Home Blog Page 17

Onça é flagrada ‘reclamando’ de câmera instalada na floresta, em Rondônia

0

Pescador flagra onça farejando rastro deixado por ele em Rondônia. Foto: Reprodução/Instagram-Fabio_baca

O que era para captar imagens de animais na floresta acabou registrando uma das cenas mais épicas da vida selvagem. O pescador Fábio Baca flagrou uma onça farejando o local por onde ele havia passado, em imagens captadas por uma câmera instalada ao longo do caminho da pescaria, no distrito de Jaci-Paraná, em Porto Velho (RO). O registro foi divulgado nas redes sociais do pescador e chamou a atenção dos seguidores.

Segundo Fábio, a câmera foi instalada com o objetivo de registrar animais comuns da região, como antas, capivaras ou pacas. Para atrair os bichos, ele usou pupunhas como isca. O que ele não esperava era a aparição de uma onça, em plena luz do dia e tão próxima do lago onde costumava pescar.

“Peguei as pupunhas e falei: ‘vou colocar as pupunhas aqui porque aí pode atrair alguma coisa mais uma paca alguma coisa que queira comer e aí vai passar na frente da câmera vai registrar’. Enquanto eu estava pescando, ela passou lá, cheirou tudo e depois eu passei lá e peguei a câmera de novo”, disse.

Leia também: Câmera flagra onça-parda ‘passeando’ com filhotes em sítio de Porto Velho

O susto veio mais tarde, já em casa, quando decidiu conferir as gravações durante a madrugada. Entre os vídeos comuns, um detalhe chamou a atenção: a onça aparece curiosa, cheirando o seu rastro e até a própria câmera. Veja o vídeo:

“Quando eu cheguei em casa, fiz minhas coisas e fui olhar de madrugada. Tinha os meus vídeos, da hora que eu instalei a câmera, da hora que eu joguei a pupunha e aí no meio um vídeo da onça”, relatou.

De acordo com o pescador, o local é bastante frequentado por praticantes de pesca esportiva, e ele nunca havia encontrado uma onça naquela região. Além disso, essa foi a primeira vez que ele instalou uma câmera no local, experiência que, segundo ele, será inesquecível.

Saiba mais: Conheça a onça-parda, o segundo maior felino do Brasil

“Na primeira vez que eu uso a câmera eu consegui uma imagem que provavelmente será a melhor imagem da vida da câmera. Nunca mais ela vai fazer uma imagem tão boa quanto essa, de um animal tão difícil, chegar tão perto, enfim, fazer careta pra ela. A minha reação foi essa”, disse.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Onça

Apesar do susto, Fábio afirmou que não pretende deixar de frequentar o local. No entanto, admite que o medo agora será maior nas próximas visitas.

“Com certeza eu vou voltar lá, mas com um receio muito maior. Sabendo que tem onça, sabendo que ela já farejou onde eu passei. Então assim, eu vou voltar, mas não sei qual vai ser a minha reação quando eu estiver lá. Como é que vai ser, se eu vou ficar nervoso ou não, mas não vai ser igual, com certeza não”, disse Fábio.

Sobre a onça-parda

A onça-parda ou puma, também conhecida como suçuarana, leão-baio, leão-da-montanha ou simplesmente como onça, é um mamífero carnívoro, da família dos felídeos e gênero Puma, nativo da América.

*Por Amanda Oliveira, da Rede Amazônica RO

Em 15 dias, Manaus já superou média de chuvas prevista para todo o mês de janeiro

0

Bairros de Manaus como Redenção, por exemplo, já registraram em duas semanas o acumulado equivalente à média histórica de chuva esperada para janeiro. Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus

O volume acumulado de chuvas registrado em Manaus (AM) em 15 dias já superou a média prevista para todo o mês de janeiro. Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mostram que bairros da capital amazonense acumularam mais de 300 milímetros de chuva em apenas duas semanas, impulsionados pela atuação de sistemas meteorológicos que favorecem temporais na região.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

A média histórica esperada para janeiro em Manaus é de 306 milímetros. No entanto, somente no bairro da Redenção, na Zona Oeste, o acumulado passou de 313 milímetros entre os dias 11 e 26 de janeiro. Outros dois bairros também registraram mais de 250 milímetros de chuva no período:

  • Santa Etelvina – 298 milímetros
  • Tarumã – 261 milímetros
chuva_20220418-212606_1.jpg
Período chuvoso na capital é condicionada pelo calor intenso e alta umidade, típicos do verão amazônico. Foto: Orlando Júnior/Acervo Rede Amazônica AM

Leia também: Saiba em quais estados da Amazônia ocorrem mais incidências de raios

Segundo especialistas, o excesso de chuva é resultado da combinação entre calor intenso e alta umidade, condições típicas do verão amazônico.

Na última semana, a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) contribuiu para manter o tempo fechado, mas o sistema perdeu força no fim de semana.

A ZCAS se caracteriza por uma extensa faixa de nuvens que normalmente vai do Norte ao Sudeste. O sistema é responsável por manter o tempo instável nessas regiões, gerando acumulados consideráveis de chuva.

Atualmente, quem atua de forma mais intensa é a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). De acordo com a meteorologista Andrea Ramos, o cenário favorece a formação de nuvens de tempestade.

“O calor e a umidade criam condições para o desenvolvimento de nuvens do tipo cumulonimbus, que são responsáveis por chuvas volumosas, rajadas de vento e descargas elétricas”, explicou.

Ela também destacou que a ZCAS, ao atuar sobre o sul do Amazonas, transporta umidade e ajuda a manter as tempestades quando combinada com altas temperaturas.

Já a ZCIT, que atua na faixa equatorial, tende a se deslocar mais ao sul durante o verão no hemisfério sul, influenciando diretamente as chuvas no Norte do Amazonas, além de áreas de Roraima, Pará, Amapá e parte do Nordeste.

Saiba mais: Entenda porquê o tempo muda tão rápido em Manaus

Previsão de chuva no Amazonas

A previsão indica que as chuvas devem continuar ao longo da semana, com volumes significativos, principalmente no período da tarde, devido ao calor. Enquanto grande parte do Amazonas segue sob influência de chuvas intensas, a capital deve ter um cenário mais estável nos próximos dias.

Em Manaus, a tendência é de redução das chuvas. O céu deve ficar parcialmente nublado, com previsão apenas de pancadas isoladas à tarde, segundo o Censipam. A temperatura máxima na capital pode chegar a 31 °C. Na quarta-feira (28), a chance de chuva segue baixa e isolada, com elevação da temperatura para até 32 °C.

*Por Pedro Dias e Juan Gabriel, da Rede Amazônica AM

Biocosméticos à base de açaí são destaque em Centro de Artesanato de Santarém

0

Foto: Katrine Bentes/CCOM Santarém

Símbolo da identidade amazônica, o açaí teve sua importância oficialmente reconhecida com a sanção da Lei nº 15.330/2026, que o declara fruta nacional. Para além da alimentação, ele também vem se consolidando como matéria-prima para o artesanato e a produção de biocosméticos. Em Santarém (PA), esse potencial se materializa no Centro de Artesanato do Tapajós Cristo Rei, onde empreendimentos transformam tradição em inovação sustentável.

Leia também: Açaí é reconhecido por lei como fruta nacional

Um dos destaques é a loja Maniere Artesanatos e Aromas, especializada na produção de biocosméticos à base de açaí. Entre os itens comercializados estão sabonetes em barra e líquidos, hidratantes, esfoliantes, perfumes, body splash, aromatizadores de ambiente e para carro, difusores de aromas, álcool gel de açaí, água para lençóis e escalda-pés relaxante.

Os biocosméticos à base de açaí tem ganhado espaço nos cuidados com a beleza devido as propriedades antioxidantes, regenerativas e anti-inflamatórias.

Biocosméticos a base de açaí ganham destaque. Foto: Katrine Bentes/CCOM Santarém

A produção é conduzida pela artesã Marilene Figueiredo, que destaca o caráter familiar e artesanal da marca.

“A Maniere Artesanatos e Aromas é uma empresa familiar, e cada produto é feito por mim, um a um, de forma totalmente artesanal. A marca surgiu há cerca de dez anos, quando ainda tínhamos uma loja de perfumaria. Com o tempo, nossos clientes começaram a procurar produtos para aromatizar ambientes. Fui pesquisar sobre esse universo e me encantei com as inúmeras possibilidades de criação”.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Buscando qualificação, a artesã investiu em formação e ampliou a produção: “Saí de Santarém para fazer cursos na área de saboaria e aromas e, a partir disso, comecei a produzir e a participar de exposições, inclusive no espaço rotativo do Cristo Rei. Desde o início, já trabalhávamos com o aroma do açaí, que sempre teve uma aceitação muito positiva. A partir disso, a linha de açaí foi crescendo cada vez mais”.

Atualmente, a marca conta com um portfólio diversificado de produtos inspirados na biodiversidade amazônica.

mais de 15 biocosméticos à base de açaí,
Marca já possui mais de 15 biocosméticos à base de açaí. Foto: Katrine Bentes – CCOM/ Santarém/ Pará

“Hoje, temos mais de 15 biocosméticos à base de açaí, entre produtos para o corpo e para o ambiente. São itens que encantam não só os turistas, mas também muitos moradores de Santarém que ainda não conheciam esse trabalho”, pontua Marilene.

Leia também: Orla de Santarém é espaço de divulgação de arte e ganha destaque entre visitantes

Segundo a artesã, a proposta da Maniere é transformar a identidade amazônica numa experiência sensorial.

“Nosso objetivo é encantar pessoas e ambientes, dando vida aos aromas da Amazônia, especialmente o açaí. Utilizamos matérias-primas da região, como o açaí em pó, extratos e óleos vegetais da castanha-do-pará, que agregam propriedades e valor aos nossos cosméticos. Até onde sabemos, ainda não existe a essência natural do açaí; por isso, utilizamos uma essência sintética produzida em laboratório”.

O empreendedor Mailson Soares Figueiredo, esposo da artesã e responsável pelo apoio na administração do negócio, destaca o objetivo de valorizar a identidade amazônica e gerar renda.

“O açaí é muito importante para nós. Pensamos em criar produtos que levem a essência da nossa região. Aqui no Cristo Rei, turistas e visitantes podem levar um pouco do cheiro e do aroma da Amazônia, além de presentear outras pessoas com uma lembrança que representa a nossa cultura”, afirma.

Produtos lutam pelo fortalecimento da identidade amazônica e o combate da biopirataria. Foto: Katrine Bentes/CCOM Santarém

Com a nova legislação, a expectativa é que o reconhecimento do açaí como fruta nacional contribua para a valorização do produto brasileiro, fortaleça a identidade amazônica e ajude a combater a biopirataria, garantindo que os benefícios do uso do fruto permaneçam com as comunidades que historicamente o cultivam e preservam.

Para o secretário municipal de Turismo, Emanuel Júlio Leite, iniciativas como essa evidenciam o potencial do açaí e fortalecem o empreendedorismo local.

“A valorização do açaí e o trabalho dos empreendedores refletem um momento positivo da Amazônia no campo da bioeconomia. Espaços como o Centro de Artesanato Tapajós Cristo Rei são fundamentais por darem visibilidade aos produtos certos, no local adequado. Ao valorizar iniciativas como essa, todos ganham. Santarém, o Pará e a Amazônia. Esse movimento mostra que o empreendedorismo local está avançando, o que é muito importante”, destaca.

*Com informações da Prefeitura de Santarém

Conheça ações que visam reduzir casos de violência contra mulher em Roraima

0

Foto: Marley Lima/ALE RR

No intuito de reduzir os casos de violência contra a mulher em Roraima, o Projeto Bella Causa chegou em Boa Vista, capital do estado, com objetivo de unir conscientização, desenvolvimento social e suporte àquelas que enfrentam todo tipo de violência.

A iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM) é com o intuito de melhorar o cenário para o público feminino do Estado, que segue com números alarmantes, segundo dados do Atlas da Violência de 2025.

No documento, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), os dados são referentes ao ano de 2023 e revelam que Roraima é o estado com mais registros de mortes mulheres no Brasil causadas pela violência, com um índice de 10,4 casos para cada 100 mil habitantes.

Somente naquele ano, foram 31 mulheres assassinadas em Roraima, o que coloca o estado à frente da média nacional, que é de 3,5 homicídios.

Para mudar esta realidade, o Governo de Roraima tem intensificado políticas públicas e ações estruturantes voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. O estado tem realizado a aquisição de equipamentos, viaturas e cursos específicos para o combate à esse tipo de violência, reforçando e qualificando as instituições da segurança pública.

Ações efetivas

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) atua de forma estratégica na apuração dos crimes de violência doméstica e familiar. Foto: Ascom/PCRR

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), atua de forma estratégica na apuração dos crimes de violência doméstica e familiar, priorizando investigações técnicas, produção robusta de provas e a responsabilização dos autores.

O Plantão Central Especializado (PCE), composto em sua maioria por policiais femininas, oferece atendimento policial ininterrupto às vítimas e garante respostas imediatas, especialmente nos casos que demandam a concessão de Medidas Protetivas de Urgência.

Criado em 22 de julho de 2024, em seu primeiro ano de funcionamento, o PCE registrou 3.260 boletins de Ocorrências que resultaram em outros procedimentos, tais como:

  • 2.365 medidas protetivas de urgência expedidas,
  • 846 autos de prisão em flagrante lavrados;
  • 15 termos circunstanciados de ocorrências;
  • 4 autos de apreensão em flagrante de ato infracional
  • e 81 mandados de prisão cumpridos.

Além disso, a DEAM também desenvolve ações de acolhimento humanizado e prevenção, promovendo palestras de conscientização e orientação à população feminina, além de investir no aprimoramento contínuo das investigações qualificadas. Ações como a Operação Shamar e Escudo Feminino, também são outras medidas de combate aos crimes de violência doméstica e familiar em todo o território estadual.

Já na Polícia Militar foram criadas rondas específicas para atender as ocorrências de violência doméstica e familiar contra a mulher, como o programa “Ronda AME – Maria da Penha”. Por meio dessa ação, mulheres vítimas de violência doméstica são atendidas em um curto espaço de tempo e o agressor encaminhado para a unidade de apuração responsável.

Após isso, a polícia militar realiza as visitas solidárias, nas quais profissionais militares femininas realizam visitas as mulheres vítimas de violência e os devidos encaminhamentos às instituições responsáveis.

Programa Ronda Ame – Maria da Penha, visa garantir atendimento especializado às mulheres vítimas de violência no estado. Foto: Secom Roraima

Criado em março de 2024, o Ronda AME já atendeu 6.594 chamadas via 190, registrou 3.376 boletins de ocorrência, realizou 1.608 visitas solidárias e alcançou 9.577 pessoas em palestras educativas.

“O Governo de Roraima tem intensificado políticas públicas e ações estruturantes voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, com atuação firme na prevenção, repressão qualificada e garantia de proteção às vítimas, reconhecendo a complexidade desse fenômeno social e a necessidade de respostas contínuas e integradas do Estado”, afirma o governador do Estado, Antônio Denarium.

Governador de Roraima, Antônio Denarium, no lançamento do programa Ronda AME. Foto: Secom Roraima

Leis no estado

Em Roraima, algumas leis aprovadas pela Assembleia Legislativa do estado reforçam tanto o enfrentamento da violência contra mulher quanto seus direitos. São elas:

  • Lei nº 2.053/2024, que estabelece diretrizes para o combate à violência no ambiente escolar;
  • Lei nº 2.038/2024, que obriga hotéis e pousadas a adotarem medidas de auxílio a mulheres em situação de risco;
  • Lei nº 1.993/2024, que determina a divulgação da campanha “Não é Não” em eventos patrocinados pelo governo;
  • Lei nº 1.937/2024, de fortalecimeneto à campanha nacional “21 Dias de Ativismo pelo Combate à Violência contra a Mulher e ao Racismo e pelos Direitos Humanos”.

O Parlamento estadual também dispõe de ações desenvolvidas pela Secretaria Especial da Mulher (SEM) e pelo Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDDHC), que envolvem um trabalho permanente de acolhimento e prevenção, atendimento psicológico, social e jurídico, cursos de defesa pessoal, parceria em projetos sociais e campanhas educativas e panfletagens.

Leia também: Projeto Bella Causa leva orientações para mulheres vítimas de violência em Roraima

As instituições de segurança reforçam, ainda, que casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo 190 (emergência), 197 (Polícia Civil) ou 180 – Central de Atendimento à Mulher, serviço gratuito, sigiloso e disponível 24 horas.

Bella Causa

O Projeto Bella Causa surgiu da necessidade de oferecer suporte a mulheres que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da LB Construções e Engenharia, PauBrasil RR – materiais para construção e Governo de Roraima.

Funai conclui delimitação de duas novas terras indígenas no Amazonas 

0

Foto: Mário Vilela/Funai

O Diário Oficial da União publicou os estudos de identificação e delimitação de duas novas terras indígenas no Amazonas: Capivara e Itânuri Pupỹkary, em benefício dos povos Mura e Apurinã. Com esses atos, agora são nove territórios delimitados pela gestão da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em 2025 e constituem a primeira etapa do processo de regularização fundiária. Outros seis estudos foram aprovados durante a COP30, em Belém (PA).

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Terra Indígena (TI) Capivara

O Resumo do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) da Terra Indígena (TI) Capivara concluiu a ocupação tradicional do povo Mura desde a metade do século XIX, por volta de 1857. O território fica localizado no município de Autazes, em uma área de 27,4 mil hectares, onde vivem atualmente 870 indígenas. 

Funai conclui delimitação de novas terras indígenas
Indígenas do Povo Mura, beneficiados pela delimitação da Funai. Foto: Rede de Comunicadores Indígenas Mura (REDIM)

Leia também: Saiba quantas terras indígenas existem na Amazônia Legal

Os Mura são conhecidos por sua complexa organização social e mobilidade fluvial na região dos rios Madeira e Solimões. Desde o início do século XX, o antigo Serviço de Proteção ao Índio (SPI) já realizava registros de ocupação na área, mas a pressão de frentes de expansão econômica e o avanço de atividades de agricultura e pecuária ao longo das décadas tornaram a conclusão dos estudos técnicos uma demanda urgente para evitar o confinamento e a descaracterização cultural dos Mura.

Terra Indígena Itãnuri Pupỹkary

Ainda no Amazonas, a Terra Indígena Itãnuri Pupỹkary abrange os municípios de Lábrea e Pauini, com uma extensão aproximada de 176,7 mil hectares, tradicionalmente ocupada por indígenas do povo Apurinã, há pelo menos 120 anos.

Indígenas Apurinã, beneficiados pela delimitação da Funai. Foto: Reprodução/Facebook-@Povosindigenasdobrasil

A trajetória de luta por este território está diretamente ligada ao histórico de exploração da borracha na bacia do rio Purus, onde os Apurinã sofreram processos severos de expropriação. A delimitação atual é fruto de décadas de reivindicação por um espaço que permita a continuidade de seu modo de vida tradicional e o manejo sustentável dos recursos naturais, protegendo uma vasta área de floresta amazônica contra invasões e exploração ilegal.

Identificação e delimitação

A identificação e delimitação do território são as primeiras etapas do processo de demarcação de terras e consiste no estudo da área reivindicada por indígenas. Trata-se de um estudo multidisciplinar realizado por equipe composta por antropólogos, ambientalistas, historiadores, quando necessário, engenheiros agrônomos, entre outros.

São consideradas a história e a territorialidade dos povos indígenas, bem como sua ocupação para verificar se a área reivindicada atende à reprodução física e cultural daquele povo, conforme previsto na Constituição Federal.

Leia também: Terras Indígenas são as áreas mais preservadas do Brasil, aponta estudo

Terra Indígena Pirititi no Sul de Roraima. Foto: Divulgação/Acervo/Ibama

Nessa primeira etapa, o Decreto nº 1775/96, que trata sobre o procedimento administrativo de demarcação das terras indígenas, garante a todos os interessados na área a possibilidade do contraditório desde o início do procedimento de regularização fundiária. E a Portaria nº 2.498/11-MJ determina não apenas a necessidade de informação, como também a participação dos entes federados em todo o processo, com destaque ao levantamento fundiário propriamente dito.

Depois que o relatório de identificação e delimitação é publicado nos Diários Oficiais da União e dos estados onde a terra indígena se encontra, mantém-se um prazo de 90 dias para a apresentação de contestações administrativas, assegurando o contraditório de interessados até a decisão de mérito do Ministro da Justiça quanto à declaração da terra indígena.

Etapas da demarcação

As fases do procedimento demarcatório das terras tradicionalmente ocupadas são definidas pelo decreto 1.775/1996. O processo só é finalizado com a homologação e registro da área em nome da União com usufruto exclusivo dos povos indígenas. 

Leia também: Entenda as etapas de demarcação de terras indígenas

Aldeia São Luiz, na Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas. Foto: Coordenação Regional da FUNAI – Vale do Javari

Confira as etapas:

Em estudo: fase na qual são realizados os estudos antropológicos, históricos, fundiários, cartográficos e ambientais, que fundamentam a identificação e a delimitação da área indígena.

Delimitadas: fase na qual há a conclusão dos estudos e que estes foram aprovados pela presidência da Funai através de publicação no Diário Oficial da União (DOU) e do Estado em que se localiza o objeto sob processo de demarcação.

Declaradas: fase em que o processo é submetido à apreciação do ministro da Justiça, que decidirá sobre o tema e, caso entenda cabível, declarará os limites e determinará a demarcação física da referida área objeto do procedimento demarcatório, mediante portaria publicada no DOU.

Homologadas: fase em que há a publicação dos limites materializados e georreferenciados da área por meio de Decreto Presidencial, passando a ser constituída como terra indígena.

Regularizadas: fase em que a Funai auxilia a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), como órgão imobiliário da União, a fazer o registro cartorário da área homologada.

Além das fases mencionadas, pode haver, em alguns casos, o estabelecimento de restrições de uso e ingresso de terceiros para a proteção de indígenas isolados, mediante publicação de portaria pela presidência da Funai, ocasião em que há  a interdição de áreas nos termos do artigo 7º do Decreto 1.775/96.

*Com informações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas.

Manaus é destaque em pesquisa global sobre tendências de viagem para 2026

0

Foto: Chico Batata/Arquivo Secom AM

Manaus (AM) passou a integrar a relação dos dez destinos globais em alta para 2026, conforme levantamento divulgado pela plataforma de turismo Booking.com. A pesquisa anual avalia dados de buscas, reservas e escolhas de viajantes de diferentes países, evidenciando cidades que se destacam pelo interesse internacional, vivências culturais genuínas e práticas de turismo sustentável.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

O estudo consolida Manaus como principal acesso à Amazônia e como um destino conectado às tendências atuais do turismo mundial. A capital amazonense, segundo a publicação, combina estrutura urbana com proximidade direta da floresta, oferecendo ao visitante experiências que unem meio ambiente, cultura e identidade regional.

Cercada por extensas áreas de floresta tropical, Manaus é uma metrópole única, localizada no coração da Amazônia brasileira e considerada uma das maiores cidades mais remotas do mundo. Manaus abriga mais de 2 milhões de habitantes e pulsa com a energia urbana, além de ser o ponto de partida ideal para conhecer as belezas naturais da Amazônia. Os visitantes podem testemunhar o Encontro das águas, onde o Rio Negro, de águas escuras, e o Solimões, de águas claras, correm juntos sem se misturar, antes de embarcar em passeios de barco e aventuras pela floresta tropical”, descreve a publicação

“Na cidade, o viajante encontrará marcos emblemáticos como o Teatro Amazonas, mercados e uma gastronomia que valoriza os sabores nativos, desde o tucupi (caldo fermentado de mandioca) e o jambu (erva com leve efeito anestésico) até o peixe pirarucu e o açaí direto da fonte”, completam. 

Além dos atrativos naturais, Manaus ganha destaque pela pluralidade cultural e pela gastronomia regional. O conjunto de opções envolve desde expressões populares até grandes espaços culturais, atendendo a turistas que valorizam autenticidade e maior vínculo com o local visitado

Leia também: O que fazer em Manaus em um dia?

Promoções de turismo em Manaus

Para a Amazonastur, a citação na pesquisa contribui para fortalecer a imagem da capital do Amazonas no mercado nacional e internacional, ampliando a visibilidade do destino como cidade preparada para receber visitantes interessados em natureza, cultura e experiências diferenciadas.

Segundo o presidente da Amazonastur, Marcel Alexandre, o reconhecimento evidencia o potencial do destino no mercado internacional.

“A cidade reúne atributos únicos, como a integração entre uma capital estruturada e a maior floresta tropical do planeta, o que atende à demanda por experiências autênticas e contato com a natureza”, afirmou.

O diretor-presidente da ManausCult, Jender Lobato, destaca que o reconhecimento internacional da cidade é reflexo de um trabalho contínuo e planejado de valorização.

“Esse reconhecimento internacional que coloca Manaus entre os destinos tendência globais para 2026 é fruto de um trabalho consistente de promoção, valorização da nossa cultura, do nosso patrimônio e das experiências únicas que a cidade oferece. A capital amazonense está sendo apresentada ao mundo como um destino completo, que une natureza, história e identidade amazônica”, afirmou.

Leia também: Manaus é reconhecida como uma das melhores cidades para se visitar na América Latina

Ainda segundo Jender Lobato, esse modelo de turismo fortalece a imagem da cidade e gera benefícios diretos para a população. “Manaus não é apenas porta de entrada para a Amazônia, é um território de cultura viva, de comunidades, de saberes e de experiências autênticas. Investir em projetos como o ‘Vivências Amazônicas’ é fortalecer um turismo responsável, que gera desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental”, destacou.

Outras cidades destaques da pesquisa

Além de Manaus, a pesquisa da Booking.com também aponta outros destinos ao redor do mundo que se destacam por diferentes perfis de viagem:

  • Mũi Né, Vietnã
  • Bilbao, Espanha
  • Barranquilla, Colômbia
  • Filadélfia, EUA
  • Guangzhou, China
  • Sal, Cabo Verde
  • Münster, Alemanha
  • Kochi, Índia
  • Port Douglas, Austrália

*Com informações da Booking.com, Prefeitura de Manaus e Governo do Amazonas

Cacauicultura fortalece desenvolvimento rural sustentável e economia no Acre

0

Plantio do cacau tem ganhado investimentos estratégicos por parte do governo estadual. Foto: Cleiton Lopes

A cacauicultura no Acre vive seu melhor momento, segundo o governo acreano, e tem se consolidado como uma importante estratégia de desenvolvimento rural, aliando geração de renda, preservação ambiental e fortalecimento das comunidades do campo.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Por intermédio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), o governo tem executado ações para fortalecer a cadeia produtiva do cacau, tanto o cultivado quanto o nativo.

Os investimentos abrangem, principalmente, o apoio técnico aos produtores, ampliando oportunidades econômicas e garantindo maior segurança da produção rural.

A iniciativa integra o Rota do Cacau, que se destaca por ações concretas voltadas ao atendimento das demandas de produtores rurais, povos indígenas, comunidades extrativistas e ribeirinhas. Com apoio técnico e estímulo à comercialização, a política pública fortalece a economia local e amplia o protagonismo do Acre no cenário da produção feita baseada nos pilares da sustentabilidade.

Leia também: Rota do cacau: Acre se torna promissor na produção do fruto nativo da região

Imagem: Divulgação/Seagri

Leia também: Rota do cacau: Acre se torna promissor na produção do fruto nativo da região

Ao longo de 2024, a Seagri avançou de forma significativa no fortalecimento da cadeia produtiva do cacau, por meio de ações integradas. Entre os destaques estão a realização do evento ‘Agricultura em Debate: Por que plantar cacau?’, que fortaleceu o diálogo com produtores e instituições, e a crescente participação em feiras, seminários e atividades técnicas durante a Expoacre, promovendo troca de experiências e difusão de conhecimento.

Além disso, a Seagri promoveu intercâmbio técnico no Pará, referência nacional na produção do fruto, além de desenvolver trabalho pioneiro com o povo indígena Manchineri, voltado ao manejo sustentável do cacau nativo.

Os avanços resultaram na ampliação das áreas de plantio e no aumento da produção, no âmbito da Rota do Cacau. Para consolidar o setor, o governo do Acre lançou chamada pública para aquisição de mudas e criou o Grupo de Trabalho da Cadeia Produtiva do Cacau, responsável por planejar e acompanhar as políticas públicas da área.

Leia também: Pará qualifica produção de chocolate na Rota do Cacau

Capacitação técnica impulsiona a produção do cacau

No âmbito das ações estruturantes da Rota do Cacau, a Secretaria de Agricultura, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), realizará um curso de capacitação técnica voltado aos sistemas de produção e à classificação de amêndoas de cacau.

A formação ocorrerá entre os dias 2 e 14 de fevereiro de 2026, em Belém, no Pará.

Da floresta, brota um recurso natural que vai movimentar a economia dentro das comunidade indígenas. Foto: Ingrid Kelly/Secom AC

A capacitação é com com foco em boas práticas de produção e manejo, controle fitossanitário, beneficiamento, classificação e comercialização do cacau e irá qualificar 27 técnicos das seguintes instituições:

  • Seagri,
  • Sebrae,
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),
  • Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf),
  • Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac)
  • e Universidade Federal do Acre (Ufac).

Segundo o titular da Seagri, José Luís Tchê, essas iniciativas refletem o empenho da gestão estadual com o fortalecimento da produção responsável e sustentável, além da valorização do homem do campo.

“Essa é mais uma ação que demonstra que o Acre acredita na cacauicultura como uma alternativa concreta de geração de renda, emprego e valorização do uso eficiente da terra, sempre respeitando a floresta e as pessoas que vivem dela”, afirma o gestor.

Leia também: Ensino técnico ajuda no combate ao êxodo rural no Acre

Secretário de Agricultura reforça importância do fruto para a economia do Acre. Foto: Marcos Vicentti/Secom AC

A parceria com o Sebrae também possibilitou a participação dessas instituições, reconhecidas como essenciais para o fortalecimento da cadeia produtiva, ampliando a troca de conhecimentos técnicos e a integração das políticas públicas voltadas ao setor.

O momento contará ainda com a presença do representante indígena Lázaro Manchineri, da Aldeia Extrema, localizada na Terra Indígena Mamoadate, dando ênfase na valorização dos saberes tradicionais e o incentivo ao manejo do cacau em territórios indígenas.

cacau nativo
Povo Manchineri ressignificou relação com o fruto e hoje alia sustentabilidade e economia, além de resgatar os jovens para dentro das aldeias. Foto: Ingrid Kelly/Secom AC

*Com informações da Agência de Notícias do Acre

Prospera Sociobio: webinar orienta interessados em promover ações focadas em povos indígenas

0

Seminário online será promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realiza um webinar para apresentar e orientar as organizações interessadas no envio de propostas para o edital do Programa Nacional de Sociobioeconomia (Prospera Sociobio), nesta terça-feira (27), das 16h às 17h30 (horário de Brasília).

Lançado em 2025 durante a COP30, o programa traduz as diretrizes do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) em ações concretas nos territórios, com foco em povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares. 

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

O encontro será promovido pelo MMA, em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e o Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW). O objetivo do edital é selecionar seis redes amazônicas para a criação de Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia, espaços estratégicos para fortalecer iniciativas locais, valorizar saberes tradicionais e impulsionar negócios comunitários sustentáveis. 

O webinar será aberto para organizações comunitárias, cooperativas, empreendimentos locais e instituições de apoio técnico e instituições de ciência, tecnologia e inovação. Representantes do MMA e da FAS apresentarão detalhes da proposta do edital, os objetivos dos núcleos, documentos necessários para submissão e realizarão esclarecimento de dúvidas. As inscrições para o webinar podem ser feitas AQUI.

Leia também: Amapá apresenta na COP30 plano que impulsiona a sociobioeconomia e o desenvolvimento do estado

Oficinas de Apresentação do Edital Prospera Sociobio em Altamira, no Pará. - Foto: Arquivo/FAS
Oficinas de Apresentação do Edital Prospera Sociobio em Altamira, no Pará. – Foto: Arquivo/FAS

O seminário online ocorre após as Oficinas de Apresentação do Edital Prospera Sociobio, realizadas entre 15 e 23 de janeiro de 2026, nos seis Territórios da Sociobioeconomia: Altamira, Macapá, Portel, Juruá-Tefé, Rio Branco-Brasileia e Salgado-Bragantino.

As inscrições para submissão das propostas seguem até 2 de fevereiro. Serão selecionadas organizações regionais diversas, com experiência e capacidade de oferecer um conjunto integrado de serviços para o fortalecimento do ecossistema local.

Acesse o edital de submissão no Prospera Sociobio AQUI

Leia também: Atlas da Bioeconomia Inclusiva revela panorama de dados das diversas regiões da Amazônia

Prospera Sociobio

O Prospera Sociobio integra a cooperação entre os governos do Brasil e da Alemanha para a implementação da Estratégia Nacional de Bioeconomia (ENBio), que estabelece como diretriz o estímulo a atividades econômicas sustentáveis que valorizem a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos da floresta.

O projeto é coordenado pela MMA, por meio da Secretaria Nacional de Bioeconomia (SBC), e implementado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), com financiamento do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW). Iniciativa transforma as orientações do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) em medidas práticas implementadas diretamente nos territórios tradicionais.

Saiba mais: Entenda como a falta de clareza do conceito de ‘bioeconomia’ pode prejudicar a Amazônia

O edital busca selecionar organizações regionais diversas, com experiência e capacidade de oferecer um conjunto integrado de serviços para o fortalecimento do ecossistema de negócios sustentáveis para a ativação de seis Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia na Amazônia.

São aproximadamente R$ 70 milhões nesse primeiro edital, sendo que cada núcleo poderá receber até R$ 11,5 milhões. Podem se candidatar redes formadas por organizações da sociedade civil, negócios da sociobioeconomia, institutos de pesquisa, ensino e extensão, institutos de ciência, tecnologia e inovação, entidades de assistência técnica e extensão rural, instituições financeiras, entre outros.

O que é sociobioeconomia?

A sociobioeconomia é um dos quatro eixos do PNDBio (junto com Bioindústria e Biomanufatura, Biomassa, e Ecossistemas Terrestres e Aquáticos). Ela se concentra em promover um modelo de desenvolvimento que:

  • Integra saberes tradicionais e conhecimentos científicos para a gestão sustentável da biodiversidade.
  • Garante que comunidades locais, especialmente povos indígenas, quilombolas, extrativistas e agricultores familiares, sejam protagonistas e beneficiários das atividades econômicas.
  • Promove a justiça social, reduzindo desigualdades e ampliando o acesso a mercados, tecnologias e oportunidades econômicas.

*Com informações do Ministério do Meio Ambiente e Mudança de Clima

Edital prorroga inscrições para restauração em terras indígenas

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O edital ‘Floresta Viva – Terras Indígenas’, que vai investir R$ 8,8 milhões em projetos de restauração ecológica em terras indígenas, foi prorrogado.

Agora, as organizações que queiram submeter propostas para esse edital poderão se inscrever até o dia 27 de fevereiro.

A chamada do edital é focada em projetos de recuperação ambiental que estejam aliadas ao fortalecimento econômico e social das comunidades indígenas e vai selecionar até quatro iniciativas que serão desenvolvidas nos estados de Mato Grosso, do Tocantins e Maranhão.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Edital prorroga inscrições para restauração em terras indígenas
Povos indígenas na luta pelos direitos. Foto: Divulgação / Agência Pará

Os recursos são aportados pela Fundação Bunge, pela Agrícola Alvorada e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

As inscrições são feitas por meio do site do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), que é responsável pela gestão técnica e financeira do edital.

Dúvidas sobre o chamamento podem ser encaminhadas por meio desse link até o dia 7 de fevereiro.

*Com informações da Agência Brasil

Entenda o que é e como funciona uma rede de apoio

0

Em momentos de dificuldade, ninguém precisa ficar sozinho. É nesse contexto que a rede de apoio se torna fundamental, reunindo pessoas, serviços e instituições que oferecem acolhimento, orientação e suporte emocional e social.

Muito se fala atualmente da importância de uma rede de apoio, mas nessas situações, é preciso entender e conhecer instituições e políticas públicas que auxiliem nas crises sociais das mais diversas causas.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

O projeto Bella Causa, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), foi criado com o intuito de reforçar a importância de iniciativas que promovam informação, orientação e oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional para mulheres vítimas de violência.

A rede de apoio é uma das ferramentas que ajudam essas mulheres:

Entenda o que é e como funciona uma rede de apoio

Leia também: Projeto Bella Causa leva orientações para mulheres vítimas de violência em Roraima

Bella Causa

O Projeto Bella Causa surgiu da necessidade de oferecer suporte a mulheres que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da LB Construções e Engenharia, PauBrasil RR – materiais para construção e Governo de Roraima.