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Confira uma galeria exclusiva do Panavueiro Fest de Parintins

Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Enquanto os bois Caprichoso e Garantido se enfrentam no Bumbódromo em Parintins (AM), do lado de fora, o Panavueiro Fest celebra com a mesma intensidade. Localizado na Rua Clarindo Chaves, ao lado da imponente Catedral de Nossa Senhora do Carmo, o espaço tem se consolidado como o grande ponto de encontro para quem não conseguiu ingresso para o espetáculo oficial, mas não abre mão de viver a energia da festa mais tradicional da Amazônia.

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Confira a galeria de imagens que registra a essência do Panavueiro Fest, um espaço que faz da rua o seu próprio bumbódromo e do povo o verdadeiro protagonista da festa:

A festa conta com barracas de comida em uma pequena feira gastronômica com pratos típicos regionais e guloseimas. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
O público pode acompanhar as apresentações dos bumbás em telões. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Espaço amplo garantia locomoção tranquila. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Shows também fazem parte da programação do Panavueiro Fest. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
O cantor Uendel Pinheiro foi uma das arações. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Show animou o público que aguardava as apresentações dos bumbás. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Famílias se reuniram no local. Tanto do Garantido…
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
… quanto do Caprichoso, é claro.
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Concentração do público aumentou quando os bumbás iniciaram suas apresentações na arena. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Espaços instagramáveis também fizeram sucesso. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Tirolesa foi a novidade mais aproveitada pelo público este ano. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Parintins para o mundo ver

O projeto ‘Parintins para o mundo ver’ é realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), correalizado pela Rede Amazônica e Amazon Sat, com o apoio de Amazônica Net, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC-AM) e Governo do Amazonas.

Brincantes de Caprichoso e Garantido transformam filas em espetáculo à parte no Festival de Parintins; confira as imagens

Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Muito antes dos bois Caprichoso e Garantido entrarem na arena do Bumbódromo para o 58° Festival Folclórico de Parintins, o espetáculo já havia começado nas filas. Entre pinturas no rosto, adereços coloridos, bandeiras, cantorias e muita emoção, os brincantes transformaram a espera em mais um ato de devoção à cultura popular amazônica.

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São retratos de fé, paixão e resistência de quem dormiu no chão, enfrentou o calor amazônico e, ainda assim, não deixou de cantar toadas, dançar e exibir com orgulho suas cores. Confira uma galeria que mostra a intensidade com que torcedores azulados e encarnados viveram os momentos que antecedem o Festival:

Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Parintins para o mundo ver

O projeto ‘Parintins para o mundo ver’ é realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), correalizado pela Rede Amazônica e Amazon Sat, com o apoio de Amazônica Net, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC-AM) e Governo do Amazonas.

Instituições unem ciência com sabor no ‘Chocolate Xingu’

Foto: Mateus Costa/Ascom Sedap

O Festival Internacional do Chocolate e do Cacau, no município de Altamira (PA), é uma oportunidade não apenas para conhecer e degustar o que de melhor é produzido principalmente na região da Transamazônica, como também um espaço para a apresentação das iniciativas e inovações desenvolvidas pelas instituições acadêmicas.

Pesquisadores, professores e estudantes ensinam e aprendem sobre as variedades e vertentes que o cacau e seus derivados oferecem e como aproveitar melhor o que a cultura pode oferecer e também orientam sobre as medidas que podem ser adotadas para evitar as pragas que acometem o fruto ou como identificá-las.

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A estudante de agronomia Alana Victoria, da Universidade Federal do Pará (UFPA), que participa do festival no estande conjunto com a Universidade Rural da Amazônia (Ufra), disse que no curso aprende sobre as pragas que atacam o cacau e o que já aprendeu, repassa para os visitantes que procuram o espaço, conforme orientação dos docentes. 

Uma das informações que ela repassa ao público é sobre a “podridão parda”, doença fúngica que pode afetar a produção de cacau.

“Ele causa um prejuízo e é muito importante estudar sobre ele. Fica muito marrom e estraga completamente o fruto e os grãos do cacaueiro”, explicou.

Segundo a estudante, o que tem mais chamado a atenção do público é a oportunidade de  observar os microorganismos através do microscópio. 

Foto: Mateus Costa/Ascom Sedap

O estudante David Blosfeld Oliveira, de 9 anos, não conteve a sua curiosidade. Ao passar pelo corredor onde está instalado o estande científico, pediu à mãe Letícia, para acessar o equipamento. Disse que gostou da experiência.

“Eu vi uns fungos no microscópio e achei interessante para a gente aprender. Muito legal”. A mãe gostou da iniciativa das instituições acadêmicas.

“Eu acho muito interessante. Não é do hábito da criança ter acesso fácil ao microscópio e isso induz as crianças a terem o conhecimento e a curiosidade de procurar saber mais”, observou.

Chocolate e Ciência

A  participação da Ufra ocorrerá durante toda a programação através da Mostra Científica, do estande Chocolate com Ciência Xingu, que está sendo coordenado e organizado pela Pró-Reitoria de Extensão da instituição e a Roda de Conversa Chocolate com Ciência Xingu, mediada pela Profa. Dra. Antônia Bronze, onde será debatido diversas temáticas que envolvem a cacauicultura.

Durante o Fórum da Cacauilcultura realizado no festival, uma das iniciativas apresentadas foi o Chocolate com Ciência, idealizado pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), com o objetivo de levar a ciência para dentro do festival para apresentar o cacau e o chocolate dentro de uma abordagem científica, e apresentando os resultados das pesquisas com o chocolate da região Xingu. 

“Também trazer o ensino e a extensão para dentro da feira, mostrando tudo que nós temos relacionados à cadeia produtiva da cacauicultura na região. Neste Fórum, especificamente, temos essa abordagem de trazer esses resultados de pesquisas e também uma roda de conversa com os produtores rurais e estudantes para mostrar a ciência, o que nós temos de ciência na cacauicultura”, explicou a pró-reitora.  

13 pontos turísticos gratuitos para curtir em Macapá

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Pontos turísticos gratuitos para visitação em Macapá. Fotos: Reprodução

Com a chegada das férias, diversos pontos turísticos de Macapá (AP) costumam receber um fluxo intenso de visitação. Que tal uma lista de locais com visitação gratuita para curtir o fim de semana?

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Este guia inclui atrações divididas nas zonas Norte, Central e Sul da capital, com administração da gestão municipal e estadual.

Fortaleza de São José de Macapá

Localizada na área central e considerada um dos fortes mais famosos e imponentes do Brasil, este monumento foi construído entre 1764 e 1782 e, em 22 de março de 1950, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e passou a ser patrimônio histórico nacional.

O espaço guarda memórias da ancestralidade amapaense e funciona de terça a domingo, das 8h às 17h

Fortaleza de São José de Macapá. Foto: Reprodução/GEA

Museu Sacaca

Quem vai ao Museu Sacaca tem a oportunidade de conhecer a história da medicina ancestral amapaense, além de entender o modo de vida dos moradores dos ribeirinhos do Estado.

O museu homenageia o mestre Sacaca, figura irreverente conhecida pela prática do curandeirismo. O local funciona de terça a domingo, das 9h às 17h.

Museu Sacaca. Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

Balneário do Curiaú

Símbolo de regionalidade, o balneário do Curiaú fica localizado em um dos quilombos mais famosos do Estado. Cortado pelo rio Curiaú, a região é uma das 13 Unidades de Conservação Ambiental (UC) do Amapá.

Balneário do Curiaú, em Macapá. Foto: Israel Cardoso/GEA

Casa do Artesão

Shopping do artesanato amapaense, a casa do artesão fica localizada na região central de Macapá e reúne trabalhos de diversos artesãos do Estado.

Em cada peça é possível encontrar traços da cultura amapaense e o espaço fica aberto para visitação de segunda a sábado, de 8h às 19h, e aos domingos, de 9h às 17h.

Casa do Artesão em Macapá. Foto: Divulgação/GEA

Píer do Santa Inês

O espaço contempla o turismo amapaense com cerca de 8 mil metros quadrados e paisagismo feito por artistas do estado.

O píer conta com deck com acessibilidade para pessoas com deficiência e o trapiche, às margens do rio Amazonas, serve também para a ancoragem de barcos vindos de ilhas próximas ao Amapá.

Novo trapiche do Santa Inês. Foto: Albenir Sousa/GEA

Mercado Central

Reunindo cultura, culinária e lojas de diferentes segmentos, o mercado central tornou-se desde a sua inauguração em 13 de setembro de 1953 um ponto de encontro.

O espaço abriga empreendimentos históricos que se transformaram junto à capital. O horário de funcionamento do mercado de segunda a sexta-feira é de 7h às 18h, já aos sábados é de 6h às 21h, e aos domingos das 7h às 18h.

Mercado Central de Macapá. Foto: Divulgação/GEA

Praça Jacy Barata Jucá

Inaugurada há cerca de um ano, a praça fica localizada no coração do Centro de Macapá, às margens do rio Amazonas. O espaço abriga quadras para a prática de esportes, parques de diversão e área para prática de atividades ao ar livre.

Praça Jacy Barata Jucá, em Macapá. Foto: Giovanni Maciel/PMM

Complexo da Praia da Fazendinha

Reinaugurado recentemente, o complexo é dividido por áreas. São 11 quiosques, três banheiros, jardins, bancos, decks, píer de contemplação, estacionamento e espaço com paisagismo.

Complexo turístico fica localizado na Zona Sul. Foto: Thiago Nunes/Rede Amazônica AP

Parque Urbano Horto Municipal

O espaço conta com playground, restaurantes, decks de contemplação, anfiteatro ao ar livre, jardins e estacionamento. A área total é de 15.757,40 metros quadrados, mais 600 metros quadrados de área coberta.

O Parque fica localizado no bairro Jardim I, na Zona Norte da capital e funciona das 9h às 20h, de terça a domingo.

Parque Urbano Horto Municipal. Foto: Jesiel Braga/PMM

Museu Joaquim Caetano da Silva

O Museu Joaquim Caetano da Silva é o local certo para quem quer conhecer mais sobre a história do Amapá. O visitante vai encontrar um expressivo acervo com peças arqueológicas, documentos manuscritos e objetos que datam dos séculos XIX e XX, além de fotografias que registram o cotidiano dos governantes e do povo amapaense através dos tempos.

O museu está localizado na Av. Mário Cruz, 0376 – Centro, com funcionamento de segunda a sexta-feira, de 9h às 17h. A entrada é gratuita.

Museu Histórico do Amapá Joaquim Caetano da Silva, em Macapá. Foto: Rafael Aleixo/Rede Amazônica AP

Parque Meio do Mundo

O Parque Meio do Mundo possui um amplo espaço de lazer e interação social em Macapá. Com uma área de 69 mil metros quadrados, o parque oferece uma ampla variedade de atrações para todas as idades, incluindo áreas de academia, espaço selvinha e muito mais, proporcionando, assim, diversão, entretenimento, cultura e o turismo na capital.

O Parque fica localizado às margens da Rodovia Josmar Chaves Pinto, ao lado do Monumento Marco Zero do Equador.

Parque Meio do Mundo em Macapá. Foto: Merlin Paes/PMM

Trapiche Eliezer Levy

O Trapiche Eliezer Levy conta com sorveteria, restaurante e o ‘bondinho’, que funciona de forma elétrica. O local fica às margens do rio Amazonas.

O Trapiche Eliezer Levy começou a ser construído em 1936 pelo então prefeito Eliezer Levy, e foi inaugurado apenas no ano de 1945. O local era um destaque devido aos 4 pontos de observação inspirados nos baluartes da Fortaleza de São José de Macapá.

Trapiche Eliezer Levy Revitalizado. Foto: Jesiel Braga/PMM

Bioparque da Amazônia

O Bioparque da Amazônia é o maior espaço urbano de área verde no Amapá, que oferece para contemplação, três ecossistemas com variedades de animais e vegetais. O espaço recebe visitantes de quarta a domingo, no horário de 9h às 17h.

Para os amantes de aventura, o parque oferece as atividades que fazem parte desse circuito, como a tirolesa, a trilha suspensa, a trilha do guarda-parque (circuito de ciclismo), entre outras. Todas essas atividades são acompanhadas por profissionais qualificados.

Trilha suspensa no Bioparque da Amazônia, em Macapá. Foto: Adevaldo Cunha/PMM

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

5 curiosidades sobre o ‘Arraiá do Povo’ que o tornam único

O Arraiá do Povo, realizado pelo Governo do Amapá entre os dias 27 de junho e 2 de julho, reúne em um único espaço as três principais competições juninas do Amapá, além de diversas iniciativas que promovem a cultura e inclusão.

Leia também: Veja a programação completa dos festivais juninos no Arraiá do Povo 2025 no Amapá

A proposta do evento é valorizar e fortalecer a cultura popular, promovendo um grande encontro entre os grupos juninos tradicionais e estilizados.

“O Governo do Amapá reconhece que a cultura junina é uma das expressões mais fortes do nosso estado. Ao fomentar os grupos juninos, estamos também fortalecendo a economia criativa, gerando emprego, renda, movimentando bairros, comunidades e famílias inteiras que se envolvem nesse ciclo cultural”, destacou a secretária de Cultura em exercício, Marina Beckman.

A celebração começa em um dia importante para a cultura junina e celebra centenas de artistas populares. Confira algumas características que tornam o evento único:

Arraiá Amazônico

O Arraiá Amazônico é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA-Amapá), Associação Casa da Hospitalidade, Lar Betânia – Casa da acolhida Marcello Candia; e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Governo do Amapá e Tratalix Serviços Ambientais.

Roraima lidera presença migratória no Brasil com maior proporção de estrangeiros

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Foto: Thiago Feitosa

Com posição estratégica na fronteira com a Venezuela, Roraima se tornou, ao longo dos últimos anos, o principal destino de entrada de migrantes internacionais no Brasil. Agora, dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pela Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan), confirmam o que já era percebido nas ruas, nos serviços públicos e na dinâmica social do Estado: Roraima concentra 8% da população migrante do Brasil, sendo o Estado com a maior proporção de estrangeiros em relação ao total dos habitantes.

Em entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira, 27, com a presença da superintendência do IBGE, da OIM (Agência da ONU para as Migrações), da Acnur (Agência da ONU para Refugiados) e da Operação Acolhida, o Governo de Roraima revelou que 81.181 migrantes internacionais, estrangeiros e naturalizados, residiam no Estado em 2022, e que Roraima ocupava a quarta posição nacional em números absolutos, ficando atrás apenas de grandes centros populacionais como São Paulo, Paraná e Santa Catarina. O informativo completo está publicado na página oficial da Seplan.

Leia também: Mais de 300 estrangeiros conseguem refúgio no Acre em 2024

O vice-governador Edilson Damião frisou que esse volume expressivo mostra que 8,0% da população migrante do Brasil está concentrada em um estado que representa apenas 0,3% da população do País.

“Roraima tem se mostrado um exemplo de resiliência e solidariedade diante de um dos maiores fluxos migratórios da América do Sul. Nosso povo acolheu, e o Governo está fazendo sua parte para garantir dignidade a quem chega, mas é preciso ampliar o apoio federal para enfrentar os desafios impostos por esse cenário”, ressaltou.

Edilson recordou que o impacto direto dessa realidade sobre os serviços públicos motivou o Governo de Roraima a mover, ainda em 2019, uma ação junto ao STF (Supremo Tribunal Federal), solicitando o ressarcimento da União pelos custos relacionados à imigração internacional no Estado.

“O Estado de Roraima até hoje recorre da decisão, está na esfera judicial. Já tivemos algumas decisões positivas, mas, graças ao trabalho sério e ao crescimento econômico que Roraima vem experimentando, conseguimos manter nossas políticas públicas e econômicas bem assistidas, desde saúde, educação, à assistência social”, destacou o vice-governador.

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Venezuelanos representam quase totalidade dos migrantes

A pesquisa revela que entre os migrantes internacionais que chegaram ao estado entre 2017 e 2022, 98,24% são venezuelanos, reforçando o papel de Roraima como principal porta de entrada para quem foge da crise social, econômica e política no país vizinho. Municípios como Boa Vista e Pacaraima, na fronteira, concentram as maiores populações migrantes, sendo Pacaraima o município com maior proporção de estrangeiros no Brasil (36,31%).

População jovem e economicamente ativa define perfil da migração

A análise da pirâmide etária dos migrantes em Roraima mostra um fluxo composto, majoritariamente, por jovens entre 20 e 39 anos, com leve predominância feminina.

Para o superintendente do IBGE em Roraima, Welisson Cordeiro, o Censo 2022 trouxe uma fotografia atualizada e precisa da realidade roraimense. “A análise desses dados permite entender não apenas o volume migratório, mas também seu perfil e seus impactos sociais, além da importância de utilizar essas informações para orientar ações de gestão pública e políticas de integração”, comentou.

Maior proporção de migrantes do Brasil

Roraima lidera, de forma isolada, o ranking nacional de proporção de migrantes em relação à população residente. Cerca de 12,75% dos moradores do Estado são estrangeiros, índice quase dez vezes superior à média nacional e muito acima de Estados das regiões Sudeste e Sul. No Amazonas, por exemplo, esse percentual é de apenas 1,44%.

“Esses dados são fundamentais para o planejamento governamental. Com base nesse diagnóstico, conseguimos alinhar nossas estratégias com as reais necessidades da população, brasileira ou estrangeira”, explicou o secretário adjunto da Seplan, Fábio Martinez, ao reforçar o papel do órgão na articulação de políticas públicas que respondam ao perfil populacional do Estado.

Além da imigração internacional, o Censo 2022 aponta um crescimento de 3,16% na migração interna para Roraima, entre os anos de 2010 e 2022. Amazonas, Pará e Maranhão continuam sendo os principais emissores de migrantes nacionais. Conforme análise da Seplan, essa movimentação interna é influenciada por fatores como oportunidades de trabalho, expansão urbana e dinâmicas familiares.

“Estamos atentos também ao movimento migratório interno. Roraima vem se consolidando como um novo polo de oportunidades na Região Norte, o que exige preparo do poder público e investimentos planejados”, reforçou Fábio Martinez, destacando o papel da Seplan no monitoramento e análise permanente desses indicadores.

*Com informações do Governo de Roraima

Aves resgatadas em Roraima passam por ‘treinamento de voo’ para retorno à natureza

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Foto: Andrezza Mariot/PMBV

Compromisso com a restauração do equilíbrio ambiental, o trabalho de reintrodução de animais silvestres à natureza necessita de planejamento. Diante disso, aves resgatadas abrigadas no Bosque dos Papagaios, bairro Paraviana, em Boa Vista (RR), passam por treinamento de voo, uma das etapas essenciais no processo de reabilitação.

Leia também: Biólogo explica por que reintrodução de onça-pintada na natureza é inviável

Atualmente, 48 aves estão no equipamento municipal, dentre elas, arara, papagaio, periquito, maitaca, mariana e tucano. Onze delas passam pelo treinamento, sendo 6 araras e 5 papagaios, com a possibilidade de retorno ao meio ambiente. De acordo com o diretor do bosque, Luciano Ibiapina, a preparação de soltura desses animais garante uma reintegração segura ao ecossistema.

“Aves com a musculatura prejudicada passam por treinamento semanalmente aqui no bosque. O objetivo é fortalecer os músculos das asas para sustentar o corpo do animal durante voos longos. A gente tem aves que já recuperaram 50% da capacidade de voo e a meta é atingir 100% para que estejam prontos para soltura no fim do ano, reintegrando-os de forma eficiente e sem intercorrências”, disse.

Foto: Andrezza Mariot/PMBV

Ao término do treinamento, os animais são entregues ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Com isso, os profissionais mapeiam e programam a reintegração das aves aptas a retornarem para a natureza.

Funcionamento do Bosque dos Papagaios

Com exceção das segundas-feiras, feriados e pontos facultativos, o horário de funcionamento do bosque é das 8h às 18h em dias úteis. Aos fins de semana, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Vale ressaltar que no local não é permitido entrar com animais domésticos, alimentar os animais, entrar com bebida alcoólica, consumir alimentos nas trilhas, fumar e descartar resíduos de forma irregular.

*Com informações da Prefeitura de Boa Vista

Governo federal anuncia investimento de R$ 17 milhões para ciência e inovação no Amapá

Fórum reuniu entidades de todo o país. Foto: João Pantoja/Rede Amazônica AP

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, anunciou no dia 26 de junho um investimento de R$ 17 milhões para a ciência e inovação no Amapá. O anúncio foi feito durante o Fórum do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), em Macapá. O evento reuniu gestores de ciência e tecnologia de todo o país, pesquisadores e estudantes no Museu Sacaca.

A ministra disse que o Amapá tem apresentado resultados significativos nos últimos tempos, se tratando de avanços tecnológicos com recursos regionais.

“Todo mundo hoje tem o conceito de que só é possível um desenvolvimento com emprego de melhor qualidade, que impacte menos no meio ambiente e que entre na nova economia se tiver ciência, tecnologia e inovação. Por isso que o ecossistema do Amapá tem demonstrado muita robustez. Só é possível um ministério como o nosso investir R$ 17 milhões, se tiverem bons projetos”, disse a ministra Luciana.

A ministra Luciana destacou ainda que o recurso deve investir e movimentar projetos como o Parque Tecnológico, Mais Ciência nas Escolas, além do arranjo produtivo no Arquipélago do Bailique.

“O arranjo produtivo local que tem a vocação para o agro, ou seja, toda essa sinergia entre estado, indústria e a universidade é o que faz uma diferença. É por isso que fico feliz de ver casos de sucesso se desenvolvendo e a gente podendo garantir uma melhor qualidade de vida que é o nosso objetivo principal para toda a gente do Amapá e do Norte”, concluiu.

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A programação debateu o fortalecimento de políticas públicas estaduais e nacionais do setor através da troca de experiências, apresentação de boas práticas e articulação entre os entes federativos, além dos rumos do desenvolvimento científico e tecnológico, voltados para a Região Amazônica.

Além disso, como parte das comemorações pelos 40 anos do MCTI, o Amapá também recebeu a Caravana da Ciência, uma iniciativa voltada à popularização do conhecimento científico e à interiorização das ações do governo Federal voltadas à ciência, tecnologia e inovação.

Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que também esteve presente no evento, disse que todo o processo de desenvolvimento na região, depende de inovação, ciência e tecnologia.

“Logicamente, quando isso se junta à construção do conhecimento feito pela academia e traduzindo na entrega de políticas públicas, é transformador. Nós já conhecemos também uma nova indústria que tem uma pegada de desenvolvimento de tecnologias atribuídas para as vocações amazônicas”, disse.

Waldez destacou ainda que o Amapá lidera o processo de desenvolvimento, com encontros marcantes internacionais que firmam parcerias e contribuem para a e evolução na Amazônia. Ele disse ainda que uma agenda com o potencial ainda maior para o Amapá está por vir.

“Vem uma agenda muito forte, que vai depender disso, que é a agenda do gás e petróleo, que se junta a outras vocações. Quanto mais a ciência, a inovação, a tecnologia estiver próxima, maior a possibilidade de acerto nas decisões do Poder Público”, concluiu.

O governador do Amapá, Clécio Luís, disse que a data se trata de uma história no desenvolvimento científico no âmbito nacional, reunindo órgãos federais e secretários de ciência e tecnologia.

“Se tivermos mais conhecimento, autoconhecimento, desenvolvimento, ou seja, ciência, tecnologia e inovação, temos condições de saltos qualitativos. Isso vai se transformar em melhoria para a vida do povo, o que é o mais importante. O pensamento de todo o nosso governo, é de usar tudo o que é possível e que está a nosso favor, para desenvolver o Amapá”, concluiu o governador.

O secretário de Ciência e Tecnologia do Amapá, Edivan Barros, disse que o valor investido o estado contribui para a popularização da ciência, e para a infraestrutura da tecnologia.

“Esses investimentos irão para fomento de empresas inovadoras. Então são investimentos que fortalecem a pesquisa, mas fortalecem também o setor produtivo, tendo a pesquisa como suporte ao desenvolvimento do setor produtivo”, explicou o secretário.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

Vermelho no Palmares e azul na Baixa: conheça quem desafia a divisão dos territórios de Caprichoso e Garantido

Rua dividida em Parintins. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AM

Parintins respira boi-bumbá o ano inteiro, mas nos dias que antecedem o Festival Folclórico, a rivalidade entre Caprichoso e Garantido transborda das arquibancadas para as ruas, as fachadas das casas e até os pequenos detalhes de decoração. A cidade se pinta, literalmente, de azul e vermelho, conforme o território de cada boi. Mas há exceções que desafiam a lógica.

O Festival de Parintins acontece nos dias 27, 28 e 29 de junho, na cidade de Parintins, interior do Amazonas, e movimenta a ilha com a tradicional disputa entre os bois Caprichoso e Garantido.

Em 2025, o Boi Caprichoso entra na arena com o tema “É Tempo de Retomada”, celebrando a força da cultura popular e a resistência do povo amazônida.

Já o Garantido defende o título com o lema “Boi do Povo, Boi do Povão”, reafirmando suas raízes populares e o vínculo profundo com a alma vermelha da Baixa do São José.

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No bairro do Palmares, reconhecido como reduto do Caprichoso, bem na esquina das ruas Benjamin Rondom e Padre Vitor, um ponto vermelho rompe a hegemonia azul. É uma espécie de encruzilhada Garantido dentro do coração Caprichoso.

O comerciante Elanilson Gomes foi quem puxou esse “piquete” encarnado. Ele e os vizinhos decidiram enfeitar o espaço e “desafiar” a galera contrária. Tudo, é claro, com muito respeito.

“Nós viemos da Baixa e moramos aqui há 25 anos. Costumávamos sempre enfeitar as casas apenas com as bandeirinhas, mas dessa vez decidimos ir além. O pessoal do contrário viu e também começou a se mexer”.

A organização foi tanta que o grupo encomendou um boi Garantido de fibra e colocou o “garrote” bem no coração do bairro. “A gente encomendou o boi ano passado, mas só chegou esse ano. Eles viram e quiseram um pra eles também, mas não chegou há tempo”, disse rindo.

O vermelho ali não passa despercebido. É símbolo de pertencimento — ainda que cercado por um “turbilhão” azul por todos os lados.

Já do outro lado da cidade, na Baixa da Xanda, tradicional bastião do Garantido, a cena se inverte. Entre ruas pintadas de vermelho e branco, há um local que chama atenção justamente pelo silêncio das cores: não tem vermelho, só branco. Mas não é neutra. É uma casa azul. Uma casa Caprichoso, encravada no território do boi contrário.

E por lá essa história fica mais engraçada quando contada. É que na casa em questão mora o seu Edson “da Baixa”, pai da Mãe Catirina do Caprichoso.

Leia também: Você sabe qual a origem do Festival Folclórico de Parintins?

Ao Grupo Rede Amazônica, ele contou que nunca hasteou uma bandeira do Caprichoso em respeito aos vizinhos perrechés.

Já os vizinhos, que usam a escada do seu Edson para pendurar as bandeirinhas e enfeitar as ruas de vermelho e branco, também não provocam o comerciante e toda vez só enfeitam a frente da casa dele com a cor neutra.

Já os vizinhos, que usam a escada do seu Edson para pendurar as bandeirinhas e enfeitar as ruas de vermelho e branco, também não provocam o comerciante e toda vez só enfeitam a frente da casa dele com a cor neutra.

“Nós pertencemos à esse bairro, somos dessa comunidade, da Baixa do São José e, ainda que seja o reduto do contrário, somos uma família Caprichoso”.

Foto: Reprodução/Rede Amazônica AM

Ali, o branco é um sinal de respeito — respeito por uma família que não torce para o Garantido, mas que vive no coração vermelho da cidade. É o reconhecimento de que a rivalidade existe, é forte, é cultural, mas que também pode conviver com a liberdade de escolha e com a independência de ser diferente, mesmo cercado pela paixão do outro.

E esses pontos fora da curva revelam que, mesmo numa ilha onde a rivalidade é tradição, há espaço para a convivência — ainda que carregada de provocações saudáveis, olhares curiosos e muito respeito. Porque, no fim, todo parintinense sabe: na ilha da magia, até as fachadas falam.

Por Matheus Castro, da Rede Amazônica AM

‘Recicla Galera’ já ultrapassa 5,2 toneladas de resíduos coletados em 2025 e caminha para bater meta histórica no Festival de Parintins

Foto: Mauro Neto/Secom AM

A ação ambiental ‘Recicla Galera’, que ocorre durante a semana do Festival de Parintins, já ultrapassou a marca de 5,2 toneladas de materiais recicláveis coletados apenas em 2025, até a última sexta-feira (27). A meta para este ano é ambiciosa: alcançar 10 toneladas ao longo dos dias de festa. Desde sua criação, em 2022, o projeto já retirou de circulação mais de 22 toneladas de resíduos, contribuindo diretamente para uma cidade mais limpa e sustentável.

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“Em parceria com a iniciativa privada, conseguimos evoluir muito nesse processo, ajudando os catadores, porque só nesse processo são 40 famílias envolvidas. Também conseguimos que as torcidas tivessem esse engajamento, que ao longo dos anos vem crescendo cada vez mais. À medida que o tempo passa, esse ecossistema foi se profissionalizando e se tornando o projeto mais eficiente e fazendo as pessoas perceberem que esse lixo gera renda”, destacou Wilson Lima, governador do Amazonas.

Em sua 4ª edição, o projeto se consolida como referência na gestão adequada dos resíduos sólidos durante grandes eventos, envolvendo diferentes frentes: catadores, torcedores, comerciantes, moradores e visitantes. A ação conta com o apoio da Fundação Rede Amazônica, por meio das máquinas de coleta Retorna Machine, da Ambipar Triciclo, que fazem parte do projeto Consciência Limpa – Recicla Amazônia.

“A proposta das máquinas de coleta seletiva nasce, justamente, da vocação da Fundação Rede Amazônica de atuar de forma responsável, tanto social quanto ambientalmente. A máquina, ajuda e estimula as pessoas a adquirirem ainda mais essa consciência”, destacou Mariane Cavalcante, diretora executiva da Fundação Rede Amazônica.

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O Recicla Galera opera a partir de um Espaço Sustentável, montado na Praça da Liberdade, que funciona como ponto de entrega e triagem dos recicláveis. No local, também são realizadas atividades de educação ambiental e troca de materiais por brindes, incentivando o engajamento da população.

“Estou achando maravilhoso. É reciclagem, pra cidade não ficar suja, é para receber os turistas e ter uma imagem da nossa cidade maravilhosa, bem limpa. Por isso, nós estamos aqui reciclando e ainda vamos receber o brinde”, destacou Vera Lúcia Alves, comerciante.

Atualmente, cerca de 40 famílias de catadores estão diretamente envolvidas na triagem e comercialização dos resíduos, o que reforça o impacto social do projeto. A mobilização também chega às galeras azul e vermelha, que competem pelo título de Campeão Sustentável — com premiação de R$ 20 mil em investimentos ambientais —, além de bares e pontos comerciais, desafiados a coletar 500 quilos de latinhas e PETs durante a semana.

“Não só veio gerar uma renda a mais para os catadores, mas a quantidade de material que a gente chegou a recolher impressiona. Antes, a gente recolhia em torno de 500 até 800 quilos. Este ano, a meta é 10 toneladas e acredito que a gente já está batendo essa meta. Esse material tem uma destinação correta, gera uma renda para os catadores, e o meio ambiente ganha com isso, a cidade ganha com isso”, destacou Marcivone Casemiro, presidente da Associação de Catadores de Parintins (Ascalpin).

Com impacto ambiental direto, geração de renda para famílias e mobilização comunitária, o Consciência Limpa – Recicla Amazônia, em parceria com o Recicla, Galera, se firmam como um dos pilares sustentáveis do Festival de Parintins, mostrando que grandes eventos também podem ser aliados do meio ambiente.

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Parintins para o mundo ver

O projeto ‘Parintins para o mundo ver’ é realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), correalizado pela Rede Amazônica e Amazon Sat, com o apoio de Amazônica Net, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC-AM) e Governo do Amazonas.