Home Blog Page 165

Universidade assina termo que cria primeiro museu indígena de Roraima

0

Foto: Caíque Rodrigues/Rede Amazônica RR

A Universidade Federal de Roraima (UFRR) assinou, no dia 17 de dezembro, o termo que institui o primeiro museu indígena do estado. A partir de agora, tem início a etapa de estruturação do espaço e de captação de recursos financeiros.

O espaço, voltado à preservação da história dos povos indígenas, tem como objetivo atuar como um local de ensino e fomentar a pesquisa.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Por enquanto, ainda não há data definida para a inauguração nem a confirmação do local, mas o reitor da UFRR, Geraldo Ticianeli, informou que o prédio já está definido e em fase de análise.

Segundo ele, o documento representa uma “certidão de nascimento” do museu, que deverá ser levada a Brasília.

“Abre-se agora a possibilidade de diálogo institucional com o Ministério da Educação, o Ministério da Cultura, o Ministério dos Povos Indígenas e também com agências de fomento, como o CNPq e a CAPES. O objetivo é buscar apoio financeiro tanto para a reforma do espaço físico quanto para a adequação do mobiliário e demais necessidades estruturais”, explicou o reitor.

Leia também: 6 museus para conhecer a cultura e história indígena na Amazônia Legal

Universidade assina termo que cria primeiro museu indígena de Roraima
Foto: Nalu Cardoso

Museu ainda sem nome definitivo

A ideia foi trabalhada durante três anos, com uma comissão de quatro professores. Entre eles, Francisco França, de 61 anos, do povo Macuxi.

“Esse museu será uma escola viva, um espaço de aprendizado para que vocês compreendam verdadeiramente quem somos nós, povos indígenas. Esse museu vem para trazer esse conhecimento, esse ensinamento, tanto para vocês, pesquisadores, quanto para nós, que também somos pesquisadores da nossa própria história”, disse o professor.

O nome oficial do museu será definido, por enquanto é chamado de ‘Museu dos Povos Indígenas da Universidade Federal de Roraima’. O foco, segundo a comissão, é abranger todos os povos indígenas de Roraima e respeitar as diferenças deles.

O estado mais indígena do Brasil

Roraima é, proporcionalmente, o estado mais indígena do Brasil, com 97.320 pessoas autodeclaradas indígenas. Também é o estado com a maior proporção de adeptos de tradições indígenas do país, segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, 8.488 pessoas declararam seguir tradições indígenas, número que representa 1,7% da população.

*Com informações da Rede Amazônica RR

5 fatos sobre o lançamento do primeiro foguete comercial do Brasil

Foguete será o primeiro de uso comercial que será lançado pelo Brasil ao espaço. Foto: Divulgação/Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação

O Brasil pode ingressar pela primeira vez no mercado global de lançamentos espaciais ainda em 2025. Isso porque está previsto para o país lançar ao espaço o Hanbit-Nano, o primeiro foguete de uso comercial, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, nesta sexta-feira (19), às 15h34 (horário Brasília).

Leia também: MCTI quer transformar o Maranhão em um novo polo do programa espacial brasileiro

Chamada de Operação Spaceward, a missão será coordenada de forma conjunta pela Força Aérea Brasileira (FAB) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) e terá o objetivo de levar ao espaço oito cargas, sendo cinco satélites e três dispositivos para pesquisas desenvolvidas por instituições do Brasil e da China.

Inicialmente, o lançamento do veículo espacial estava previsto 22 de novembro de 2025, mas foi adiado para o dia 17 de dezembro, mas a empresa sul-coreana Innospace (responsável pela produção do veículo espacial) adiou a operação novamente devido “a detecção de um anomalia no dispositivo de resfriamento do sistema” e remarcou para sexta (19). foi remarcado para sexta-feira.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

“Portanto, a janela de lançamento da Operação Spaceward permanece aberta entre 16 e 22 de dezembro”, informou a Agência Espacial Brasileira sobre a proposta da nova data com relação ao prazo estipulado pela empresa sul-coreana.

Confira cinco curiosidades acerca do inédito lançamento do veículo espacial pelo Brasil:

1. Dimensões do foguete

Foguete Hanbit-Nano, produzido pela empresa Innospace. Foto: Reprodução/Innospace

Produzido pela empresa sul-corena Innospace, o HANBIT-Nano possui 21,9 metros de altura e 1,4 metro de diâmetro, e um peso de 20 toneladas.

Tais medidas equivalem, respectivamente, a um prédio de três andares e a carga de quatro elefantes africanos juntos.

Leia também: Brasil e França firmam acordo para desenvolver base de balões estratosféricos em Palmas

2. Velocidade

Foto: Divulgação/Força Aérea Brasileira

Em seu lançamento, o foguete pode atingir uma velocidade de 30 mil km/h, marca suficiente para atingir a atmosfera e entrar em órbita em apenas 3 minutos. Tal aceleração equivale a 30 vezes mais rápido que um avião comercial.

Leia também: Pesquisadores do Maranhão desenvolvem lançador de micro e nano satélites

3. Cargas

Na imagem, dois satélites que serão transportados à órbita pelo primeiro foguete comercial do Brasil. Foto: Divulgação/Força Aérea Brasileira

Serão oito cargas que serão transportadas pelo foguete, sendo sete brasileiras e uma estrangeira. Entre as nacionais estão:

  • satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B, da Universidade Federal de Santa Catarina;
  • Pion-BR2 – Cientistas de Alcântara, satélite educacional da Universidade Federal do Maranhão;
  • e o Sistema de Navegação Inercial, desenvolvido por empresas nacionais com apoio da AEB.

Leia também: Cosmonauta russo surpreende com registro da extensão do rio Amazonas; veja as fotos

4. Profissionais envolvidos

Operação de lançamento do foguete HANBIT-Nano terá cerca de 400 profissionais envolvidos na missão. Foto: Divulgação/Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação

Cerca de 400 profissionais entre brasileiros – militares e civis – e sul-coreanos estão mobilizados na Operação Spaceward.

O lançamento do foguete ocorrerá em dois estágios: o primeiro é na base, responsável pelo impulso inicial do foguete, enquanto o segundo marca o envio das cargas na órbita.

Leia também: Amazonia-1: satélite completa 4 anos de operação em órbita

5. Base estratégica

Construída em 1982, Centro de Lançamento de Alcântara (MA) é considerada atrativa para o lançamento de dispositivos espaciais. Foto: Warley de Andrade/TV Brasil

Local do lançamento espacial inédito, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) fica no litoral maranhense e é considerado uma das zonas mais privilegiadas devido sua localização próxima à linha do Equador. Segundo especialistas, a posição favorece a redução de custos e o tempo de voo mais rápido, além da distância de qualquer tráfego aéreo ou marítimo.

Leia também: Centro de lançamentos espaciais do Maranhão é um dos mais bem localizados do mundo

Rondônia ganha centro que monitora efeitos das mudanças climáticas na saúde

0

Inauguração do Centro de Clima e Saúde. Foto: Divulgação/Fiocruz

A Fiocruz inaugurou o Centro de Clima e Saúde de Rondônia (CCSRO), instalado na nova sede da instituição em Porto Velho, no dia 16 de dezembro. O espaço foi criado para estudar como as mudanças climáticas afetam a saúde das populações da Amazônia.

O Centro está alinhado ao AdaptaSUS, plano nacional que prepara o Sistema Único de Saúde (SUS) para lidar com eventos climáticos extremos. O objetivo é transformar o local em um polo de pesquisa, inovação e formação, reunindo especialistas de diferentes áreas para entender a relação entre clima, saúde e meio ambiente.

Além da produção científica, o Centro pretende valorizar o conhecimento tradicional de povos indígenas e comunidades ribeirinhas, incorporando essas experiências às pesquisas e estratégias de saúde.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Rondônia ganha centro que monitora efeitos das mudanças climáticas na saúde
Abertura do centro que monitora os efeitos das mudanças climáticas. Foto: Walterson Rosa/Ministério da Saúde

Mudanças climáticas monitoradas no Centro em Rondônia

O CCSRO também vai atuar como referência em vigilância sanitária e no estudo de doenças relacionadas ao desmatamento e às alterações ambientais.

Entre as áreas de pesquisa estão doenças emergentes, determinantes socioambientais da saúde e o conceito de Saúde Única, que integra saúde humana, animal e ambiental.

O novo espaço ainda vai oferecer capacitação para profissionais que atuam no monitoramento de eventos climáticos e pretende atrair investimentos e parcerias com empresas, universidades e governos.

A Fiocruz também prevê acordos de cooperação nacionais e internacionais, além da participação ativa de movimentos sociais e povos tradicionais na construção das ações.

*Com informações da Rede Amazônica RO

Ecolar: casa de plástico reciclável é proposta pelo Governo como moradia popular no Amazonas

Foto: Divulgação/Secom AM

O primeiro modelo de moradia sustentável produzido a partir de resíduos plásticos reciclados foi apresentado pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, que também inaugurou o Centro de Reciclagem da Defesa Civil do Estado, em Manaus.

A iniciativa integra o Projeto Amazonas Ecolar, que transforma plástico em blocos para habitação e outras estruturas, unindo proteção social, preservação ambiental e inovação.

“O que nós estamos trazendo aqui não é apenas uma estrutura. É uma solução. Uma ideia que cuida das pessoas, protege o meio ambiente e pode ser replicada em outros estados”, destacou Wilson Lima.

As unidades do Ecolar têm:

  • cerca de 50 metros quadrados;
  • dois quartos;
  • sala;
  • cozinha e banheiro;
  • e podem ser montadas em até cinco dias, oferecendo resistência, durabilidade e conforto térmico.

Além de casas, o material será usado em escolas, centros comunitários e outros equipamentos públicos.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp 

Ecolar: casa de plástico reciclável pode se tornar moradia popular. Foto: Divulgação/Secom AM

Leia também: Áreas protegidas na Amazônia Legal têm piores condições de moradia

O Centro de Reciclagem terá capacidade para processar mais de 80 toneladas de plástico por mês, suficiente para produzir até dez casas mensais, com material adquirido de cooperativas e associações de catadores, fortalecendo a inclusão social.

O projeto piloto prevê 25 unidades em Iranduba, com entrega prevista até março, e poderá ser expandido para outras regiões do estado.

Segundo o superintendente do Instituto do Clima e Meio Ambiente (ICMA), Pablo Oliveira, o Amazonas Ecolar cria uma “nova dinâmica econômica para os catadores, que passam a ser agentes fundamentais do processo”.

A tecnologia utilizada é da empresa Conceptos Plásticos, da Colômbia, e o investimento total no projeto é de R$ 11 milhões, incluindo transferência de tecnologia e aquisição de maquinário.

*Com informações do Governo do Amazonas

As “capitais” do Mato Grosso: conheça 7 municípios famosos por suas produções do estado

0

Vista aérea da capital de Mato Grosso, Cuiabá. Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

O Mato Grosso é uma das 27 unidades federativas do Brasil, localizado na região Centro-Oeste, mas que tem a porção norte do seu território ocupada pelo bioma amazônico, tornando-o parte da Amazônia Legal.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

No total, 142 municípios fazem parte do estado, que possui uma área territorial de 903.207,050 km² e uma população estimada de 3.567.234 habitantes segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

E, entre tantos municípios, alguns deles se tornaram verdadeiras “capitais” por suas produções: 

Sapezal, a capital do algodão 

Segundo dados do IBGE de 2018, Sapezal é o maior produtor nacional de algodão, com 756,89 mil toneladas avaliadas em R$ 1,84 bilhão, sendo o sexto maior de soja, com 1,23 milhão de toneladas avaliadas em R$ 1,15 bilhão e décimo maior de milho, com 903 mil toneladas avaliadas em R$ 315 milhões.

O PIB por habitante (per capita), de R$ 103.551,68, é o terceiro maior de Mato Grosso e ocupa a 53ª colocação entre os mais de 5.500 municípios brasileiros.

Sapezal é uma cidade que há muito sapé, uma espécie de capim utilizado para cobertura. Em Tupi, Sapezal quer dizer capim brilhante, que “alumia”.

Leia também: Portal Amazônia Responde: que produtos da região amazônica possuem Indicação Geográfica?

Sinop, no Mato Grosso
Sapezal, a capital do algodão. Foto: Divulgação / Ministério Público do Estado de Mato Grosso

Campo Novo dos Parecis, capital do milho-pipoca 

O município de Campo Novo do Parecis, no noroeste de Mato Grosso, a 390 quilômetros de Cuiabá, não possui nenhum cinema, mas é de lá que vem grande parte da pipoca consumida nas salas de exibição de todo o país.

Além de maior produtor de milho-pipoca, com 50 mil hectares cultivados, e líder na produção nacional de girassol, com 18 mil hectares nesta safra, Parecis também se destaca pela diversidade de culturas semeadas no período da seca, logo após a colheita da soja. Tem lavouras de milho-canjica, grão-de-bico, painço, gergelim, chia, niger e feijões azuki e caupi.

Área de girassol e milho-pipoca na Fazenda Stefanelo, em Campo Novo do Parecis. Foto: José Medeiros/Globo Rural

Sorriso, capital da soja 

Sorriso é considerado como a Capital Nacional do Agronegócio e o maior produtor individual de soja do mundo. Um levantamento feito pelo IBGE, ocupa atualmente a terceira posição no ranking das maiores economias agrícolas do País. Sua população é estimada em 92.769 habitantes, conforme o IBGE (2020).

O Município de Sorriso está situado na região norte do Estado de Mato Grosso, no km 742 da rodovia federal BR-163, Cuiabá (MT) – Santarém (PA), a 398 km da capital, Cuiabá.

A sua origem surgiu a partir de um projeto de colonização privada, com a maioria absoluta da sua população constituída por migrantes provenientes da região Sul do País.

Sorriso, a capital do soja
Sorriso, a capital do soja. Foto: Divulgação / Prefeitura de Sorriso

Leia também: Terras das frutas: conheça municípios que são famosos pela produção no Amazonas

Sinop, capital do etanol de milho

Sinop é um município que se destaca entre os 142 municípios mato-grossenses, ocupando a quarta posição no ranking da economia, desenvolvimento e prestação de serviços, de acordo com a União Nacional do Etanol de Milho. Segundo a organização, com a autorização, a indústria instalada em Sinop (MT) se torna a maior usina de etanol de milho no Brasil.

De acordo com a Prefeitura de Sinop, “no último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2023), sua população é de, praticamente 200 mil habitantes (196.067) e, levando em consideração a polarização de cerca de 32 municípios (em seu entorno), sua população flutuante ultrapassa 600 mil pessoas”.

Sinop, a capital do etanol de milho. Foto: Reprodução/Prefeitura de Sinop

Cárceres, a capital do gado 

A cidade de Cáceres, localizada no centro-sul de Mato Grosso, consolidou-se como o 4º município com o maior rebanho bovino do Brasil em 2024, de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro de 2025.

Com um rebanho de 1,4 milhão de cabeças, segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (SEDEC MT), Cáceres ficou atrás apenas de São Félix do Xingu (PA), Corumbá (MS) e Porto Velho (RO). O top 5 do ranking é completado por Marabá (PA).

Gado registrado em Cárceres. Foto: Divulgação / Secom MT

Lucas do Rio Verde, capital da agroindústria

A Prefeitura de Lucas do Rio Verde informa que o município é reconhecido como a “Capital da Agroindústria” por sua economia ser baseada principalmente na produção de commodities como soja e milho. A partir da década de 2000, houve a introdução de complexos agroindustriais com grande fator de relevância econômica na cidade.

Assim, Lucas do Rio Verde tem se destacado pelo seu desenvolvimento rápido, baseado na economia da soja e do milho, e mais tarde, pela ampliação desse cenário com a chegada de grandes empresas integradoras de aves e suínos.

Lucas do Rio Verde, capital da agroindústria. Foto: Anderson Lippi/Prefeitura de Lucas do Rio Verde

Rondonópolis, capital da exportação 

Segundo a Prefeitura de Rondonópolis, o município atingiu U$ 342,06 milhões em exportações no primeiro bimestre do ano e liderou o ranking como maior exportador de Mato Grosso no período. O município também foi o 23º que mais exportou no Brasil, de acordo com os dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior

Entre as informações sobre a exportação do município, o principal produto exportado por Rondonópolis, no início de 2025, foi a torta e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja, equivalente a 54% do total das exportações.

Também com participação nas exportações locais estão a soja, o algodão, que representaram 18% cada do total exportado; além da carne bovina (4,8%) e o milho (3,3).

Leia também: Conheça os 10 principais produtos exportados pela Amazônia Legal e os países compradores

Rondonópolis, a capital da exportação. Foto: Divulgação / Prefeitura de Rondonópolis

Academia Paraense de Cinema é criada para valorizar, preservar e fortalecer produções amazônicas

0

Cine Líbero Luxardo recebe o lançamento oficial da Academia Paraense de Cinema. Foto: Divulgação

O Cine Líbero Luxardo, em Belém (PA), recebe nesta quinta-feira (18), às 19h, em uma sessão especial de “Em Busca Do Ouro” (clássico de Charlie Chaplin), o lançamento oficial da Academia Paraense de Cinema (APC). Criada pelos críticos Marco Antonio Moreira e Luzia Álvares, dois nomes de referência do pensamento e da difusão da cultura cinematográfica no Pará, a entidade é uma iniciativa para a valorização, preservação e fortalecimento do audiovisual paraense e amazônico. 

“A academia nasce com o objetivo de consolidar e dar maior visibilidade à rica história e à vibrante produção contemporânea do cinema paraense, além de promover, apoiar e articular estudos, pesquisas e ações práticas voltadas ao desenvolvimento do audiovisual na Amazônia. A proposta é atuar diretamente na valorização de cineastas, técnicos, pesquisadores, críticos e produtores locais, fortalecendo o protagonismo do Pará no cenário cinematográfico brasileiro”, destacam os realizadores do projeto.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Academia quer amplificar acesso

Entre as missões e diretrizes da Academia estão:

  • a valorização e a preservação da memória do cinema paraense;
  • o apoio a projetos de restauração de filmes e materiais históricos;
  • e o fomento à produção cinematográfica local, com a colaboração na criação de editais e políticas de incentivo.

A Academia também se propõe:

  • a criação de prêmios e selos de qualidade, voltados a cineastas, profissionais técnicos e obras de relevância artística e social;
  • a ampliação do acesso do público, por meio da organização de mostras itinerantes, sessões especiais e ações formativas;
  • além do fortalecimento do debate crítico e acadêmico sobre o audiovisual amazônico.

Médico e crítico de cinema, Pedro Veriano é o patrono da Academia 

Como forma de reconhecimento à trajetória histórica cinéfila no estado, o crítico e pesquisador Pedro Veriano (1937 – 2025) será o patrono da Academia, em uma homenagem ao seu trabalho intenso, contínuo e significativo para a formação de gerações de espectadores e pesquisadores do audiovisual no Pará.

Pedro Veriano é um dos ícones do cinema paraense
Pedro Veriano. Foto: Divulgação

Leia também: 6 espaços culturais para explorar o cinema independente na Amazônia

Na programação de lançamento, Marco e Luzia farão uma apresentação pública das propostas, diretrizes e futuras ações da Academia, destacando o compromisso da instituição com o fortalecimento do setor no Pará e na Amazônia.

Em seguida, haverá a exibição de um curta metragem dirigido por Pedro Veriano e do clássico “Em Busca do Ouro”, de Charles Chaplin, em sessão comemorativa pelos 100 anos do lançamento do filme nos cinemas, reafirmando também o vínculo da Academia com a história universal do cinema e com a formação cineclubista do público.

*Com informações da Agência Pará

Serpentes lideram acidentes com animais peçonhentos no Amazonas em 2025; saiba como prevenir

0

Serpente cascavel, uma das mais venenosas da Amazônia. Foto: Divulgação

As serpentes continuam sendo os principais causadores de acidentes com animais peçonhentos no Amazonas. Os dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) mostram que, até dezembro de 2025, foram registradas 3.500 ocorrências no estado. Destas, 1.846 envolveram serpentes.

Leia também: Portal Amazônia responde: cobras e serpentes são diferentes?

Segundo a fundação, o período de cheia dos rios aumenta o risco de contato com esses animais peçonhentos, já que as chuvas favorecem o deslocamento em busca de novos abrigos.

Outros acidentes registrados foram com:

  • Escorpiões (577 casos)
  • Aranhas (412 casos)

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp 

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, afirma que o acompanhamento constante é essencial para orientar as ações de saúde diante dos acidentes com animais peçonhentos.

“Monitorar os acidentes permite direcionar insumos, fortalecer equipes e promover condutas seguras para a população”, disse a presidente da FVS-RCP.

Na dúvida sobre qual serpente é, o ideal é não se aproximar do animal e acionar os órgãos responsáveis. Na foto, uma jiboia, serpente que não é peçonhenta. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Rondônia

O diretor de vigilância ambiental da fundação, Elder Figueira, destacou o papel das secretarias municipais no combate ao acidente com animais peçonhetos.

“Cada notificação ajuda a mapear riscos e planejar ações educativas. O envolvimento das equipes locais é decisivo para proteger a população”, afirmou.

Leia também: Cobras possuem ouvidos? Saiba como as cobras percebem o ambiente

Como se prevenir contra acidentes com serpentes?

Entre as medidas de prevenção recomendadas estão:

  • evitar acúmulo de lixo ou entulho próximo às casas;
  • manter quintais e jardins limpos;
  • usar calçados fechados e luvas em atividades rurais ou de jardinagem;
  • sacudir roupas e sapatos antes de usar;
  • vedar frestas e ralos que possam servir de entrada para animais;
  • procurar atendimento médico imediato em caso de acidente.

*Com informações do Grupo Rede Amazônica AM

9 filmes amazônicos para ver online e de graça

0

Cena do filme Ela mora logo ali (Rondônia). Foto: Divulgação

O cinema amazônico tem se consolidado cada vez mais como um espaço de narrativas que fogem dos estereótipos impostos à região. Essas produções dão protagonismo a personagens, memórias e saberes locais, abordando temas como identidade, ancestralidade, conflitos sociais e resistência. 

Leia também: Produções cinematográficas revelam o potencial dos estados da Amazônia no cinema 

Realizados por diretores e atores da própria região, os filmes amazônicos dialogam com seus territórios, e utilizam o audiovisual como ferramenta de expressão, denúncia e preservação cultural. 

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Alguns desses filmes, curtas e documentários regionais estão disponíveis de forma online e gratuita:

O Comedy Club (Tocantins)

O longa acompanha Daniel, um jovem que chega a São Paulo e descobre uma nova vocação no universo da comédia stand-up. Ao retornar à sua cidade natal, no interior do Tocantins, ele decide aplicar o que aprendeu para sobreviver e, ao mesmo tempo, provocar transformações ao seu redor.

O filme, primeiro longa-metragem do Tocantins a estrear em circuito nacional, foi dirigido por André Araújo e estrelado por Manoel Medeiros, Paulo Carvalho, Júnior Foppa, Nathalia Cruz e Cinthia Abreu. Além disso, o longa destaca os bastidores das apresentações de humor como instrumento de autoconhecimento e reflexão social.

Leia também: Verdade “nua e crua”: 5 filmes que mostram a realidade da região amazônica

Terruá Pará (Pará)

O documentário, dirigido por Jorane Castro, mostra a diversidade da cena musical paraense, marcada pelo diálogo entre tradição e modernidade. No longa amazônico, ritmos como o carimbó, a guitarrada e a música eletrônica se mesclam com depoimentos de artistas como Dona Onete, Pio Lobato, Manoel Cordeiro, Keila e o Trio Manari.

Do colo da terra (vários estados)

O documentário, dirigido por Renata Meirelles e David Vêluz, retrata a infância entre os povos Guarani Kaiowá, Guarani Nhandeva, Baniwa e Khisetje, no Amazonas, Pará, Mato Grosso e São Paulo. A partir de rituais, ensinamentos e práticas cotidianas, o filme mostra como cuidar da natureza é também preservar a própria existência. 

Leia também: Produções cinematográficas revelam o potencial dos estados da Amazônia no cinema 

Cabana (Pará)

O curta, ambientado durante a Revolução da Cabanagem no Pará, entre 1835 e 1840, narra o encontro de duas mulheres ligadas ao movimento, que refugiadas em uma cabana na floresta, precisam fugir antes de serem descobertas pelas autoridades. 

O curta foi o primeiro filme paraense a conquistar o prêmio de Melhor Curta no Festival do Rio (2023), e selecionado por mais de 40 festivais pelo país. Além disso, o filem se destaca pelo trabalho sonoro e pelo uso do silêncio para intensificar a tensão dramática.

Cidade quente de Manaus (Amazonas)

Em Manaus, dois amigos se reencontram para comer bodó e, a partir dessa conversa aparentemente simples, o filme percorre cheiros, casas e afetos marcados pelo calor da cidade. 

O curta amazônico, dirigido por Rafael Ramos, acompanha um personagem gay e uma travesti que enfrentam intolerância, machismo e exclusão. 

O filme é um retrato intimista e urgente de uma Manaus: viva, exausta, onde resistência e afeto caminham lado a lado.

Yuri u xëatima thë – A pesca com timbó (Amazonas e Roraima)

O curta-documentário, realizado por jovens Yanomami, registra o processo tradicional de pesca com timbó, cipó utilizado para atordoar os peixes. O curta amazônico, exibido no Festival de Veneza, transmite, valoriza saberes ancestrais e revela, pela captura e opção narrativa, pequenos recortes de uma imensa floresta imensa. 

Sabá (Acre)

Dirigido por Sérgio de Carvalho, o documentário acompanha Sabá Marinho, um líder seringueiro de Xapuri, no Acre, que há décadas luta por melhores condições de trabalho para sua classe. Companheiro de Chico Mendes, assassinado por fazendeiros em 1988, Sabá relembra os momentos de sua jornada entre as novidades de morte, os conflitos de terra e a floresta.

Sabá é um dos filmes amazônicos para ver online e de graça
Foto: Divulgação

Leia também: Para o mundo ver: confira 10 filmes ambientados na Amazônia

Utopia (Amapá)

Foto: Divulgação

Produzido no Amapá e dirigido por Rayane Penha, o curta acompanha a filha de um garimpeiro falecido, que reúne fotos, cartas e depoimentos para reconstruir a história do pai.

O documentário, que questiona o mito do eldorado e expõe as marcas deixadas pela mineração, faz com que o percurso se confunda com as contradições da exploração da terra, revelando dores, ausências e impactos do garimpo na Amazônia. 

Ela mora logo ali (Rondônia)

Produzido em Rondônia, o curta acompanha o encontro entre uma vendedora de bananas fritas e uma jovem leitora em uma cidade amazônica. O que começa como um contato casual em um ônibus se transforma em novas possibilidades de afeto e desejo, motivadas pela busca pelo livro favorito do filho.

Avenida em Porto Velho homenageia jovem que morreu em acidente de moto

0

Rogério Weber. Foto: Márcio Weber/Acervo pessoal

Em junho de 1970, um jovem de 18 anos morreu em um acidente de moto no trecho que mais tarde se tornaria a Avenida Rogério Weber. A avenida foi batizada em sua memória e hoje é uma das vias mais movimentadas de Porto Velho (RO).

Ele era filho do primeiro comandante do 5º Batalhão de Engenharia de Construção (5º BEC) e chegou à capital aos 14 anos, quando o pai assumiu a direção do batalhão.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Antes do acidente, o trecho entre as avenidas Pinheiro Machado e Sete de Setembro era chamado Major Guapindaia. Já da Sete de Setembro até o 5º BEC, a via era conhecida como Norte-Sul, construída pelo próprio batalhão.

O acidente aconteceu no trecho Norte-Sul. Rogério pilotava uma motocicleta quando bateu em um caminhão basculante do próprio 5° BEC e morreu no local.

Avenida homenageia

Em entrevista ao Grupo Rede Amazônica, um dos três irmãos de Rogério, Márcio Weber, contou que ele tinha o sonho de se tornar piloto comercial e que já pilotava aos 15 anos. Segundo ele, o irmão era um desbravador.

Leia também: Conheça a história por trás dos nomes de dez principais avenidas da capital amazonense

familia do jovem que tem avenida em homenagem
Final dos anos de 1960. Em pé, ao centro, Cel Carlos Aloysio Weber e ao seu lado os filhos Rogério e Flávia Weber. Entrada da residência do Comandante do 5º BEC. Foto: Reprodução

“Ele era uma pessoa extremamente amiga daqueles que conhecia em Porto Velho. Além de ter sido um irmão e um filho muito querido, ele era alguém de quem todos gostavam; não tinha quem não gostasse dele”, relembra Marcio Weber.

Segundo Carlos Alberto Camargo Lima, sargento de Engenharia na época e autor do livro sobre os 60 anos do 5º BEC, Rogério era um jovem alegre, brincalhão e carismático, que chamava atenção por onde passava, mas mantinha a simplicidade e a amabilidade.

Após o acidente, foi criado às pressas nos fundos do 5º BEC o Cemitério Recanto da Saudade. A área, improvisada para receber o corpo do jovem, o primeiro a ser sepultado ali, acabou se tornando o cemitério destinado a militares e civis que trabalharam na unidade entre 1966 e 1971.

*Por Raíssa Fontes, da Rede Amazônica RO

31 ariranhas são registradas no Parque Estadual do Cantão durante monitoramento

0

Ação percorreu cerca de 430 km em rios e lagos da Unidade de Conservação. Foto: Divulgação/Naturatins

O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) finalizou no dia 14 de dezembro, as ações da 4ª campanha do Programa de Monitoramento e Conservação das Ariranhas (Pró-Ariranha). As atividades tiveram início dia 9, na região sul do Parque Estadual do Cantão (PEC) e áreas do entorno, no município de Pium. Como resultado, foram avistadas 31 ariranhas (Pteronura brasiliensis), distribuídas em sete grupos familiares e um indivíduo solitário, reforçando a importância do PEC como área estratégica para a conservação da espécie no estado.

Relembre: Ariranhas começam a desaparecer no Parque Estadual do Cantão e preocupam especialistas

Institucionalizado por meio da Portaria/Naturatins nº 70/2022, o Pró-Ariranha tem como objetivo acompanhar a ocorrência da espécie, considerada ameaçada de extinção, além de subsidiar ações de conservação e manejo. A campanha seguiu o planejamento estabelecido na terceira etapa de campo do programa.

Durante o período de monitoramento, as equipes realizaram deslocamentos terrestres e fluviais pelos rios Javaés, Javaezinho, Araguaia e Riozinho, além de canais e lagos do interior e no entorno das Unidades de Conservação (UCs) e do Parque Nacional do Araguaia. Ao todo, foram percorridos aproximadamente 430 km por rios e lagos da região.

Ações de monitoramento de ariranhas no parque

As ações incluíram observação direta das margens, bancos de areia e barrancos, busca ativa por grupos de ariranhas, registros de vocalizações, rastros, material biológico e identificação de tocas. Também foram coletados dados ambientais, como nível da água, condições climáticas e presença de outras espécies associadas ao ambiente aquático.

Naturatins Ariranhas cantao monitoramento Foto Naturatins
Foto: Divulgação/Naturatins

A equipe realizou ainda o registro fotográfico e o mapeamento dos pontos de ocorrência e de locais estratégicos para o acompanhamento contínuo da espécie. Além disso, houve interação com ribeirinhos locais, que contribuíram com informações sobre registros recentes e compartilharam percepções sobre a fauna aquática da região.

A inspetora de Recursos Naturais, Aline Vilarinho, explicou que esta campanha de monitoramento é realizada quatro vezes por ano no âmbito do programa e apresentou resultados expressivos.

“Essa foi a última campanha deste ano e visitamos a parte sul do parque. Observamos uma quantidade significativa de indivíduos, com registro de vários grupos e tocas ativas. Também realizamos a coleta de material biológico para análise, o que tornou o trabalho de campo muito produtivo”, destacou.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

A coordenadora do programa Pró-Ariranha, a bióloga Samara Almeida, avaliou positivamente os resultados da quarta campanha.

“Mesmo com os dados ainda em fase de análise, a expectativa é que sejam incorporados ao menos dez novos indivíduos ao catálogo anual. Conseguimos realizar coletas de amostras biológicas, microbiológicas e genéticas, além de cumprir integralmente o planejamento da campanha. Também participamos de uma reunião do recém-formado Comitê de Bacias dos rios Coco e Caiapó. Encerramos a campanha com um saldo bastante positivo”, afirmou.

*Com informações do Governo de Tocantins