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Pesquisadores buscam entender como ecossistemas tropicais são tão diversos

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Foto: Bernardo Oliveira

Os cientistas estão sempre tentando explicar os motivos pelos quais os ecossistemas tropicais são tão ricos, tão biodiversos. Mas até hoje não sabemos exatamente quais são todos os processos ecológicos que criam e mantém esta diversidade.

E, portanto, ainda não sabemos quais serão os resultados dos impactos humanos sobre a grande diversidade de espécies que vivem em ambientes tropicais, justamente num momento em que o mundo atravessa por grandes transformações ambientais e uma crise climática bate à nossa porta. 

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Em uma pesquisa realizada pelo Instituto Mamirauá em parceria com a doutora Anne Magurran, professora de Ecologia e Evolução do Centro de Diversidade Biológica da Universidade de St. Andrews, buscou-se entender o que explica a maior diversidade de espécies dos ambientes tropicais.

Nesta pesquisa, de acordo com o Instituto, foi testada a ideia de que os altos níveis de mudanças ambientais nos lagos de várzea amazônica são um fator que limita a capacidade das espécies em dominar esses ambientes, ou seja, tornar-se muito abundantes e influenciar as demais espécies. 

O estudo, publicado na revista Science Advances, foi desenvolvido em lagos da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, região que concentra uma das mais altas riquezas e abundâncias de peixes de água doce do mundo. A grande diversidade de peixes, aliada a um ambiente muito heterogêneo, proporciona uma combinação de características que torna Mamirauá um ambiente favorável para avaliar quais são as influências que a variação ambiental exerce sobre a biodiversidade.

ecossistemas tropicais são diversos
Foto: Reprodução/Acervo Governo do Amazonas

Ecossistemas tropicais surpreendem

Neste trabalho foi realizado o acompanhamento das espécies de peixes nos ecossistemas tropicais por meio de coletas mensais nos mesmos lagos de várzea da Reserva Mamirauá, cobrindo um período de mais de 20 anos, em três ciclos anuais: 2003, 2012 e 2022. Este trabalho totalizou aproximadamente 76 mil peixes identificados, pesados e medidos. Nestes ambientes, foram encontrados mais de 290 espécies de peixes.

“Descobrimos que a quantidade de espécies encontradas é inversamente relacionada com a manutenção de sua dominância. Ou seja, quanto mais espécies são encontradas em um local, menor será a capacidade de uma única espécie manter sua dominância ao longo de mudanças ambientais. Encontramos uma forte substituição de espécies dominantes na estrutura e composição da assembleia de peixes, sendo que diferentes grupos funcionais são favorecidos à medida que as mudanças das condições ambientais vão ocorrendo. Esta forte substituição de espécies dominantes alimenta a coexistência das espécies, e este é um mecanismo ecológico que ajuda a explicar como a heterogeneidade ambiental pode contribuir para a diversidade tropical”, explica o Instituto.

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“Embora este seja um ecossistema que varia naturalmente no espaço e no tempo, nos últimos anos tem-se observado uma tendência para um clima mais quente e seco na Amazônia. Nós descobrimos que, na parte final do estudo, com temperaturas mais altas e níveis mais baixos da água, certos grupos de peixes, particularmente os onívoros e os que se alimentam no fundo, prosperaram mais em detrimento de outros mais especializados, como os piscívoros. Também observamos reduções no tamanho corporal dos peixes e níveis mais elevados de mudança na composição – fenômenos que foram relatados em muitos outros ecossistemas em todo o mundo. Estas tendências precisam ser conhecidas em maior profundidade, para podermos entender de que modo este processo contínuo de alteração ambiental poderá afetar a biodiversidade dos trópicos de uma forma geral, e a diversidade, riqueza e abundância de peixes na várzea amazônica em especial. Entendendo como funcionam estes padrões, estaremos mais preparados para combater seus efeitos, e proteger este rico patrimônio que é a riqueza e diversidade de peixes da Amazônia”, completa a publicação.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Instituto Mamirauá

Prefeitura constrói terceiro ecoponto de Boa Vista e reforça compromisso com sustentabilidade

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Unidade em construção vai operar nos mesmos moldes das duas em funcionamento. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Boa Vista avança com as políticas públicas voltadas à sustentabilidade, focando no descarte consciente de resíduos. A prefeitura está construindo o terceiro ecoponto da capital. A unidade vai funcionar no bairro Caçari, na zona Leste, no mesmo modelo dos equipamentos já existentes no Nova Cidade e Cidade Satélite.

Com uma área de 1.025,56 m², o novo ecoponto vai facilitar o acesso da população à coleta seletiva e reduzir o impacto de resíduos no meio ambiente urbano. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Sandro Barbot, a construção do terceiro ecoponto representa um avanço significativo na implementação da política pública de gestão municipal de resíduos, conforme Lei 2.004/ 2019.

Serão três equipamentos com mesmo padrão. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

“Esse novo espaço vai facilitar o descarte correto de resíduos recicláveis por parte da população, evitando o acúmulo desses materiais nas ruas ou em terrenos baldios, prevenindo enchentes e a proliferação de doenças. Moradores da região poderão descartar os itens em um local adequado, sem precisar se deslocar para bairros mais distantes”, explicou.

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Destino correto de resíduos

Em funcionamento há um ano, juntos, os ecopontos da cidade já recolheram mais de 300 toneladas de resíduos, com a colaboração de moradores que entendem a importância desse espaço para a preservação do meio ambiente, limpeza e organização urbana da cidade. Os resíduos nos ecopontos são removidos regularmente pela empresa responsável pelo gerenciamento do local.

População vai poder contar com mais um equipamento. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Vale ressaltar que todo o material coletado é destinado para empresas licenciadas que são responsáveis pelo gerenciamento correto dos resíduos, promovendo a reciclagem, reutilização, geração de renda e destinação adequada desses materiais.

Os ecopontos NÃO RECEBEM resíduos úmidos, como os que entram rapidamente em decomposição e atraem vetores, como animais mortos, restos de alimentos e resíduos domésticos.

Boa Vista conta com dois ecopontos em funcionamento. Foto: Andrezza Mariot/PMBV

O que pode ser descartado em um ecoponto?

Nos ecopontos podem ser descartados restos de galhadas e demais materiais recicláveis, como: sobras de construção civil, sofás inutilizados, geladeiras sem utilidade, plásticos, alumínio, vidro, entre outros tipos de resíduos secos que não estão contaminados ou sujos por substâncias orgânicas.

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O que não pode ser descartado?

Resíduos úmidos, como os que entram rapidamente em decomposição e atraem vetores, não são aceitos. Por exemplo: animais mortos, restos de alimentos e resíduos domésticos, ou seja, todo material que possui substância orgânica.

Pilhas, pneus, lâmpadas, embalagens de agrotóxicos, baterias e outros materiais que contém composição química devem ser entregues nos diversos pontos de coleta de logística reversa espalhados pela cidade, como supermercados e shoppings.

STF invalida parte de lei do Amazonas sobre compensação pela exploração de petróleo

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Foto: Geraldo Falcão/Agência Petrobras

O Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou trechos de uma lei do Amazonas que trata da fiscalização, arrecadação e participações financeiras relativas à exploração de recursos minerais e hídricos, incluindo petróleo e gás natural, no território do estado. O entendimento é de que só a União pode legislar sobre as obrigações principais relacionadas ao tema. 

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A decisão foi tomada na sessão plenária virtual encerrada no dia 22 de agosto, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5335. A ação foi proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a Lei estadual 3.874/2013. 

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Obrigações principais

O relator, ministro Nunes Marques, explicou que, de acordo com a Constituição Federal, a União, os estados e os municípios têm competência comum para registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios.

Contudo, embora a Constituição Federal assegure aos estados os royalties decorrentes da participação no resultado da exploração desses recursos em seu território, a sistemática de definição, arrecadação e lançamento de compensações e participações financeiras deve ser disciplinada por lei federal.

Obrigações acessórias

Em relação às obrigações acessórias, Nunes Marques destacou que, em casos semelhantes, o Supremo julgou constitucionais leis locais que as regulam. Nesse sentido, votou pela validade das disposições da lei estadual que tratam da fiscalização das quota-partes repassadas pelas concessionárias exploradoras situadas no território do Amazonas.

Efeitos da ação do STF

Em razão do interesse público e da segurança jurídica, além do risco de impacto financeiro-orçamentário ao estado, a decisão terá efeitos a partir do julgamento. Ficam ressalvadas as ações ajuizadas individualmente até a publicação da ata do julgamento. A decisão foi unânime.

*Com informações do STF

Pesquisa aponta alternativas para reduzir perdas causadas por fungos na produção de pimenta-de-cheiro no Amazonas

Foto: Jânia Lília da Silva Bentes Lima/Acervo

Com o objetivo de reduzir perdas na produção de pimenta-de-cheiro no Amazonas, uma pesquisa avaliou o uso combinado de adubação mineral (NPK) e fungicidas no manejo da antracnose, uma das principais doenças causadas por fungos, que afeta os cultivos no Estado.

Coordenado pela professora, engenheira agrônoma e doutora em Fitopatologia, Jânia Lília da Silva Bentes Lima, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o estudo foi apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), amparado pelo Programa Estratégico de Desenvolvimento do Setor Primário Amazonense (Prospam/Fapeam), via edital nº 008/2021.

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A pimenta-de-cheiro (Capsicum chinense), amplamente utilizada na culinária regional e fonte de renda para milhares de agricultores familiares, pode sofrer perdas de até 100% da produção devido à antracnose, doença causada por fungos do gênero Colletotrichum spp.

pimenta-de-cheiro com fungo
Foto: Jânia Lília da Silva Bentes Lima/Acervo

Segundo a coordenadora, no Amazonas, a antracnose tem forte impacto sobre os cultivos de pimenta-de-cheiro, podendo impedir completamente a venda da produção quando a incidência chega a níveis elevados.

Com o objetivo de reagir a esse problema e oferecer soluções sustentáveis aos agricultores, a pesquisa ‘Integração de adubação e controle químico no manejo da antracnose da pimenta-de-cheiro: Estratégia para redução do uso de fungicidas e aumento da produtividade’ buscou determinar uma combinação entre adubação e controle químico para aumentar a produtividade da pimenta-de-cheiro, um dos temperos mais característicos e apreciados da culinária amazônica.

Leia também: Ardosa, picante ou suave: saiba a diferença entre sete pimentas populares na região

Estratégia para melhorar cultivo da pimenta

A proposta da equipe foi integrar práticas de adubação mineral (NPK) com o uso racional de fungicidas, de forma a reduzir a incidência da doença, aumentar a produtividade e diminuir o número de aplicações químicas durante o ciclo da cultura.

“A combinação de doses de NPK com fungicidas foi avaliada em experimentos de campo. Medimos a incidência e severidade da antracnose, a produtividade em número e peso de frutos e o crescimento das plantas”, explicou a pesquisadora Jânia.

Foto: Jânia Lília da Silva Bentes Lima/Acervo

Os experimentos foram realizados em 2022 e 2023, na Fazenda Experimental da Ufam, localizada na BR-174, que liga Manaus a Presidente Figueiredo (distante a 117 quilômetros da capital). Durante o processo, foram testadas diferentes doses de NPK associadas ao uso de fungicidas.

O estudo testou doses com nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), em conjunto com três tipos de fungicidas: Tenaz, Amistar Top e Clorotalonil. Ao todo, foram avaliados 16 tratamentos.

A pesquisadora reforça que a integração da nutrição mineral com o controle químico poderá resultar em menor número de aplicações de fungicidas e maior produtividade da cultura, trazendo benefícios diretos à agricultura familiar.

Resultados

Os resultados apontaram redução da incidência e severidade da doença nas plantas submetidas a doses de adubação de 100% e 200%.

“Quando associadas ao fungicida Azoxistrobina+Difeconazol, resultou no maior número e peso de frutos. Já o crescimento das plantas, em altura e biomassa, não foi afetado”, destacou Jânia.

Com a conclusão dos experimentos, o estudo abre caminho para novas recomendações técnicas que podem transformar o manejo da pimenta-de-cheiro no Amazonas, fortalecendo um cultivo que é símbolo da economia local e da identidade cultural da região.

*Com informações da Fapeam

Nova rota marítima que conecta Amapá à China fortalece economia regional

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Nova rota permite economia nos custos e redução no tempo para transportar cargas entre Brasil e China. Foto: Márcio Pinheiro/MIDR

O Amapá passa a ter destaque na rota marítima internacional, com a inauguração da rota de conexão entre o Porto de Gaolan, em Zhuhai, na China, e o Porto do município amapaense de Santana. A interligação é parte da articulação do Governo do Brasil, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), para fortalecer o comércio bilateral.

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Nova rota marítima conecta Amapá à China
Brasil e China inauguram rota marítima direta com passagem pelo Porto de Santana. Foto: Reprodução/Acervo PMS

Com a nova rota, o Amapá amplia a visibilidade e abre novas possibilidades para o crescimento na movimentação portuária, na geração de empregos e no fortalecimento da economia local. 

“É resultado das articulações do governo brasileiro na agenda de cooperação com a China. A rota promove benefícios mútuos, uma vez que facilita a entrada de produtos chineses para alavancar atividades comerciais e industriais no estado, como também garante que os chineses possam consumir produtos do nosso agro e da bioeconomia”, explicou o ministro Waldez Góes. A conexão reduz em aproximadamente 14 dias o tempo de transporte em comparação às rotas tradicionais, em geral pelo Porto de Santos (SP).

Produtos amazônicos devem ter envio acelerado ao mercado chinês com a nova rota. Canal Dourado, na China. Foto: Divulgação/MIDR

Segundo o ministro, a nova rota permite economia nos custos e redução no tempo para transportar cargas entre os dois países. “Se você sair hoje com o produto do Centro-Oeste, comparado com o Porto de Santos, para a Europa, você diminui, por exemplo, a soja, o custo de 14 dólares por tonelada. E se for para a China, 7,8 dólares por tonelada. Além do tempo de viagem que diminui. Isso agrega na recompensa ao produtor, seja ele da Amazônia ou do Centro-Oeste”, destacou Góes ao Bom Dia, Ministro.

É resultado das articulações do governo brasileiro na agenda de cooperação com a China. A rota promove benefícios mútuos, uma vez que facilita a entrada de produtos chineses para alavancar atividades comerciais e industriais no estado, como também garante que os chineses possam consumir produtos do nosso agro e da bioeconomia” Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional

Porto de Santana fica na foz do Rio Amazonas — Foto: CDSA/Divulgação

Leia também: Produtos da Amazônia passam a ter rota direta para a China via Porto de Santana, no Amapá

Primeiro carregamento

Durante a inauguração, houve o primeiro descarregamento de produtos chineses na área de alimentos e equipamentos de energia solar. As mercadorias, vindas de Zhuhai, região chinesa conhecida como Grande Baía, foram recebidas em containers pela Companhia Docas de Santana (CDSA).

Referência Amazônica

O governador do Amapá, Clécio Luís, enfatizou o papel estratégico do estado no processo logístico, que passa a ter mais protagonismo com a criação da nova rota. “Seremos referência para outras regiões da Amazônia e para o Centro-Oeste. O estado será corredor de importação de toneladas de produtos que serão transportados e serão beneficiados por meio das políticas de livre comércio e Suframa. É um marco histórico para o Amapá”, acrescentou.

Mais negócios

O presidente da Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil – China, Fábio Hu, destacou a aproximação do Amapá com a China para o fechamento de novos acordos de cooperação. “A partir de hoje, podemos fechar mais negócios com o Amapá. A China está disposta a cooperar de forma significativa para o desenvolvimento do estado, focando na sustentabilidade e boas práticas”.

Empregos

O prefeito do município de Santana, Bala Rocha, apontou o potencial de geração de empregos e desenvolvimento com a rota. “Nosso Porto de Santana ficará mais estruturado para esse maior fluxo de mercadorias. É a possibilidade de contratação de mais mão de obra e mais benefícios para a população da nossa cidade”, concluiu.

Avó se diverte ao empinar pipas com os netos durante festival na 54ª Expofeira do Amapá

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Avó participa de festival de pipas com os netos na 54ª edição da Expofeira. Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

Uma avó se divertiu junto com os netos na 54ª Expofeira do Amapá durante o festival de pipas. Edna Sacramento, de 67 anos, levou os netos e o bisneto para o festival realizado nesta segunda-feira (1º), na pista de motocross. Ela contou que o passeio foi feito especialmente para atender ao pedido das crianças.

“Eu sou vó e bisavó, eles queriam vir pra cá e não tinha quem trouxesse, pra fazer a vontade de neto e bisneto. Eu tô achando muito divertido. Meu bisneto é autista e ele tá muito feliz empinando a pipa dele”, disse Edna, que tem três netos e bisnetos.

O festival de pipas é uma das atrações da expofeira e acontece novamente no domingo (7), o Dia da Família. Serão distribuídas 750 pipas e 750 carretéis de linhas.

Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

“É muito importante tirar o foco da comunidade de outras atividades e trazer as crianças para o lazer. O esporte salva vidas, então esse incentivo é essencial”, afirmou Venilton Teixeira, representante da Secretaria de Estado do Desporto e Lazer do Amapá (Sedel).

Festival de pipas da 54ª Expofeira do Amapá reúne famílias

O jovem Idaison Batista, de 25 anos, também participou do evento e aproveitou uma folga no trabalho para se divertir. Ele trabalha como autônomo vendendo pipoca, algodão doce e batata frita na feira.

“É um evento legal, tem várias pessoas se divertindo e empinar pipa é algo que a gente faz desde criança. Tive um tempo livre agora e é bom aproveitar pra uma diversão e depois trabalhar de novo”, disse.

Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

Esta é a primeira edição do evento promovido pela Sedel, que tem como objetivo oferecer lazer seguro para crianças e famílias.

“Hoje estamos realizando o primeiro festival de pipas. Distribuímos 250 pipas e 250 carretéis com linha branca, que são do tipo sem cerol, mais seguras para quem participa e para quem circula pelo local”, explicou Venilton.

Além do festival de pipas, a Sedel também organiza outras atividades na Expofeira. No estande da secretaria, funciona a Tenda Olímpica, com exposição de atletas olímpicos e paralímpicos do estado.

A programação começou no domingo (31) e segue até o dia 7 de setembro. Estão previstos aulões de beach tennis, na quadra de areia, e de jiu-jitsu, na quadra coberta.

*Com informações da matéria de Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.

Parque Cemitério Soledade: patrimônio histórico é espaço vivo de cultura e aprendizado

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Foto: Alexandre de Moraes/UFPA

A segunda etapa do projeto de conservação e restauro do Parque Cemitério Soledade, em Belém, foi entregue à população este ano em um trabalho conjunto entre a Universidade Federal do Pará (UFPA), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Secretaria de Cultura do Estado Pará.

Os trabalhos, conduzidos pelo Laboratório de Conservação, Restauração e Reabilitação (Lacore) e pela Faculdade de Conservação e Restauro da UFPA, resultaram na recuperação de 150 túmulos, mausoléus e espaços históricos remanescentes de irmandades, devolvendo à população um dos mais importantes marcos históricos da capital paraense.

O processo foi conduzido por equipes da UFPA sob a coordenação do professor Alexandre Loureiro, com a participação das professoras Rose Norat, Flávia Palácios e Thais Sanjad, além de técnicos e estudantes do faculdade de Conservação e Restauro. As atividades incluíram desde diagnósticos do estado de conservação, as recomendações técnicas de restauro e a execução dos trabalhos. A UFPA tem colaborado desde o início do projeto. Na primeira fase, concluída em 2023, cerca de 130 estruturas foram restauradas.

Leia também: Com mais de 400 túmulos, Cemitério da Soledade em Belém é transformado em parque

parque cemitério soledade
Foto: Alexandre de Moraes/UFPA

A cerimônia de assinatura referente à Etapa II da Restauração de Bens da Arquitetura Mortuária do Cemitério de Nossa Senhora da Soledade foi realizada no dia 30 de agosto, em frente à capela do Parque Cemitério, e reuniu o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva; a vice-reitora da UFPA, Loiane Prado Verbicaro;  a superintendente do Iphan no Pará, Cristina Vasconcelos Nunes; o secretário-adjunto de Cultura do Pará, Bruno Chagas; o diretor-executivo da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), Riberto Ferraz; e o coordenador da Segunda Etapa do Projeto de Restauro, professor Alexandre Máximo Silva Loureiro, que conduziu parte dos trabalhos de pesquisa e acompanhamento da obra. 

Para o reitor da UFPA, o projeto reafirma a relevância da Universidade na preservação do patrimônio cultural da Amazônia. “Este é um momento de grande alegria para nós. A UFPA trouxe sua expertise técnica, por meio do nosso Laboratório e dos cursos da área, para garantir a recuperação desse espaço histórico. É uma conquista para toda a sociedade e um legado para as futuras gerações. A Universidade permanece à disposição para continuar contribuindo com iniciativas que preservem a memória e a cultura do nosso povo”, destacou.

A superintendente do Iphan no Pará, Cristina Vasconcelos, comemorou a entrega.

“O Soledade representa muito mais que um cemitério. Aqui falamos de história, de contextualização, de patrimônio. O Cemitério da Soledade é um dos patrimônios mais representativos do nosso estado, pois evidencia um momento da história que precisamos trazer conosco e relembrar. Essa segunda etapa significa revitalizar a nossa história”, disse.

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“O Soledade faz parte de um contexto de transformação da cidade de Belém, e o compromisso que o governo do Estado vem assumindo nos últimos anos é de resgatar a memória e restaurar o nosso patrimônio”, complementou o secretário-adjunto de Estado de Cultura, Bruno Chagas.

A programação do evento incluiu aula pública com o historiador Michel Pinho, oficinas de conservação realizadas pelo Lacore, feira criativa e apresentação musical do Quinteto Caxangá. 

“Somente quem conhece o seu passado e reconhece a sua importância pode saber que o futuro precisa de memórias, sem elas não há histórias e se não há história nos tornamos objeto. Que o restauro desse lugar nos permita compreender melhor nossas próprias histórias”, saudou o diretor executivo da Fadesp.  

Foto: Alexandre de Moraes/UFPA

Restauro e conservação do parque

O coordenador do Lacore, Alexandre Loureiro, ressaltou a complexidade do trabalho e o orgulho pelo trabalho. “Enfrentamos desafios técnicos que exigiram precisão e planejamento. Juntamente com nossos estudantes, trabalhamos desde a catalogação de material fóssil, reestabelecimento de volumetrias perdidas, trabalho de réplicas. Ver o resultado final e saber que esse esforço contribui para a valorização cultural de Belém é extremamente gratificante destacou coordenador da Segunda Etapa do Projeto de Restauro.

Os trabalhos desta etapa incluíram a continuidade das ações de restauração e conservação de bens da arquitetura mortuária do Parque Cemitério da Soledade; de qualificação e formação de mão de obra especializada para a conservação e restauro de bens culturais e aquisição de equipamentos para as atividades de restauro. 

Como resultado das intervenções, a UFPA incentiva a produção científica, a divulgação do conhecimento produzido no estado do Pará, assim como estimula a valorização do patrimônio cultural, o fomento à indústria ao turismo e à economia regional.

*Com informações da UFPA

Serviços eleitorais, treinamento com a urna eletrônica e mais: TRE marca presença na Expofeira do Amapá 2025

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) também marca presença na 54ª Expofeira com estande de atendimentos ao eleitorado. Serviços eleitorais, treinamento com a urna eletrônica e mais serviços são oferecidos no estande localizado no Pavilhão Institucional.

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A presença do Tribunal na maior feira do estado tem como objetivo aproximar ainda mais a Justiça Eleitoral da população, facilitando o acesso aos serviços e garantindo que eleitoras e eleitores estejam em dia com suas obrigações eleitorais.

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.

Bactéria descoberta na Amazônia é do mesmo gênero de causadora da bartonelose humana

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Bactéria foi descoberta na Amazônia. Foto: Jennifer Salgado/Acervo pessoal

Uma nova espécie de bactéria do gênero Bartonella foi encontrada no Parque Nacional da Amazônia, no Pará, em insetos flebotomíneos, também conhecidos como mosquitos-palha. Geralmente, esse tipo de inseto é associado à transmissão da leishmaniose, mas, segundo os pesquisadores, o DNA encontrado apresentou semelhança com patógenos de outras duas espécies de bactérias dos Andes, B. bacilliformis e B. ancashensis, que causam a doença de Carrión, chamada de verruga-peruana e febre de Oroya, ambas transmitidas por flebotomíneos.

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No Brasil ainda não há indícios de que essa nova espécie de bactéria possa causar alguma doença, mas como espécies do gênero Bartonella são responsáveis por diversas doenças em outros países, é preciso que os estudos tenham continuidade.

Bactéria descoberta na Amazônia
Foto: Greenpeace Brasil

A pesquisa foi conduzida por Marcos Rogério André, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (FCAV-Unesp), campus de Jaboticabal, em parceria com Eunice Aparecida Bianchi Galati, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP). O estudo recebeu apoio da FAPESP.

O trabalho foi publicado na revista científica Acta Tropica e contou com a participação dos pesquisadores Paulo Vitor Cadina Arantes, Israel de Souza Pinto, Daniel Antônio Braga Lee, Anna Cláudia Baumel Mongruel e Rosângela Zacarias Machado.

Leia também: Produtores usam fungos e bactérias para combater pragas e doenças em lavouras de soja em Roraima

O que é a doença

O termo “bartonelose” se refere a um grupo de doenças causadas por bactérias do gênero Bartonella, transmitidas por diversos vetores. Além do mosquito-palha, elas também podem ser transmitidas por pulgas e piolhos.

Geralmente, os sintomas incluem infecções que demoram a passar, tanto nos humanos quanto nos animais. Como essas bactérias ficam por um longo período no organismo sem serem detectadas, acabam prejudicando os pacientes que já estão com problemas de imunidade.

Foto: Eduardo Cesar/Pesquisa FAPESP

“As bartoneloses são doenças negligenciadas. A enfermidade mais conhecida pelos profissionais de saúde é a doença da arranhadura do gato, causada por Bartonella henselae. É importante entender a real prevalência dessas enfermidades, principalmente em regiões isoladas e com baixo índice de desenvolvimento humano, onde as populações não têm fácil acesso aos serviços de saúde”, explica André.

O objetivo da pesquisa foi investigar a presença do DNA da Bartonella spp. em 297 espécimes de fêmeas de flebotomíneos, ou mosquitos-palha (Diptera: Psychodidae) coletados no Parque Nacional da Amazônia, no Estado do Pará. “Este parque possui cavernas e recebe muitos visitantes, por isso é importante estudá-lo”, destaca o pesquisador.

As coletas dos flebotomíneos foram feitas de fevereiro de 2022 a fevereiro de 2023. Todos os meses, os pesquisadores coletavam amostras ao longo de duas trilhas próximas às bases dos rios Uruá e Tracoá, localizados dentro da unidade de conservação.

“O encontro de espécies de Bartonella em flebotomíneos aqui do Brasil pode ser um indicativo de que B. bacilliformis e B. ancashensis, que causam a doença de Carrión ou verruga-peruana, podem se adaptar a espécies não andinas e serem transmitidas em áreas fora dos Andes. Isso não é muita extrapolação, pois duas espécies que foram apontadas como vetores da B. bacilliformis, Pintomyia robusta e Pintomyia maranonensis no Peru, são muito próximas a espécies que ocorrem no Brasil, respectivamente, Pintomyia serrana e Pintomyia nevesi”, explica Galati.

Nos últimos anos, o grupo vem tentando estudar a diversidade das bactérias encontradas nesse gênero e as doenças que elas causam, tanto nos humanos quanto nos animais. De acordo com os cientistas, as sequências encontradas na Amazônia são diferentes das encontradas no Peru, mas os resultados corroboram dados coletados em um estudo anterior.

Conforme André, este segundo artigo do grupo de pesquisa confirma indícios que eles haviam encontrado em outros estudos, de novas espécies de Bartonella no Acre, por exemplo. Por isso, decidiram ampliar a investigação para analisar amostras do Pará e de outros locais.

Foto: Léo Ramos Chaves/Revista Pesquisa FAPESP

“Estamos detectando uma linhagem aqui no Brasil que nunca foi descrita e que é muito próxima a de duas espécies do gênero Bartonella que causam doenças nos países andinos. Apesar dessa proximidade, não temos ainda informação sobre se ela pode causar doença com quadro distinto. Por isso, precisamos estudá-las ainda mais”, ressalva o professor.

Para continuar mapeando os insetos e as bactérias com as quais eles estão possivelmente infectados, os pesquisadores estão coletando amostras em diversos biomas.

“Os próximos passos são continuar as investigações envolvendo mais populações de flebotomíneos e outros dípteros de diferentes biomas na busca dessas linhagens encontradas, além de buscar outras linhagens”, adianta Galati.

Conforme a pesquisadora, um passo seguinte seria investigar em que animais esses insetos estariam se alimentando na busca de “reservatórios”.

“Tenho um projeto com financiamento da FAPESP em que consegui armazenar muitos espécimes de flebotomíneos da Mata Atlântica de São Paulo, e a ideia é explorar esse material em parceria com o professor André”, revela Galati.

Para os pesquisadores, embora os resultados sejam preliminares, o projeto ajudou a descortinar a possibilidade de encontrar agentes de doenças que ainda não tinham sido detectados.

Segundo André, como se trata de algo novo, seria muito interessante que médicos e pesquisadores se unissem para investigar esse grupo de bactérias em pessoas que apresentam febre de origem desconhecida.

“Será que pessoas com febre que são mandadas muitas vezes para casa, e que têm repetições de episódios febris, não estariam infectadas com esse patógeno? Será que os pacientes com leishmania não estariam também coinfectados com essa nova espécie de Bartonella?”, questiona o professor.

O artigo Molecular evidence of Bartonella spp. in sand flies (Diptera: Psychodidae) from the Brazilian Amazon pode ser lido AQUI.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência FAPESP, escrito por Cristiane Paião

Detran Amapá leva serviços para a 54ª Expofeira; confira a lista

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Um espaço dedicado do Departamento Estadual de Trânsito do Amapá (Detran-AP) está com serviços de habilitação, veículos e orientações do leilão para a 54ª Expofeira. O órgão oferece atendimento completo no Núcleo de Prova Prática durante o evento, incluindo emissão de documentos, início de processos de habilitação e informações sobre leilão on-line.

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O espaço também oferecerá uma experiência prática e educativa. Dois veículos oficiais utilizados na prova prática de direção estarão em exposição para que os visitantes possam conhecer o sistema de telemetria, que monitora o candidato durante o exame prático.

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.