposição no Museu de Arte Sacra de São Paulo
Foto: Divulgação

Leia também: Lula sanciona lei que reconhece Festa do Sairé como manifestação da cultura nacional

Presente na abertura, Rayza Reis, coordenadora de Comunicação da Prefeitura de Santarém, destacou a importância da comunicação no fortalecimento da cultura.

“A comunicação pública tem um papel fundamental nesse processo: não apenas divulgar, mas traduzir com responsabilidade, respeitando os símbolos, os ritos e os significados que fazem parte dessa manifestação. Levar o Sairé para além das fronteiras de Santarém é ampliar vozes, fortalecer a cultura amazônica e garantir que o mundo conheça essa expressão em sua essência, sem descaracterização”, ressaltou.

Para Osmar Vieira, coordenador do Sairé, levar a manifestação para outros territórios tem um significado especial.

“Temos o privilégio de participar desta exposição aqui em São Paulo. É um prazer e uma alegria trazer a nossa fé ao povo paulista e mostrar que o Sairé está nos quatro cantos”, concluiu.

*Com informações da Prefeitura de Santarém

SIAGAS: sistema reúne base nacional de dados sobre poços e águas subterrâneas

O SGB disponibiliza gratuitamente informações atualizadas sobre poços e recursos hídricos subterrâneos em todo o país. Imagem: Reprodução/SIAGAS

O Sistema de Informações de Águas Subterrâneas (SIAGAS) centraliza e disponibiliza dados atualizados no Brasil. Desenvolvido e mantido pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), o SIAGAS reúne uma base nacional de informações de poços, além de ferramentas para consultas, pesquisas, extração de dados e geração de relatórios.

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Resultado do mapeamento e das pesquisas hidrogeológicas realizadas em todo o território nacional, o SIAGAS permite a gestão adequada da informação hidrogeológica e sua integração com outros sistemas de recursos hídricos e meio ambiente, sendo recomendado pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) como base nacional compartilhada para armazenamento, intercâmbio e difusão de informações sobre águas subterrâneas.

Imagem colorida mostra mapa do SIAGAS: sistema que reúne base nacional de dados sobre poços e águas subterrâneas do SGB
Imagem: Reprodução/SIAGAS

Leia também: Você sabia que existe um oceano subterrâneo na Amazônia?

Plataforma reúne dados de poços, rios e rodovias com foco em pesquisa

O Sistema é destinado a estudantes, pesquisadores, gestores públicos, profissionais que atuam com recursos hídricos e meio ambiente, perfuradores de poços e usuários de água subterrânea, além do público em geral interessado no tema. As informações podem ser acessadas por diferentes mídias e níveis de detalhamento, de acordo com o perfil do usuário.

Entre as funcionalidades disponíveis, o SIAGAS Web permite a realização de pesquisas simples e avançadas na base de dados, a produção de relatórios personalizados, o download de informações sobre poços cadastrados, acesso a dados da Rede Integrada de Monitoramento das Águas Subterrâneas (RIMAS) e a visualização de pontos d’água em mapas temáticos e imagens de satélite.

Por meio do SIAGAS é possível encontrar informações essenciais para estudos hidrogeológicos, planejamento do uso da água e apoio à gestão sustentável dos recursos hídricos subterrâneos.

*Com informações do SGB

Água usada na criação de peixes por indígenas é reaproveitada em plantações na TI Yanomami

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Plantação da comunidade Sikamabiu, na Terra Yanomami. Foto: Caíque Rodrigues/Rede Amazônica RR

A água utilizada na criação de peixes em tanques na comunidade indígena Sikamabiu, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, é reaproveitada na irrigação de roças com plantio de mandioca, batata e arroz. O sistema, chamado de “fertirrigação”, integra a produção de alimentos e dispensa o uso de fertilizantes químicos, fortalecendo a autonomia alimentar dos indígenas.

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A iniciativa faz parte de um projeto do governo federal que une piscicultura, irrigação de roçados e criação de galinhas, como alternativa à pesca em rios contaminados pelo mercúrio do garimpo ilegal no Baixo Mucajaí, no Sul de Roraima. O trabalho é feito pelos próprios indígenas.

A comunidade Sikamabiu reúne cerca de 400 pessoas, em aproximadamente 30 famílias, a maioria do povo Xiriana (ou Xirixana), subgrupo dos Yanomami. Ao todo, 34 indígenas foram capacitados para atuar em todas as etapas do projeto, desde a construção dos tanques até o manejo dos peixes e o uso da água nas plantações.

O projeto era um pedido antigo da região, segundo Gerson da Silva Xirixana, presidente da associação Texoli, organização que representa os indígenas da localidade.

“Muita gente não acreditou. Diziam que não ia dar certo. Hoje vemos o peixe e as plantas crescerem. É muito bom”, disse.

Produção integrada

Segundo a pesquisadora da Embrapa Roraima, Rosemary Veilaça, bióloga especializada em agroecologia e inclusão, a água dos tanques passa por testes antes de ser reutilizada nas roças.

“Aqui a gente não fala só de segurança alimentar, mas de cidadania alimentar. É um sistema em que uma produção sustenta a outra e garante autonomia para o povo”, afirmou.

A unidade instalada em Sikamabiu conta com 10 tanques de piscicultura e dois açudes, com escavação de 440 m², que abrigam mais de 8 mil alevinos de tambaqui. A espécie, apesar de não ser endêmica da Terra Yanomami, é amplamente consumida na Amazônia.

Os tanques substituem a pesca no Rio Mucajaí, que deixou de fazer parte da rotina da comunidade após a contaminação das águas pelo mercúrio, substância altamente tóxica ao ser humano.

“Esses tanques são uma resposta direta à falta de peixes no rio. O mercúrio desce com a água, e quem está rio abaixo sofre mais. Hoje, o peixe do rio não é confiável”, explicou Rosemary Veilaça.

Leia também: Indígenas criam peixes em tanques para garantir alimento seguro após garimpo contaminar rios na Terra Yanomami

Plantas são irrigadas por água em um sistema de fertirrigação anexado aos tanques de peixe na comundiade Sikamabiu, na Terra Yanomami. Foto: Caíque Rodrigues/Rede Amazônica RR

Os peixes devem atingir o tamanho ideal até junho e garantir proteína animal segura à comunidade nos próximos meses.

Para as lideranças, o sistema integrado é essencial para a permanência no território. O tuxaua da comunidade, Carlos Nailson Xirixana, afirmou que, mesmo sem garimpo direto em Sikamabiu, os impactos no rio afetaram toda a região.

“O garimpo não foi aqui, mas o efeito veio pelo rio. Os peixes quase morreram todos. Por isso pedimos esses tanques. O peixe do rio já não dava mais segurança”, relatou. “Esses peixes dos tanques não são para vender. É para alimentar o nosso povo. A gente quer produzir para a comunidade”.

Autonomia e conhecimento

Os tanques foram construídos com geomembrana, uma manta sintética impermeável escolhida por ser mais leve e adequada à logística da região, onde o acesso ocorre principalmente por rios, aeronaves ou trilhas na floresta.

Para manter o sistema em funcionamento, o Instituto Federal de Roraima (IFRR) capacitou 34 indígenas em piscicultura. A proposta, segundo o diretor-geral do campus Amajari, Rodrigo Luiz Barros, é garantir autonomia completa à comunidade.

“O conhecimento fica na comunidade”, afirmou.

Leia também: Pesquisadoras descobrem tanques usados para criação de peixes na Amazônia pré-colonial

Tanque para a criação de peixes
Indígenas Yanomami diante de um dos tanques instalados para criação de peixes na comunidade Sikamabiu. Foto: Caíque Rodrigues/Rede Amazônica RR

A liderança feminina Luísa Xirixana destacou que a formação técnica garante continuidade ao projeto.

“O que a gente pediu foi aprender a cuidar da terra e do peixe, para ensinar nossos filhos e netos”, disse.

A expectativa é que os indígenas capacitados se tornem multiplicadores do conhecimento dentro do território Yanomami, ensinando outras comunidades a produzir alimento de forma segura, fora do rio contaminado pelo mercúrio.

“O rio não é mais como antes. Se a gente não aprende a produzir aqui, a gente não consegue continuar vivendo aqui”, pontuou o tuxaua Carlos.

Terra Yanomami

Localizada no Amazonas e em Roraima, a Terra Indígena Yanomami tem quase 10 milhões de hectares. No território vivem mais de 31 mil indígenas, distribuídos em 370 comunidades.

Terra Yanomami. Foto: Reprodução/Ascom MPI

O povo Yanomami se divide em seis subgrupos linguísticos da mesma família: Yanomam, Yanomamɨ, Sanöma, Ninam, Ỹaroamë e Yãnoma.

O território está em emergência de saúde desde janeiro de 2023, quando o governo federal, após a posse do presidente Lula (PT), iniciou ações para atender os indígenas, como o envio de profissionais de saúde e de cestas básicas, além do reforço das forças de segurança na região para frear o garimpo ilegal.

*Por Caíque Rodrigues e Valéria Oliveira, da Rede Amazônica RR

Plantio consorciado ajuda pequenos agricultores a manter produção em Roraima

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Plantio consorciado permite o cultivo de mais de uma cultura agrícola na mesma área. Foto: Reprodução/Rede Amazônica RR

Pequenos agricultores do interior de Roraima têm buscado alternativas simples para continuar produzindo e garantir renda no campo. Na região do Paredão, em Alto Alegre, o uso da mesma área para o plantio de mais de um produto é a estratégia para fortalecer a agricultura familiar e enfrentar os desafios do dia a dia.

Na Vicinal 02, a agricultura é a principal fonte de renda de muitas famílias. É o caso de Eduardo Oliveira e Rosângela Oliveira, que encontraram no campo uma forma de sustento e de permanência no interior.

Na propriedade da família, a aposta foi o plantio consorciado, modelo de produção que permite o cultivo de mais de uma cultura agrícola na mesma área. No local, o maracujá é plantado de forma suspensa e divide espaço com a abóbora, cultivada no solo.

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Segundo Eduardo, a ideia surgiu como forma de aproveitar melhor a terra e aumentar a renda da família.

“Nessa área que foi plantada de maracujá, a gente tinha terra embaixo. O maracujá em cima, suspenso. Então, a gente resolveu aproveitar essa terra, com a irrigação da água do maracujá, e aproveitou dessa mesma terra para plantar a abóbora embaixo para ter uma renda extra”, explicou.

Leia também: Portal Amazônia responde: qual a diferença entre o maracujá e o maracujá-do-mato?

Plantio de maracujá e abóbora no interior de Roraima — Foto: Amazônia Agro/Reprodução

O agricultor também afirma que o clima da região tem favorecido o plantio do maracujá, com menor incidência de pragas em comparação a outras localidades. Após tentativas anteriores sem sucesso, a família buscou conhecimento técnico e voltou a investir na produção, agora com resultados positivos. “Agora tá dando certo, tá tudo carregado. Daqui a uns 20 dias a gente já tem a primeira colheita”, disse.

A produção de maracujá é comercializada principalmente em Boa Vista, na Feira do Produtor, onde a família possui compradores fixos. Além do maracujá e da abóbora, a propriedade também tem criação de gado e plantios de pimenta.

Rosângela explica que a produção agrícola sempre fez parte da vida da família desde a chegada ao Paredão. Sem renda fixa, o cultivo se tornou uma necessidade.

“Desde que a gente chegou aqui, começou a mexer com verdura. Meu esposo e os filhos sempre gostaram de produção. A gente trabalha com maracujá, pimenta-de-cheiro, pimenta-ardelosa e agora voltou novamente com o maracujá”, contou.

Segundo ela, a escolha por culturas como a pimenta está ligada ao baixo custo de produção e à facilidade no manejo: “A pimenta tem pouco gasto, tem mais durabilidade e menos serviço no tempo de colheita. Junta a família, meu marido, meus filhos, todo mundo vem colher. Quando precisa, a gente arruma diarista.

Leia também: Soja, arroz e milho se destacam na safra da agricultura de Roraima em 2025

Apesar dos bons resultados, os pequenos produtores ainda enfrentam dificuldades. Entre os principais desafios estão o alto custo dos insumos e a falta de apoio ao agricultor na região.

“A maior dificuldade do pequeno produtor hoje é a manutenção da horta. O adubo é caro, o veneno é caro. Antigamente forneciam adubo para o pequeno produtor, hoje não. E se você não tem dinheiro para comprar o adubo, como é que você mantém o produto?”, pontuou.

Outro problema apontado é a comercialização. Muitos agricultores acabam vendendo a produção por preços mais baixos por falta de transporte próprio.

Mesmo diante das dificuldades, a família segue persistente e pretende ampliar os plantios nos próximos meses, com culturas como pimenta doce, pimentão e macaxeira.

Agricultura familiar é fonte de renda para muitas famílias — Foto: Amazônia Agro/Reprodução

*Por Raquel Maia, da Rede Amazônica RR

Culturas originárias são priorizadas em ações realizadas em Porto Velho

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Importância da cultura indígena é reconhecida na região. Foto: Divulgação/Secom RO

Porto Velho (RO) celebrou o dia 7 de fevereiro, Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas, destacando ações de valorização regional. A data reforça o reconhecimento das culturas originárias, a preservação dos territórios tradicionais e a garantia de direitos voltados à melhoria da qualidade de vida dessas populações.

A prefeitura destaca ações voltadas ao fortalecimento das comunidades indígenas e à proteção ambiental, que tem sido desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), com foco em iniciativas relacionadas à conservação e ao reconhecimento das pautas indígenas.

“A data é muito significativa para todos nós e simboliza a luta histórica dessas comunidades por reconhecimento, dignidade e proteção do modo de vida, profundamente ligados à conservação do meio ambiente e recursos naturais”, comentou o secretário Vinícius Miguel, titular da Sema.

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O secretário disse ainda que a Prefeitura, por meio de ações da Sema, tem fortalecido as políticas públicas voltadas aos povos indígenas, com objetivo de promover a sustentabilidade, a educação ambiental e reconhecer o papel fundamental que elas exercem na preservação da natureza.

Boas práticas na cultura de coleta castanha-do-brasil
Produção de castanha é uma das culturas originárias incentivadas e apoiadas. Foto: Reprodução/Embrapa

Parceria

Entre as ações desenvolvidas pela Sema estão projetos de educação ambiental em territórios indígenas, atividades de conscientização sobre o uso sustentável dos recursos naturais, apoio a práticas culturais e tradicionais de manejo ambiental e incentivo ao protagonismo das comunidades indígenas na proteção do meio ambiente.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente tem atuado de forma contínua junto aos povos indígenas de Porto Velho — Karitiana, Kaxarari, Karipuna e Kassupá. “Participamos de ações ambientais e ecológicas voltadas à preservação e proteção dos territórios, colaboramos na formulação de documentos, encaminhamos demandas às autoridades competentes e apoiamos entidades da sociedade civil na distribuição de alimentos e doações”, destacou.

Leia também: Descubra quais povos originários eram predominantes nas capitais da Região Norte antes da colonização

Como resultado dessa parceria, a Sema passou a receber sementes de Castanha-do-Brasil doadas pelo povo Karitiana, provenientes de uma atividade que contou com apoio logístico do município. “A Sema se orgulha de atuar de forma inclusiva e participativa, trabalhando com respeito junto a todos os povos e comunidades tradicionais e originárias de Rondônia”.

Além da cultura

Nesse contexto, a parceria, que também inclui a doação de outras ementes de espécies nativas, tem contribuído para a recuperação de áreas degradadas e para a redução dos impactos das mudanças climáticas no município. O material é utilizado em ações de reflorestamento urbano, com o objetivo de ampliar a cobertura vegetal da capital rondoniense.

Ao todo, a Sema já recebeu cerca de 10 toneladas de sementes nativas entregues pelo povo Karitiana, uma iniciativa que gera benefícios diretos às comunidades indígenas e contribui para a melhoria da qualidade ambiental e de vida da população de Porto Velho.

*Com informações da Prefeitura de Porto Velho

Expopim 4.0 reúne empresas e apresenta a nova indústria do Brasil

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Expopim será entre 18 e 20 de março. Foto: Divulgação

Apresentar o potencial da Zona Franca de Manaus (ZFM) como a nova indústria do Brasil, além de fomentar negócios, parcerias e investimentos em tecnologia e inovação. Estes são um dos objetivos da Exposição do Polo Industrial de Manaus – ExpoPIM 4.0, que vai acontecer nos dias 18, 19, 20 de março, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus (AM).

A exposição vai reunir empresários, pesquisadores, especialistas e representantes do poder público para discutir temas ligados à tecnologia, inovação e desenvolvimento econômico da Zona Franca de Manaus após a aprovação da reforma tributária, que tornou Polo Industiral de Manaus (PIM) o melhor destino para instalação fabril no país.

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A programação inclui painéis e debates sobre indústria 4.0, transformação digital, inovação nos negócios, economia criativa e soluções tecnológicas voltadas ao desenvolvimento regional. Entre os participantes confirmados estão Rodrigo Pontes, mentor e consultor de vendas B2B, e Nestor Ayala, conselheiro do Conselho de Inovação e Tecnologia (CITEC) da FIERGS, que irão apresentar análises e experiências relacionadas aos desafios e oportunidades do setor produtivo.

De acordo com o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, será uma grande feira de atração de negócios.

“É uma grande oportunidade de todos estarem presentes para ver por dentro o Polo Industrial de Manaus, as indústrias que estão estabelecidas no campo do agro, os negócios que envolvem a Zona Franca de Manaus. Uma grande oportunidade que não se pode perder”.

Expopim 4.0 em manaus
Foto: Divulgação

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PIM e novas tecnologias

O evento busca promover a integração entre diferentes segmentos da indústria, fortalecendo o ecossistema de inovação e estimulando a troca de conhecimento. A proposta é contribuir para a adoção de novas tecnologias e para a preparação de empresas e profissionais diante das mudanças do mercado e da economia digital.

Para o diretor executivo do Instituo Somar Amazônia, entidade parceira no projeto junto à Suframa, Orsine Junior, esta exposição é uma grande oportunidade para mostrar os potenciais de fabricação no Polo industrial.

“Convidamos as empresas do Amazonas a estarem conosco para expor essa pujança do nosso Polo, do nosso povo. A Amazônia é produzir e preservar. Com a reforma tributária esse modelo ficou ainda mais fortalecido. E esse é nosso objetivo”, afirma Orsine Junior.

Além da programação técnica, a Expopim 4.0 se consolida como um espaço estratégico para networking, geração de negócios e articulação institucional, ampliando o debate sobre o papel da inovação no desenvolvimento regional.

Casal indígena celebra casamento no Monte Roraima: “a gente casou com uma vista preparada para aquele momento”

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Foto: Adrianojpn/Arquivo Mari Wapichana

Enquanto alguns casais optam por cerimonialistas e decorações para uma cerimônia tradicional de casamento, a influenciadora digital Mari Wapichana, de 23 anos, e o servidor público, Gelson Alencar, de 35, caminharam por dias, dormiram em barracas e enfrentaram mais de 2,8 mil metros de altura para dizer o “sim” no Monte Roraima, a maior montanha plana do mundo, na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.

A cerimônia ocorreu em 31 de dezembro e marcou não apenas o fim do ano, mas a realização de um sonho antigo de Mari, que passou a ser dividido com o marido, e o início de um novo ciclo para o casal.

“Passamos o Réveillon em cima do Monte Roraima, casamos em cima do Monte Roraima. Para mim, foi a melhor virada de ano e o melhor início de ano que nós poderíamos ter”, disse Gelson.

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“Eu sou do povo Wapichana e Macuxi, e no nosso povo não tem um ritual de casamento como em outras culturas indígenas, você só se junta e pronto. Então a gente decidiu criar a nossa [tradição]”, disse Mari.

Altura do Monte Roraima

O Monte Roraima tem cerca de 2.800 metros de altitude e faz parte de um conjunto de montanhas chamadas tepuis, formações em formato de mesa que parecem levantar do solo.

Consideradas algumas das estruturas geológicas mais antigas do planeta, estima-se que elas tenham até dois bilhões de anos. Pelo lado brasileiro, o acesso começa por Roraima.

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O esforço para chegar até o “sim”

O cortejo de entrada dos “noivos” foi a própria caminhada até o topo do Roraima. A expedição durou sete dias, sendo três dedicados apenas à subida.

No primeiro dia, Mari e Gelson percorreram cerca de 14 km em uma média de 4 horas. No segundo, foram aproximadamente 10. No último trecho, considerado o mais difícil pelo casal, a caminhada foi de cerca de 6 km.

Durante o percurso, o casal dormiu em barracas e enfrentou as dificuldades naturais de uma expedição até o topo do monte, como trilhas com pedras, subidas íngremes, chuva e locais escorregadios.

Foto: Adrianojpn/Arquivo Mari Wapichana

Para conseguir realizar a cerimônia no topo, Mari e Gelson passaram cerca de três meses se preparando fisicamente. O casal teve acompanhamento médico, seguiu dieta específica e realizou treinos diários, principalmente exercícios aeróbicos, para aumentar a resistência física.

“Quando foi se aproximando do período de ir, começamos a nos preocupar com a nossa questão física. Algumas pessoas diziam que não precisávamos ser atletas para subir, mas pensamos: por que não subir da melhor forma possível? Então, a gente começou a se preparar”, explicou o servidor público.

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Além do esforço físico, havia incertezas sobre como a celebração aconteceria. Antes da viagem, o casal não sabia exatamente onde a cerimônia seria realizada, quem a conduziria ou como o momento seria registrado. Mesmo assim, decidiram manter o plano de se casar no topo da montanha.

“Parte de nós sabíamos que quando nós chegássemos lá, nós saberíamos que Deus prepararia tudo para que nós tivéssemos o lugar exato, o celebrante exato, fotógrafos, as imagens e tudo. E foi o que aconteceu”, contou Mari.

Ao chegarem ao Monte Roraima, eles se identificaram com um dos guias da expedição, que é indígena, e decidiram que ele conduziria a cerimônia. Usando trajes indígenas feitos de fibra de buriti e acessórios como o cocar, o casal se casou em um ponto conhecido como La Ventana, ou “A Janela”.

Foto: Adrianojpn/Arquivo Mari Wapichana

Gelson explica que, por estar a mais de 2.800 metros de altitude, o topo do Monte Roraima costuma apresentar mudanças climáticas rápidas, com variações entre sol, chuva e neblina em poucas horas. No entanto, no dia do casamento, o cenário foi diferente, o que tornou o momento mais especial.

“Nós casamos em um ponto turístico chamado La Ventana. No dia em que chegamos para casar, a janela estava aberta. Deus preparou o momento, abriu a janela. A gente casou com uma vista preparada para aquele momento”, afirmou.

A cerimônia não contou com a presença de familiares. Entre os integrantes da expedição, apenas três eram de Roraima. Os outros participantes vieram de estados como São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul para a expedição.

Um sonho de criança

Filha de pai do povo Wapichana e mãe do povo Macuxi, Mari explica que não há um ritual específico de casamento em sua cultura. Antes da celebração no monte, ela e Gelson, que é do povo Macuxi se casaram no civil e no religioso em 2024, em uma cerimônia considerada tradicional, mas marcada pela presença da cultura indígena, com colares e vestimentas típicas.

Desde a infância, a influenciadora sonhava em se casar na montanha, inspirada pelas histórias que ouvia da avó, da mãe e de outros familiares sobre o lugar.

“Eu sempre cresci ouvindo sobre o Monte Roraima, mas eu não conhecia. Eu vim imaginar, idealizar ele depois de assistir algumas reportagens, de ver nos livros também. Mas antes disso eu queria conhecer o Monte mesmo antes de conhecer ele, de saber como é que era”, contou.

O sonho foi compartilhado com Gelson desde o início do relacionamento e, com o tempo, passou a ser do casal. No começo, eles imaginavam que a viagem só aconteceria daqui a alguns anos, por causa dos custos e da dificuldade de acesso ao Monte Roraima.

O plano mudou após um convite de uma agência de viagens para conhecer o Monte Roraima. Com a confirmação, o casal decidiu que o objetivo não seria apenas chegar ao topo, mas também realizar uma celebração de casamento no local. Com o convite, Gelson pediu Mari em casamento novamente.

Leia também: Monte Roraima: o que você precisa saber antes de visitar o gigante da tríplice fronteira

Significado espiritual

Foto: Adrianojpn/Arquivo Mari Wapichana

Para Mari, a subida teve um forte significado espiritual. Além do casamento, o casal buscava um encontro genuíno com Deus e a experiência de contemplar a natureza. Ela afirma que voltou transformada e acredita que ninguém sobe o Monte Roraima e retorna da mesma forma.

“As pessoas costumam dizer que o Monte Roraima ele te chama. Não é você que decide que vai subir o Monte, mas ele é quem decide chamar você. E isso fez muito sentido”, disse a influenciadora.

Segundo ela, a experiência também trouxe mudanças práticas no dia a dia, como o hábito de acordar mais cedo, além de lições sobre humildade e serviço.

“[O Monte Roraima] ensina muito sobre servir. Você vê lá as pessoas, toda a equipe da agência te servindo ali com um sorriso no rosto, carregadores e é emocionante. Assim, até hoje eu estou muito tocada com a expedição do Monte, porque foi realmente transformador”, ressaltou.

Para Gelson, a subida não representou apenas um sonho ou desafio pessoal, mas também a realização de um desejo coletivo de muitos roraimenses que veem o Monte Roraima como algo distante.

“Não significou só um desafio pessoal, mas também uma realização de todos os roraimenses que sonham um dia subir o monte e muitas vezes, por ser algo muito distante, acabam não realizando”, afirmou.

Por Yara Ramalho e Kailane Souza, da Rede Amazônica RR

Asfalto transforma a vida de produtores e comerciantes na zona rural de Boa Vista

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Investimento de R$ 27 milhões leva 30 km de asfalto às vicinais da região do Bom Intento. Foto: Rebeca Lima/PMBV

Com trabalho contínuo e investimentos que fazem a diferença, a Prefeitura de Boa Vista consolida ações que melhoram a mobilidade urbana e rural do município. Na região do Bom Intento, foram investidos R$ 27 milhões em obras de infraestrutura, com a implantação de 30 km de asfalto em trechos das vicinais BVA-349, BVA 346-B, Brasileirinho e Carrapato.

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Somente na região do Bom Intento, a prefeitura já recuperou as três principais pontes da BVA-349, até o igarapé Água Boa. Foram implantados mais de 44 km de asfalto, sendo 9,13 km na BVA-344 (vicinal do Carrapato), 22,5 km na BVA-347 (vicinal do Brasileirinho) e, com a conclusão da obra em andamento, a BVA-349 passará a totalizar 22 km de vias asfaltadas. Com todas as intervenções, a região do Bom Intento contará com 54 km de estradas pavimentadas, fortalecendo o desenvolvimento local e melhorando a mobilidade rural.

Mais de 44 km de asfalto implantados nas vicinais Carrapato, Brasileirinho e BVA-349. Foto: Rebeca Lima/PMBV

Pavimentação melhora o acesso e impulsiona a economia local

Quem comemora a chegada do asfalto é o produtor rural José Rodrigues, de 66 anos, que cultiva uma variedade de hortaliças, como cheiro-verde, cuchá, maxixe, quiabo, tomate e batata. Parte da produção é comercializada na própria propriedade e o restante é levado para a cidade.

“É um sonho realizado. Estou muito feliz com a prefeitura implantando asfalto próximo da minha propriedade. Tiro o chapéu para o trabalho que vem sendo feito no Bom Intento”, afirmou.

O comerciante Jeferson Vieira, de 25 anos, morador da região há cinco anos, também destaca os benefícios dos investimentos em infraestrutura. “Só o fato de a prefeitura ter elevado a estrada e feito a terraplenagem já melhorou muito. Agora, com o asfalto, muda tudo, principalmente para o movimento do meu comércio. Antes, o trajeto até a cidade levava cerca de uma hora; hoje faço em aproximadamente 30 minutos”, relatou.

Comerciante Jeferson Vieira destaca que o asfalto reduziu o tempo de deslocamento e impulsionou o comércio local. Foto: Francisco Sena/PMBV

Infraestrutura que alcança mais comunidades

O Projeto de Assentamento Nova Amazônia, na região do Murupu, também foi contemplado com melhorias na infraestrutura. No local, a prefeitura executou serviços nas vicinais 1, 3, 4 e 7, dentre eles, foram feitos recomposição asfáltica e tapa-buraco, como também, implantação de talvegues e galerias em pontos críticos de alagamento, assegurando mais segurança, melhor trafegabilidade e acesso contínuo aos moradores.

Moradora da região há mais de 15 anos, Cláudia Cristina aprovou as obras. “Às vezes, precisávamos fazer um trajeto maior para sair da vicinal, mas agora que arrumaram e colocaram as galerias, melhorou muito. Foi uma ajuda grande, inclusive para quem trabalha com soja. Ficou mais fácil para os produtores escoarem a produção para a cidade”, disse.

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PA Nova Amazônia recebeu recomposição asfáltica, tapa-buracos e obras de drenagem em vicinais da região do Murupu. Foto: Giovani Oliveira/PMBV

Mais de 228 km de estradas recuperadas na zona rural

Desde o início da atual gestão, a Prefeitura de Boa Vista tem intensificado os investimentos em infraestrutura rural, atendendo regiões como Bom Intento, Urubuzinho, Água Boa, Barra do Vento, além dos Projetos de Assentamento Nova Amazônia, Truaru e Murupu.

Ao todo, já foram recuperados mais de 228 km de estradas rurais, distribuídos em 23 trechos, além da pavimentação de 77 km de vias em 12 trechos distintos. Outro avanço importante foi a implantação de 28 galerias, que substituem antigas pontes de madeira e garantem mais segurança e mobilidade às comunidades durante todo o ano.