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Carnaboi 2026: confira a programação do primeiro dia em Manaus 

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Foto: Divulgação/Governo do Estado do Amazonas

Um evento que une a energia do carnaval com a magia do boi-bumbá: este é o Carnaboi. A festa, que tem duas edições – uma em Parintins e outra em Manaus, cidades no Amazonas – reúne foliões carnavalescos e torcedores dos bois Caprichoso e Garantido.

O Carnaboi fecha a temporada momesca e marca o início da temporada bovina nas cidades, com foco no Festival Folclórico de Parintins, quando os bois-bumbás Caprichoso e Garantido disputam o título de campeão. A disputa é realizada sempre no fim do mês de junho, por isso a temporada inicia logo após o carnaval, com ensaios e outros eventos tradicionais no calendário bovino.

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A 25ª edição do Carnaboi, realizada nos dias 20 e 21 de fevereiro no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo de Manaus, reúne apresentações de artistas amazônidas e dos bois-bumbás Caprichoso, Garantido, Tira Prosa, Corre Campo, Garanhão e Brilhante, a partir das 19h.

Este ano as noites são temáticas e a entrada é gratuita. Confira os horários das apresentações do dia 20 de fevereiro (sexta-feira): 

1ª noite – ‘Boi Bumbá, Brinquedo de São João’

  • 19h – abertura com os bois Tira Prosa e Corre Campo;
  • 19h30 – Grupo A Toada, Kamayurá e Itamar Benarrós;
  • 20h10 – Gean Figueira, Adriano Aguiar e Vanessa Alfaia;
  • 20h50 – Márcia Novo e Helen Verás;
  • 21h30 – Fabiano Neves e Klinger Jr.;
  • 22h10 – David Assayag e Erick Juan;
  • 23h à 0h20 – show especial Garantido e Caprichoso;
  • 0h30 – Canto da Mata e Júnior Paulain;
  • 1h10 – Israel Paulain e João Paulo Faria;
  • 1h50 – Edmundo Oran e Caetano Medeiros;
  • 2h30 – Curumins da Baixa e Luciano Araújo.

Leia também: 3 curiosidades sobre o Carnaboi, a festa de Carnaval com ritmos amazônicos

carnaboi
Carnaboi 2025. Foto: Alex Pazuello/Acervo Secom AM

Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

Chamada apoia colaborações em bioeconomia e desenvolvimento sustentável no Amazonas

Foto: Paulo Pedro P.R. Costa via Wikimedia Commons

A FAPESP lançou uma chamada de propostas em conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para o financiamento de pesquisas em ciência, tecnologia e inovação em bioeconomia amazônica, a partir da articulação de colaborações entre pesquisadores dos Estados de São Paulo e doAmazonas.

A chamada – a terceira no âmbito do acordo de cooperação entre as instituições – visa apoiar a criação e o aprimoramento de tecnologias, processos e produtos inovadores para a valorização da sociobiodiversidade amazônica, a transição para uma economia de baixo carbono e a inclusão social.

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A FAPESP e a Fapeam também pretendem fomentar pesquisa em inovação e tecnologia avançada com potencial de gerar cadeias de valor sustentáveis e que contribuam com a inserção mercadológica de bioprodutos e biotecnologias amazônicas em cadeias de valor nacionais e globais, incluindo a criação ou o aprimoramento de mecanismos de certificação e rastreabilidade.

fapeam faz chamada para projetos em bioeconomia
Sede da Fapeam em Manaus. Foto: Divulgação / Fapeam

Para quem é a chamada?

A chamada está aberta a pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior e pesquisa de São Paulo e do Amazonas. As propostas devem ter como representantes dois coordenadores, um de cada Estado, e devem ser elaboradas conjuntamente entre as metades paulista e amazonense do consórcio.

Serão apoiadas propostas que se atenham às quatro linhas temáticas da chamada:

  • Linha 1 – Governança, Instrumentos Regulatórios e Modelos de Negócios Sustentáveis em Bioeconomia, tendo como foco principal a estruturação, a viabilidade e a competitividade do ambiente bioeconômico;
  • Linha 2 – Descarbonização, Energias Renováveis e Economia Circular na Amazônia, cujo objetivo predominante é o impacto ambiental e energético da tecnologia/processo/serviço proposto;
  • Linha 3 – Desenvolvimento de Bioprodutos, Bioprocessos e Biotecnologias da Sociobiodiversidade, com foco na geração de soluções tecnológicas inovadoras derivadas da biodiversidade amazônica;
  • Linha 4 – Valorização do Capital Humano e Economia Criativa para a Bioeconomia, instrumentalizando identidades culturais como vetores estratégicos para o desenvolvimento da bioeconomia e incluindo ações de empreendedorismo social.

A FAPESP e a Fapeam apoiarão projetos por até 36 meses. Serão selecionados até dez projetos. A Fapeam destinará um total de R$ 2 milhões para a chamada. A FAPESP reservou um valor global de R$ 6 milhões e aplicará à chamada as normas de apoio e condições de elegibilidade da modalidade de fomento Auxílio à Pesquisa Regular.

Cada coordenador deverá submeter proposta à Fundação de Amparo à Pesquisa de seu respectivo estado, por meio do SIGFapeam, do lado amazonense, e do Sistema de Apoio à Gestão (SAGe), do lado paulista. O prazo para submissão é 23 de março.

Confira os detalhes da chamada AQUI.

*Com informações de Agência Fapesp
 

Fiocruz pesquisa inter-relação entre impactos climáticos e a saúde indígena no Amazonas

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Fotos: Divulgação/Projeto Ybyrá

Uma expedição de campo promovida pelo Projeto Ybyrá, da Fiocruz, financiado pelo Ministério da Saúde, por meio do edital Inova Saúde Indígena, teve início no dia 7 de fevereiro integrando diferentes iniciativas de pesquisa em saúde pública voltadas para populações indígenas isoladas do Amazonas.

Composto por equipes de pesquisadores da Fiocruz Amazônia, Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP-Fiocruz), entre outras instituições parceiras, o projeto tem como finalidade promover o levantamento de dados clínicos, epidemiológicos e socioambientais junto às populações de 13 aldeias indígenas da etnia Munduruku, localizadas territórios remotos situados na calha do Rio Canumã, afluente do Rio Madeira, entre os municípios de Borba e Nova Olinda do Norte, a cerca de 300 quilômetros de Manaus.

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A equipe tem trabalhado na coleta de amostras biológicas humanas e de animais, para o rastreamento de possíveis patógenos que possam estar circulando nas áreas peridomiciliares, e oferecendo exames, que deveriam ser rotina na assistência, mas se tornam de difícil acesso para indígenas isolados.

São realizados: hemograma, hemoglobina glicada e PCR para diabéticos e hipertensos, HPV para mulheres (protocolo do autocoleta), além de ações de controle social e empoderamento das comunidades, com palestras sobre direitos humanos, acesso à saúde indígena, inseguranças alimentar e hídrica, impacto dos alimentos ultraprocessados na saúde, saúde bucal, qualidade da água para uso e consumo e educação em saúde.

“A ideia do projeto é permitir uma atuação em rede, numa visão integrada de território de saúde, para entender o impacto das mudanças climáticas na vida dos indígenas e o que está acontecendo, por exemplo, em relação às doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, em função do consumo de ultraprocessados nas aldeias, doenças causadas por vetores como insetos e roedores, que não são diagnosticadas, porque as pessoas não saem para fora das aldeias para realizar exames e ter o diagnostico correto”, explica um dos coordenadores do Ybirá, o virologista e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Pritesh Lalwani.

Segundo ele, a equipe permanecerá na região ao longo de 16 dias, vivenciando o atual período de cheia dos afluentes. Depois, retornará, entre os meses de agosto e setembro, na seca extrema para um novo levantamento e devolutivas do projeto.

Leia também: Pesquisa analisa saúde indígena e comunicação de risco no Brasil e na Bolívia

Pesquisa destaca contexto climático

De acordo com o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, que coordena também a expedição, o Ybyrá visa pesquisar a interrelação entre saúde animal, humana e ambiental numa área indígena remota, em diferentes contextos de extremos climáticos.

“A crise climática já chegou como crise de água e comida nos territórios indígenas remotos que já são vulnerabilizados social e ambientalmente. Quando a seca prolonga ou quando a cheia vem extrema e alaga roças e caminhos da floresta , não é só o ‘clima’ que muda: muda o acesso à água segura, a disponibilidade de alimentos tradicionais, a possibilidade de pescar, plantar e armazenar alimentos e até a logística para chegar a um posto de saúde”, explana Tobias.

Fiocruz pesquisa saúde indígena am
Fotos: Divulgação/Projeto Ybyrá

Segundo o pesquisador, nesses contextos aumentam os casos de diarreia e outras doenças de veiculação hídrica. “Agrava a desnutrição e anemia, piora o controle de doenças crônicas e infecciosas. Por isso, falar de saúde na Amazônia indígena hoje é falar de adaptação climática a partir do território”, aponta Rodrigo Tobias, que tem estudado a interrelação entre inseguranças hídricas e alimentar no território inégna em cenários extremos climáticos.

O Ybyrá utiliza o modo de fazer pesquisa intervenção integrada, em que estão atuando conjuntamente equipes de quatro projetos de pesquisa diferentes da Fiocruz e parceiros como:

  • Universidade Federal do Amazonas (UFAM),
  • Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA),
  • Universidade Federal de São Paulo (Unifesp),
  • Universidade de Campinas (Unicamp),
  • Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi),
  • DSEI Manaus,
  • Agência de Gestão do SUS (Agesus),
  • Secretaria de Saúde Indígena (Sesai)
  • e Fundação Nacional do Índio (Funai).

“Trata-se de um consórcio de projetos que tem essa característica de pesquisa colaborativa implicada com mudança social junto ao controle social indígena”, afirma Tobias.

“O projeto foi aprovado em comitê de ética e estamos na fase de coleta de dados, empoderamento, educação e controle social, e voltaremos numa segunda etapa, na extrema seca, para fazermos as mesmas atividades e devolvermos parte das pesquisas para as populações”, enfatiza o pesquisador. Pritesh Lalwani destaca também a importância da assistência em saúde oferecida pelo projeto.

Leia também: Estudo aponta que Terras Indígenas ajudam a reduzir transmissão de doenças na Amazônia

“Essa é a contribuição social desse projeto em rede, uma vez que atuando juntos estamos trazendo uma visão integrada do território, buscando entender os impactos das mudanças climáticas e ambientais para uma população que também é negligenciada e enfrenta dificuldades”, enfatiza Pritesh, acrescentando que o trabalho busca entender o impacto também na saúde de animais domésticos que atuam como sentinelas de patógenos nessas áreas.

“Juntamos pesquisa e assistência para o povo isolado dessa região e estamos desenhando um modelo inédito de execução de pesquisa e assistência que pode vir a se tornar política pública para os territórios indígenas do País”, observa Lalwani.

Antes da expedição, que é a primeira realizada oficialmente pelo Ybyrá, as equipes participaram, em Manaus, de reuniões de alinhamento e treinamento no uso aplicativo, software REDCap, para preenchimento de questionários utilizados durante as atividades de coleta para gerenciamento e disseminação dos dados de pesquisa. “Todos os envolvidos no Ybyrá irão coletar dados sobre Saúde Única, englobando condições de vida, qualidade da água, alimentos, condições climáticas, controle social e educação em saúde”, completa Pritesh.

A expedição, que retorna a Manaus no dia 22/02, ocorre em uma embarcação adaptada que desce o Rio Cunamã e visita aldeias mais distantes. Os indígenas adentram o barco, passam por um circuito previamente pensado para aplicação de questionários, realização de triagem e por fim coleta de amostras de sangue.

“Assim, fazemos uma pesquisa interativa e realizamos oficinas temáticas, grupos focais com lideranças e educação em saúde, interagindo com as comunidades em seu ambiente natural”, comenta Tobias, desatacando o ineditismo do roteiro de coleta de dados de forma embarcada e com diversos grupos de pesquisa convivendo no mesmo ambiente.

Fiocruz pesquisa saúde indígena am
Fotos: Divulgação/Projeto Ybyrá

Impacto social da pesquisa

Para a tecnologista em Saúde Pública e pesquisadora da Fiocruz Amazônia Katia Maria Lima de Menezes, que também integra a coordenação do Ybyrá, o projeto é de suma importância para o território.

“Essa é uma área onde os indígenas têm muitas dificuldades de realizar exames, precisam fazer longos deslocamentos para conseguir realizar um hemograma. O Projeto Ybyrá está possibilitando essa oportunidade de oferecer exames com o comprometimento da entrega dos resultados. Com certeza, é o maior impacto social que o projeto vai gerar”, afirma Kátia Lima, que coordena outro projeto financiado pelo Programa Inova da Fiocruz voltado ao fortalecimento do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional em territórios indígenas.

Ela destaca ainda a importância da coleta de amostras para diagnóstico de HPV. “Esse exame (HPV) vai gerar impacto na saúde das indígenas que vivem na região, sobretudo as mulheres que nunca o fizeram, impactando diretamente na prevenção do câncer de colo de útero, principal causa de morte por câncer entre mulheres no Amazonas.

Para as lideranças do controle social indígena na região, a chegada do Projeto Ybirá representa um marco histórico para as comunidades da Calha do Canumã. “O nosso sentimento é de gratidão”, ressalta Pedro Santa Rita, presidente do Condisi e liderança indígena local.

“A vinda do projeto para essa região tão isolada é um grande avanço e uma grande conquista para o nosso povo”, afirma Santa Rita.

Algumas aldeias ficam situadas a quilômetros de distância da sede do município de Nova Olinda, onde está atracada a embarcação que transporta a equipe do projeto.

“Somos muito gratos por um projeto desse escolher as aldeias da Calha do Canumâ, com povos isolados, muito longínquas da cidade, de difícil acesso e difícil comunicação. Para nós é uma novidade e uma realização histórica, saber que todas as coletas terão retorno. Por isso, agradecemos a todos e em especial à Fiocruz por estar cuidando do nosso povo com muita responsabilidade”, enfatizou.

Outra liderança da região, Kleuton Mundurucu, reforçou a importância da contribuição do projeto para o território, ressaltando as potencialidades do projeto em relação a novas parcerias.

“Hoje, sabemos que a saúde indígena tem algumas dificuldades em relação a exames, principalmente os que estão sendo oferecidos pelo Projeto Ybyrá. Estamos muito felizes e orgulhosos de ter vocês aqui no nosso território trazendo melhorias para a qualidade do acesso à saúde das populações indígenas, numa iniciativa que pode se estender a outros territórios”, afirmou.

*Com informações da Fiocruz Amazônia

Pará reduz alertas de desmatamento em 40%, aponta Inpe

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Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

O Pará registrou redução de 40% na área sob alertas de desmatamento no período de agosto de 2025 a janeiro de 2026, conforme dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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No acumulado, o Estado contabilizou 488 km² de área sob alerta, frente aos 809 km² verificados no mesmo intervalo do ciclo anterior (agosto de 2024 a janeiro de 2025), o que representa queda absoluta de 321 km².

O resultado estadual superou a média registrada na Amazônia Legal. Considerando todos os estados da região, a área total sob alertas caiu de 2.050 km² para 1.324 km² no mesmo período, retração de 35%, equivalente a 725 km² a menos em relação ao ciclo anterior.

Leia também: Desmatamento no Amazonas cai 56% em janeiro de 2026, aponta Inpe

Políticas integradas e monitoramento contínuo do desmatamento

“A redução de 40% nos alertas de desmatamento demonstra que o Pará está no caminho certo. Temos investido em fiscalização, inteligência ambiental, regularização fundiária e no fortalecimento da bioeconomia como alternativa sustentável. Esse resultado é fruto de planejamento, tecnologia e integração entre os órgãos”, afirmou o governador Helder Barbalho.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará, Raul Protázio Romão, destacou que os números refletem a consistência das estratégias adotadas.

“Os dados demonstram que as medidas implementadas têm produzido efeito concreto. O monitoramento, as ações preventivas e as operações em campo têm sido fundamentais para esse avanço”, ressaltou.

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Segundo o secretário, o acompanhamento contínuo por meio das plataformas de monitoramento ambiental e a articulação com municípios prioritários permanecem como eixos centrais para consolidar a redução e garantir resultados sustentáveis ao longo do tempo.

*Com informações da Semas PA

MPF pede suspensão de licença na Foz do Amazonas

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MPF aponta riscos relacionados à exploração de petróleo pela Petrobras na Foz do Amazonas. Foto:Enrico Marone/ Greenpeace

O Ministério Público Federal (MPF) enviou duas recomendações ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Petrobras acerca dos riscos da exploração de petróleo na Foz do Amazonas. O órgão pede a suspensão imediata do licenciamento de pesquisas sísmicas e exige que a análise dos impactos considere os poços previstos para o bloco FZA-M-59 de forma conjunta, e não isolada.

Para os procuradores e procuradoras da República no Pará e no Amapá, a forma como os processos estão sendo conduzidos esconde os verdadeiros riscos socioambientais da exploração de petróleo na região.

Leia também: O que se sabe um mês após o vazamento na perfuração exploratória na Foz do Amazonas

Omissão de dados e transparência

Um dos pontos centrais de uma das recomendações é o bloco de exploração FZA-M-59. O MPF aponta uma contradição entre o que a Petrobras diz à sociedade e o que ela planeja tecnicamente.

Nos materiais de comunicação e reuniões com as comunidades, a Petrobras aborda a perfuração de apenas um poço (chamado “Morpho”). Já em um cronograma atualizado apresentado pela empresa, os estudos ambientais já preveem a perfuração de outros três poços no mesmo bloco (“Marolo”, “Manga” e “Maracujá”), entre 2027 e 2029.

Segundo o MPF, além de prejudicar o conhecimento público sobre a proporção real das atividades previstas, ao licenciar um poço de cada vez, o impacto total é mascarado. Quando quatro poços são perfurados na mesma região, os riscos de vazamentos, o barulho das máquinas e o fluxo de navios se somam, criando um impacto muito maior do que seria mensurado ao considerar cada poço de forma individual e independente. Para o MPF, os impactos devem ser analisados considerando os efeitos cumulativos e sinérgicos.

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instituto é pensado para estudar foz do amazonas
Foz do Amazonas. Imagem: Reprodução/Google Maps

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é a Foz do Amazonas?

Pesquisa sísmica na Foz do Amazonas

A outra recomendação foca na pesquisa sísmica — um método que usa canhões de ar comprimido para emitir pulsos sonoros potentes e mapear o petróleo no fundo do mar.

O MPF identificou que o licenciamento dessas pesquisas está avançando sem dados primários. Isso significa que a empresa responsável não foi ao local coletar informações reais sobre todo o ecossistema que vive ali.

Além de destacar que a região abriga o Cânion do Rio Amazonas e recifes de corais, que são áreas de extrema sensibilidade biológica, o MPF aponta que pareceres técnicos do próprio Ibama confirmam que não foi apresentado o diagnóstico  de meio ambiente que foi exigido. Segundo o MPF, sem esses dados, as reuniões técnicas informativas (RTIs) com a população são inválidas, pois a sociedade acaba sendo consultada sobre um projeto cujo impacto real não é conhecido nem pelos próprios técnicos do projeto.

Leia também: R$ 2,5 milhões: Petrobras é multada pelo Ibama por vazamento de fluido na Foz do Amazonas

O mito da “soberania nacional”

O MPF também contesta o uso frequente do argumento de “defesa do interesse nacional” e “independência energética” para acelerar as licenças. Os procuradores e as procuradoras da República explicam que, no modelo de exploração da Foz do Amazonas atual – regime de concessão -, a propriedade do petróleo e do gás extraídos é transferida para as empresas que ganham o direito de explorar. O resultado do 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC), por exemplo, resultou na adjudicação de blocos a um consórcio majoritariamente composto por grandes corporações transnacionais, tais como Chevron, Equinor, ExxonMobil, Petrogal, Karoon, CNODC e Shell.

Como muitas dessas empresas são grandes corporações estrangeiras, o lucro da atividade vai prioritariamente para acionistas ao redor do mundo, e não para o Brasil. Para o MPF, o uso da “soberania” como justificativa é contraditório, pois o controle do recurso natural é entregue ao capital internacional, enquanto os custos ambientais operacionais e os riscos de um eventual desastre são assumidos integralmente pelas comunidades locais e pelo ecossistema brasileiro.

Para garantir a segurança das populações e do meio ambiente na região da Foz do Amazonas, o MPF fez pedidos específicos:

  • Ao Ibama:

– Não autorize a perfuração dos poços Marolo, Manga e Maracujá sem que a Petrobras apresente os estudos técnicos necessários;

– Condicione qualquer avanço no Bloco FZA-M-59 à análise conjunta dos quatro poços previstos, considerando os efeitos sinérgicos e cumulativos;

– Suspenda o prazo para manifestação pública e as Reuniões Técnicas Informativas, até que os estudos necessários para as pesquisas sísmicas sejam realizados corretamente;

  • À Petrobras:

– Retifique e atualize, em 30 dias, o projeto de comunicação social e os boletins informativos, para que conste de forma clara a previsão de perfuração dos quatro poços ao invés de um;

– Atualize todos os canais oficiais da empresa, removendo informações que considerem a perfuração de apenas um poço, garantindo o direito à informação e a transparência ambiental.

*Com informações do MPF

Rede Educa destaca ESG como fator estratégico para competitividade do Polo Industrial de Manaus

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A Fundação Rede Amazônica (FRAM), em parceria com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), exibiu a segunda videoaula do projeto Rede Educa com o tema “Introdução ao ESG”. O conteúdo apresentou os fundamentos do conceito e destacou a importância da aplicação prática dos princípios ambientais, sociais e de governança para a competitividade das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM).

A aula foi conduzida por Lorë Kotinski Aguiar, doutora em Comunicação, com pesquisa voltada ao ESG. Durante a exposição, a especialista abordou temas relacionados ao meio ambiente, sustentabilidade, responsabilidade corporativa e governança, além de explicar como as empresas podem estruturar ações alinhadas aos três pilares do ESG, gerando impacto positivo nas comunidades e fortalecendo o desenvolvimento regional.

ESG e competitividade no cenário internacional

Ao longo da videoaula, Lorë Kotinski ressaltou que o ESG deixou de ser tendência para se tornar requisito estratégico, especialmente diante das exigências do mercado global.

“Para as empresas do Polo Industrial de Manaus, o ESG é fundamental, especialmente no cenário atual. O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia abre um mercado gigantesco, mas com regras claras e rigorosas nas áreas ambiental, social e de governança. Por isso, mais do que falar em ESG, é essencial que essas práticas estejam efetivamente presentes nas empresas, tornando-as cada vez mais competitivas, principalmente no mercado de exportação”, destacou.

Formação alinhada à realidade amazônica

O projeto Rede Educa tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre preservação ambiental, sustentabilidade e o papel das empresas e da sociedade na construção de um modelo de desenvolvimento mais responsável e alinhado às demandas contemporâneas.

Os conteúdos são estruturados para dialogar diretamente com a realidade amazônica, promovendo informação qualificada, acessível e conectada aos desafios do setor produtivo regional.

A segunda videoaula do Rede Educa foi exibida no Amazon Sat e está disponível gratuitamente no canal oficial da Fundação Rede Amazônica no YouTube:

O projeto Rede Educa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM).

Filme retrata luta de mulheres na Amazônia e explora pertencimento e responsabilidade

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Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Saberes, o cuidado com a família e a relação profunda com o território onde vivem. Esses aspectos do cotidiano aparecem no filme ‘Mulheres que Sustentam a Amazônia‘, lançado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Arquidiocese de Santarém (PA).

A produção contou com o apoio do curso de Geografia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), ligado ao Instituto de Ciências da Educação (Iced).

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O filme reúne depoimentos de mulheres da comunidade Jatobá, no município de Mojuí dos Campos (PA), e do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Serra Azul, em Monte Alegre (PA).

O curso de geografia auxiliou na produção a partir do diálogo contínuo com as lideranças mulheres e ida de professores e alunos às comunidades. Nas dinâmicas de grupo, buscavam instigar a compreensão das mulheres com relação às suas realidades, sua relação ao pertencimento e a sua responsabilidade no campo.

Imagem colorida mostra vista aérea de campus da Ufopa para falar sobre filme
Foto: Divulgação/ Ufopa

Também houve abordagens sobre a função dessas mulheres na luta contra o avanço de setores vinculados aos monocultivos da agricultura capitalista.

O filme foi lançado no último dia 6 de fevereiro na Unidade Rondon da Ufopa – Campus Santarém, quando houve a primeira exibição da obra.

Sobre o filme

A produção busca potencializar as vozes das mulheres que vivem e resistem nos territórios amazônicos. Mais do que registrar histórias, o filme tem como objetivo evidenciar o papel fundamental das mulheres na sustentação da vida, da cultura e da resistência na região.

As vozes que conduzem a narrativa surgem da roça, da floresta e do coração das comunidades, revelando um cuidado que vai além das tarefas diárias: trata-se de um modo de viver, transmitido entre gerações, que preserva a saúde, a memória, a educação dos filhos e o afeto comunitário.

leia também: Verdade “nua e crua”: 5 filmes que mostram a realidade da região amazônica

O filme destaca que, para essas mulheres, o cuidado é um ritmo constante, comparado ao cultivo da terra: plantar, proteger, esperar e colher.

Os saberes tradicionais, herdados das avós — como o uso de plantas medicinais e práticas de cura — aparecem como expressões de resistência e identidade.

Da mesma forma, a educação dos filhos é apresentada como um ato de proteção, para que as novas gerações não percam suas raízes diante dos desafios do mundo exterior.

Em breve, a obra será disponibilizada na Internet para acesso público. Outras informações no site da Arquidiocese de Santarém.

*Com informações da Ufopa

Expedição é realizada para mapear riscos ambientais em 50 comunidades do Médio Solimões

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Foto: Tácio Melo/Instituto Mamirauá

A ‘Expedição de Mapeamento de Riscos e Desastres no Médio Solimões‘ partiu de Tefé, no Amazonas, no dia 20 de janeiro, com destino a 50 comunidades ribeirinhas e indígenas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e ao longo do Rio Solimões, passando pelos municípios de Tefé, Uarini, Alvarães, Juruá e Fonte Boa.  

A expedição, realizada até o dia 11 de fevereiro, propôs entrevistar mais de 500 pessoas com o objetivo de analisar os fenômenos naturais e desastres ambientais que têm ocorrido na região, além de compreender como as populações ribeirinhas da região se adaptam e enfrentam esses cenários.  

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Durante as visitas às comunidades, os pesquisadores realizam entrevistas com líderes comunitários e famílias para coletar informações detalhadas sobre cheias e secas, fenômenos de terras caídas, formação de praias, quedas de árvores, qualidade do solo, perda do pescado, além de dificuldades de locomoção e acesso à alimentação, escassez de água potável e surgimento de doenças.   

Além das entrevistas, o grupo de pesquisadores realiza registros fotográficos e utiliza drones para mapeamento e reconhecimento das áreas, com a finalidade de descrever as características geográficas das comunidades e identificar, de forma técnica, os riscos ambientais enfrentados por cada uma delas. Imagens de satélites também deverão ajudar na análise.   

Para Paula Silva, pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Geociências e Dinâmicas Ambientais da Amazônia, do Instituto Mamirauá, ouvir as comunidades é fundamental para um mapeamento ainda mais aprofundado.   

“A ideia é ir além do diagnóstico técnico. Para isso, precisamos ouvir os relatos dos comunitários, a fim de compreender melhor como eles se adaptam e enfrentam esses eventos extremos”, explica.  

Segundo a pesquisadora, durante as visitas foi possível coletar informações de moradores mais antigos, que trouxeram narrativas comparativas entre o presente e o passado de seus territórios. “Alguns entrevistados relataram o aumento do calor durante o verão e como as chuvas e corredeiras têm se tornado mais intensas”, acrescenta.  

Para o tuxaua da Aldeia Laranjal, Paulo Miranha, é fundamental que as comunidades sejam ouvidas, já que cada uma carrega experiências e vivências importantes.   

“Vejo essa pesquisa como uma oportunidade de falar sobre os desafios e problemas enfrentados aqui na aldeia. Agradeço pela presença de vocês, pois é ouvindo nossas vozes que será possível compreender melhor as dificuldades e as transformações que nossos territórios vêm passando”, afirma.  

Necessidade da pesquisa  

Os territórios amazônicos passam por constantes transformações. A Amazônia sempre enfrentou fenômenos naturais como terras caídas, corredeiras, cheias e secas. No entanto, essas áreas têm se tornado ainda mais sensíveis com o avanço do aquecimento global, o que afeta diretamente a maioria dos povos amazônidas, que vivem, em grande parte, às margens de rios e lagos.  

Nesse sentido, a expedição, alcançando 50 comunidades da região do Médio Solimões, busca, por meio de relatos e mapeamentos, produzir novas informações sobre as mudanças climáticas e ambientais nesses territórios, contribuindo para a formação de políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida dessas populações.  

Ainda sobre o mapeamento, a partir de entrevistas, relatos e imagens, o grupo de pesquisa deve descrever de forma detalhada os níveis de riscos, os desastres e os problemas enfrentados por cada comunidade em relação às mudanças climáticas e fenômenos naturais.

“Esperamos que as informações geradas possam subsidiar políticas públicas de gestão de riscos e desastres, assim como ações voltadas à agenda climática, além de apoiar o trabalho de órgãos como a Defesa Civil”, acrescentou Ayan Fleishmann, pesquisador do Grupo de Pesquisa em Geociências e Dinâmicas Ambientais da Amazônia, do Instituto Mamirauá. 

A iniciativa, além de aproximar as comunidades da pesquisa científica, fortalece a articulação entre instituições de pesquisa e universidades. Participaram da expedição pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas, de Tefé e Tabatinga, e da Universidade Internacional da Flórida, dos Estados Unidos.  

Financiamento da expedição e apoio  

Realizada pelo Instituto Mamirauá, a expedição é financiada pela Gordon and Betty Moore Foundation, com apoio da Florida International University e da Universidade do Estado do Amazonas, Polo Tefé. 

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Instituto Mamirauá

Mais de 50 mil foliões em Parintins: Carnailha celebra sucesso em 2026

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Foto: Reprodução/Amazon Sat

Considerado o segundo maior evento de Parintins, cidade mundialmente conhecida pelo Festival Folclórico e pela histórica disputa entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido, o Carnailha se consolida como uma das mais tradicionais manifestações culturais do município amazonense. A festa é realizada anualmente no domingo, na segunda e na terça-feira de Carnaval, reunindo milhares de foliões “na avenida”.

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Na disputa do Grupo Irreverente, sete blocos competem: Invasão na Folia, Os Belezuras, As Tiazinhas, Pantera Cor de Rosa, Lagarto Salgado, Chitara da Chapada e Os Piratas. Já na Chave Especial, seis blocos disputam o título de campeão: Os Metralhas, Bad Boy, Império do Palmares, FAX, Unidos do Itaúna e Rubro Negro.

De acordo com a vice-prefeita de Parintins, Vanessa Gonçalves, a expectativa é que mais de 50 mil pessoas tenham passado pela cidade para participar do circuito carnavalesco ao longo da programação, já que em 2026, o Carnailha teve uma estrutura ampliada e um forte esquema de segurança. A prefeitura deve divulgar os dados consolidados até o fim da semana.

O investimento foi de cerca de R$ 2 milhões para garantir a realização do evento, além do suporte da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, da Guarda Municipal, do Ministério Público e do Conselho Tutelar, que garantiram a organização do circuito e a proteção do público.

Segurança reforçada nas três noites

Foto: Pedro Coelho/Secom Parintins

Ao todo, o 11º Batalhão da Polícia Militar empregou 108 policiais, com média de 50 agentes por noite, além de seis viaturas e três motocicletas distribuídas em pontos estratégicos da cidade.

Além disso, de acordo com o capitão Almeida, o 19º Grupamento de Bombeiros Militar trabalhou com força operacional completa, disponibilizando três viaturas, entre unidades de combate a incêndio e de resgate.

Segundo o Sargento Luiz Carlos Miranda, a Guarda Municipal de Parintins contou com 40 agentes, que foram responsáveis, principalmente pela segurança interna do evento, e atuaram nas entradas de arquibancadas e camarotes garantindo a organização.

De acordo com a prefeitura, o Ministério Público e o Conselho Tutelar também participaram com ações de fiscalização, voltadas à prevenção de irregularidades e no acompanhamento de eventuais ocorrências envolvendo o público infanto-juvenil. 

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Estrutura e planejamento

Segundo Kill Serrão, membro da Comissão Organizadora, a estrutura do circuito carnavalesco teve aproximadamente 200 metros, com arquibancadas, 50 camarotes, praça de alimentação e ordenamento das barracas.

A montagem envolveu aproximadamente 50 trabalhadores responsáveis pela instalação de camarotes, arquibancadas, sistema de som e iluminação.

Foto: Reprodução/Amazon Sat

Além disso, o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Marquinho da Luz, informou que, para garantir o fornecimento de água durante a festa, o SAAE executou uma operação especial com mais de 30 poços tubulares.

Além disso, a estrutura de saúde também foi intensificada, com aproximadamente 300 profissionais mobilizados nas frentes de atendimento e prevenção, divididas entre unidades de Pronto Atendimento, equipes de resgate, hospital e Vigilância em Saúde, durante toda a programação.

Participação dos bois-bumbás na avenida

Os bois de Parintins também participam do evento carnavalesco com a famosa noite dedicada ao Carnaboi, que representa o início da temporada bovina na cidade.

O Boi Caprichoso levou cerca de 700 brincantes, entre eles, 140 marujeiros e 120 dançarinos, além de quatro alegorias e os itens oficiais, como Patrick Araújo, Edmundo Oran, Caetano Medeiros e Jr. Paulain.

Já o Boi Garantido desfilou com mais de 100 batuqueiros, além de também levar alegorias e, claro, os itens oficiais como Sebastião Júnior, Israel Paulain, David Assayag e o amo João Paulo Faria. 

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Galeria: confira momentos das três noites do Carnailha 2026
Foto: Reprodução/Amazon Sat

Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

Confira momentos das três noites do Carnailha 2026; Fotos

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Fotos de Dayson Valente, Edley Ribeiro e Diego Andreolleti

Segunda maior festa cultural de Parintins, no Amazonas, o Carnailha é marcado pela irreverência e diversão dos blocos carnavalescos na avenida.

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A alegria contagia o público com diversos temas levados para a avenida pelos blocos do Grupo Irreverente e da Chave Especial, além, é claro, do Carnaboi, que abre a temporada bovina.

Veja alguns momentos da festa que reuniu milhares de foliões entre os dias 15 e 17 de fevereiro na ilha da magia:

Galeria: confira momentos das três noites do Carnailha 2026

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